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Diretor do SPFC é favorável à renovação de Lugano. Leco ficou em dúvida
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Colaborou José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Lugano gostaria de já ter resolvido sua situação no São Paulo. O zagueiro fica sem contrato no dia 30 de junho e ainda não foi comunicado se o clube deseja a renovação.

O blog apurou que Vinicius Pinotti, diretor executivo de futebol, é favorável à renovação, mas que  nada foi definido por causa de dúvidas do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva durante o processo de decisão.  Principalmente, também conforme apuração deste blogueiro, por achar o uruguaio caro para um reserva. Leco entende que só deve manter o beque se a conclusão for de que sua permanência trará benefícios técnicos, não apenas para agradar a torcida ou para homenagear quem tem passado vitorioso na agremiação.

Já o técnico Rogério Ceni se manifestou a favor da prorrogação do compromisso de Lugano com o clube até o final do ano por conta do papel de liderança que ele exerce no elenco.

Parte dos jogadores também faz campanha pela renovação, apesar de avaliar que o uruguaio não tem condição de ser titular. Esses atletas entendem que a prorrogação contratual seria um sinal de respeito com Lugano.

Nesse cenário, a decisão que a diretoria precisa tomar se tornou mais complexa do que apenas medir a relação entre custo e benefício. Por se tratar de um ídolo e líder, o desfecho terá reflexos na torcida, entre os conselheiros e no vestiário.

O blog tentou falar com Leco na tarde desta quarta-feira, mas ele estava em reunião. Seus colegas de diretoria afirmam não saber qual será a palavra final do presidente.

Enquanto isso, Lugano teve sondagem do futebol asiático, mas seu desejo é permanecer no Morumbi.


Reforço badalado, Lugano agora é visto como sem condições de ser titular
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Em janeiro, torcida e dirigentes do São Paulo estavam em êxtase com a contratação de Lugano. Sete meses depois, é praticamente consenso no Morumbi que o uruguaio não tem condições de ser titular da equipe. Mesmo com Rodrigo Caio na seleção olímpica.

O zagueiro Lugano (Crédito: Rivaldo Gomes/Folhapress)

O zagueiro Lugano (Crédito: Rivaldo Gomes/Folhapress)

Conselheiros e pelo menos parte dos diretores argumentam que o zagueiro de 35 anos tem sua condição física prejudicada pela idade. Por isso chega atrasado em quantidade considerável de lances. Há também quem diga agora que a diretoria errou ao contratar o uruguaio. Essa ala entende que os cartolas não deveriam ter entrado no embalo dos torcedores e dado preferência a um beque mais novo.

Para a direção tricolor, no entanto, não houve erro. O discurso é de que Lugano foi contratado não só pelo seu desempenho em campo. Mas também para tentar reaproximar a torcida do time e ajudar a moldar uma equipe com espírito guerreiro. Ele é visto como peça fundamental para o clube ter resgatado o orgulho do torcedor. Na opinião da diretoria, o uruguaio tem sido importante na formação de Lyanco, revelado nas categorias de base do clube. Em momentos diferentes Lugano disse para a diretoria e comissão técnica que o jovem zagueiro estava “voando”, pronto para jogar. Assim, os dirigentes não temem que o uruguaio fique insatisfeito com a reserva.

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Mesmo eliminado, São Paulo merece aplausos de sua torcida
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Com a derrota por 2 a 1 para o Atlético Nacional, na Colômbia, o São Paulo foi eliminado da Libertadores nesta quarta nas semifinais, fase na qual parecia ser incapaz de chegar. Depois de começar o ano sofrendo com salários atrasados, vestiário rachado, irritação da torcida, acusações de corpo mole e até dando vexame ao perder para o boliviano The Strongest em casa, a equipe de Edgardo Bauza deu a volta por cima. Com garra, aplicação tática e boas atuações individuais, principalmente de Michel Bastos, Paulo Henrique Ganso e Calleri, os tricolores conquistaram o direito de sonhar com o título.

Porém, nas semifinais, o clube brasileiro, sem Ganso, lesionado, foi inferior ao Atlético nos dois jogos, e ainda ficou no prejuízo na primeira partida pela expulsão infantil de Maicon. A diferença entre os adversários foi grande. Ficou a impressão de que mesmo sem o cartão vermelho de Maicon no Morumbi não daria para o clube brasileiro.

Por tudo que superou durante a campanha, o elenco são-paulino merece aplausos de sua torcida e apoio para continuidade da temporada, que não promete ser menos dura do que foi a trajetória no torneio continental. Ainda mais se for repetido o descontrole de alguns jogadores, principalmente Lugano e Wesley, ao final da partida na Colômbia. O pênalti não marcado pelo juiz e um suposto erro na expulsão do zagueiro não justificam o destempero tricolor.


Direção do SPFC festeja resultado de broncas e contratações de ‘brigões’
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Com o time classificado para as semifinais da Libertadores, a diretoria do São Paulo festeja o resultado das broncas que deu nos jogadores e das contratações feitas no início do ano. Nos dois casos, a direção buscava uma equipe com espírito valente para enfrentar os desafios do torneio continental. Agora conseguiu o que queria.

A avaliação é de que tanto cobrar que o elenco tivesse coração, que sentisse as derrotas e lutasse contra elas, o time passou a esbanjar valentia.

Além das cobranças, as contratações feitas para esta temporada buscavam dar esse perfil lutador à equipe. Foi assim com o técnico Edgardo Bauza, o argentino Calleri, o chileno Mena e o reserva Lugano. Mas um brasileiro, Maicon, é considerado internamente um dos principais responsáveis por fazer despontar a raça tricolor. Ele é citado como um dos que mais cobram atitude guerreira do time.

O fato de os são-paulinos não fugirem da briga, literalmente, contra Toluca, River Plate, The Strongest (na Bolívia) e Atlético-MG (principalmente no Morumbi) é apontado como prova de que a diretoria atingiu sua meta quando montou a equipe pensando na Libertadores.

Até uma forte discussão entre os atletas no vestiário após a goleada por 4 a 1 sofrida diante do Audax, no Campeonato Paulista, foi festejada como sinal de que o time estava incorporando o espírito desejado pelos cartolas.

O sentimento agora é de que se o São Paulo deixar passar a chance de ganhar a Libertadores, não será por falta de raça ou comprometimento, o que assombrava a diretoria no começo do ano.


Globo x Esporte Interativo chega ao vestiário do São Paulo
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A discussão sobre se o São Paulo deve assinar com Globo ou Esporte Interativo (EI) chegou ao conturbado vestiário tricolor. Na última sexta, na tentativa de apagar o incêndio que começou com atraso nos pagamentos, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, disse aos jogadores que a renovação com a Globo renderá dinheiro suficiente para garantir que tudo será pago em dia até o fim do ano.

O novo compromisso com a Globo valeria a partir de 2019, mas, se o Conselho Deliberativo referendar o acordo em reunião na próxima terça, a emissora pagará já R$ 60 milhões de luvas pelos contratos em TV aberta e fechada (R$ 20 milhões a mais do que o Esporte Interativo oferece de luvas só pelo canal por assinatura).

Essa quantia, segundo a direção tricolor, assegura que não haverá mais atrasos na remuneração dos atletas até dezembro de 2016. O fato é usado pela cúpula são-paulina para convencer os conselheiros a votarem a favor da Globo. Segundo eles, o elenco está ansioso para ver o contrato ser assinado e ter a certeza de que o aperto financeiro não se repetirá. Hoje, há um mês de direito de imagem atrasado.

Os cartolas acreditam que existe um movimento da oposição contra a aprovação só para provocar caos no Morumbi. Esse grupo estaria interessado em dificultar a assinatura com as duas emissoras. E contra-atacam afirmando que a reprovação afetaria diretamente a promessa feita pelo presidente aos atletas. Ou seja, ecoaria no já barulhento vestiário.

“Se alguém da direção falou que vamos fazer isso, disse bobagem. Nunca teríamos uma posição (sobre as propostas da Globo e do EI) sem ouvir a diretoria”, afirmou ao blog Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, ex-candidato à presidência e integrante de um dos grupos de oposição no clube. Ele disse que só vai tomar uma posição depois que ouvir as duas propostas.

Na reunião, será apresentado um quadro comparativo com as ofertas. Mas, no entendimento da cúpula do clube, só a da Globo pode ser referendada, já que a do EI não foi aceita pela diretoria. Se a maioria do conselho votar contra, uma nova reunião teria que ser marcada para referendar um eventual acordo com o EI. Nesse caso, o São Paulo pode de novo ter problemas para pagar em dia os jogadores.

Desde a última sexta, a direção são-paulina trabalha para tentar “colar” o vestiário após Michel Bastos e Lugano divergirem justamente sobre como agir em relação a direitos de imagem atrasados. O brasileiro defendia uma manifestação na qual nenhum jogador daria entrevista após o jogo com o The Strongest. Por sua vez, o uruguaio falou com a imprensa e incentivou colegas a fazerem o mesmo.


Opinião: projeto de liderança para Lugano corre risco após atrito
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Ao contratar Lugano, a diretoria do São Paulo esperava que ele se transformasse no principal líder do elenco após a saída de Rogério Ceni. Mas faltou combinar com o restante do time.

O uruguaio chegou disposto a cumprir o papel dado a ele pela cúpula do clube, agiu sem cerimônias, porém, já no seu primeiro gesto importante bateu de frente, entre outros, com um dos jogadores que mais cobram a diretoria no momento em que os pagamentos atrasam: Michel Bastos.

O resultado é um vestiário dividido, e a ameaça de que o projeto de liderança idealizado pela cúpula do clube para o zagueiro vire pó.

A decisão de Lugano de incentivar jogadores a darem entrevistas depois da derrota para o The Strongest por 1 a 0, pela Libertadores, boicotando o movimento montado para protestar contra os atrasos nos pagamentos, marcou o primeiro confronto de lideranças no Morumbi desde a sua chegada. Isso porque, de acordo com quem transita no vestiário são-paulino, Bastos não gostou da atitude, e o uruguaio soube disso rapidamente. A maior parte dos jogadores deu razão ao brasileiro.

Depois da trombada, o São Paulo pode ser diagnosticado com uma crise de lideranças, envolvendo principalmente um líder (Lugano) escolhido pela diretoria e apoiado pela minoria do grupo, e Bastos, com quem a maior parte dos colegas concorda.

O trabalho da direção, então, passa a ser tentar colar o vestiário. Para isso, terá que tratar os dois principais envolvidos de maneira igual, mesmo com o clube inteiro sabendo que um foi uma contratação desejada pelo presidente e que tem o apoio da Independente, principal organizada são-paulina. Já o outro, além de ser um dos mais criticados pela torcida, foi chamado em rede social de erva daninha por Rodrigo Gaspar, assessor de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e que foi mantido no cargo.

 Atualização

Michel Bastos não foi relacionado para o jogo deste domingo contra o Rio Claro, por decisão da comissão técnica, segundo o site oficial do clube.


Presidente do São Paulo é aconselhado a romper com Independente
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Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo, tem sido aconselhado por membros de sua diretoria a romper com a Independente, principal torcida organizada tricolor. O rompimento seria feito principalmente com um anúncio de que a uniformizada não representa o clube e de que não terá canal exclusivo para comprar ingressos. Leco tem respondido apenas que não vai tolerar violência.

O principal argumento dos que defendem o rompimento são as ameaças de atos violentos por parte da Independente e a pressão para que Leco afaste seu vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro.

Parte dos diretores enxerga uma motivação política na exigência da demissão de Ataíde. Associam a cobrança a José Edgard Galvão, ex-chefe de gabinete de Carlos Miguel Aidar. Influente na torcida e afastado por Leco, ele foi o responsável por aproximar o ex-presidente dos líderes da Independente. Ataíde se desentendeu com Galvão no dia em que o então chefe de gabinete foi ao CT das categorias de base. O vice não admitiu a presença dele no local.

“Quem fala que estou por trás disso é um palhaço. Quem acha que uma torcida precisa ser estimulada a fazer algo diante do estado falimentar e humilhante em que o São Paulo está é um verdadeiro imbecil”, disse Galvão ao blog.

No domingo, membros da Independente foram protestar no CT da Barra Funda após a derrota por 6 a 1 para o Corinthians. Pediram a cabeça de Ataíde e pelo menos uma pedra foi arremessada no ônibus da delegação.

“É inaceitável que a direção do São Paulo insista num diretor que claramente provou não ter habilidade para o cargo e vive num estado falimentar. Ele não dá conta da própria vida, como vai dar conta da vida do clube? Só um imbecil mesmo para achar que alguém precisa motivar a torcida contra alguém assim e que ainda dá risada depois do que aconteceu domingo”, declarou Galvão.

Ataíde é criticado pela Independente por rir durante uma entrevista após a goleada e por não contratar Lugano, entre outras coisas.

O vice de futebol não atendeu aos telefonemas do blog. Porém, Leco explicou em entrevista coletiva nesta segunda que o dirigente sorriu ao ser gentil com um repórter depois da partida, mas que estava sofrendo com a goleada. A respeito de Lugano, a direção sustenta, desde a época de Aidar, que quem não quis trazer o uruguaio foi o técnico Juan Carlos Osorio.

A Independente, que sempre negou agir com motivação política, se revoltou ao ouvir Leco bancar a permanência de Ataíde durante a mesma entrevista coletiva. “Leco, com essa sua afirmação de que o Ataíde continua, sua história como presidente será curta, não vai se reeleger”, escreveu a Independente em sua conta no Twitter.

Independente e Dragões da Real fizeram no início da tarde desta terça um novo protesto em frente ao portão principal do Morumbi.


Lugano não seduz cúpula do São Paulo
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Desejado pela torcida e por conselheiros do São Paulo, Lugano não provoca a mesma empolgação na cúpula são-paulina. A avaliação é de que aos 33 anos o uruguaio não joga mais no mesmo nível de sua primeira passagem pelo Morumbi. E que é um jogador caro para sua idade.

Também pesa contra o retorno do ídolo o fato de a direção avaliar que a zaga são-paulina vive um momento de estabilidade.

Além disso, os dirigentes tricolores acreditam que o próprio Lugano vê com reservas a possibilidade de voltar. Teria receio de não jogar tanto quanto antes e decepcionar a torcida.


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