Blog do Perrone

Arquivo : Mustafá Contursi

Não é mais só Mustafá x Leila. Mudança estatutária rachou grupos políticos
Comentários Comente

Perrone

Quando Maurício Galiotte foi eleito presidente do Palmeiras, em novembro de 2016,  como candidato único, o clube estava perto de uma pacificação histórica. Cerca de um ano e cinco meses depois, a calmaria não existe mais.

Primeiro, a harmonia foi quebrada pelo conflito entre Mustafá Contursi e Leila Pereira. A conselheira, dona da Crefisa e da FAM, patrocinadoras palmeirenses, levantou suspeitas de envolvimento do ex-dirigente com cambistas. O cartola negou a acusação, e o caso foi parar no Minsitério Público.

Os “mustafistas” acusaram a empresária de tentar se vingar de Contursi por ele supostamente não ter ajudado a conselheira a conseguir uma alteração estatutária para diminuir o tempo que ela precisaria para ser candidatar à presidência.

A disputa entre os dois aumentou com a proximidade da votação no conselho sobre a mudança do mandato presidencial de dois para três anos. Mustafá foi contra, e Leila, a favor. Na última segunda, a proposta pelo triênio, apoiada também por Galiotte, venceu de maneira apertada.

Não é mais um duelo

O pleito, porém, marcou o fim da polarização da briga política no Palmeiras entre Mustafá e Leila. A maioria dos grupos políticos não entrou em consenso. Houve rachas e consequentemente deserções.

O resultado é um cenário mais multifacetado do que antes e até novas desavenças pessoais entre conselheiros.

Um símbolo da fragmentação causada nos “partidos” alviverdes é o grupo “Palmeiras Responsável”. Criado para combater a ideia de que a eventual mudança pudesse valer já para o próximo presidente a ser eleito em novembro, o grupo conta com pelo menos cerca de 40 integrantes de diferentes alas.

A corrente seguirá trabalhando contra a mudança aprovada no conselho, já que ela precisa ser referendada pelos sócios.

Entre os membros do movimento estão o primeiro vice-presidente, Genaro Marino, ligado a Nobre, Carlos Antonio Faedo, vice-presidente do Conselho Deliberativo, José Corona Neto, ferrenho opositor da atual gestão, o ex-vereador Nelo Rodolfo e conselheiros ligados a Mustafá, entre gente de outros “partidos”.

O grupo conta ainda com integrantes da UVB (União Verde e Branca), que foi uma das principais correntes de oposição à gestão de Paulo Nobre. O caso dessa ala ilustra bem a turbulência causada pela disputa referente à última mudança estatutária. A UBV fechou apoio aos três anos com validade já na próxima gestão. Parte dos membros não concordou com a decisão.

Eleição

Publicamente, líderes do Palmeiras Responsável afirmam que seu foco é só a decisão sobre a atual proposta de mudança estatutária. Mas há membros de peso no grupo que fazem planos mais ousados. Planejam que o movimento se torne um forte grupo de oposição a Galiotte e Leila com objetivo de lançar candidato no próximo pleito.

Existe também o pensamento de que é possível equilibrar a disputa financeira com Leila unindo forças.

O principal argumento da nova ala é de que a alteração não pode favorecer o presidente que está atualmente no poder e trabalha pela mudança. Galiotte pretende se candidatar em novembro. Assim o grupo entende que a mudança só deveria valer para a gestão seguinte à próxima.

O novo formato também é visto por eles com uma forma de favorecer Leila. Se o próximo mandato for novamente de dois anos, ela ainda não poderá ser candidata ao final dele por não ter o tempo mínimo exigido como conselheira. Mas, se for uma gestão de três anos, a empresária estará apta a se candidatar. E caso Galiotte seja o presidente, ela deve ser candidata da situação.

Os líderes do Palmeiras Responsável torcem o nariz para o fato de a patrocinadora ter oferecido jantares em restaurantes luxuosos e convidado conselheiros para irem aos jogos do Palmeiras fora de casa em seu jato. Em pelo menos uma das ocasiões, os agraciados se encontraram com Galiotte.

“A atual diretoria executiva extrapolou os limites no convencimento aos conselheiros indecisos. Respeitamos e compreendemos o jogo político, mas um olhar mais atento evidencia que os instrumentos utilizados foram muito além do debate”, diz trecho de manifesto divulgado nesta quinta pelo Palmeiras Responsável.


Com Leila, restaurante de luxo em SP vira palco para política palmeirense
Comentários Comente

Perrone

A entrada do casal dono da Crefisa no conselho deliberativo do Palmeiras está mudando o jeito como se faz política no clube. Ou pelo menos onde se faz, o que é degustado durante os debates e o valor das contas. Os encontros entre conselheiros não acontecem mais apenas em cantinas e pizzarias tradicionais de São Paulo. José Roberto Lamacchia e Leila Pereira abriram as portas do Fasano, um dos mais requintados restaurantes da cidade, para seus colegas.

Na última segunda, alguns deles foram convidados pelo casal para jantar no famoso estabelecimento. No lugar de pizzas e massas de gosto popular, a casa, uma das mais caras da capital e com sotaque italiano, oferece pratos incomuns para o grande público. Um exemplo é o carpaccio de vieira com iogurte e arroz selvagem crocante.

Mas no cardápio do encontro de conselheiros com Lamacchia e Leila também estavam as futuras mudanças no estatuto do clube e o novo formato do patrocínio da Crefisa com o Palmeiras. É o que explicou ao blog Seraphim Del Grande, presidente do conselho deliberativo palmeirense e também presente ao jantar.

“A Leila fez o convite. Eu aproveitei pra explicar para eles  sobre a comissão que estuda mudanças estatutárias. Ela também falou sobre esse novo acordo com o clube que todos querem saber”, disse Del Grande ao blog.

Por sua vez, a empresária não deu detalhes a respeito do que foi conversado durante o jantar em elegante ambiente. Por meio de sua assessoria de imprensa, ela afirmou: “foram 22 amigos que participaram desse encontro, entre eles vários conselheiros do Palmeiras. A noite foi muito agradável, falamos de muitos assuntos, mas pode ter certeza de uma coisa, ali todos estavam interessados no bem do clube, em sempre poder ajudar o Palmeiras em tudo que ele precisar.”

Del Grande é ferrenho defensor da alteração do tempo de mandato do presidente alviverde de dois para três anos. “Dois anos é pouco tempo para trabalhar. Na maioria dos clubes são três anos. A Leila também entende que esse é o melhor caminho”, afirmou o presidente do conselho.

Integrantes do grupo político do ex-presidente Mustafá Contursi, críticos de Leila, acreditam que a mudança facilitaria uma eventual candidatura da empresária à presidência. O raciocínio é de que, caso Maurício Galiotte seja eleito em novembro para mais dois anos de administração, a dona da Crefisa ainda não teria o tempo mínimo necessário para ser candidata à sua sucessão e contar com o apoio dele. Na hipótese de um mandato estendido, ela já estaria apta a concorrer e com a indicação do cartola.

“Essa proposta de mudança não tem nada a ver com a Leila. Surgiu ainda quando Paulo Nobre era presidente. Faz tempo que decidimos dividir as alterações no estatuto em fases. Estamos discutindo mais uma agora”, declarou Del Grande.

O novo modelo de contrato entre Crefisa e Palmeiras também provoca discussões acaloradas no Palmeiras. Antes, o clube apenas precisava devolver para a patrocinadora a receita que obtivesse com a revenda de atletas bancados por ela. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria todo com o Palmeiras. Mas depois de cobrança da Receita Federal junto à empresa, o trato foi modificado. Agora o alviverde precisa devolver o dinheiro independentemente de lucro ou prejuízo. Assim, se um jogador ficar sem contrato e sair de graça, o clube tem que cobrir o rombo. O conselho fiscal quer outra solução por entender que essa é arriscada para a agremiação. Já a diretoria avalia não haver risco. Acredita que jogadores bem revendidos compensariam eventuais atletas liberados sem retorno financeiro.

Não é apenas em volta de uma sofisticada mesa que Leila tem se aproximado dos conselheiros. Já se tornou tradição ela convidar os colegas para acompanhar a equipe fora de casa viajando em seu jato.

 

 

 

 


Carona em jato e contradições. O inquérito que envolve Mustafá e Crefisa
Comentários Comente

Perrone

Uma história com desconfianças, supostas trocas de favores, viagens internacionais em jato particular e até um vilão misterioso. Esse é o enredo revelado pelos depoimentos colhidos pela Policia Civil que apura o suposto envolvimento de Mustafá Contursi em venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras. O ex-presidente alviverde nega as acusações.

O blog teve acesso a sete depoimentos de testemunhas ouvidas pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva). Seis delas não ligam Contursi ao cambista que estaria envolvido no caso e ainda não teve sua identidade descoberta. O depoimento que coloca sob suspeita o que Mustafá fazia com os ingressos é o de Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), patrocinadoras palmeirenses.

Uma das pessoas ouvidas afirma que Leila distribuía os ingressos para que sócios votassem nela para o cargo de conselheira do clube, o que não é confirmado pelas declarações da empresária aos policiais.

O blog não localizou na pasta sobre o caso no Fórum Criminal da Barra Funda o depoimento de Mustafá, mas obteve informações sobre as alegações mais importantes do cartola. Procurado, ele não atendeu aos telefonemas.

Abaixo, conheça os principais detalhes do inquérito.

Mustafá está envolvido ou não?

O caso foi parar na polícia a pedido do promotor Paulo Castilho depois de o Conselho Deliberativo palmeirense iniciar uma investigação.

À polícia, Seraphim Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo, contou que tudo começou ao receber um telefonema de Leila. De acordo com seu depoimento, ela dizia ter sido procurada por Paulo Serdan, presidente da escola de Samba Mancha Alviverde. O torcedor, carnavalesco e conselheiro do clube teria contado que foi contatado pela sócia palmeirense Eliane de Souza Guimarães Fontana relatando que vinha sofrendo ameaças de um cambista que se dizia integrante da Mancha e para quem ela repassava ingressos cedidos pela Crefisa.

O presidente do conselho contou aos policiais que chamou Serdan para dar explicações e que ele confirmou o pedido de ajuda feito por Eliane para cessar as ameaças. O cambista estaria nervoso porque ela havia deixado de entregar para ele ingressos vindos da Crefisa.

No depoimento de Seraphim está escrito “que em momento algum o conselheiro Paulo Rogério (apelidado de Paulo Serdan) citou o nome do senhor Mustafá Contursi”. Carlos Antonio Faedo, vice-presidente do conselho palmeirense, repetiu não ter ouvido o nome do ex-presidente ser pronunciado pelo membro da Mancha.

Também convocado a depor na polícia, Serdan praticamente confirmou as informações de Seraphim. Ele não citou Mustafá como fazendo parte da conversa com Eliane e disse desconhecer a relação entre a associada do clube e o ex-presidente.

O torcedor e membro do conselho palmeirense ainda contou que Eliane afirmou receber ingressos de Leila para distribuir  a conselheiros e associados. “Contudo, Eliane, dava alguns ingressos para um indivíduo que se dizia associado da Torcida Mancha Alviverde em troca de favores que o mesmo fez durante a campanha de Leila. Contudo, quando Eliane parou de receber os ingressos de Leila, aquele indivíduo passou a ameçar-lhe de forma insistente…”, diz trecho do relato sobre o depoimento de Serdan no inquérito.

Pivô da confusão, Eliane contou aos policiais que recebia 20 ingressos dados por Leila por jogo. E que eles eram enviados à sede do sindicato de clubes presidido por Mustafá em envelope fechado, depois repassado a ela. Contou também  que o cartola recebia em outra embalagem 50 bilhetes. Ou seja, as entradas dadas a ela nada teriam a ver com as ganhas por Contursi, segundo sua versão.

Ela negou que tenha sofrido ameaças. Contou que, durante a campanha de Leila, recebeu o telefonema de um homem que se identificou como Anderson e pediu ingressos, alegando que votaria na empresária e conseguiria mais eleitores. Ele passou a receber três bilhetes por partida para levar familiares e conhecidos. Em julho de 2017, já passado o pleito para o conselho, ela parou de receber as entradas da Crefisa. Nesse momento, Anderson teria insistido em conseguir os bilhetes com seguidos telefonemas e mensagens. Por considerar seu interlocutor inconveniente, ela afirma ter pedido ajuda de Serdan para encerrar as cobranças.

Em suas declarações, Eliane não menciona Anderson como cambista e também nega que tenha recebido dinheiro dele pelos ingressos.

Comprovantes de entrega de ingressos da Crefisa para Mustafá anexados ao inquérito sobre suposto repasse a cambista

A versão de Eliane não bate totalmente com o depoimento de Leila. A dona da Crefisa disse que em meados de 2015 passou a enviar 70 ingressos por jogo para Mustafá, por solicitação dele e com a finalidade de serem entregues a conselheiros e sócios. A cortesia era feita em virtude do respeito que tinha pelo ex-presidente. Os bilhetes eram enviados para o sindicato. Ela não cita a cota de 20 entradas para a associada. Admite, porém, que em “poucas vezes, concedeu poucos ingressos, não mais que meia dúzia, a Eilane, a pedido do próprio Mustafá, ignorando por completo que aqueles 70 ingressos enviados a ele (Contursi) eram revendidos por cambistas.”

Ela ainda contou que, certa vez, não enviou as entradas porque Mustafá estava hospitalizado. Então, Eliane ligou para cobrar. Em seguida, Contursi teria feito o mesmo.

Segundo a empresária, por conta de seu patrocínio ao clube, ela tinha direito a uma cota de cerca de 310 ingressos por jogo e ainda comprava mais 250 junto à construtora Wtorre. Os bilhetes, segundo afirmou Leila no depoimento, eram cedidos gratuitamente para clientes e funcionários a título institucional.

Trecho do depoimento no qual Leila Pereira explica cessão de ingressos para Mustafá

Ingresso por voto?

Eliane afirmou à equipe da DRADE que recebia 20 ingressos por jogo da dona da Crefisa para que fossem entregues a sócios para votarem em Leila na disputa pela vaga conselho.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa da empresária respondeu à pergunta sobre a afirmação de Eliane com a seguinte mensagem: “Eram entregues ao sr. Mustafá Contursi 70 ingressos por jogo. Ele quem deve esclarecer como foram parar nas mãos desta senhora Eliane. Ele quem deve esclarecer para as autoridades essa suposta venda de ingressos que lhe eram entregues com protocolo. Esses 70 ingressos deveriam ser dados em cortesia para conselheiros e sócios.”

Em depoimento, Paulo Serdan explica o que ouviu de Eliane

Quem vai ficar com Eliane?

Uma das dúvidas geradas pelos depoimentos é quem tem mais intimidade com Eliane, a protagonista da polêmica: Mustafá ou Leila?

Serdan, por exemplo, relatou que em todos os eventos em que Leila comparecia, Eliane estava junto. Porém, afirmou também que a empresária negou para ele que fosse amiga de longa data da associada, a quem, na ocasião, disse conhecer havia cerca de um ano. O primeiro encontro, segundo a dona da Crefisa, foi casual, em junho de 2016. Musatafá estaria almoçando com Eliane num restaurante e apresentou a amiga ao casal de patrocinadores.

A versão do almoço é confirmada pela sócia palmeirense, que relata ter sido apresentada para ajudar a empresária em sua campanha pela cadeira no conselho.

Na delegacia, Leila afirmou que, a seu ver, Eliane atuava como uma espécie de operadora dos interesses de Contursi.

Mas há pontos divergentes nos depoimentos.  A empresária diz que num segundo encontro Mustafá pediu que ela desse carona para Eliane em seu avião particular até os Estados Unidos para que a amiga dele pudesse visitar a filha que mora lá. Já a suspeita de envolvimento com cambista declara que foi Leila quem ofereceu um lugar na aeronave.

Eliane contou em seu depoimento que fez quatro viagens no avião da dona da Crefisa para Nova York. E que já na primeira reuniu um grupo de torcedores e um sócio do Palmeiras num restaurante para uma confraternização com a empresária e seu marido, José Roberto Lamacchia.

Pelas contas de Leila, segundo seu depoimento, foram oito caronas no jato para associada até os Estados Unidos, além de viagens para acompanhar jogos do Palmeiras. A empresária afirma que Eliane viajava a pedido de Contursi para passar informações ao cartola. A dona da Crefisa diz que a sócia do clube tratava mal funcionários palmeirenses e que chegou a falar com dedo em riste com um membro da comissão técnica.

Desconfiança

Entre suas declarações à polícia, Leila afirmou desconfiar que algo anormal acontecia com os ingressos cedidos para Mustafá porque seus funcionários começaram a receber ligações de torcedores querendo comprar bilhetes da Crefisa. A empresa alega que nunca colocou entradas à venda. Ela afirmou também que chamou atenção o fato de não receber ligações de agradecimento por parte de pessoas que teriam sido agraciadas com ingressos por meio do ex-presidente, diferentemente do que faziam outros beneficiados. Essas desconfianças e a cobrança que recebeu quando deixou de entregar as entradas para o ex-presidente fizeram Leila cancelar os repasses, de acordo com a versão da empresária.

Por sua vez, Eliane diz que começou a receber os bilhetes em novembro de 2016. E que em meados de julho de 2017, quando teria se encerrado o acordo entre Crefisa e WTorre por cadeiras centrais do Allianz Parque, a cortesia foi cortada.

Cambista misterioso

As testemunhas ouvidas no inquérito se referem ao suposto cambista de quatro formas diferentes: Dande MV, Alemão, Alexandre e Anderson. O último nome só foi usado por Eliane, única também a não descrever o sujeito como revendedor ilegal de ingressos.

Reginaldo Pereira dos Santos, membro da Mancha,  descreveu o personagem enigmático como tendo pele branca e, aparentemente, 35 anos. Ele narrou ter sido procurado por Serdan e que a partir de uma foto fornecida por Eliane localizou o suposto revendedor ilegal como sendo Alemão. Em sua lista de amigos no Facebook, o mesmo aparecia como Dand MV (sigla de Mancha Verde). O torcedor e André Guerra, presidente da torcida Mancha Alviverde, declararam terem chamado o acusado de fazer ameaças para conversar na quadra da escola de samba.

Está escrito no depoimento de Reginaldo que “Dand teria negado as ameças a Eliane” e que a conheceu “durante a campanha de Leila para conselheira e que Eliane lhe fornecia alguns ingressos do setor central do campo, os quais Dand repassava para cambistas.” Ele afirmou também que o acusado não disse para quem enviava o dinheiro arrecadado com a venda dos bilhetes e nem como era feita a divisão da receita, além de não saber como a associada do clube conseguia as entradas.

Reginaldo contou ainda que ele e o presidente da torcida pediram para Dand não importunar mais Eliane e nem usar o nome da organizada. Ambos, porém, falaram para a equipe da DRADE que não pegaram o telefone do interlocutor e nem confirmaram se ele é sócio da Mancha.


Jantar entre ‘casal Crefisa’, Luxa e promotor gera polêmica no Palmeiras
Comentários Comente

Perrone

Na última segunda, jantaram juntos num restaurante de São Paulo Vanderlei Luxemburgo, o promotor Paulo Castilho e o casal dono da Crefisa acompanhado por seu assessor de imprensa, Olivério Júnior.

O encontro chegou ao conhecimento de conselheiros do Palmeiras e gerou polêmica por dois motivos: futebol e política.

A aproximação de José Roberto Lamacchia e Leila Pereira com Luxemburgo criou a desconfiança entre parte dos conselheiros de que os empresários têm planos para Luxemburgo no futuro.

Além de patrocinarem o time por meio da Crefisa e da FAM, eles integram o Conselho Deliberativo e Leila deseja presidir o Palmeiras.

Já aliados do ex-presidente Mustafá Contursi se incomodaram com a presença de Castilho no jantar. Entendem que não é ético o integrante do Ministério Público se aproximar dos empresários porque o casal está envolvido num inquérito aberto por Castilho.

Ele pediu investigação para saber se Mustafá repassou ingressos enviados pela Crefisa para um cambista. O dirigente nega ter feito isso.

Procurado pelo blog, Castilho confirmou o jantar e disse não existir problemas no encontro com o casal de empresários.

“Fui jantar com o Luxemburgo que é meu amigo. Eles estavam no restaurante e acabamos ficando na mesma mesa. Você acha que quem quer fazer algo errado faz num restaurante? Não falamos nada que não pudesse ser ouvido. Se eles (empresários) fossem réus, seria um problema. Mas ao meu ver são vítimas. E o promotor pode se aproximar para colher informações sobre o caso”, disse Castilho.

O promotor também afirmou que após a abertura do inquérito participou de almoço na Federação Paulista com a presença de Mustafá.

A assessoria de imprensa do casal dono da Crefisa também declarou não ver problemas no encontro, ressaltando que ele ocorreu em local público.

“Ninguém falou de nada que possa ser conversa velada ou fato que seja sigiloso Os assuntos foram de família, futebol e viagens. Nada além disso. As pessoas que estavam no jantar não falaram de suas atividades profissionais”, disse a assessoria de imprensa dos empresários.

 


Mustafá apresenta e-mail em nome de Leila e com promessa de doação
Comentários Comente

Perrone

Na última terça (20), a defesa do Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional, presidido por Mustafá Contursi, apresentou à Justiça contestação em processo no qual é cobrado em R$ 430 mil, mais juros, por José Roberto Lamacchia, dono da Cresfisa. O advogado David Chien anexou cópia de e-mail, que sustenta ter sido enviado pela mulher de Lamacchia, no qual Leila Pereira, promete doar essa quantia à entidade. Com a mensagem, Mustafá pretende desmentir a versão do empresário de que emprestou o dinheiro e ainda não recebeu o pagamento.

“Vamos fazer a doação de 430 mil reais p (para) o sindicato. Até segunda-feira o dinheiro estará na conta do sindicato. Assim que fizermos o depósito te aviso”, diz a mensagem com a assinatura de Leila M. Pereira. O advogado da entidade apresenta uma série de elementos para sustentar a autenticidade do e-mail e a mulher e sócia de Lamacchia como remetente do aviso enviado em 4 de maio de 2017.

A assessoria de imprensa do dono da Crefisa disse ao blog que ele não tem conhecimento da mensagem. “O sr. José Roberto Lamacchia desconhece esse e-mail. O empréstimo foi tratado com o sr. Mustafá diretamente por Lamacchia. E nem a sra. Leila Pereira e nem as empresas do grupo tem nada com o assunto”, afirmou a assessoria dos patrocinadores do Palmeiras em mensagem pelo celular.

O advogado do sindicato alega que Lamacchia “propositadamente alterou a verdade dos fatos” e que por isso deve ser condenado por litigância de má-fé com o pagamento de indenização correspondente a 20% do valor da causa. Isso além de solicitar que a ação de cobrança seja considerada improcedente.

Ao entrar com a ação, Lamacchia havia apresentado um e-mail no qual Mustfá enviou dados bancários do sindicato. Porém, a mensagem não explicava se a operação era um empréstimo ou doação. O empresário não apresentou à Justiça contrato de empréstimo. Esse é um dos pontos atacados pela defesa do sindicato.

A transferência de dinheiro de Lamacchia para Mustafá aconteceu quando eles e Leila andavam de mãos dadas no Palmeiras. O ex-presidente alviverde já tinha sido o principal articulador da campanha vitoriosa dos empresários ao Conselho Deliberativo. Mustafá também foi protagonista da principal polêmica do pleito ao apresentar documento no qual atestava ter Leila o tempo de sócia necessário para se candidatar. A peça foi fortemente contestada pelo então presidente Paulo Nobre.

Já a cobrança na Justiça aconteceu depois de as partes romperem. Um dos motivos é o caso que foi parar na policia e no Ministério Público sobre o suposto repasse de ingressos dos patrocinadores para Mustafá e que teriam parado na mão de um cambista. Ele nega ter feito tal repasse.

Abaixo, veja copa do e-mail apresentado pelo advogado do sindicato de Mustafá à Justiça.


Dono da Crefisa aciona sindicato de Mustafá por R$ 430 mil
Comentários Comente

Perrone

A crise entre os donos da Crefisa, patrocinadora palmeirense, e Mustafá Contursi, ex-presidente do clube, ganhou mais um capítulo em janeiro. José Roberto Lammacchia, proprietário da empresa, entrou com ação na Justiça para cobrar R$ 430 mil do Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional, presidido pelo cartola. Ele pede que a quantia seja acrescida de juros, atualização monetária e honorários advocatícios.

Como revelou o blog, Lamacchia repassou o dinheiro para a entidade. Ele alega que fez um empréstimo e não recebeu o pagamento. Porém, Mustafá afirmou a membros no sindicato que o empresário fez uma doação. Assim, pela versão do conselheiro palmeirense, o dinheiro não precisaria ser devolvido.

Nesta quarta (31), a juíza Cristiane Amor Espin deu 15 dias úteis, a partir da citação, para o sindicato responder às alegações de Lamacchia.

A assessoria de imprensa do dono da Crefisa afirmou que ele não vai se manifestar sobre o caso. Mustafá não atendeu às ligações do blog.

O envio de dinheiro do empresário para a entidade foi feito em 5 de maio de 2017, conforme alega Lamacchia na ação. Os advogados do empresário apresentaram à Justiça um e-mail do dirigente para Leila Pereira, mulher e sócia de José Roberto, alegando ser uma prova do empréstimo. Obtida pelo blog, porém, a mensagem não menciona ser a transferência um pedido de dinheiro emprestado. Também não esclarece se é uma doação.

“Prezada Leila, conforme solicitado, informo dados bancários do sindicato. Muito agradecido pelas sua providências”, escreveu Mustafá no e-mail em 4 de maio, às 10h59.

A peça inicial apresentada pelos representantes do empresário não cita a existência de contrato de empréstimo referente à quantia. Eles afirmam apenas que Mustafá se comprometeu a pagar em alguns meses, “tão logo fosse solicitado” por Lamacchia. Relatam ainda que, após cerca de seis meses, o empresário pediu o dinheiro de volta, mas não foi atendido. Em seguida, o patrocinador palmeirense enviou uma notificação extrajudicial ao sindicato. No processo, ele alega que Mustafá respondeu que a entidade nada deve a ele.

Na ocasião do envio do dinheiro, o cartola, Lamacchia e sua mulher, Leila Pereira, andavam de mãos dadas. Em fevereiro do mesmo ano o casal foi eleito para o Conselho Deliberativo do clube e teve Contursi como principal cabo eleitoral. O ex-presidente assinou o documento que atestava que Leila tinha o tempo exigido como sócia para ser candidata.

Ainda no ano passado, os ex-aliados se desentenderam. Leila se disse decepcionada com o dirigente por conta de ingressos que a patrocinadora teria repassado a ele e acabaram nas mãos de cambistas. Ele nega ter enviado bilhetes a revendedores. O caso é apurado pela polícia e no clube.

Depois, Leila deu outras declarações criticando o novo desafeto.

Aliados do dirigente sustentam que ela rompeu com Mustafá porque ele se recusou a trabalhar para reduzir o tempo necessário para conselheiros poderem disputar a eleição presidencial do clube. A mudança beneficiaria a empresária.

Abaixo, veja reprodução do e-mail enviado por Contursi para Leila. Endereços de e-mails e dados bancários foram apagados pelo blog.

 

 

 

 


Após fala de cartola da FPF, dirigentes ‘enterram’ nota de apoio a Del Nero
Comentários Comente

Perrone

Durante reunião do Sindicato do Futebol na última segunda, em São Paulo, foi discutida por dirigentes a elaboração de um manifesto de apoio a Marco Polo Del Nero, suspenso pela Fifa. A ideia, porém, foi abandonada após Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, apontar que a iniciativa só serviria para dar mais destaque às acusações contra o dirigente. A interpretação é de que seria um desgaste desnecessário.

Os cartolas acabaram seguindo recomendação de Walter Feldman, secretário-geral da CBF, de darem entrevistas individuais demonstrando apoio e confiança que Del Nero irá reverter a situação.

Por meio do departamento de comunicação da FPF, Bastos negou que tenha sugerido a não realização do manifesto e até que tenha falado sobre o assunto durante a assembleia. Porém, o blog mantém a informação, confirmada por três participantes da reunião.

O cartola de São Paulo é considerado um dos favoritos numa eventual eleição na confederação sem Marco Polo. Porém, os dirigentes ouvidos sobre o episódio disseram que o discurso dele não teve tom eleitoral, mas de preocupação em preservar a imagem do colega. Em nenhum momento, Bastos atacou o presidente punido.

O presidente da CBF foi suspenso preventivamente por 90 dias pela Fifa por conta de denúncias feitas durante o julgamento de José Maria Marin em Nova York. Ele é acusado de receber propinas em negociações de direitos de transmissões de jogos pela TV, mas alega inocência.

Rebeldia

A situação de Marco Polo começou a ser debatida pelo sindicato a partir de críticas à Fifa feitas por Zeca Xaud, longevo presidente da Federação Roraimense. Ele sugeriu que a CBF se rebelasse e não aceitasse a suspensão. Classificou a atitude da entidade internacional como covarde.

Em seguida, José Vanildo da Silva, presidente da federação do Rio Grande do Norte, disse que os representantes das entidades estaduais estavam desinformados e que Feldman seria a melhor pessoa para esclarecer a situação.

Ensaio

O executivo da CBF, preocupado com a chance de jornalistas do lado de fora da sala ouvirem suas palavras por conta de uma porta aberta, tentou falar sem microfone, mas atendeu ao pedido de Mustafá Contursi, presidente do sindicato, para usar o equipamento.

Então, ele disse que Del Nero está tranquilo, confiante de que vai voltar ao cargo e que pediu um discurso de união aos cartolas. Na sequência, Feldman sugeriu que quando fossem abordados pela imprensa os dirigentes demonstrassem confiança em Marco Polo. A maioria abordada pelos jornalistas depois da reunião acatou o conselho.

Procurado pelo blog para falar sobre o episódio, Feldman não respondeu à mensagem de voz deixada em seu celular.

Todos por um

No embalo das palavras do funcionário da CBF, Marquinho Chedid, presidente do Bragantino, sugeriu que o sindicato elaborasse uma nota de apoio a Del Nero com a assinatura dos presentes. Seria uma forma de demonstrar união em torno do dirigente suspenso.

Como presidente da entidade patronal, Mustafá se manifestou. Disse apoiar Marco Polo, mas ter dúvidas sobre se o momento era adequado. O palmeirense passou a bola para o presidente da Federação Paulista, que também é representante brasileiro na Conmebol.

Bastos explicou que não acatar a decisão da Fifa seria inviável por trazer consequências drásticas. Ele também indicou não existir um movimento político na cúpula da federação internacional para derrubar Del Nero. O cartola ainda citou Mauro Carmélio, presidente da Federação Cearense de Futebol, que teria dito ser este um momento de silêncio.

Bastos argumentou que uma manifestação formal e coletiva dos dirigentes representaria oportunidade para a imprensa voltar a falar sobre as acusações contra Del Nero. Ou seja, a ação para mostrar apoio seria desastrosa por deixar de novo nos holofotes as suspeitas contra o presidente da CBF.

Ele também sustentou que a melhor postura, como havia sugerido Feldman, era a defesa individual feita pelos representantes das federações sempre que indagados sobre o tema.

Pouco depois, cartolas davam entrevistas esbanjando confiança e solidariedade a Del Nero, apesar de enterrarem a ideia de um manifesto de apoio coletivo.


Cerca de R$ 400 mil de dono da Crefisa entram em sindicato de Mustafá
Comentários Comente

Perrone

O Sindicato do Futebol, presidido por Mustafá Contursi, aprovou nesta terça seu balanço financeiro referente a 2017 com o registro de uma doação de cerca de R$ 400 mil. A verba, segundo a entidade, saiu dos cofres do casal dono da Crefisa, ex-aliado do cartola e atualmente desafeto. A operação ocorreu depois de o influente conselheiro palmeirense ser o principal avalista da candidatura vitoriosa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia ao Conselho Deliberativo alviverde.

Porém, a versão dos patrocinadores do Palmeiras é diferente. De acordo com a assessoria de imprensa deles, a movimentação financeira  foi um empréstimo. “Em meados, aproximadamente, de 2017, houve uma solicitação do sr. Mustafá de um empréstimo para o sindicato da ordem de R$ 430 mil. Esse empréstimo foi feito pelo sr. José Roberto Lamacchia (dono da Crefisa e da FAM com sua mulher, Leila)”. É o que diz mensagem encaminhada pela assessoria de imprensa dos patrocinadores ao blog depois de ser indagada sobre o assunto.

A assessoria, no entanto, não soube dizer se o alegado empréstimo foi pago.

Na contramão da afirmação sobre quantia emprestada, o sindicato sustenta que possui registro de recolhimento de imposto sobre doação.

O blog falou com três cartolas ligados à entidade patronal, mas não conseguiu conversar com Mustafá.

Quando o dinheiro entrou nos cofres do sindicato, Mustafá, Lamacchia e Leila andavam de braços dados. Em fevereiro do ano passado, o casal foi eleito para o Conselho Deliberativo do Palmeiras. O ex-presidente alviverde liderou a articulação das campanhas.

Leila só conseguiu ser candidata depois que Contursi assegurou por escrito que ela tinha o tempo mínimo exigido como associada para poder disputar vaga no órgão.

Hoje, no entanto, os empresários e Mustafá estão rompidos. Leila deu declarações se dizendo decepcionada com o cartola por conta de ingressos que teriam sido repassados pelos patrocinadores a ele pararem nas mãos de um cambista. O caso é investigado pela polícia e no Palmeiras. Contursi nega envolvimento com revenda de entradas.

Na outra ponta da corda, os correligionários do ex-presidente afirmam que o casal se irritou porque ele não tentou alterar o estatuto palmeirense abreviando o tempo necessário para Leila ser candidata à presidência.


Polícia investiga contradição nos depoimentos de Mustafá e Leila
Comentários Comente

Perrone

Nesta quinta (21) Mustafá Contursi prestou depoimento no Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância) como parte da investigação sobre ingressos de patrocinadores do Palmeiras que chegaram às mãos de um cambista. As declarações do ex-presidente foram conflitantes com o que havia dito aos policiais Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM. Investigar os pontos contraditórios passou a ser uma das prioridades dos encarregados em elucidar o caso.

O cartola confirmou que recebia ingressos vindos dos patrocinadores palmeirenses em todos os jogos no Allianz Parque, como havia relatado Leila. Segundo os dois depoimentos, os tíquetes eram enviados pela patrocinadora ao sindicato que reúne entidades ligadas ao futebol e é presidido pelo palmeirense.

A partir do recebimento, as narrativas se distanciam. Contursi contou aos policiais que uma parte dos ingressos que recebia vinha separada e em nome de uma sócia do Palmeiras chamada Eliane. A separação seria feita pelos patrocinadores. O cartola contou ainda que entregava a sua parte de graça para amigos ligados ao clube e mandava os demais para a associada. Quando sobravam ingressos de sua carga, eles eram destruídos, conforme essa versão.

Porém, Leila declarou à polícia que enviava 70 ingressos por partida ao sindicato, mas que todos eram para Mustafá. Não havia, segundo ela, uma cota para Eliane, que teria repassado as entradas frequentemente para um cambista com trânsito na Mancha Alviverde. O caso veio à tona depois que Paulo Serdan, presidente de honra da torcida organizada e conselheiro do clube, procurou o conselho. Ele relatou que Eliane pediu ajuda por supostamente estar sendo ameaçada pelo cambista desde que a Crefisa deixou de enviar os bilhetes para Mustafá.

Contursi não atendeu ao blog para falar sobre os depoimentos divergentes. Já a assessoria de imprensa de Leila respondeu que todos 70  ingressos eram entregues a Mustafá.

A polícia agora investiga a contradição. Fundamental para esclarecer a divergência será o depoimento de Eliane. Ela ainda não compareceu à delegacia porque já tinha marcado viagem para os Estados Unidos antes de ser intimada.

Os policiais também querem descobrir se o dirigente repassava os ingressos para sócios e conselheiros como parte de uma operação para fortalecer a imagem de Leila enquanto ela era candidata ao conselho ou se o destino final era mesmo um cambista, o que Contursi nega.

Em seu depoimento, Leila disse que nunca foi abordada para receber agradecimentos de pessoas que teriam ficado com os ingressos supostamente dados por Mustafá. E que era comum ser procurada por outros torcedores que recebiam as entradas que saíam das patrocinadoras palmeirenses. Esse ponto chamou a atenção dos responsáveis pelo caso e também será investigado.

Contursi foi o principal aliado da empresária e do marido dela, José Roberto Lamacchia,também dono das empresas, na vitoriosa campanha deles por uma vaga no Conselho Deliberativo. O cartola apresentou documento assegurando que ela tinha tempo suficiente como sócia do clube para se candidatar.

Eles romperam após o episódio dos ingressos.

Além do inquérito policial, aberto a pedido do Ministério Público, há uma investigação feita pelo Conselho Deliberativo palmeirense.


Por “respeito comercial”, Mustafá apanha calado de Leila Pereira
Comentários Comente

Perrone

Em entrevista publicada pelo “Lance!” nesta segunda, Leila Pereira afirmou que quanto pior a situação do Palmeiras melhor é para Mustafá Contursi. Por isso, a dona da Crefisa e da FAM acredita que o ex-presidente a aconselhou a parar de investir em contratações. Ela disse ainda que caso seguisse política de contratações inspirada no cartola, o clube seria novamente rebaixado. A empresária ainda põe na conta da estratégia do bom e barato, vinculada a seu desafeto, o primeiro rebaixamento alviverde em 2002. As declarações não serão rebatidas por Mustafá, pelo menos por enquanto.

O ex-presidente não atendeu à ligação do blog para falar sobre o assunto. Segundo gente próxima a ele, o cartola não vai rebater as críticas por “respeito comercial” à patrocinadora do clube.  A tática é mostrar que ele não tem interesse num eventual rompimento do Palmeiras com os dois patrocinadores e que reconhece a importância da receita gerada por Crefisa e Fam para a agremiação.

A promessa é de que Mustafá vai permanecer em silêncio se limitando a fiscalizar as ações do clube no COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). No órgão, ele é conhecido por pegar a austeridade financeira e combater o grande número de contratações feitas nos últimos anos.

O discurso dos aliados de Contursi é de que ele está acostumado a críticas e já enfrentou ataques piores do que os feitos recentemente por Leila. Por isso, asseguram que ele não terá dificuldades para evitar bater boca publicamente com a empresária.

Apesar da tese de que o ex-presidente vai apanhar calado, correligionários do ex-presidente estão em guerra com Leila e seu marido, José Roberto Lamacchia. Afirmam que o casal bate em Mustafá porque ele não moveu um dedo para mudar o estatuto a fim de permitir a candidatura de Leila já na próxima eleição presidencial. Mustafá foi o principal articulador da vitoriosa campanha dela ao Conselho Deliberativo.

Antes dos novos disparos, Leila havia dito ter se decepcionado com o cartola no episódio em que ingressos que teriam sido dados pela patrocinadora para Mustafá pararam nas mãos de um cambista. O caso é investigado pela polícia e pelo Ministério Público, além de ser alvo de uma investigação no clube. O dirigente nega irregularidades e envolvimento com cambistas.