Blog do Perrone

Arquivo : Rogério Ceni

Mesmo descontente com crítica de Ceni, diretoria não vai rebater técnico
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A diretoria do São Paulo discordou da crítica de Rogério Ceni ao vaivém de atletas no time e não gostou da atitude do treinador.

Porém, a decisão é não rebater o técnico publicamente para evitar polêmica e uma crise escancarada. Ao mesmo tempo, os cartolas vão continuar assegurando a permanência dele no cargo.

Mas, internamente, fica claro o distanciamento entre direção e técnico. Nesse cenário, é possível afirmar que ele não está mais tão firme no posto como antes.

Após a derrota por 1 a 0 contra o Atlético-PR, em Curitiba, ele afirmou que times vencedores se mantêm. “O clube pensa em estar com o pagamento em dia, em cuidar das finanças, mas também agora em trazer jogadores. Só que agora precisamos fazer com que eles se adaptem e que o esquema se adapte ao que eles oferecerem. Talvez seja necessário mudar o sistema de jogo”, afirmou o técnico.

Para a direção, no entanto, não há erro. Com sua estratégia, o clube busca priorizar as finanças, mas sem enfraquecer a equipe. Por isso traçou como meta usar parte do dinheiro das vendas para pagar dívidas e outra (menos do que 50%) em reforços. A estratégia resultou no vaivém criticado por Ceni.


Conselheiros suspeitam que atleta vazou informações para fritar Ceni
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O vazamento sobre episódios envolvendo Rogério e jogadores despertou a desconfiança de conselheiros graduados do São Paulo e com trânsito na diretoria e de pelo menos um membro do Conselho de Administração do clube de que há alguém no elenco interessado em fritar o treinador.

A suspeita é de que um ou mais jogadores descontentes fizeram com que a informação chegasse à imprensa para queimar Ceni. Porém, ninguém arrisca quem seriam os delatores.

Foram dois casos que saíram do vestiário. Um bronca do treinador em Rodrigo Caio após o zagueiro, ao ser sincero, evitar que o corintiano Jô tomasse cartão amarelo, e o chute dado por Ceni num quadro usado para explicações táticas no vestiário e que atingiu Cícero no intervalo do mesmo jogo com o Corinthians.

A suspeita de que o vazamento foi feito por um ou mais atletas também deixou nos mesmos cartolas a dúvida sobre se Ceni teria perdido o controle do vestiário. Até então, apesar dos maus resultados recentes, sua situação era considerada sólida.

A partir dessas notícias, foi ligado o sinal de alerta. A expectativa desse grupo passou a ser em relação ao comportamento dos jogadores nos próximos jogos para saber se havia algum risco de Rogério ficar sem clima para seguir no cargo. A cúpula tricolor, no entanto, em nenhum momento deixou de blindar o técnico.

Mas, antes de a equipe voltar a campo, líderes do elenco, como Rodrigo Caio, Lugano e Pratto, além de Cícero, defenderam Ceni publicamente numa tentativa de mostrar apoio do grupo ao treinador.

Os discursos acalmaram os bastidores do Morumbi, mas a desconfiança de que algo cheira mal no vestiário são-paulino ainda não foi dissipada.


Conselho de Administração do São Paulo tenta blindar Rogério Ceni
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Reunião do Conselho de Administração do São Paulo na noite desta segunda (15) mostrou que apesar dos maus resultados recentes Rogério Ceni não balança no cargo. Pelo menos se os cartolas se mantiverem fiéis ao que conversaram entre eles no encontro. A decisão foi de que todos vão apoiar o treinador.

O futebol não estava entre os temas centrais da sessão, que durou cerca de 2 horas e 15 minutos, mas foi discutido, e o grupo demonstrou grande preocupação com a fase atual do time. Porém, além do apoio a Rogério, ficou decidido também demonstrar confiança no diretor executivo de futebol, Vinicius Pinotti.

Entre os membros do Conselho de Administração estão o ex-jogador Raí, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva e o candidato de oposição derrotado na última eleição, José Eduardo Mesquita Pimenta.

O órgão também elaborou um cronograma para ouvir o planejamento de cada diretor executivo. Os conselheiros assinaram um termo de confidencialidade por meio do qual se comprometeram a não falar publicamente sobre os temas debatidos.

Enquanto o Conselho de Administração tenta dar sustentação a Rogério, a segunda maior torcida organizada do clube faz críticas ao treinador. A Dragões da Real questionou em sua página na internet se o técnico é “incaível” e deu a ele o título de bola murcha do time na derrota tricolor por 1 a 0 diante do Cruzeiro no último domingo pela primeira rodada do Brasileirão.


Opinião: técnico Ceni trata mal a realidade como nos tempos de goleiro
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Do goleiro Rogério Ceni em abril de 1999 ao responder sobre sua atuação, após falhar nos dois gols do Barcelona  em vitória por 2 a 0 sobre a seleção brasileira:

“Acho que fiz uma boa partida, mas por dois lances isolados ninguém percebeu isso. As bolas poderiam ter escapado das minhas mãos e algum dos zagueiros ter tirado de cabeça. Mas infelizmente saíram dois gols. Foi uma boa atuação e se não tivessem saído dois gols teria sido uma das melhores atuações de um goleiro nos últimos tempos pela seleção”.

 Do técnico Rogério Ceni, em maio de 2017, ao responder se a eliminação do São Paulo na Copa Sul-Americana, diante do modesto Defensa y Justicia, após empate em um gol no Morumbi foi um vexame:

“Não acho que foi vexame… Conseguimos sair na frente. Numa desatenção, com a linha totalmente posicionada, a bola sem querer sobra para o jogador que vem de trás e ele acerta um belo chute… Não foi um dos piores jogos (do time sob seu comando)”.

Do goleiro Rogério Ceni em 2001, ao ser questionado por este bolgueiro, então repórter da “Folha de S.Paulo”, sobre se ele entendia que tinha falhado em gols do Flamengo numa das partidas finais da Copa dos Campeões, vencida pelo adversário:

“Acho sua pergunta ridícula”.

Do técnico Rogério Ceni, em 2017, também depois da eliminação contra o Defensa Y Justicia após um repórter falar que os treinos fechados dificultam a percepção da imprensa:

“De vez em quando, nem quando é aberto vocês (jornalistas) têm a percepção”.

Os exemplos acima mostram, na opinião deste blogueiro, como o técnico Rogério demonstra a mesma dificuldade de lidar publicamente com a realidade que tinha nos tempos de goleiro.

A entrevista depois do jogo com os argentinos, que gerou críticas ao treinador no Morumbi, está recheada de demonstrações de como Ceni em momentos difíceis fala de uma realidade que a maioria das pessoas não vê. Como quando disse que o São Paulo bateu na trave na semifinal do Paulista contra o Corinthians. Perder o primeiro jogo por 2 a 0 em casa e empatar o segundo (1 a 1) é bater na trave? Se o São Paulo tivesse sido eliminado nos pênaltis, então, teria sido “gol”?

Se o treinador não se preocupa com o que a opinião pública pensa de sua realidade particular, deveria avaliar o que os atletas acham dela. Discurso tão distante do mundo real pode pegar mal junto ao elenco e fazer as palavras do comandante perderem força nos ouvidos dos comandados.


Ceni é mais criticado por entrevista do que por desempenho do time
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O dia seguinte à eliminação do São Paulo na Copa Sul-Americana diante do Defensa Y Justicia, na última quinta (11), foi marcado mais por críticas internas a Rogério Ceni por sua entrevista depois do jogo do que pela atuação da equipe. A maior parte das queixas vem de conselheiros. Ao blog, sem gravar entrevista, um dirigente do clube também se queixou das palavras o treinador e classificou as respostas como infelizes.

A reclamação central é de que o ex-goleiro não teria assumido que a equipe jogou mal. Outra queixa é de que usou números para tentar disfarçar o fraco desempenho. Na opinião dos críticos, Ceni tem crédito para seguir no comando do time, mas precisa se expressar de maneira mais realista.

Durante a entrevista, o treinador afirmou, por exemplo, que o aproveitamento da equipe sob seu comando é de 59%, o que não pode ser considerado ruim se comparado ao Brasileiro. Só que o torneio nacional é disputado por equipes em sua maioria teoricamente mais fortes do que as do Estadual. Disse também que não foi a pior partida da São Paulo no ano.

Pelo menos até agora, as críticas ao discurso do treinador não são acompanhadas de pedidos por sua demissão.

A cúpula tricolor blinda o técnico e não dá sinais de fritura. O entendimento é de que o importante nesse momento é apoiar Ceni demonstrando confiança no seu trabalho.

A Independente, principal organizada são-paulina, escreveu em sua conta no Twitter mensagem de apoio ao técnico: “fechado com o Mito”. E direcionou sua revolta para os atletas: “os jogadores do São Paulo estão contra a reforma trabalhista. Ninguém quer trabalhar”.

“Certamente, o Rogério deve ter mais tempo do que qualquer outro técnico teria. Estou confiante de que vamos melhorar”, disse ao blog José Eduardo Mesquita Pimenta, candidato de oposição derrotado na última eleição para a presidência e atualmente membro do Conselho de Administração do São Paulo.

 


Diretoria do São Paulo “absolve” Ceni por defesa frágil e time irregular
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Pelo menos no discurso, a diretoria do São Paulo “absolve” Rogério Ceni pelo fato de a equipe exibir a defesa mais vazada do Campeonato Paulista, com 18 gols e por realizar campanha irregular na temporada.

Os argumentos são que o treinador sofre com contusões de jogadores e já acertou o ataque do time, líder de seu grupo no Estadual. O ajuste na defesa virá com o tempo, na opinião de dirigentes. Apesar de alguns tropeços, como o empate em por um gol em casa com o Ituano, os cartolas seguem elogiando o técnico, principalmente pelo que consideram modernos métodos de treinamento.

No quesito lesões, Ceni não pode contar na última partida com Sidão, Maicon, Wesley e Rodrigo Caio, que também estava suspenso.

Na contramão dos elogios feitos pela direção, alguns conselheiros situacionistas criticavam levemente o treinador no Morumbi logo após o jogo com o Ituano. Além do fraco futebol apresentado pelo time, apontavam que ele errou ao improvisar Jucilei na zaga no segundo tempo, tirando Douglas.


Para contratar, São Paulo precisa se desfazer de jogadores
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Para contratar jogadores, o São Paulo tem que enxugar seu elenco. Em meio a dificuldades financeiras, o clube precisa reduzir despesas para poder investir em reforços.

Tanto para ter dinheiro a fim de comprar direitos econômicos ou simplesmente pagar os salários de novos jogadores, a direção precisará gerar recursos vendendo atletas ou apenas se livrando de salários atuais que correspondam ao valor a ser investido. Trocas que não aumentem a folha de pagamento também fazem parte dessa engenharia.

“O que tenho combinado com o Leco (Carlos Augusto de Barros e Silva, presidente são-paulino) é que só vamos contratar se tivermos receita para bancar a contratação. Se tem um jogador que não é aproveitado e custa R$ 1 milhão por ano, por exemplo, negociamos esse atleta e aí temos R$ 1 milhão para pagar outro. É assim que deve funcionar. Não podemos aumentar o elenco e a folha salarial”, disse Adilson Alves Martins, diretor financeiro do São Paulo.

Os planos do dirigente se encaixam com os de Rogério Ceni. O novo treinador afirmou que pretende trabalhar com um elenco menor do que o atual.


As críticas e elogios à contratação de Ceni dentro do São Paulo
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A contratação de Rogério Ceni dividiu opiniões no São Paulo. Abaixo, veja as principais críticas e elogios feitos à diretoria por ter transformado o ex-goleiro em treinador.

Críticas

1 – Contradição

Conselheiros que defendiam a efetivação de André Jardine, treinador da equipe Sub-20, reclamam que ele teve tratamento diferente do dado a Ceni.

A principal queixa foi feita por Sebastião Antunes Duarte, conselheiro situacionista conhecido como Tião Gouveia, sobrenome emprestado do restaurante do qual foi dono. Ele enviou mensagem cobrando Marco Aurélio Cunha. “Você disse que André Jardine nunca tinha treinado um time grande, portanto não tinha experiência para treinar o São Paulo. Mais de 80% dos conselheiros queriam André Jardine até o fim do ano. André é técnico há mais de 15 anos, entre Inter e SPFC tem quase 40 títulos, está na final do Campeonato Brasileiro e talvez (seja) bi da Libertadores da categoria. Já Rogério nunca treinou um time profissional nem de várzea. Como pode ser técnico do nosso São Paulo? Sou totalmente contra”, escreveu o situacionista para Cunha.

O executivo de Futebol disse que respondeu ao conselheiro apenas que passará pessoalmente a Rogério a opinião dada por ele. Ao blog, Marco explicou sua posição em relação ao técnico do sub-20. “Disse que treinadores da base dificilmente se sustentam por falta de respaldo. Jardine tem muita qualidade e será, se quiser, treinador de ponta. Clubes grandes fritam treinadores sem respaldo. Rogério tem de sobra”, declarou Cunha.

2 – Promessa não cumprida

Contratar Ceni depois de o presidente são-paulino assegurar a permanência de Ricardo Gomes também gerou reclamações. O argumento é de que faltou palavra a Leco e que ele ficou com a imagem desgastada. Já para a diretoria, é natural que análises mudem.

3 –  Salário

Mesmo sem saber precisamente quanto Rogério vai ganhar, os críticos da contratação afirmam que certamente ele não receberá o que Jardine ou outro iniciante embolsaria. E lembram que a diretoria prega uma política de corte de despesas. As direção não revela quanto pagará, mas sustenta que o combinado está dento da realidade do clube.

4 – Contratações

Conselheiros, incluindo situacionistas, afirmam que Ceni condicionou sua aceitação ao cargo a várias contratações e que isso vai interromper o processo de aproveitamento de jogadores da base, além de fazer o clube gastar mais do que deveria. Na visão da direção, com o elenco atual, é impossível não trazer reforços.

5 – Tempo de contrato

Os críticos afirmam que, como Rogério é uma incógnita segurando a prancheta, o mais seguro seria assinar contrato por um ano, não por dois, como a direção assinou. Ao final de 2017, sua continuidade seria avaliada.

6 – Multa

O fato de Leco ter aceitado a exigência de colocar cláusula de multa rescisória no contrato também gera críticas contra ele. A afirmação é de que o clube deveria ter uma situação mais confortável para demitir o técnico no meio do caminho, se achar necessário. Para a diretoria, a oposição é contraditória pois reclamava que os contratos de Bauza e Osorio eram sem multa, o que facilitou a saída dos dois treinadores.

7 – Eleição

A oposição diz que a escolha por Ceni foi eleitoreira. Leco vai concorrer de novo à presidência em abril e estaria usando o prestígio de Rogério junto a sócios e conselheiros para ganhar pontos. Para a direção, não há como paralisar o clube até a eleição.

Elogios

1 – Espírito vencedor

Membros da diretoria que apoiam a contratação de Ceni afirmam que nos últimos anos o clube sofreu com jogadores que não sentiam o peso das derrotas. Lembram que Ceni odeia perder e apostam que ele cobrará fortemente os atletas nas derrotas. Assim, Leco teria dado um grande passo para resgatar o espírito vencedor do time ao trazer o ex-goleiro.

2 – Ajuda em contratações

Uma das qualidades de Ceni ressaltadas por quem elogia a escolha é o fato de que desde o tempo de jogador ele se interessava em ajudar o time a buscar reforços conversando com atletas que avaliava serem bons. Aloisio Chulapa, por exemplo, diz que foi contratado por causa do aval de Rogério. A expectativa agora é de que ele não fique parado esperando a diretoria e busque diretamente bons jogadores.

3 – Limpeza

Como conhece bem o elenco são-paulino, Ceni é visto como um treinador que terá mais facilidade do que a maioria para identificar quem não serve para a equipe e fazer as dispensas necessárias antes mesmo de a temporada começar.

4 – Trabalho

Nos tempos de goleiro, Ceni era reconhecido como um dos jogadores que mais trabalhavam no clube. Assim, Leco tem sido elogiado por contratar um treinador que, em tese, será trabalhador, constantemente estudará adversários, analisará o desempenho de seu time e comandará treinos intensos. Até o fato de Rogério ter ido correr à noite no Morumbi após praticamente definir seu acerto, na última quarta, é visto como demonstração de sua obsessão por treinamentos.

5 – Modernidade

Quem conhece o projeto apresentado por Rogério ao São Paulo afirma que ele é moderno, em sintonia com as aspirações do clube, que está modernizando seu estatuto.

6 – Tática

Para rebater as críticas sobre a falta de experiência do Ceni como treinador, os apoiadores de sua contratação afirmam que ele sempre demonstrou ser um profundo conhecedor de futebol em termos táticos. Ou seja, o novo técnico tem, segundo essa tese, recursos de sobra para usar na prática.

7 – Respaldo

Leco também é elogiado pelos que aplaudiram sua escolha por trazer o único nome que poderia ter total apoio da torcida. Existe confiança de que os torcedores terão mais paciência com Rogério do que teriam se fosse qualquer outro o escolhido.


Tite é mais um ‘adoçado’ por Del Nero que ‘vira-casaca’? Veja quem falta
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A contratação de Tite pela CBF aumenta a lista de críticos de Marco Polo Del Nero que o dirigente conseguiu levar para seu lado. O novo treinador havia assinado em dezembro manifesto que pedia a renúncia do presidente da Confederação Brasileira.

O mesmo documento tinha a assinatura de Rogério Ceni, convidado para ser, durante a Copa América Centenário, auxiliar pontual da seleção brasileira, que teve como chefe de delegação um dos maiores críticos da confederação até então, Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo.

Os três não foram os únicos que criticavam Del Nero e ganharam um “doce” do dirigente. Tem sido rotineiro o cartola se aproximar de desafetos. Em dezembro do ano passado, por exemplo, Gustavo Feijó, um dos vices da CBF, se rebelou contra Del Nero. Um mês depois foi chamado pelo presidente para ajudar na seleção brasileira. Hoje, ele veste a camisa de Del Nero.

Mas a lista de críticos de Marco Polo ainda é grande. Veja abaixo os principais deles. Será que Del Nero consegue fazer um convite sedutor para cada um?

Galvão Bueno – Mais de uma vez criticou o presidente da CBF por não viajar com a seleção brasileira temendo problemas com a Justiça americana. Na última segunda, após a eliminação do Brasil na Copa América Centenário, fez seus ataques mais duros ao cartola.

Andrés Sanchez – O ex-presidente corintiano é o principal adversário político de Del Nero.

Romário – Ex-jogador e senador, trabalha diariamente contra Del Nero no comando da CPI que investiga supostas irregularidades na CBF.

Roberto de Andrade – É o mais recente desafeto de Marco Polo. O presidente corintiano falou cobras e lagartos em entrevista coletiva nesta quarta para manifestar sua revolta por, segundo ele, não ter sido informado pela CBF do interesse em Tite e outros funcionários do clube.

Loretta Lynch – Procuradora americana que atua no caso que investiga supostos atos de corrupção no futebol de mundial. Fazê-la mudar de lado valeria o troféu de campeão do mundo da persuasão a Del Nero.

 


Quatro pontos positivos para o São Paulo com a aposentadoria de Rogério
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 A olho nu, o São Paulo só tem a lamentar a aposentadoria de um dos maiores (para muitos o maior) ídolo de sua história. Mas, há também aspectos positivos com a despedida do Rogério Ceni. Veja quatro abaixo.

1 – Novos líderes

A liderança de Rogério naturalmente impedia o surgimento de novos líderes no elenco. Mesmo jogadores com muito tempo de casa ou grandes reforços acabavam ofuscados pelo goleiro. Um dos exemplos é o do ex-meia Ricardinho, que era líder no Corinthians e não passou perto de ter o mesmo status no Morumbi.

2 – Faltas

Perder a precisão de Rogério nas cobranças de falta é um estrago. Mas, em compensação, agora outros cobradores terão mais liberdade para mostrarem o que sabem e se aprimorarem. Ganso, se ficar, é um deles. O time terá mais opções.

3 – Política

Com a aposentadoria do ídolo, o São Paulo ganha um personagem de peso que pode cobrar os cartolas e apontar caminhos. Dificilmente a torcida não estará ao seu lado.

4 – Conhecimento

Seja como técnico ou dirigente, o que Rogério decidir fazer relativo ao futebol depois de se retirar dos gramados tem grande chance de dar certo pelo conhecimento que ele demonstrou durante a carreira. Ceni pode ser muito útil ao clube numa nova função.