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Opinião: as piores frases do futebol brasileiro em 2018
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1 – “É difícil ser Neymar”.

Edu Gaspar, depois da eliminação da seleção brasileira diante da Bélgica na Copa da Rússia.

2 – “A festa que fiz foi com a sua mãe”. 

Neymar pai ao responder para a repórter da “Folha de S.Paulo”, Camila Mattoso, se teria feito festa no hotel da seleção em Sochi.

3 – “Vocês vão lá domingo. Esperem sentadinhos”.

Felipão provocando jogadores do Cruzeiro após eliminação palmeirense na Copa do Brasil.

4 – “Coloquei em Neymar o apoio e a responsabilidade. Ele conseguiu ler os dois. O apoio como jogador e a responsabilidade pela capitania.”

Tite, elogiando Neymar mesmo depois de ele receber cartão amarelo por simulação em jogo contra Ele Salvador.

5 – “Pelo menos o Corinthians tem taça de Mundial, duas, para penhorar, né?

Andrés Sanchez, ironizando o Palmeiras ao falar sobre decisão da Justiça que havia penhorado a taça de Campeão Mundial do Corinthians conquistada em 2012.

6 – “A Vila Belmiro é um estádio puxadinho”.

José Carlos Peres, presidente do Santos, sobre a casa do clube.


Opinião: melhora de Neymar na seleção merece ser vista com cautela
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A atuação de Neymar contra a Arábia Saudita, com direito a duas assistências, serviu para mostrar para ele mesmo e Tite de que o camisa 10 pode ser muito útil na seleção brasileira sem fazer gols.

Com sua qualidade, pensando e destribuindo o jogo, ele é capaz de ser mais letal do que simplesmente como o cara que dribla e tenta o gol.

Além das assistências para Gabriel Jesus e Alex Sandro. O jogador do PSG mostrou evolução ao evitar simulaçôes e reclamações.

Ao contrário do que fez na eliminação na Copa da Rússia diante da Bélgica, desta vez, após o triunfo por 2 a 0 sobre os sauditas, ele deu entrevistas. Não merece elogio por isso, já que é praticamente uma obrigação dos líderes de qualquer time representarem os colegas diante da imprensa.

O saldo do amistoso em Riad é postivo para Neymar, mas deve ser visto com cautela. É prudente desconfiar que ele possa ter uma recaída, como tantas que já teve.

Além disso, o adversário da última sexta era frágil. Ou seja, é interessante esperar o desempenho de Neymar contra a Argentina, na próxima terça (16), para uma avaliação mais consistente sobre se o principal jogador da seleção está em fase de evolução, principalmente comportamental.

Nada melhor do que Argentina para testar Neymar emocionalmente , tecnicamente e taticamente.

Mas, independentemente do que acontecer, é importante entender que também será apenas mais um pequeno passo no ciclo para o próximo Mundial.

Do mesmo jeito que não é razoável considerar Neymar recuperado pelo que apresentou contra a Arábia Saudita não será justo carimbá-lo como irrecuperável caso haja uma recaída diante dos argentinos.

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Opinião: Tite volta a criar realidade particular ao avaliar Arábia
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Em suas entrevistas coletivas Tite começa se especializar em criar uma realidade particular, que parece ser enxergada apenas por ele.

Um bom exemplo foi dado pelo treinador da seleção brasileira ao comentar sobre a Arábia Saudita, adversária do Brasil nesta sexta (12), às 15h30 (horário de Brasília), em Riad.

Do jeito que Tite descreveu a Arábia parece que o Brasil vai encarar a nova sensação do futebol mundial.

“Traz níveis de exigência, a Arábia Saudita é equipe móvel, de qualidade de passe, não é uma equipe estática, pragmática. Isso gera grau de dificuldade maior. Ela rompe linhas, ataca espaço, não é uma equipe pesada”, afirmou o treinador.

A propaganda é tão boa que dá vontade assistir ao jogo só pra contemplar essa máquina saudita.

Mas daí você lembra que a Arábia Saudita foi eliminada na primeira fase na Copa da Rússia. Na breve campanha foi  goleada por 5 a O pelos anfitriões.

Fica fácil desconfiar que a análise de Tite não retrata fielmente as habilidades da seleção saudita.

Ele já tinha optado por caminho semelhante ao dizer que Neymar entendeu a responsabilidade de ser capitão da seleção nos últimos dois jogos. Porém, ignorou um cartão amarelo levado pelo camisa 10 por simulação.

A impressão que fica é de que Tite altera a realidade para proteger jogador, a direção, responsável por acertar os amistosos, ou até mesmo de forma preventiva em relação a uma eventual dificuldade diante de um adversário frágil.

Só que essa postura fere o manual de Tite esculpido na transparência e na verdade. Qual o problema de dizer que não foi possível encontrar um adversário mais forte? Nenhum.

Análises exóticas muitas vezes sugerem a tentativa de esconder fatos verídicos. E isso costuma irritar o torcedor.

Tite deveria ter em mente que historicamente a CBF leva em conta o desejo da torcida para tomar decisões, como trocas de técnico. A irritação com o jeitão do treinador somada a eventuais maus resultados pode fragilizar a situação do técnico no cargo.


Caso Everton fortalece Tite: dispensa da seleção só por lesão
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A decisão da CBF de não dispensar o gremista Everton dos amistosos da seleção brasileira contra Arábia Saudita e Argentina, nos próximos dias 12 e 16, é uma vitória de Tite.

Romildo Bolzan Júnior, presidente do Grêmio, havia se reunido na semana passada com Walter Feldman, secretário-geral da Confederação Brasileira, e Rogério Caboclo, eleito para presidir a entidade a partir de abril do ano que vem. Na ocasião, o dirigente tricolor trabalhou pela liberação do jogador.

Apesar de a CBF não admitir oficialmente, avaliou a possibilidade de liberar o atleta, o que eliminaria o risco de um atrito político. Tanto que a resposta negativa não foi dada imediatamente para o presidente do clube gaúcho.

A principal pedra no caminho da pretensão do Grêmio foi o técnico Tite, que fez questão de manter a convocação. A eventual dispensa de Everton abriria um precedente e deixaria a comissão técnica enfraquecida diante de pedidos futuros.

Na última quarta à noite (3), os gremistas foram avisados oficialmente pela CBF de que não haverá liberação. O artilheiro desfalcará a equipe de Porto Alegre contra o Palmeiras, pela 29ª rodada do Brasileirão.

Um dia antes do aviso formal, o discurso da cúpula da entidade já era de que ninguém  deixa uma convocação a não ser por lesão. Ou seja, o caso de Everton servirá de exemplo em eventuais novos pedidos de clubes.

Com Marinho Saldanha e Pedro Ivo Almeida, do UOL em Porto Alegre e no Rio de Janeiro


Opinião: Tite erra ao dizer que Neymar entendeu responsabilidade de capitão
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“Coloquei em Neymar o apoio e a responsabilidade. Ele conseguiu ler os dois. O apoio como jogador e a responsabilidade pela capitania.”

A afirmação de Tite, nesta sexta (21), durante entrevista coletiva, mostra uma leitura equivocada do treinador da seleção brasileira sobre o recente comportamento do astro como capitão.

No amistoso contra os Estados Unidos, de fato, ele se comportou bem, sem arrumar confusões inadmissíveis para quem ostenta a braçadeira da seleção brasileira.

Porém, contra El Salvador, no último dia 11, o atleta do PSG recebeu cartão amarelo por simulação. Ou seja, foi punido por um vício que Tite espera corrigir com a faixa de capitão. Evidentemente, a estratégia não funcionou nesse jogo.

É difícil acreditar que o treinador da seleção brasileira tenha sido tão míope em relação ao episódio. Mais plausível é crer que ele tentou tapar o sol com peneira ao dizer que Neymar entendeu a responsabilidade embutida na capitania. Entendeu coisa nenhuma. O cartão amarelo mostra isso.

Da mesma forma, o técnico parece não ter compreendido que não vai ajudar o jogador a evoluir passando a mão na cabeça dele. E muito menos usando a faixa de capitão da seleção para pressionar um atleta que não é o mais indicado ao posto e já se sentia muito pressionado.

Neymar vive cercado de gente que não o ajuda a enxergar seus defeitos. Cabe aos técnicos dele apontar as falhas, indicar as soluções e trabalhar com ele para o acerto.

Proteger o mundo imaginário no qual todos querem ferrar Neymar, o “milionário de vida digna de pena”,  fará o principal jogador da seleção brasileira ficar estagnado. Ou até regredir. Ao mesmo tempo, Tite vai desgastando sua imagem, já desbotada diante de parte de imprensa e torcida. Mas ele terá problemas mesmo se a cegueira em relação ao camisa 10 o desmoralizar perante os demais jogadores.

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Opinião: faixa de capitão deve ser usada em prol da seleção, não de Neymar

Tite observa nova função de Neymar no PSG, mas diz preferi-lo pela esquerda


Opinião: faixa de capitão deve ser usada em prol da seleção, não de Neymar
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A faixa de capitão da seleção brasileira não é para ser dada, mas conquistada por quem a merece.

Não é para ajudar um jogador a evoluir, mas para ser usada por quem está mais preparado para exercer a função e contribuir com a equipe.

Muito menos é um instrumento de pressão. Pelo contrário, quem a ostenta deve se sentir confortável no papel a ser cumprido.

Por tudo isso, este blogueiro considera um erro Tite ter nomeado Neymar capitão da seleção.

O jogador do PSG deixou a Copa da Rússia sem desempenhar o papel de líder do time nacional dentro e fora de campo. Nem deu entrevista coletiva após a eliminação diante da Bélgica, algo básico para quem pretende liderar.

Então, o que Neymar fez para merecer a braçadeira desde a queda no Mundial? Nada, já que a partida contra os Estados Unidos, na última sexta (7), foi a primeira do novo ciclo.

Se a intenção é fazer com que o camisa 10 melhore no aspecto disciplinar e tenha uma postura mais adulta em campo, Tite corre o risco de ter um capitão ineficiente. Seria melhor deixar a faixa com quem já está pronto para cumprir a missão.

Como mostrou o UOL Esporte, a ideia da comissão técnica é fazer com que a pressão pela função contribua para o desenvolvimento de Neymar. Um forma de fazer com que ele mostre a cara na seleção.

Tite deveria levar em consideração o fato de que quem mostra a cara sem estar preparado está sujeito a apanhar. Em outras palavras, será que é uma boa pressionar mais quem já não estava suportando a pressão (absolutamente natural) que carregava?

Vale lembrar que Neymar já foi capitão da seleção e nada mudou. Acabou dispensando a patente. A volta à função, então, só deveria acontecer quando ele estivesse preparado e não para ajudar em sua preparação. Afinal, o capitão deve ajudar a seleção. Fazer o contrário é jogar contra o espírito coletivo.


Opinião: Brasil começa ciclo com futebol burocrático em vitória sobre EUA
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A seleção brasileira iniciou seu ciclo visando o Mundial de 2022 de maneira burocrática e praticamente sem novidades no estilo de jogo.

Na vitória por 2 a 0 sobre os Estados Unidos, nesta sexta, na casa do adversário, faltaram ao time de Tite velocidade, jogadas pelas laterais e ousadia para ampliar o placar.

No segundo tempo, com a vantagem já consolidada, parecia até que estavam em jogo três pontos, tamanha a cautela e burocracia da seleção.

O treinador demorou para colocar em campo novidades como Lucas Paquetá, Arthur, Everton e Richarlison.

Com gente precisando mostrar serviço atuando por mais tempo, talvez o futebol do Brasil fosse mais interessante. E insinuante, dada a qualidade dos novatos.

O jogo teria sido mais útil para Tite em termos de observação. Do jeito que foi, o amistoso não passou de uma partida chata e que não abriu novas perspectivas para a equipe nacional.


Opinião: para que deveria servir o amistoso com os Estados Unidos
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O amistoso contra os Estados Unidos, nesta sexta, às 21h05 (horário de Brasília), em Nova Jersey, marca o início do ciclo do Brasil em busca da disputa da Copa de 2022. Por isso, o jogo não é banal e precisa ser bem aproveitado por Tite.

Porém, na opinião deste blogueiro, o treinador já demonstrou que vai perder algumas oportunidades. As principais são testar Neymar na função de armador, como passou a jogar no PSG, e um novo nome para o gol brasileiro.

Indício de desperdício em termos de experimentar novidades é o fato de o time titular no último treino antes do jogo ter dez atletas que disputaram o Mundial da Rússia. O lateral Fabinho é o único que não participou da disputa.

Pelo que fez nos treinamentos, Tite deve manter Neymar pela esquerda, posição em que depende da aproximação de outros jogadores para render. Isolado na ponta, ele tende a tentar jogadas individuais. Como os adversários dobram ou até triplicam a marcação, fica tudo mais difícil.

Pensando na próxima Copa, Tite poderia aproveitar os jogos contra Estados Unidos e El Salvador, dia 11, para analisar Neymar com mais mobilidade e preocupação em reger o time do que como solista. Tudo indica que isso não vai acontecer.

No gol, está mantido Alisson. Sua presença não acrescenta nada em termos de observação. Como foi titular na Rússia, não há o que o treinador descobrir nele. Muito mais importante seria ver como outro goleiro se sai como titular, ainda que com a certeza de que a vaga seria devolvida a Alisson depois.

Entre os convocados, muito mais valioso seria observar Neto defendendo a meta brasileira desde o começo e por 90 minutos. É capaz que ele entre no decorrer do jogo.

O início de trabalho também é importante para o treinador planejar renovações na zaga e nas laterais.

Entre os zagueiros, ele faz uma boa opção ao começar com Thiago Silva e Marquinhos. O ex-corintiano desponta como futuro do Brasil na posição. Thiago dificilmente chegará em condições de ser titular no Qatar, mas sua experiência é importante para maturar a próxima dupla.

Nas lateais, o único que realmente carrega a bandeira da renovação entre os convocados é Militão, chamado depois da lesão de Fagner. É importante que ele entre no segundo tempo contra os norte-americanos.

Arthur, Andreas Pereira, Lucas Paquetá, Richarlison e Everton também merecem voltar do giro norte-americano com 45 minutos de seleção no currículo. Menos do que isso, será muita mobilização para pouca observação.


Opinião: atuação de Neymar em vitória reforça erro de Tite na Copa
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A boa atuação de Neymar na vitória do PSG por 3 a 1 sobre o Angers, neste sábado, reforça a opinião deste blogueiro de que Tite errou feio com o principal jogador da seleção brasileira na Copa da Rússia.

O bom desempenho do astro brasileiro na partida do Campeonato Francês foi resultado principalmente de uma mudança de função. Thomas Tuchel, novo treinador do Paris Saint-Germain, o colocou para atuar como armador, o articulador central de jogadas da equipe. Assim, foi mais participativo, distribuiu o jogo, prendeu menos a bola e, consequentemente, sofreu menos faltas.

Em solo russo, Tite teimou em deixar Neymar plantado na esquerda. Isso limita a exploração das qualidades de um atleta de alto potencial.

Como ponta, o camisa 10 da seleção dependia da aproximação de outros jogadores, principalmente do lateral, para tabelar. E isso aconteceu menos do que devia, sobretudo quando Marcelo esteve em campo.

Isolado, Neymar se limitava a partir para as jogadas individuais. Os adversários dobravam ou até triplicavam a marcação, o que fazia as chances de sucesso do brasileiro serem reduzidas. Perder a bola ou sofrer a falta eram os desfechos mais prováveis.

Deixar um cara do nível de Juninho, como ele é chamado pelo pai, fixo na esquerda equivale chamar o chef Alex Atala para cozinhar na sua casa e pedir apenas que ele corte as cebolas. Desperdício puro.

Tuchel indica entender que Neymar é mais útil como 10 do que como 11. Sendo o homem da criação. Tite deveria se inspirar no trabalho do colega e reprogramar o estilo de jogo de seu atleta mais talentoso na seleção.


Opinião: ausência de Jesus soa como confissão de culpa de Tite
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Tite agiu tardiamente ao tirar Gabriel Jesus dos próximos amistosos da seleção brasileira, contra Estados Unidos e El Salvador. A decisão também carrega uma dose de incoerência e soa até como uma confissão de culpa por parte do treinador.

Ficou evidente, na opinião deste blogueiro, que Jesus merecia te perdido a vaga para Firmino durante a Copa da Rússia. Mas Tite sustentou o frágil discurso de que o titular era merecedor da vaga  por conta de sua movimentação e ajuda na marcação.

Ao anunciar a convocação nesta sexta (17), o técnico deixou a ladainha de lado. Falou que Jesus é inquestionável como goleador mas que o momento é para o jovem Pedro.

O que mudou desde a derrota para a Bélgica por 2 a 1 no futebol de Jesus que o fizesse perder as credenciais? Absolutamente nada.

Ou seja, o treinador da seleção tomou uma decisão atrasada, que poderia até ter mudado o destino da equipe na competição.

Seu discurso atual, sobre Jesus goleador é incoerente em relação a importância que ele dava aos atributos não relacionados a balançar a rede vistos no atacante por ele antes.

A nova situação deixa brecha para a seguinte reflexão: será que Tite, intramuros, não reconhece que errou ao insistir de mais com Jesus? Para mim, ficou essa impressão.