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Em reunião estafe da Caixa relata pressão para cobrar Corinthians por arena
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Em reunião com a direção do Corinthians na última segunda (5), representantes da Caixa Econômica contaram sofrerem cobrança interna e externa para serem mais duros na exigência de que o contrato de financiamento da arena do clube seja cumprido rigorosamente, sem atrasos.

Conforme apurou o blog, o discurso foi de que a pressão existe porque o banco não adotou as medidas previstas contratualmente nos momentos em que o acordo foi descumprido. O fundo responsável pelo estádio chegou a ficar aproximadamente um ano e meio sem pagar as prestações enquanto discutia mudanças no financiamento. A Caixa concordou com o não pagamento evitando sanções previstas. A principal delas é executar garantias de pagamento dadas no acordo por Odebrecht e Corinthians. No caso do clube, há o terreno do Parque São Jorge comprometido.

Na última segunda, a “Folha de S. Paulo” e “O Globo” noticiaram que a Caixa ameaçou executar as garantias, o que o clube nega ter ocorrido. A medida drástica seria justificada por esse cenário de pressão relatado na reunião da qual participou Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing corintiano.

Também segundo apuração do blog, parte da pressão externa vem do Banco Central, que supervisiona as atividades das instituições financeiras do país.

O blog tentou falar com os representantes do banco que participaram do encontro, mas assessoria de imprensa da Caixa respondeu que por lei não pode comentar assuntos que envolvam o contrato.

Independentemente do estádio corintiano, a Caixa vive momento delicado por causa de acusações de corrupção contra dirigentes do banco feitas pelo Ministério Público Federal.

Vale lembrar que quando o banco aceitou ser intermediário do financiamento de R$ 400 milhões liberados pelo BNDES para a construção da casa corintiana, o Governo Federal era comandado pelo PT. Sanchez já era filiado ao partido do qual hoje é deputado federal. A saída do Partido dos Trabalhadores do governo, porém, não é apontada pela direção corintiana como fator complicador na relação com a Caixa.

Fechar um novo acordo com o banco é uma das prioridades de Andrés, que voltou a presidência do clube no último sábado.

 

 


Raquel Dodge envia denúncia contra Globo para MPF do Rio
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Raquel Dodge, procuradora-geral da República, encaminhou para o MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) denúncia de três partidos contra a Globo. A acusação é de pagamento de propina na compra de direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030, além de jogos da Libertadores e da Copa Sul-Americana. No Rio, a procuradoria vai decidir se abre investigação sobre o caso. A emissora nega irregularidades e disse que não pode comentar o assunto por não ter sido notificada ou informada oficialmente.

A representação havia sido enviada por PT, PDT e PSOL para a Procuradoria Geral da República como parte de um pacote de medidas contra a rede de TV. O documento se baseia nas acusações feitas por Alejandro Burzaco durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. Ele afirma que Globo, Televisa e sua empresa, a Torneos e Competencias, pagaram juntas 15 milhões de euros em propinas para assegurar os direitos de transmissão dos Mundias de 2026 e 2030, além de edições da Libertadores e da Sul-Americana.

Por meio de sua assessoria de comunicação, o MPF-RJ informou ao blog que “no momento, a representação está no setor jurídico responsável pela distribuição e designação de procurador. Somente um membro (procurador) poderá fazer a avaliação da representação”.

Ao justificarem o pedido de investigação, os partidos lembram que na constituição brasileira não há previsão de crime de corrupção privada, porém afirmam que pela legislação o serviço prestado por emissoras de TV mediante concessão governamental é considerado de interesse público, o que justificaria a ação da procuradoria. Eles sustentam também que a investigação pode descobrir a prática de outros crimes previstos pelas leis nacionais, como sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e delitos contra a livre concorrência.

Em outro trecho do documento, é citada lei que prevê incentivos fiscais para emissoras que comprarem direitos de transmissão de eventos esportivos internacionais. O mecanismo permite que 70% do direito devido em impostos pela remessa de quantia ao exterior para a aquisição desses direitos fique com a emissora, desde que ela invista em produção nacional com a participação de uma produtora independente. Assim, sustentam os partidos, se comprovada a propina, a isenção fiscal teria sido concedida baseada em uma fraude.

Além da PGR, o trio partidário acionou o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), pedindo que a Globo seja investigada por suposto crime de ordem econômica. Ele teria ocorrido por ter sido dificultada a participação de outras emissoras no processo de concorrência.

Outra investigação foi pedida ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Nesse caso, em tese, a apuração poderia culminar com a cassação da concessão dada pelo governo para a Globo.

PT, PDT e PSOL tentam suspender contratos da Globo referentes a duas Copas

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PT, PDT e PSOL tentam suspender contratos da Globo referentes a duas Copas
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PT, PDT e PSOL tentam suspender preventivamente contratos e eventuais negociações da Globo com Fifa e Conmebol por causa das acusações contra a emissora sobre supostos pagamentos de propina. O pedido de suspensão foi feito pelos partidos junto ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A solicitação, como revelou a “Folha de S.Paulo” na última quinta,  faz parte de medidas tomas pelo trio para que a empresa sofra investigações que podem, em tese, levar até à cassação de sua concessão para operar.

O documento pede a adoção de medida preventiva (enquanto durarem as investigações) a fim de que se “suspenda negociações/contratos firmados entre a Rede Globo e as entidades Fifa e Conmebol para que demais concorrentes possam participar do processo de concorrência”. Para justificar o pedido, os representantes dos partidos afirmam que a não suspensão dos contratos para a transmissão das Copas de 2026 e 2030, além de edições da Libertadores e da Copa Sul-Americana, poderá causar efeitos irreversíveis, prejudicando outras empresas interessadas nos direitos dessas competições.

Por e-mail, o departamento de comunicação da Globo disse ao blog que a empresa não foi notificada sobre a representação e enviou cópia da nota que já tinha remetido à “Folha”. “Não podemos comentar sobre o que não fomos notificados ou oficialmente informados. Mas aproveitamos para reafirmar o que já dissemos: o Grupo Globo não pratica e nem tolera qualquer tipo de propina e está sempre à disposição das autoridades”, afirma o comunicado.

Em depoimento em Nova York durante julgamento de José Maria Marin e outros cartolas, Alejandro Burzaco, da Torneos y Competencias, afirmou que sua empresa, a Globo e a Televisa, do México, pagaram juntas US$ 15 milhões em propinas pelo direito de transmitir os Mundias de 2026 e 2030. O dinheiro teria sido recebido inicialmente por Julio Grondona, ex-presidente da Associação de Futebol Argentino e que morreu em 2014.

A representação formulada pelos partidos políticos solicita que todas medidas sejam adotadas para que as denúncias possam ser comprovadas, incluindo a apreensão de computadores, documentos e outros materiais da Globo e de pessoas físicas ligadas à emissora, além da possibilidade de suas concorrentes serem ouvidas. A investigação apuraria se houve infração da ordem econômica, que é caracterizada quando existe prejuízo à livre concorrência. Como punição, está prevista multa de até 20% em relação ao faturamento bruto anual da empresa.

Por fim, é requerida aplicação de penalidade à TV pela suposta irregularidade na aquisição dos direitos de dois Mundiais, da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

Ao blog, a assessoria de imprensa do Cade confirmou que recebeu a representação, mas disse que não poderia revelar detalhes. O órgão vai primeiro decidir se aceita a representação. Em caso positivo, será feita uma investigação preliminar que poderá gerar um processo administrativo para apurar se houve crime de ordem econômica.

Em outra frente, os partidos enviaram representação contra a Globo ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação. O pedido é para que as denúncias sejam investigadas e que sejam aplicadas eventuais sanções baseadas em lei que prevê a cassação de concessões para emissoras que cometerem crimes.

Também foi acionada a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela recebeu dos partidos pedido para que o Ministério Público Federal investigue as acusações contra a Globo.

 


STF quebra sigilo bancário de empresas que atuaram em campanha de Andrés
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O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a quebra de sigilos bancário e fiscal de duas empresas que prestaram serviços na campanha de Andrés Sanchez a deputado federal. As contas de quatro pessoas ligadas a elas também foram atingidas.

A decisão, tomada no último dia 26, faz parte do inquérito em que o ex-presidente do Corinthians é investigado por supostamente ter omitido bens ao registrar sua candidatura e por supostas irregularidades na prestação de contas. Também é apurada eventual sonegação de impostos. No entanto, não houve quebra de sigilo das contas dele. Para a defesa do cartola, isso sinaliza que o deputado deixou de ser o alvo do inquérito, com a investigação se voltando para as empresas. O ministro Luiz Fux é o relator do caso.

As atingidas são a 2k Comunicação e a Dialógica Comunicação e Marketing. Ambas prestaram serviços para outros polí­ticos do PT, incluindo Dilma Rousseff, além de Andrés. As duas empresas foram dissolvidas em 2015.

Do ex-presidente corintiano, a Dialógica recebeu R$ 200 mil pelos trabalhos. Por sua vez a 2K ficou com R$ 2.750 por publicidade em matériais impressos.

Com as quebras, solicitadas para Receita Federal e Banco Central, o STF tentará verificar se os trabalhos foram feitos e se o valor pago foi compatível com preços de mercado.

Porém, para os defensores de Andrés, as autoridades podem estar em busca de provas para outros casos não relacionados ao cartola.

“Andrés prestou todos os esclarecimentos pedidos nesse inquérito. Comprovamos que não houve irregularidade na sua declaração de bens. Por isso, ele deixou de ser o alvo, tanto que não houve pedido de quebra de sigilo em relação a ele. O inquérito remanesce para ver se essas empresas prestaram serviço. Posso assegurar que o serviço foi prestado e o Andrés pagou por ele.  A prestação de contas dele foi aprovada pela Justiça Eleitoral”, declarou ao blog João dos Santos Gomes Filho, advogado que defende o petista no caso.

Ele afirmou que vai apesentar ao STF todas as notas fiscais e recibos referentes aos trabalhos das duas empresas.

Por meio de rede social, o blog tentou sem sucesso contato com Keffin Galvão Cesar Gracher, que estava entre os proprietários das duas empresas e teve seus sigilos bancário e fiscal pessoais quebrados. Ele é ex-assessor do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Edinho Slva (PT), que foi tesoureiro de campanha de Dilma à presidência. Assim, a abertura de dados das duas empresas que trabalharam para Andrés podem levar o STF a ter informações relacionadas às campanhas da ex-presidente e de outros políticos do PT.


Pedido de CPMI da Copa agora tem apoio de um deputado petista
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Muro pichado em BH durante a Copa das Confederações

Nesta quinta, o deputado amazonense Francisco Praciano assinou o pedido de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre os gastos com a Copa de 2014. Coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, ele se tornou o primeiro integrante do PT, partido do governo, a apoiar a iniciativa.

Procurado pelo blog, Praciano deu o seguinte depoimento:

“Não faria sentido assumir o cargo que assumi se não pudesse impor a mim essa independência. Manifestantes protestaram contra gastos com a Copa por causa da contradição. Os gastos são altos, enquanto há precariedade na saúde e na educação. Acho que o legado é pequeno perto do investimento. Amazonas construiu um estádio de R$ 700 milhões, mas não tem um defensor público no interior do Estado”.

O pedido de CPMI feito pelo deputado Izalci (PSDB-DF) agora tem 185 assinaturas, entre integrantes da Câmara e do Senado. São necessárias 198: 171 de deputados e 27 de senadores.


PT inclui até arenas de Estados da oposição em sua propaganda
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Propaganda do PT  divulgada em horário nobre na televisão, com Lula e Dilma Rousseff, é um trailer de como Copa do Mundo será explorada nas eleições de 2014. Entre as transformações pelas quais o Brasil passou desde que o partido assumiu a presidência, são citados na publicidade os 12 estádios do Mundial.

Não há menção individual âs arenas. Nem ao fato de várias delas terem sido construídas em Estados governados por outros partidos. E nenhum lembrete sobre existirem arenas privadas, como as de  Corinthians, Inter e Atlético-PR,

Faz tempo que integrantes do PT defendem a tese de que com financiamento do BNDES e/ou isenção de impostos, os 12 palcos do Mundial têm algo do Governo Federal em seu DNA. E que Dilma precisa reforçar a imagem desse governo como um dos “patrocinadores” da competição.

Apenas duas arenas estaduais são em locais em que o governador é petista: Bahia e Distrito Federal. O Rio Grande do Sul também é controlado pelo partido, mas o estádio é privado.  No entanto, teve financiamento aprovado pelo BNDES.

Como a narração se refere “aos 12 estádios”,  até o Mineirão, do Estado do tucano Aécio Neves, provável principal adversário de Dilma nas eleições de 2014, acabou entrando no pacote publicitário.


Com PT no comando, santista e são-paulinos ganham espaço na Prefeitura e na Câmara Municipal
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Marco Aurélio foi eleito 1º vice da Câmara Municipal

Justamente no momento em que o PT, de Lula e Andrés Sanchez, retoma a prefeitura de São Paulo, políticos ligados aos rivais do Corinthians ganham força na administração e na Câmara Municipal.

Nesta terça, os conselheiros são-paulinos Marco Aurélio Cunha (PSD) e Aurélio Miguel (PR) foram eleitos, respectivamente, 1º e 2º vice-presidentes da Câmara Municipal, presidida agora pelo petista José Américo.

Enquanto foi superintendente de futebol do São Paulo, Cunha simbolizou a rivalidade com o Corinthians cortando o adversário com sua língua afiada. Ao deixar o cargo, ficou na contramão da diretoria comandada por Juvenal Juvêncio. Porém, tem auxiliado o atual presidente constantemente em questões relativas à prefeitura. O vereador é pré-candidato à presidência do clube.

Por sua vez, Aurélio Miguel é um dos mais ferrenhos opositores ao apoio da prefeitura ao estádio corintiano. Seus advogados entraram com uma ação questionando a maneira como Gilberto Kassab concedeu incentivos que ajudarão a bancar a construção do Itaquerão. Na política interna do Morumbi, o ex-judoca faz parte da atual oposição.

O estafe de Haddad ganhou pelo menos um santista roxo. Fundador da Torcida Jovem do Santos, Celso Jatene (PTB) ocupará a secretaria de Esportes e Lazer. Andrés, que fez campanha para Haddad dentro e fora do Itaquerão, era cotado para assumir o posto.

O escolhido, no entanto, é próximo do presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que vira e mexe tromba com o ex-diretor de seleções da CBF. Jatene teve apoio da Torcida Jovem em sua campanha.


Padrinho do Itaquerão, PT aponta falta de transparência do Governo paulista na Copa
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Padrinho político do estádio corintiano na Copa via Lula, o PT acusa o Governo do Estado de falta de transparência nas contas relativas ao Mundial.

A bancada petista votou separadamente as contas de 2011 do Governo do PSDB. O voto em separado foi feito para a apresentação de uma série de críticas.

Entre as supostas irregularidades, os petistas dizem existir falta de transparência em relação aos gastos do Estado com projetos referentes à Copa do Mundo.

O texto elaborado pelos deputados do PT afirma que existem falhas no Portal de Transparência do Governo. Aponta não haver atualização em tempo real da situação dos projetos ligados ao Mundial. Afirma ainda que faltam os valores a serem investidos pelo governo, nomes de empresas contratadas, fase atual das obras e o valor total já pago.

 Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do Governo do Estado afirma que não existe um rubrica apenas para a Copa do Mundo dentro da estrutura governamental. E que também não há uma secretaria específica de Copa do Mundo


Vitória de Haddad dá fôlego a Andrés e ao ex-ministro Orlando Silva
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 Com Fernando Haddad eleito novo prefeito de São Paulo, Andrés Sanchez e o ex-ministro do Esporte Orlando Silva Júnior ganham fôlego para saírem de terrenos movediços.

O diretor de seleções tem o seu futuro cercado de incertezas na CBF desde que o amigo Ricardo Teixeira deixou o cargo e o país.  Há uma constante ameaça de reformulação na seleção que pode atingir o corintiano.

Porém, com o triunfo de Haddad, Andrés reforça para CBF que tem o que falta a José Maria Marin: prestígio junto ao PT. O ex-presidente do Corinthians participou ativamente da campanha de Haddad.

 Colaboradores do petista afirmam que Andrés ajudou na elaboração do programa de governo na área de esporte. E o próprio corintiano costuma lembrar que embarcou na candidatura de Haddad bem no início, quando ele só tinha 3% das intenções de voto.

Se a demonstração de trânsito no PT não ajudar na manutenção de seu emprego na CBF, Andrés ao menos terá em seu campo de visão a possibilidade de trabalhar na gestão de Haddad.

Haddad e Andrés em visita às obras do estádio corintiano

Já o ex-ministro do Esporte tem sua carreira política travada desde que foi ejetado por Dilma Roussef. Não se elegeu vereador em São Paulo. Agora o nome do comunista aparece como opção para a equipe da prefeitura na Copa do Mundo. Ajuda o fato de Nádia Campeão, vice do prefeito eleito, ser do PCdoB, como Orlando.

Para cartolas são-paulinos e palmeirenses, que engrossaram as fileiras da militância de Haddad em cima da hora, fica a esperança de uma relação mais suave nas tratativas relativas a seus estádios.


Confirmação de favoritismo de Haddad alivia São Paulo e Palmeiras
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 As últimas pesquisas sobre a eleição paulistana são tranquilizadoras para dirigentes de São Paulo e Palmeiras. Os dois clubes entraram na reta final da campanha de Fernando Haddad, que, segundo o Datafolha, será o novo prefeito, e temiam uma reviravolta. Havia receio de retaliações por parte do PSDB em caso de vitória de José Serra.

Tricolores e alviverdes ainda dependem da prefeitura para concluir os projetos de reforma em seus estádios. E também para o funcionamento deles como casas de espetáculos. Esse foi um dos motivos para apoiarem o favorito. Mas nos dois clubes há cartolas que consideraram a estratégia arriscada.

No São Paulo, Juvenal Juvêncio estava ciente do risco e por isso hesitou em aceitar o convite para participar de encontro com o candidato petista. Foi convencido pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Para aliados do presidente, pesou na decisão sua mágoa com o ex-governador Serra por não ajudar como poderia na batalha para colocar o Morumbi na Copa do Mundo.

Segundo Datafolha, Haddad chegou à véspera da eleição com 58% das inteções de voto, e Serra com 42%

No Palmeiras, o apoio a Haddad ainda gera polêmica. Parte dos conselheiros argumenta que Arnaldo Tirone deveria ter se mantido neutro, pois Serra é torcedor do alviverde. Talvez por isso, o presidente palmeirense tenha sido tão discreto durante o evento petista. Sua timidez até rendeu críticas de militantes do PT.

Já no Corinthians há o temor de que o esforço de Andrés Sanchez para apoiar Haddad aumente o desejo do Governo Estadual de não colocar dinheiro público nas arquibancadas provisórias do Itaquerão. Por ora, o discurso tucano é de que na falta de um patrocinador será honrado o compromisso de bancar as instalações.

Nesse cenário, os cartolas paulistanos se preocuparam como nunca com a eleição municipal. E a provável vitória do candidato escolhido por eles deve gerar uma enxurrada de pedidos à nova administração.