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Opinião: Neymar perde sem o brilho de Messi por perto
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Perrone

No PSG, sem a sombra de Messi, Neymar terá mais chances de realizar o sonho de ser eleito o melhor do Mundo pela Fifa? Não acredito.

Na minha opinião, a transferência não livra o atacante da sombra do argentino, que continuará brilhando no Barça e sendo um adversário dificílimo a ser batido, assim como Cristiano Ronaldo, pra ficar em dois nomes.

Mais que isso. Em vez de fugir da sombra de Lionel, vejo Neymar perder o brilho de seu ex-companheiro. Por mais forte que fique o Paris Saint-Germain, o brasileiro não terá ao seu lado um colega com a mesma qualidade de Messi para transformar seus passes em gols ou para lhe servir. Essa parceira era boa para os dois. Um ajudava o outro a se destacar.

Conquistar grandes títulos, em especial a Liga dos Campeões da Europa, também é importante na construção do melhor jogador do mundo. Acredito que Neymar estaria mais perto desses triunfos no Barça. Claro que tem uma Copa do Mundo no ano que vem que pode ajudar o brasileiro a chegar o topo. Mas ele também teria essa chance se continuasse na Catalunha.

Vale lembrar que desde 2008, quando Cristiano Ronaldo defendia o Manchester United, um jogador que não atua na Espanha não é eleito melhor do mundo. Desde então, ele e Messi se revezam no primeiro lugar.

Não significa que este blogueiro entenda que o ex-camisa 11 do Barcelona errou ao  se mudar para Paris. Ninguém é capaz de fazer esse julgamento. Só ele sabe o quanto estava feliz ou não em sua ex-equipe. E apenas o próprio jogador pode medir o que atende melhor a seus anseios.

O ponto aqui é que se afastar de Messi não parece ser uma vantagem. Assim como sair do Barcelona também não parece. Será que Neymar seria a grife que é se nos últimos anos tivesse jogado pelo PSG? Teria ele tantos fãs no Japão e na China como tem?

O Barça é um dos clubes com mais seguidores no Mundo. Isso ajuda quem esta lá a ter mais visibilidade e a ganhar mais dinheiro com publicidade. O tamanho do clube catalão também serve para inflar os contratos publicitários de seus atletas. Certamente mais do que o PSG pode fazer. Se bem que pelos valores do contrato, Neymar não tem com o que se preocupar em termos financeiros.

O aumento de seus vencimentos será proporcional ao crescimento da responsabilidade. Ter que liderar o PSG rumo a uma guinada em sua história trará muita pressão. Como ele disse que precisava de desafios, encontrou o que queria.


Neymar vai à Fifa contra Barcelona por R$ 96,3 milhões bloqueados
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Com João Henrique Marques, do UOL, em Barcelona

Segundo o estafe de Neymar, o jogador notificou a Fifa para a entidade analisar o bloqueio de bônus de 26 milhões de euros (aproximadamente R$ 96,3 milhões) que deveria ter sido pago ao jogador pelo Barcelona. O pedido é para que a federação internacional determine que o Barça desbloqueie a quantia.

De acordo com a equipe do atleta, a Fifa é o foro eleito no contrato para decidir  sobre divergências como essa.

Nesta quinta, representante do atacante se reuniu com o departamento jurídico do clube e entregou uma contranofiticação questionando o bloqueio. Não houve acordo.

Os catalães depositaram a verba em juízo alegando a iminência de o jogador se transferir para o PSG e o fato de ele não se manifestar sobre o assunto desde que os rumores começaram a surgir. A saída oficial do Barça e a ida ao time francês foi anunciada nesta quinta pela equipe de Paris após o estafe do jogador ir ao Camp Nou e entregar o cheque com o valor da multa rescisória ao clube catalão.

O dinheiro havia sido prometido na última renovação contratual de Neymar em duas parcelas iguais. O bloqueio foi feito na segunda prestação.

No entendimento do clube, a quantia era devida pelo cumprimento do contrato inteiro, de cinco anos. Diante do risco de o jogador se transferir antes desse período decidiu fazer o depósito em juízo. Segundo o clube, o dinheiro ficaria lá até a situação do atleta ser resolvida, o que de fato aconteceu.

Por sua vez, o estafe do atacante entende que o montante faz parte do salário dele e alega que o contrato não condicionava o pagamento ao cumprimento do compromisso até o final.

Há também a queixa de que o Barcelona teria feito o depósito em juízo com um dia de atraso, em 31 de julho.

Outra alegação do estafe de Neymar é a de que o jogador não quis mais atuar pelo Barcelona por causa do dinheiro bloqueado.

 

 

 


Estafe de Neymar agora diz que ele deixa o Barça por ter dinheiro bloqueado
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Até o Barcelona confirmar que Neymar se despediu dos colegas de time, o estafe do jogador mantinha o discurso de que ele não pretendia deixar o time. Agora o rumo da conversa mudou. A afirmação nos bastidores é de que o atleta e seu pai não aceitam o fato de o clube ter bloqueado um bônus de 26 milhões de euros (R$ 96 milhões) a que tinham direito pela renovação contratual. E são categóricos: por conta disso o atacante não joga mais no Barça.

Essa quantia é a metade do que havia sido prometido na prorrogação do contrato. O valor foi divido em duas parcelas e faltava pagar a última.

O estafe de Neymar considera o dinheiro como parte do salário do jogador. Está sendo estudada a possibilidade de alegar falta de cumprimento contratual por parte do Barcelona. Seria uma forma de tentar na Justiça a liberação sem que o jogador pagasse a multa rescisória e ainda tentando impor sanções ao clube. Mas por enquanto o caminho é o de tentar o diálogo.

Os catalães fizeram o bloqueio alegando que o prêmio se referia ao contrato inteiro do jogador. Como ele estava na iminência se transferir para o Paris Saint-Germain, preferiram depositar o dinheiro em juízo até a solução do caso. Com a saída, entendem que não precisam pagar.

Apesar de todas as informações que colocam Neymar em Paris, seu estafe ainda nega acerto com os franceses. Diz que agora é que ele vai procurar um novo clube.

No entanto, é certo que a principal pendência agora é o PSG conseguir bancar a multa de 222 milhões de euros ou arrancar um desconto dos espanhóis. O estafe de Neymar também tenta convencer os franceses a pagar o bônus bloqueado, como mostrou o blog do Marcel Rizzo.

 

 


Atlético de Madri sonda Lucas do PSG
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O Atlético de Madri sondou Lucas, do PSG. Um intermediário procurou o estafe do brasileiro para saber se ele teria interesse em defender o clube espanhol. A resposta foi de que no momento ele está feliz no time francês.

Lucas estava infeliz em Paris enquanto era dirigido por Laurent Blanc, demitido no final de junho. Até então, a melhor opção para ele era se transferir em busca de mais espaço numa nova equipe. Porém, com a chegada de Unai Emery para ser o novo treinador, o cenário mudou.

 O brasileiro agora entende que será mais valorizado. Sua resposta fez com que não fosse aberta negociação, mas o blog apurou que os espanhóis não descartam fazer uma proposta.


Documento de Lucas na Fifa ignora passagem pelo Corinthians, ameaçado de perder remuneração
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Lucas treina para jogo com Ajaccio

O documento produzido pela Fifa para a transferência de Lucas não registra a passagem dele pelo Corinthians. O “passaporte do jogador”, como é chamado o histórico do atleta emitido pela entidade, mostra o São Paulo como único clube dele, a partir dos 14 anos.

Dos 12 aos 14 anos não há equipes mencionadas, apesar de Lucas ter passado pelo Corinthians nesse intervalo. Deixou o Parque São Jorge aos 13 anos.

O problema para os alvinegros é que esse passaporte é o comprovante usado pela Fifa para determinar quais agremiações têm direito a receber 5% do valor das transferências internacionais. Essa fatia deve ser reservada pelos compradores para a distribuição a quem tem direito. É o chamado mecanismo de solidariedade.

No caso de Lucas, o PSG foi obrigado a separar 2,15 milhões de euros. Porém, sem ser reconhecido pela Fifa como clube formador, o Corinthians não conseguirá ao menos uma parte desse dinheiro. Na época da transferência, o clube avaliou sua parte em cerca de R$ 300 mil.

Para elaborar o documento, a Fifa reúne informações passadas pelas confederações dos países em que atuou o jogador. No caso do Brasil, as federações municiam a CBF.

Como já escrevi aqui, Lucas não chegou a disputar uma competição da Federação Paulista ou da CBF com a camisa do Corinthians. Atuou em partidas de futsal e de uma competição da Associação Paulista de Futebol de campo. Jogos por essa entidade não servem para a Fifa.

Luiz Alberto Bussab, diretor de negócios jurídicos do Corinthians, afirmou ao blog que o clube contratou um escritório de advocacia para tentar comprovar a passagem de Lucas pelo Parque São Jorge. Até entrevistas do jogador falando sobre o ex-clube devem ser usadas.

O alvinegro tem 18 meses a partir da data da transferência para tentar reverter a situação. Depois disso, a CBF poderá pleitear a quantia referente ao período em que Lucas tinha entre 12 e 14 anos.


Seguro emperra pagamento da venda de Lucas, e São Paulo usa outros recursos para comprar Ganso
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O São Paulo ainda não recebeu a sua parte na venda de Lucas para o PSG, por isso precisou usar outros recursos para pagar R$ 16,4 milhões ao Santos por Ganso.

Pelo contrato com o time francês, o pagamento é à vista, mas o dinheiro ainda não foi enviado ao Brasil porque falta a contratação de um seguro. Por problemas burocráticos, ele ainda não foi contratado, e os são-paulinos não sabem quando poderão receber os seus 32 milhões de euros.

De acordo com a diretoria, o tal seguro só pode ser feito com uma empresa da Europa e não é o mesmo usado para indenizar o PSG em caso de lesão de Lucas. Os dirigentes afirmam que se trata de uma cobertura para o caso de o jogador não se apresentar ao time francês.

Apesar do transtorno, a diretoria do São Paulo afirma que não precisou fazer empréstimo para pagar ao Santos. Tinha outros recursos.


Corinthians corre risco de perder para CBF parte que reivindica na venda de Lucas
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O Corinthians revirou seus arquivos e ainda não encontrou um registro de que Lucas tenha participado de ao menos uma competição da Federação Paulista pelo time. Precisa disso para ter direito como clube formador a cerca de R$ 270 mil dos R$ 108 milhões pagos pelo PSG ao São Paulo.

E se não obtiver uma comprovação aceita pela Fifa, o alvinegro corre o risco de perder a sua parte para a CBF.  Funciona assim: o pagador reserva 5% do valor da negociação para clubes em que o atleta atuou a partir dos 12 anos no período considerado de formação.

A verba fica separada por 18 meses. Se ao final desse prazo ainda houver dinheiro sobrando, a federação nacional pode pedir a quantia. Até agora, o Corinthians só tem registro de atuações de Lucas em jogos da Associação Paulista de Futebol, que não valem para integrar o passaporte do jogador. É o  documento que as entidades nacionais produzem com o currículo do atleta, usado para o comprador distribuir o dinheiro.

Como já escrevi, a saída mais simples para o Corinthians seria uma declaração de Lucas atestando que o clube participou de sua formação. Os cartolas do São Paulo, porém, são contra ele ajudar o rival.  O impasse favorece a CBF.


Corinthians corre risco de ter que pedir ajuda de Lucas por direito a participação em venda
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Para ter direito a uma parte dos R$ 108 milhões pagos pelo PSG ao São Paulo, o Corinthians pode se ver obrigado a pedir uma declaração por escrito de Lucas. Nela o jogador atestaria que o alvinegro participou de sua formação.

Porém, ele deixou o Parque São Jorge justamente porque seu pai entendia que o clube não investia como deveria para prepará-lo.

A palavra do atleta pode ser necessária porque o Corinthians não encontra documentos que provem que Lucas disputou campeonatos da Federação Paulista com a camisa do clube. Pelas regras da Fifa, o comprador reserva 5% do dinheiro gasto para distribuir entre os clubes formadores relacionados num documento chamado passaporte do atleta.

No Brasil, esse documento é feito pela CBF com dados fornecidos pelas federações. Amigo da família de Lucas disse ao blog que ele nunca disputou partidas da FPF pelo alvinegro.

“Já achamos jogos dele pelo clube em campeonato da Associação Paulista de Futebol. Também achamos documentos dele no nosso futsal. Mas ainda não encontramos registros de que ele tenha disputado campeonatos da Federação Paulista”, disse ao blog Luiz Alberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians.

Se o passaporte for produzido sem o registro da passagem de Lucas pelo Parque São Jorge, o clube pode ainda pedir uma retificação, juntando outros documentos.

Mais forte do que qualquer documento seria a declaração de Lucas. Aí é que mora o perigo. Quem lembra da saída dele do Parque São Jorge diz que o pai do jogador não via o Corinthians como um clube interessado em melhorar a formação de seu filho.

 Na ocasião, entre outros pedidos, a família queria uma ajuda de custo para bancar o transporte de Lucas, que morava perto de Interlagos, na Zona Sul, e treinava em Itaquera, na Zona Leste. Ou uma vaga no alojamento corintiano e numa escola perto dele.

Também queria que o Corinthians bancasse um tratamento para ajudar Lucas a crescer mais. Nesi Curi, que comandava as categorias de base do Corinthians, não atendeu aos pedidos. E ainda disse que Lucas cresceria naturalmente.  Pouco depois ele se transferiu para o São Paulo.


No PSG, Lucas multiplica salário por oito
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O blog apurou que Lucas ganhará cerca de 5 milhões de euros por ano no PSG. Isso dá aproximadamente R$ 1,04 milhão por mês. Assim, ele vai multiplicar por oito seu salário atual, de R$ 130 mil mensais.

O Paris Saint-Germain pagará ao brasileiro aproximadamente a mesma quantia que o Manchester United havia oferecido, o que transforma a escolha por Paris muito mais vantajosa para o São Paulo do que para o jogador, em termos financeiros.

De acordo com um dos envolvidos na negociação, a oferta do United pelos direitos econômicos de Lucas (sem nenhum tipo de bônus) não ultrapassaria os 30 milhões de

Euros. Ou cerca de 13 milhões de euros a menos do que os franceses estão pagando.

Apesar da diferença abissal, o São Paulo tinha concordado em vender Lucas para o United. Um advogado do clube brasileiro estava em Manchester para concluir a operação. O contrato já tinha sido redigido e sofria pequenos ajustes quando o PSG entrou no circuito, na última quinta-feira.


Venda de Lucas para PSG salva Juvenal em momento crítico
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A ação fulminante do PSG para comprar Lucas caiu do céu para Juvenal Juvêncio. O presidente são-paulino estava numa saia justa. Venderia o atleta para o Manchester United num momento de crise.

Certamente o cartola ouviria queixas de parte da torcida por enfraquecer o time em meio a uma briga que promete ser dura pela vaga na Libertadores do ano que vem. JJ precisava da venda para ganhar alívio financeiro. Teria que assumir o risco de diminuir ainda mais sua popularidade.

Mas com o PSG no páreo, ele assegurou mais dinheiro em relação à oferta inglesa e de brinde ganhou a permanência do jogador até o final do ano, já que os franceses não têm espaço para mais um extracomunitário agora.

Graças à reviravolta, Juvenal pode bater no peito para dizer que fez a maior venda do futebol brasileiro sem prejudicar a equipe até o final da temporada. De quebra, conseguiu justificar os altos gastos com o CT de Cotia, ainda que Lucas tenha começado a ser forjado no “Terrão” corintiano.

Motivo de festa para quem andava deprimido com as críticas da torcida e sofrendo como nunca, segundo seus assessores.