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Arquivo : Neymar

Por que chance de reaproximação entre Neymar e Santos é pequena?
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A eleição presidencial no Santos, em dezembro, promove na Vila Belmiro a discussão sobre a relação do clube com Neymar. Pelo menos dois candidatos, Nabil Khaznadar e José Carlos Peres, declaram ser favoráveis à reaproximação da instituição com o atacante. Ambos afirmaram essa intenção ao blog, por isso são citados. Aliado do presidente Modesto Roma Júnior, candidato à reeleição, disse ao blog que a direção também tem interesse em fazer as pazes. Nos bastidores, porém, a diretoria não confirma a intenção.

Apesar do desejo de parte dos conselheiros de que o relacionamento seja reconstruído, hoje a chance de isso acontecer mesmo se Modesto perder a eleição é pequena.

O estafe do jogador considera a reaproximação inviável, ainda que Nabil Kaznadar, amigo do atacante e do pai dele, seja eleito. O entendimento é de que a instituição feriu Neymar ao pedir sua suspensão na Fifa (a entidade rejeitou o pedido) por suposta irregularidade na transferência para o Barcelona e que não houve mobilização no clube para defender o ídolo. O gesto não é visto como atitude isolada de um dirigente e que possa ser esquecida facilmente com sua saída.

Ao mesmo tempo, a atual diretoria avalia que não há um fato novo que justifique uma aproximação. O sentimento na cúpula ainda é de que Neymar e seu pai agiram com intenção de fazer o Santos receber menos do que deveria com a transferência. A direção também se defende afirmando que seu alvo principal na Fifa foi o Barcelona e que o pedido de suspensão para o atacante era uma obrigação formal decorrente das regras da entidade. Em entrevista ao UOL Esporte, Modesto diz não ver problema no distanciamento em relação a Neymar.

O cenário atual aponta como tendência que, se o atual mandatário for eleito, a situação ficará como está. E se ele perder a eleição, seu substituto terá trabalho para tentar apagar as mágoas carregadas por Neymar e seu pai.

 


Conheça os números da guerra milionária entre Neymar e Barça na Justiça
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Na Justiça do Trabalho da Espanha, Neymar espera receber do Barcelona 43 milhões de euros (cerca de R$ 158,3 milhões) e mais 10% de juros ao ano relativos ao período que levar para obter o dinheiro. De acordo com o estafe do jogador, essa porcentagem é estabelecida pela lei espanhola em casos nos quais o empregado alega não ter recebido o que o empregador deveria ter repassado.

O atacante sustenta que o pagamento dessa quantia fazia parte de seus vencimentos, mas foi bloqueado pelo Barça após a imprensa divulgar que ele estaria negociando com o PSG. O clube alega que o valor se referia ao cumprimento integral do contrato, o que acabou não acontecendo. Além disso, os catalães, acionaram o brasileiro na Justiça do Trabalho pedindo a devolução de 8,5 milhões de euros (R$ 31,29 milhões) mais 10% de juros anuais também apontando o compromisso não foi cumprido até o final.

Na última segunda, houve uma audiência de conciliação sem sucesso, também conforme informação da equipe que trabalha para o jogador.

Pelas contas do estafe de Neymar, os 43 milhões de euros representam o valor bruto a que ele tem direito. Descontados impostos, a quantia sobrariam 26 milhões de euros (R$ 95,7 milhões).

No entendimento dos representantes do jogador, o valor compunha o salário dele, independentemente do tempo de contrato. E, além disso, existe a alegação de que a multa de 222 milhões (R$ 817,3 milhões) de euros paga pelo PSG serviu para indenizar o Barcelona de eventuais prejuízos, incluindo o fato de o atacante não cumprir o contrato, apesar de eventuais pagamentos feitos.


Planos de nova chapa no Santos: dono estrangeiro, Pacaembu e paz com Neymar
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Nas próximas horas, deve acontecer a confirmação de mais um candidato à presidência do Santos. Ele será indicado por uma união de parte dos grupos de oposição. O nome anunciado provavelmente será o de Nabil Khaznadar, empresário apoiado por Odílio Rodrigues na última votação, em 2014, mas que foi o menos votado.

O atual presidente, Modesto Roma Júnior, Andrés Rueda Garcia e José Carlos Peres já definiram que participarão do pleito, marcado para dezembro.

Formam a chapa defendida por Nabil os grupos Autênticos, Santos 2.1, Renovação e Santos que queremos.

Abaixo, vejas os principais trechos de entrevista com Nabil sobre as propostas de seu grupo.

Candidatura

“Tentamos a participação do Walter Schalka como candidato, mas ele declinou. Meu nome está forte, mas preciso ainda esperar a resposta de uma pessoa. Dependendo do que ela dizer, às 12h (desta quarta) serei candidatíssimo”, explicou Nabil.

Venda de ações do Santos

Uma das principais propostas é promover mudanças estatutárias para transformar o clube em empresa e vender ações. “Tudo o que eu queria é um chinês ou um americano comprando o meu clube e investindo nele. Mas é um processo demorado, precisamos preparar o clube legalmente e emocionalmente para isso. Acho difícil conseguir fazer durante o mandato, mas dá para preparar tudo”, disse Nabil.

Novo estádio

Outra medida é nterromper as negociações para a construção de um novo estádio conduzidas pela atual diretoria. Ao mesmo tempo fazer uma parceria com a prefeitura de São Paulo para realizar grandes jogos no Pacaembu, que está em processo de privatização. “O Santos não pode mais ter uma média de público de 7 mil pessoas. Não deixaríamos de jogar na Vila, mas usaríamos mais o Pacaembu (em jogos mais importantes) e também estádios no interior para aumentar essa média de público para no mínimo 15 mil pessoas”, afirmou Nabil.

Categorias de base

A meta é estabelecer em 70% a fatia mínima do Santos nos direitos econômicos dos “Meninos da Vila”.

Liga de clubes

Transformar o Santos em líder de um movimento para a criação de uma Liga Nacional, reduzindo o poder da CBF.

Santistas notáveis

“Queremos a união de grandes santistas. Nos próximos 15 dias, devemos fazer um jantar, vamos convidar santistas como João Doria (prefeito de São Paulo), Bruno Covas (vice-prefeito) e Geraldo Alckmin (governador de São Paulo) para trocar ideias”, contou Nabil.

Paz com Neymar

Nabil é amigo de Neymar e seu pai desde 2010. Ele pretende acabar com o conflito entre clube e ídolo. A atual gestão acionou o jogador na Fifa, cobrando indenização e pedindo suspensão para ele por suposta irregularidade em sua transferência para o Barcelona. A entidade deu razão ao atleta e o clube anunciou que recorreria da decisão. “Tem que tirar essa ação na hora. A relação está estremecida por culpa das duas partes. Na minha opinião, o Santos não tem do que reclamar.  O clube levou 26 milhões de euros com um jogador que poderia ter saído de graça. Temos que trazer os ídolos para o nosso lado. Se ganharmos a eleição, ele volta (a conviver em paz com o clube). Vamos chamar o Neymar para conversar e dizer: ‘você é nosso ídolo, vai ser nosso parceiro’. Já falei pra ele que vamos fazer isso. O Santos precisa atrair seus ídolos, não afastá-los”, falou Nabil.

Atualização

Às 16h20, Nabil confirmou ao blog que é candidato à presidência do Santos.


Estafe de Neymar planeja cobrar direitos trabalhistas do Santos
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O estafe de Neymar pretende entrar com uma ação contra o Santos para cobrar valores referentes a direitos trabalhistas, como décimo terceiro salário e férias de parte do período em que ele atuava pelo clube. A medida é baseada em recente decisão do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, ligado ao Ministério da Fazenda) que considerou quantias pagas sob a classificação de direitos de imagem como complemento do salário. O atacante, então, terá que pagar tributos relativos a esses valores. Assim, advogados dos astro do PSG entendem que o Santos deve pagar a ele direitos trabalhistas proporcionais a essa quantia.

O blog não teve acesso a valores.

A legislação dá prazo de dois anos para os trabalhadores entrarem com ações por conta de queixas trabalhistas. Porém, no entendimento do estafe de Neymar, é possí­vel fazer a reclamação agora porque houve um fato novo: a classificação dos direitos de imagem como complemento de salário. O caso está sendo estudado por advogados do jogador.

“É uma situação inusitada, mas entendo que o Neymar tem o direito de cobrar esse reflexo. Se ele tivesse mudado de opinião e resolvido agora considerar esse pagamento parte do salário, teria perdido o prazo. Mas, como a decisão foi de um órgão administrativo, acho que o prazo para prescrição deve começar a ser contado neste momento”, afirmou o advogado Joao Chiminazzo. Ele não está entre os advogados do atacante, mas, foi procurado pelo blog para opinar por ser especialista em relações trabalhista entre clubes e jogadores.

Procurado para falar sobre o assunto, Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, não atendeu aos telefonemas.

A decisão que considera pagamentos de direito de imagem como parte do salário do jogador integra processo administrativo referente à multa cobrada pela Receita Federal por entender que Neymar havia sonegado impostos entre 2011 e 2013. Em 2015, o jogador chegou a ser autuado em R$188 milhões por causa da suposta irregularidade. O atleta recorreu e, segundo informação da “Folha de S.Paulo”, credidata à defesa dele, conseguiu reduzir a multa em 95%. O entendimento foi o de que não houve sonegação em operação que envolveu empresas da família de Neymar.

Porém, os impostos pagos pelo atleta seriam maiores se a fatia paga pelo Santos diretamente ao atacante como direito de imagem tivesse sido declarada como parte dos salários.


Opinião: Neymar perde sem o brilho de Messi por perto
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No PSG, sem a sombra de Messi, Neymar terá mais chances de realizar o sonho de ser eleito o melhor do Mundo pela Fifa? Não acredito.

Na minha opinião, a transferência não livra o atacante da sombra do argentino, que continuará brilhando no Barça e sendo um adversário dificílimo a ser batido, assim como Cristiano Ronaldo, pra ficar em dois nomes.

Mais que isso. Em vez de fugir da sombra de Lionel, vejo Neymar perder o brilho de seu ex-companheiro. Por mais forte que fique o Paris Saint-Germain, o brasileiro não terá ao seu lado um colega com a mesma qualidade de Messi para transformar seus passes em gols ou para lhe servir. Essa parceira era boa para os dois. Um ajudava o outro a se destacar.

Conquistar grandes títulos, em especial a Liga dos Campeões da Europa, também é importante na construção do melhor jogador do mundo. Acredito que Neymar estaria mais perto desses triunfos no Barça. Claro que tem uma Copa do Mundo no ano que vem que pode ajudar o brasileiro a chegar o topo. Mas ele também teria essa chance se continuasse na Catalunha.

Vale lembrar que desde 2008, quando Cristiano Ronaldo defendia o Manchester United, um jogador que não atua na Espanha não é eleito melhor do mundo. Desde então, ele e Messi se revezam no primeiro lugar.

Não significa que este blogueiro entenda que o ex-camisa 11 do Barcelona errou ao  se mudar para Paris. Ninguém é capaz de fazer esse julgamento. Só ele sabe o quanto estava feliz ou não em sua ex-equipe. E apenas o próprio jogador pode medir o que atende melhor a seus anseios.

O ponto aqui é que se afastar de Messi não parece ser uma vantagem. Assim como sair do Barcelona também não parece. Será que Neymar seria a grife que é se nos últimos anos tivesse jogado pelo PSG? Teria ele tantos fãs no Japão e na China como tem?

O Barça é um dos clubes com mais seguidores no Mundo. Isso ajuda quem esta lá a ter mais visibilidade e a ganhar mais dinheiro com publicidade. O tamanho do clube catalão também serve para inflar os contratos publicitários de seus atletas. Certamente mais do que o PSG pode fazer. Se bem que pelos valores do contrato, Neymar não tem com o que se preocupar em termos financeiros.

O aumento de seus vencimentos será proporcional ao crescimento da responsabilidade. Ter que liderar o PSG rumo a uma guinada em sua história trará muita pressão. Como ele disse que precisava de desafios, encontrou o que queria.


Neymar vai à Fifa contra Barcelona por R$ 96,3 milhões bloqueados
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Com João Henrique Marques, do UOL, em Barcelona

Segundo o estafe de Neymar, o jogador notificou a Fifa para a entidade analisar o bloqueio de bônus de 26 milhões de euros (aproximadamente R$ 96,3 milhões) que deveria ter sido pago ao jogador pelo Barcelona. O pedido é para que a federação internacional determine que o Barça desbloqueie a quantia.

De acordo com a equipe do atleta, a Fifa é o foro eleito no contrato para decidir  sobre divergências como essa.

Nesta quinta, representante do atacante se reuniu com o departamento jurídico do clube e entregou uma contranofiticação questionando o bloqueio. Não houve acordo.

Os catalães depositaram a verba em juízo alegando a iminência de o jogador se transferir para o PSG e o fato de ele não se manifestar sobre o assunto desde que os rumores começaram a surgir. A saída oficial do Barça e a ida ao time francês foi anunciada nesta quinta pela equipe de Paris após o estafe do jogador ir ao Camp Nou e entregar o cheque com o valor da multa rescisória ao clube catalão.

O dinheiro havia sido prometido na última renovação contratual de Neymar em duas parcelas iguais. O bloqueio foi feito na segunda prestação.

No entendimento do clube, a quantia era devida pelo cumprimento do contrato inteiro, de cinco anos. Diante do risco de o jogador se transferir antes desse período decidiu fazer o depósito em juízo. Segundo o clube, o dinheiro ficaria lá até a situação do atleta ser resolvida, o que de fato aconteceu.

Por sua vez, o estafe do atacante entende que o montante faz parte do salário dele e alega que o contrato não condicionava o pagamento ao cumprimento do compromisso até o final.

Há também a queixa de que o Barcelona teria feito o depósito em juízo com um dia de atraso, em 31 de julho.

Outra alegação do estafe de Neymar é a de que o jogador não quis mais atuar pelo Barcelona por causa do dinheiro bloqueado.

 

 

 


Estafe de Neymar agora diz que ele deixa o Barça por ter dinheiro bloqueado
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Até o Barcelona confirmar que Neymar se despediu dos colegas de time, o estafe do jogador mantinha o discurso de que ele não pretendia deixar o time. Agora o rumo da conversa mudou. A afirmação nos bastidores é de que o atleta e seu pai não aceitam o fato de o clube ter bloqueado um bônus de 26 milhões de euros (R$ 96 milhões) a que tinham direito pela renovação contratual. E são categóricos: por conta disso o atacante não joga mais no Barça.

Essa quantia é a metade do que havia sido prometido na prorrogação do contrato. O valor foi divido em duas parcelas e faltava pagar a última.

O estafe de Neymar considera o dinheiro como parte do salário do jogador. Está sendo estudada a possibilidade de alegar falta de cumprimento contratual por parte do Barcelona. Seria uma forma de tentar na Justiça a liberação sem que o jogador pagasse a multa rescisória e ainda tentando impor sanções ao clube. Mas por enquanto o caminho é o de tentar o diálogo.

Os catalães fizeram o bloqueio alegando que o prêmio se referia ao contrato inteiro do jogador. Como ele estava na iminência se transferir para o Paris Saint-Germain, preferiram depositar o dinheiro em juízo até a solução do caso. Com a saída, entendem que não precisam pagar.

Apesar de todas as informações que colocam Neymar em Paris, seu estafe ainda nega acerto com os franceses. Diz que agora é que ele vai procurar um novo clube.

No entanto, é certo que a principal pendência agora é o PSG conseguir bancar a multa de 222 milhões de euros ou arrancar um desconto dos espanhóis. O estafe de Neymar também tenta convencer os franceses a pagar o bônus bloqueado, como mostrou o blog do Marcel Rizzo.

 

 


Neymar tem vitória, e Justiça proíbe entidade de arranhar imagem de atleta
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A 5ª Vara Cível de Brasília concedeu liminar pedida por Neymar e uma das empresas de sua família para impedir que a FAAP (Federação das Associações dos Atletas Profissionais) envie comunicados aos patrocinadores do jogador sugerindo que se afastem dele por conta de processo na Espanha.

A decisão foi tomada no último dia 14 pelo juiz Wagner Pessoa Vieira e pode ser revertida já que será contestada pela ré.

Na ação, a Neymar Sport e Marketing e o atacante acusam a FAAP de enviar carta para pelo menos um patrocinador do atleta argumentado que a empresa pode sofrer dano por associar sua imagem a um jogador que foi acusado de crime na Espanha. A entidade participa como autora, ao lado da DIS (empresa do grupo Sonda), de ação que acusa Neymar, sua família, Santos e Barcelona de cometerem irregularidades na transferência do jogador para o Barça. A tese da FAAP é de que houve simulação para diminuir o valor a ser repassado ao Santos e, consequentemente, a ela. Por lei, a entidade tem direito a 0,8% do valor de cada transferência de jogador do país. A quantia deve ser paga sempre pelo vendedor.

Como prova de que a federação sugeriu que a parceira de Neymar o abandonasse, os advogados do atacante usam no processo uma carta endereçada a um dos patrocinadores (o blog não teve acesso ao nome da empresa).

Trecho do comunicado enviado pela FAAP ao patrocinador diz o seguinte: “Gostaríamos de enfatizar a conduta pouco exemplar da parte de Neymar no curso de todo esse processo. É razoável se perguntar sobre o possível dano à reputação dos patrocinadores, que seria muito maior em caso de sua condenação. Entendemos que as políticas de responsabilidade social corporativa, cada vez mais importantes, são incompatíveis com a manutenção de uma associação com figuras públicas cuja conduta envolve infrações criminais. Estamos convencidos de que a conduta de Neymar é eticamente errada e iremos trabalhar para demonstrá-la. O patrocínio somente pode ser ético e bem-sucedido quando celebrado com pessoas exemplares. Neymar não merece essa descrição, como esperamos demonstrar perante o tribunal”.

No processo citado na correspondência enviada pela federação, a Justiça espanhola rejeitou a denúncia por simulação contratual contra Neymar, seus pais e uma empresa da família. Mas foi determinado que eles sejam julgados por suposto crime de corrupção em negócios.

Para a Justiça de Brasília, a FAAP cometeu ato ilício ao fazer suas considerações sobre Neymar para um patrocinador por ferir o dever genérico de abstenção. Ou seja, não poderia se intrometer em um contrato alheio. Ainda de acordo com a decisão, não cabe à FAAP questionar à empresa se as condutas do jogador estão de acordo com o que ela espera dos atletas profissionais com os quais tem contrato.

Também no entendimento da Vara, a atitude da entidade ligada aos atletas pode fazer com que patrocinadores não renovem seus contratos com o atacante ou que rescindam os compromissos atuais. Por isso, ele atendeu ao pedido de Neymar para obrigar a FAAP a informar se enviou comunicado semelhante a outras empresas e identificar os eventuais destinatários.  A Justiça deu 15 dias, a partir da notificação, para a entidade cumprir essa ordem sob pena de multa diária de R$ 1 mil acumulativa até R$ 20 mil.

Caso não cumpra a decisão de se abster de enviar comunicados semelhantes aos parceiros do atacante do Barcelona, a federação terá de pagar multa de R$ 20 mil por correspondência.

Outro lado

Márcio Tannús de Almeida, superintendente da FAAP, disse que a entidade não quis denegrir ou prejudicar o jogador. “O pessoal do Neymar pode ter interpretado errado a nossa intenção. Tentamos apenas fazer com que o patrocinador sensibilizasse o Neymar para fazermos um acordo. Só queremos receber o dinheiro que o Santos tem que nos repassar”, afirmou o dirigente.

Por sua vez, o assessor jurídico da entidade, José Cácio Tavares da Silva, declarou que não se manifestaria porque o processo está protegido por segredo de justiça. Porém, ele confirmou que a decisão será contestada.


Santos aposta em opinião de juiz espanhol contra Neymar na Fifa
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Para tentar convencer a Fifa a suspender Neymar por seis meses, o Santos aposta na análise do juiz espanhol José de la Mata Amaya. Ele entende que o jogador e o Barcelona, também acionado pelo clube brasileiro, descumpriram o estatuto da entidade internacional em 2011, quando negociaram a transferência do atacante.

No último dia 4, na abertura do julgamento oral referente à ação movida pela DIS na Espanha contra Neymar, seus pais, a empresa da família, Santos e Barcelona, por entender que foi prejudicada na transferência do atleta, Amaya reafirmou sua posição sobre o desrespeito às regras da Fifa. Isso apesar de ressaltar que tal situação não é objeto do julgamento espanhol.

Parecer semelhante do juiz emitido em primeira instância no processo havia sido enviado pelo Santos à Câmara de Resoluções e Disputas da Fifa, na qual o clube brasileiro pede punição para Neymar e Barça. Os advogados santistas acreditam que a confirmação da convicção de Amaya tem peso para ajudar a convencer a entidade, diferentemente do que pensa a defesa do atacante.

Para o magistrado, o estatuto da federação internacional foi ferido quando o Barcelona assinou dois contratos com a empresa dos pais de Neymar (o segundo chamado de “empréstimo”), assegurando pagamento inicial de 10 milhões de euros à família do jogador e garantindo que ele se mudaria para o Barça em 2014, quando ficasse livre do compromisso com o Santos, por mais 30 milhões de euros.

Mundial de Clubes da Fifa

Amaya escreveu parecer óbvio que Barcelona, Neymar e a empresa de sua família descumpriram as obrigações impostas pelo estatuto da Fifa em relação a contratações de jogadores. Na opinião dele, não respeitaram o contrato que o atleta tinha com o Santos, negociaram fora do período permitido (seis meses antes do término do compromisso vigente) e “chegaram a fazer (Barcelona) e a receber (Neymar) pagamentos milionários só oito dias antes de uma partida transcendental para a história do Santos (final do Mundial de Clubes da Fifa)”.

Em outro trecho ele detalha o episódio dizendo que foram realizados ou houve comprometimento de pagamentos multimilionários por parte do Barcelona a Neymar apenas uns dias antes de o jogador recebedor das quantias enfrentar o clube pagador na final do Mundial. “No dia nove de dezembro de 2011 foi feita transferência para a N&N (empresa dos pais do atacante) de 10 milhões de euros, e no dia 17 de dezembro de 2011, foi jogada a final do Mundial de Clubes entre Barcelona e Santos, com derrota da equipe brasileira por 4 a 0”, escreveu o juiz.

Amaya ressalta que, sem prejuízo à avaliação ética que os torcedores das duas equipes façam do episódio, o Barcelona tinha uma carta pela qual o santos autorizava Neymar a negociar com outras equipes. O documento foi dado pela direção santista na ocasião. O juiz afirma, porém, que faltou uma autorização expressa pedida pelo Barça para que a transação não ferisse as regras da Fifa.

Essa carta é um dos pontos fundamentais da defesa de Neymar para alegar que não houve desobediência ao estatuto da Fifa.

O sentimento dos advogados do jogador é de que a opinião de um juiz que cuida do caso em outra esfera é irrelevante para a federação internacional, assim, não terá peso na decisão.

Outro argumento é o de que o Santos aceitou vender o jogador, tanto que assinou todos os documentos para isso acontecer. Por isso não tem do que reclamar com Barcelona e Neymar.

A arbitragem da Fifa já decidiu que não pode julgar os pais do atacante e a empresa deles por não estarem sujeitos às regas da entidade.

A expectativa dos envolvidos é de que a federação internacional anuncie sua decisão em junho. Quem se sentir prejudicado poderá recorrer ao CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Além da suspensão, o Santos pede que sejam confiscados os valores recebidos pelo atacante pela transferência, solicita punição financeira ao Barça e recebimento de indenização.

Na Justiça espanhola, Neymar, seus pais e sua família foram isentos por Amaya da acusação de fraude por simular contratos, mas serão julgados por corrupção.


DIS tenta mudar na Justiça decisão que livrou Neymar de acusação de fraude
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A DIS tenta na Justiça espanhola alterar decisão que livrou na semana passada Neymar, seus pais e a empresa da família da acusação de terem cometido fraude com suposta simulação contratual na transferência do jogador para o Barcelona.

Na última segunda, os advogados da empresa ligada ao grupo Sonda entraram com um pedido de esclarecimento por parte de José de la Mata Amaya, juiz responsável pela retirada da acusação, por entenderem que ele não poderia mudar a decisão da Quarta Seção da Audiência Nacional, em Mardi, que reabriu o caso em setembro de 2016, determinando que houvesse julgamento. Em Julho do mesmo ano o próprio  Amaya tinha decidido pelo arquivamento do processo por entender que Neymar e seus familiares não cometeram crime.

Respeitando a determinação para reabrir o processo, na sexta passada, o mesmo juiz fez a abertura do julgamento oral, mas só acusou Neymar e seus pais de crime de corrupção em negócios.

“A primeira instância não pode mudar a decisão tomada em segunda instância. Ele só tinha que abrir o julgamento e deixar o novo juiz decidir. Agora pedimos para o próprio juiz (Amaya) se manifestar sobre o assunto. Se ele não entender que estamos certos, vamos levar o pedido para a segunda instância”, afirmou ao blog Paulo Nasser, advogado da DIS.

A defesa de Neymar comemorou o fato de a acusação de simulação contratual ser rechaçada. Para Davi Tangerino, um dos advogados que trabalham para o jogador, a decisão afasta a possibilidade de Neymar ser preso. Ele avalia que em caso de condenação por corrupção o atleta pode ser condenado a no máximo dois anos de reclusão, pena pedida pela promotoria, além de multa. A Justiça espanhola prevê que o juiz pode evitar a prisão do condenado se ele for réu primário (caso de Neymar e seus pais) e a condenação for de até dois anos. Com uma hipotética condenação também por fraude, a pena aumentaria.

A punição para o crime do qual Neymar é acusado pode ser até quatro anos de detenção, o que supera o tempo máximo para a suspensão da prisão. Tangerino, no entanto,crê, que não há possibilidade de Neymar ser condenado por um período maior do que o pedido pela promotoria. “Para nós a decisão foi muito positiva”, afirmou o advogado de Neymar ao blog.

Os representantes da DIS pensam de maneira diferente em relação à possibilidade de o atacante do Barcelona ser preso. “Pedimos cinco anos de prisão para ele. E isso pode acontecer, sim. Vemos esse otimismo (da defesa de Neymar) como uma tentativa de manipulação da imprensa”, declarou o advogado da empresa.

Por sua vez, Tangerino disse que não poderia comentar sobre o fato de a empresa contestar a decisão que livrou Neymar da acusação de simulação de contrato porque só os advogados espanhóis do jogador podem falar sobre o tema. Porém, é sabido que o estafe e Neymar também acusa a DIS de tentar manipular a opinião pública.

A empresa do grupo Sonda alega que a simulação contratual ocorreu para que ela não recebesse os 40% referentes aos direitos econômicos de Neymar que ela detinha. Parte da fraude teria ocorrido com acordos paralelos que aumentaram os créditos do Santos junto ao Barcelona, como a prioridade dada ao Barça sobre jogadores da base do clube brasileiro e a promessa de realização de amistoso na Vila Belmiro. O juiz Amaya não concordou com os argumentos da empresa. Afirmou que os contratos adicionais são normais no futebol e têm conteúdo técnico e econômico específico.