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Opinião: vitória brasileira deixa pacote de preocupações para o torcedor
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Vencer sempre é bom. Ver Neymar voltar a marcar gol também. Contemplar mais uma boa atuação de Philippe Coutinho idem. Mas a vitória por 2 a 0 da seleção  brasileira sobre a Costa Rica, na última sexta, deu mais motivos para o torcedor se preocupar do que se animar na opinião deste blogueiro.

Por mais que Tite treine, seu time ainda não consegue fazer uma marcação sufocante na saída de bola. Se tivesse feito não teria demorado mais de 90 minutos para abrir o placar.

A defesa ainda tem dificuldades de posicionamento. Há buracos para o adversário explorar.

Os costarriquenhos tiveram chance de explorar os contra-ataques. Como vai ser contra rivais que marcam melhor e têm jogadores com mais qualidade para definir? Chega a dar frio na barriga só de imaginar.

Neymar evoluiu. Foi só seu quarto jogo após a cirurgia no pé. É natural que ele ainda esteja fora de forma. O que preocupa é se ele terá tempo de chegar ao auge.

Mais preocupante é saber que Tite trabalha praticamente todos os pontos falhos, mas a evolução demora a acontecer.

Os três pontos diante da Costa Rica encaminharam a classificação brasileira  porém, pelo andar da carruagem, é melhor o torcedor se preparar para sofrer mais do que sofreu no segundo jogo da Copa.


Calma de Neymar e eficiência na saída de bola. O que cobrar da seleção
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Durante a fase europeia de preparação para a Copa da Rússia a imprensa pôde ver pouco do trabalho da seleção brasileira. Mesmo assim, é possível conhecer alguns dos pontos mais trabalhados por Tite e seus comandados. Consequentemente  dá pra fazer uma lista do que cobrar do time na estreia diante da Suíça neste domingo. Confira abaixo.

Neymar controlado

Voluntariamente, o camisa 10 se isolou de parentes e amigos na  concentração, diferentemente da maioria de seus colegas.  O discurso em seu entorno é de que ele quer se manter focado e tranquilo para o Mundial. Chegou a hora de provar que tem equilíbrio emocional para encarar marcações duras sem reagir com indisciplina.

Proteção para barrar contra-ataques

Nos trechos abertos dos treinamentos, o trabalho para bloquear contra-ataques foi um dos mais executados. Um defensor contra dois atacantes. Dois zagueiros diante de três atletas ofensivos. Essas situações foram exaustivamente trabalhadas. Vamos ver na estreia qual o resultado.

Eficiência nos passes

Em todos os trabalhos acompanhados pela imprensa, Tite deu atenção aos passes. Os jogadores treinaram com campo reduzido e marcação forte com constante cobrança para não perderem a bola.

Saída de bola

Contra a Suíça será possível ver se o treinador finalmente encontrou uma solução para a dificuldade do time em sair jogando quando é fortemente marcado na defesa. Nos treinos, ele cobrou  compactação e movimentação para que os passadores tenham mais opções.

Marcação sob pressão

Os atletas foram cobrados constantemente para pressionar os rivais e recuperarem a bola.

Bola parada

No conceito da comissão técnica, as jogadas a partir de bola parada estão entre os principais fatores de definição de um jogo. Por isso escanteios a favor e contra, além se cobranças de falta foram bem trabalhados.


Opinião: estreia de CR7 torna missão de Neymar mais difícil
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A atuação de gala de Cristiano Ronaldo, autor dos três gols portugueses no empate desta sexta com a Espanha, torna ainda mais difícil a missão de Neymar de ser o cara da Copa da Rússia.

Por mais que o brasileiro pregue a importância do jogo coletivo é natural que se espere que ele brigue para ser o melhor do Mundial. É caminho para tentar ser o melhor do mundo.

Obrigatório lembrar que a imprensa espanhola cita a possibilidade de CR7 deixar o Real Madrid e ser substituído  pelo brasileiro. Ou seja, existe praticamente um confronto direto entre ambos.

Cristiano largou de maneira espetacular. Brilhou diante de um dos melhores times do mundo. Carregou Portugal nos ombros. Foi decisivo como os brasileiros esperam que Neymar seja.

Uma dificuldade para o camisa 10 de Tite brilhar tanto quanto o português é o fato de a seleção brasileira hoje depender menos dele do que Portugal de Cristiano.

Fundamental para Neymar tentar desbancar CR7 e Messi é o equilíbrio emocional. Se ele não discutir com os suíços em Rostov, neste domingo, já será um passo importante.

 


Opinião: Neymar precisa melhorar na disciplina e nos passes
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O último amistoso do Brasil antes da Copa, neste domingo (10), contra a Áustria, serviu, entre outras observações, para mostrar a boa evolução de Neymar e, ao mesmo tempo, em que o atacante precisa melhorar.

Na opinião deste blogueiro, um dos pontos mais preocupantes não tem nada a ver com a recuperação em relação à cirurgia no pé enfrentada por ele. Está ligado à disciplina. Calmo em quase toda a partida, ele bateu boca com austríacos e levou o único cartão amarelo do Brasil.

Na Copa da Rússia, Neymar enfrentará marcadores mais chatos e determinados a provocar sua irritação. Por isso, os poucos momentos de descontrole na vitória por 3 a 0 merecem a atenção de Tite.

O atacante também precisa ser mais constante. Fez um primeiro tempo apagado. Mas isso se explica pelo fato de ele ainda estar recuperando a forma física.

Falta jogar mais com Marcelo. Tabelas entre dois jogadores da qualidade deles são letais. Mas é preciso que o lateral jogue mais do que contra a Áustria.

Números do Footstats mostram que Neymar precisa caprichar mais nos passes. Ele foi quem mais errou nesse fundamento no time de Tite. Foram 10 erros. O recorde de perdas de bola na partida também foi dele: 14.

Por outro lado, o atacante do PSG mostrou que já começa a retomar seu papel de protagonista, apesar de Philippe Coutinho ser quem mais brilhou. Neymar foi o brasileiro com mais posse de bola (11,7% do total). Foi quem mais acertou dribles (2) e sofreu faltas (8) entre os comandados de Tite.

Mas claro, nada melhor para ilustrar sua recuperação do que os dois gols marcados nos amistosos finais da seleção. O outro foi no triunfo por 2 a 0 sobre a Croácia.


Opinião: amistoso mostra que últimos treinos da seleção deram resultado
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A vitória por 3 a 0 sobre a Áustria neste domingo, em Viena, mostrou que pelo menos parte dos treinos da seleção brasileira deu resultado.

A julgar pelo pouco que a imprensa pôde ver, o time assimilou o que Tite queria e mostrou evolução em relação ao triunfo por 2 a 0 sobre a Croácia. A melhora na saída de bola é o principal motivo de comemoração para o treinador. Esse foi um dos pontos mais trabalhados pela comissão técnica durante a semana.

Tudo bem que a Áustria facilitou as coisas para os brasileiros. A marcação dos reservas sobre os titulares no treino da última quinta, em Londres, foi mais sufocante do que na maior parte do jogo.

Como Tite queria, o Brasil trocou passes com eficiência e rapidez para sair do campo de defesa. A movimentação de quem estava sem a bola para dar opções aos passadores também saiu como a encomenda.

Obviamente ainda há pontos a serem melhorados. Neymar precisa ser mais constante. Isso deve acontecer com sua evolução física após recuperação de cirurgia. Os dois gols marcados nas duas últimas partidas antes do Mundial mostram que ele está no caminho certo.

O cenário antes da estreia na Copa da Rússia é positivo. A equipe mostrou resposta rápida em relação aos pontos trabalhados nos treinamentos. Isso é vital numa competição curta como a que está prestes a começar.


Comissão técnica da seleção sente alívio com desempenho de Neymar
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A atuação e o golaço marcado por Neymar contra a Croácia em Liverpool deram confiança não só ao jogador, mas também à comissão técnica.

A avaliação da equipe que tratou do atacante desde antes da cirurgia no pé direito é de que sua desenvoltura demonstra que o trabalho está correto e que são grandes as chances de ele disputar a Copa do Mundo em condições normais. A sensação foi de alívio entre eles.

Neymar entrou apenas no segundo tempo contra os croatas, no final de semana passado, e deve ser titular no próximo domingo, diante da Áustria, em Viena. Porém, os membros da comissão técnica evitam estipular um número de minutos para ele jogar. A ideia é decidir durante a partida conforme a resposta do atleta em campo.

Já para Neymar, segundo gente próxima ao atleta do PSG, o desempenho em Liverpool representou virar a página da cirurgia e se concentrar na recuperação da forma física.


Estafe de Neymar rejeita projeto de reaproximação de presidente do Santos
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O estafe de Neymar não vê chance de o jogador reatar relações com o Santos caso José Carlos Peres leve adiante seu projeto de retirar o nome do atacante e do pai dele de recurso que move no CAS também contra o Barcelona. O alvinegro pede suspensão de seis meses para o jogador além de uma multa de R$ 55 milhões de euros (R$ 239,7 milhões).

A ação foi proposta pela diretoria comandada por Modesto Roma Júnior sob a alegação de irregularidades na transferência do astro para o Barça.

Na avaliação de gente que cuida da carreira do camisa 10 da seleção brasileira, o presidente santista só fala em desistir do processo porque perdeu em primeira instância e não teria chances de reverter a derrota (isso na opinião da equipe de Neymar).

Nessa linha de raciocínio, a reaproximação só teria sido possível se a desistência tivesse ocorrido antes da decisão da Fifa favorável ao jogador.

Pouco depois de Peres assumir a presidência, ele chamou um integrante da equipe de Neymar para conversar sobre fazer as pazes. Na ocasião ouviu que seria necessária uma retratação pública, que nunca houve.

Peres nega que sua intenção seja motiva pela derrota inicial. Mesmo antes de assumir a presidência o dirigente prometeu se esforçar para reconstruir a relação com o ex-jogador Santista. Ele adota o discurso de que o clube precisa se relacionar bem com todos os seus ídolos.

Para a atual diretoria, a proximidade com Neymar pode ajudar o alvinegro até a atrair patrocinador.

Porém, entre os que trabalham com Neymar prevalece a tese de que o Santos desrespeitou quem eles consideram ser o maior ídolo da história do clube depois de Pelé e que isso é imperdoável.

A postura destoa do otimismo adotado por Peres depois de ele tentar se aproximar do jogador durante o período em que chefiou a delegação da seleção brasileira em Londres, gerando um “climão” com o atacante. A atual diretoria sustenta que só entrou com o recurso para não perder o prazo estipulado e correr o risco de prejudicar seus pedidos em relação ao Barcelona.


Projeto de Peres para retirar Neymar de ação enfrenta resistência no Santos
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A ideia de José Carlos Peres de apresentar ao Conselho Deliberativo do Santos um projeto para retirar o nome de Neymar e do pai do jogador de recurso contra ambos e o Barcelona no CAS (Corte Arbitral do Esporte) sofre rejeição de parte significativa dos conselheiros.

A contrariedade vem especialmente da oposição. Está baseada principalmente na tese de que o clube já gastou muito com advogados até aqui para desistir de parte do processo. E também pelo entendimento de que Neymar deve dinheiro ao alvinegro e precisa pagar. O argumento é de que ele, seu pai e Barcelona teriam fraudado a negociação relativa à transferência do atleta para diminuir a participação do Santos na venda. Os três negam terem cometido irregularidades.

A ação foi movida na gestão de modesto Roma Júnior, Nela, foi pedida suspensão de seis meses para o jogador, além de pagamento de multa no valor de 55 milhões de euros (cerca de R$ 239,7 milhões). A Fifa rejeitou o pedido. Então, já como presidente, Peres entrou com o recurso no CAS.

O presidente tentou se aproximar do jogador durante o período em que foi chefe da delegação brasileira em Londres, na última semana, na preparação para a Copa do Mundo. A tentativa gerou um “climão” com Neymar.

Peres encomendou um parecer jurídico para saber se pode excluir o atacante e seu pai do recurso. Se obtiver sinal verde dos advogados, ele pretende levar o assunto para o Conselho Deliberativo. No entanto, o cartola sabe que enfrentará resistência.

Em tese, o presidente não precisaria levar o tema para o conselho. Por isso, parte da oposição acusa o cartola de querer deixar para os opositôes o ônus de manter a briga com o jogador. Ele nega que seja essa a intenção.


Amistoso mostra Brasil ainda preso em marcação forte e Neymar confiante
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O amistoso com a Croácia neste domingo não poderia ter sido melhor para a seleção brasileira. A comissão técnica comandada por Tite pôde avaliar praticamente tudo o que precisava graças às dificuldades impostas pelo adversário.

De quebra, a principal dúvida brasileira se desfez com o golaço de Neymar que abriu caminho para a vitória por 2 a 0. O próprio atacante havia afirmado ter medo em relação a como retornaria após operar o pé direito. Mais importante do que o gol, foi a forma como ele saiu. Numa linda jogada individual, que mostra Neymar confiante. Melhor impossível, para ele e a seleção. A evolução agora é a tendência.

Mas o teste foi bom também para mais uma vez Tite enxergar pontos fracos. O principal deles é antigo: a dificuldade de a equipe se livrar da marcação em seu campo de defesa. Foi o que aconteceu no primeiro tempo, quando Neymar ainda estava na reserva. Claramente o Brasil sofreu com a ausência do atacante do PSG. E mudou para melhor com a sua entrada.

De maneira geral, a partida em Liverpool mostrou que Tite ainda tem muito trabalho a fazer antes da estreia no Mundial. Ao menos ele terá mais um teste, contra a Áustria, no derradeiro amistoso antes do embarque para a Rússia.


Opinião: ausência de Daniel Alves é mais dura para Neymar do que para Tite
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(Crédito: Christophe Ena/AP)

Na opinião deste blogueiro, será mais difícil para Neymar  do que para Tite superar a ausência de Daniel Alves, contundido, na Copa do Mundo da Rússia.

O treinador não conseguirá um substituto tão eficiente quanto o titular no ataque. Mas tem boas opções para minimizar a perda. Fagner, por exemplo, além de ser razoável no apoio lá na frente, desarma com competência e marca bem. O corintiano tem intimidade tática com o técnico graças ao tempo em que trabalharam juntos em Itaquera. Isso conta muito. Danilo, outro dos cotados, mostra um bom equilíbrio entre desempenhos ofensivo e defensivo.

Ou seja, mesmo com alguma perda, Tite tem como substituir o atleta que havia escolhido para levantar a taça em caso de título. Até para achar um substituto à altura como capitão numa eventual final, o treinador não irá se desesperar. Marcelo, por exemplo, é um nome do mesmo quilate em termos de representatividade para a seleção.

Já Neymar dificilmente achará um parceiro que possa fazer algo próximo do que Dani faria por ele. Um de seus melhores amigos, o lateral é quem sempre está disposto a brigar pelo atacante.

Além de defender Neymar, Daniel demonstra ser quem tem mais influência para controlar o temperamento explosivo do atacante. Sem ele em campo, o ex-santista perde um apoio importante. Com certeza, o mais badalado jogador brasileiro também sentirá falta do “parça” nos momentos em que for exigida clausura durante a preparação e em pleno Mundial.

Claro que eventuais problemas de Neymar também serão de Tite. Mas hoje, o potencial de estrago provocado pela contusão de Daniel é mais ameaçador para o atacante, em minha opinião.