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Arquivo : Rogério Ceni

Opinião: demissão de Ceni soa como confissão de erro por parte da diretoria
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A diretoria do São Paulo precisava reagir diante da má fase do time. Porém, demitir Rogério Ceni na metade de sua primeira temporada na carreira de treinador soa como confissão de erro dos cartolas ao contratá-lo e sinal de que a diretoria não tinha convicção no projeto que montou.

Ao optar por um técnico novato, qualquer clube está sujeito a uma demora maior para obter bons resultados. Principalmente se ele começa um trabalho praticamente do zero, caso de Ceni e não do corintiano Fábio Carille, que aproveitou boa parte da estrutura montada na era Tite.

A diretoria tricolor não era obrigada a contratar Ceni para treinar sua equipe principal. Poderia ter dado a ele um cargo nas categorias de base e um projeto para chegar ao mais alto posto com uma certa bagagem. Assim, se o ex-goleiro não deu certo, claro que quem o escolheu tem enorme culpa nos maus resultados.

Se houvesse convicção no plano montado para Ceni, a direção tricolor não roeria a corda agora. Trabalharia para corrigir os erros de mãos dadas com o treinador, confiante de que a melhora aconteceria.

Mas, como o alicerce de seu planejamento não era sólido, resolveu partir para outra com medo de ver o time criar raiz na zona de rebaixamento do Brasileiro.

Este blogueiro não criticou a contratação de Ceni. Esperava que ele fizesse trabalho bem melhor do que o feito até aqui. Óbvio que o ex-goleiro foi prejudicado pelas recentes mudanças no elenco são-paulino, prejuí­zo que deve ser creditado à diretoria.

No final, fica a impressão de que os cartolas não sabiam muito bem o que faziam quando entregaram a prancheta para Ceni. Parece que foi na base do “vamos arriscar. Se der errado, mudamos tudo.”


Para ‘segunda’ torcida organizada do São Paulo, Ceni é fiasco como técnico
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Em sua página na internet, a Dragões da Real, segunda maior torcida organizada do São Paulo, fez duras críticas ao técnico Rogério Ceni, que continua com apoio integral da Independente, principal uniformizada tricolor.

Ao analisar a derrota para o Flamengo por 2 a 0, no último domingo, no Rio, a torcida lembrou que o ex-goleiro é o maior ídolo da história do clube e merece eterno respeito antes de disparar contra ele. “Mas tá na hora de falar o que todo mundo está com medo de dizer: como técnico, Rogério Ceni é um fiasco”.

Em seguida, o texto, que não é assinado, lista as falhas detectadas no trabalho do ex-atleta. Entre elas, estão a falta de esquema tático e a ligação direta da zaga para o ataque sem passar pelos meias do time. “Para piorar, tem jogadores que ganham a bênção do técnico e se tornam intocáveis, apesar de seguidas atuações patéticas e absoluta falta de comprometimento, como Cueva, Cícero, Júnior Tavares, Wesley…”.

Para completar, ao afirmar que com contratações sem sentido e falta de planejamento, entre outros problemas, a equipe só poderia estar na zona de rebaixamento, a torcida classifica o técnico como ruim.

Apesar de a Independente ser a organizada mais ouvida no Morumbi, o posicionamento da Dragões é importante por mostrar que Ceni não é mais unanimidade entre os torcedores uniformizados.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do clube, tem um histórico de tomar medidas em sintonia com a torcida. Foi assim nas contratações do próprio Ceni, como treinador, e de Lugano. Também na compra dos direitos de Maicon foi assim.

Nesse cenário, a opinião dos torcedores está entre os fatores que devem pesar no futro de Ceni.

Atualização

Após a publicação deste post, Ceni foi demitido.


Para conselheiros do São Paulo, Ceni é o menos culpado por má fase
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Rogério Ceni não é o principal culpado pelos maus resultados do São Paulo. Uma série de fatores atrapalha o trabalho do treinador, por isso demiti-lo agora seria uma injustiça. Esse é o pensamento da maioria dos conselheiros do São Paulo. Essa forma de pensar evita a pressão interna na diretoria para demitir o técnico.

A maior parte dos membros do conselho entende que existem falhas estruturais que precisam ser resolvidas para melhorar as condições de atuação do ex-goleiro. A troca do preparador físico José Mário Campeiz é uma delas. Desde maio há pressão por sua demissão.

Os conselheiros também abraçam a tese defendida por Vinícius Pinotti em reunião com eles na última segunda de que existem jogadores descompromissados com o time e que quem não se enquadrar deverá deixar o Morumbi.

Outro argumento é de que as recentes vendas e contratações de jogadores também dificultaram a missão de Ceni. A aposta é de que quando os reforços se entrosarem com o restante do time o rendimento irá melhorar.

Com o apoio da maioria do conselho, Rogério garante o tripé fundamental para sua manutenção no cargo. Ele tem também o apoio público da diretoria e da principal organizada são-paulina, a Independente.

 

 


Após agradar torcida, Leco vê organizada contra ele e a favor de Ceni
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Ao acertar a contratação de Rogério Ceni como técnico, a diretoria do São Paulo fez uma opção arriscada, pois apostou num novato. A única certeza era de que a medida teria apoio da maior parte da torcida, algo ainda mais importante em período eleitoral.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, foi eleito, negando que a escolha por Ceni tenha tido cunho eleitoral.

Hoje, o presidente sente na pele o efeito de sua opção. A Independente, principal organizada são-paulina, apoia o treinador e detona o presidente. No twitter, ela usa os slogans “fechado com o mito” e “fora Leco”.

A situação é incomum. No lugar de pedir a queda do treinador do time, que se aproxima da zona de rebaixamento, a torcida pede a renúncia do presidente.

Leco ficou numa posição difícil. Se trocar de treinador agora será massacrado pela uniformizada, o que certamente terá reflexos na política interna.

Assim, o dirigente que adotou outras  medidas simpáticas à torcida, como as contratações de Lugano e Maicon, vê sua estratégia se voltar contra ele.


Mesmo descontente com crítica de Ceni, diretoria não vai rebater técnico
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A diretoria do São Paulo discordou da crítica de Rogério Ceni ao vaivém de atletas no time e não gostou da atitude do treinador.

Porém, a decisão é não rebater o técnico publicamente para evitar polêmica e uma crise escancarada. Ao mesmo tempo, os cartolas vão continuar assegurando a permanência dele no cargo.

Mas, internamente, fica claro o distanciamento entre direção e técnico. Nesse cenário, é possível afirmar que ele não está mais tão firme no posto como antes.

Após a derrota por 1 a 0 contra o Atlético-PR, em Curitiba, ele afirmou que times vencedores se mantêm. “O clube pensa em estar com o pagamento em dia, em cuidar das finanças, mas também agora em trazer jogadores. Só que agora precisamos fazer com que eles se adaptem e que o esquema se adapte ao que eles oferecerem. Talvez seja necessário mudar o sistema de jogo”, afirmou o técnico.

Para a direção, no entanto, não há erro. Com sua estratégia, o clube busca priorizar as finanças, mas sem enfraquecer a equipe. Por isso traçou como meta usar parte do dinheiro das vendas para pagar dívidas e outra (menos do que 50%) em reforços. A estratégia resultou no vaivém criticado por Ceni.


Conselheiros suspeitam que atleta vazou informações para fritar Ceni
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O vazamento sobre episódios envolvendo Rogério e jogadores despertou a desconfiança de conselheiros graduados do São Paulo e com trânsito na diretoria e de pelo menos um membro do Conselho de Administração do clube de que há alguém no elenco interessado em fritar o treinador.

A suspeita é de que um ou mais jogadores descontentes fizeram com que a informação chegasse à imprensa para queimar Ceni. Porém, ninguém arrisca quem seriam os delatores.

Foram dois casos que saíram do vestiário. Um bronca do treinador em Rodrigo Caio após o zagueiro, ao ser sincero, evitar que o corintiano Jô tomasse cartão amarelo, e o chute dado por Ceni num quadro usado para explicações táticas no vestiário e que atingiu Cícero no intervalo do mesmo jogo com o Corinthians.

A suspeita de que o vazamento foi feito por um ou mais atletas também deixou nos mesmos cartolas a dúvida sobre se Ceni teria perdido o controle do vestiário. Até então, apesar dos maus resultados recentes, sua situação era considerada sólida.

A partir dessas notícias, foi ligado o sinal de alerta. A expectativa desse grupo passou a ser em relação ao comportamento dos jogadores nos próximos jogos para saber se havia algum risco de Rogério ficar sem clima para seguir no cargo. A cúpula tricolor, no entanto, em nenhum momento deixou de blindar o técnico.

Mas, antes de a equipe voltar a campo, líderes do elenco, como Rodrigo Caio, Lugano e Pratto, além de Cícero, defenderam Ceni publicamente numa tentativa de mostrar apoio do grupo ao treinador.

Os discursos acalmaram os bastidores do Morumbi, mas a desconfiança de que algo cheira mal no vestiário são-paulino ainda não foi dissipada.


Conselho de Administração do São Paulo tenta blindar Rogério Ceni
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Reunião do Conselho de Administração do São Paulo na noite desta segunda (15) mostrou que apesar dos maus resultados recentes Rogério Ceni não balança no cargo. Pelo menos se os cartolas se mantiverem fiéis ao que conversaram entre eles no encontro. A decisão foi de que todos vão apoiar o treinador.

O futebol não estava entre os temas centrais da sessão, que durou cerca de 2 horas e 15 minutos, mas foi discutido, e o grupo demonstrou grande preocupação com a fase atual do time. Porém, além do apoio a Rogério, ficou decidido também demonstrar confiança no diretor executivo de futebol, Vinicius Pinotti.

Entre os membros do Conselho de Administração estão o ex-jogador Raí, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva e o candidato de oposição derrotado na última eleição, José Eduardo Mesquita Pimenta.

O órgão também elaborou um cronograma para ouvir o planejamento de cada diretor executivo. Os conselheiros assinaram um termo de confidencialidade por meio do qual se comprometeram a não falar publicamente sobre os temas debatidos.

Enquanto o Conselho de Administração tenta dar sustentação a Rogério, a segunda maior torcida organizada do clube faz críticas ao treinador. A Dragões da Real questionou em sua página na internet se o técnico é “incaível” e deu a ele o título de bola murcha do time na derrota tricolor por 1 a 0 diante do Cruzeiro no último domingo pela primeira rodada do Brasileirão.


Opinião: técnico Ceni trata mal a realidade como nos tempos de goleiro
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Do goleiro Rogério Ceni em abril de 1999 ao responder sobre sua atuação, após falhar nos dois gols do Barcelona  em vitória por 2 a 0 sobre a seleção brasileira:

“Acho que fiz uma boa partida, mas por dois lances isolados ninguém percebeu isso. As bolas poderiam ter escapado das minhas mãos e algum dos zagueiros ter tirado de cabeça. Mas infelizmente saíram dois gols. Foi uma boa atuação e se não tivessem saído dois gols teria sido uma das melhores atuações de um goleiro nos últimos tempos pela seleção”.

 Do técnico Rogério Ceni, em maio de 2017, ao responder se a eliminação do São Paulo na Copa Sul-Americana, diante do modesto Defensa y Justicia, após empate em um gol no Morumbi foi um vexame:

“Não acho que foi vexame… Conseguimos sair na frente. Numa desatenção, com a linha totalmente posicionada, a bola sem querer sobra para o jogador que vem de trás e ele acerta um belo chute… Não foi um dos piores jogos (do time sob seu comando)”.

Do goleiro Rogério Ceni em 2001, ao ser questionado por este bolgueiro, então repórter da “Folha de S.Paulo”, sobre se ele entendia que tinha falhado em gols do Flamengo numa das partidas finais da Copa dos Campeões, vencida pelo adversário:

“Acho sua pergunta ridícula”.

Do técnico Rogério Ceni, em 2017, também depois da eliminação contra o Defensa Y Justicia após um repórter falar que os treinos fechados dificultam a percepção da imprensa:

“De vez em quando, nem quando é aberto vocês (jornalistas) têm a percepção”.

Os exemplos acima mostram, na opinião deste blogueiro, como o técnico Rogério demonstra a mesma dificuldade de lidar publicamente com a realidade que tinha nos tempos de goleiro.

A entrevista depois do jogo com os argentinos, que gerou críticas ao treinador no Morumbi, está recheada de demonstrações de como Ceni em momentos difíceis fala de uma realidade que a maioria das pessoas não vê. Como quando disse que o São Paulo bateu na trave na semifinal do Paulista contra o Corinthians. Perder o primeiro jogo por 2 a 0 em casa e empatar o segundo (1 a 1) é bater na trave? Se o São Paulo tivesse sido eliminado nos pênaltis, então, teria sido “gol”?

Se o treinador não se preocupa com o que a opinião pública pensa de sua realidade particular, deveria avaliar o que os atletas acham dela. Discurso tão distante do mundo real pode pegar mal junto ao elenco e fazer as palavras do comandante perderem força nos ouvidos dos comandados.


Ceni é mais criticado por entrevista do que por desempenho do time
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O dia seguinte à eliminação do São Paulo na Copa Sul-Americana diante do Defensa Y Justicia, na última quinta (11), foi marcado mais por críticas internas a Rogério Ceni por sua entrevista depois do jogo do que pela atuação da equipe. A maior parte das queixas vem de conselheiros. Ao blog, sem gravar entrevista, um dirigente do clube também se queixou das palavras o treinador e classificou as respostas como infelizes.

A reclamação central é de que o ex-goleiro não teria assumido que a equipe jogou mal. Outra queixa é de que usou números para tentar disfarçar o fraco desempenho. Na opinião dos críticos, Ceni tem crédito para seguir no comando do time, mas precisa se expressar de maneira mais realista.

Durante a entrevista, o treinador afirmou, por exemplo, que o aproveitamento da equipe sob seu comando é de 59%, o que não pode ser considerado ruim se comparado ao Brasileiro. Só que o torneio nacional é disputado por equipes em sua maioria teoricamente mais fortes do que as do Estadual. Disse também que não foi a pior partida da São Paulo no ano.

Pelo menos até agora, as críticas ao discurso do treinador não são acompanhadas de pedidos por sua demissão.

A cúpula tricolor blinda o técnico e não dá sinais de fritura. O entendimento é de que o importante nesse momento é apoiar Ceni demonstrando confiança no seu trabalho.

A Independente, principal organizada são-paulina, escreveu em sua conta no Twitter mensagem de apoio ao técnico: “fechado com o Mito”. E direcionou sua revolta para os atletas: “os jogadores do São Paulo estão contra a reforma trabalhista. Ninguém quer trabalhar”.

“Certamente, o Rogério deve ter mais tempo do que qualquer outro técnico teria. Estou confiante de que vamos melhorar”, disse ao blog José Eduardo Mesquita Pimenta, candidato de oposição derrotado na última eleição para a presidência e atualmente membro do Conselho de Administração do São Paulo.

 


Diretoria do São Paulo “absolve” Ceni por defesa frágil e time irregular
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Pelo menos no discurso, a diretoria do São Paulo “absolve” Rogério Ceni pelo fato de a equipe exibir a defesa mais vazada do Campeonato Paulista, com 18 gols e por realizar campanha irregular na temporada.

Os argumentos são que o treinador sofre com contusões de jogadores e já acertou o ataque do time, líder de seu grupo no Estadual. O ajuste na defesa virá com o tempo, na opinião de dirigentes. Apesar de alguns tropeços, como o empate em por um gol em casa com o Ituano, os cartolas seguem elogiando o técnico, principalmente pelo que consideram modernos métodos de treinamento.

No quesito lesões, Ceni não pode contar na última partida com Sidão, Maicon, Wesley e Rodrigo Caio, que também estava suspenso.

Na contramão dos elogios feitos pela direção, alguns conselheiros situacionistas criticavam levemente o treinador no Morumbi logo após o jogo com o Ituano. Além do fraco futebol apresentado pelo time, apontavam que ele errou ao improvisar Jucilei na zaga no segundo tempo, tirando Douglas.