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Treino da seleção mostra preocupação com contra-ataques
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Em seu primeiro treino na Rússia, na última terça (12), a seleção brasileira voltou a trabalhar a defesa em situações de contra-ataque para o adversário.

Esse tipo de trabalho já tinha sido feito na fase inglesa da preparação.

Numa parte do treinamento, dois atacantes vão pra cima de um defensor. Em outra, as disputas são entre três no ataque e dois na defesa.

Antes das jogadas há uma simulação em que um zagueiro tenta afastar a bola de cabeça.

A repetição  desses lances mostra a preocupação de Tite com a possibilidade de o time falhar na troca de passes e oferecer o contra-ataque ao adversário.

Faz sentido a atenção especial. Pelo menos na primeira fase da Copa da Rússia deve ser uma tônica a pressão brasileira sobre rivais fechados na defesa e loucos por um contra-ataque.


Seleção do Paulista barra quinteto de R$ 135,6 mi e destaca atletas baratos
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A seleção do Campeonato Paulista mostra como as principais equipes do Estado têm sofrido com suas grandes contratações.

Cinco dos jogadores mais caros na competição não aparecem entre os melhores, escolhidos por jornalistas.  Valdivia (R$ 18,9 milhões), Leandro Damião (R$ 42,5 milhões), Ganso (R$ 16,4 milhões por 32%), Luis Fabiano (R$ 17,6 milhões) e Alexandre Pato (R$ 40,5 milhões), que jogou o começo do torneio pelo Corinthians e ficou impedido de atuar por seu novo clube, o São Paulo, custaram juntos R$ 135,9 milhões. Todos ficaram fora da seleção.

A escalação dos melhores do torneio mostra que atletas contratados sob desconfiança e desprezados por seus antigos clubes se destacaram mais do o que caro quinteto. É o caso de Lúcio, que foi dispensado do São Paulo e ficou livre para acertar com o Palmeiras. O alviverde só precisou desembolsar os vencimentos do beque, que forma dupla de zaga com Anderson Salles na seleção.

Na defesa da seleção  do Estadual está outro palmeirense exemplo de contratação barata: o goleiro Fernando Prass. Ele rescindiu seu antigo contrato com o Vasco na Justiça, por causa de salários atrasados.

Até o craque da competição, Cícero, enfrentou o desinteresse de seu clube anterior, o São Paulo, e acabou sendo emprestado aos Santos pelo Tombense, ao qual é vinculado.

A revelação do campeonato, Geuvânio, esteve para deixar o Santos antes de se firmar. Ele forma o ataque dos melhores da competição ao lado de Thiago Ribeiro, seu companheiro de time, contratado junto ao Gaglari, da Itália, sob desconfiança de torcedores e conselheiros e por cerca de R$ 8 milhões. Ou, aproximadamente, 20% do que o Santos terá que pagar aos investidores que emprestaram o dinheiro para a contratação do também atacante Damião, caso ele não seja vendido em três anos.


Antes de estreia, Felipão implanta sistema “bateu, levou” em relacionamento com imprensa
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Antes da estreia na Copa das Confederações, neste sábado, contra o Japão, Luiz Felipe Scolari deixou claro que implantou na seleção o sistema “bateu, levou” com a imprensa.

O treinador tem respondido quase que simultaneamente às críticas a ele e a seus jogadores. Nesta semana, nota no site da CBF respondia ao comentarista Neto, que soltou um palavrão ao dizer que preferia falar sobre o Palmeiras a comentar a seleção. O comunicado citava que comissão técnica e jogadores se viam obrigados a responder.

O treinador já havia chamado de piada uma pergunta feita por repórter de rádio no Maracanã. Menos mal que não reagiu quando o entrevistador perdeu a mão e chamou o técnico de covarde.

No início da temporada de treinos para a Copa das Confederações, o técnico também se incomodou com um comentário feito na ESPN, que transmitia um treinamento ao vivo.

Nas entrevistas coletivas, ainda que educadamente, ele tem interrompido algumas perguntas para se antecipar e defender seu time. Foi assim nesta sexta quando ouviu que a seleção não é mais respeitada pelos adversários. Interrompeu a pergunta para dizer que quem não respeita o time nacional é a imprensa brasileira.

Com essas atitudes, o treinador demonstra que está atento ao que a imprensa diz. E disposto a proteger sua nova família com unhas e dentes. O único risco é ele se preocupar demais com o que se comenta, desperdiçando energia que deveria ser gasta com o time. Isso aconteceu em sua última passagem pelo Palmeiras.


Com transferência de Paulinho na mira, Kia é esperado em jogo da seleção
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Saída de Paulinho após Copa das Confederações é dada como certa no Corinthians

Frequentador assíduo das concentrações da seleção brasileira fora do país, Kia Joorabchian é aguardado por amigos no amistoso desta quarta contra o Chile, em Belo Horizonte. De acordo com interlocutor do empresário, ele quer aproveitar a passagem pelo Brasil para cuidar da transferência de Paulinho para a Europa. No Corinthians, a saída do meia após a Copa das Confederações é dada como certa.

O blog apurou que ele planejava acompanhar a partida junto com Giuliano Bertolluci, seu parceiro em diversas operações, e Duílio Monteiro Alves, diretor-adjunto de futebol do Corinthians, convidados pelo BMG para ir ao Mineirão.

Porém, segundo a assessoria de imprensa do Corinthians, Duílio declinará do convite por conta de compromissos no CT do clube. Já a assessoria de Bertolucci apenas informou que ele vai ao amistoso.

No Parque São Jorge, a avaliação é de que falta só Paulinho definir para onde quer ir. Inter de Milão, Shakhtar Donetsk e Tottenham estão entre os interessados. Kia é influente no mercado inglês, especialmente no Chelsea.

Na Europa, Kia deu entrevista recentemente dizendo ser agente de Paulinho.  No começo do ano, o volante afirmou que seu empresário tinha passado a ser Bertolucci.

Também no início de 2013, o iraniano esteve em São Paulo para prestar depoimento em processo que investiga a antiga parceria entre MSI e Corinthians.


Vistas grossas de Felipão para simulação de Neymar e vandalismo ofuscam convocação de estreante
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As declarações de Felipão deixaram em segundo plano a convocação de Diego Costa, agenciado pela empresa do agente do técnico, Jorge Mendes. Chamou mais atenção a maneira como o treinador fechou os olhos para dois assuntos importantes durante a entrevista coletiva desta terça. Ele ignorou o teatro de Neymar no clássico contra o Corinthians. E sugeriu que a imprensa faça vistas grossas para certos atos de violência nos estádios.

Impossível Felipão não ter visto como Neymar  mergulhou no Morumbi. Incrível sugerir que treinadores falam em simulação do craque para desviar a atenção de outros problemas. Será que ele se esqueceu de como reclamava de árbitros, conselheiros, dirigentes e federação quando as coisas estavam mal no Palmeiras?

Que o treinador queira proteger Neymar é compreensível, apesar de não usar argumento convincente. O que não dá para compreender é como o fato de a imprensa não noticiar atitudes violentas nos estádios pode ajudar, conforme aconselhou o técnico da seleção.

Súmula de clássico mostra amarelo a Neymar por simulação


Dinheiro público e saída de Teixeira não bastaram para salvar futebol feminino
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 Eliminada diante no primeiro mata-mata do futebol feminino olímpico, a seleção brasileira era ao mesmo tempo cartão postal da nova direção da CBF e do Ministério do Esporte.

Dez jogadoras do time que fracassou diante do Japão são beneficiárias do bolsa-atleta. Entre elas a goleira Andréia e Maurine, que recebem ajuda de custo mínima de R$ 3.1000 mensais do Governo Federal.

Além do apoio governamental, as meninas passaram a ter um pouco mais de atenção da CBF com a saída de Ricardo Teixeira, que praticamente ignorava a equipe. Com José Maria Marin, ao menos o estafe do time nacional ganhou mais integrantes. E um canal aberto com a direção da confederação.

O sucesso do futebol feminino olímpico ajudaria Marin a mostrar que a CBF está sob nova direção. Mas não deu. A derrocada de Marta e suas colegas mostra que a pincelada de verniz foi insuficiente para dar um brilho dourado ou ao menos um bronzeado para o futebol feminino.

CBF, COB e Ministério do Esporte precisam primeiro organizar um campeonato nacional de verdade e constante. Não é fácil. Para a engrenagem funcionar o torcedor tem que sair de casa para ver as mulheres em ação. E isso só vai acontecer se o espetáculo for atraente e existir identificação entre plateia e time.

Ao menos um projeto de desenvolvimento foi entregue ao Governo, como disse René Simões, comentarista e diplomado no assunto, ao final da transmissão da Record na melancólica despedida brasileira.


Dirigentes do São Paulo já se arrependem por segurarem Lucas
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Nos corredores do Morumbi, parte dos dirigentes do São Paulo admite arrependimento por não ter vendido Lucas para o Manchester United. Os cartolas entendem que o jogador ficou frustrado por não ir para a Europa. Temem que ele volte da Olimpíada com a cabeça ainda na Inglaterra. Assim o São Paulo teria um atleta desinteressado.

O arrependimento bateu também por causa dos valores de negociações fechadas recentemente. Se Oscar, titular da seleção Olímpica, foi para o Chelsea por cerca de R$ 80 milhões, é difícil imaginar que o reserva Lucas termine a competição valendo mais do que os R$ 96 milhões oferecidos pelo United e recusados por Juvenal.

O estafe do presidente teme também que num futuro próximo ele seja criticado pela torcida, se vender Lucas por menos do que os ingleses ofereceram agora sob o argumento de não ficar com um jogador insatisfeito. Seria um desperdício de dinheiro com cara de filme repetido no Morumbi.


Empresário Ronaldo já tem coleção de desafetos por agir a favor do Corinthians
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A curta carreira de Ronaldo já rendeu ao Fenômeno uma coleção de desafetos. O episódio envolvendo a permanência de Paulinho no Corinthians aumentou a lista de gente irritada com o ex-jogador. As queixas partem de dirigentes, conselheiros e empresários.

As principais reclamações são sobre o ex-jogador agir quase sempre como se fosse cartola do Corinthians e por ir contra os interesses de agentes dos atletas abordados por ele.

A carreira de Ronaldo em fotos

A carreira de Ronaldo em fotos

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Na última sexta, como o blog mostrou, José Carlos Brunoro criticou Ronaldo por ser incoerente ao telefonar para o volante e trabalhar por sua permanência no Parque São Jorge. Incoerência pelo fato de o Fenômeno ter aconselhado Neymar, cliente de sua agência, a sair do Brasil.

O blog apurou que numa ligação para Paulinho, o ex-atacante assegurou que o volante conseguiria um salário superior aos R$ 300 mil oferecidos inicialmente pelo Corinthians. Ele trabalharia para isso. Paulinho acabou fechando por R$ 400 mil, R$ 100 mil a mais do que recebe o reserva Douglas.

A irritação do Audax, dono de 45% dos direitos do volante idolatrado pela Fiel, acontece ao mesmo tempo em que conselheiros do Santos protestam contra o Fenômeno ser um dos responsáveis pelo marketing de Neymar.

Alegam que o principal jogador do time não pode trabalhar com alguém tão ligado ao rival Corinthians. Acreditam que ele sempre irá agir pensando no que é melhor para o alvinegro da capital. Como ao incentivar a saída de Neymar, que enfraqueceria um rival corintiano. A direção santista também já atacou publicamente o Fenômeno por aconselhar o jovem a ir para Europa.

No Flamengo, Ronaldo teve participação no episódio que se transformou numa bola de neve e culminou com a saída de Ronaldinho Gaúcha da Gávea. A Traffic parou de pagar os salários do atacante após a 9nie, agência do ex-jogador, ganhar comissão por intermediar negociação de patrocínio na camisa rubro-negra. A Traffic viu seu acordo com o Fla desrespeitado.

Empresários e cartolas também enxergam um conflito de interesses e uma concorrência desleal com Ronaldo. Isso por causa da proximidade dele com o presidente da CBF, José Maria Marin. Ambos são colegas no COL. A alegação é de que o Fenômeno não poderia se envolver com atletas da seleção brasileira que devem estar na Copa de 2014. E de que sua proximidade com a CBF pode sugerir aos jogadores que com ele por perto fica mais fácil chegar ao time nacional.

O blog telefonou para a assessoria de imprensa da 9nine. Ouviu como resposta que ele está viajando e não poderia ser localizado.


Galvão Bueno x CBF vira atração de jogo da seleção contra México
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No programa “Bem Amigos”, do Sportv, nesta segunda, Galvão Bueno alfinetou a CBF como raras vezes em sua carreira. Criticou os amistosos que desfalcam times no Brasileirão.

O narrador afirmou que jogos contra adversários frágeis “não são bons para a gente e nem para a seleção, mas devem ser bons para alguém”. Ele insistiu em falar sobre detalhes comerciais das partidas do time nacional e de como é importante para os torcedores serem informados sobre isso. Não combina muito com seu estilo.

As críticas podem ser interpretadas apenas como uma maneira de o locutor mostrar independência em relação à CBF ou até como um pronunciamento quase oficial da emissora. Um protesto contra jogos com anêmica capacidade de atrair telespectadores, além de enfraquecerem o produto “Brasileirão”.

Ao longo dos anos, o comportamento de Galvão nas transmissões serviu como indicativo do que pensa a Globo sobre temas ligados à seleção. Por isso, a partida contra o México não servirá apenas para observar o time de Mano. Será também uma termômetro para medir a temperatura atual da relação entre Globo e CBF.


Seleção teme abertura da Copa em São Paulo
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“Se a abertura da Copa for em São Paulo, como deve ser, nós estamos ferrados. Vamos fazer o primeiro jogo diante do público mais duro”. A afirmação é de um membro do COL, o comitê organizador do Mundial de 2014.

Ele revela o temor de que a partida na capital paulista torne a estreia ainda mais tensa do que já seria naturalmente. De fato, o público paulistano costuma ser o menos paciente com o time nacional. E um tropeço na estreia pode tornar mais difícil toda a caminhada da equipe na competição.

Segundo o autor da frase, esse é um problema para se pensar. Pensando bem, será que tal temor está relacionado a pelo menos alguns dos problemas enfrentados por São Paulo para garantir a abertura? Pode até ser, mas isso não encobriria a má condução por parte da prefeitura e do governo estadual na questão até agora.