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Levir já estreia com sombra de Elano
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Levir Culpi estreia nesta quarta no comando do Santos contra o Palmeiras com apoio integral de diretores e conselheiros do clube. Porém, o novo treinador já terá que conviver com a sombra de Elano, técnico interino nos últimos dois jogos.

O desempenho do auxiliar técnico virou referência no clube após as vitórias santistas nos dois jogos sob seu comando, por 1 a 0, contra o Botafogo, como mandante, e 2 a 0 sobre o Atlético-PR, em Curitiba.

Elano agradou não só pelos resultados, mas também por ter colocado em campo o meia Vecchio, desafeto de Dorival Júnior, logo em sua primeira chance no comando da equipe. Esse era um desejo de muita gente na Vila Belmiro que vê o argentino como esperança de melhora no meio-campo.

A relação de Elano com os jogadores e sua maneira de armar o time também receberam elogios.

Antes da contratação de Levir, pelo menos um membro da atual equipe de trabalho do futebol santista defendia a efetivação do auxiliar, mas a diretoria entendeu que era necessária a contratação de alguém mais experiente.

O ambiente atual é favorável ao treinador escolhido, mas se os resultados não aparecerem rapidamente, as comparações com o rendimento de Elano em apenas duas partidas serão inevitáveis e a sombra do auxiliar vai crescer. Mesmo depois de o ex-jogador dizer que não tem interesse em assumir o cargo de treinador agora.


Defesa de Leila Pereira aumenta pressão sobre Mattos no Palmeiras
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A defesa de Alexandre Mattos feita por Leila Pereira, dona da Crefisa em entrevista ao “Esporte Interativo” aumentou a pressão sobre o diretor-executivo de futebol do Palmeiras.

A ala que critica o dirigente usou a fala da patrocinadora para justificar sua tese de que o cartola montou um governo paralelo no clube. O raciocínio é de que conquistando a confiança da empresária e de seu marido, José Roberto Lamacchia, principais investidores palmeirenses, Mattos fica tão forte que pode até pressionar o presidente Maurício Galiotte, caso ele discorde de determinadas contratações, por exemplo. Até agora o presidente tem estado em sintonia com o executivo e os empresários.

Os críticos de Mattos reclamam da autonomia que ele tem para contratar desde a gestão de Paulo Nobre e consideram altos demais os gastos feitos por ele na montagem dos times desde sua chegada ao alviverde. Os tropeços da equipe atual deram munição para os detratores dele, que afirmam que os gastos com reforços em 2017 foram superiores a R$ 70 milhões.

Ao dizer que confia tanto em Mattos que vai rever seus investimentos caso ele deixe o clube, Leila fez desmoronar a esperança de críticos do executivo de que o casal de patrocinadores se voltasse contra ele por causa da campanha do time abaixo do esperado até aqui neste ano.

A maioria dos detratores do dirigente remunerado faz parte do grupo político de Mustafá Contursi. O ex-presidente cobra permanentemente uma política de austeridade financeira e recentemente se queixou em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” dos gastos feitos nos últimos anos com reforços. “Todo início de temporada trazemos dez jogadores. Ganhamos Copa do Brasil trouxemos mais dez. Conquistamos o Brasileiro outros dez. Para quê? É um exagero”, disse Contursi.

O ex-presidente foi o principal incentivador das campanhas vitoriosas de Leila e Lamacchia a cadeiras no Conselho Deliberativo. Porém, após a empresária sair em defesa de Mattos, é grande o risco de um embate direto entre ela e Contursi dentro do órgão.

 


Palmeiras tem interesse em ex-corintiano Bruno Henrique, do Palermo
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Bruno Henrique em sua apresentação no Palermo (Crédito: Site oficial Palermo)

Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

O Palmeiras tem interesse em contratar o volante Bruno Henrique, do Palermo, e já fez sondagens para saber a viabilidade do negócio. A ideia é conseguir o empréstimo com opção de compra.

A direção do clube italiano entende ser viável a negociação com o alviverde e calcula o valor de venda do brasileiro em cerca de 4,5 milhões de euros.

Porém, os dirigentes do Palermo acreditam também no interesse do Flamengo no volante.

Conforme apurou a reportagem, o ex-jogador do Corinthians deseja sair do Palermo, rebaixado para a segunda divisão italiana na última temporada. A preferência de Bruno Henrique, no entanto, é permanecer na Europa.

Procurada, a assessoria de imprensa do Palmeiras afirmou que o clube mantém ”a política de não comentar especulações”.


Opinião: patrocinadores devem ser mais exigentes após fala de Cuca
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As declarações de Cuca sobre o time titular atual do Palmeiras ser mais fraco que o do ano passado e o pedido por um novo atacante convidam os donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas) a refletirem e questionarem a direção do clube.

Na opinião deste blogueiro, o casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira deve buscar respostas para as seguintes perguntas:

Como pode um time que trouxe para esta temporada Borja e Willian precisar tanto de mais um atacante?

Quem avaliou que Borja valia os cerca de R$ 32 milhões investidos pelos patrocinadores, fora ajuda com salários e luvas? Houve erro de avaliação?

Como pode um pacote de reforços que custou mais de R$ 70 milhões não ser suficiente para satisfazer o atual treinador? Cuca é exigente demais ou o Palmeiras pagou mais do que alguns jogadores valiam?

A direção do clube é criteriosa quando define quem contratar e quanto pagar ou age com desleixo quando se trata de dinheiro alheio?

Claro que os milhões são dos empresários e eles fazem o que bem entendem com cada nota. Mas ninguém, nem o mais rico e apaixonado dos torcedores, gosta de colocar freneticamente dinheiro em um saco sem fundo. E nem de dormir acreditando que investiu uma dinheirama num planejamento perfeito e acordar com alguém apontando falhas e pedindo ainda mais.

Nesse cenário, a fala de Cuca serve para os patrocinadores palmeirenses serem mais exigentes antes de assinarem os cheques. Afinal, ele têm duplo interesse: no próprio dinheiro e no clube do qual são também conselheiros.


Declarações de Cuca respingam em Alexandre Mattos
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As declarações de Cuca sobre o time titular do Palmeiras de hoje ser mais fraco em comparação com o do ano passado e a respeito de o clube precisar contratar mais um atacante respingaram em Alexandre Mattos. O treinador acabou colocando em xeque o planejamento feito para 2017, e o diretor-executivo de futebol é o principal responsável por ele.

Só que Mattos convive há tempos com pedidos de demissão feitos por conselheiros situacionistas, de diferentes correntes. A fala de Cuca fez com que a pressão voltasse. A maioria dos críticos considera que o dirigente gasta muito. Além dos valores desembolsados em troca de novos jogadores, eles também reclamam de pagamentos de comissões para empresários que consideram altos e foram negociados pelo cartola .

Na última quinta, motivado pela entrevista de Cuca após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, que fez o time paulista avançar na Copa do Brasil, essa pressão ficou evidenciada com novo pedido para a diretoria demitir Mattos feito por Gilto Avallone, conselheiro da situação e membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Em sua página na internet (“Nosso Palmeiras”), depois de escrever que Mattos tem que ser demitido imediatamente, ele diz que o clube está ultrapassando a marca de R$ 80 milhões em gastos com contratações nesta temporada, responsabiliza o diretor pela despesa e emenda: “como explicar a declaração do técnico de que o time do ano passado era melhor?”.

Gilto já havia cobrado a saída de Mattos quando Eduardo Batista foi demitido. Também na ocasião, internamente, mais membros do conselho faziam pressão interna pela demissão. O blog, então, procurou o diretor para ouvir sua opinião sobre as críticas e até hoje não obteve resposta.

O efeito que a nova pressão terá depende em muito da atuação de Mustafá Contursi, nome mais influente da política palmeirense e que apoia a atual gestão, mas historicamente é contra altos gastos. Por enquanto, ele se mantém em silêncio em relação ao diretor. O mesmo não acontece com alguns de seus aliados políticos, caso de Gilto.


Conselho do Palmeiras fará sindicância sobre comissão para agente errado
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Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

O Conselho Deliberativo do Palmeiras vai abrir sindicância para apurar possíveis responsabilidades de dirigentes no caso envolvendo o pagamento de comissão pelo volante Wesley. A operação feita em 2012, durante a gestão de Arnaldo Tirone, foi parar na Justiça com o clube acusado de não pagar os valores devidos a um agente envolvido no negócio. Em sua defesa, os cartolas alviverdes alegaram ter pago o empresário errado. 

Na ocasião, o alviverde pagou R$ 1,3 milhão de comissão a Maickel Portela, que seria representante daempresa MKT Brasil. Porém, neste mês, a Justiça determinou que o clube pagasse a mesma quantia para Renee Pinheiro, que se apresentou como dono da empresa e alegou que o dinheiro nunca foi pago para ela. Ou seja, o Alviverde teria feito o acerto com o empresário errado.

Ao blog, Tirone afirmou que o Palmeiras tratou do caso com o agente que tinha autorização do Werder Bremen (time vendedor) e que o clube deve mesmo fazer uma apuração para esclarecer os fatos. O ex-presidente disse ainda que também está apurando o episódio e que, se o clube pagou a quem não devia, o recebedor precisa devolver o dinheiro. Leia a entrevista com ele no fim do post.

A derrota na Justiça incomodou conselheiros especialmente porque o juiz Gustavo de Carvalho afirmou não ser minimamente crível que um clube como o Palmeiras pudesse agir de maneira tão “amadora” no tocante a uma de suas atividades mais corriqueiras, a contratação de jogadores. Ele afirma ainda que não há elementos nos autos que indiquem que Portela, “se é que recebeu algo”, agiu em nome da empresa.

Indignados, membros da nova oposição palmeirense, formada por conselheiros que tentaram barrar a candidatura de Leila Pereira a uma cadeira no Conselho Deliberativo, alegando irregularidade na candidatura, passaram a cobrar a abertura de sindicância sobre o caso.

“Já pedi ao departamento jurídico que me apresente todos os documentos referentes a essa situação. Assim que eu receber, vou formar a comissão de sindicância. Ela vai apurar o que aconteceu e apresentar sua decisão ao Conselho Deliberativo, que vai decidir o que fazer”, disse ao blog Seraphim Carlos Del Grande, presidente do órgão.

Entre as medidas que podem ser tomadas, estão punições a quem for considerado culpado pelo prejuízo ao Palmeiras e pedido de ressarcimento de dinheiro na Justiça.

Abaixo, leia entrevista feita por troca de mensagens pelo celular com Tirone sobre o assunto.

Blog – Qual a sua opinião sobre a decisão do presidente do Conselho de abrir sindicância para apurar o motivo para o Palmeiras pagar o empresário errado na compra de Wesley?

Arnaldo Tirone – Não tenho nada contra a abertura de sindicância para apurar os fatos. Muito pelo contrário, uma apuração aprofundada e realizada com isenção vai esclarecer todos os pontos. O Palmeiras deve apurar, sim, esses fatos.

Blog – O que o senhor achou da decisão do Juiz obrigando o Palmeiras a pagar de novo a comissão e dizendo não ser crível o pagamento errado?

Tirone – Ainda não tenho visão integral do processo e por isso não consigo dizer em que contexto essa frase foi dita. Já pedi para o meu advogado levantar integralmente o processo e, quando eu tiver essa visão, vou poder me manifestar. Também estou levantando informações com todos os que estiveram diretamente ligados a essa contratação. O fato é que o Palmeiras tratou com o empresário que tinha autorização do Werder Bremen para negociar o Wesley.

Blog – O que aconteceu para o pagamento ser feito ao agente errado?

Tirone – Como já te disse, estou apurando para não cometer injustiças. Mas o fato para mim é muito simples: se o Palmeiras pagou a quem não devia, quem recebeu tem que pagar para o Palmeiras.

 


Multa foi acerto da diretoria do Palmeiras. Era importante inibir valentões
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A diretoria do Palmeiras, na opinião deste blogueiro, acertou ao multar os valentões Felipe Melo e Omar Feitosa por baterem boca após um rachão do time.

A punição é até tardia, já que os dois protagonizaram outros casos de valentia incompatível com o ambiente de trabalho.

Conforme apurou o blog, o castigo não foi um pedido de Cuca, mas decisão da direção baseada no regimento interno do alviverde. Se bem que o treinador também acertou no episódio ao demonstrar sua insatisfação com a situação.

No meio do futebol, são conhecidas as maneiras de agir do preparador físico e do volante, que parecem candidatos a macho alfa sempre tentando dominar o território.

Para este blogueiro, tal comportamento passa dos limites e tem grande potencial para prejudicar o clube. Felipe Melo, se não se acalmar, certamente deixará a equipe mais vezes na mão por causa de suspensão. Na briga contra o Peñarol, o volante claramente tentou evitar o confronto físico, mas suas declarações logo na chegada ao Palmeiras sobre dar tapa na cara de uruguaio, certamente contribuíram para o clima hostil.

No caso de Feitosa, é inadmissível que um membro da comissão técnica se enrosque com atletas. Por obrigação, ele deve preservar o bom ambiente no vestiário e ser respeitado, sem ter que apelar para isso.

O atrito entre os dois tem alto potencial para provocar um racha no vestiário, já que um está entre os líderes do time, e o outro faz parte da comissão técnica e dá ordens aos atletas.

Colocar em risco essa relação no trabalho é suficiente para justificar o castigo imposto. O valor da multa não foi revelado, mas é o que menos importa na ação. O importante é que os machões tenham entendido o recado. Não podem continuar ameaçando o trabalho coletivo só porque não são de levar desaforo para casa. Faz parte do trabalho coletivo a arte de engolir sapos.

A justificativa que são normais discussões, xingamentos e até um ou outro sopapo no futebol não cola. Em nenhum ambiente profissional isso é visto como parte do trabalho. Jogadores e membros da comissão técnica não podem ser tratados como profissionais de alto nível na hora de receber o salário e como peladeiros quando cometem seus deslizes.

 


Opinião: em Chapecó, melhor elenco do Brasil não justificou seu preço
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Na opinião deste blogueiro, Cuca fez bem em poupar parte de seus titulares do jogo em Chapecó. Afinal, o alto investimento feito em contratações não foi para ter um só time forte, mas dois. O objetivo é fazer com que o rendimento seja semelhante independentemente de quem está em campo. Isso permite disputar com tranquilidade uma competição longa como o Brasileirão e ter condições de brigar por mais de um título na temporada.

Só que em seu primeiro teste de força no Brasileiro, o time misto do Palmeiras decepcionou ao perder para a Chapecoense por 1 a 0 fora de casa. Não que o time de Chapecó seja fraco. Pelo contrário, é organizado e já tinha conseguido um empate em São Paulo contra o Corinthians. Mas, com o elenco que tem, o Palmeiras deve ser cobrado por vitórias quando enfrenta equipes mais modestas, seja onde for.

Prass, Michel Bastos, Tchê Tchê, Roger Guedes e Willan formam uma base suficientemente forte para brigar por três pontos fora de casa contra a Chape. Claro que o fato de ser apenas o terceiro jogo com Cuca atrapalha, mas os que entraram em campo estão devendo. A equipe escalada tinha obrigação de fazer muito mais do que se preocupar prioritariamente em se defender, como quem se contenta com o empate.

 Jogar para empatar fora de casa e acabar perdendo por 1 a 0 é para quem tem um time muito mais barato do que o atual campeão brasileiro. O dono do melhor elenco do Brasil, pelo menos na opinião deste blogueiro, precisa fazer muito mais.


Na Justiça, Palmeiras age para ser ressarcido pela Mancha se for condenado
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Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

Ação movida por cinco policiais militares, sendo uma mulher, faz o Palmeiras tentar na Justiça medidas contrárias à Mancha Alviverde. O clube age para conseguir no mesmo processo o direito de ser ressarcido pela uniformizada se tiver que pagar indenização aos policiais. O caso corre em segredo de justiça, mas na última quinta foi publicado no Diário Oficial de São Paulo, de maneira resumida, um dos pedidos da agremiação.

Os policiais afirmam que foram agredidos por membros da Mancha Alviverde em 2012 em Araraquara, onde o Palmeiras, perto de ser rebaixado no Brasileirão, recebeu o Botafogo-RJ. Câmeras registraram agressões e a tentativa de palmeirenses de invadirem o campo. Por conta da violência que alegam ter sofrido cada um pede na Justiça indenização de 200 salários mínimos (R$ 187.400) a ser paga solidariamente por Mancha, Palmeiras, como mandante e clube para qual os agressores torcem, Federação Paulista e Estado de São Paulo.

Diante do risco de ter prejuízo por conta da confusão na qual seus torcedores se envolveram, o Palmeiras fez um pedido de denunciação da lide da Mancha, que é a medida capaz de permitir que o clube requeira ressarcimento por parte da torcida caso seja condenado a pagar a indenização. Isso sem ter que abrir um processo contra a uniformizada.

Porém, o pedido palmeirense foi negado. O juiz entendeu que não fazia sentido porque a Mancha já era parte do processo.

Inconformados com a decisão, os advogados do Palmeiras tentam um agravo de instrumento, que é um recurso contra a negativa, com pedido de efeito suspensivo, que, se aceito, impede a execução de eventual sentença antes de o recurso ser julgado.

Entre os argumentos usados para tentar mudar a decisão, a defesa palmeirense afirmou no processo que é “inegável que, havendo procedência na ação, a Mancha Alviverde é a responsável pelo pagamento de qualquer indenização, caso seja devida, sendo certo o direito do Palmeiras de buscar ressarcimento pelos danos causados por membros da referida agremiação”.

Os advogados explicam também que o objetivo do pedido é encurtar o caminho do clube para obter sua eventual restituição. E declaram que a decisão que rejeitou a pretensão palmeirense maculou de forma direta o direito do Palmeiras de ser ressarcido, em caso de condenação.


De Paulinho a Messi. Com quem as promessas brasileiras se dizem parecidas
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Colaboraram Dassler Marques e Vinicius Castro, do UOL em São Paulo e no Rio de Janeiro

Vinícius Júnior (Flamengo), Pedrinho (Corinthians), David Neres (Ajax), Luiz Araújo (São Paulo), Douglas (Fluminense)… A lista de jovens promessas do futebol brasileiro atualmente é extensa. Apesar do recente fracasso da seleção brasileira Sub-20, que não conseguiu se classificar para o Mundial, o momento das categorias de base no país é promissor.  O que explica essa fartura acima da média dos últimos anos?

Em busca dessa resposta e de conhecer melhor atletas tratados como joias por seus clubes, o blog entrevistou cinco jovens que geram grande expectativa em suas equipes: o flamenguista Vinícius Júnior, 16 anos, artilheiro e melhor jogador do último Sul-Americano Sub-17 e alvo do Real Madrid, o meia corintiano Pedrinho, 19 anos, destaque da última Copa São Paulo, o atacante são-paulino Luiz Araújo, 20 anos e por quem o Lille da França ofereceu, sem sucesso, 7 milhões de euros, Alan Guimarães, 17 anos e também destaque da seleção brasileira sub-17 campeã sul-americana neste ano, e o volante do Fluminense Douglas, 20 anos, outro que desperta o interesse de europeus.

Leia as entrevistas abaixo.

Qual jogador foi sua maior fonte de inspiração para seguir a carreira?

Alan Guimarães – “Minha maior inspiração acho que são os jogadores brasileiros, Ronaldinho, Rivaldo, Ronaldo. Quando era criança, eu via muito os jogos deles pela TV e ficava impressionado com o que eles mostravam”.

 Douglas – “Cresci vendo o Paulinho, volante da seleção brasileira, jogando muito pelo Corinthians.  Por tudo que ele passou e depois conquistou, sem dúvida ele foi o jogador que me inspirou para que eu seguisse firme em busca dos meus sonhos na minha carreira”.

Luiz Araújo – “Nunca tive um jogador em quem sempre me inspirei mesmo, mas sempre olhei para os melhores. Messi, Ronaldinho Gaúcho, sempre os melhores”.

Pedrinho – “Messi”.

Vinícius Júnior – “Quando eu era muito pequeno, e já gostava de futebol e começava a me interessar, adorava ver o Robinho jogar. Era o jogador que vivia melhor momento no Brasil, o mais falado, e chamava a atenção o modo dele jogar, de muita habilidade. E as pedaladas me marcaram muito também”.

Com o estilo de qual jogador acredita que seu estilo é mais parecido?

Alan – Pra mim é uma felicidade imensa ser brasileiro e tentar fazer o que eles (Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo) já fizeram na carreira deles. Agora vou em busca do meu sonho que é tentar chegar no nível deles”.

Douglas – “Acho que meu estilo de jogo se parece com o do Paulinho. Este ano estou tendo oportunidade de jogar mais solto como ele joga, mas sempre com a responsabilidade defensiva também. Temos um poder de marcação muito forte, uma qualidade grande no passe e o poder de chegar ao gol para marcar”.

Luiz Araújo – “Como sou um jogador de ponta, de velocidade, creio que meu estilo de jogo é parecido meio com o do Robben, do Ribéry, do Eden Hazard, que são jogadores que jogam pela beirada do campo”.

Pedrinho – “Eu sempre me inspirei no Messi. Tento pegar um pouco de cada coisa que ele faz. Tento ver os vídeos dele pra aprender cada dia com ele, seja lá me posicionando, driblando e com os passes”.

Vinícius Júnior – “Minha geração está crescendo vendo o Neymar, mas não acho legal fazer comparações. Cada jogador tem o seu estilo, mas também gosto de partir pra cima, de tentar o drible, de propor o jogo… Isso já é meu desde muito pequeno, desde o salão”.

Você pertence a uma safra de jogadores que é uma das com maior número de atletas promissores do futebol brasileiro. Na sua opinião, o que motivou essa grande quantidade de jovens talentosos?

Alan – “Na minha opinião a estrutura do clube ajuda bastante, tendo um campo bom, academia, uma alimentação boa que não vai prejudicar o atleta. Isso acho que é uma coisa essencial nos clubes que vai ajudar bastante o jogador de base chegar ao profissional. Mas não tendo isso no clube, acho que o jogador tendo talento e cabeça boa ele também possa chegar ao profissional. Tendo o talento que todos os jogadores da nossa geração têm, que eu acho que são jogadores de muita qualidade, mesmo sendo da base já têm experiência em campeonatos sul-americanos, nacionais, isso é uma das melhores coisas que podem fazer a nossa geração ser uma das mais fortes do Brasil e até do mundo”.

Douglas – “Acho que o trabalho de base vem sendo muito bem feito nos clubes, com grandes investimentos e aproveitando os atletas cada vez mais no elenco principal. Os campeonatos são muito disputados, com grandes times, vários talentos individuais se destacando e isso enriquece o nosso futebol.  A seleção brasileira está sempre conquistando os torneios que disputa e acho que isso é motivador para os jovens que estão buscando suas oportunidades”.

Luiz Araújo – “Fico muito feliz por essa geração ter muitas jovens promessas para o futebol. Isso mostra que os clubes estão valorizando muito a base, estão olhando com atenção para base. Então, espero que surjam muito mais promessas, muito mais garotos para que o futebol brasileiro só venha a crescer”.

Pedrinho – “Acho que o futebol vem evoluindo a cada dia, e os jovens hoje em dia vêm se dedicando cada dia mais a aprimorar seus fundamentos desde cedo, isso faz com que muitos se destaquem”.

Vinícius Júnior – “É a evolução do futebol. Vejo que o Brasil evolui a cada dia na parte tática e, com isso, a habilidade do jogador brasileiro, que é o que temos de melhor, acaba se sobressaindo. Nunca deixamos de ter bons jogadores. Acho que o momento da seleção brasileira ajuda também. Todos passam a olhar pra nós como o país do futebol novamente.”

Quando espera disputar sua primeira Copa do Mundo?

Alan – “Acho que primeiro tenho que pensar em chegar ao profissional. Trabalhar firme fazer um bom papel e a consequência virá se chegar à seleção brasileira e disputar a Copa do Mundo. Isso pra mim vai ser um sonho e acho que em 2022 posso estar representando a seleção brasileira numa Copa do Mundo. Pra mim vai ser um sonho realizado, um sonho meu e da minha família”.

Douglas – Jogar uma Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador de futebol, mas não gosto de fazer planos.  Prefiro focar no meu trabalho e dar o melhor de mim para o sucesso do meu time. Tive a oportunidade de ser convocado para a seleção de base e isso é muito gratificante. Sei que vestir a camisa da seleção brasileira é consequência de um bom trabalho feito no clube, então o meu foco total é no meu dia a dia para que as coisas venham a acontecer de forma positiva”.

Luiz Araújo – “É um sonho, todo jogador sonha em disputar uma Copa do Mundo e ganhar. Espero ser o mais rápido possível. Espero continuar trabalhando e quando o treinador da seleção achar que estou pronto, tenho certeza que vai me convocar, e eu espero poder ajudar o Brasil a ganhar uma Copa, seria um sonho realizado.”

Pedrinho – “O futuro a Deus pertence. Vou trabalhar forte agora, fazer meu trabalho pra me destacar pra em um futuro próximo poder pegar uma seleção brasileira e logo jogar uma Copa do Mundo.”

Vinícius Júnior – “É muito cedo pra dizer. Tenho que dar um passo de cada vez”.