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Novo acordo com Crefisa preocupa órgão do Palmeiras, mas não a diretoria
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O novo acordo entre Palmeiras e Crefisa, que obriga o clube a ressarcir a patrocinadora por todo investimento feito por ela em contratações, preocupa pelo menos parte dos membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do clube, enquanto a diretoria demonstra segurança.

O maior temor dos “cofistas” é de que a agremiação tenha um considerável prejuízo caso não consiga vender com lucro alguns dos atletas trazidos pela parceira. Há também incômodo com o fato de o novo formato tornar impossível calcular quanto o alviverde terá de repassar aos donos da empresa e da FAM (Faculdade das Américas), José Roberto Lamacchia e Leila Pereira. Na opinião deles, a nova situação bagunça a previsão orçamentária do clube.

Pelo acordo antigo, alterado por exigência da Receita Federal, o Palmeiras só precisava devolver a mesma quantia investida pela parceira em cada jogador se conseguisse vender o atleta. Se vendesse por mais, o lucro seria da agremiação. Caso a negociação ocorresse por menos, o prejuízo seria só da empresa. Agora o Palmeiras fica com eventuais lucros, mas é obrigado a ressarcir os empresários pelo valor injetado. Assim, se um atleta ficar sem contrato e sair de graça, o alviverde tem até dois anos para pagar a patrocinadora.

Como mostrou o UOL Esporte, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte afirmou que a sociedade esportiva  terá que devolver R$ 120 milhões para a parceira.

Inseguros, alguns membros do COF querem examinar todos os contratos referentes a contratações bancadas pelo casal de milionários para avaliar os riscos. Na contramão dessa insegurança, a diretoria se apoia em uma série de motivos para sustentar que o novo formato não é ruim.

Um dos principais argumentos é de que a diretoria espera quitar a dívida com o ex-presidente Paulo Nobre até o fim deste ano. Isso daria um alívio de aproximadamente R$ 50 milhões anuais para o acerto com a Crefisa.

A recente rotina de aumentos de receita do clube também faz a direção adotar um discurso confiante. De acordo com o balancete de dezembro, o Palmeiras fechou 2017 com arrecadação recorde de aproximadamente R$ 531,1 milhões.

Outro ponto de apoio da diretoria é a avaliação de ser praticamente impossível que todos os atletas contratados pela Crefisa deixem o clube de graça, o que geraria o prejuízo de R$ 120 milhões. O calculo é de que alguns jogadores vão sair com lucro, outros por menos do que foi investido e ainda que talvez alguém vá embora de graça. Nessa conta, uma negociação compensa a outra e acaba sobrando dinheiro para ressarcir o casal de empresários.

Os cartolas também apostam na valorização da maior parte dos atletas contratados. Dudu é o principal exemplo dado. Ele chegou com preço total de 6 milhões de euros e já teve oferta recusada de aproximadamente 14 milhões de euros.

Somando todas essas análises, a direção palmeirense conclui que o acordo antigo com a Crefisa era excelente e que o novo é ainda muito bom. Ou seja, na opinião dos cartolas não há motivo de desespero.


‘Caso Carlos Leite’ no Corinthians vai para a Receita Federal
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A comissão eleitoral do Corinthians decidiu enviar para a Receita Federal um dossiê sobre as operações financeiras entre o empresário Carlos Leite e o clube durante o período eleitoral alvinegro.

Como revelou o blog, o agente, amigo do candidato situacionista a presidência Andrés Sanchez, enviou R$ 200 mil para a conta do clube e recebeu um “troco” de cerca de R$ 51,6 mil. A devolução foi acompanhada de um recibo, publicado pelo blog nesta sexta (2), com a justificativa de que o dinheiro sobrou da quitação de taxas de manutenção de sócios com os R$ 200 mil enviados pelo empresário.

O órgão responsável por cuidar da eleição corintiana, que acontece neste sábado, trata o pagamento de taxas para associados inadimplentes regularizarem suas situações na expectativa de poder votar como compra de voto. Porém, a comissão não tem poder para julgar e eventualmente punir Leite, pois ele não é associado. Mas entende que as operações devem ser analisadas para a Receita Federal para que ela verifique se houve irregularidades, como sonegação de impostos ou algum tipo de fraude.

A ideia do grupo é enviar o material na próxima segunda-feira. No pacote, deve estar cópia do recibo da devolução. A intenção também é enviar documentos sobre outros R$ 300 mil usados para o pagamento de taxas de sócios inadimplentes. Nesse caso, a comissão não sabe afirmar quem repassou o dinheiro.

Como mostrou o blog, Leite sustenta que fez um empréstimo de R$ 200 mil para o Corinthians sem relação com os sócios inadimplentes. A transação não foi confirmada por Emerson Piovezan, diretor financeiro na ocasião e candidato à vice-presidente na chapa de Paulo Garcia. O empresário não respondeu porque assinou um recibo que cita o uso de seu dinheiro para o acerto dos sócios.

Leite representa, entre outros jogadores, Cássio, Fágner e Camacho. Depois do envio dos R$ 200 mil, o clube ainda contratou outro atleta agenciado por ele, o promissor Mateus Vital.

O imbróglio começou depois que a diretoria deu desconto de 50% para associados em atraso regularizarem suas situações e terem direito a voto. A comissão não autorizou que eles participem do pleito citando o estatuto do clube que proíbe anistias a partir de 12 meses antes da votação.


Estafe de Neymar planeja cobrar direitos trabalhistas do Santos
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O estafe de Neymar pretende entrar com uma ação contra o Santos para cobrar valores referentes a direitos trabalhistas, como décimo terceiro salário e férias de parte do período em que ele atuava pelo clube. A medida é baseada em recente decisão do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, ligado ao Ministério da Fazenda) que considerou quantias pagas sob a classificação de direitos de imagem como complemento do salário. O atacante, então, terá que pagar tributos relativos a esses valores. Assim, advogados dos astro do PSG entendem que o Santos deve pagar a ele direitos trabalhistas proporcionais a essa quantia.

O blog não teve acesso a valores.

A legislação dá prazo de dois anos para os trabalhadores entrarem com ações por conta de queixas trabalhistas. Porém, no entendimento do estafe de Neymar, é possí­vel fazer a reclamação agora porque houve um fato novo: a classificação dos direitos de imagem como complemento de salário. O caso está sendo estudado por advogados do jogador.

“É uma situação inusitada, mas entendo que o Neymar tem o direito de cobrar esse reflexo. Se ele tivesse mudado de opinião e resolvido agora considerar esse pagamento parte do salário, teria perdido o prazo. Mas, como a decisão foi de um órgão administrativo, acho que o prazo para prescrição deve começar a ser contado neste momento”, afirmou o advogado Joao Chiminazzo. Ele não está entre os advogados do atacante, mas, foi procurado pelo blog para opinar por ser especialista em relações trabalhista entre clubes e jogadores.

Procurado para falar sobre o assunto, Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, não atendeu aos telefonemas.

A decisão que considera pagamentos de direito de imagem como parte do salário do jogador integra processo administrativo referente à multa cobrada pela Receita Federal por entender que Neymar havia sonegado impostos entre 2011 e 2013. Em 2015, o jogador chegou a ser autuado em R$188 milhões por causa da suposta irregularidade. O atleta recorreu e, segundo informação da “Folha de S.Paulo”, credidata à defesa dele, conseguiu reduzir a multa em 95%. O entendimento foi o de que não houve sonegação em operação que envolveu empresas da família de Neymar.

Porém, os impostos pagos pelo atleta seriam maiores se a fatia paga pelo Santos diretamente ao atacante como direito de imagem tivesse sido declarada como parte dos salários.


Neymar e pai desistem de tentar anular cobrança de R$ 459,6 mil da Receita
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Neymar e seu pai desistiram de tentar anular cobrança de R$ 459.671,25 feita pela Receita Federal. A desistência foi homologada pela 4ª Vara da Justiça Federal em Santos na última quarta-feira (24).

Neymar e seu pai (Crédito: Javier Sorano/AFP)

Neymar e seu pai (Crédito: Javier Sorano/AFP)

 

Essa quantia havia sido depositada em uma conta extrajudicial pela dupla em 2012. Agora, foi determinado que a Caixa Econômica Federal providencie a transformação da verba em pagamento definitivo.

Em abril de 2014, Neymar da Silva Santos e seu filho entraram com uma ação na Justiça federal para tentar anular a cobrança. Em janeiro de 2016, como mostrou o UOL Esporte, perderam em primeira instância sendo condenados a pagar os cerca de R$ 460 mil à Receita Federal por conta de dívidas de imposto de renda contraídas, no entender do órgão federal, entre 2007 e 2008, quando o atacante ainda estava em formação no Santos, mas já recebia direitos de imagem.

 Os dois recorreram da decisão, mas agora desistiram de prosseguir com o recurso.

Receita Federal e Justiça entendem que os serviços prestados por Neymar ao alvinegro deveriam ter cobranças de impostos maiores em relação ao que foi pago por eles pelos recebimentos em direito de imagem. Neymar pai é um dos donos da empresa que cuida dos direitos de imagem do atleta.

O blog entrou em contato com a assessoria de imprensa da NN Consultoria, empresa da família de Neymar, que ficou de retornar assim que obtivesse informações junto ao advogado responsável pelo caso. A resposta não veio até a publicação deste post.

 Abaixo, veja reprodução da homologação da desistência publicada no site da Justiça Federal.

Reprodução

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