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Arquivo : Raí

Lugano indica uruguaios ao São Paulo, mas cobranças serão sobre Raí
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O São Paulo está em estágio avançado de negociação com o atacante Gonzalo Carneiro, do Defensor, do Uruguai. Assim como o técnico Diego Aguirre, o jogador uruguaio foi indicado pelo compatriota Lugano. E da mesma forma que aconteceu com o treinador, o atleta pretendido gera desconfianças no Morumbi sobre seu potencial.

Apesar de os dois nomes terem saído da cartola de Lugano, aas cobranças, caso se confirme também a chegada do atacante, recairão sobre o diretor executivo Rai.

O Conselho de Administração do clube, que entre outras funções avalia o desempenho de dirigentes remunerados, entende que não é o caso de opinar sobre cada contratação. Porém, considera que elas entram na análise do trabalho do diretor executivo. Ou seja, se Lugano, superintendente de relações institucionais, ou outro funcionário indica reforços e Raí faz as contratações, os resultados devem ser cobrados do ex-meia, responsável pelo departamento de futebol.

Segundo membros do Conselho de Administração, neste momento, não há insatisfação com Raí. Ele tem sido elogiado por relatar seu trabalho ao órgão com transparência. O entendimento dos cartolas é de que com pouco mais de três meses de trabalho é cedo para exigir mudanças profundas no departamento de futebol. A ordem é esperar para avaliar.


Cinco problemas que se repetem no São Paulo
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Em cerca de dois anos e meio como presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Sila, o Leco vê  problemas se repetirem incomodamente. A falta de solução causa mudanças constantes na comissão técnica e na diretoria, mas a maioria não surte o efeito esperado. Abaixo, veja cinco desses problemas recorrentes.

1 – Erros em campo

Passes errados e falhas individuais, especialmente na defesa, são problemas que perseguem o São Paulo nas últimas temporadas. Rogério Ceni e Dorival Júnior caíram sem encontrar solução. Diego Aguirre já viu em sua estreia que terá dificuldade para se livrar deles.

2 – Substituto de Rogério Ceni no gol

A aposentadoria do ídolo deixou uma preocupante lacuna no gol tricolor. Dênis, Sidão e Renan Ribeiro não conseguiram se firmar na posição. Jean, a bola da vez, sofreu um baque ao sair catando borboleta no cruzamento que gerou o gol da vitória contra o São Caetano. A falha foi pontual e está longe de indicar que ele não é o cara certo pra posição. Mas é preciso ver como o goleiro vai reagir ao golpe.

3 – Inconstância de Cueva

A trajetória do peruano no Morumbi é marcada por altos e baixos. Ele alterna grandes partidas (cada vez menos) com atuações apagadas. Constantemente recebe críticas de cartolas e membros da comissão técnica por suposta falta de comprometimento. Em janeiro, num momento de atrito com a diretoria, o jogador chegou a pedir para não atuar contra o Mirassol. Depois pediu desculpas e voltou o time. Ele já tinha sido multado por atrasar em seis dias sua reapresentação à equipe no início da temporada. O camisa 10 foi substituído por Marcos Gilherme no primeiro confronto das quartas de final e não participará do segundo, nesta terça, no Morumbi, por estar com a seleção peruana.

4 – Trocas na comissão técnica

Os últimos dois treinadores contratados por Leco foram demitidos com menos de nove meses no cargo. Ceni ficou seis meses e Dorival Júnior oito. Diego Aguirre assinou contrato por nove meses e perdeu na estreia para o Azulão comandado por Pintado. O treinador adversário é um dos que simbolizam as trocas na comissão técnica tricolor. Auxiliar que deveria ser fixo, ele foi afastado após a chegada Dorival. Por sua vez, Aguirre, depois do começo ruim, certamente já será pressionado se o São Paulo não conquistar a vaga para as semifinais. De quebra, ele tem a sombra de André Jardine, auxiliar que encanta parte considerável dos conselheiros.

5 – Busca por diretor de futebol que resolva os problemas com rapidez

O rodízio de diretores e executivos no departamento de futebol é uma das características da administração de Leco. Já passaram pelos cargos nomes como Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Oliveira, Luiz Cunha e Vinícius Pinotti. Atual diretor remunerado, Raí ainda não conseguiu solucionar com rapidez antigos problemas. A contratação de Aguirre, mais por vontade sua e de Lugano do que do restante da diretoria, aumenta a pressão sobre o ex-jogador.

 

 

 


Contratação de Aguirre coloca pressão sobre Raí e Lugano
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A contratação de Diego Aguirre pelo São Paulo aconteceu mais por obra dos ex-jogadores lotados no departamento de futebol do clube do que por desejo da diretoria. Assim, apesar de o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ter chancelado a escolha, a cobrança interna pelos resultados do novo treinador é maior sobre os funcionários Raí, Lugano e Ricardo Rocha.

A sugestão de contratar o técnico uruguaio partiu do ex-zagueiro, compatriota dele. Raí e Ricardo Rocha abraçaram a ideia. A maioria dos conselheiros da base aliada de Leco e parte da diretoria defendiam uma chance para o auxiliar André Jardine.

Ao avalizar a ideia dos ex-jogadores, Leco deu maior importância aos profissionais envolvidos na gestão do futebol tricolor. O presidente enfrenta críticas no Conselho de Administração do clube nos casos em que optou por nomear conselheiros para cargos remunerados, colocando em xeque o projeto de profissionalização do São Paulo. No entanto, dessa vez, ele fez um movimento na direção contrária, dando menos ouvidos aos cartolas amadores e bancado o plano dos especialistas.

Dessa forma, a contratação de Aguirre vira uma prova de fogo para os gestores boleiros. Caso o uruguaio decole, terão feito um gol de placa. Se ele fracassar, ficarão na berlinda. Principalmente Raí e Lugano.


Falta de gols aumenta irritação da diretoria do São Paulo
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Em 9 jogos no Campeonato Paulista, o São Paulo fez sete gols, média de 0,7 por partida. No empate com a Ferroviária, o ataque passou em branco e aumentou a irritação da diretoria com a dificuldade do time em balançar as redes.

Os tricolores fizeram até aqui só a metade dos gols anotados pelos rivais Palmeiras e Santos no Estadual. O time do Morumbi está bem atrás também do Corinthians, autor de 13 gols.

Nos últimos jogos, a equipe são-paulina tem criado chances, mas pecado pela falta de pontaria.

A escassez de gols já gerou bronca pública de Dorival nos atletas. Ele afirmou que treinador não faz gol. A diretoria não gostou e repreendeu o treinador internamente. Na avaliação da direção, em última instância o técnico é responsável. Esse é um dos motivos que aumentam a possibilidade de queda do comandante.

A situação ficou especialmente delicada após o empate com o clube de Araraquara porque a diretoria havia dito a Dorival que não via mais espaço para perda de pontos contra equipes com menor orçamento. A conversa, porém, não teve efeito prático.

Como mostrou o UOL Esporte, apesar da insatisfação com o trabalho do técnico, a tendência é que ele seja mantido no cargo após reunião de rotina com a diretoria nesta segunda. O fato de o time já jogar na quarta com o CRB pela Copa do Brasil é um ponto favorável a permanência. O tempo seria curto para o time se reorganizar antes de um jogo importante.

Até aqui, o posicionamento de Raí tem sido fundamental para segurar o treinador. Ele defende a tese de que técnicos precisam de tempo para desenvolver seus trabalhos. Porém, os sinais no Morumbi de que Dorival está muito próximo do fim da linha são cada vez mais fortes.


Campanha contra Dorival pressiona Raí por solução
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A pressão de torcedores e conselheiros do São Paulo pela demissão de Dorival Júnior também deixa Raí pressionado. Não no sentido de ser demitido, mas de resolver a situação com rapidez.

Internamente, a diretoria do clube dá sinais de irritação com o trabalho de Dorival Júnior. Inicialmente, porém, o plano de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é deixar o executivo Raí descascar o abacaxi.

Ao contratar o ex-jogador como dirigente remunerado, o presidente sinalizou que sua interferência no futebol seria menor. Então, coube a Raí a missão de colocar o time nos trilhos. Porém, até agora isso não aconteceu.

A equipe vive problemas semelhantes aos de antes de sua chegada.

O ápice da pressão sobre o treinador é a prova de fogo para o ex-atleta. Ele sairá desgastado do episódio se Leco acabar batendo o pênalti sobre o futuro de Dorival.

 


Relação de Cueva com líder da Independente é alvo de questionamento
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A situação de Cueva no São Paulo coloca em discussão a relação dele com a cúpula da principal torcida organizada do clube, a Independente. Sua suposta proximidade com Priscila, como é conhecido um dos líderes da uniformizada, é apontada por torcedores descontentes como motivo para o peruano se sentir à vontade a ponto de peitar a direção do clube.

Essa crítica foi feita no perfil “Independente – Movimento Tradição”, grupo de oposição da uniformizada, no Facebook. Postagem que comenta o fato de o atacante ser considerado descompromissado com a equipe pelo diretor executivo Raí diz que “Cueva se acha acima do bem e do mal porque um dos donos da torcida fica pagando de bacana com ele na balada ou já se esqueceram do que aconteceu em Florianópolis após o péssimo resultado contra o Avaí? Estão aí as fotos dele com o Priscila, pouco se f… para o SPFC que na ocasião estava na zona de rebaixamento do Brasileirão-2017”.

Acompanham o texto fotos em que Cueva aparece ao lado de Priscila no que seria uma balada na capital catarinense. Os registros teriam sido feitos depois do empate em um gol com o Avaí no ano passado.

O blog não localizou Priscila para comentar o assunto. Já Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente, afirmou em mensagem pelo celular desconhecer o grupo oposicionista responsável pela crítica. “Que oposição? Virtual de fake. Tem CPF? Nem CNPJ”, disse o torcedor.

O Movimento Tradição também critica parte da diretoria pelo caso Cueva e diz que Raí e Ricardo Rocha tentam colocar ordem nada casa.

Cueva não viajou com a equipe para Mirassol, onde o São Paulo bateu o time da casa nesta quarta por 2 a 0, após pedir para não ser relacionado depois de o clube rejeitar uma oferta por ele. Raí disse que o atacante não está comprometido com a agenda do time.

 

 


Opinião: Raí já tem como desafio blindar Dorival
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O início do São Paulo no Campeonato Paulista com uma derrota e um empate coloca na “timeline” de Raí como grande desafio lutar pela sobrevivência de Dorival Júnior no cargo de técnico da equipe.

A precoce queda de Rogério Ceni em 2017, após apenas cerca de seis meses de trabalho, dá uma ideia do tamanho da paciência do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Não há neste momento no Morumbi sinais de fritura de Dorival, mas o próprio treinador acusa a pressão ao falar em mudar seu planejamento após apenas dois jogos.

Uma das motivações da contratação de Raí como diretor executivo de futebol foi colocar no cargo alguém com perfil técnico, não político. Vinícius Pinotti, antecessor do ex-meia, não fez carreira na modalidade esportiva, é sócio do clube e foi um importante aliado do presidente.

Caso Dorival não faça o time engrenar rapidamente, será inevitável a pressão pela troca da comissão técnica. Em tese, o executivo deve brigar pela manutenção do projeto até o fim da temporada. Mudanças no meio do caminho costumam deixar a viagem mais turbulenta.

Assim, o desafio de Raí já começou. Cabe a ele dar as melhores condições possíveis para o técnico, ajudar na solução de problemas, inclusive os táticos, e abafar os eventuais corneteiros de plantão. Evitar declarações desastrosas que jogam mais pressão na comissão técnica, frequentes no passado tricolor, já é um bom começo.


Mesmo com ‘chapéu’ do Palmeiras, Raí é elogiado em atuação por Scarpa
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Raí saiu ileso da operação em que o São Paulo perdeu Gustavo Scarpa para o Palmeiras. Apesar da derrota diante do rival, o diretor executivo de futebol são-paulino tem sido elogiado por cartolas tricolores devido sua atuação no episódio.

O blog ouviu três membros do Conselho de Administração do clube. Todos elogiaram o ex-jogador.

Os aplausos a Raí são motivados principalmente pelo argumento de que ele não aceitou entrar em leilão pelo meia. Assim, não correu o risco de fazer o clube assumir uma dívida incompatível com sua situação financeira.

Nem o fato de o Palmeiras ter conseguido levar o jogador sem dar um centavo ao Fluminense, apostando em decisão da Justiça do Trabalho favorável à rescisão contratual por conta de atrasos, pesa contra o ex-craque. Os mesmos cartolas afirmam que Raí teve uma postura ética ao tentar negociar com o Fluminense, apesar de conversar também com a OTB, empresa que cuida dos interesses de Scarpa.

A diretoria da equipe carioca chegou a apontar o São Paulo como favorito para ficar com o meio-campista. Mas o Palmeiras atropelou o rival e anunciou a contratação sem entrar em acordo com o Flu. No entanto, o discurso são-paulino é de que o “chapéu” não pressiona Raí.


Raí usa polêmica com fair play de R. Caio ao defender novo perfil para SPFC
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Na última segunda (11), Raí fez uma apresentação ao Conselho de Administração (CA) do São Paulo. Ele explicou seus conceitos e planos como dirigente remunerado do futebol tricolor. O ex-jogador falou sobre a importância de a agremiação ter um perfil definido e de escolher atletas que se encaixem nesse modelo. Também mostrou simpatia por atrair empresas para a administração do clube.

De acordo com integrantes do CA, o novo cartola lembrou que em seu tempo de jogador o clube tinha um perfil conhecido por todos. Assim, quem chegava ao Morumbi sabia exatamente como se comportar dentro e fora de campo, mas que hoje não há mais essa identidade definida.

Ao se explicar, ele usou a polêmica causada pela demonstração de fair play de Rodrigo Caio no Campeonato Paulista. Em jogo contra o Corinthians, o zagueiro avisou ao juiz que Jô não havia cometido falta. O árbitro voltou atrás e retirou o cartão amarelo que deixaria o atacante fora do jogo seguinte do mata-mata. A atitude do beque desagradou ao então treinador do time, Rogério Ceni. Parte dos atletas também ficou descontente.

Segundo os conselheiros presentes, Raí afirmou que se o São Paulo tivesse um perfil bem definido, Rodrigo Caio saberia como agir no lance e não geraria polêmica no clube. Ou seja, o atleta já adotaria uma conduta padrão determinada pelo São Paulo. Pelos mesmos relatos, o dirigente não comentou se aprovou ou reprovou a atitude do zagueiro.

O ex-meia ainda discursou sobre entender ser necessário fazer com que todos os jogadores voltem a ter orgulho de jogar pelo São Paulo. Para isso, o plano é dar publicidade aos pontos positivos do clube.

Ele também falou sobre estratégias para aproximar grandes empresas da administração são-paulina. Nesse ponto citou casos europeus. Na Alemanha, por exemplo, o Bayern tem entre seus acionistas Audi, Adidas e Allianz.

O blog tentou ouvir Raí por meio da assessoria de imprensa do clube, mas não obteve sucesso.

 


Opinião: cinco ameaças ao trabalho de Raí como diretor do São Paulo
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Ao aceitar o cargo de diretor-executivo do São Paulo, Raí topou andar sobre um campo minado. O blog listou cinco armadilhas que podem explodir a passagem do ídolo pelo Morumbi como cartola. Confira abaixo.

1 – Pressão política

Uma das missões de Raí é sobreviver à máquina de moer diretores de futebol na qual se transformou o São Paulo. Entre dirigentes remunerados e conselheiros, desde que Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumiu a presidência do clube,  sete cartolas entraram e saíram do futebol são-paulino. Boa parte deles sofreu com a pressão de conselheiros e colegas de direção que queriam suas saídas. Nessa lista estão Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Vieira de Oliveira, sobrinho do ex-jogador, e Vinícius Pinotti.

2 – Falta de autonomia

Em sua primeira entrevista como novo homem forte do futebol são-paulino, Raí disse ter recebido carta branca para atuar. Porém, alguns de seus antecessores tiveram dificuldade para agir como queriam. Em junho de 2016, Luiz Antônio da Cunha, pediu demissão do cargo de diretor de futebol depois de uma ordem sua para Gustavo Vieira, então diretor executivo de futebol, ser ignorada. Cunha determinou que o funcionário do clube interrompesse a negociação para contratar Cueva. Não queria que o São Paulo gastasse dinheiro antes de definir a permanência de Maicon. Acabou pedindo demissão. A saída de Vinícius Pinotti, a quem Raí substitui, também envolve um suposto caso de falta de autonomia. A versão do lado do ex-dirigente é de que ele não gostou de saber de uma reunião do presidente tricolor com representantes do Cruzeiro para supostamente negociar a venda de Lucas Pratto. Leco nega o episódio. Já a versão de aliados do presidente é de que Pinotti se reuniu com Jair Ventura, técnico do Botafogo, pensando em contratá-lo para o lugar de Dorival Júnior. Isso sem o conhecimento do presidente. Pinotti nega a afirmação.

3 – Rodízio de treinadores

Também em sua fala inicial como dirigente tricolor, Raí disse que uma de suas prioridades é criar uma identidade de jogo que independa de treinadores. A tarefa é árdua num clube que não tem dado muito tempo para seus técnicos implementarem um estilo na equipe. Desde outubro de 2015, Leco demitiu  Doriva, Ricardo Gomes e Rogério Ceni. A paciência da diretoria com o ex-goleiro, por exemplo, durou apenas seis meses. Com Leco como presidente,  Edgardo Bauza também segurou a prancheta tricolor. Eles saiu para assumir a seleção da Argentina. A era do atual mandatário ainda teve os interinos Milton Cruz, Pintado e André Jardine.

4 – Força das organizadas

Raí volta ao Morumbi num momento em que as torcidas uniformizadas estão em alta com o presidente do clube. Nos últimos meses elas ganharam espaço e têm sido atendidas em pelo menos parte de seus pedidos. Foi assim no auge da ameaça de rebaixamento no Brasileiro, em setembro, quando os torcedores se reuniram com jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes no CT são-paulino. Esse tipo de encontro não combina com o perfil técnico do novo executivo, apesar de ele ser um dos principais ídolos da torcida.

5 – Resistência ao profissionalismo

Em 2002, Raí teve passagem de apenas cerca de três meses como coordenador de futebol do São Paulo. Pediu demissão alegando dificuldades para trabalhar por conta do amadorismo no futebol brasileiro. Nesta sexta, em sua entrevista coletiva, o ex-jogador declarou que o momento atual é diferente porque o clube busca o profissionalismo, de acordo com seu novo estatuto. Porém, na prática, essa profissionalização não foi integral. Parte da diretoria executiva nomeada por Leco deu espaço para conselheiros, justamente o que a mudança estatutária pretendia coibir. Pinotti, antecessor de Raí, era questionado até por aliados de Leco por não ser um profissional do futebol. O ex-dirigente é empresário, sócio do clube, foi diretor de marketing, emprestou dinheiro para a agremiação e ocupou papel importante durante a campanha de Leco.

 


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