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Sindicato de Mustafá é condenado a pagar mais de R$ 430 mil a ‘sr. Crefisa’
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Em primeira instância, a 23ª Vara Cível de São Paulo condenou o sindicato presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi a pagar R$ 430 mil com correção monetária a José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas).

O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e Suas Entidades Estaduais e Ligas terá também que arcar com juros de mora de 1% ao mês a partir de 9 de janeiro deste ano.

Patrocinador palmeirense, Lamacchia acionou a Justiça alegando que emprestou R$ 430 mil ao Sindicato do Futebol, como é conhecida a entidade, e que não recebeu o dinheiro de volta ao fazer a cobrança.

Mustafá se defendeu afirmando que havia sido feita, verbalmente, uma doação. Assim, não haveria dinheiro a ser devolvido. Alegou inexistir contrato de empréstimo.

Em sua decisão, a juíza Cristiane Amor Espin escreveu que “ao contrário do sustentado pelo réu (Mustafá), o mútuo não exige forma solene, mas sim a doação de valor que não seja irrisório, exige instrumento público ou particular”.

A principal prova apresentada por Lamacchia, conselheiro alviverde assim como sua esposa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, foi o comprovante de depósito na conta do sindicato.

Outro ex-presidente do Palmeiras já havia sido processado por Lamacchia. Ele foi à Justiça cobrar um empréstimo de R$ 300 mil de Arnaldo Tirone. O ex-dirigente não se defendeu, pagou a quantia com correção e o processo foi extinto.


Opinião: após ‘caso do replay’, Globo deve explicar seu papel no Nacional
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Na opinião deste blogueiro, em parte, a diretoria do Internacional tem razão ao reclamar da Globo no episódio do gol de sua equipe anulado contra o Santos na última segunda (22). Isso porque não cabe à emissora tomar medidas relativas ao trabalho dos árbitros.

Os colorados afirmam que, se a Globo decidiu não mostrar o replay do lance até o juiz se posicionar, deveria ter feito isso nos outros duelos da rodada, em especial na partida entre Palmeiras e Ceará. Por sua vez, a TV aponta que no jogo do alviverde não houve repetição de lance polêmico antes de o juiz se decidir.

Obviamente, o justo é o procedimento começar a valer para todos ao mesmo tempo. De preferência com um comunicado oficial antes das partidas para o torcedor saber o que se passa.

Ao tomar a decisão de segurar a repetição do lance em Porto Alegre (e em qualquer transmissão) para não influenciar a arbitragem, o Grupo Globo ultrapassou a fronteira do jornalismo e invadiu a área técnica e de gestão da competição.

Arbitragem é assunto para quem organiza o campeonato, no caso a CBF, e não para quem o transmite. É a confederação a responsável por coibir a interferência externa nas decisões dos árbitros.

Caso saibam da existência da prática das equipes de arbitragem de esperarem o replay para se posicionar, o Sportv e a Globo deveriam ter investido numa reportagem sobre o tema. Seria um golaço, um serviço para o futebol brasileiro. Do jeito que foi feito ficou parecendo pegadinha.

Outra questão é a situação do assinante que pagou para assistir ao jogo contando com uma série de confortos e ficou sem esse (o replay quase imediato). No lugar da informação instantânea, o cliente ficou com a dúvida até o juiz Ricardo Marques Ribeiro tomar uma decisão e a emissora liberar a imagem. O produto não foi entregue como vendido.

Em nota oficial, a Globo disse que “a transmissão da TV optou por não exibir o replay antes da decisão como é o protocolo da Fifa quando tem a produção de imagens com árbitro de vídeo”. O Brasileirão não tem o uso do VAR.

O comunicado diz ainda que o procedimento de segurar o replay foi adotado na final da Copa do Brasil (com VAR), entre Corinthians e Cruzeiro. E que valerá a partir de agora para todas as partidas transmitidas pelo Grupo Globo, mesmo sem árbitro de vídeo. Leia a nota completa clicando aqui.

Diante do posicionamento da rede de televisão, para este blogueiro é necessário que a Globo explique melhor para o público o papel que espera exercer nos campeonatos que transmite. Elá se considera parceira da CBF e de outras entidades na gestão das competições? O esclarecimento é necessário para sabermos com que olhos devemos assistir aos jogos pela TV. E o que o consumidor pode esperar e cobrar da emissora.

 

 


Clubes decidem sobre VAR a partir das quartas de final no Paulista
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No congresso técnico do Campeonato Paulista, nesta terça-feira (23), às 10h30, os clubes votarão a proposta da Federação Paulista de Futebol para o uso do VAR na próxima edição do Estadual.

A entidade vai oferecer o recurso eletrônico a partir das quartas de final. Os custos seriam bancados integralmente pela FPF.

Depois da polêmica na final do Paulista deste ano, o Palmeiras exigiu em carta que o Estadual de 2019 tenha o uso do VAR em todas as suas partidas.

Mas Maurício Galiotte, presidente palmeirense, afirmou que não participará da reunião. Ele está rompido com a FPF desde que seu time se sentiu prejudicado por uma suposta interferência externa na arbitragem na final do último estadual, vencida pelo Corinthians no Allianz Parque.

Pouco depois da queixa alviverde, a federação passou a consultar empresas e a fazer um levantamento de preços para implantar o VAR. O orçamento escolhido foi o da Hawk-Eye, que cuidou do sistema na Copa da Rússia.

Outro tema controverso que será votado pelos clubes é a continuidade da permissão para equipes mandarem seus jogos fora de casa. A questão gera polêmica principalmente por conta de times do interior que decidiram recentemente jogar algumas partidas como mandante na capital contra grandes do Estado.

Um dos principais interessados é o Santos, que tem mandado jogos no Pacaembu.

Atualização

Na reunião desta manhã, os clubes aprovaram a proposta de uso do VAR nos moldes informados neste post. A FPF também anunciou prêmio de R$ 5 milhões para o campeão, como havia antecipado o blog.

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Pequeno para Palmeiras, Paulista pode render R$ 29 mi em dois meses e meio
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Sem calcular a venda de ingressos, quanto pode render para o Palmeiras o Campeonato Paulista, chamado de pequeno por seu presidente, Maurício Galiotte? O blog fez as contas.

O alviverde levaria cerca de R$ 2 milhões por partida na pouco provável hipótese de ser eliminado na primeira fase.

Nessa conta está apenas a cota de TV paga pela Globo a cada um dos quatro grandes do Estado pela transmissão de seus jogos. São aproximadamente R$ 24 milhões por time (Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo), de acordo com apuração do blog. A fase inicial da competição tem 12 jogos.

No ano passado, os grandes embolsaram cerca de R$ 19 milhões pelas transmissões no Estadual.

A receita em 2019 aumentaria de acordo com o desempenho palmeirense na competição por conta das premiações pagas pela FPF, entidade com a qual o clube está rompido.

Conforme apurou o blog, campeão paulista levará R$ 5 milhões. Ou seja, contando cota de TV e premiação por título, o Palmeiras poderia levantar por volta de R$ 29 milhões em dois meses e meio para disputar 18 partidas. Nesse caso, a competição renderia ao clube cerca de R$ 1,6 milhão por apresentação.

Galiotte rompeu com a federação por entender que pênalti a favor de seu time na final deste ano, contra o Corinthians, foi anulado com interferência externa.

Depois da partida, chamou o Paulista de campeonato pequeno. Repetiu a afirmação para a rádio Jovem Pan, na semana passada, ao dizer que não participará de reunião sobre a competição na próxima terça.

“Para o projeto do Palmeiras, o (Paulista) é pequeno”, disse o cartola. A tese é de que em comparação aos outros campeonatos que o clube participa o Estadual é menor. Por isso, com os planos para a temporada inteira em mãos, a comissão técnica vai decidir as escalações mais adequadas para o torneio.

Em termos comparativos, e sem contar os direitos de transmissão, a Copa do Brasil de 2018 ofereceu R$ 50 milhões para seu campeão (Cruzeiro) e R$ 20 milhões ao vice (Corinthians), sem contar bônus nas fases anteriores. O Palmeiras, eliminado nas semifinais, faturou R$ 11,9 milhões na competição. Isso em seis jogos, o que rendeu quase R$ 2 milhões por partida.


Na Justiça, vices repetem discurso de ameaça e chantagem de Leila Pereira
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Em ação movida por Leila Pereira, que pede indenização por danos morais, três vice-presidentes do Palmeiras em suas defesas não recuaram sobre afirmações contra a sócia da Crefisa. Genaro Marino Neto, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli voltaram a classificar declarações da patrocinadora do clube como ameaça e chantagem.

Na contestação enviada à Justiça, eles afirmam também que muitos consideram que a empresária usa métodos reprováveis para crescer no alviverde e age de forma desconectada ao amor à agremiação. Apontam ainda conflito de interesses por Leila ser também conselheira. Leia no final do post a resposta dela ao blog sobre a defesa dos dirigentes.

Leila foi à Justiça depois de os três vices emitirem uma nota de repúdio à entrevista dada por ela ao Blog do Ohata. Na ocasião, a empresária disse que deixaria de patrocinar o Palmeiras caso um inimigo assuma a presidência. Ela pede que cada um dos processados pague R$ 100 mil de indenização.

A defesa dos vices diz que a entrevista evidencia uma “inescondível e indisfarçável ameaça – ameaça, sim! – de que o patrocínio será retirado ou não renovado”.

Para os advogados dos dirigentes, as aspirações de Leila no clube “vêm se prestando a provocar reações contrárias por parte daqueles que se apercebam das clamorosas evidências a respeito da existência atual ou potencial de conflito de interesses, bem assim do modo, da atitude, dos expedientes e dos métodos dos quais ela se utiliza para o alcance dos seus objetivos e por muitos considerados como gestos e movimentos desconectados do amor ao clube…”.

Em outro trecho, a peça volta a falar sobre ameaça e chantagem ao se referir à entrevista que originou a reação dos vice-presidentes. “Eis aí, escancarado o sabor da ameaça, com pitadas – sim! – de chantagem, não em seu significado ou tipicidade criminal, mas no sentido de que o clube ficaria à mercê do que seu patrocinador venha a fazer ou deixar de fazer…”.

A tese da defesa é de que o trio reagiu a uma declaração da patrocinadora dentro do contexto político do clube, exercendo seu direito à crítica sem a intenção de ofender a moral da adversária e usou os termos chantagem e ameaça sem conotação jurídica.

Os advogados lembram que Leila planeja alcançar a presidência e que Genaro, um dos processados, se coloca como candidato da oposição contra o atual presidente, Maurício Galiotte, no próximo pleito.

Em outra parte da contestação, eles afirmam que o clube virou refém do poderio financeiro da empresária. “Substancialmente, os contestantes (os três vices) têm a inabalável convicção de que a autora (Leila) se vale, sim e com enorme intensidade, de seu poderio e de sua bilionária condição de riqueza material para galgar maiores espaços no clube, tornando-o cada vez mais refém de uma situação perigosa, que, ao ver de todos eles, se traduz numa inescondível contradição ou incompatibilização: a de ser patrocinadora do clube e conselheira (com notória aspiração à sua presidência) a um só tempo…”.

Apesar de pedir que o juiz considere improcedente a ação, por entender que não há dando moral, a defesa sustenta que o valor pedido pela dona da Crefisa e da FAM é exorbitante. “O valor não poderá ultrapassar o patamar de R$ 5 mil em face da condição financeira das partes (não somente a da autora, para quem o valor pretendido nada significa, mas para os réus, para os quais tal valor se afigura absolutamente excessivo”, afirma a contestação.

Por fim, os advogados falam em oportunismo da empresária e de sua “já notória jactância, traduzida em se valer da força de seu império material para galgar posições, como a de conselheira (eleita sem ter o tempo mínimo de inscrição como sócia)”. Nesse ponto, a defesa se refere à contestação que foi feita sobre a documentação apresentada pela empresária para se candidatar ao conselho. Ela nega irregularidades e o caso está encerrado internamente.

O que diz Leila

Por meio de mensagem de texto enviada por sua assessoria de imprensa a pedido do blog, Leila Pereira comentou os ataques que recebeu da defesa dos três vice-presidentes. Leia abaixo.

“Eles não podem simplesmente ofender uma pessoa e achar que está tudo bem.
Precisam aprender a respeitar a opinião contrária.
E não podem falar em conflito de interesse, uma coisa é a patrocinadora, cumprimos rigorosamente com tudo que está colocado no contrato, outra coisa é a conselheira, que tem direito a se expressar, precisam refletir mais sobre seus atos.
Não fui eu quem ofendi ninguém, porém acho que a Justiça é o caminho correto quando uma pessoa é ofendida, foi o que busquei”.

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

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Mustafá e ingressos: pedido de advogado da Crefisa evita arquivamento


Mustafá e ingressos: pedido de advogado da Crefisa evita arquivamento
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Uma reviravolta impediu que o inquérito relacionado ao suposto envolvimento de Mustafá Contursi com a venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras fosse arquivado neste momento. O arquivamento havia sido pedido pelo Ministério Público de São Paulo.

Antes de analisar o pedido, o juiz ligado ao caso foi procurado pelo advogado que representa a Crefisa, interessada no procedimento. Ele argumentou sobre a necessidade de novas investigações para esclarecer os fatos. Por meio dos autos, o juiz Ricardo Augusto Ramos encaminhou a intervenção do advogado ao MP na última segunda (1º).

“Em busca da verdade real, manifesto-me favoravelmente em relação às diligências requeridas, a serem cumpridas no prazo de 60 dias”, escreveu o promotor Paulo Castilho em despacho nesta quarta (3). Ele havia sido o responsável por solicitar o arquivamento alegando falta de provas.

“Antes de o juiz analisar o pedido de arquivamento, foi procurado pelo advogado. Já me posicionei a favor e ele vai determinar essas novas diligências. Depois, o inquérito volta para o Ministério Público (manifestar se propõe ação penal ou solicita novamente o arquivamento)”, disse Castilho ao blog.

Desde o início das investigações, Contursi nega o envolvimento com cambistas ou que ele mesmo tenha comercializado entradas para as partidas. O inquérito apura se ele negociou ou facilitou a entrega de bilhetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora do alviverde, para revendedores ilegais.

O caso estourou no auge da crise entre o ex-presidente palmeirense e o casal dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas). Mustafá era aliado de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, também conselheiros do clube. Eles romperam por divergências durante o processo de mudanças estatutárias que culminou com o aumento do mandato para presidente de dois para três anos.

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Apesar de temor de clubes, CBF vê mal-estar com Conmebol superado
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Dirigentes de clubes brasileiros têm reclamado frequentemente de serem prejudicados em competições organizadas pela Conmebol, especialmente na Libertadores. Pelo menos parte deles acredita que a CBF perdeu força na entidade desde que seu presidente, Coronel Nunes, votou na candidatura do Marrocos para a Copa de 2026. O combinado entre os países sul-americanos era apoiar o trio formado por Estados Unidos, Canadá e México, que venceu a disputa.

Apesar das seguidas queixas e do receio de novos problemas, a cúpula da confederação brasileira acredita que o mal-estar já foi contornado. O argumento usado internamente é de que gestões feitas por Rogério Caboclo, eleito para a presidir a entidade a partir de abril do ano que vem, fizeram o problema ser superado ainda durante a primeira fase do Mundial da Rússia.

Além disso, a entidade nacional mantém a postura de interpretar que os assuntos não se misturam. Ou seja, que em nenhum momento houve retaliação aos brasileiros por parte da Confederação Sul-Americana.

Chefe da delegação da seleção, que montou seu QG em Sochi, Caboclo foi com frequência para Moscou, onde estavam os cartolas da Fifa e da Conmebol. Lá, conforme apuração do blog, trabalhou na tentativa de minimizar o impacto do voto do coronel. Desde então, o presidente da CBF ficou distante dos principais eventos da Confederação Sul-Americana durante a Copa.

Só que problemas aconteceram depois do Mundial. O Santos, por exemplo, foi punido por usar Carlos Sánchez, suspenso, em jogo com o Independiente. A punição transformou o empate sem gols na Argentina em 3 a 0 para o time mandante pelas oitavas de final da Libertadores.

Na ocasião, o técnico Cuca criticou a organização da diretoria santista, mas reclamou também de o julgamento acontecer apenas horas antes da partida. Alegou que não teve tempo para preparar decentemente sua equipe em busca de uma vitória por 3 a 0 para levar a decisão aos pênaltis ou para obter diferença maior que três gols.

Nos bastidores, antes do julgamento, a direção do Santos admitia temer retaliação por conta do voto de Coronel Nunes.

Já nas quartas de final, o Cruzeiro se sentiu prejudicado com a polêmica expulsão de Dedé contra o Boca Juniors na Argentina. Após o episódio, Maurício Galiotte,  pediu união aos clubes brasileiros. “O problema não é o VAR (árbitro de vídeo). O problema é que temos que ter representatividade na Conmebol”, afirmou o presidente do Palmeiras. Em seguida, porém, ele declarou não acreditar que o voto de Coronel Nunes tenha ligação com as dificuldades enfrentadas pelos times do país.

No caso do Cruzeiro, o cartão vermelho dado para Dedé foi cancelado pela Conmebol. Ele poderá jogar nesta quinta (4) contra o Boca no Mineirão. O time de Mano Menezes perdeu o primeiro jogo das quartas de final por 2 a 0. Nesta terça, o Grêmio recebe o Atlético Tucuman após vencer o duelo de ida por 2 a o. Na quarta, é a vez de o Palmeiras encarar o Colo-Colo em São Paulo. No Chile, o alviverde venceu por 2 a 0.

 


Primeiros do Brasileiro capricham no desarme, mas abusam nos erros de passe
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O jogador do seu time desarma o adversário, mas na sequência a equipe erra o passe e entrega a bola para o rival. A situação, irritante para o torcedor, é comum aos três primeiros colocados do Brasileirão.

Estatísticas do site “Footstats” mostram que Palmeiras, Internacional e São Paulo são eficientes no desarmes, mas erram muitos passes. Como semelhança, o trio também tem o capricho nos dribles e o alto número de cartões recebidos, entre outros fatores.

Terceiro colocado, o São Paulo é o time que tem o percentual mais alto de passes errados no campeonato: 12,9%. O Inter, vice-líder, erra 10%, pouco menos que o Palmeiras (10,1%). Nove equipes têm marcas melhores do que colorados e palmeirenses. Décimo primeiro colocado do Brasileirão, o Atlético-PR é o clube que menos falha nos passes com índice de erro de 7,6%.

Ao mesmo tempo em que os números sugerem um certo desleixo da trinca na hora de passar a bola, mostram eficiência no desarme. Ao lado do Flamengo, o Palmeiras ostenta a melhor média de desarmes certos: 18,9 por jogo. O São Paulo aparece em seguida (18,4) e o Colorado na sequência (17,3).

Os dados também indicam pouca preocupação do trio em evitar cartões amarelos. O time do Allianz Parque é o segundo mais advertido da competição com 80. Só Vitória levou mais amarelos. Foram 85 até aqui. O São Paulo é o terceiro nesse quesito com 77 advertências. O Inter está na quinta colocação (74).

Alviverdes e tricolores receberam ainda quatro vermelhos. Os colorados tiveram três expulsões até agora. O Flamengo está no topo da lista vermelha com 8.

A eficiência nos desarmes e o excesso de cartões não significa que os três primeiros do Brasileirão abdicam da fantasia. Pelo contrário. O ranking dos times que mais acertam dribles no campeonato reflete a posição dos três na classificação. O Palmeiras lidera com 122, seguido por Inter (117) e São Paulo (112).


Rachado com Galiotte, COF abre investigações sobre temas que atingem gestão
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O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras) criou três comissões para investigar e analisar casos que envolvem a atual administração ou aliados da diretoria.

No alvo estão a Palmeiras Tour, agência de turismo licenciada pelo clube, Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo e próximo de Maurício Galiotte, e um suposto vazamento de imagens de câmeras internas do clube que atinge a oposição.

Um dos casos, o que envolve a agência de turismo, é objeto também de uma investigação da Polícia Civil a pedido do Ministério Público. O promotor Paulo Castilho recebeu denúncia de que ingressos destinados ao setor gol norte do Allianz Parque são desviados para a Palmeiras Tour vender as entradas por preços superiores aos de bilheteria.

O Palmeiras diz que por contrato a agência tem direito a um determinado número de ingressos na área e que seus preços podem ficar mais caros por incluírem outros serviços.

Por sua vez, o COF quer saber porque são fornecidos ingressos do setor em que ficam torcidas uniformizadas, além de destrinchar a relação entre clube e empresa. O órgão também quer detalhes sobre a prestação de contas da agência de turismo ao clube para verificar se os pagamentos estão em dia.

Procurada, a Palmeiras Tour indicou para falar sobre o assunto a assessoria de imprensa do Palmeiras, que afirmou que o clube não se manifestaria.

Sobre Seraphim, o COF recebeu queixa de que ele teria ferido o estatuto do clube utilizando áreas da sede social para fazer campanha a favor de mudanças estatutárias junto com Leila Pereira, dona da Crefisa. O órgão está em dúvida se tem competência para tomar decisões sobre o assunto. Por isso, montou uma comissão que irá estudar a situação de acordo com as regras estatutárias. A análise dirá se o COF pode tomar alguma medida.

“Eles que façam o que acharem que deve ser feito. Mandei uma carta para o COF dizendo que esse assunto deveria ser encaminhado ao presidente do clube. Entendo que eles deveriam arquivar o caso. Mas o COF respondeu que uma comissão vai analisar minha carta”, disse Seraphim ao blog.

O terceiro caso está relacionado a uma imagem que teria sido gravada pelas câmeras internas instaladas na sede social do clube. Nelas o ex-presidente Mustafá Contursi aparece numa situação rotineira cumprimentando Genaro Marino, vice que se distanciou na atual gestão.

O vídeo circulou em grupos de trocas de mensagens entre conselheiros. De acordo com membros do COF ligados a Mustafá, a imagem foi usada com conotação política para mostrar uma suposta aproximação entre os dois. Genaro deve ser candidato à presidência contra Galiotte no próximo pleito.

Como Contursi é “cofista”, o órgão quer que o presidente palmeirense explique se apurou o caso e se  identificou  e puniu os responsáveis pelo vazamento. Caso fique provado o envolvimento de conselheiros no episódio, o assunto será encaminhado para o Conselho Deliberativo. A diretoria também não quis se manifestar sobre esse episódio.

A criação das comissões acontece num momento de crise entre COF e Galiotte. O órgão tem reprovado as contas mensais da gestão do presidente. Os “cofistas” não concordam com a maneira como é contabilizada parte da verba que entra no clube por meio da Crefisa desde que o contrato de patrocínio foi alterado.

O órgão não aprovou a alteração contratual que transformou em empréstimo parte da receita que antes era de patrocínio feito pela parceira. A divergência se agravou depois que Galiotte pediu para o Conselho Deliberativo deliberar sobre o impasse. Os conselheiros aprovaram os adendos contratuais e o COF se sentiu desrespeitado.

Há ainda um conflito deflagrado de Leila e José Roberto La Macchia, conselheiros, além donos da Crefisa, com Contursi, influente no Conselho de Orientação e Fiscalização. Ex-aliados, eles se desentenderam depois de o ex-presidente não apoiar a alteração estatutária que aumentou de dois para três o tempo de mandato presidencial no clube.

Na diretoria há quem entenda como gesto político as criações das comissões. Já os “cofistas” alegam que atuam de maneira puramente técnica.

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MP pede arquivamento de investigação sobre Mustafá e venda de ingressos


MP pede arquivamento de investigação sobre Mustafá e venda de ingressos
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Na última segunda (24), o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento da investigação sobre suposta participação de Mustafá Contursi na venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras. De acordo com a decisão do promotor Paulo Castilho, não ficou comprovado o envolvimento do ex-presidente palmeirense com cambistas. E nem que ele tenha vendido diretamente as entradas. Assim, não haverá abertura de processo na Justiça.

A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

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