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Jantar entre ‘casal Crefisa’, Luxa e promotor gera polêmica no Palmeiras
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Na última segunda, jantaram juntos num restaurante de São Paulo Vanderlei Luxemburgo, o promotor Paulo Castilho e o casal dono da Crefisa acompanhado por seu assessor de imprensa, Olivério Júnior.

O encontro chegou ao conhecimento de conselheiros do Palmeiras e gerou polêmica por dois motivos: futebol e política.

A aproximação de José Roberto Lamacchia e Leila Pereira com Luxemburgo criou a desconfiança entre parte dos conselheiros de que os empresários têm planos para Luxemburgo no futuro.

Além de patrocinarem o time por meio da Crefisa e da FAM, eles integram o Conselho Deliberativo e Leila deseja presidir o Palmeiras.

Já aliados do ex-presidente Mustafá Contursi se incomodaram com a presença de Castilho no jantar. Entendem que não é ético o integrante do Ministério Público se aproximar dos empresários porque o casal está envolvido num inquérito aberto por Castilho.

Ele pediu investigação para saber se Mustafá repassou ingressos enviados pela Crefisa para um cambista. O dirigente nega ter feito isso.

Procurado pelo blog, Castilho confirmou o jantar e disse não existir problemas no encontro com o casal de empresários.

“Fui jantar com o Luxemburgo que é meu amigo. Eles estavam no restaurante e acabamos ficando na mesma mesa. Você acha que quem quer fazer algo errado faz num restaurante? Não falamos nada que não pudesse ser ouvido. Se eles (empresários) fossem réus, seria um problema. Mas ao meu ver são vítimas. E o promotor pode se aproximar para colher informações sobre o caso”, disse Castilho.

O promotor também afirmou que após a abertura do inquérito participou de almoço na Federação Paulista com a presença de Mustafá.

A assessoria de imprensa do casal dono da Crefisa também declarou não ver problemas no encontro, ressaltando que ele ocorreu em local público.

“Ninguém falou de nada que possa ser conversa velada ou fato que seja sigiloso Os assuntos foram de família, futebol e viagens. Nada além disso. As pessoas que estavam no jantar não falaram de suas atividades profissionais”, disse a assessoria de imprensa dos empresários.

 


Mustafá apresenta e-mail em nome de Leila e com promessa de doação
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Na última terça (20), a defesa do Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional, presidido por Mustafá Contursi, apresentou à Justiça contestação em processo no qual é cobrado em R$ 430 mil, mais juros, por José Roberto Lamacchia, dono da Cresfisa. O advogado David Chien anexou cópia de e-mail, que sustenta ter sido enviado pela mulher de Lamacchia, no qual Leila Pereira, promete doar essa quantia à entidade. Com a mensagem, Mustafá pretende desmentir a versão do empresário de que emprestou o dinheiro e ainda não recebeu o pagamento.

“Vamos fazer a doação de 430 mil reais p (para) o sindicato. Até segunda-feira o dinheiro estará na conta do sindicato. Assim que fizermos o depósito te aviso”, diz a mensagem com a assinatura de Leila M. Pereira. O advogado da entidade apresenta uma série de elementos para sustentar a autenticidade do e-mail e a mulher e sócia de Lamacchia como remetente do aviso enviado em 4 de maio de 2017.

A assessoria de imprensa do dono da Crefisa disse ao blog que ele não tem conhecimento da mensagem. “O sr. José Roberto Lamacchia desconhece esse e-mail. O empréstimo foi tratado com o sr. Mustafá diretamente por Lamacchia. E nem a sra. Leila Pereira e nem as empresas do grupo tem nada com o assunto”, afirmou a assessoria dos patrocinadores do Palmeiras em mensagem pelo celular.

O advogado do sindicato alega que Lamacchia “propositadamente alterou a verdade dos fatos” e que por isso deve ser condenado por litigância de má-fé com o pagamento de indenização correspondente a 20% do valor da causa. Isso além de solicitar que a ação de cobrança seja considerada improcedente.

Ao entrar com a ação, Lamacchia havia apresentado um e-mail no qual Mustfá enviou dados bancários do sindicato. Porém, a mensagem não explicava se a operação era um empréstimo ou doação. O empresário não apresentou à Justiça contrato de empréstimo. Esse é um dos pontos atacados pela defesa do sindicato.

A transferência de dinheiro de Lamacchia para Mustafá aconteceu quando eles e Leila andavam de mãos dadas no Palmeiras. O ex-presidente alviverde já tinha sido o principal articulador da campanha vitoriosa dos empresários ao Conselho Deliberativo. Mustafá também foi protagonista da principal polêmica do pleito ao apresentar documento no qual atestava ter Leila o tempo de sócia necessário para se candidatar. A peça foi fortemente contestada pelo então presidente Paulo Nobre.

Já a cobrança na Justiça aconteceu depois de as partes romperem. Um dos motivos é o caso que foi parar na policia e no Ministério Público sobre o suposto repasse de ingressos dos patrocinadores para Mustafá e que teriam parado na mão de um cambista. Ele nega ter feito tal repasse.

Abaixo, veja copa do e-mail apresentado pelo advogado do sindicato de Mustafá à Justiça.


Novo acordo com Crefisa preocupa órgão do Palmeiras, mas não a diretoria
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O novo acordo entre Palmeiras e Crefisa, que obriga o clube a ressarcir a patrocinadora por todo investimento feito por ela em contratações, preocupa pelo menos parte dos membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do clube, enquanto a diretoria demonstra segurança.

O maior temor dos “cofistas” é de que a agremiação tenha um considerável prejuízo caso não consiga vender com lucro alguns dos atletas trazidos pela parceira. Há também incômodo com o fato de o novo formato tornar impossível calcular quanto o alviverde terá de repassar aos donos da empresa e da FAM (Faculdade das Américas), José Roberto Lamacchia e Leila Pereira. Na opinião deles, a nova situação bagunça a previsão orçamentária do clube.

Pelo acordo antigo, alterado por exigência da Receita Federal, o Palmeiras só precisava devolver a mesma quantia investida pela parceira em cada jogador se conseguisse vender o atleta. Se vendesse por mais, o lucro seria da agremiação. Caso a negociação ocorresse por menos, o prejuízo seria só da empresa. Agora o Palmeiras fica com eventuais lucros, mas é obrigado a ressarcir os empresários pelo valor injetado. Assim, se um atleta ficar sem contrato e sair de graça, o alviverde tem até dois anos para pagar a patrocinadora.

Como mostrou o UOL Esporte, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte afirmou que a sociedade esportiva  terá que devolver R$ 120 milhões para a parceira.

Inseguros, alguns membros do COF querem examinar todos os contratos referentes a contratações bancadas pelo casal de milionários para avaliar os riscos. Na contramão dessa insegurança, a diretoria se apoia em uma série de motivos para sustentar que o novo formato não é ruim.

Um dos principais argumentos é de que a diretoria espera quitar a dívida com o ex-presidente Paulo Nobre até o fim deste ano. Isso daria um alívio de aproximadamente R$ 50 milhões anuais para o acerto com a Crefisa.

A recente rotina de aumentos de receita do clube também faz a direção adotar um discurso confiante. De acordo com o balancete de dezembro, o Palmeiras fechou 2017 com arrecadação recorde de aproximadamente R$ 531,1 milhões.

Outro ponto de apoio da diretoria é a avaliação de ser praticamente impossível que todos os atletas contratados pela Crefisa deixem o clube de graça, o que geraria o prejuízo de R$ 120 milhões. O calculo é de que alguns jogadores vão sair com lucro, outros por menos do que foi investido e ainda que talvez alguém vá embora de graça. Nessa conta, uma negociação compensa a outra e acaba sobrando dinheiro para ressarcir o casal de empresários.

Os cartolas também apostam na valorização da maior parte dos atletas contratados. Dudu é o principal exemplo dado. Ele chegou com preço total de 6 milhões de euros e já teve oferta recusada de aproximadamente 14 milhões de euros.

Somando todas essas análises, a direção palmeirense conclui que o acordo antigo com a Crefisa era excelente e que o novo é ainda muito bom. Ou seja, na opinião dos cartolas não há motivo de desespero.


Informação de negociação do Corinthians por Zé Rafael fez Palmeiras agir
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Enquanto negociava o empréstimo de Allione para o Bahia, o Palmeiras teve a informação de que Corinthians e Cruzeiro negociavam a contratação de Zé Rafael. Então, o clube paulista exigiu o direito de igualar propostas que apareçam pelo meia. Assim, a medida neste momento foi especialmente endereçada aos dois rivais, já que o alviverde viu o risco real de um deles ficar com o promissor atleta.

Como mostrou o blog do PVC, o Palmeiras acredita que bloqueou o mercado em relação a Zé Rafael. Até 2019, o Bahia precisa informar se receber propostas por ele. Então, o alviverde pode ficar com o atleta pelo mesmo preço.

A avaliação da diretoria palmeirense é a de que não há espaço para o meia no elenco agora. Se o Bahia aceitar agora vender o jogador para outro time por um preço que o alviverde julgue interessante, existe a possibilidade de comprar e deixar o atleta por mais alguns meses em sua equipe atual.

A direção do atual vice-campeão brasileiro comemora não só o fato de dificultar o caminho para seus rivais se reforçarem. Celebra também o que entende ser uma demonstração de planejamento para o futuro. Com a prioridade, o clube se mantém no páreo pelo jogador até o final do ano que vem. Nesse período, pode perder um de seus meias. Nesse caso, Zé Rafael desponta com um possível sucessor.

A manobra é também um recado dos palmeirenses ao mercado. Um aviso de quanto o clube está disposto a ser agressivo em relação à concorrência.


Zagueiro do Milan é oferecido ao Palmeiras, que só topa analisar empréstimo
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Por meio de um empresário, o zagueiro Gustavo Gómez, do Milan, foi oferecido ao Palmeiras. O clube alviverde recebeu a informação de que os italianos querem vender o jogador. A compra não interessa, mas a possibilidade de uma negociação por empréstimo é analisada.

A diretoria do clube brasileiro trabalha com a informação de que o Boca Juniors já fez proposta para comprar o paraguaio e descarta participar de uma disputa pelos direitos econômicos dele.

Inicialmente, a avaliação é de que se trata de um bom jogador, mas está longe de ser uma prioridade. Assim, o caso será acompanhado e analisado com calma.

A simples informação de que os italianos pagaram cerca de 8 milhões de euros (R$ 31,2 milhões em valores atuais) pelo paraguaio serve de argumento para a direção palmeirense não pensar em fazer uma proposta de compra.

O discurso da diretoria do Palmeiras tem sido de que o elenco está fechado, mas novas contratações podem ser feitas no caso de aparecerem boas oportunidades no mercado.

Recentemente, a imprensa italiana noticiou o interesse do Flamengo em Gómez. Porém, a diretoria do clube da Gávea negou o desejo de contar com o paraguaio.


Mesmo com ‘chapéu’ do Palmeiras, Raí é elogiado em atuação por Scarpa
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Raí saiu ileso da operação em que o São Paulo perdeu Gustavo Scarpa para o Palmeiras. Apesar da derrota diante do rival, o diretor executivo de futebol são-paulino tem sido elogiado por cartolas tricolores devido sua atuação no episódio.

O blog ouviu três membros do Conselho de Administração do clube. Todos elogiaram o ex-jogador.

Os aplausos a Raí são motivados principalmente pelo argumento de que ele não aceitou entrar em leilão pelo meia. Assim, não correu o risco de fazer o clube assumir uma dívida incompatível com sua situação financeira.

Nem o fato de o Palmeiras ter conseguido levar o jogador sem dar um centavo ao Fluminense, apostando em decisão da Justiça do Trabalho favorável à rescisão contratual por conta de atrasos, pesa contra o ex-craque. Os mesmos cartolas afirmam que Raí teve uma postura ética ao tentar negociar com o Fluminense, apesar de conversar também com a OTB, empresa que cuida dos interesses de Scarpa.

A diretoria da equipe carioca chegou a apontar o São Paulo como favorito para ficar com o meio-campista. Mas o Palmeiras atropelou o rival e anunciou a contratação sem entrar em acordo com o Flu. No entanto, o discurso são-paulino é de que o “chapéu” não pressiona Raí.


Medo de reservas irritados? Palmeiras vê trabalho para controlar vestiário
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Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Dudu, Felipe Melo, Borja, Guerra… Para parte dos conselheiros do Palmeiras tantos jogadores de bom nível fazem o time correr o risco de ter um vestiário tumultuado nesta temporada. O temor é de que quem ficar na reserva reclame e azede o ambiente.

O desentendimento entre Felipe Melo e Cuca em 2017 depois de o volante perder espaço entre os titulares é citado como exemplo do que pode acontecer.

No entanto, a diretoria não demonstra preocupação. O discurso é de que há convicção no trabalho da direção e da comissão técnica para manter o vestiário sob controle. E que não seria sensato perder oportunidades de mercado, como a contratação de Scarpa, pensando num eventual efeito colateral provocado pela quantidade de bons atletas.

Outro argumento é de que o problema no ano passado não foi a falta de harmonia no elenco e nem entre jogadores e comissão técnica. A avaliação é de que a maior dificuldade foi um atraso no planejamento provocado pela demora na definição se Cuca iria continuar no clube. A partir daí, a montagem da equipe atrasou.

Para começar a última temporada como técnico alviverde, Eduardo Baptista foi anunciado na metade de dezembro de 2017. Roger Machado, treinador atual, foi definido em 22 de novembro. O clube começou 2018 com o grupo quase fechado.

Apesar do receio de problemas com jogadores insatisfeitos, a maioria dos conselheiros elogia o nível dos atletas contratados. Mas há novas críticas em relação aos gastos, em especial por parte de aliados do ex-presidente Mustafá Contursi, que prega austeridade financeira.

A direção, considera o elenco pronto, mas afirma que novos reforços podem chegar se aparecerem boas oportunidades. Ricardo Goulart ficar disponível seria uma.


Cerca de R$ 400 mil de dono da Crefisa entram em sindicato de Mustafá
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O Sindicato do Futebol, presidido por Mustafá Contursi, aprovou nesta terça seu balanço financeiro referente a 2017 com o registro de uma doação de cerca de R$ 400 mil. A verba, segundo a entidade, saiu dos cofres do casal dono da Crefisa, ex-aliado do cartola e atualmente desafeto. A operação ocorreu depois de o influente conselheiro palmeirense ser o principal avalista da candidatura vitoriosa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia ao Conselho Deliberativo alviverde.

Porém, a versão dos patrocinadores do Palmeiras é diferente. De acordo com a assessoria de imprensa deles, a movimentação financeira  foi um empréstimo. “Em meados, aproximadamente, de 2017, houve uma solicitação do sr. Mustafá de um empréstimo para o sindicato da ordem de R$ 430 mil. Esse empréstimo foi feito pelo sr. José Roberto Lamacchia (dono da Crefisa e da FAM com sua mulher, Leila)”. É o que diz mensagem encaminhada pela assessoria de imprensa dos patrocinadores ao blog depois de ser indagada sobre o assunto.

A assessoria, no entanto, não soube dizer se o alegado empréstimo foi pago.

Na contramão da afirmação sobre quantia emprestada, o sindicato sustenta que possui registro de recolhimento de imposto sobre doação.

O blog falou com três cartolas ligados à entidade patronal, mas não conseguiu conversar com Mustafá.

Quando o dinheiro entrou nos cofres do sindicato, Mustafá, Lamacchia e Leila andavam de braços dados. Em fevereiro do ano passado, o casal foi eleito para o Conselho Deliberativo do Palmeiras. O ex-presidente alviverde liderou a articulação das campanhas.

Leila só conseguiu ser candidata depois que Contursi assegurou por escrito que ela tinha o tempo mínimo exigido como associada para poder disputar vaga no órgão.

Hoje, no entanto, os empresários e Mustafá estão rompidos. Leila deu declarações se dizendo decepcionada com o cartola por conta de ingressos que teriam sido repassados pelos patrocinadores a ele pararem nas mãos de um cambista. O caso é investigado pela polícia e no Palmeiras. Contursi nega envolvimento com revenda de entradas.

Na outra ponta da corda, os correligionários do ex-presidente afirmam que o casal se irritou porque ele não tentou alterar o estatuto palmeirense abreviando o tempo necessário para Leila ser candidata à presidência.


‘Bom mas desgastado’, Guedes é ‘problema a ser resolvido’ pelo Palmeiras
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Muito bom jogador mas que não serve para o Palmeiras neste momento. Assim é definido Róger Guedes pela direção do clube.

A avaliação é de que o meia está desgastado com parte do elenco, torcida e direção. Nesse cenário, a situação do atacante é tratada como um problema a ser resolvido. A solução preferencial é a venda do jogador, mas o negócio mais viável até agora é a troca por empréstimo de um ano com Marcos Rocha, do Atlético-MG.

Apesar de não ter espaço no elenco, Róger é avaliado pelos palmeirenses como um dos atletas mais cobiçados do time no mercado brasileiro. Além do Galo, o Internacional também se interessa por ele. O Fluminense chegou a aceitar Guedes numa negociação que colocaria Gustavo Scarpa no Palmeiras, mas o atleta não quis ir para as Laranjeiras.

O desgaste que torna inviável o aproveitamento do atacante se deu principalmente pela suposta falta de aplicação dele em treinos. Durante o Brasileirão, ele foi cobrado por jogadores e direção por conta dessa análise. Chegou a ser afastado da equipe para passar por uma reciclagem.

A intenção dos palmeirenses é definir o futuro de Róger nesta semana.

 


Polícia investiga contradição nos depoimentos de Mustafá e Leila
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Nesta quinta (21) Mustafá Contursi prestou depoimento no Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância) como parte da investigação sobre ingressos de patrocinadores do Palmeiras que chegaram às mãos de um cambista. As declarações do ex-presidente foram conflitantes com o que havia dito aos policiais Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM. Investigar os pontos contraditórios passou a ser uma das prioridades dos encarregados em elucidar o caso.

O cartola confirmou que recebia ingressos vindos dos patrocinadores palmeirenses em todos os jogos no Allianz Parque, como havia relatado Leila. Segundo os dois depoimentos, os tíquetes eram enviados pela patrocinadora ao sindicato que reúne entidades ligadas ao futebol e é presidido pelo palmeirense.

A partir do recebimento, as narrativas se distanciam. Contursi contou aos policiais que uma parte dos ingressos que recebia vinha separada e em nome de uma sócia do Palmeiras chamada Eliane. A separação seria feita pelos patrocinadores. O cartola contou ainda que entregava a sua parte de graça para amigos ligados ao clube e mandava os demais para a associada. Quando sobravam ingressos de sua carga, eles eram destruídos, conforme essa versão.

Porém, Leila declarou à polícia que enviava 70 ingressos por partida ao sindicato, mas que todos eram para Mustafá. Não havia, segundo ela, uma cota para Eliane, que teria repassado as entradas frequentemente para um cambista com trânsito na Mancha Alviverde. O caso veio à tona depois que Paulo Serdan, presidente de honra da torcida organizada e conselheiro do clube, procurou o conselho. Ele relatou que Eliane pediu ajuda por supostamente estar sendo ameaçada pelo cambista desde que a Crefisa deixou de enviar os bilhetes para Mustafá.

Contursi não atendeu ao blog para falar sobre os depoimentos divergentes. Já a assessoria de imprensa de Leila respondeu que todos 70  ingressos eram entregues a Mustafá.

A polícia agora investiga a contradição. Fundamental para esclarecer a divergência será o depoimento de Eliane. Ela ainda não compareceu à delegacia porque já tinha marcado viagem para os Estados Unidos antes de ser intimada.

Os policiais também querem descobrir se o dirigente repassava os ingressos para sócios e conselheiros como parte de uma operação para fortalecer a imagem de Leila enquanto ela era candidata ao conselho ou se o destino final era mesmo um cambista, o que Contursi nega.

Em seu depoimento, Leila disse que nunca foi abordada para receber agradecimentos de pessoas que teriam ficado com os ingressos supostamente dados por Mustafá. E que era comum ser procurada por outros torcedores que recebiam as entradas que saíam das patrocinadoras palmeirenses. Esse ponto chamou a atenção dos responsáveis pelo caso e também será investigado.

Contursi foi o principal aliado da empresária e do marido dela, José Roberto Lamacchia,também dono das empresas, na vitoriosa campanha deles por uma vaga no Conselho Deliberativo. O cartola apresentou documento assegurando que ela tinha tempo suficiente como sócia do clube para se candidatar.

Eles romperam após o episódio dos ingressos.

Além do inquérito policial, aberto a pedido do Ministério Público, há uma investigação feita pelo Conselho Deliberativo palmeirense.