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Arquivo : Paulo Garcia

Garcia envia material eleitoral até pra sócio corintiano morto há 26 anos
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Sócios do Corinthians estão recebendo folhetos com a inscrição “Paulo Garcia 2018” em alusão a disputa pela presidência do clube em fevereiro  do ano que vem. “Parabéns, meu Timão, pode contar sempre comigo pro que der e vier”, está escrito em material enviado para por ele para a casa de associados por conta do aniversário do clube.

O panfleto traz também o nome de um grupo político, Pró-Corinthians, mas não há menção explícita à disputa ao cargo de presidente. Indagado pelo blog se a ação significa que sua candidatura foi lançada oficialmente, Garcia não respondeu à mensagem enviada para seu celular e não atendeu aos telefonemas.

Curiosamente, o material foi enviado para a casa de parentes de pelo menos um sócio já morto. O blog falou com o filho do corintiano que faleceu há 26 anos. O que aumentou a estranheza dos parentes é que o endereço da viúva foi localizado, apesar de ela ter se mudado de São Paulo para o interior do Estado  há 15 anos. Garcia também não respondeu como o engano aconteceu.

O conselheiro, dono da Kalunga, é um histórico opositor do grupo de Andrés Sanchez, mas se aproximou de Roberto de Andrade indicando dirigentes para a atual gestão. Também foi importante doador da campanha de Andrés a deputado.

Já anunciaram serem candidatos os opositores Antônio Roque Citadini, Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior. Parte da oposição ainda tenta uma unificação por entender que quanto maior o número de candidaturas mais fácil ficará para Andrés Sanchez se ele decidir se candidatar.


Como Carille entra na disputa eleitoral no Corinthians
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A escolha de Fábio Carille como técnico do Corinthians, líder com folga do Brasileirão, entrou na pauta política da próxima eleição presidencial no clube, prevista para fevereiro de 2018. Em discussão está a “paternidade” da decisão de efetivar o ex-auxiliar como treinador.

Em recente entrevista ao programa Bandsports News, Andrés Sanchez, nome mais cotado para ser o candidato da situação, afirmou que o corintiano será o próximo técnico da seleção brasileira. Declarou ainda que, pela sua vontade, o jovem treinador estaria há mais tempo no comando do time. “Carille não me surpreende. Pelo contrário. Ele tinha que ter ficado até o final do ano (2016) quando o Cristóvão saiu. Foi opção do presidente (Roberto de Andrade contratar Oswaldo de Oliveira). Se deu errado, todo mundo critica. Ele colocou o Carille esse ano e todo mundo achou uma loucura. Hoje, ele já é o melhor técnico do Brasil”, declarou o ex-presidente corintiano para a Band.

Andrés, porém, não explicou porque indicou Cristóvão para assumir o lugar de Tite e não sugeriu a efetivação de Carille na ocasião. Quando Oswaldo caiu e o ex-auxiliar assumiu, o deputado federal e seus aliados estavam em campanha pelo afastamento do gerente de futebol Alessandro, o que poderia mudar os rumos da comissão técnica.

Nesse cenário, adversários políticos de Andrés, avaliam que, após negar interferência no futebol alvinegro, ele tenta colar sua imagem ao sucesso de Carille. O ex-presidente não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido.

Porém, o atual deputado federal pelo PT não é o único presidenciável visto como quem se coloca no papel de “padrinho de Carille”. Interlocutores de Paulo Garcia afirmam que ele diz no Parque São Jorge ter sugerido o nome do ex-auxiliar como treinador para Andrade. Tradicional opositor ao grupo de Andrés e Andrade, ele se aproximou do atual presidente e indicou dirigentes para a gestão.

Indagado pelo blog se indicou Carille como treinador para o presidente, Garcia respondeu, por mensagem no celular, apenas: “não quero polemizar”.

Por sua vez, Osmar Stabile, opositor que já está em campanha ironizou os dois colegas de Conselho Deliberativo. “De filho bonito todo mundo quer ser pai. Se todos querem ser pai do Carille, eu também quero ser pai, tio, mãe, tudo”, disse ele.


Corinthians vê proliferação de candidatos de oposição. Melhor para Andrés?
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Colaborou Diego Salgado, do UOL, em São Paulo

Faltando cerca de seis meses para a eleição presidencial no Corinthians já existem pelo menos quatro pré-candidaturas. Todos de oposição ao grupo de Andrés Sanchez, que ainda não anunciou seu postulante e espera o deputado federal decidir se vai entrar na disputa. O número é acima da média. Nas duas últimas eleições foram apenas dois candidatos. Nas duas anteriores a elas, três concorrentes disputaram a votação.

Os opositores Antonio Roque Citadini, Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior já são postulantes declarados ao cargo. O blog trata todos como pré-candidatos por ainda não ser possível registro das chapas.

“Nosso grupo também vai lançar um nome. Não definimos ainda porque o mais importante é definir as propostas. Não será algo personalizado em um candidato”, disse Fernando Alba, da ala Corinthians Grande. Essa corrente reúne parte dos dissidentes do grupo Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez. Essa turma prega a adoção de regras de compliance, que ajudam a evitar irregularidades na gestão, como proposta principal.

Outros nomes podem entrar na briga. Aliados de Paulo Garcia, antigo opositor, mas que indicou cartolas para atual administração, afirmam que ele também vai concorrer à presidência. O conselheiro não atendeu ao blog para falar sobre o assunto.

“Se a oposição não lançar candidato único, também posso me candidatar”, disse o conselheiro Fran Papaiordanou, que até agora defendeu a união dos opositores. A tese é de que quanto maior o número de candidatos melhor será para Andrés ou quem tiver a bênção dele.

“Concordo em parte com essa teoria. Acho que a situação tenta plantar candidato que nunca foi de oposição”, disse Tuma Júnior. “Eu dei cinco meses para decidirem por um nome (de oposição). Não decidiram. Essa é uma campanha diferente, não dá para esperar até a última hora para lançar candidato. Precisamos de tempo para mostrar nossas ideias e apontar as falhas do grupo que está no poder”, disse Tuma Júnior, justificando sua decisão. Uma gestão com maior participação dos sócios é a principal bandeira ele.

Situacionistas abraçam a tese de que quanto maior o número de pretendes mais fácil será para o grupo se manter no poder. “Avisa a oposição que é melhor eles se juntarem para a lavada não ser maior ainda”, afirmou André Luiz de Oliveira, o André Negão, 1º vice presidente do clube. O cartola assegura que será candidato se Andrés não se apresentar para o pleito. “Se ele se candidatar, vamos conversar”, declarou o dirigente, que ainda disparou contra os opositores. “São todos meus amigos. Mas Citadini presta um grande serviço no Tribunal de Contas do Estado, Romeu é um grande delegado e o Osmar entende de molas (é dono de fábrica). Agora futebol é pra quem é do ramo, não é pra eles”, cutucou o situacionista.

No final de julho, André gerou queixas da oposição por ter convocado conselheiros e sócios para uma reunião a no salão nobre do clube para discutir sobre a eleição. Foi acusado pelos oposicionistas de uso da máquina em favor de seu grupo político. “Usei mesmo a máquina para chamar os associados, foi um convite para todo mundo. Qual é o problema? Sou funcionário do clube?”, disse o dirigente na ocasião à reportagem do UOL Esporte. Opositores também compareceram ao encontro.

A proliferação de pré-candidaturas se deve à falta de união oposicionista e ao esfacelamento do grupo de Andrés. Porém, muitos no clube acreditam que parte dos pré-candidatos só lançou eu nome agora para tentar negociar lugar de destaque numa chapa com mais chances. Ninguém admite tal manobra.

Também há no Parque São Jorge quem credite o aumento dos interessados em disputar a votação, ao fato de o sistema de disputa das vagas ao Conselho Deliberativo ter mudado. Antes, juntamente com o presidente eram eleitos 200 conselheiros. Agora serão formadas chapas com 25 candidatos. Quem acredita que isso influencia na quantidade de presidenciáveis diz que algumas chapas precisam de um concorrente à presidência para atrair eleitores.

“Tem tanto candidato ao conselho que estou com dificuldade para montar a comissão eleitoral. Ela não pode ter candidatos”, disse Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo. Ele pretende marcar a eleição para o início de fevereiro.


Opositor vira diretor e vai trabalhar contra impeachment no Corinthians
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Poucas horas depois de ser protocolado pedido de impeachment contra ele, nesta terça, Roberto de Andrade acertou a nomeação do opositor Antonio Jorge Rachid Júnior para o cargo de secretário-geral do Corinthians. Braço direito de Paulo Garcia, um dos líderes da oposição, o novo membro da diretoria promete lutar contra o afastamento do presidente corintiano.

Ao blog, Rachid explicou porque passou para o outro lado da trincheira na guerra corintiana e qual será sua principal missão.

“Quando termina a eleição, não existe mais oposição e situação. Além disso, o Andrés (Sanchez) disse que o grupo Renovação e Transparência acabou. Então me senti desobrigado a recusar o convite do presidente. Já estou trabalhando contra o impeachment porque tenho certeza de que o afastamento do Roberto não vai ajudar em nada o Corinthians a resolver seus problemas”, afirmou o cartola.

Por participar da articulação de campanhas da oposição, Rachid é profundo conhecedor do Conselho Deliberativo. Sua escolha mostra uma rápida reação de Andrade, que viu ex-aliados assinarem o pedido de impeachment contra ele.

Nesta quarta, a Comissão de Ética e Disciplina deve receber o requerimento que pede o afastamento de Andrade por supostas irregularidades em sua gestão. O grupo vai ouvir a defesa do presidente e indicar ao conselho se o dirigente deve deixar o cargo. Depois disso, os conselheiros votarão se Roberto permanece na presidência. Por isso é importante para o cartola ter ao seu lado gente com experiência em articulações no órgão.


Conselho do Corinthians ignora “caso Malcom”
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O Conselho Deliberativo do Corinthians tem reunião marcada para a próxima segunda, mas na pauta não está um dos assuntos que mais agitam o Parque São Jorge atualmente: a aquisição de ao menos 40% dos direitos econômicos do atacante Malcom pelo conselheiro Fernando Garcia, conforme revelou o blog.

De acordo com o estatuto, nenhum sócio pode fazer parte do conselho se tiver relação profissional com o clube na condição de procurador, agente de atleta ou que seja sócio de quem exerça tais atividades. Também é proibido receber remuneração do clube. O infrator deve perder seu cargo no conselho.

Fernando Garcia, irmão do candidato à presidência por um dos grupos de oposição Paulo Garcia, é um dos proprietários da Luis Fernando Assessoria Esportiva (LFA). A ficha cadastral da empresa na Junta Comercial do Estado de São Paulo define como atividade dela agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas. Ele aparece como sócio e administrador, assinando pela empresa.

Apesar dos indícios de infração estatutária, Ademir de Carvalho Benedito, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, não pretende abrir uma investigação. “Não posso assumir o que a imprensa diz e levar o caso para o conselho sem provas. Só se algum conselheiro fizer uma representação. Até agora ninguém levou essa reclamação para o conselho”, disse Ademir ao blog.

Nem mesmo a entrevista dada por Fernando para a ESPN na qual ele admite ter adquirido 40% dos direitos de Malcom e repassado 5% para outra empresa, serve como justificativa para Ademir iniciar uma apuração. De acordo com registros do clube, o alvinegro tem 30% dos direitos de Malcom, revelado na base corintiana, a LFA conta 40% e uma empresa chamada ART e uma assessoria esportiva de São Paulo possuem 15% cada uma.

Para a ESPN, em sua defesa, Garcia disse que tudo que faz é por meio de pessoa jurídica, não como pessoa física e que isso não fere as regras corintianas, ignorando o que diz o estatuto, como mostrado acima.

Apesar de nenhuma representação ter sido enviada ao conselho, o caso provoca barulho no Parque São Jorge por pelo menos três motivos.

Para conselheiros, o episódio demonstra descuido com os jovens revelados pelo clube. Há também a indignação com o fato de um membro do conselho ter participação nos direitos econômicos do atleta, afinal, a proibição foi colocada no estatuto com o objetivo de evitar a relação financeira entre integrantes do órgão e do clube, o que é considerado um mal antigo no Corinthians.

Existe também a questão política. Além de ser irmão do candidato Paulo Garcia, Fernando, em sua entrevista à ESPN, fez críticas a Roberto de Andrade, nome apoiado por Andrés Sanchez para a eleição presidencial de fevereiro. Ele acusa Roberto de ter dado um calote nele que resultou na aquisição dos direitos de Malcon. Mas Fernando é amigo de Andrés, que recebeu doação de empresa de Paulo Garcia para sua campanha a deputado federal. Ou seja, o imbróglio envolve dois dos três postulantes à presidência. O terceiro é Ilmar Schiavenato, ex-diretor social.


“Convite” a corintiano Paulo Garcia inicia corrida eleitoral na Federação Paulista
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Paulo Garcia recebeu sugestão para ser candidato

A próxima eleição para a presidência da Federação Paulista acontecerá só em 2014, porém, a movimentação nos bastidores já é intensa. A largada foi dada com uma sondagem a Paulo Garcia, derrotado nas últimas eleições e no Corinthians.

De acordo com pessoa próxima ao cartola, ele ouviu a sugestão de um interlocutor para se candidatar. Em seguida, se reuniu com dois líderes de sua campanha no Corinthians e concluiu que não é o momento de pensar em eleição. Isso porque o pleito está longe e ele passa por um momento difícil com problemas de saúde na família.

Mesmo assim, o assunto se alastrou. Há um grupo formado por conselheiros de diferentes clubes que aprova a candidatura. O blog apurou que Andrés Sanchez é um dos entusiastas. Há também gente do Palmeiras, conselheiro ligado ao ex-presidente santista Marcelo Teixeira e um aliado do são-paulino Juvenal Juvêncio no grupo.

Essa turma discute a possível candidatura de Garcia, mesmo sem ter o aval dele para isso. Aliado do corintiano disse ao blog que Paulo não autorizou ninguém a falar por ele sobre o assunto. Muito menos a fazer campanha ou articulações.

Mas essa tropa paralela acredita que lançar um candidato pode ser uma forma de os clubes terem  voz ativa na Federação Paulista. Seus integrantes criticam Marco Polo Del Nero por, segundo, eles pensar só em sua carreira política, abandonando os clubes. Dizem também que a FPF enriquece, enquanto os clubes pequenos desaparecem do mapa.

Falam em fazer oposição ao grupo de Del Nero, que deve ser candidato à presidência da CBF, mas indicará alguém para o posto. Um dos objetivos é recrutar ex-cartolas da FPF que se sentem abandonados pelo presidente da entidade.

Faz parte dos planos colocar na chapa outros membros da oposição dos grandes clubes, como Garcia. Eles teriam o apoio das atuais diretorias. Isso pacificaria as agremiações.

 

Vices da Federação Paulista, Vicente Cândido (1) e Reinaldo Carneiro (2) são cotados como possíveis candidatos da situação à sucessão de Marco Polo Del Nero

No entanto, o blog apurou que aliados de Garcia não enxergam com bons olhos a movimentação de Andrés Sanchez. Em conversas reservadas dizem que o ex-presidente pegou carona numa ideia ainda embrionária porque para ele é interessante cutucar Del Nero, seu desafeto. Andrés não fala com o blog.

Garcia é um nome simpático a alguns clubes do interior. No ano passado, ele manifestou discordância com a FPF em questões relativas ao Noroeste, então presidido por seu pai, Damião. Desde então, passou a ser visto por times pequenos descontentes com Del Nero como possível líder de uma futura oposição.


Oposição corintiana faz manifesto contra Rosenberg e a favor de jogadores
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A oposição corintiana preparou um manifesto para apoiar o time e atacar o vice-presidente do clube, Luis Paulo Rosenberg. Na semana passada, em palestra para estudantes, o cartola classificou o time alvinegro de medíocre, como revelou o UOL Esporte.

O texto produzido pelo grupo Pró-Corinthians não cita o nome de Rosenberg. Mas lamenta que “nesta hora decisiva para a equipe, elemento da diretoria faça declarações desqualificando o time e, mais grave, a própria história do Corinthians”.

O grupo que se manifesta foi responsável pela campanha de Paulo Garcia, derrotado por Mário Gobbi na última eleição.

A ideia inicial dos opositores era fazer um abaixo-assinado pedindo a saída de Rosenberg da diretoria. Mas decidiram adiar o plano para depois da Libertadores.

Em entrevista ao Uol Esporte, Rosenberg afirmou que usou a palavra medíocre no sentido de mediano, sem destaques individuais.

Para o grupo situacionista, a oposição apenas tenta pegar carona numa declaração para ganhar espaço na mídia.

Leia abaxio, o manifesto na íntegra.

 

MANIFESTO DE APOIO A JOGADORES CORINTHIANOS

 
 O Grupo Pró-Corinthians, que obteve 40% dos votos nas últimas eleições do clube, em nome dos conselheiros que o compõem e, certamente de milhares de fiéis torcedores alvinegros, deseja:
 

1. Manifestar inteira confiança no elenco de profissionais do Corinthians, assim como no talento, na raça e na determinação dos jogadores alvingeros que, unidos, fizeram até aqui a melhor campanha entre todos os clubes que disputam a ATUAL COPA Libertadores da América, classificando-se em primeiro lugar no seu Grupo e não perdendo uma só partida no Torneio.

 

2. Nossos votos, naturalmente, se estendem ao técnico Tite e a toda sua Comissão Técnica.

 

3. Reiteramos, por outro lado, nosso integral apoio ao CLUBE neste momento tão importante e rogamos que questões menores internas discutidas pelos proprios integrantes da atual admnistração entre si e através da imprensa, não tumultuem o ambiente entre os jogadores.

 

4. Por último, lamentamos que nesta hora decisiva para a equipe, elemento da Diretoria faça declarações desqualificando o time e, mais grave, a própria história do Corinthians. O que é inconcebível.

 

A nós, do GRUPO PRO-CORINTHIANS, só nos resta torcer com a fé e a convicção na vitória, valores que sempre acompanharam, desde 1910, osverdadeiros corinthianos.

 

GRUPO PRO-CORINTHIANS


Situação corintiana aposta em vitória com dobro de votos, e oposição fala em vencer por 7% de diferença
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A única certeza na eleição para a presidência do Corinthians, neste sábado, é a de que Paulo Garcia terá mais votos do que os dois lados da disputa previam no começo da campanha.

Aliados de Mário Gobbi falam numa vitória folgada. Apostam que o delegado vencerá numa proporção de dois votos a favor contra um para seu adversário. Antes, os situacionistas diziam que poderiam vencer na proporção de 10 por 1.

Um dos cabos-eleitores de Gobbi disse ao blog que a candidatura do adversário chegou a crescer perigosamente. Segundo ele, a reação da situação foi suficientemente rápida para não comprometer a vitória. Os mais empolgados falam em barbada e lavada histórica.

Do outro lado, o clima também é de euforia. Os opositores afirmam que uma pesquisa encomendada pelo grupo de Garcia e divulgada na sexta aponta o triunfo do candidato com uma vantagem de 7%. A enquete teria sido feita basicamente com sócios do clube moradores da Zona Leste, na região do Parque São Jorge.

Um dos aliados do oposicionista disse ao blog que a vitória será por aproximadamente 1.600 votos contra 1.200.

Cálculos tão cirúrgicos são difíceis de se fazer em qualquer pleito. Ainda mais numa votação como a corintiana em que o sócio não é obrigado a votar. Uma chuva, por exemplo, pode deixar muita gente em casa e mudar o rumo da história. O resultado deve sair no final da tarde.


‘Quero debater com Mário Gobbi, não com ex-bicheiro’, diz candidato da oposição corintiana
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O blog foi procurado por Paulo Garcia, candidato da oposição à presidência do Corinthians. Ele quis responder ao post publicado na sexta com críticas do diretor administrativo do Corinthians, André Luiz de Oliveira, sobre sua postura de deixar aberta a possibilidade de voltar a mandar jogos no Morumbi, se ganhar a eleição.

“Falei que numa final, conversaria com torcida sobre jogar no Morumbi. Temos tradição de ganhar títulos lá, mais do que no Pacaembu. Sempre fomos felizes lá. No Morumbi daria para acomodar mais torcedores numa decisão e com um preço que o torcedor pode pagar. Não estou querendo ajudar o São Paulo como ele diz, mas não vou debater com ele. Quero debater com Mário Gobbi, o candidato da situação. Não quero debater com um assessor dele que é ex-bicheiro. Nunca vi um delegado ter como ventríloquo um ex-bicheiro”, declarou Garcia.

O opositor havia sido procurado antes da publicação do post para falar sobre o tema, estava ocupado e só telefonou no dia seguinte, após a publicação.