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Opinião: Três maus exemplos dados por Osorio ao detonar Neymar
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Juan Carlos Osorio entrou para a história da Copa do Mundo de 2018 pela porta dos fundos. Ao criticar Neymar e a arbitragem o treinador do México foi o responsável por dar mau exemplo, e não o camisa 10 da seleção, como disse o colombiano. Abaixo veja os maus exemplos de Osório.

1 – Desvio de foco

Ao dizer que a arbitragem atrapalhou o México, o treinador seguiu o manual clássico do técnico ultrapassado. Aquele profissional  que não assume seus erros e irresponsavelmente joga o juiz contra a torcida. Ou alguém acredita que os quatro minutos em que Neymar ficou no chão após levar um pisão realmente atrapalharam o México a ponto de influenciarem no resultado?

2 – Machismo

Ao dizer que futebol é para homem, Osorio praticou machismo em estado bruto. Foi preconceituoso e ensinou as crianças que o assistiam na entrevista coletiva a como não se comportar. Entre outros absurdos, ele ofendeu mulheres que jogam de maneira maravilhosa e podem ser representadas por Marta.

3 – Estímulo à violência

Ao reclamar do tempo gasto com Neymar caído após levar um pisão de Layún, Osório evitou a discussão mais importante. O comportamento do brasileiro no lance é o que menos interessa. O mexicano deveria ter sido expulso, o que mostra a fragilidade da tese do treinador de que sua seleção foi prejudicada.

A proteção de Osorio ao agressor somada ao surrado bordão “futebol é para homem” soa como incentivo à violência.

 


Opinião: os lados bom e ruim de encarar o México
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Por um lado, o México pode ser considerado o adversário perfeito para o Brasil nas oitavas de final da Copa da Rússia. Isso porque a equipe da América do Norte dá espaços para seus rivais. É tudo com que o Brasil sonha no Mundial.

Prova de como os mexicanos ficam expostos é o fato de o goleiro Ochoa ser o que mais fez defesas na Copa até aqui. Foram 17.

A comparação com Alisson ajuda a entender o que isso significa. O brasileiro é quem menos defendeu: apenas duas vezes, segundo o site da Fifa. A pequena quantidade de trabalho é fruto de um sistema defensivo que protege sua meta, algo que o México não tem no mesmo nível.

Mas achar que os mexicanos serão mamão com açúcar seria um erro. O lado ruim de enfrentá-los é ter pela frente um time suficientemente forte para vencer a Alemanha e se classificar no grupo dos atuais campeões mundiais, eliminados na primeira fase.

O México está em sétimo lugar entre as seleções que mais tentam o gol na Rússia, também de acordo com as estatísticas da Fifa. São 44 oportunidades contra 56 do Brasil, segundo colocado.

Além disso, os mexicanos são comandados por Juan Carlos Osório, conhecedor do futebol brasileiro e que já enfrentou Tite. Em 2015, o treinador brasileiro admitiu dificuldades por causa do esquema tático montado por Osório, que defendia o São Paulo e enfrentava o Corinthians no Morumbi. O jogo terminou empatado em um gol.

Outro ponto é a barulhenta torcida mexicana estar obcecada por eliminar o Brasil numa Copa do Mundo. Será um combustível a mais para eles.

Tais nuances aumentam o grau de imprevisibilidade do duelo. Se, de fato, o México der espaços e o Brasil souber aproveitar, a vaga nas quartas pode ser assegurada com certa tranquilidade, como diante da Sérvia. Porém, caso Osório consiga amarrar o Brasil, deverá ser a partida mais difícil dos pentacampeões até aqui em território russo.


Após empate, Felipão vai ser menos paizão e mais duro
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Na volta do dia de folga, os jogadores da seleção brasileira devem encontrar Felipão menos paizão e mais duro nas cobranças. O treinador deu a pessoas próximas sinais de que pretende sacudir o time antes da última partida da primeira fase, contra Camarões. Isso apesar de publicamente falar apenas que a equipe está evoluindo e que pode conseguir uma “classificação com qualidade”, evitando críticas em relação ao desempenho de seus comandados.

A chacoalhada deve acontecer já na primeira conversa com o grupo na Granja Comary, em sigilo, para que não fique a impressão de que o treinador está expondo seus atletas. Externamente, o discurso deve continuar sendo o mesmo, com o técnico protegendo seus comandados.

Felipão quer o time com a faca entre os dentes, focado no jogo. Essa fome de bola demonstrada na Copa das Confederações foi fundamental para Scolari convocar os mais jovens e deixar atletas experientes e de barriga cheia fora da Copa do Mundo.

Apesar das boas defesas do goleiro mexicano Ochoa, a seleção brasileira não parecia faminta no empate sem gols desta terça.

 

 


Marin mostra irritação com falhas da seleção, e ministro só ouve
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Da tribuna de imprensa do Castelão era possível observar o presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), José Maria Marin, ao lado do ministro Aldo Rebelo, durante Brasil x México.

Mais preocupado com a seleção do que com o COL, como ele mesmo já deixou claro, Marin demonstrou irritação com erros do time. Principalmente nas finalizações.

Na maioria dos lances que davam em nada, ele gesticulava e falava no ouvido do ministro em tom irritado.

Mas o cartola também mostrou insatisfação com falhas de marcação. Depois de uma das defesas de Júlio César no segundo tempo, Marin esbravejou para o ministro, que, como fez na maior parte do jogo, não respondeu. Aldo usava um fone de ouvido e por algumas vezes prestou mais atenção no celular do que na partida.

Também no segundo tempo, o cartola reclamou de um lance desperdiçado por Jô. Com as mãos fez um sinal como se pedisse mais calma do atacante antes de chutar a gol. Dessa vez, no entanto, Rebelo balançou a cabeça, sinalizando concordar.

Ao final do jogo, Marin se levantou e abriu os braços como quem diz: “Fazer o quê?”. Pegou duas bandeirinhas do Brasil que tinha deixado no chão e saiu carregando também um cachecol verde e amarelo usado no primeiro tempo.

Apesar de mostrar irritação com o desempenho da equipe nacional, Marin disse, na saída do estádio, ao blog: “Gostei do jogo, gostei do jogo”. “Poderíamos ter vencido”, afirmou Rebelo, um dos três ministros que foram ao estádio. Vinicius Lages (Turismo) e José Eduardo Cardozo também estavam presentes.

Pouco depois de Marin entrar no carro, Alexandre Silveira, secretário da presidência da CBF desde os tempos de Ricardo Teixeira, deu um pequeno show gritando com uma segurança por causa da demora para liberar três carros de dirigentes. Num gesto de irritação e de falta de educação, Alexandre resolveu jogar fora as chaves do hotel em que ficou em Fortaleza. Apesar de estar a poucos metros de uma lixeira, arremessou com força os cartões do quarto 1004 do Hotel Grand Marquise no chão. Neles estava escrito “Silveira”.
Atualização
Após a publicação do post, Marin disse por meio da assessoria de imprensa da CBF que gesticulou reclamando das defesas do goleiro mexicano, não por causa do ataque brasileiro. O blog mantém as informações.


Cartolas de federações reclamam de desconforto em trem da alegria da Copa
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Pelo menos 15 representantes de federações estaduais estão em Fortaleza para assistir à partida entre Brasil e México, nesta terça. A CBF convidou os presidentes das 27 entidades dos Estados para acompanhar todos os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. Eles têm direito a dois ingressos para cada partida, passagens aéreas e estadia. Mesmo assim, parte do grupo está insatisfeita.

O número de entradas foi considerado reduzido. Na cerimônia de inauguração da sede da CBF, antes de a Copa começar, já houve protestos de dirigentes que queriam mais bilhetes e passagens para levar familiares aos jogos.

Outra queixa é em relação ao fato de os cartolas terem que voltar para casa depois de cada partida. Alguns queriam uma excursão até o fim do Mundial por conta da confederação.

Em São Paulo, antes de Brasil x Croácia, e agora em Fortaleza, os hotéis escolhidos não agradaram a todos. Ambos foram considerados pelos dirigentes abaixo do nível dos locais em que eles ficaram hospedados durante a Copa das Confederações.

No Ceará, a localização do hotel também não agradou, pois fica ao lado do local em que acontece a Fan Fest, evento da Fifa para torcedores assistirem aos jogos em telões. Por isso, a região é uma das mais barulhentas da cidade.

Mas José Maria Marin, presidente da CBF, está livre do desconforto. O dirigente escolheu um hotel mais afastado dali, mais luxuoso e usado por cartolas da Fifa. Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista e eleito para suceder Marin a partir do ano que vem também ficará lá.

Em geral, a queixa dos presidentes é de que a CBF tinha a mão mais aberta no ano passado, durante a Copa das Confederações, ainda em período pré-eleitoral.

A favor da entidade pesa o fato de que os melhores hotéis nas cidades da Copa foram ocupados pela Fifa e seus parceiros. Além disso, conseguir ingressos agora é mais difícil.

O blog não conseguiu falar com Marin sobre o assunto. E Del Nero não atendeu ao celular.

Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Pará, Goiás, Amazonas, Roraima e Acre estão entre as federações que têm representantes em Fortaleza.


Futebol comum de Neymar em final preocupa mais do que futuro de treinador
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Desde que assumiu a CBF, José Maria Marin foi aconselhado por seus colaboradores a se livrar de Mano Menezes com mais rapidez do que os mexicanos ao abrirem o placar na final olímpica. No entanto, ouviu sugestões para esperar um momento de revolta popular para anunciar a demissão.

E o momento chegou. A perda do ouro olímpico é a bala de prata para a CBF eliminar Mano. Porém, Marin está numa saia justa. Elogiou a seleção e seu treinador durante toda a campanha nos Jogos Olímpicos. Vai ficar feio se demitir Mano agora para trazer Muricy Ramalho ou Felipão. São os dois nomes estudados.

Definir quem vai ser o treinador do time nacional em 2014 não é o maior motivo de preocupação que a derrota em Londres deixa para os comandantes do futebol brasileiro. Se não estão, eles deveriam estar mais preocupados com Neymar.

O craque foi um gigante até as semifinais. Na final,  acordou no segundo tempo, mas não foi letal. Foi tão comum a ponto de isolar a bola aos 13 minutos do segundo tempo como qualquer outro faria.

 Não se pode jogar nele a culpa pela derrota. Mas o que se espera de um atleta de seu nível é que desequilibre quando o time não vai bem. E ele não fez isso. Como não fez na final do Mundial de Clubes da Fifa, pelo Santos, contra o Barcelona. Também não foi capaz de fazer seu time passar pelo Corinthians na Libertadores.

Mano ou quem for o treinador em 2014 precisa descobrir o que acontece. Não parece coincidência. Na Copa, muito mais do que contra os mexicanos , o Brasil vai precisar do Neymar que desequilibra. E ter no banco um técnico que dê conta do recado é mais fácil do que achar um jogador capaz de salvar o time num dia ruim.


Carta de Marin para seleção soa como garantia de emprego para Mano Menzes
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O site da CBF tem um espaço para a “Palavra do Presidente”. Nele, na útltima terça, Jósé Maria Marin rasgou elogios à seleção brasileira. O tom do pronunciamento destoa das alfinetadas que o cartola já deu em Mano Menezes.

Trata-se de um documento para Mano imprimir e guardar. Se o time nacional cair na final olímpica contra o México e a cúpula da CBF decidir demiti-lo, ele poderá usar o pronunciamento do presidente ao menos para gerar constrangimento ao cartola.

Aliados de Marin asseguram que apesar da rasgação de seda, Mano será colocado no olho da rua se garantir só a prata na partida de hoje.

Marin diz que o futebol do time de Mano está à altura do prestígio da seleção brasileira

Se de fato o treinador perder o emprego, será curioso ver Marin se explicar após dizer que a seleção e seu técnico estão de parabéns. Ou que “o Brasil, para nossa felicidade, com uma campanha excelente, deixou o público gratificado em ter presenciado atuações à altura da fama e do prestígio do futebol pentacampeão do mundo.”

Mas, para quem enfiou uma medalha da Copa São Paulo no bolso e não ficou corado ao justificar que ela foi dada de presente, explicar uma mudança radical de opinião não seria tão embaraçoso.

Leia baixo, na íntegra o texto escrito por Marin no site da CBF. É uma espécie de carta aberta à seleção:

A Seleção Brasileira está de parabéns!

Grande parte da missão está cumprida. A Seleção Brasileira conquistou com muita justiça o direito de disputar neste sábado em Wembley a medalha de ouro das Olimpíadas de Londres.

Não é pouca coisa. Entrar em campo no legendário estádio para o momento maior do torneio olímpico de futebol foi o objetivo de todos, mas só duas equipes conseguiram.

O Brasil, para nossa felicidade, com uma campanha excelente, que deixou o público gratificado em ter presenciado atuações à altura da fama e do prestígio do futebol pentacampeão do mundo.

Quero ressaltar que para mim não se constituiu novidade o que vi em campo nos cinco jogos das Olimpíadas. Para minha enorme satisfação, foi a comprovação do que tinha observado atentamente e de muito perto na convivência com o grupo nos recentes amistosos nos Estados Unidos.

Naqueles dias, disse – e, agora, repito – que estava feliz por ter visto nesse grupo de jogadores a volta do orgulho em vestir a camisa da Seleção Brasileira. Isso agora é uma realidade, e está claro para todos nós e principalmente para o torcedor brasileiro.

Neste sábado, como aconteceu nos jogos anteriores, eu estarei em Wembley. Não só como presidente da CBF, mas acima de tudo como todo brasileiro apaixonado por futebol e pela sua seleção: confiante, porque sabedor que hoje temos uma seleção muito bem preparada, unida e que vai lutar ao máximo em campo para nos dar essa medalha inédita.

Por tudo isso, por tudo que foi feito até aqui, meus cumprimentos aos nossos talentosos jogadores, ao técnico Mano Menezes e a sua comissão técnica. Sem esquecer, ainda, do diretor de Seleções Andrés Sanchez e do chefe Delfim Peixoto.

Eles também merecem os parabéns.


Blindagem não funciona, e Mano sinaliza que contra-ataques cedidos por Neymar atrapalham seleção
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Mano Menezes quis dar a Neymar a proteção que não tem da cúpula da CBF ao evitar analisar diretamente o desempenho do atacante na derrota contra o México. Mas, nas entrelinhas, ficou claro que para o treinador o santista prejudicou o time.

Ao reclamar dos contra-ataques cedidos e do excesso de indiviudalismo, o técnico joga luz no lance do primeiro gol mexicano, nascido num drible errado de Neymar. Os adversários ganharam a bola de bandeja e pegaram a defesa brasileira desprevinida. Numa rápida leitura labial, dá para perceber que até o goleiro Rafael, colega de Neymar no Santos, reclama do contra-ataque.

A preocupação do treinador parece ser maior com o estrago que um drible errado pode fazer na defesa do que  com o fato de o craque do time não balançar a rede.

Mano ficou numa situação delicada. Viu a sua principal esperança entregar o ouro. Sabe que precisa blindar o astro para tentar passar pelos argentinos e não dar pretexto para José Maria Marin demiti-lo.

O presidente da CBF, aliás, já concorre ao lado de Marco Plo Del Nero ao título de pé-frio do ano. A dupla não estava presente nas duas vitórias anteriores, mas acompanhou a derrota contra os mexicanos.


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