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Arquivo : Ralf

O que está em jogo para o Corinthians diante do Bragantino
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1 – Tranquilidade de Fábio Carille

Com as conquistas do Paulista e do Brasileiro no ano passado, o treinador ganhou fôlego no clube. Não se fala em demissão no caso de eliminação diante do Bragantino, nesta quinta, pelas quartas de final do Estadual. Porém, a queda precoce faria ele começar a ser pressionado. A decisão dele de fazer mudanças radicais no time aumenta sua responsabilidade no resultado da partida. Está em jogo sua tese de que vale tirar Gabriel, um dos mais regulares da equipe, para colocar Ralf, ainda uma incógnita em seu retorno ao clube, para ganhar altura. Será colocada à prova a aposta de que centímetros a mais podem estancar os gols sofridos em jogadas pelo alto. Isso mesmo sendo a maioria deles causada por falhas de marcação.

2 – Dinheiro

A eliminação representaria o adeus à chance de obter a arrecadação de até dois clássicos decisivos em Itaquera. Pelo menos uma, na semifinal, estaria garantida com a classificação diante do Bragantino. A receita é importante para o alvinegro em termos de pagar parcelas do financiamento de R$ 400 milhões para a construção de seu estádio.

3 – Caldeirão

Está em jogo também a fama da arena corintiana sustentada pelo slogan “caiu em Itaquera já era”. A pressão da torcida em seu estádio é uma das armas alvinegras para alcançar a vitória por dois gols de diferença e a classificação sem precisar dos pênaltis. O fracasso na missão abalaria a reputação da Arena Corinthians.

4 – Recuperação de Cássio

O camisa 12 entra pressionado a ter uma atuação fundamental para a classificação. Ele falhou pelo menos em um dos gols do Bragantino na derrota por 3 a 2 e faz uma temporada irregular até aqui. O goleiro precisa reverter a situação para não deixar escapar a chance de disputar a Copa da Rússia. Além disso, ele tem a sombra de Walter na reserva.


Opinião: Andrés usa bola de segurança ao contratar Ralf
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Na primeira contratação na nova era de Andrés Sanchez na presidência, o Corinthians optou por uma bola de segurança ao trazer Ralf.

Não que seja certeza que o volante terá o mesmo sucesso de sua passagem anterior, quando foi um dos mais importantes jogadores nas conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012. Pelo contrário, será natural uma queda física provocada pelo passar dos anos, o que pode comprometer o desempenho do “cão bravo”.

A segurança, nesse caso, vem, na opinião deste blogueiro, da confiança em que ao contratar Ralf a diretoria estaria agradando a torcida. Se a sintonia com os torcedores é importante para todo presidente do clube, imagine para quem sofreu tentativa de agressão por parte de alguns torcedores em sua posse?

Era importante para Andrés trazer um reforço simpático à torcida. Claro que não é só isso. Ainda se não for o mesmo de outrora, a tendência é que Ralf seja útil ao time. É difícil imaginar que ele não vá ser pelo menos um bom reserva.

A julgar pelo histórico de Sanchez, responsável por colocar Ronaldo e Roberto Carlos no Parque São Jorge, é possível imaginar ainda uma contratação mais impactante para o ataque. O bom relacionamento dele com os empresários Giuliano Bertolucci e Kia Joorabchian pode ajudar nessa missão.


Ao menos metade dos titulares do Corinthians foi sondada por outros times
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Valorizado por sua campanha no Brasileirão e convocações para a seleção brasileira, o elenco do Corinthians chega ao final do campeonato cercado por sondagens e especulações sobre transferências. Até o dirigente remunerado Edu Gaspar tem seu nome envolvido numa possível saída.

A diretoria reage com naturalidade ao assédio. Diz que quer manter seus principais atletas, mas não vai segurar quem quiser sair e tiver propostas boas também para o clube.

No entanto, cartolas e até empresários dos jogadores consideram difícil que todos os pretendidos cheguem a ter propostas oficiais.

Pelo menos Gil, Felipe, Renato Augusto, Jadson, Ralf e Malcom foram sondados.

Um dos destaques da vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Peru nesta terça, Gil é um dos mais assediados. Recebeu sondagens pelo menos de times da Itália e da Espanha. São clubes que querem saber quanto ele pediria para jogar no exterior e quanto precisariam pagar ao Corinthians, dono de 90% dos direitos econômicos do beque.

A tendência é que a atuação pela seleção aumente o interesse pelo zagueiro. Porém, segundo seu empresário, Carlos Leite, até agora nenhuma proposta oficial chegou.

Companheiro de zaga de Gil, Felipe não foi chamado por Dunga, mas tem sondagens. Pessoas próximas ao jogador afirmam que um clube médio da Itália fará uma tentadora oferta oficial em breve.

Em processo de renovação de contrato, Renato Augusto, que também se destacou contra o Peru, é outro que tem seu nome constantemente citado no Corinthians como um jogador difícil de segurar. As principais sondagens chegam da Alemanha, onde ele atuou pelo Bayer Leverkusen. O meia disse que no meio deste ano recusou negociações com Werder Bremen e Hamburgo.

Jadson é mais um que recebeu várias sondagens. A mais forte delas foi do Galatasaray, da Turquia. A diretoria corintiana quer renovar com o meia, que tem contrato até agosto de 2016, mas só deve iniciar as tratativas depois que resolver as situações de Renato e Ralf.

Em meio a tantas sondagens, o fato curioso fica por conta de Edu Gaspar. De acordo com gente com trânsito na direção alvinegra, o cartola profissional pode ir trabalhar no Valencia, da Espanha. Como jogador, ele atuou entre 2005 e 2009 pelo time espanhol. Em mensagem ao blog nesta terça, ele disse que estava fora do país e que só poderia conversar após seu retorno, na quinta.


Corinthians alega que tenta vender Ralf para pagar dívida há mais de 2 anos
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Na última terça, a empresa dos agentes de Ralf pediu na Justiça um prazo de 30 dias para tentar uma solução amigável e encerrar a ação em que cobra uma dívida do Corinthians.

Mas, até chegar a esse ponto, a troca de chumbo foi pesada. Documentos do processo mostram, além do alegado calote, acusações de pressão e de tentativa de ludibriar a justiça. Também revelam que desde a conquista do Mundial de 2012 o Corinthians tenta vender Ralf para pagar a dívida. O jogador, um dos ídolos da torcida, só segue no time porque não apareceu comprador, de acordo com o que diz o departamento jurídico alvinegro no processo.

A GP Sports Management Consultoria Esportiva, cobra do clube, em valores já atualizados, R$ 2.797.813,42. A quantia se refere à parte que não teria sido paga da venda para o alvinegro de 32,50% dos direitos econômicos do atleta. Alison Garcia Costa e André Vieira Costa são os sócios da empresa, que negociou sua parte por 1.925.000 euros em 13 parcelas, mas alega não ter recebido seis prestações de 140 mil euros.

No mês passado, o clube se defendeu na Justiça deixando claro que se dependesse de seu desejo já teria vendido Ralf e quitado o débito.

“Circunstâncias completamente alheias à vontade do Corinthians, principalmente por causa da inequívoca modificação das condições negociais do mercado de futebol, impediram e estão impedido o clube requerido de negociar o jogador Ralf e efetuar o pagamento aqui cobrado pela autora”.

O Corinthians também alega que foi forçado a comprar a fatia que a empresa detinha dos direitos de Ralf sob pena de “o mesmo ser negociado pela autora”, desfalcando o time na disputa do Mundial. O argumento ignora o fato de que quem tem o poder de assinar transferências sempre é a associação esportiva. “A requerente (empresa) na inicial apresenta a proposta de negociação do jogador Ralf com o time italiano da Fiorentina, mas não diz que exerceu enorme pressão junto aos dirigentes do Corinthians para a liberação do atleta e concretização da sua transferência internacional”, declara a defesa.

No mesmo documento, o clube alega que foi uma infelicidade não vender Ralf depois do triunfo no Mundial. “Concretizada a aquisição dos direitos econômicos do jogador e após a conquista alcançada, o Corinthians infelizmente não recebeu proposta para negociar e transferir o jogador, o que era de se esperar e viria a acontecer, com a natural valorização decorrente do título de campeão mundial, fato este que não ocorreu, influindo decisivamente no negócio realizado com a autora”.

A tese corintiana é de que o combinado era negociar Ralf passada a competição no Japão e que, como houve uma retração no mercado, não apareceram propostas para o volante. Assim, não foi possível arrecadar o dinheiro para quitar o débito com a empresa. Apesar de não existir cláusula contratual que condicione o pagamento à venda de Ralf, o Corinthians alega que “no mundo do futebol” os negócios são feitos na base da confiança. E que o Corinthians demonstrou boa-fé ao pagar cerca de 1 milhão de euros referentes à dívida com a empresa. Assim, o clube pede que a Justiça julgue a ação de cobrança improcedente.

A  GP Sports respondeu no último dia 18 que o Corinthians usou argumentos inconsistentes para tentar ludibriar a Justiça. E sustentou que não há documento que vincule o pagamento da dívida à venda de Ralf para outro clube.

Na sequência, as duas partes foram questionadas se teriam interesse numa audiência de conciliação. O Corinthians respondeu que sim. A empresa pediu um prazo de 30 dias para a tentativa de uma “composição amigável”, e aguarda a resposta.

O entendimento entre as duas partes pode influenciar na permanência de Ralf no clube no ano que vem. Seu contrato termina em dezembro. É mais difícil para qualquer jogador renovar contrato com o clube que briga com seus representantes.

Veja abaixo trechos de documentos que estão no processo.

 

Pelo que diz a defesa, o Corinthians ainda tenta vender Ralf para pagar dívida

Pelo que diz a defesa, o Corinthians ainda tenta vender Ralf para pagar dívida

A defesa corintiana explica que não pagou dívida porque não vendeu Ralf

A defesa corintiana diz que infelizmente o clube não vendeu Ralf

 

 

O Corinthians sustenta que negócios no futebol são na base da confiança

O Corinthians sustenta que negócios no futebol são na base da confiança

Reprodução

O Corinthians pede que o juiz julgue a cobrança improcedente

Reprodução

Os agentes de Ralf contestam argumentos do Corinthians

Uma nova tentativa de acordo deve acontecer

Uma nova tentativa de acordo deve acontecer

 


Copa das Confederações e desdém de olheiros europeus por Mundial de Clubes ajudam Corinthians a segurar Ralf e Paulinho
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Ralf e Paulinho estão entre os brasileiros mais cotados pelos clubes europeus para a próxima janela de transferências. Porém, a diretoria corintiana dá como certo que conseguirá manter a dupla pelo menos até a Copa das Confederações no Brasil, na metade do ano que vem.

Os cartolas trabalham com a informação de que os dois atletas acreditam que terão mais chances de disputar a competição se permanecerem no Brasil. Mudar agora significaria ter de encarar um período de adaptação na Europa, que poderia impedir futuras convocações.

Por esse raciocínio, vale mais ficar e buscar valorização disputando a Copa das Confederações. O torneio também é visto por jogadores como a melhor oportunidade de assegurar um lugar na “família Scolari” para o Mundial de 2014.

A chance de a dupla se destacar no Mundial de Clubes, a partir do dia 12, e aumentar o interesse de clubes estrangeiros, também não assusta. É que ao contrário de outras competições, o torneio no Japão não costuma atrair olheiros dos grandes clubes da Europa. A tese é de que não há nada de novo a ser descoberto por lá. Paulinho e Ralf, por exemplo, já são mais do que conhecidos por possíveis compradores.


Ausências de Fred e Ronaldinho revelam mágoa de Mano com veteranos
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Ao deixar Fred e Ronaldinho Gaúcho fora dos jogos contra a Argentina, Mano Menezes reforça os indícios de que está magoado com alguns veteranos.

 Gente ligada ao treinador bate na tecla de que Fred e Ronaldinho, entre outros medalhões, não mostraram comprometimento com o time nacional ao serem chamados por Mano. Por esse relato, eles decepcionaram o treinador que esperava ver jogadores calejados liderando os mais jovens.

 A ajuda dos craques rodados era considerada fundamental para o técnico conduzir a transição de gerações na seleção.

A ausência da dupla numa convocação só para atletas de times brasileiros não é o único sinal de que Mano se transformou num cara mais rancoroso do que em seus tempos do Corinthians. No clube, perdoou Ronaldo mais de uma vez pela tal falta de comprometimento (expressão menos agressiva usada por treinadores para reclamar de atletas que não se cuidam fora de campo, perdem a forma física e atrapalham o time).

O treinador mostra que agora é mais de guardar mágoas ao dar indiretas a Romário, seu maior desafeto, e até ao dizer que a seleção jogou contra a China com uma raiva gostosa da torcida paulista. Reação natural para quem tem apanhado tanto.

A sorte do técnico é que Ralf não é tão rancoroso, e vai atender à convocação mesmo depois de Mano dizer que o corintiano não é o volante moderno exigido pela seleção. Mais incompreensível do que essa contradição, é a convocação de Fábio Santos. O lateral-esquerdo tem jogado bem menos do que na Libertadores e foi brindado com a vaga no time nacional num momento em que já é questionado até por parte da torcida de seu time.


Iminente saída de Castán incentiva jogadores do Corinthians a se transferirem
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Gente com trânsito no elenco corintiano avalia que a iminente saída de  Leandro Castán para a Roma vai incentivar outros jogadores do elenco a deixarem o clube se receberem propostas.

  A tese, defendida longe dos microfones pelo empresário de um dos atletas alvinegros, é de que o clube dá sinais de que não manterá um time tão forte quanto o atual após a Libertadores. Isso porque o sistema defensivo, ponto alto do time, começa a ser desmantelado.

Quem ficar correrá o risco de sofrer com a queda de rendimento da equipe e se desvalorizar. Assim, o agente ouvido pelo blog aconselhará seu cliente a sair, caso receba proposta concreta.

E o incentivo a novas saídas pode aumentar se Paulinho também deixar o Parque São Jorge.  Seria o segundo pilar da equipe de Tite a bater assas. Ralf, o outro componente do tripé que sustenta o esquema tático de Tite, teria de escolher entre ficar numa equipe enfraquecida ou se transferir.

O cenário seria diferente se  a diretoria já tivesse assegurado a permanência de Castán, por exemplo, sinalizando uma equipe forte  para disputar o Mundial ou reagir no Brasileirão.


Chicão alimenta críticas sobre individualismo e site blinda Tite
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Ao se recusar a ficar no banco de reservas contra o São Paulo, Chicão aumentou as críticas que já recebia de parte do elenco corintiano  por ser considerado individualista, como já escrevi.

Publicamente, só Ralf se manifestou, afirmando que o zagueiro desrespeitou a diretoria e “o companheiro que entrou em seu lugar”. Porém, mais gente no time ficou insatisfeita. A atitude foi vista por alguns como uma prova de individualismo, já que o capitão privou o grupo de ter um zagueiro experiente no banco por não se sentir bem psicologicamente. Teria prevalecido o interesse pessoal.

Por outro lado, Tite parece ter saído do episódio sem grande prejuízo. Principalmente porque teve a ajuda do site oficial do Corinthians. Ao revelar que a decisão foi exclusivamente do atleta, a página tirou pressão do treinador.

O blog não conseguiu falar com Chicão sobre o assunto.


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