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Arquivo : Romeu Tuma Júnior

Candidato corintiano diz que arena é inacabada e teve gastos desnecessários
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Antonio Roque Citadini, um dos candidatos de oposição à presidência do Corinthians na eleição de fevereiro de 2018, classifica em seu material de campanha a Arena Corinthians como inacabada e mais cara do que necessário. A afirmação faz parte do plano de ação divulgado no site da candidatura (www.corinthiansmaisforte.com.br) lançado nesta semana.

“Possuímos uma arena moderna, mas não concluída. Ela apresenta falhas de construção e investimentos acima do necessário e esperado. Nossa arena infelizmente ainda não é usada em todo o seu potencial”, diz o candidato. Citadini integra a comissão de conselheiros que analisou as auditorias feitas na arena e que na próxima segunda vai dar seu parecer ao Conselho Deliberativo sobre o que deve ser feito.

A Odebrecht alega que cumpriu o contrato e seus aditivos.

O site do candidato dá os seguintes exemplos de ações para a arena:

Revisão do acordo com a Odebrecht;

Renegociação do modelo de negócio com a Caixa (nota do blog: a atual diretoria já tenta renegociar com o banco, intermediário do repasse de R$ 400 milhões financiados pelo BNDES);

Venda de Cids (nota do blog: a  Odebrecht, integrante do fundo responsável pelo estádio, assim como o Corinthians, se diz satisfeita com o ritmo de negociação dos Certificados de Incentivo ao desenvolvimento, que ajudam a pagar a obra).

Otimização da utilização e criação de novas receitas;

Utilização de espaço para eventos com sócios e a comunidade;

Readequação do modelo de gestão criado pela Omni (nota do blog: é a empresa que gere o programa de sócio torcedor do clube e cuida do estacionamento da arena, mesmo sem nunca antes ter trabalhado no setor, além de prestar outros serviços para o Corinthians).

Para o futebol, as propostas mais relevantes são a política de que todos os jogadores da base tenham 100% dos direitos econômicos pertencentes ao clube e a contratação de um vice-presidente de futebol remunerado e tornar independentes da política do clube os profissionais do departamento. No entanto, não há detalhes de como essas metas serão alcançadas.

Também já lançaram candidaturas como opositores Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile.

 


Garcia envia material eleitoral até pra sócio corintiano morto há 26 anos
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Sócios do Corinthians estão recebendo folhetos com a inscrição “Paulo Garcia 2018” em alusão a disputa pela presidência do clube em fevereiro  do ano que vem. “Parabéns, meu Timão, pode contar sempre comigo pro que der e vier”, está escrito em material enviado para por ele para a casa de associados por conta do aniversário do clube.

O panfleto traz também o nome de um grupo político, Pró-Corinthians, mas não há menção explícita à disputa ao cargo de presidente. Indagado pelo blog se a ação significa que sua candidatura foi lançada oficialmente, Garcia não respondeu à mensagem enviada para seu celular e não atendeu aos telefonemas.

Curiosamente, o material foi enviado para a casa de parentes de pelo menos um sócio já morto. O blog falou com o filho do corintiano que faleceu há 26 anos. O que aumentou a estranheza dos parentes é que o endereço da viúva foi localizado, apesar de ela ter se mudado de São Paulo para o interior do Estado  há 15 anos. Garcia também não respondeu como o engano aconteceu.

O conselheiro, dono da Kalunga, é um histórico opositor do grupo de Andrés Sanchez, mas se aproximou de Roberto de Andrade indicando dirigentes para a atual gestão. Também foi importante doador da campanha de Andrés a deputado.

Já anunciaram serem candidatos os opositores Antônio Roque Citadini, Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior. Parte da oposição ainda tenta uma unificação por entender que quanto maior o número de candidaturas mais fácil ficará para Andrés Sanchez se ele decidir se candidatar.


Andrés justifica fala polêmica sobre Odebrecht e ouve conselho para delatar
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Pressionado por um pedido de conselheiros para que o presidente do Corinthians o desautorize a falar pelo clube diante da Odebrechet, Andrés Sanchez tem usado as redes sociais para se defender, trocando farpas com seus críticos. Na batalha, sobrou até uma sugestão para que o deputado federal faça uma delação premiada para contar o que sabe sobre a construção do estádio do clube.

O problema começou quando o ex-presidente corintiano disse ao UOL Esporte que a Odebrecht não senta com ninguém se não for com ele. O deputado federal negava um acordo para a construtora deixar o fundo que administra a arena alvinegra.

Por causa das declarações, os conselheiros Romeu Tuma Júnior e Herói Vicente entregaram requerimento ao presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme Gonçalves Strenger pedindo que fosse determinado a Roberto de Andrade que desautorize publicamente Andrés a  negociar com a Odebrecht em nome do clube. Um dos motivos alegados é o fato de Sanchez ser citado em delação de Marcelo Odebrecht como recebedor de doação de campanha via caixa 2, segundo a Folha de S. Paulo. Ele nega o recebimento.

Ao repassar a mensagem para o presidente do clube, Strenger aumentou a pressão ao escrever que Andrés não pode falar como mandatário do Corinthians.

Sanchez reagiu com vídeos publicados em redes sociais. Primeiro, afirmou que não quis dizer que a Odebrecht só fala com ele no clube.

“Eu não falei aquilo, que só negocia comigo. Eu quis dizer que eu dificilmente saberia de uma negociação se eu não ficasse sabendo, então jamais falaria aquilo e jamais tomaria uma atitude no Corinthians, há cinco anos, se não for de confidência e junto com o presidente. Quem manda no Corinthians é o presidente e sua diretoria.  Por isso não faço nada sem ser convocado ou comunicado por ele. Por isso, essas pessoas que nunca fizeram nada pelo Corinthians, nunca, você pode pegar nas histórias mais recentes, nos últimos 20 anos e citar aqueles nomes e ver se alguém fez alguma coisa pelo Corinthians. Agora eles ficam falando, fazendo e jogando com a imprensa, isso é muito triste, muito ruim pro Corinthians”, afirma Andrés em um dos vídeos.

 Em outra gravação, o deputado federal declara que o presidente do conselho e conselheiros querem o proibir de falar. “Isso é inacreditável. Eu sou conselheiro vitalício, sou ex-presidente do Corinthians, tenho o direito de falar o que eu acho e o que é melhor para o clube, dar minha opinião. Agora, não tenho o direito de assinar e tomar decisões. E não estou tomando. Eles ficam se pegando, não sei, eles devem ter um carma comigo. Agora o tempo vai mostrar quem fez alguma coisa pelo Corinthians. Errando ou acertando. E olha que vem mais aí, um abraço”, afirmou o ex-presidente na mensagem.

Tuma Júnior rebateu o ex-dirigente com uma gravação de voz distribuída para conselheiros. Nela, ele diz que quer, sim, que Andrés fale e conte tudo que sabe. Sugere até que ele faça uma delação premiada.

 “Não sei a quem ele se refere. Mas a verdade, de minha parte, eu gostaria muito que ele falasse. Falasse bastante, esclarecesse muitos fatos que estão sendo noticiados e deixasse as coisas bem claras. Não queremos que ele deixe de falar, queremos que ele fale bastante, mas fale a verdade. Esclareça os fatos, diga o que aconteceu no Itaquerão… Esclareça claramente aquelas entrevistas que ele deu lá atrás quando dizia: ‘se eu contar a verdade, o Lula vai ficar mal nessa história’. Fala, Andrés, fala bastante, fala a verdade. Não faça insinuações, não faça ameaças veladas. Isso pode lhe trazer muitos prejuízos, inclusive de ordem criminal. Inclusive, se precisar, se for necessário, até lhe aconselho, procure o procurador-geral e faça uma colaboração premiada. Isso pode te beneficiar bastante. Para o seu bem e para o bem do Corinthians”, disse Tuma Júnior.


Opositor afirma que vai à Justiça após impeachment de Andrade ser barrado
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Romeu Tuma Júnior, conselheiro favorável ao impeachment de Roberto de Andrade, afirmou que vai entrar com uma ação na Justiça para anular a reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians que brecou o processo de destituição nesta segunda.

Ele alega que o presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme Gonçalves Strenger, errou ao promover uma votação secreta sobre o mérito do processo de afastamento. Foram 183 votos contra a continuidade do processo e 81 a favor. Assim, o impeachment nem chegou a ser votado, com o caso sendo arquivado.

Para Tuma Júnior, no lugar da votação sobre a admissibilidade do processo, o conselho deveria ter deliberado sobre a convocação da reunião, decidindo se ela foi realizada de forma correta ou não e se o procedimento foi sem falhas na Comissão de Ética. Segundo ele, uma votação na base do senta ou levanta resolveria o assunto. Havendo a aprovação, então seria votado o impeachment.

“Houve um erro grave, e vamos para a Justiça. Tenho certeza que a sessão vai ser anulada”, disse Tuma Júnior.

A divergência acontece na interpretação do artigo 107 do estatuto. Em sua letra “e”, ele diz que “na sessão do Conselho Deliberativo especialmente convocada para decidir sobre o encaminhamento do pedido de destituição, proceder-se-á, primeiramente a deliberação dos motivos para a convocação”.

“O estatuto é claro. Quando fala que  será feita a deliberação dos motivos para a convocação, ele pede que eu explique os fatos que levaram ao pedido de afastamento para os conselheiros dizerem se há fundamento para o processo de impeachment. O entendimento foi de que não há”, disse Strenger ao blog.

Mantido na presidência, Andrade negou ter havido falha. “Nenhum temor, tudo lícito, nada de errado. Pode, até recorrer, não vejo no que. Não sou advogado e não entendo muito. Não fugiu nada do que o estatuto dizia que deveria ser feito”, declarou o presidente.

 


Gaeco não vê crime organizado no Corinthians e repassa denúncias sobre base
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O Gaeco, divisão do Ministério Público de São Paulo especializada em crime organizado, não viu indício de organização criminosa no Corinthians e repassou as denúncias que recebeu sem abrir uma investigação. As acusações de supostas irregularidades nas categorias de base alvinegras foram encaminhadas para promotoria criminal comum, que agora vai decidir o que fazer.

É a segunda mudança de mãos no MP no caso que envolve acusações do empresário americano Helmut Niki Apaza.  Ele diz ter sido vítima de golpes aplicados nas categorias de base do clube por um funcionário, que deixou o Corinthians após a confusão, e pelo menos um conselheiro.

Primeiro, Romeu Tuma Júnior, membro do Conselho Deliberativo alvinegro, entregou representação pedindo investigações ao Juizado Torcedor. O órgão, porém, entendeu, que as denúncias eram complexas e fugiam de seu campo de atuação. Assim, repassou o pedido ao Gaeco.

Nesta semana, a promotoria criminal deve decidir que rumo dará ao caso.


Pedido para cobrar Andrés por impostos não pagos é derrotado no Corinthians
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O Cori (Conselho de Orientação do Corinthians) fechou a porta para a ideia de o clube entrar com uma ação contra Andrés Sanchez e outros membros de sua administração. Nesta segunda, o órgão descartou tomar uma série de medidas pedidas pelo conselheiro Romeu Tuma Júnior. As ações propostas por ele visam, principalmente, fazer Andrés ressarcir o clube por eventuais prejuízos causados pelo não pagamento de impostos recolhidos na fonte.

Os principais pedidos foram a abertura de uma sindicância interna e a contratação de uma auditoria externa que analisaria também as contas de Mário Gobbi. Andrés e o atual presidente, que são membros do Cori, estavam presentes, falaram cobras e lagartos de Romeu e conseguiram rechaçar o requerimento dele.

A decisão do órgão foi apenas montar um grupo para enviar uma resposta formal para o conselheiro. Em sua carta, ele justificou o pacote de ações com o fato de o clube ter que pagar R$ 94,3 milhões em juros por causa da dívida fiscal. O débito gerou a acusação de crime fiscal contra Andrés, Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro, Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol, e André Luiz de Oliveira, ex-diretor administrativo.

Durante a reunião, o ex-presidente, defendido pelo atual com direito a tapa na mesa, disse que não pagou os impostos porque teve que quitar contas da administração anterior, como a compra de Nilmar, e ficou sem dinheiro para tocar o time de futebol.

A crise financeira corintiana também gerou o pedido do presidente do Cori, Alexandre Husni, para analisar todos os contratos firmados com jogadores e empresários nos últimos anos. Ele queria levar a documentação para seu escritório particular, solicitação que gerou protestos sob o argumento de que a papelada só pode ser examinada no clube. Husni promete fazer a análise desta forma.

O clube parcelou sua dívida fiscal em 15 anos, medida que pode extinguir a acusação contra Andrés.


Encontrado morto, magnata russo se relacionou com cúpula do futebol brasileiro
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Noite de sexta-feira agitada no luxuoso hotel Unique, em São Paulo, em 2006. Jornalistas tentam confirmar se a Interpol está lá para prender o magnata Boris Berezovski a pedido do governo russo.

Como se fosse porta-voz do suposto comandante da parceria MSI-Corinthians, o deputado petista Vicente Cândido diz que Boris já deixou o local. E explica que o russo havia entrado legalmente no país e que estava interessado em investir no Brasil. Entre outros negócios, queria comprar a Varig. O deputado apoiava o interesse.

Hoje, Cândido é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, sócio do poderoso Marco Polo Del Nero, e foi relator da Lei Geral da Copa. Ontem, Berezovski foi encontrado morto na banheira de seu apartamento em Londres. Mesma cidade em que recebeu importantes cartolas brasileiros nos últimos anos.

Esses encontros, bem como o episódio no hotel paulistano, mostram que se estendiam além da parceria com o Corinthians as relações do russo, acusado de diversos crimes em seu país, com o futebol brasileiro.

Em 2007, por exemplo, Boris se encontrou em Londres com Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, que estavam na cidade para o amistoso entre as seleções de Brasil e Portugal, então comandada por Felipão.

Protógenes, que investigou Kia, lançou informativo na FPF de Del Nero, que advogou para o iraniano

Del Nero, já havia advogado para Kia Joorabchian, que segundo o Ministério Público trabalhava para Boris na MSI. O MP se apoiou em investigações da equipe do então delegado Protógenes Queiroz. Hoje, ele é deputado federal e tem as portas abertas na Federação Paulista, onde lançou um livro e, na última quinta, um boletim informativo.

Página no Facebook com homenagem a Boris

A morte de Boris teve reflexo imediato entre cartolas brasileiros que conheceram o russo. Desenterraram histórias como o hábito de levar suas próprias comida e bebida em restaurantes caros de Londres com medo de ser envenenado.

No Corinthians, a morte de Boris reabriu a ferida provocada pela MSI. O conselheiro e delegado Romeu Tuma Júnior disse que voltará a cobrar no Conselho Deliberativo o distrato formal da parceria. Quando houve o rompimento, os advogados corintianos afirmaram que não havia necessidade de um distrato porque a parceira havia descumprido o contrato,.

“Quando falei que o clube não poderia se unir a essas pessoas, fiz isso por conhecimento técnico. Gente do Governo Federal que tinha interesse na presença do Boris no Brasil tentou decretar minha morte moral. Agora, só espero que não façam um minuto de silêncio na reunião do Conselho Deliberativo, na próxima segunda, em homenagem ao Boris.”, disse Romeu.

Nas redes sociais, a morte do russo gerou até piada. O dono de um perfil no Facebook  que diz ser Kia Joorabcchian postou: “Chupa MP, agora ir pegar seu depoimento no centro espírita”.


Conselheiro corintiano diz que, se Andrés ganhar busto, Dualib deve voltar ao clube
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Apesar de Andrés Sanchez dizer que não acha positivo para o Corinthians a instalação de seu busto no Parque São Jorge, conselheiros da oposição fazem campanha para que a homenagem não aconteça.

“Se colocarem um busto dele, farei campanha para o Alberto Dualib ser readmitido no quadro de sócios. Não há nada na administração do Andrés que não tenha sido continuação da gestão do Dualib”, disse o conselheiro oposicionista Romeu Tuma Júnior.

Conforme o blog revelou, o Conselho Deliberativo aprovou, a pedido de Geraldo Jabur, uma estátua em homenagem  a Andrés no Parque São Jorge. Jabur foi nomeado vice da Federação Paulista após indicação do ex-presidente corintiano.

“Se querem colocar o busto de quem está construindo o estádio, precisam colocar do prefeito [Gilberto Kassab], do governador [Geraldo Alckmin] e do Lula. Se é para homenagear um presidente que ganhou títulos, melhor colocar bustos de silicone, mais baratos, porque serão muitos, praticamente todos os presidentes ganharam. Respeito o Andrés, mas outra opção é colocar dois bustos dele de cabeça para baixo, um por ele ter apoiado a MSI e outro por ter caído para a Série B”, disparou Tuma Júnior.

O conselheiro se refere a Andrés ter votado a favor da parceria com a MSI, um dos pivôs da crise que fez Dualib ser varrido do clube, e ao fato de o ex-presidente estar no comando quando o time caiu para a Série B.

Mas não é só a oposição que é contrária a instalação da estátua. Conselheiro e diretores do clube também são contra.

“Concordo com a opinião do próprio Andrés. Não seria legal uma homenagem desse tipo, seria personalizar demais. Aliás, ele já foi homenageado por nós com o carinho que temos por ele”, disse Ademir  de Carvalho Benedito, presidente do Conselho Deliberativo e situacionista.

Ele afirmou que, após a manifestação de Andrés, cabe à diretoria decidir se irá instalar a estátua. Em seu comunicado oficial, o ex-presidente não explicou se faria um pedido formal para cancelar a homenagem.


Eleição corintiana já vira caso de polícia
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A campanha eleitoral no Corinthians mal começou e já tem o seu primeiro caso de polícia. O conselheiro Romeu Tuma Júnior acionou seu advogado para registrar uma acusação de incitação à violência e ameaça contra o presidente Andrés Sanchez.

O opositor alega que o cartola colocou sua segurança em risco baseado em uma nota publicada pelo “Painel FC”, da Folha de S.Paulo. A coluna afirma que o dirigente comentou com seus aliados que teve vontade de parar as obras do Itaquerão e deixar que Tuma e Carlos Senger, presidente do Conselho Deliberativo, se explicassem com os torcedores (provavelmente furiosos).

Os dois tinham dito ao blog que cobravam transparência da diretoria nas obras do estádio. “O Andrés jogou a torcida contra a gente. Se algo acontecer comigo, já sabem quem foi o mandante. Acho que outra vez eles não vão levar a gente para a Libertadores, vão nos levar de novo para a polícia. No Corinthians, quando você pede transparência parece que está xingando a mãe dos caras”, declarou Tuma Júnior.

Ele também usará como argumento nota divulgada por Senger, que repreendeu o presidente por entender que o dirigente jogou a torcida contra quem pede explicações. Tuminha deverá solicitar a abertura de um processo no Conselho contra o Sanchez.

Andrés não responde ao blog nem por meio de sua assessoria de imprensa. Segundo interlocutores do presidente, ele telefonou para o opositor e negou a declaração.

O caso mostra como o estádio será usado na eleição de fevereiro. O grupo de Andrés acredita que só um desastre com as obras pode tirar a vitória de Mário Gobbi. Uma das estratégias é pintar a oposição como uma força contrária à arena.

Por sua vez,  os adversários continuarão batendo na falta de transparência, mas os pré-candidatos Paulo Garcia e Osmar Stábile devem dar declarações simpáticas à construção.


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