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Arquivo : São Januário

Opinião: Vasco precisa proteger seus torcedores pacíficos da ala violenta
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Eurico Miranda está certo quando aponta o dedo para Polícia Militar ao falar das bombas atiradas em São Januário neste sábado (8), após a derrota do Vasco para o Flamengo por 1 a 0.

Mas de nada adianta o presidente acusar a PM, cruzar os braços e fechar os olhos. Os policiais falharam na revista, mas eles não são os principais culpados por mais um distúrbio no local.

A maior parcela de culpa, na opinião deste blogueiro, é de uma minoria de torcedores vascaí­nos que sabe se lá por qual motivo teima em prejudicar a equipe. Os caras são reincidentes. Para ficar num exemplo recente, em junho saíram na porrada dentro de São Januário ainda antes de terminar a partida em que o time da casa perdeu por 5 a 2 para o Corinthians, pelo Brasileiro.

Assim, o Vasco precisa se proteger contra esses vândalos. Não pode continuar sendo prejudicado por eles. E se não quiser se defender, tem a obrigação de proteger seus torcedores pacíficos. Deixar tudo na mão da PM não é uma demonstração de respeito aos fãs do time. Pelo contrário, soa como um “tô nem a픝.

No lugar de falar na existência de uma política para prejudicar o futebol, Eurico deveria se esforçar para que o clube ajude a polícia a identificar os baderneiros e a evitar a entrada deles no estádio. Poderia, por exemplo, instalar mais câmeras de segurança e tomar a iniciativa de entregar as imagens para as autoridades quando necessário.

O clube deve também estudar medidas mais drásticas, como não mandar jogos de alto risco em São Januário. Atuar em casa é um direito sagrado de todos os clubes. Mas, a segurança dos torcedores está em primeiro lugar.

O lar vascaíno tem problemas estruturais, por mais que isso corroa o orgulho de Eurico. Seu entorno é estreito e dificulta a atuação da poli­cia. Do lado de dentro, há pouco espaço para o escoamento da massa em caso de emergência. E num estádio maior, talvez, torcedores não tentassem invadir o campo, como aconteceu neste sábado.

Jogar fora de casa uma ou outra vez no Brasileiro por questões de segurança seria menos prejudicial ao clube do que ter sua imagem arranhada por fatos como os que aconteceram na partida contra o Flamengo e que certamente afastam parte da torcida. Mais do que isso, o risco à integridade física do torcedor que só quer torcer seria menor em um local mais seguro em partidas críticas. É o que deveria importar para o Vasco.


Aventura corintiana no Rio tem até relato de rajada de metralhadora
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“Nosso ônibus estava sendo escoltado pela polícia. Quando chegamos na linha vermelha, dois motoqueiros se aproximaram e atiraram na nossa direção. Os tiros pegaram na lataria, e ninguém se feriu”. O relato é de um dos membros das torcidas organizadas do Corinthians que foram a São Januário ver seu time ser campeão nesta quinta.

Esse não foi o único depoimento sobre problemas no caminho para o estádio. Outro torcedor contava que o ônibus em que estava foi alvejado por tiros de metralhadora disparado por um homem com camisa de uma organizada do Vasco, também sem ferir ninguém.

Apesar das duas histórias, o clima na entrada dos visitantes era tranquilo, já que a barreira policial funcionou. Do lado de dentro do estádio, a venda de cerveja, permitida no Rio, provocou excitação. A bebida é proibida nas arenas paulistas.

Mas logo a euforia se transformou em confusão quando corintianos foram acusados de tentar saquear o bar. A polícia soltou uma bomba de gás para controlar a situação e a venda ficou proibida por alguns minutos. Sorte de um vendedor que trazia cerveja do setor vascaíno para vender com ágio aos corintianos.

Cano estourado no banheiro de São Januário para refrescar corintianos

Cano estourado no banheiro de São Januário para refrescar corintianos

Quando o jogo começou, uma cena chamava atenção por destoar tanto do clima de terror na semana que antecedeu ao jogo. Uma corintiana amamentava uma criança com a naturalidade de quem está na pracinha do bairro. Como de costume nas partidas em São Januário, as organizadas do time paulista tinham vetado a presença de mulheres e crianças. Mas algumas foram.

Mesmo com o jogo difícil no Rio, a maioria dos corintianos não comemorou como se fossem do seu time os gols do rival São Paulo, em cima do Atlético-MG, que ajudavam o alvinegro.

A explosão de alegria veio com o gol de Vágner Love, que fez ecoar nas arquibancadas durante as homenagens aos jogadores um grito improvável na maior parte do campeonato: “O Love vem aí, e o bicho vai pegar”.

Enquanto a maioria dos torcedores permanecia na arquibancada reverenciando o time, mais gente do que o banheiro dos visitantes pode suportar se acotovelava principalmente em busca de água para beber e se banhar. Um cano foi arrancado permitindo a improvisação de um chuveiro.

Refrescados, os corintianos saíram com tranquilidade do território hostil, da mesma forma como entraram. A repercussão das ameaças feitas durante a semana pelos donos da casa transformaram a passagem pelo estádio numa das mais tranquilas da história corintiana na casa do Vasco. E mais felizes também, graças ao hexacampeonato.

 


Derrota para Vasco deixa preparação física do Palmeiras na berlinda
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A derrota por 3 a 1 para o Vasco é um prato cheio para aumentar as críticas no Palestra Itália em relação ao preparo físico do time.

 Cartolas reclamam que falta fôlego no segundo tempo, etapa em que o alviverde levou dois gols em São Januário. Contra ao Atlético-MG, na rodada anterior, a rede palmeirense balançou três vezes nos 45 minutos finais.

No Rio, ficou evidente como o cansaço dos paulistas resultou em muito espaço para o Vasco armar suas jogadas. Exatamente como previam os críticos do preparador físico Anselmo Sbragia.

Por tabela, Felipão já era questionado antes do jogo com o Vasco por não ter tomado providências para acabar com a falta de gás.


Esquema de guerra funciona, mas não evita pedradas em corintianos
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O esquema de guerra montado pela Polícia Militar, acompanhado pelo Ministério Público, cumpriu o seu principal objetivo em São Januário. As organizadas corintianas entraram no estádio antes de o jogo começar, sem conflito com os vascaínos.

Porém, houve ao menos um incidente. Pouco antes do início da partida, um grupo de vascaínos partiu para cima de poucos corintianos que estavam do lado de fora do estádio. Após atirarem pedras, tentaram invadir os portões reservados para os alvinegros.

Os seguranças do estádio evitaram a invasão. Depois de colocar as uniformizadas para dentro, a PM não isolou a área dos visitantes. Não havia policiais militares no local no momento da agressão. O incidente terminou com um corintiano ferido levemente por uma pedra.

O jogo era considerado de grande risco pelo Ministério Público, por causa das brigas recentes entre as duas torcidas. E da possibilidade de vingança da Mancha Alviverde, aliada da Força Jovem do Vasco, em relação às mortes ocorridas na última briga com a Gaviões da Fiel.


Torcedor acusa PM do Rio de cobrar propina para liberar ônibus; polícia desconhece caso
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O blog recebeu denúncias de corintianos contra a PM do Rio de Janeiro. A mais grave delas foi feita pelo torcedor Júnior Moreira. Ele afirma que três policiais cobraram propina para liberar o ônibus de seu grupo para seguir viagem de volta para São Paulo, na Dutra.

Segundo ele, os PMs alegaram que o ônibus não tinha lista de passageiros, por isso seria apreendido, a menos que cada torcedor desse R$ 10. De acordo com Júnior, foi feita uma vaquinha e R$ 150 foram entregues para liberar o veículo.

O caso teria ocorrido depois das 23h36, quando Júnior alega que o grupo foi retirado do restaurante em que jantava por um PM armado com um fuzil. O torcedor enviou ao blog comprovante do pagamento no estabelecimento,localizado em Resende-RJ, com o horário registrado. Tamém informou a identificação do carro de polícia dos supostos infratores: M-521292.

Os dados podem ajudar as autoridades a investigarem as acusações. O blog entrou em contato com a assessoria de imprensa da PM do Rio de Janeiro que alegou desconhecer essa e as outras denúncias de torcedores questionadas pelo blog. Afirmou ainda que o comando aguarda denúncia formal para poder tomar providências.

Leia abaixo o relato de Júnior e, em seguida, a resposta dada pela assessoria de imprensa da PM ao blog.

“Chegamos por volta das 12h30 ao Rio. Levaram todos os ônibus para o 4º batalhão, perto de São Januário. Ficamos lá cerca de duas horas. Todos sem poder sair dos ônibus e com a janela fechada. Quando alguém abria a janela eles jogavam spray pimenta.

 Foi um cenário de horror, as pessoas vomitando dentro dos ônibus com as janelas fechadas. Os que tentavam colocar a cabeça para fora apanhavam de cacetete.

Depois, eles começaram a enfiar 100 num ônibus só, feito sardinha em lata, para ir até o estádio. Só liberavam outra turma quando o ônibus voltasse. Entrei no estádio no fim do segundo tempo. No final, seguraram a gente e começaram a bater sem motivo.

 Quando saímos do estádio, eles mandavam entrar em qualquer ônibus. Se você parasse para procurar o seu eles batiam. Imagine, você veio com um ônibus que saiu do Bom Retiro e entra num que é da Estopim da Fiel, de Diadema, como fica?

 A escolta levou os ônibus até a Dutra. A gente não tinha comido e bebido o dia inteiro, só nos alimentamos de spray pimenta. Então, no ônibus em que eu estava, decidimos parar para comer num restaurante da rede Graal. Do nada, apareceu na nossa mesa um policial militar com um fuzil e falou: ‘Que algazarra é essa aqui?’ Respondemos que tínhamos o direito de parar para comer. Ele disse: “Vocês têm cinco minutos para ralarem o peito daqui. Senão, o fuzil vai cantar. E o ônibus não está mais aí na porta, está a dois quilômetros daqui”. Pagamos a conta e andamos dois quilômetros, no acostamento, umas 50 pessoas, debaixo de chuva.

Chegamos lá, adivinhe quem estava nos esperando? O mesmo policial, com o fuzil na mão. Mais dois estavam com ele. Eles tiraram a chave do ônibus, disseram que seria apreendido por irregularidades. Outro policial falou que faltava a lista de passageiros. Claro, tivemos que entrar em qualquer um. Não deixariam a gente seguir, mas se cada um desse R$ 10 eles liberariam. Fizemos uma vaquinha, arrecadamos R$ 150, demos pra eles e fomos entrando no ônibus. Aí o mesmo que entrou no restaurante disse: “Vocês foram muito burros. Mais 15 minutos estariam em São Paulo, aqui dentro do Estado Maior é assim”’.

 A resposta da assessoria de imprensa da PM, enviada por e-mail:

“A Assessoria de Imprensa esclarece que os ônibus com torcedores do Corinthians apenas ficaram estacionados na frente do 4º BPM. Toda a escolta foi realizada pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios que desconhece a denúncia. O comandante, no entanto, aguarda denúncia formal das pessoas que se sentiram vitimadas para apurar e tomar as devidas providências.”


São Januário justifica fama de um dos piores estádios para visitantes
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Como publiquei no domingo, a Gaviões da Fiel pediu que suas sócias não fossem ao jogo com o Vasco por causa do clima costumeiramente bélico em São Januário. O temor se justifcou antes mesmo da chegada ao estádio.

Torcedores que estavam no ônbius que transportava a organizada Pavilhão Nove afirmam que foram recebidos a tiros e pedradas quando deixavam rodovia Dutra. No fim do primeiro tempo, alguns deles chegaram ao estádio com roupa rasgada e outras marcas de violência.

A agressividade entre as duas torcidas aumentou desde que a palmeirense Mancha Verde se aliou à vascaína Força Jovem. Uma bandeira na arquibancada com o símbolo da uniformizada alviverde lembrava o pacto.

Dentro do estádio, os corintianos reclamaram das condições da área reservada aos visitantes. Como mostra a foto abaixo, o banheiro usado pelos paulistas estava em estado precário.

Os donos da casa também tiveram problemas. Alguns compraram ingressos falsos vendidos por cambistas. Pouco antes de o jogo começar, membros de organizadas entraram em confronto com a PM e seguranças do clube acabaram passando mal por causa do spray de pimenta usado pelos policiais. Um caos.

Banheiro usado pelos torcedores visitantes em São Januário


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