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Opinião: Inglaterra anula armas de Tite em teste digno de Copa do Mundo
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Diante da Inglaterra, em Londres, Tite experimentou, enfim, dificuldades parecidas com as que deve encarar na Copa da Rússia. Mesmo desfalcado, o adversário anulou as principais armas da seleção brasileira e segurou o empate sem gols. Apesar de jogar em casa, os ingleses pouco se arriscaram em busca da vitória.

Com uma marcação compacta, a seleção europeia impediu, na maior parte do jogo, as triangulações que o Brasil gosta de fazer. Diante de uma marcação em bloco, Neymar, Gabriel Jesus e Coutinho, que seriam fundamentais para desmontar a organização inglesa com lances individuais, pouco conseguiram fazer. Paulinho teve dificuldade para ajudar o ataque por causa da falta de espaço. Quando teve uma excelente chance no primeiro tempo mandou a bola para longe do gol. Na etapa final, após Neymar entortar os rivais e dar um presente para ele, o volante parou no goleiro adversário.

No finzinho, Neymar conseguiu usar mais sua habilidade, fazer bons lances, mas nada de sair gol.

Lendo assim, pode parecer que o Brasil jogou mal. Mas não foi uma má apresentação. A defesa se posicionou bem, a transição defensiva funcionou, e os ingleses não conseguiram contra-atacar.

O teste foi importante para Tite ter mais noção dos pontos que precisa melhorar. Principalmente contra adversários fortes taticamente e que se preocupam mais em defender do que em atacar, como foi a Inglaterra nesta terça. Rivais assim devem ser comuns no Mundial.


Opinião: na Bolívia, seleção brasileira comprova boa preparação
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Conforme se aproxima a Copa do Mundo da Rússia, a seleção brasileira aumenta a impressão de que já está bem preparada para a competição, apesar de ainda poder e precisar evoluir. Isso foi reforçado no empate sem gols nesta quinta com a Bolívia.

O futebol do time comandando por Tite não foi brilhante. Ficou um pouco abaixo de sua média, porém foi uma boa apresentação.

Os brasileiros dominaram praticamente toda a partida, mas esbarraram na boa atuação do goleiro Lampe, autor de pelo menos cinco defesas difíceis, e em seus erros de finalização. A seleção também mostrou variação de jogadas, com alternância de trocas de passes e lançamentos. A solidez na marcação fez com que os bolivianos tivessem apenas uma grande chance ao acertarem a trave no primeiro tempo.

Por tudo isso, o jogo na altitude de La Paz não foi tão sofrido como costuma ser para o Brasil. Nada de jogadores desabando sem ar no campo, o que também é prova de uma preparação bem feita. O saldo é o aumento da sensação de que a seleção está em boas mãos e no caminho certo para fazer um Mundial pelo menos decente. Faltando pouco menos de um ano para a Copa, o time é organizado e competitivo, algo que não conseguiu durante toda a competição de 2014, por exemplo.


Opinião: Tite mudou rumo da carreira de Paulinho com nova chance na seleção
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A contratação de Paulinho pelo Barcelona simboliza quanto uma convocação para a seleção brasileira pode mudar a vida de um jogador. Quase esquecido na China, o volante voltou a atuar pelo Brasil mais pela confiança depositada nele por Tite do que pelo seu rendimento naquele momento.

O jogador aproveitou a chance e se transformou num dos principais jogadores da equipe. Virou fundamental para a seleção e fez por merecer sua volta à elite do futebol.

Apesar de seus enormes méritos pessoais, o ex-corintiano deve agradecer a Tite pelo fato de aos 29 anos ter a maior oportunidade de sua vida. Se suas atuações estivessem restritas ao futebol chinês, por melhor que fossem, dificilmente ele chamaria a atenção do Barça ou de outro gigante europeu. Certamente não encontraria alguém disposto a pagar 40 milhões de euros (cerca de R$ 151 milhões).

Agora Paulinho terá o maior desafio de sua carreira. Depois de não decolar no Tottenham, tem o que pode ser sua derradeira chance de mostrar ser um jogador de ponta na Europa.

A missão é mais desafiadora do que brilhar na seleção brasileira porque no time nacional ele conta com um técnico que conhece muito bem suas virtudes e defeitos e que montou um esquema no qual ele tem papel fundamental. No Barcelona tudo será novo. A cobrança será diária, enquanto a seleção se reúne de tempos em tempos. Pela solidez de esquema tática que o Barça já possui, a tendência é que ele seja menos decisivo do que é na seleção. Ou seja, terá que lutar mais para se destacar.

Porém, se conseguir brilhar tanto no Barcelona como tem feito na seleção, Paulinho vai alcançar um patamar que talvez ele mesmo não esperasse mais.

Para Tite, a transferência pode ser ótima ou péssima. Se o volante deslanchar na Catalunha, a seleção brasileira ganha pelo fato de ele trocar o futebol chinês por competições de primeira linha. Se ficar na reserva, poderá perder ritmo de jogo e ter seu desempenho pelo Brasil afetado perto da Copa do Mundo da Rússia.


Opinião: David Luiz foi a melhor notícia para seleção brasileira em goleada
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Se fosse um jogo de Copa do Mundo, certamente Tite sofreria algumas críticas pelas dificuldades enfrentadas no primeiro tempo da vitória por 4 a 0 sobre a Austrália. Mas foi um amistoso e valeu principalmente pelos testes. Contando também a derrota para a Argentina por 1 a 0, a seleção brasileira volta para casa com mais opções.

A principal delas é David Luiz jogando adiante da zaga, com liberdade para avançar, de maneira parecida com a que atuou na última temporada pelo Chelsea. Ele deu mais proteção à defesa brasileira e foi importante na roubada de bola, iniciando a transição para o ataque. De quebra, carimbou o travessão após cabeçada em jogada que culminou no segundo gol, marcado por Thiago Silva.

Sem dúvida, David Luiz se destacou numa jornada com muitas mudanças, atuação da seleção razoável no primeiro tempo e muito boa na etapa final.

Entre os que ainda não têm vaga garantida no Mundial da Rússia, Taison, ajudado pela entrada de Willian, principal destaque no segundo tempo, colaborou para a melhora ofensiva do Brasil. Taison fez seu gol após sair do banco e merece mais oportunidades.

Também testado, Diego Souza fez o primeiro e o quarto gols mostrando que não é absurdo ser considerado uma opção para a reserva, caso haja algum problema com os principais atacantes do país. Giuliano, que herdou a 10 de Neymar e deu a assistência para a abertura do placar, poderia render mais.

Já Alex Sandro foi muito tímido no apoio ao ataque, o que colabora para o corintiano Arana merecer uma chance.

No saldo geral, Tite fez a lição de casa, aproveitando o fato de já estar classificado para a Copa do Mundo a fim de ampliar seu leque de opções, independentemente do rendimento abaixo da média da seleção sob seu comando em parte dos dois amistosos.


Opinião: Tite perde a invencibilidade, mas não o padrão de jogo
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Apesar da derrota por 1 a 0 para a Argentina, o amistoso desta sexta na Austrália deixa um salto positivo para o time de Tite. A seleção brasileira conseguiu jogar em pé de igualdade com seu maior rival, mesmo poupando vários titulares, entre eles Neymar. Os “hermanos” tinham Messi em campo. E mais uma vez ele não parecia nem um rascunho do craque do Barcelona.

A postura tática, a rápida transição da defesa para o ataque e vice-versa e a manutenção da posse de bola para esperar brechas do adversário estiveram presentes. As trocas de passes em velocidade no ataque aconteceram em menor volume do que de hábito.

Em boa parte, a manutenção do padrão de jogo foi possível graças a Paulinho, que mais uma vez comprovou sua importância para a seleção.

A atuação apagada de Philippe Coutinho e o fato de Gabriel Jesus estar longe de sua melhor forma após voltar de grave contusão certamente impediram o Brasil de obter um melhor resultado, por isso a ausência de Neymar foi mais sentida do que as demais.

A perda de eficiência ofensiva, no entanto, não fez com que a seleção se transformasse num time frágil. Prova de que Tite, agora não mais invicto no comando da seleção, montou uma estrutura de jogo que resiste a mudanças de jogadores, mesmo com uma pequena queda de rendimento. Ponto fundamental para superar os imprevistos que surgem numa Copa do Mundo.


Talento individual + força coletiva = igual a outra vitória do Brasil
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O Paraguai foi um adversário complicado na Arena Corinthians, apesar da derrota por 3 a 0. Teve pouco apetite ofensivo, mas foi faminto na marcação. Diminuiu espaços para a seleção brasileira e poderia ter dificultado muito mais as coisas. Não complicou por causa da combinação entre organização tática e talento individual, que já se tornou uma característica da equipe comandada por Tite.

Foi a disciplina tática que permitiu ao volante Paulinho (ele mais uma vez) apoiar o ataque sem comprometer a defesa e ajudar na abertura do placar. Os talentos do ex-corintiano e de Philippe Coutinho para se virar sem espaço completaram o lance que culminou com o primeiro gol brasileiro.

Também organizado taticamente, o Paraguai não se desesperou e nem abriu a porteira. De quebra viu seu goleiro defender um pênalti cobrado por Neymar, que na base do talento individual fez o segundo do Brasil. Os brasileiros  buscaram o gol sem abrir buracos que permitissem o contra-ataque paraguaio.

No final, após receber de Coutinho, Paulinho, de novo, serviu com maestria Marcelo, autor de mais um golaço da equipe de Tite. Assim, um jogo que poderia ser suado terminou com o folgado placar de 3 a 0 em mais uma demonstração de como a aplicação tática favorece os jogadores habilidosos dessa seleção.


Tite “goleia” técnicos adversários nas Eliminatórias
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O desempenho da seleção brasileira nos sete jogos comandados por Tite até a vitória contra o Uruguai geraram um abismo entre o desempenho do treinador brasileiro nas Eliminatórias da Copa de 2018 e o de seus colegas. O técnico do Brasil tem números melhores do que os adversários em praticamente todos os quesitos, de acordo com estatísticas disponíveis no site “O Gol”.

 Um bom parâmetro é o rendimento da Argentina com Edgardo Bauza no banco de reservas, pois o ex-comandante do São Paulo também acumula sete participações no torneio. Enquanto o Brasil de Tite (sem contar os jogos com Dunga) marcou 21 gols, os argentinos fizeram nove com Bauza.

Na defesa o ex-corintiano também leva vantagem sobre o ex-são-paulino. Seu time levou apenas dois gols. A equipe do colega foi vazada oito vezes.

Ao mesmo tempo em que o brasileiro venceu suas sete partidas, o argentino acumulou três vitórias, dois empates e duas derrotas.

Nenhum treinador somou mais vitórias do que Tite. Oscar Tabárez também tem sete triunfos, mas dirigiu a seleção do Uruguai 13 vezes na competição.

O brasileiro é o único a colecionar sete vitórias seguidas na competição. E só Tite atingiu a marca de quatro resultados positivos fora de casa. O apetite ofensivo dos brasileiros como visitantes sob o comando dele também impressiona. São 11 gols comemorados nas casas dos adversários. Apenas o Equador de Gustavo Quinteros chegou a essa marca, mas ele participa do certame desde o início.

A média de gols marcados pelo Brasil a partir da chegada do atual técnico é superior a de todos os concorrentes. São três por jogo contra média de 1,9 por partida registrada pelo Uruguai de Tabárez, equipe que mais marcou gols nas eliminatórias. Foram 25 em 13 jogos. Só quatro a mais do que o Brasil de Tite fez em sete partidas.

Na defesa, a média de gols sofridos pela seleção brasileira com o substituto de Dunga no comando é a menor da disputa: 0,28 por partida.

Na disciplina, a equipe de Tite também se destaca. Foram 13 amarelos e sem expulsões. Nenhum treinador, entre os que estiveram em pelo menos sete jogos, viram seus atletas serem tão pouco punidos.

Os números também são favoráveis ao atual treinador na comparação com seu antecessor. Dunga registrou duas vitórias, três empates e uma derrota nas Eliminatórias para o mundial russo. O ex-treinador disputou um jogo a menos do que seu sucessor, mas viu a seleção com outro comandante fazer dez gols a mais e sofrer seis a menos.


Opinião: Corinthians redescobre como é fácil agradar aos seus torcedores
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Sem dar espetáculo, sem contratações bombásticas e sem astros, o Corinthians é líder geral do Campeonato Paulista. Já venceu dois rivais em clássicos: Palmeiras e Santos. É o que bastou para Fiel, antes cabisbaixa, voltar a sorrir.

Não foram necessárias goleadas e nem atuações de gala. Bastaram correria, vontade, aplicação tática, garotos da base em campo e solidez defensiva. Assim, o alvinegro redescobre como é fácil satisfazer à sua torcida. Não é preciso gastar como arqui-inimigo Palmeiras, desde que esses elementos estejam em campo.

Foi assim no início do trabalho de Tite em 2012 (tirando a parte da molecada), quando o time era de operários dedicados. Não se trata de comparar as duas equipes, pois a de hoje não dá, pelo menos por enquanto, indícios de que pode chegar onde aquela chegou. A comparação é na simplicidade que satisfez o torcedor.

Se mantiver esse ritmo e não ganhar o Paulista e permanecer na briga pela Copa do Brasil, nenhuma catástrofe acontecerá em Itaquera. Carille provavelmente poderá seguir seu trabalho.

Antes considerado por muitos a quarta força de São Paulo, hoje o Corinthians pode pensar no título Estadual, mesmo com a natural evolução do favorito Palmeiras. Pois em campeonato com mata-mata, não dá pra duvidar de time que tem a pegada demonstrada pelo alvinegro.


Tranquilizado por Tite, Ganso descarta pedir para sair do Sevilla agora
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Sem ser aproveitado no Sevilla, Paulo Henrique Ganso tem recebido constantes sondagens de clubes brasileiros. Santos e Grêmio estão entre os que já manifestaram interesse em repatriar o jogador. Porém, o meia e seu estafe não têm planos para pedir uma transferência agora em busca de mais visibilidade.

A recente conversa com Tite, que esteve na Espanha e disse entender o período de adaptação dele ao futebol espanhol, acalmou o atleta em relação às suas chances de disputar a Copa da Rússia. Por isso, encontrar um time para ser titular agora não é visto como algo fundamental em busca da vaga no Mundial do ano que vem.

A ideia é que o empresário do atleta, Giuseppe Dioguardi, só converse com a diretoria do Sevilla sobre o futuro do jogador após ao final desta temporada. A partir daí, se não houver a perspectiva de ele ser aproveitado, será sugerida a negociação com outro clube europeu para que Ganso jogue com frequência e conquiste seu espaço na seleção. Voltar ao Brasil no segundo semestre também não faz parte da estratégia. Seria um retrocesso. Além disso, a negociação com um clube brasileiro é vista como muito difícil por questões financeiras.

No momento, Ganso está convencido de que deve treinar sem reclamar, pois o time está bem, briga pelo título Espanhol e não há como criticar o técnico Jorge Sampaoli por sua ausência.


Opinião: diferentes, Tite e Neymar formam combinação vital para a seleção
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Os dois tiveram seus nomes cantados pela torcida em treino da seleção brasileira em Manaus.

Ambos foram fundamentais para a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre a Colômbia nesta terça feira.

Um simboliza a força coletiva da nova seleção. O outro representa o lance individual, decisivo.

Um é transpiração. O outro é inspiração.

Um filtra seus sentimentos, é a sensatez em pessoa. O outro é emoção em estado bruto, uma bomba-relógio.

Um preza pelo clima de paz e cordialidade entre imprensa e seleção, tem jogo de cintura diante das perguntas mais duras. O outro rebate questionamentos indesejados com coices. Vive às turras com os jornalistas.

Um criou todas as condições para brilhar o outro, que evitou o tropeço do chefe já em seu segundo jogo na seleção marcando o gol de desempate.

Um comemorou se juntando aos torcedores, se posicionando no mesmo andar deles. O outro festejou seu gol com uma dose de arrogância, na base do “eu sou f…”, “eu estou aqui”, se colocando como o salvador da torcida.

Um abraçou o outro em pura demonstração de sintonia entre a dupla.

Completamente diferentes, Tite e Neymar se completam numa combinação que deu vida nova à seleção.