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Presidente do Santos faz campanha por fim de assistentes atrás dos gols
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Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, está em campanha pelo fim dos auxiliares de arbitragem que ficam atrás dos gols nas partidas do Brasileirão e dos outros campeonatos no país. O dirigente disse ao blog que já expressou sua opinião para Marco Polo Del Nero, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, mas não obteve resposta.

“Precisamos tirar aqueles dois mancebos que ficam atrás dos gols. Eles servem como cabides. Não ajudam em nada”, disse o dirigente ao blog.

O cartola não é o primeiro a levantar bandeira contra os árbitros assistentes adicionais. “Gostaria de saber diretamente da comissão de arbitragem o que eles fazem. Se ganham, eles precisam ajudar. Se eles não veem, não precisam (estar lá)”, afirmou Renato Gaúcho em setembro, após derrota para o Bahia. Ele reclamava de suposta omissão de um dos assistentes adicionais em pênalti marcado contra o Grêmio.

O lance mais polêmico envolvendo os assistentes atrás adicionais no Brasileirão foi o gol de braço feito por Jô no Vasco.

As principais ligas do mundo, como as da Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha não usam esses assistentes. Porém, eles estão presentes na Champions League.

Além da campanha pelo fim dos auxiliares atrás dos gols, Modesto está entre os dirigentes que defendem a implantação do árbitro de vídeo só no Brasileirão de 2018. “É uma questão de isonomia. Já fizeram o campeonato até aqui sem o recurso do vídeo e muitos clubes foram prejudicados. O modelo tem que ser o mesmo no campeonato inteiro”, declarou o santista.

O cartola também teme que falte preparo para colocar o sistema em operação e que em caso de falhas a ideia fique queimada.

Mas não há consenso entre os dirigentes de clubes da Série A sobre quando o Brasileirão deve começar a contar com o árbitro de vídeo. Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo, e Daniel Nepomucento, do Atlético-MG, por exemplo, defendem a novidade tecnológica ainda neste Brasileirão.

“Sou a favor (do árbitro de vídeo) o quanto antes. Tecnologia só ajuda”, disse Nepomuceno.

 


No Santos, candidato propõe que cartola pague do bolso aumento de dívida
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Abaixo, leia entrevista com José Carlos Peres, um dos candidatos de oposição à presidência do Santos na eleição de dezembro. Os outros opositores na disputa são Nabil Khaznadar e Andrés Rueda. O atual presidente, Modesto Roma Júnior, é candidato à reeleição.

Proposta para conter dívida

“Vamos propor ao Conselho Deliberativo um dispositivo no estatuto para colocar uma trava na dívida. O dirigente que aumentar a dívida terá que pagar esse aumento do próprio bolso. Se eu pego o clube devendo R$ 500 milhões e entrego com um débito de R$ 520 milhões, tenho que tirar R$ 20 milhões do meu bolso. Assim, pelo menos, a dívida não aumenta. Não é uma proposta polêmica. É técnica e responsável”.

Portal da transparência

“Nossa principal proposta é ter ética e transparência porque a gente precisa mostrar credibilidade pro mercado para conseguir bons patrocínios. Vamos criar o portal da transparência. Nele vamos publicar balanços mensais. Vai ter toda a vida do clube lá pro sócio poder acompanhar. Conselheiros e sócios vão ter uma senha. O sócio vai poder saber, por exemplo, quanto o clube pagou por um jogador. Ele não terá detalhes no portal sobre quanto pagou de comissão, por exemplo. Mas se quiser saber, é só pedir ao clube. Os conselheiros terão acesso a todos os detalhes”.

Futebol

“Vamos contratar um diretor técnico que vai cuidar do time principal, das categorias de base e do futebol feminino. Vamos tentar evitar ex-jogador no cargo. Não significa que eles não terão oportunidade. Terão, mas por competência. Assumindo o clube, vamos fazer um levantamento da situação real do Santos a fim de tornar o clube autossustentável. Isso vai ajudar na nossa meta de ter um time forte. Vamos aproveitar mais as categorias de base. Não estamos revelando tantos jogadores como antes. Vamos investir na construção de um alojamento para as categorias de base. Temos terreno para fazer um CT de primeiro mundo para a base. E existem investidores interessados. Chineses, por exemplo. O Santos nunca botou tanto dinheiro na aquisição de direitos econômicos de jogadores como na atual gestão. Queremos mudar isso”.

Novo estádio

“Achamos desfavorável construir um novo estádio a 700 metros da Vila Belmiro. O que vamos fazer é um trabalho junto a Prefeitura, tentar comprar algumas casas (em volta do estádio atual) para alargar o terreno e poder dar uma ajustada na Vila. Vamos deixar tudo preparado para uma nova Vila Belmiro no futuro, não na minha gestão. Pretendemos usar o Pacaembu. Queremos fazer 50% dos jogos na Vila e 50% no Pacaembu. Vamos conversar com todos os consórcios interessados em administrar o Pacaembu para que a nossa bandeira seja usada lá. O torcedor vai saber no início do campeonato quais jogos serão em São Paulo”.

Neymar

“A relação do Santos com Neymar hoje é um exemplo de como não tratar nossos ídolos. Nossa torcida está magoada. Ele não quer mais nada com o Santos e foi pelo tratamento dado por essa gestão. Temos que ficar bem não só com o Neymar, mas com todos os nossos ídolos. A ideia é conversar com ele e todos os outros ídolos para que tenhamos uma boa convivência. Quando parar de jogar, o Neymar tem que pensar no Santos. Hoje, ele está cutucando quem o maltratou”.

Marketing

“Hoje nosso marketing é puro, sem departamento comercial. O marketing vai embalar, e o comercial vai vender. A ideia é trazer o departamento para São Paulo onde o clube vai conseguir recursos. Teremos uma unidade de negócios em São Paulo que é onde estão as principais empresas que podem investir. Um representante de uma empresa, se pegar um comboio na estrada, leva três horas pra chegar a Santos e conversar com a gente. Temos que facilitar isso. Uma parte da população santista é progressista e entende que precisamos ter um escritório em São Paulo, como outros grandes clubes têm”.

Críticas por ter aceitado cargo remunerado na atual gestão, criticada por ele

“Fui trabalhar pro Santos num projeto com a China (entre outros), que prevê 60 escolinhas do clube lá em dois anos e 5 mil em dez anos. Fui convidado pra conversar com o Marcelo Teixeira porque  em 2014 sempre defendia essa questão de que acabou a eleição acabou a política. Você nunca será oposição fora de eleição. Não trabalhei para o atual presidente, trabalhei para o  Santos. Fui gerente sem nenhum acordo político ou com mordaça. Eu já vinha insistindo desde fevereiro pedindo para sair e ele acabou me desligando (em abril de 2017). O fato de ele ter me desligado não muda nada. Não fiquei porque não concordava com a atitude dele de fazer política fora da eleição. Ele anunciou que era candidato, então eu não podia ficar lá. Eu fui remunerado por oito meses (como gerente de marketing internacional), mas nunca exerci cargo na diretoria. Com o meu salário, eu mantinha escritório, secretária, pagava luz, aluguel, não sobrava quase nada”.

União

“Estou trabalhando pra que haja uma chapa só chapa de oposição. Nunca me senti tão preparado como agora. Estou com 69 anos, no auge da minha experiência”.


Por que chance de reaproximação entre Neymar e Santos é pequena?
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A eleição presidencial no Santos, em dezembro, promove na Vila Belmiro a discussão sobre a relação do clube com Neymar. Pelo menos dois candidatos, Nabil Khaznadar e José Carlos Peres, declaram ser favoráveis à reaproximação da instituição com o atacante. Ambos afirmaram essa intenção ao blog, por isso são citados. Aliado do presidente Modesto Roma Júnior, candidato à reeleição, disse ao blog que a direção também tem interesse em fazer as pazes. Nos bastidores, porém, a diretoria não confirma a intenção.

Apesar do desejo de parte dos conselheiros de que o relacionamento seja reconstruído, hoje a chance de isso acontecer mesmo se Modesto perder a eleição é pequena.

O estafe do jogador considera a reaproximação inviável, ainda que Nabil Kaznadar, amigo do atacante e do pai dele, seja eleito. O entendimento é de que a instituição feriu Neymar ao pedir sua suspensão na Fifa (a entidade rejeitou o pedido) por suposta irregularidade na transferência para o Barcelona e que não houve mobilização no clube para defender o ídolo. O gesto não é visto como atitude isolada de um dirigente e que possa ser esquecida facilmente com sua saída.

Ao mesmo tempo, a atual diretoria avalia que não há um fato novo que justifique uma aproximação. O sentimento na cúpula ainda é de que Neymar e seu pai agiram com intenção de fazer o Santos receber menos do que deveria com a transferência. A direção também se defende afirmando que seu alvo principal na Fifa foi o Barcelona e que o pedido de suspensão para o atacante era uma obrigação formal decorrente das regras da entidade. Em entrevista ao UOL Esporte, Modesto diz não ver problema no distanciamento em relação a Neymar.

O cenário atual aponta como tendência que, se o atual mandatário for eleito, a situação ficará como está. E se ele perder a eleição, seu substituto terá trabalho para tentar apagar as mágoas carregadas por Neymar e seu pai.

 


Planos de nova chapa no Santos: dono estrangeiro, Pacaembu e paz com Neymar
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Nas próximas horas, deve acontecer a confirmação de mais um candidato à presidência do Santos. Ele será indicado por uma união de parte dos grupos de oposição. O nome anunciado provavelmente será o de Nabil Khaznadar, empresário apoiado por Odílio Rodrigues na última votação, em 2014, mas que foi o menos votado.

O atual presidente, Modesto Roma Júnior, Andrés Rueda Garcia e José Carlos Peres já definiram que participarão do pleito, marcado para dezembro.

Formam a chapa defendida por Nabil os grupos Autênticos, Santos 2.1, Renovação e Santos que queremos.

Abaixo, vejas os principais trechos de entrevista com Nabil sobre as propostas de seu grupo.

Candidatura

“Tentamos a participação do Walter Schalka como candidato, mas ele declinou. Meu nome está forte, mas preciso ainda esperar a resposta de uma pessoa. Dependendo do que ela dizer, às 12h (desta quarta) serei candidatíssimo”, explicou Nabil.

Venda de ações do Santos

Uma das principais propostas é promover mudanças estatutárias para transformar o clube em empresa e vender ações. “Tudo o que eu queria é um chinês ou um americano comprando o meu clube e investindo nele. Mas é um processo demorado, precisamos preparar o clube legalmente e emocionalmente para isso. Acho difícil conseguir fazer durante o mandato, mas dá para preparar tudo”, disse Nabil.

Novo estádio

Outra medida é nterromper as negociações para a construção de um novo estádio conduzidas pela atual diretoria. Ao mesmo tempo fazer uma parceria com a prefeitura de São Paulo para realizar grandes jogos no Pacaembu, que está em processo de privatização. “O Santos não pode mais ter uma média de público de 7 mil pessoas. Não deixaríamos de jogar na Vila, mas usaríamos mais o Pacaembu (em jogos mais importantes) e também estádios no interior para aumentar essa média de público para no mínimo 15 mil pessoas”, afirmou Nabil.

Categorias de base

A meta é estabelecer em 70% a fatia mínima do Santos nos direitos econômicos dos “Meninos da Vila”.

Liga de clubes

Transformar o Santos em líder de um movimento para a criação de uma Liga Nacional, reduzindo o poder da CBF.

Santistas notáveis

“Queremos a união de grandes santistas. Nos próximos 15 dias, devemos fazer um jantar, vamos convidar santistas como João Doria (prefeito de São Paulo), Bruno Covas (vice-prefeito) e Geraldo Alckmin (governador de São Paulo) para trocar ideias”, contou Nabil.

Paz com Neymar

Nabil é amigo de Neymar e seu pai desde 2010. Ele pretende acabar com o conflito entre clube e ídolo. A atual gestão acionou o jogador na Fifa, cobrando indenização e pedindo suspensão para ele por suposta irregularidade em sua transferência para o Barcelona. A entidade deu razão ao atleta e o clube anunciou que recorreria da decisão. “Tem que tirar essa ação na hora. A relação está estremecida por culpa das duas partes. Na minha opinião, o Santos não tem do que reclamar.  O clube levou 26 milhões de euros com um jogador que poderia ter saído de graça. Temos que trazer os ídolos para o nosso lado. Se ganharmos a eleição, ele volta (a conviver em paz com o clube). Vamos chamar o Neymar para conversar e dizer: ‘você é nosso ídolo, vai ser nosso parceiro’. Já falei pra ele que vamos fazer isso. O Santos precisa atrair seus ídolos, não afastá-los”, falou Nabil.

Atualização

Às 16h20, Nabil confirmou ao blog que é candidato à presidência do Santos.


Estafe de Lucas Lima vê exterior como destino provável do meia
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Lucas Lima vai trocar o Santos pelo Palmeiras na próxima temporada? O estafe do meia diz não acreditar nessa possibilidade. O cenário descrito como mais provável pelos profissionais que cuidam da carreira do jogador é uma transferência para o exterior.

O argumento é de que um clube médio da Europa ou uma equipe de mercado secundário, mas bilionário, como o chinês, pode oferecer muito mais dinheiro do que o alviverde ou outra agremiação brasileira.

Nos inícios de 2016 e 2017, Lucas recusou ofertas do futebol chinês. Porém, o entendimento hoje é de que, caso não apareça oferta da Europa e os chineses voltem a apresentar proposta, dessa vez o meia aceite negociar. Depois de Renato Augusto e Paulinho, hoje no Barcelona, ganharem espaço na seleção brasileira mesmo jogando na China, a avaliação é de que uma eventual mudança para o país asiático não teria influência decisiva nas chances de o meia jogar a Copa da Rússia no próximo ano.

Mas a Europa continua sendo o destino preferido do atleta. E seu estafe também acredita que é viável aparecer um clube interessado. Nesse momento, no entanto, o discurso é de que não houve oferta oficial de times estrangeiros ou brasileiros (nem do alviverde), apesar de o meia já estar livre para assinar pré-contrato, uma vez que seu compromisso com o Santos termina em dezembro.

A permanência na Vila Belmiro é vista como desinteressante. Apesar de a oferta salarial feita para a renovação ser considerada muito boa pela equipe que assessora o jogador, a aposta é de que ela será facilmente superada por um clube do exterior no final do ano.

Para o estafe do atleta, aos 27 anos, ele precisa fazer agora o grande contrato de sua carreira em termos financeiros. Ainda mais no momento que estará livre de vínculo, o que diminui os custos para os interessados e, em tese, aumenta o valor que ele pode receber de luvas pela transferência. A situação é vista como única na carreira.


Dirigentes temem que uso de árbitro de vídeo às pressas seja fracasso
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A CBF é criticada por dirigentes de clubes que consideram sem planejamento a decisão de implantar rapidamente o árbitro de vídeo no Brasileirão. Os que pensam assim acreditam que a correria possa fazer com que a novidade se transforme em fracasso.

Uma das principais cobranças é para que o novo sistema só seja implementado se puder ser usado em todos os jogos de cada rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista, Marcos Marinho, presidente da comissão de arbitragem da confederação, admitiu que algumas partidas podem ficar sem o recurso por falta de estrutura dos estádios. Esse é um dos pontos criticados.

Porém, cartola ouvido pelo blog afirmou que Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, assegurou a dirigentes de clubes que a ajuda das imagens de TV só começará a valer quando todos os jogos puderem contar com esse método. A afirmação, de acordo com o mesmo dirigente, foi feita em reunião na sede da confederação, nesta terça, para tratar da venda de direitos de transmissão do Brasileirão para o exterior. Indagado pelo blog por volta das 20h  se Del Nero de fato fez tal promessa, o departamento de comunicação da entidade informou que não conseguiria checar a informação à noite.

Na avaliação de parte dos dirigentes de times da Série A, CBF teve tempo para implantar o árbitro de vídeo desde o início do Brasileirão. Porém, não conseguiu viabilizar o projeto. E agora, mesmo sem ter tudo pronto, decidiu lançar a novidade por causa do barulho feito pelo erro de arbitragem que culminou com o gol de braço de Jô na vitória corintiana por 1 a 0 sobre o Vasco no último domingo.

“Sinto que é necessário. Mas não deveria ser decidido em cima de uma jogada que originou o gol do Jô. Fica a impressão de que estavam esperando uma polêmica e que não é uma posição estudada, pensada. Por que não iniciar no Brasileiro do ano que vem?”, afirmou ao blog Flávio Adauto, diretor de futebol do  Corinthians.

Depois do erro no jogo em Itaquera, Del Nero pediu para que o departamento de arbitragem tentasse estrear nas próximas rodadas o sistema que ainda estava em estudo. Não há definição de quando isso será possível.

“Defendemos o uso do árbitro de vídeo, mas de um jeito benfeito, em todos os jogos”, disse Modesto Roma Júnior, presidente do Santos.

Outra preocupação é se os responsáveis por operar o sistema já estão aptos a atuar de maneira eficiente. “Sou a favor caso possamos implantar com segurança e caso todos os envolvidos estejam treinados para que o instrumento não caia em descrédito”, declarou Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo. Ele não vê problemas em o recurso ser usado no segundo jogo da final da Copa do Brasil entre seu clube e o Cruzeiro e também em relação ao novo sistema começar a valer no Brasileirão depois que muitos clubes foram prejudicados sem poder recorrer às imagens de TV.

“O Flamengo foi prejudicado contra Santos e Palmeiras e beneficiado contra o Corinthians. Sempre é hora de começar qualquer coisa, desde que seja para melhorar”, analisou o flamenguista.

Raciocínio semelhante tem o presidente do Santos. “Não é porque você começou errando que precisa errar até o final”, disse Modesto.

Vinícius Pinotti, diretor executivo de futebol do São Paulo defende a implantação do sistema e também não vê problemas no fato de os vídeos começarem a ser usados durante o campeonato.  Mas é contra a tecnologia não ser utilizada em algumas das partidas de cada rodada. “Importante termos em todos os jogos, sem dúvida nenhuma”, comentou o são-paulino.

 

 


Estafe de Neymar planeja cobrar direitos trabalhistas do Santos
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O estafe de Neymar pretende entrar com uma ação contra o Santos para cobrar valores referentes a direitos trabalhistas, como décimo terceiro salário e férias de parte do período em que ele atuava pelo clube. A medida é baseada em recente decisão do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, ligado ao Ministério da Fazenda) que considerou quantias pagas sob a classificação de direitos de imagem como complemento do salário. O atacante, então, terá que pagar tributos relativos a esses valores. Assim, advogados dos astro do PSG entendem que o Santos deve pagar a ele direitos trabalhistas proporcionais a essa quantia.

O blog não teve acesso a valores.

A legislação dá prazo de dois anos para os trabalhadores entrarem com ações por conta de queixas trabalhistas. Porém, no entendimento do estafe de Neymar, é possí­vel fazer a reclamação agora porque houve um fato novo: a classificação dos direitos de imagem como complemento de salário. O caso está sendo estudado por advogados do jogador.

“É uma situação inusitada, mas entendo que o Neymar tem o direito de cobrar esse reflexo. Se ele tivesse mudado de opinião e resolvido agora considerar esse pagamento parte do salário, teria perdido o prazo. Mas, como a decisão foi de um órgão administrativo, acho que o prazo para prescrição deve começar a ser contado neste momento”, afirmou o advogado Joao Chiminazzo. Ele não está entre os advogados do atacante, mas, foi procurado pelo blog para opinar por ser especialista em relações trabalhista entre clubes e jogadores.

Procurado para falar sobre o assunto, Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, não atendeu aos telefonemas.

A decisão que considera pagamentos de direito de imagem como parte do salário do jogador integra processo administrativo referente à multa cobrada pela Receita Federal por entender que Neymar havia sonegado impostos entre 2011 e 2013. Em 2015, o jogador chegou a ser autuado em R$188 milhões por causa da suposta irregularidade. O atleta recorreu e, segundo informação da “Folha de S.Paulo”, credidata à defesa dele, conseguiu reduzir a multa em 95%. O entendimento foi o de que não houve sonegação em operação que envolveu empresas da família de Neymar.

Porém, os impostos pagos pelo atleta seriam maiores se a fatia paga pelo Santos diretamente ao atacante como direito de imagem tivesse sido declarada como parte dos salários.


Neymar tem vitória, e Justiça proíbe entidade de arranhar imagem de atleta
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A 5ª Vara Cível de Brasília concedeu liminar pedida por Neymar e uma das empresas de sua família para impedir que a FAAP (Federação das Associações dos Atletas Profissionais) envie comunicados aos patrocinadores do jogador sugerindo que se afastem dele por conta de processo na Espanha.

A decisão foi tomada no último dia 14 pelo juiz Wagner Pessoa Vieira e pode ser revertida já que será contestada pela ré.

Na ação, a Neymar Sport e Marketing e o atacante acusam a FAAP de enviar carta para pelo menos um patrocinador do atleta argumentado que a empresa pode sofrer dano por associar sua imagem a um jogador que foi acusado de crime na Espanha. A entidade participa como autora, ao lado da DIS (empresa do grupo Sonda), de ação que acusa Neymar, sua família, Santos e Barcelona de cometerem irregularidades na transferência do jogador para o Barça. A tese da FAAP é de que houve simulação para diminuir o valor a ser repassado ao Santos e, consequentemente, a ela. Por lei, a entidade tem direito a 0,8% do valor de cada transferência de jogador do país. A quantia deve ser paga sempre pelo vendedor.

Como prova de que a federação sugeriu que a parceira de Neymar o abandonasse, os advogados do atacante usam no processo uma carta endereçada a um dos patrocinadores (o blog não teve acesso ao nome da empresa).

Trecho do comunicado enviado pela FAAP ao patrocinador diz o seguinte: “Gostaríamos de enfatizar a conduta pouco exemplar da parte de Neymar no curso de todo esse processo. É razoável se perguntar sobre o possível dano à reputação dos patrocinadores, que seria muito maior em caso de sua condenação. Entendemos que as políticas de responsabilidade social corporativa, cada vez mais importantes, são incompatíveis com a manutenção de uma associação com figuras públicas cuja conduta envolve infrações criminais. Estamos convencidos de que a conduta de Neymar é eticamente errada e iremos trabalhar para demonstrá-la. O patrocínio somente pode ser ético e bem-sucedido quando celebrado com pessoas exemplares. Neymar não merece essa descrição, como esperamos demonstrar perante o tribunal”.

No processo citado na correspondência enviada pela federação, a Justiça espanhola rejeitou a denúncia por simulação contratual contra Neymar, seus pais e uma empresa da família. Mas foi determinado que eles sejam julgados por suposto crime de corrupção em negócios.

Para a Justiça de Brasília, a FAAP cometeu ato ilício ao fazer suas considerações sobre Neymar para um patrocinador por ferir o dever genérico de abstenção. Ou seja, não poderia se intrometer em um contrato alheio. Ainda de acordo com a decisão, não cabe à FAAP questionar à empresa se as condutas do jogador estão de acordo com o que ela espera dos atletas profissionais com os quais tem contrato.

Também no entendimento da Vara, a atitude da entidade ligada aos atletas pode fazer com que patrocinadores não renovem seus contratos com o atacante ou que rescindam os compromissos atuais. Por isso, ele atendeu ao pedido de Neymar para obrigar a FAAP a informar se enviou comunicado semelhante a outras empresas e identificar os eventuais destinatários.  A Justiça deu 15 dias, a partir da notificação, para a entidade cumprir essa ordem sob pena de multa diária de R$ 1 mil acumulativa até R$ 20 mil.

Caso não cumpra a decisão de se abster de enviar comunicados semelhantes aos parceiros do atacante do Barcelona, a federação terá de pagar multa de R$ 20 mil por correspondência.

Outro lado

Márcio Tannús de Almeida, superintendente da FAAP, disse que a entidade não quis denegrir ou prejudicar o jogador. “O pessoal do Neymar pode ter interpretado errado a nossa intenção. Tentamos apenas fazer com que o patrocinador sensibilizasse o Neymar para fazermos um acordo. Só queremos receber o dinheiro que o Santos tem que nos repassar”, afirmou o dirigente.

Por sua vez, o assessor jurídico da entidade, José Cácio Tavares da Silva, declarou que não se manifestaria porque o processo está protegido por segredo de justiça. Porém, ele confirmou que a decisão será contestada.


Cinco motivos do estafe de L. Lima para ele não topar renovação antecipada
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Os estafe de Lucas Lima aconselhou o jogador a não aceitar a oferta de renovação contratual antecipada com o Santos. O compromisso termina em dezembro e ele já pode firmar pré-contrato com outro clube. Abaixo, veja os principais argumentos usados para convencer o meia.

1 – A oferta do Santos é considerada muito boa para os padrões nacionais pelo estafe de Lucas Lima, porém, a avaliação é de que livre de compromisso com o Santos, não é difícil conseguir uma proposta europeia melhor. Principalmente porque, como o interessado não terá que pagar pelos direitos econômicos, pode oferecer gordas luvas.

2 – Ao afirmar publicamente que Lucas tinha uma data para responder se aceitava a oferta santista, Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, expôs o jogador na opinião dos responsáveis pela carreira do meia. Na ocasião, ele chegou a ser vaiado por torcedores. O argumento passou a ser que é arriscado estabelecer um vínculo longo com um clube que, supostamente, não protege seu atleta como deveria.

3 – Caso aceite o novo contrato válido por cinco anos, Lucas Lima terá 32 anos no final dele. Se o compromisso chegar até o fim, nessa idade, será muito mais difícil, em tese, conseguir um contrato tão bom como o que pode obter agora. Assim, a oportunidade de o jogador lucrar com uma negociação sem que o novo clube tenha que pagar pelos direitos econômicos é vista como única.

4 – Assinar com o Santos agora significa o fim da chance de atuar na Europa antes da Copa do Mundo de 2018. A passagem pelo futebol europeu é vista pelo estafe do meia como importante para melhorar seu nível e aumentar as chances de estar na seleção de Tite.

5 – Para os profissionais que aconselham Lucas, ele não precisa ter pressa para definir seu futuro. Deve esperar as propostas aparecerem e estudar cada uma com calma. A avaliação é de que uma definição rápida só é vantajosa ao Santos. O estafe do jogador nega acerto com Barcelona ou outra equipe. E assegura que a oferta santista foi a primeira a ser recebida. Então, o melhor seria esperar outras proposta para fazer comparações, mas optar pela permanência é uma hipótese considerada bem remota.


Lucas Lima não deseja renovação antecipada com Santos, de acordo com estafe
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O blog apurou junto ao estafe de Lucas Lima que o jogador já decidiu que não quer renovar antecipadamente seu contrato com o Santos. O compromisso vence em dezembro, e ele já pode assinar pré-contrato com outro clube.

O desejo do meia é cumprir seu acordo atual até o final. Um novo trato com os santistas após esse período é uma hipótese remota. Principalmente porque, com o meia livre de vínculo, não é considerado difí­cil pelos responsáveis por sua carreira que ele consiga uma proposta da Europa melhor do que a feita por seu time atual. Ir para outra agremiação brasileira, também não é uma hipótese negada.

Neste momento, o jogador não recebeu ofertas, segundo seu estafe, que nega acerto ou negociação com o Barcelona. O plano agora é buscar interessados já que não há impedimento legal para negociações.

Lucas tem ouvido dos profissionais que o cercam que não pode desperdiçar a chance de ficar livre, pois esse status facilita a entrada na Europa. E que jogar por um time europeu seria bom não só para suas finanças, mas para a evolução de seu futebol pensando em conquistar espaço na seleção brasileira.

Nesse contexto, ele tem recebido conselhos de que seria um erro assinar contrato por quatro anos, como quer o Santos, já que dificilmente teria outra oportunidade como a atual. Isso, apesar de a oferta alvinegra ser considerada pelo estafe do atleta muito boa para os padrões brasileiros.

A diretoria santista segue aguardando uma resposta do meia sobre se ele aceita ou não a proposta.