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Arquivo : Polícia Militar

Opinião: Andrés e Galiotte trocam de papéis em caso dos treinos abertos
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Maurício Galiotte chegou à presidência do Palmeiras com fama de conciliador. Andrés Sanchez voltou ao cargo máximo no Corinthians ostentando o rótulo de bom de briga. O deputado federal não costuma recuar em seus planos em nome da diplomacia.

Porém, no caso dos treinos abertos dos finalistas do Campeonato Paulista, palmeirense e corintiano trocaram de papéis. Galiotte bateu o pé e manteve o treinamento de sua equipe para o próximo sábado às 10h. Andrés recuou e marcou o trabalho com presença dos torcedores para as 20h de sexta-feira.

Na opinião deste blogueiro, ponto para o cartola alvinegro. Não fazia sentido dois dirigentes com tantas responsabilidades nos ombros ignorarem o alerta da Polícia Militar e do Ministério Público sobre o risco de combates sangrentos pela cidade em caso de treinos simultâneos. Nada justificaria tornar vulnerável a integridade física de tanta gente.

Gagliotte tinha a seu favor o fato de ter seguido o protocolo de segurança exigido pelas autoridades, coisa que Andrés disse não ter feito porque o clube não fez nos outros treinamentos com público. Por isso o corintiano virou o lado mais fraco na disputa. No entanto, essa vantagem não impedia que a sensatez no auge da crise viesse do palmeirense. Ele não fez esse gesto conciliador e nobre.

Ao mesmo tempo, apesar de acertar no recuo, é sabido que o presidente alvinegro não repensou sua posição por amor à diplomacia. Cedeu após o Ministério Público ameaçar os dois cartolas com processo de destituição em caso de tumultos pela cidade e de ir à Justiça para impedir os treinos abertos no mesmo horário.

Porém, mais importante do que quem sai da batalha às vésperas da final do Paulista com o troféu de vencedor, derrotado, intransigente ou ponderado é o fato de a cidade se livrar da previsão de uma manhã de sábado mais tensa e violenta do que acontece normalmente por conta de suas debilidades cotidianas.


MP recorre para tentar afastar presidente da Federação Paulista
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O Ministério Público de São Paulo entrou com recurso na Justiça nesta terça para tentar reverter decisão que rejeitou pedido de liminar para afastar Reinaldo Carneiro Bastos provisoriamente da presidência da Federação Paulista de Futebol.

A ação é de responsabilidade do promotor Marcelo Milani (Patrimônio Público e Social). Ele alega que o dirigente não atendeu a recomendações do MP para combater a violência nos estádios no Estado e, assim, feriu o Estatuto do Torcedor por omissão. A federação considera a ação descabida e alega tomar todas as medidas necessárias à segurança dos torcedores.

No último dia 12, a Justiça negou a liminar em primeira instância, mas o processo que solicita ainda o afastamento definitivo do cartola segue.

No recurso, o MP reforça a tese de omissão da FPF e também da Polícia Militar. Os afastamentos dos policiais militares Alexandre Gaspar Gasparian e Nivaldo Cesar Restivo também foram pedidos e negados em primeira instância. Milani alega que a PM não apresentou um plano estratégico de combate aos torcedores violentos cobrado por ele. Já a federação é cobrada principalmente por não implantar o controle biométrico na entrada dos estádios.

Na metade do ano passado, o promotor enviou recomendações administrativas para federação e  Polícia Militar relacionadas à segurança em dias de jogos. Ele entende que não foram tomadas as providências requisitadas.

No recurso, o MP apresentou um relatório sobre nove brigas de torcidas em trens que teriam sido apartadas por seguranças ligados ao transporte público para reforçar a tese de deficiência da PM.


Membros da Independente voltam a se provocar e aumentam tensão na Copa SP
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Integrantes da Independente, maior torcida do São Paulo, voltaram a se atacar nas redes sociais e aumentaram a tensão para o jogo da equipe neste sábado contra o Sergipe. Válido pela Copa São Paulo de Juniors, o duelo acontece em Ribeirão Preto, às 21h.

Por conta de problemas entre membros da uniformizada na estreia da equipe no torneio, na última quarta, também em Ribeirão, a Independente está proibida de entrar com uniforme, bandeiras e faixas. A Polícia Militar afirma ter descoberto que havia sido marcado pela internet um confronto entre sócios da capital e do interior antes da vitória por 6 a 2 sobre o Cruzeiro-DF. Também segundo a PM, houve um princípio de tumulto e mais de 150 torcedores chegaram a ser detidos. Um arsenal de armas brancas foi apreendido.

O veto imposto à organizada pela Federação Paulista não evitou que os dois grupos confirmassem suas caravanas para o jogo deste sábado. E nem inibiu a troca de provocações.

Em seu perfil no Facebook  o BDI (Bonde do Interior Americana convocou sócios a saírem de cima do muro e disparou contra o presidente da organizada, Henrique Gomes de Lima, o Baby.

“Chegou a hora de quem está em cima do muro escolher. Abraçar mentiras como verdade ou dar um basta nisso. Não somos palhaços virtuais igual ao presidente que provocou nós a semana inteira pela internet. E depois quebra ônibus vazio e fala merda. ‘Tamo’ aí pro que der e vier”, diz postagem do BDI Americana.

No mesmo texto, a ala interiorana acusa a direção da Independente de irregularidades: ” A grande maioria que está hoje com eles já teve os mesmos problemas que nós no passado. Porém, seguiram por outro caminho. E estão com eles (diretoria) mesmo cientes de todas mentiras, safadezas e pilantragens”.

Por sua vez, a direção da Independente se refere aos rebelados do interior de maneira ofensiva ao convocar associados para o jogo em Ribeirão. Em parte de nota publicada em rede social, a diretoria diz que “… devido à atitude errada dos micróbios do interior na última quarta, estamos de novo proibidos de utilizar camisas, bandeiras, camisas e adereços”.

Em seguida, o comunicado afirma que a diretoria não generaliza todos os associados do interior e culpa “micróbios isolados” pelos “transtornos causados à nossa instituição”. Também na mesma publicação a direção diz que “estávamos dentro do estádio, não causamos nenhuma confusão, entramos e saímos normalmente. Nada justifica essa punição generalizar a torcida.”

De acordo com a PM, um dos motivos do racha é o fato de filiais do interior não concordarem mais em pagar mensalidades para a sede na capital.


Promotor dá prazo para FPF implementar identificação biométrica em estádios
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O promotor Marcelo Camargo Milani (Patrimônio Público e Social) enviou na última sexta-feira (12) recomendação administrativa para o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, no sentido de que em até 30 dias a entidade elabore um projeto e que em 90 dias comece a implementar sistema de identificação biométrica nos estádios do Estado.

Caso a recomendação não seja atendida, o Ministério Público vai entrar com uma ação na Justiça pedindo a destituição de Reinaldo sob a alegação de ferir o estatuto do torcedor. No documento, Milani lembra ser a prevenção da violência relacionada a esportes responsabilidade de federações, poder público e clubes e que o descumprimento das regras pode “ensejar como sanção até mesmo a destituição de seu dirigentes”.

“Ele (Reinaldo) vai ser obrigado a cumprir (as medidas propostas). Pelo bem ou nas barras do tribunal”, declarou o promotor ao blog.

 Procurado, o departamento de comunicação da FPF afirmou que ainda não tinha recebido a recomendação do promotor.

Milani pede que instalação do sistema de identificação digital comece pelos estádios de Corinthians, Palmeiras, Portuguesa, Santos e São Paulo. Também pede que a FPF estude com a prefeitura como implementar o método no Pacaembu. A entidade deve ainda estabelecer prazos com os demais clubes do Estado a fim de que todos os estádios tenham o sistema.

O promotor recomenda que seja feito o cadastramento dos torcedores que estão proibidos de assistir aos jogos. A despesa seria menor do que no caso de coletar dados de todos os frequentadores de estádios. Ele pede um sistema ágil, que evite tumultos nas entradas dos jogos.

Milani também recomendou que em 30 dias sejam instaladas nos mesmos estádios câmeras junto às catracas e sistema de arquivamento de imagens.

As medidas são resultado de inquérito que tem como objetivo apurar atos de violência praticados por torcedores e eventual omissão por parte de organizadores e da Secretaria de Segurança Pública.

O promotor afirma que “ao longo do presente inquérito civil foi apurado que não constam na referida lista nomes de torcedores envolvidos em casos de violência nos estádios – muitas vezes torcedores que até foram presos”. A falha, segundo ele, fere o estatuto do torcedor.

Uma recomendação administrativa também foi enviada no mesmo dia para o comando da Polícia Militar de São Paulo. Nela o promotor pediu que em 30 dias seja elaborado um plano abrangente e detalhado com o intuito de coibir a violência entre torcedores. Até a publicação deste post, a assessoria de imprensa da PM não respondeu ao questionamento do blog sobre o assunto.


MP e PM aprovam torcedor infiltrado em clássico de torcida única em SP
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Os clássicos de torcida única em São Paulo criaram uma legião de torcedores que vai ao estádio do adversário sem camisas de seu time e que torce em silêncio. Esses infiltrados estarão presentes nos dois clássicos entre são-paulinos e corintianos pelas semifinais do paulista, mas não preocupam as autoridades de segurança pública. Assim, não serão “caçados” pela Polícia Militar.

“Se percebemos que um torcedor está com a camisa do visitante escondida, ele não entra. Mas não podemos tirar do estádio quem comprou ingresso e não está criando problema. Se identificarmos visitantes que estão torcendo em silêncio, vamos dar atenção à proteção deles. Só vai ser convidado a se retirar quem criar tumulto ou tiver a sua segurança ameaçada pela torcida da casa”, afirmou o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do segundo batalhão de choque da Polícia Militar.

Por sua vez, o promotor Paulo Castilho, ferrenho defensor do modelo de torcida única, espera um grande número de corintianos neste domingo no Morumbi. “Chutando, acredito que de 15% a 20% do público vai ser formado por torcedores do Corinthians”, declarou ele.

Castilho também não se preocupa com os infiltrados. “Esse torcedor não é violento, não é desordeiro. Vai, assiste ao jogo em silêncio e volta para casa tranquilo. Não temos nada contra a presença dele nos estádios”, disse Castilho.

Tanto o tenente-coronel como o promotor descartam a ideia de as instituições nas quais trabalham concordarem em breve com a volta dos clássicos com duas torcidas. Eles apontam uma redução drástica na violência em jogos entre os principais rivais estaduais desde a implantação do modelo atual para justificar a decisão.


Opinião: caso de chilenos confirma reação tardia do Estado contra brigões
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O episódio envolvendo torcedores da Universidad de Chile presos em São Paulo confirma a reação das autoridades de segurança pública e justiça brasileiras na guerra contra a violência nos estádios. Porém, reafirma que por muito tempo o Estado foi inerte, pois tudo feito agora poderia ter sido realizado antes.

As prisões, o estabelecimento de fianças compatíveis com o ocorrido na Arena Corinthians e a exigência de que os torcedores não deixem o país até o fim do processo em que são acusados de crimes como lesão corporal, dano qualificado, causar tumulto e associação criminosa são recados duros para torcedores de outros países que vierem ao Brasil.

Mensagem semelhante já vinha sendo dada a membros de organizadas de torcidas do Brasil, que nos últimos tempos têm sido identificados e punidos como nunca.

Exemplos não faltam, como os dos corintianos presos após briga com a PM no Maracanã ou o dos são-paulinos que não podem chegar perto do CT do clube, invadido por eles, apesar de já estarem liberados para frequentar estádios.

Acusações de excesso de policiais militares, que não podem se comportar como torcedores violentos fardados e nem prender inocentes, sobram, de novo, como aconteceu no episódio dos alvinegros paulistas no Rio. Elas precisam ser investigadas com rigor, mas não mudam a sensação de que, enfim, desordeiros vão pensar duas vezes antes de promover arruaça e colocar em risco a segurança de quem só quer torcer por seu time.

Aos poucos, esses caras começam a entender que o que eles estranhamente chamam de romantismo (sair na porrada com rivais e policiais) é terror para quase todo mundo e cada vez mais vão passar vontade ou encarar a Justiça.

A clara sensação de melhora, porém, não cala a incômoda pergunta: por que não jogaram duro com os brigões antes?

 


Confusão na Arena Corinthians foi precedida por falha da PM em revista
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 A confusão entre torcedores da Universidad de Chile e policiais militares nesta quarta, na Arena Corinthians, foi precedida por falha da PM na revista dos torcedores das duas equipes, que entraram com muitos sinalizadores e, do lado chileno, pelo menos um rojão.

O blog presenciou caso de aparente negligência policial durante a revista de torcedor corintiano que entrava pelo setor sul. Ao verificar a mochila do alvinegro o policial identificou uma série de itens proibidos no estádio. “Isso não pode, isso não pode, isso é inflamável…”, afirmou o PM antes de citar o estatuto do torcedor, com número da lei e tudo, recomendando que o corintiano estudasse a legislação. Em seguida, ele perguntou se o rapaz tinha onde deixar o material vetado. Diante da resposta negativa, disse: “Então entra, agora vai lá e protesta contra a PM”. Ou seja, deu lição de moral no torcedor, mas foi negligente permitindo a entrada de objetos proibidos.

Porém, segundo o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do 2º Batalhão de Choque, responsável pelo policiamento nos estádios de São Paulo, o procedimento adotado pelo policial não pode ser considerado falho. “Somos mais rigorosos no setor das organizadas, nos outros (como na área Sul) temos que usar o bom senso. Por exemplo, não pode entrar no estádio com vidro de perfume, mas também não vamos obrigar uma mulher a jogar o perfume fora. Se o responsável pela revista avalia que não há risco, ele deixa entrar. Provavelmente, foi isso que aconteceu nessa revista”,  disse Gonzaga ao blog. Porém, ele considerou desnecessária a ironia do policial ao pedir para o torcedor fazer protesto contra a PM.

O episódio não tem relação com a barbárie provocada pelos fãs da La U, mas ajuda a entender como tantos sinalizadores, que não são permitidos, entraram na arena. Como mostrou o UOL Esporte, o confronto começou porque os chilenos se revoltaram com a apreensão de parte dos artefatos, acenderam outros e passaram a depredar cadeiras.

O tamanho da dificuldade da PM em revistar as torcidas pode ser mensurado nas imagens de instantes antes de o jogo começar, quando era possível ver uma nuvem de fumaça formada pelos sinalizadores, a maioria levada pelos corintianos. Pior, os chilenos acenderam um rojão na arquibancada.

Indagado sobre o assunto, Gonzaga enumerou uma série de fatores para explicar a grande quantidade de sinalizadores dentro da arena, negando existir falha da PM. “É difícil localizar os sinalizadores na revista porque eles são pequenos e podem ser escondidos nas vestes. Também há espaços na estrutura do estádio por onde eles passam (os artefatos). Os torcedores esperam os últimos 15 minutos antes do jogo, quando as filas são maiores, para tentar entrar com eles (artigos proibidos) escondidos. Se formos revistar as roupas de todos, as filas serão enormes, então precisamos ser seletivos. Nessas situações nos preocupamos com objetos maiores”, explicou o tenente-coronel.

Ele também diz que torcedores tem menos medo de punição ao clube na Copa Sul-Americana em relação ao Campeonato Paulista. “Vejo vontade dessas pessoas de afrontar o poder público e prejudicar o seu clube. Na Copa Sul-Americana, a quantidade de sinalizadores foi maior porque eles sabem que o cube só pode ser multado. No Paulista, ele têm medo da perda de mando de jogo”, declarou o policial militar.

No jogo desta quarta, visitantes foram hostis não só com os policiais, mas com a torcida da casa, arremessando na direção dos corintianos parte das cadeiras quebradas. Houve também provocação entre os seguidores dos dois clubes perto da divisão de espaço das torcidas.

A PM mostrou eficiência perto do fim do jogo, quando policiais entraram na arquibancada chilena e rapidamente, sem tumulto, retiraram de lá um torcedor que estavam procurando para deter.

O trabalho dos policiais na vitória corintiana por 2 a 0 pela Copa Sul-Americana foi enormemente dificultado pelos torcedores da La U, que brigam com a mesma disposição com que cantam. Sem dúvida, foi a maior pancadaria que este blogueiro presenciou na casa alvinegra.

 


Falhas na segurança e na acusação são apontadas por defesa de corintianos
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Falha na segurança durante o jogo e erro na acusação são apontados pela defesa da maioria dos corintianos presos no Rio após a briga com a Polícia Militar na partida com o Flamengo no Maracanã.

O entendimento é de que a Justiça errou ao acusar os torcedores de associação criminosa, pois não teria provas de que eles combinaram de ir para o Rio de Janeiro para praticar crimes, como agredir policiais.

A tese é de que a viagem foi com o intuito apenas de assistir ao jogo e que por alguns fatores houve a briga. O caso seria diferente do processo enfrentado por membros da Gaviões da Fiel pela morte de dois palmeirenses num confronto na Avenida Inajar de Souza, em 2012. Em relação ao conflito de quatro anos atrás a Justiça juntou provas de que os torcedores planejaram a briga com a intenção de matar rivais, pois chegaram até a passar a noite anterior à batalha reunidos e armados. Foram ao local exclusivamente para brigar.

Já no Maracanã os torcedores esperavam o início da partida quando começou uma troca de xingamentos com flamenguistas. Torcedores dos dois lados tentaram invadir a área da outra torcida se aproveitando do pequeno policiamento naquele setor. Quando os policiais militares, em número muito menor do que os corintianos, tentaram controlar a situação, foram agredidos. Assim, uma suposta falha na segurança teria criado a oportunidade para os brigões entrarem em ação de maneira espontânea e que não justifica a associação para o crime na opinião de sua defesa.

Há também uma tese inusitada defendida pelo menos por parte da defesa de que o pequeno número de policiais na divisa entre as duas torcidas foi proposital para que houvesse a briga. A ação faria parte de um grande complô para criar a oportunidade de incriminar as torcidas organizadas e conseguir acabar com elas, abrindo espaço para a presença de mais torcedores com maior poder aquisitivo nos estádios. Essa teoria, no entanto, não deve ser levada à Justiça.

A defesa dos corintianos também entende que a maioria dos presos não participou do conflito. Só quatro dos 31 detidos teriam brigado.

 


Para defesa, só quatro dos 31 corintianos presos brigaram com policiais
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Para a defesa da maioria dos 31 corintianos presos no Rio desde a briga com policiais militares no Maracanã, no último domingo, apenas quatro dos detidos estavam de fato envolvidos na confusão. Os outros teriam sido encarcerados sem provas concretas de suas participações.

Ao blog, integrante de umas das organizadas alvinegras afirmou saber de torcedores que saíram do estádio no intervalo após o confronto. Segundo ele, é praxe brigões levarem mais de uma roupa para os jogos a fim de dificultar a identificação em caso de briga.

A Polícia Civil de São Paulo já identificou pelos menos um corintiano que aparece em imagens de TV agredindo um policial militar, mas conseguiu sair do estádio.

Os advogados dos presos estão preparando documentos que comprovem residência fixa e emprego para pedir a liberdade provisória deles. Muitos não conseguiram fazer isso ainda, o que ajudou na decisão da Justiça de decretar a prisão preventiva.

Em seguida, durante o processo, a defesa vai trabalhar para provar individualmente a versão dos que alegam que não se envolveram no conflito.


Maracanã parecia presídio depois de rebelião ao final de Fla x Corinthians
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Policiais procuram membros de organizadas do Corinthians que agrediram PM

Policiais procuram membros de organizadas do Corinthians que agrediram PM

O Maracanã viveu uma tarde de tensão neste domingo, desde que flamenguistas e corintianos tentaram romper a divisão que separava as duas torcidas nas arquibancadas em episódio que culminou com a briga entre policiais e alvinegros.

Depois da briga, quando o jogo estava empatado em um gol, nova ação da PM aumentou o nervosismo entre os visitantes. Veio a ordem de um líder da Camisa 12: “tirem as bandeiras do bambu”. Imediatamente, os mastros foram apontados na direçāo dos policiais, como se fossem lanças, mas nāo chegaram a ser usados como armas. Houve correria e logo a situação se acalmou.

Então, começou a caçada dos policiais aos agressores de seus colegas. Todas as organizadas tiveram que sair da arquibancada e levar seus objetos para serem revistados no corredor do estádio.

Com fotos de vários torcedores nas telas dos celulares, os PMs checavam os rostos dos corintianos em rodas formadas no corredor para buscar os acusados, identificados antes em imagens de TV. “Machucaram um dos nossos companheiros mais gente boa. Não vamos bater em ninguém, vamos achar quem fez isso e prender. Já achamos um”, contava um dos policiais.

Ao final da partida, a caçada se intensificou. Mais de 45 minutos depois do fim do jogo, policiais atravessaram o corredor com um torcedor preso. Entraram com ele por uma porta na qual se lia a inscrição: “área restrita”. Então, deu para ouvir o que parecia o som de pancadas. Não foram ouvidos gemidos e nem gritos. Pouco depois, apenas um policial saiu de lá e foi cumprimentado por colegas.

Por volta das 20 horas, um PM gritou: “todas as mulheres podem sair, só as mulheres”. Torcedoras integrantes de organizadas passaram pelo portão e aguardaram os homens na rampa que leva à saída do estádio.

Do lado de dentro, todos os torcedores identificados como membros de organizadas foram amontoados perto de uma parede. Os policiais separaram dois deles, que ficaram sentados no chão. Daí veio a ordem para que o grupo tirasse a camisa e voltasse para a arquibancada.

Quem ficou no corredor teve dificuldade para sair, mesmo sem pertencer as uniformizadas. “Mostrem a chave do carro”, dizia um dos policiais que controlava a saída para torcedores que suspeitava serem membros de caravanas das

 organizadas tentando escapar da operação.

Quem voltou para arquibancada mandava mensagem para amigos pedindo ajuda e para a imprensa ser informada do que estava acontecendo.

Às 21h30, já fora do estádio, o blog recebeu a mensagem de um membro da Gaviões da Fiel que estava em São Paulo, mas tinha amigos e parentes no Maracanã informando que os torcedores estavam no ônibus, iniciando a viagem de volta. Contou, porém que havia gente machucada. Assim, parecia terminar mais um domingo de horrores no futebol brasileiro.