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Arquivo : Polícia Militar

Promotor dá prazo para FPF implementar identificação biométrica em estádios
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O promotor Marcelo Camargo Milani (Patrimônio Público e Social) enviou na última sexta-feira (12) recomendação administrativa para o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, no sentido de que em até 30 dias a entidade elabore um projeto e que em 90 dias comece a implementar sistema de identificação biométrica nos estádios do Estado.

Caso a recomendação não seja atendida, o Ministério Público vai entrar com uma ação na Justiça pedindo a destituição de Reinaldo sob a alegação de ferir o estatuto do torcedor. No documento, Milani lembra ser a prevenção da violência relacionada a esportes responsabilidade de federações, poder público e clubes e que o descumprimento das regras pode “ensejar como sanção até mesmo a destituição de seu dirigentes”.

“Ele (Reinaldo) vai ser obrigado a cumprir (as medidas propostas). Pelo bem ou nas barras do tribunal”, declarou o promotor ao blog.

 Procurado, o departamento de comunicação da FPF afirmou que ainda não tinha recebido a recomendação do promotor.

Milani pede que instalação do sistema de identificação digital comece pelos estádios de Corinthians, Palmeiras, Portuguesa, Santos e São Paulo. Também pede que a FPF estude com a prefeitura como implementar o método no Pacaembu. A entidade deve ainda estabelecer prazos com os demais clubes do Estado a fim de que todos os estádios tenham o sistema.

O promotor recomenda que seja feito o cadastramento dos torcedores que estão proibidos de assistir aos jogos. A despesa seria menor do que no caso de coletar dados de todos os frequentadores de estádios. Ele pede um sistema ágil, que evite tumultos nas entradas dos jogos.

Milani também recomendou que em 30 dias sejam instaladas nos mesmos estádios câmeras junto às catracas e sistema de arquivamento de imagens.

As medidas são resultado de inquérito que tem como objetivo apurar atos de violência praticados por torcedores e eventual omissão por parte de organizadores e da Secretaria de Segurança Pública.

O promotor afirma que “ao longo do presente inquérito civil foi apurado que não constam na referida lista nomes de torcedores envolvidos em casos de violência nos estádios – muitas vezes torcedores que até foram presos”. A falha, segundo ele, fere o estatuto do torcedor.

Uma recomendação administrativa também foi enviada no mesmo dia para o comando da Polícia Militar de São Paulo. Nela o promotor pediu que em 30 dias seja elaborado um plano abrangente e detalhado com o intuito de coibir a violência entre torcedores. Até a publicação deste post, a assessoria de imprensa da PM não respondeu ao questionamento do blog sobre o assunto.


MP e PM aprovam torcedor infiltrado em clássico de torcida única em SP
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Os clássicos de torcida única em São Paulo criaram uma legião de torcedores que vai ao estádio do adversário sem camisas de seu time e que torce em silêncio. Esses infiltrados estarão presentes nos dois clássicos entre são-paulinos e corintianos pelas semifinais do paulista, mas não preocupam as autoridades de segurança pública. Assim, não serão “caçados” pela Polícia Militar.

“Se percebemos que um torcedor está com a camisa do visitante escondida, ele não entra. Mas não podemos tirar do estádio quem comprou ingresso e não está criando problema. Se identificarmos visitantes que estão torcendo em silêncio, vamos dar atenção à proteção deles. Só vai ser convidado a se retirar quem criar tumulto ou tiver a sua segurança ameaçada pela torcida da casa”, afirmou o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do segundo batalhão de choque da Polícia Militar.

Por sua vez, o promotor Paulo Castilho, ferrenho defensor do modelo de torcida única, espera um grande número de corintianos neste domingo no Morumbi. “Chutando, acredito que de 15% a 20% do público vai ser formado por torcedores do Corinthians”, declarou ele.

Castilho também não se preocupa com os infiltrados. “Esse torcedor não é violento, não é desordeiro. Vai, assiste ao jogo em silêncio e volta para casa tranquilo. Não temos nada contra a presença dele nos estádios”, disse Castilho.

Tanto o tenente-coronel como o promotor descartam a ideia de as instituições nas quais trabalham concordarem em breve com a volta dos clássicos com duas torcidas. Eles apontam uma redução drástica na violência em jogos entre os principais rivais estaduais desde a implantação do modelo atual para justificar a decisão.


Opinião: caso de chilenos confirma reação tardia do Estado contra brigões
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O episódio envolvendo torcedores da Universidad de Chile presos em São Paulo confirma a reação das autoridades de segurança pública e justiça brasileiras na guerra contra a violência nos estádios. Porém, reafirma que por muito tempo o Estado foi inerte, pois tudo feito agora poderia ter sido realizado antes.

As prisões, o estabelecimento de fianças compatíveis com o ocorrido na Arena Corinthians e a exigência de que os torcedores não deixem o país até o fim do processo em que são acusados de crimes como lesão corporal, dano qualificado, causar tumulto e associação criminosa são recados duros para torcedores de outros países que vierem ao Brasil.

Mensagem semelhante já vinha sendo dada a membros de organizadas de torcidas do Brasil, que nos últimos tempos têm sido identificados e punidos como nunca.

Exemplos não faltam, como os dos corintianos presos após briga com a PM no Maracanã ou o dos são-paulinos que não podem chegar perto do CT do clube, invadido por eles, apesar de já estarem liberados para frequentar estádios.

Acusações de excesso de policiais militares, que não podem se comportar como torcedores violentos fardados e nem prender inocentes, sobram, de novo, como aconteceu no episódio dos alvinegros paulistas no Rio. Elas precisam ser investigadas com rigor, mas não mudam a sensação de que, enfim, desordeiros vão pensar duas vezes antes de promover arruaça e colocar em risco a segurança de quem só quer torcer por seu time.

Aos poucos, esses caras começam a entender que o que eles estranhamente chamam de romantismo (sair na porrada com rivais e policiais) é terror para quase todo mundo e cada vez mais vão passar vontade ou encarar a Justiça.

A clara sensação de melhora, porém, não cala a incômoda pergunta: por que não jogaram duro com os brigões antes?

 


Confusão na Arena Corinthians foi precedida por falha da PM em revista
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 A confusão entre torcedores da Universidad de Chile e policiais militares nesta quarta, na Arena Corinthians, foi precedida por falha da PM na revista dos torcedores das duas equipes, que entraram com muitos sinalizadores e, do lado chileno, pelo menos um rojão.

O blog presenciou caso de aparente negligência policial durante a revista de torcedor corintiano que entrava pelo setor sul. Ao verificar a mochila do alvinegro o policial identificou uma série de itens proibidos no estádio. “Isso não pode, isso não pode, isso é inflamável…”, afirmou o PM antes de citar o estatuto do torcedor, com número da lei e tudo, recomendando que o corintiano estudasse a legislação. Em seguida, ele perguntou se o rapaz tinha onde deixar o material vetado. Diante da resposta negativa, disse: “Então entra, agora vai lá e protesta contra a PM”. Ou seja, deu lição de moral no torcedor, mas foi negligente permitindo a entrada de objetos proibidos.

Porém, segundo o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do 2º Batalhão de Choque, responsável pelo policiamento nos estádios de São Paulo, o procedimento adotado pelo policial não pode ser considerado falho. “Somos mais rigorosos no setor das organizadas, nos outros (como na área Sul) temos que usar o bom senso. Por exemplo, não pode entrar no estádio com vidro de perfume, mas também não vamos obrigar uma mulher a jogar o perfume fora. Se o responsável pela revista avalia que não há risco, ele deixa entrar. Provavelmente, foi isso que aconteceu nessa revista”,  disse Gonzaga ao blog. Porém, ele considerou desnecessária a ironia do policial ao pedir para o torcedor fazer protesto contra a PM.

O episódio não tem relação com a barbárie provocada pelos fãs da La U, mas ajuda a entender como tantos sinalizadores, que não são permitidos, entraram na arena. Como mostrou o UOL Esporte, o confronto começou porque os chilenos se revoltaram com a apreensão de parte dos artefatos, acenderam outros e passaram a depredar cadeiras.

O tamanho da dificuldade da PM em revistar as torcidas pode ser mensurado nas imagens de instantes antes de o jogo começar, quando era possível ver uma nuvem de fumaça formada pelos sinalizadores, a maioria levada pelos corintianos. Pior, os chilenos acenderam um rojão na arquibancada.

Indagado sobre o assunto, Gonzaga enumerou uma série de fatores para explicar a grande quantidade de sinalizadores dentro da arena, negando existir falha da PM. “É difícil localizar os sinalizadores na revista porque eles são pequenos e podem ser escondidos nas vestes. Também há espaços na estrutura do estádio por onde eles passam (os artefatos). Os torcedores esperam os últimos 15 minutos antes do jogo, quando as filas são maiores, para tentar entrar com eles (artigos proibidos) escondidos. Se formos revistar as roupas de todos, as filas serão enormes, então precisamos ser seletivos. Nessas situações nos preocupamos com objetos maiores”, explicou o tenente-coronel.

Ele também diz que torcedores tem menos medo de punição ao clube na Copa Sul-Americana em relação ao Campeonato Paulista. “Vejo vontade dessas pessoas de afrontar o poder público e prejudicar o seu clube. Na Copa Sul-Americana, a quantidade de sinalizadores foi maior porque eles sabem que o cube só pode ser multado. No Paulista, ele têm medo da perda de mando de jogo”, declarou o policial militar.

No jogo desta quarta, visitantes foram hostis não só com os policiais, mas com a torcida da casa, arremessando na direção dos corintianos parte das cadeiras quebradas. Houve também provocação entre os seguidores dos dois clubes perto da divisão de espaço das torcidas.

A PM mostrou eficiência perto do fim do jogo, quando policiais entraram na arquibancada chilena e rapidamente, sem tumulto, retiraram de lá um torcedor que estavam procurando para deter.

O trabalho dos policiais na vitória corintiana por 2 a 0 pela Copa Sul-Americana foi enormemente dificultado pelos torcedores da La U, que brigam com a mesma disposição com que cantam. Sem dúvida, foi a maior pancadaria que este blogueiro presenciou na casa alvinegra.

 


Falhas na segurança e na acusação são apontadas por defesa de corintianos
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Falha na segurança durante o jogo e erro na acusação são apontados pela defesa da maioria dos corintianos presos no Rio após a briga com a Polícia Militar na partida com o Flamengo no Maracanã.

O entendimento é de que a Justiça errou ao acusar os torcedores de associação criminosa, pois não teria provas de que eles combinaram de ir para o Rio de Janeiro para praticar crimes, como agredir policiais.

A tese é de que a viagem foi com o intuito apenas de assistir ao jogo e que por alguns fatores houve a briga. O caso seria diferente do processo enfrentado por membros da Gaviões da Fiel pela morte de dois palmeirenses num confronto na Avenida Inajar de Souza, em 2012. Em relação ao conflito de quatro anos atrás a Justiça juntou provas de que os torcedores planejaram a briga com a intenção de matar rivais, pois chegaram até a passar a noite anterior à batalha reunidos e armados. Foram ao local exclusivamente para brigar.

Já no Maracanã os torcedores esperavam o início da partida quando começou uma troca de xingamentos com flamenguistas. Torcedores dos dois lados tentaram invadir a área da outra torcida se aproveitando do pequeno policiamento naquele setor. Quando os policiais militares, em número muito menor do que os corintianos, tentaram controlar a situação, foram agredidos. Assim, uma suposta falha na segurança teria criado a oportunidade para os brigões entrarem em ação de maneira espontânea e que não justifica a associação para o crime na opinião de sua defesa.

Há também uma tese inusitada defendida pelo menos por parte da defesa de que o pequeno número de policiais na divisa entre as duas torcidas foi proposital para que houvesse a briga. A ação faria parte de um grande complô para criar a oportunidade de incriminar as torcidas organizadas e conseguir acabar com elas, abrindo espaço para a presença de mais torcedores com maior poder aquisitivo nos estádios. Essa teoria, no entanto, não deve ser levada à Justiça.

A defesa dos corintianos também entende que a maioria dos presos não participou do conflito. Só quatro dos 31 detidos teriam brigado.

 


Para defesa, só quatro dos 31 corintianos presos brigaram com policiais
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Para a defesa da maioria dos 31 corintianos presos no Rio desde a briga com policiais militares no Maracanã, no último domingo, apenas quatro dos detidos estavam de fato envolvidos na confusão. Os outros teriam sido encarcerados sem provas concretas de suas participações.

Ao blog, integrante de umas das organizadas alvinegras afirmou saber de torcedores que saíram do estádio no intervalo após o confronto. Segundo ele, é praxe brigões levarem mais de uma roupa para os jogos a fim de dificultar a identificação em caso de briga.

A Polícia Civil de São Paulo já identificou pelos menos um corintiano que aparece em imagens de TV agredindo um policial militar, mas conseguiu sair do estádio.

Os advogados dos presos estão preparando documentos que comprovem residência fixa e emprego para pedir a liberdade provisória deles. Muitos não conseguiram fazer isso ainda, o que ajudou na decisão da Justiça de decretar a prisão preventiva.

Em seguida, durante o processo, a defesa vai trabalhar para provar individualmente a versão dos que alegam que não se envolveram no conflito.


Maracanã parecia presídio depois de rebelião ao final de Fla x Corinthians
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Policiais procuram membros de organizadas do Corinthians que agrediram PM

Policiais procuram membros de organizadas do Corinthians que agrediram PM

O Maracanã viveu uma tarde de tensão neste domingo, desde que flamenguistas e corintianos tentaram romper a divisão que separava as duas torcidas nas arquibancadas em episódio que culminou com a briga entre policiais e alvinegros.

Depois da briga, quando o jogo estava empatado em um gol, nova ação da PM aumentou o nervosismo entre os visitantes. Veio a ordem de um líder da Camisa 12: “tirem as bandeiras do bambu”. Imediatamente, os mastros foram apontados na direçāo dos policiais, como se fossem lanças, mas nāo chegaram a ser usados como armas. Houve correria e logo a situação se acalmou.

Então, começou a caçada dos policiais aos agressores de seus colegas. Todas as organizadas tiveram que sair da arquibancada e levar seus objetos para serem revistados no corredor do estádio.

Com fotos de vários torcedores nas telas dos celulares, os PMs checavam os rostos dos corintianos em rodas formadas no corredor para buscar os acusados, identificados antes em imagens de TV. “Machucaram um dos nossos companheiros mais gente boa. Não vamos bater em ninguém, vamos achar quem fez isso e prender. Já achamos um”, contava um dos policiais.

Ao final da partida, a caçada se intensificou. Mais de 45 minutos depois do fim do jogo, policiais atravessaram o corredor com um torcedor preso. Entraram com ele por uma porta na qual se lia a inscrição: “área restrita”. Então, deu para ouvir o que parecia o som de pancadas. Não foram ouvidos gemidos e nem gritos. Pouco depois, apenas um policial saiu de lá e foi cumprimentado por colegas.

Por volta das 20 horas, um PM gritou: “todas as mulheres podem sair, só as mulheres”. Torcedoras integrantes de organizadas passaram pelo portão e aguardaram os homens na rampa que leva à saída do estádio.

Do lado de dentro, todos os torcedores identificados como membros de organizadas foram amontoados perto de uma parede. Os policiais separaram dois deles, que ficaram sentados no chão. Daí veio a ordem para que o grupo tirasse a camisa e voltasse para a arquibancada.

Quem ficou no corredor teve dificuldade para sair, mesmo sem pertencer as uniformizadas. “Mostrem a chave do carro”, dizia um dos policiais que controlava a saída para torcedores que suspeitava serem membros de caravanas das

 organizadas tentando escapar da operação.

Quem voltou para arquibancada mandava mensagem para amigos pedindo ajuda e para a imprensa ser informada do que estava acontecendo.

Às 21h30, já fora do estádio, o blog recebeu a mensagem de um membro da Gaviões da Fiel que estava em São Paulo, mas tinha amigos e parentes no Maracanã informando que os torcedores estavam no ônibus, iniciando a viagem de volta. Contou, porém que havia gente machucada. Assim, parecia terminar mais um domingo de horrores no futebol brasileiro.


Arena Corinthians tem tumulto com PM e torcedor acusado de tráfico
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No primeiro jogo do Corinthians com o setor de sua arena destinado para as torcidas organizadas do clube interditado pelo STJD houve tumulto entre torcedores e policiais militares na área sul, para onde membros de uniformizadas foram remanejados.

A confusão aconteceu no intervalo da partida com o Fluminense, neste domingo, perto do banheiro masculino. Segundo o tentente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do 2º Batalhão de Choque, houve no local um flagrante de tráfico de drogas. “Um torcedor foi preso vendendo cocaína no banheiro. Ele estava com 30 papelotes, uma quantidade considerável”, afirmou o policial ao blog. O tenente-coronel disse não ter o nome do acusado no momento da entrevista.

Durante a ação, houve correria e torcedores que estavam perto do banheiro reclamaram de terem sido agredidos sem motivo pela PM com golpes de cassetete. “Teve uma tentativa de fuga e isso pode ter provocado um pequeno entrevero”, declarou Gonzaga.

Pouco depois da confusão, o blog presenciou um torcedor sendo preso sob a acusação de desacato à autoridade. “Quem é você pra me mandar tomar no c… Você não é trabalhador, trabalhador sai de casa para trabalhar, não pra me mandar tomar no c…”, dizia o policial para o homem detido. O PM chegou a desferir uma cabeçada que não atingiu seu desafeto.

A diretoria do Corinthians informou a seus sócios-torcedores que conseguiu junto ao STJD a liberação parcial do setor norte para o confronto com o Cruzeiro, na próxima quarta pela Copa do Brasil. Porém, o clube segue proibido de vender bilhetes para Gaviões da Fiel e Estopim da Fiel.


Corinthians diz que já reparou área da arena interditada pelo STJD
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Até as 22h35 desta terça o Corinthians não tinha sido notificado sobre a interdição do setor norte de sua arena pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça), de acordo com Rogério Mollica, diretor de negócios jurídicos do clube. No entendimento dele, a punição só deve começar a valer a partir de domingo, no jogo contra o Fluminense, pelo Brasileirão, estando a área liberada para a partida desta quarta diante do mesmo adversário, pela Copa do Brasil.

Por sua vez, Lúcio Blanco, responsável pela operação do estádio, afirmou ao blog que o reparo no local danificado pela briga entre membros de organizadas e a Polícia Militar no clássico com o Palmeiras, sábado passado, já foi feito A decisão do STJD diz que a interdição deverá ser mantida até que o clube comprove que a área está em condições de segurança e com os devidos consertos das partes quebradas na confusão.

“Nada foi quebrado, a única coisa que aconteceu foi uma grade chutada. Ela é revestida de lona plástica, sendo que essa lona foi furada. Isso já foi reparado, e avisei nosso departamento jurídico”, disse Blanco.

Ele calcula em 6.000 ingressos a média de bilhetes vendidos no setor norte com um preço médio de R$ 30. Por essa conta, se o fechamento for mantido, a arena deixará de arrecadar cerca de 180.000 por jogo com interdição.

Além de ter negociado tíquetes dessa área para as partidas desta quarta e do próximo domingo, o clube já vendeu pacotes para o segundo turno inteiro. A venda foi disponibilizada também para membros de organizadas que fazem parte do programa de sócio-torcedor do clube.


PM vê risco de confronto no Allianz Parque igual ao que ocorreu no Morumbi
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A Polícia Militar de São Paulo ligou o sinal de alerta em relação ao entorno do Allianz Parque. Para o comando do 2º Batalhão de Choque, responsável pela segurança nos estádios da capital, há riscos de um confronto entre torcedores e policiais semelhante ao que ocorreu do lado de fora do Morumbi na última quarta-feira após a vitória do Atlético Nacional por 2 a 0 sobre o São Paulo pela Libertadores.

“Já venho alertando para os riscos em volta do Allianz Parque. Qualquer dia, se houver um embate lá, será tão terrível quanto esse do Morumbi porque a munição que a torcida tem à disposição é absurda em virtude da não fiscalização por parte da Prefeitura”, disse ao blog o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do 2º Batalhão de Choque.

As munições mencionadas por ele são garrafas de cerveja comercializadas por ambulantes sem autorização para vender a bebida.

De acordo com o tentente-coronel, na partida do Palmeiras contra o Figueirense pelo Brasileirão já ocorreram atritos entre torcedores e ambulantes em volta do Allianz, palco de Palmeiras x Santos nesta terça apenas com torcedores do time da casa. “Cinco fiscais foram parar no hospital em virtude de agressões de torcedores. Parece que os ambulantes eram ligados à Mancha [Alviverde]”, declarou o policial militar.

O blog não conseguiu entrar em contato com a direção da principal torcida organizada palmeirense para falar sobre o assunto. A assessoria de imprensa localizada informou que cuida apenas da escola de samba da Mancha.

Além de cobrar da Prefeitura uma melhor fiscalização, Oliveira diz que, se a ação dos ambulantes tivesse sido coibida com eficiência no Morumbi, teria sido menor o número de policiais militares feridos na batalha com são-paulinos. Foram 15 integrantes da Polícia Militar machucados. A maioria foi atingida por garrafadas.

Abaixo, leia nota enviada pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura ao ser questionada sobre as cobranças da PM.

“O policiamento de grandes eventos esportivos na cidade de São Paulo é atribuição da Polícia Militar. A fiscalização do comércio irregular no entorno dos estádios mencionados é de responsabilidade das respectivas Subprefeituras, sob proteção da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Em função da presença de torcidas organizadas e da enorme repercussão que uma ação para inibir o comércio irregular pode promover junto ao público, as ações das subprefeituras com apoio da GCM estão sendo redimensionadas”.