Blog do Perrone

Arquivo : Palmeiras

Palmeiras descarta protestar contra CBF por erro que prejudicou Dudu
Comentários Comente

Perrone

Prejudicado pelo erro da CBF em relação à pré-lista de 35 jogadores convocados para a Copa do Mundo, o Palmeiras decidiu não protestar contra entidade.

Além de evitar críticas públicas, o clube também não pretende reclamar diretamente com a confederação.

A CBF perdeu a data para pedir à Fifa que pré-convocados fossem liberados  para disputar suas competições. Diante disso, recomendou ao Palmeiras que não escalasse Dudu na última quarta-pela Copa do Brasil.

A equipe de Roger Machado sentiu a ausência do atacante, só empatou em casa mas se classificou para a próxima fase.

Nesta sexta (25), a CBF enviou a lista final para a Fifa, com 23 convocados e conseguiu a liberação dos 12 que estavam impedidos de atuar no período pré-Copa.

Assim, Dudu está liberado para enfrentar o Sport neste sábado.

Em vez de reclamar do erro da CBF, a diretoria palmeirense preferiu adotar o discurso de que ficou feliz pela presença de Dudu na lista.

Ao optar pro não protestar contra a confederação, o Palmeiras evita o risco de um novo desentendemto com uma entidade de peso. O clube está em pé de guerra com a Federação Paulista desde a final do Estadual.

A diretoria alviverde alega que foi prejudicada por suposta influência externa na arbitragem na decisão com o Corinthians. E acusa a FPF de não ter interesse em investigar o caso.

A entidade paulista é comandada por Reinaldo Carneiros Bastos, que planejava se candidatar à presidência da CBF, mas não conseguiu registrar sua chapa. Apesar de afirmar apoiar a atual diretoria, Bastos ficou rotulado como opositor na confederação.


Não é mais só Mustafá x Leila. Mudança estatutária rachou grupos políticos
Comentários Comente

Perrone

Quando Maurício Galiotte foi eleito presidente do Palmeiras, em novembro de 2016,  como candidato único, o clube estava perto de uma pacificação histórica. Cerca de um ano e cinco meses depois, a calmaria não existe mais.

Primeiro, a harmonia foi quebrada pelo conflito entre Mustafá Contursi e Leila Pereira. A conselheira, dona da Crefisa e da FAM, patrocinadoras palmeirenses, levantou suspeitas de envolvimento do ex-dirigente com cambistas. O cartola negou a acusação, e o caso foi parar no Minsitério Público.

Os “mustafistas” acusaram a empresária de tentar se vingar de Contursi por ele supostamente não ter ajudado a conselheira a conseguir uma alteração estatutária para diminuir o tempo que ela precisaria para ser candidatar à presidência.

A disputa entre os dois aumentou com a proximidade da votação no conselho sobre a mudança do mandato presidencial de dois para três anos. Mustafá foi contra, e Leila, a favor. Na última segunda, a proposta pelo triênio, apoiada também por Galiotte, venceu de maneira apertada.

Não é mais um duelo

O pleito, porém, marcou o fim da polarização da briga política no Palmeiras entre Mustafá e Leila. A maioria dos grupos políticos não entrou em consenso. Houve rachas e consequentemente deserções.

O resultado é um cenário mais multifacetado do que antes e até novas desavenças pessoais entre conselheiros.

Um símbolo da fragmentação causada nos “partidos” alviverdes é o grupo “Palmeiras Responsável”. Criado para combater a ideia de que a eventual mudança pudesse valer já para o próximo presidente a ser eleito em novembro, o grupo conta com pelo menos cerca de 40 integrantes de diferentes alas.

A corrente seguirá trabalhando contra a mudança aprovada no conselho, já que ela precisa ser referendada pelos sócios.

Entre os membros do movimento estão o primeiro vice-presidente, Genaro Marino, ligado a Nobre, Carlos Antonio Faedo, vice-presidente do Conselho Deliberativo, José Corona Neto, ferrenho opositor da atual gestão, o ex-vereador Nelo Rodolfo e conselheiros ligados a Mustafá, entre gente de outros “partidos”.

O grupo conta ainda com integrantes da UVB (União Verde e Branca), que foi uma das principais correntes de oposição à gestão de Paulo Nobre. O caso dessa ala ilustra bem a turbulência causada pela disputa referente à última mudança estatutária. A UBV fechou apoio aos três anos com validade já na próxima gestão. Parte dos membros não concordou com a decisão.

Eleição

Publicamente, líderes do Palmeiras Responsável afirmam que seu foco é só a decisão sobre a atual proposta de mudança estatutária. Mas há membros de peso no grupo que fazem planos mais ousados. Planejam que o movimento se torne um forte grupo de oposição a Galiotte e Leila com objetivo de lançar candidato no próximo pleito.

Existe também o pensamento de que é possível equilibrar a disputa financeira com Leila unindo forças.

O principal argumento da nova ala é de que a alteração não pode favorecer o presidente que está atualmente no poder e trabalha pela mudança. Galiotte pretende se candidatar em novembro. Assim o grupo entende que a mudança só deveria valer para a gestão seguinte à próxima.

O novo formato também é visto por eles com uma forma de favorecer Leila. Se o próximo mandato for novamente de dois anos, ela ainda não poderá ser candidata ao final dele por não ter o tempo mínimo exigido como conselheira. Mas, se for uma gestão de três anos, a empresária estará apta a se candidatar. E caso Galiotte seja o presidente, ela deve ser candidata da situação.

Os líderes do Palmeiras Responsável torcem o nariz para o fato de a patrocinadora ter oferecido jantares em restaurantes luxuosos e convidado conselheiros para irem aos jogos do Palmeiras fora de casa em seu jato. Em pelo menos uma das ocasiões, os agraciados se encontraram com Galiotte.

“A atual diretoria executiva extrapolou os limites no convencimento aos conselheiros indecisos. Respeitamos e compreendemos o jogo político, mas um olhar mais atento evidencia que os instrumentos utilizados foram muito além do debate”, diz trecho de manifesto divulgado nesta quinta pelo Palmeiras Responsável.


Palmeiras vê Jean como opção e não planeja trazer volante se Tchê Tchê sair
Comentários Comente

Perrone

Caso se concretize a venda de Tchê Tchê para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, o Palmeiras não deve ir ao mercado em busca de um substituto. Na avaliação da diretoria Jean ocupará naturalmente o espaço.

Depois de operar o joelho em janeiro, o volante e lateral ainda não atuou em 2018. Atualmente, ele pode ser considerado a quinta opção como volante. Porém, a direção acredita que Jean, com ritmo de jogo, não deixará a desejar em relação ao colega que tem proposta para sair.

Na última rodada do Brasileiro, contra o Bahia, ele foi relacionado pela primeira vez neste ano.

Mais do que se preocupar com a possível perda de Tchê Tchê, a diretoria alviverde comemora a chance de lucrar com um reserva pelo qual não precisou pagar para adquirir 100% dos direitos econômicos. A venda para o clube ucraniano foi encaminhada por 4,8 milhões de euros (cerca de R$ 20,6 milhões). O atleta acertou com o alviverde após o término de seu contrato com o Audax.

Para o negócio vingar, falta o acerto entre jogador e Dínamo, além de ele ser aprovado em exames médicos.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

 


Ex-presidente do Palmeiras se envolve em briga. Conselho vai analisar caso
Comentários Comente

Perrone

O ex-presidente do Palmeiras Arnaldo Tirone se envolveu numa briga no clube no último sábado. Segundo o ex-dirigente, houve um empurra-empurra porque um sócio o chamou de ladrão, entre outras ofensas. O presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Carlos Del Grande, aguarda um relatório da segurança do local para analisar o caso e tomar eventuais medidas.

“Sempre que tem algo assim, a segurança envia um relatório. Vamos esperar chegar. Conforme for, o caso do Tirone, que é conselheiro, vai ser visto pelo Conselho, e o do sócio pela diretoria, como manda o estatuto”, afirmou Del Grande.

O associado envolvido no entrevero conversava com o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, no momento em que a confusão se iniciou. “Eu saí da mesa em que eu estava e quando voltei o Maurício estava nela. Ele estava conversando com um rapaz de uns 35 anos,  com a camisa do Palmeiras. Esse cara me agrediu verbalmente, foi muito forte. Ladrão foi só uma das ofensas. Eu me assustei, levantei e reagi com ofensas verbais. Teve empurra-empurra, agarra-agarra, mas eu não agredi e nem fui agredido. Niguém se machucou”, declarou Tirone ao blog.

Ele afirmou não conhecer seu desafeto e nem saber o nome completo dele. “Acho bom que a segurança faça um relatório sobre o que aconteceu. Não tenho nada a temer. Estou com a consciência tranquila. Ele atacou minha moral e eu me alterei. Não sou ladrão, não estou na Lava-Jato, saí do Palmeiras com menos dinheiro do que entrei, usei do meu dinheiro no clube. Não vou aceitar calúnia”, disse o ex-drigente.

O estatuto alviverde prevê punições para sócios (o que inclui conselheiros) que praticarem agressão, rixa, atentarem contra decoro ou produzirem abalo moral dentro do clube. As sanções não são especificadas para cada falta cometida, mas variam de advertência à seliminação do quadro associativo.


Opinião: palmeirenses precisam esquecer Corinthians para darem paz a Roger
Comentários Comente

Perrone

Roger Machado vive no Palmeiras a situação mais incompreensível do futebol brasileiro no momento. Seu time tem a melhor campanha da primeira fase da Libertadores, briga pela ponta do Brasileirão e acaba de ser vice-campeão paulista. Mesmo assim, a principal torcida organizada palmeirense, a Mancha, pede sua cabeça. Parte dos conselheiros abraça a ideia. Tudo, aparentemente por não aceitarem a derrota em casa na final do Estadual para o Corinthians e a nova queda em Itaquera pelo Nacional.

Os atos hostis de torcedores contra o próprio time só dão mais visibilidade aos feitos corintianos e tumultuam o alviverde.

A diretoria palmeirense também não colaborou. A forma com que os cartolas conduzem suas queixas contra a suposta interferência externa na final do Paulista não ajuda o clube.

O Palmeiras está certo por brigar pelo que acha justo nos tribunais. Porém, deveria ser mais discreto. As entrevistas de Maurício Galiotte chamando o campeonato de Paulistinha e a publicidade excessiva dada a algumas medidas, como a contratação da Kroll, só esticam o assunto. Os torcedores revivem a derrota, aumentam a sua raiva e parte deles despeja a ira no técnico e em jogadores, como Lucas Lima.

Pra piorar, historiadores e conselheiros colocam em pauta quem tem mais vitórias no confronto direto: Corinthians ou Palmeiras. Essa obsessão pelo alvinegro não é salutar para o alviverde.

Se o Palmeiras crê que entram na conta do confronto as pequenas partidas pelo Torneio Início, basta registrá-las em sua contabilidade, sem alarde. Um movimento para isso serve mais para os adversários fazerem troça do que qualquer outra coisa.

O alviverde vive um momento confortável financeiramente, levantou um Brasileiro recentemente, tem um dos elencos mais fortes do país e segue na briga por títulos. É muita coisa boa pra se preocupar demais com o rival e produzir problemas internos. Passou da hora de torcida e cartolas esquecerem o alvinegro e darem paz a Roger Machado.


Derrota em clássico faz conselheiros e Mancha pedirem queda de Roger
Comentários Comente

Perrone

Roger Machado levou o Palmeiras ao vice-campeonato estadual. Depois de perder a final para o Corinthians, ele emendou uma sequência de oito jogos sem perder. Nessa série, sua equipe derrotou o Boca Juniors na temida La Bombonera por 2 a 0. Hoje, o alviverde tem a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores. Na Copa do Brasil, vitória por 2 a 1 em Belo Horizonte no jogo de ida das oitavas de final diante do América-MG. No Brasileiro, o clube ocupa a quinta posição, a dois pontos de Flamengo, Corinthians e Atlético-MG, que estão nas três primeiras colocações. Até o último domingo, o treinador palmeirense não sabia o que era derrota no Nacional deste ano. Porém, a nova queda diante do maior rival funcionou como uma borracha a apagar os bons resultados recentes.

Desde o revés por 1 a 0 no Dérbi em Itaquera, Roger é alvo de campanha da Mancha Alviverde, principal torcida organizada da agremiação, por sua demissão. Parte dos conselheiros faz coro pedindo a saída do técnico.

‘Fora Roger Machado. Essa é a posição da Mancha”, escreveu a diretoria da uniformizada em seu perfil no Facebook menos de duas horas após o apito final do Dérbi. “Números e estatísticas se perdem quando existem derrotas vexatórias”, completou a organizada.

Em outra postagem, na última segunda, a direção da torcida chamou Roger de treinador sem brio, coragem e atitude. Em seguida prometeu protestar no estádio, apesar de apoiar o time durante os jogos.

Parte dos conselheiros de diferentes alas também voltou seus canhões contra o treinador após a queda em Itaquera. “O Roger é um novo Eduardo Baptista, outro técnico fraco. O Rodriguinho em todo clássico faz gol no Palmeiras. De novo o treinador não conseguiu cuidar disso e tomamos outro gol dele. E de novo ele mexeu errado no time (ao fazer as substituições no clássico)”, disse o conselheiro José Corona Neto. Crítico da administração de Maurício Galiotte, ele classifica a perda do Estadual em casa para o alvinegro como a “maior mancha na história do Palmeiras”.

Supostos erros na escalação, não tirar o zagueiro Antônio Carlos do time, ser supostamente paciente demais com Lucas Lima e não conseguir controlar os nervos da equipe nos dois últimos jogos contra o Corinthians estão entre outras críticas feitas a Roger por membros do Conselho Deliberativo.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do técnico disse que não se manifestaria sobre o assunto.

Em meio às críticas, a diretoria não dá sinais de incômodo com o trabalho do treinador.


Como briga política pressiona ainda mais árbitro de Corinthians x Palmeiras
Comentários Comente

Perrone

A briga entre o grupo político de Marco Polo Del Nero, situacionista na CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, aumenta a pressão sobre o árbitro do clássico entre Corinthians e Palmeiras neste domingo.

Anderson Daronco já entraria pressionado pelo imbróglio no final do Campeonato Paulista e pelas críticas do Dérbi que apitou em novembro de 2017. Porém, pelo fato de a revolta do alviverde com a FPF ter reflexos na crise política entre Bastos e a cúpula da CBF, a situação do árbitro fica mais delicada.

Um eventual erro grave do juiz a favor do Corinthians deverá dobrar a ira palmeirense. A entidade paulista deixaria de ser o único foco de revolta do clube comandado por Maurício Galiotte. Como o jogo é pelo Brasileirão, a confederação entraria na mira.

Caso uma falha gritante aconteça a favor do Palmeiras, será a vez de o Corinthians disparar contra a CBF. Vale lembrar que Andrés Sanchez é aliado histórico de Bastos. O presidente corintiano não votou em Rogério Caboclo, eleito para assumir a confederação a partir de abril do ano que vem com indicação de Del Nero. Há um histórico de rusgas entre o deputado federal petista e o cartola banido do futebol pela Fifa (ele vai recorrer).

Mais do que isso, o mandatário da FPF pretendia se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu devido à manobra que fez Caboclo, ungido por Del Nero, ser candidato único.

Nesta semana, como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o cartola paulista foi retirado de seu cargo na Conmebol pelo atual presidente da CBF, Coronel Nunes. Ele também não vai cuidar mais das Séries B e C do Brasileiro. Os dois postos davam ao dirigente proximidade com cartolas de clubes. O substituto de Bastos na confederação sul-americana será Nunes. É comum presidentes das entidades nacionais ocuparem cargos na Conmebol. O dirigente paulista assumira o posto porque Del Nero não viajava para as reuniões no Paraguai com receio de ser preso por causa de acusações de corrupção que sofre nos Estados Unidos. Ele nega ter cometido crimes.

Nesse cenário bélico, uma atuação impecável de Daronco no clássico é fundamental para a CBF deixar a bomba só nas mãos da FPF. A solução rápida de uma dúvida do juiz consultando seus auxiliares, por exemplo, seria uma “aula” para a entidade chefiada por Bastos. A crise com o Palmeiras começou porque no segundo jogo da final estadual a arbitragem demorou para cancelar um pênalti que havia sido marcado para o alviverde contra o alvinegro. A demora deu início às suspeitas palmeirenses de que houve irregular interferência externa na decisão.

Para esquentar mais o caldeirão do clássico, há um histórico recente de desentendimento entre os jogadores dos times. Os últimos duelos também demonstraram disposição dos atletas em apitar os jogos, pressionando o juiz sempre que possível. Isso aconteceu justamente com Daronco no Dérbi do segundo turno do Brasileirão do ano passado, com muita reclamação palmeirense.

Essa explosiva combinação de fatores fará com que o gramado da Arena Corinthians se transforme num campo minado para a equipe de arbitragem.

 


Crise com Palmeiras coloca presidente da FPF em xeque
Comentários Comente

Perrone

Os recentes ataques de Maurício Galiotte deixam a autoridade da Federação Paulita de Futebol (FPF) e do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) em xeque. Consequentemente, Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da entidade estadual, também fica numa situação delicada.

O presidente do Palmeiras já chamou o Campeonato Paulista de Paulistinha duas vezes, além de criticar em várias oportunidades a maneira como a federação e o tribunal trataram a denúncia do clube em relação ao jogo decisivo da competição. Para o alviverde, houve interferência externa na decisão que anulou um pênalti (marcado incorretamente na opinião deste blogueiro) a favor de sua equipe na segunda partida da final com o Corinthians.

Galiotte se revoltou com o fato de o tribunal decidir não julgar o caso alegando falta de provas e porque a FPF não tomou medidas disciplinares contra os envolvidos na suposta interferência. Também ficou irritado ao ver o tribunal alegar que seus advogados perderam o prazo para pedir a impugnação do jogo.

Chamar o torneio de Paulistinha fez Galiotte ser denunciado pelo TJD. Ele promete não comparecer ao julgamento marcado para esta segunda-feira, o que em tese aumentaria a crise.

O grau de rebeldia do dirigente palmeirense é raro em termos de FPF. O atual presidente da entidade vinha se mostrando afinado com os clubes paulistas e até virou representante de seus anseios na Conmebol.

Agora, porém, vê sua autoridade contestada. A falta de uma punição para Galiotte pode deixar a federação vulnerável a outros ataques de cartolas, o que enfraqueceria a entidade. Por outro lado, um castigo pesado certamente fará o presidente palmeirense gritar mais alto, reação que prolongaria a briga.

A crise acontece justamente num momento em que Bastos precisa do apoio dos clubes para tentar não perder espaço na CBF e na Conmebol. O presidente da FPF pretendida se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu o número mínimo de indicações de federações e times para registrar chapa. Agora, ele corre o risco de ser afastado dos cargos de diretor remunerado das séries B e C e de representante da CBF na Conmebol. Isso a partir do início da gestão de Rogério Caboclo, prevista para começar em abril de 2019.

Se não contornar o problema com o Palmeiras, ele perderá um importante apoio para manter seus planos em termos nacionais e internacionais. Além disso, pode passar a conviver com uma oposição indesejada em seu próprio território, a FPF.


Opinião: briga com FPF e TJD aproxima Galiotte do estilo de Andrés
Comentários Comente

Perrone

Ao ser eleito presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte tinha uma imagem consolidada de cartola discreto e conciliador. Porém, desde que iniciou sua briga contra Federação Paulista e Tribunal de Justiça Desportiva, o dirigente viu mudar o conceito que torcedores e até conselheiros do clube têm dele.

De uma figura politicamente correta, o sucessor de Paulo Nobre passou a ser visto como quem não mede consequências para defender a agremiação comandada por ele. Sua atuação desde o episódio da suposta interferência externa no lance que anulou pênalti a favor do Palmeiras na final estadual contra o Corinthians o aproximou do estilo bélico  de Andrés Sanchez. O polêmico corintiano tem em seu currículo, por exemplo, participação ativa na implosão do Clube dos 13 sob o argumento de assegurar melhores cotas de TV para seu clube. Isso apesar de outros interesses políticos dele estarem em jogo na ocasião.

Agora, Galiotte começa a conviver com uma situação enfrentada corriqueiramente por Andrés: receber demonstrações de apoio incondicional dos fãs de seu time e ser alvo do ódio de torcedores e cartolas rivais.

Em sua maioria, neste momento, o palmeirense ama Galiotte por não se curvar à FPF e ao tribunal, principalmente num tema que envolve diretamente o Corinthians.

Mas, ao mesmo temo, ele leva começa a virar alvo de seguidores corintianos. Eles passaram, por exemplo, a usar apelidos jocosos para citar o cartola alviverde nas redes sociais. Internamente na federação, Galiotte é atacado por supostamente usar a polêmica na final para encobrir problemas do time e ganhar votos na eleição presidencial do clube em novembro. O ataque mais forte, no entanto, veio do presidente do TJD, Antônio Olim, que declarou ao blog acreditar no intuito eleitoreiro do cartola.

Seja qual for o resultado da briga nos tribunais esportivos é certo que Galiotte foi de sem sal a picante em poucos dias. Agora conviverá com os benefícios e ônus dessa transformação no paladar alheio.


Chefe do TJD vê Galiotte em campanha e diz: ‘não vai ser campeão no grito’
Comentários Comente

Perrone

“A federação é tão profissional que não vai dar o título pro Palmeiras e pra nenhum clube no grito. Quer ganhar, vai ganhar na bola”. Essa é só uma das fortes afirmações feitas ao blog pelo delegado Antônio Olim, presidente do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da Federação Paulista. Ele respondia sobre as novas críticas feitas por Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, ao órgão (leia a resposta do dirigente no final deste post).

Desde que o alviverde perdeu o Campeonato Paulista para o Corinthians, o dirigente está em guerra com a federação e o tribunal. Sem sucesso, ele tenta impugnar o resultado da partida por suposta interferência externa na anulação de um pênalti a favor de seu time.

Porém, para Olim, Gagliotte estica o assunto por ter motivações eleitorais. O presidente palmeirense deve ser candidato à reeleição em novembro. Na opinião do chefe do tribunal, sem conquistar o Estadual, o cartola estaria tentando ganhar o apoio dos eleitores por meio da briga com FPF e TJD.

“No começo eu entendi a posição dele. Estava no calor do jogo, o cara fica fora de si, é normal. Mas agora passou dos limites. Acho que ele está pensando em segurar o mandato dele. Tem eleição este ano, perdeu o título, precisa culpar alguém, arrumar um Cristo. Ataca o tribunal. Ele tem que ganhar a eleição no voto, não assim”, disparou Olim.

Nesta sexta (4), Galiotte se revoltou com a decisão do presidente do TJD de rejeitar o pedido de impugnação da partida alegando que o Palmeiras perdeu o prazo para reclamar. O dirigente também crê que o clube levou ao órgão provas de que houve interferência no tribunal e reclamou de ninguém ter sido punido.

“O Palmeiras não cumpriu o que está escrito no artigo (sobre impugnação). Tudo que foi levado ao tribunal foi investigado. Se não teve como provar, vamos jogar futebol. O Palmeiras tem um time caro, deixa jogar. O palmeirense quer ver o time jogando, não tribunal. Fala pra ele (Maurício) ficar no clube dele, no tribunal mando eu”, disse Olim.

Sobre a reclamação palmeirense de que nenhum membro da equipe de arbitragem foi punido, o delegado diz não terem sido encontradas provas de interferência externa e que “se a arbitragem foi mal, o Palmeiras tem que cobrar a federação, não o tribunal”.

Segundo o presidente do TJD, o dirigente alviverde pode voltar a ser denunciado no órgão pelas novas críticas. Ele já foi convocado para falar sobre declarações anteriores.

Procurado, Galiotte deu a seguinte resposta:

“Como presidente do Palmeiras estou fazendo meu papel em defender a instituição diante de uma irregularidade explícita. Aproveito e deixo a ele (Olim) as seguintes perguntas:
1 – Por que o delegado Olim, como presidente do TJD, não faz o seu papel de investigar o que aconteceu?
2 – Por que o TJD deu um parecer sobre o inquérito em 7 dias, mesmo tendo 15 dias de prazo?
3 – Por que nenhum membro da arbitragem foi afastado ou denunciado?
4 – Por que o TJD não analisou as imagens que o Palmeiras enviou comprovando claras irregularidades na final do Paulista?
5 – Por que, desde o início, o TJD procurou desviar a atenção do que aconteceu e procurou encontrar subterfúgios processuais para não levar a investigação adiante?”