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Arquivo : Torcidas organizadas

Faixas e instrumentos de organizadas serão liberados em SP
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Com Danilo Lavieri e Guilherme Costa, do UOL, em São Paulo

Reunião nesta segunda, na sede secretaria de Segurança Pública de São Paulo definiu que haverá uma flexibilização em relação a proibições que afetam as torcidas organizadas. Itens como faixas, instrumentos musicais e bandeirões serão liberados nas arenas paulistas desde que as uniformizadas atendam às exigências que serão feitas.

Uma reunião entre torcedores, a Polícia Militar e Polícia Civil no próximo dia 1° vai sacramentar a liberação.

“Vamos elaborar um documento nesta semana, mas as exigências passam por não se envolver em violência na ida, no trajeto, e no estádio, não acender sinalizadores, não entrar em confronto com o poder público. Eles precisam mudar a filosofia de comportamento, e aí nos podemos apoiar a festa e flexibilizar ainda mais”, afirmou o promotor Paulo Castilho.

Segundo ele, num primeiro momento, a medida funcionará como teste. “É um laboratório. A torcida que não se comportar, a gente não tem nenhuma dúvida de retroceder. A torcida que não cumprir, esquece”, completou Castilho.

Cada uniformizada terá que indicar um responsável para chegar com antecedência e apresentar o material para fiscalização, algo semelhante ao que já acontecia antes do veto.

Participaram do encontro desta segunda representantes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, e integrantes do Ministério Público, entre outras autoridades ligadas à segurança pública.

A volta desses itens aos estádios é uma antiga reivindicação das uniformizadas. As proibições ocorreram em razão de atos de violência.

Ao  justificar a decisão, Castilho declarou que as organizadas paulista têm dado demonstrações de bom comportamento. Vale lembrar que no último domingo membros da palmeirense Mancha Verde foram detidos sob acusação de se envolveram em confusão com torcedores do Sport em Recife. Em São Paulo, recentemente o Corinthians foi punido com a interdição temporária do setor destinado às organizadas em sua arena por causa do uso de sinalizadores.

FPF e dirigentes de clubes enxergam a liberação com bons olhos. A federação se apoia em pesquisa encomendada por ela que mostrou a aprovação de quase todos os torcedores ouvidos à festa feita pelas organizadas durante os jogos.

 


Justiça libera são-paulinos acusados de invadir CT para irem a jogos
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O Tribunal de Justiça de São Paulo revogou a decisão que proibia determinados integrantes de torcidas organizadas são-paulinas de comparecerem aos jogos do time. Eles tinham sido barrados por participarem da invasão ao CT do clube em agosto do ano passado.

O pedido de revogação, foi feito pelos advogados e pelo Ministério Público, que denunciara os torcedores, sob a alegação de que eles vinham cumprindo todas as medidas restritivas impostas e colaborando com a Justiça, além de as uniformizadas não terem se envolvido em novas confusões.

A publicação da decisão no Diário Oficial nesta quarta cita os réus Ricardo Barbosa Alves Maia, André da Silva Azevedo, Alessandro Oliveira Santana, Alan Aquino de Souza e outros que não tiveram seus nomes divulgados. Assim, não especifica o caso de Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente que foi preso em janeiro por ir a um jogo do clube na Copa São Paulo de Juniores e solto por meio de habeas corpus. Doze são-paulinos estão envolvidos no processo.

Apesar de permitir aos torcedores que compareçam às partidas, o juiz Ulisses Augusto Pascolati Júnior, do Anexo de Defesa do Torcedor, manteve a proibição de o grupo ter contato com jogadores, funcionários e dirigentes do São Paulo. Os réus também continuam proibidos de deixar a cidade sem autorização da Justiça enquanto durar o processo.


Maracanã parecia presídio depois de rebelião ao final de Fla x Corinthians
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Policiais procuram membros de organizadas do Corinthians que agrediram PM

Policiais procuram membros de organizadas do Corinthians que agrediram PM

O Maracanã viveu uma tarde de tensão neste domingo, desde que flamenguistas e corintianos tentaram romper a divisão que separava as duas torcidas nas arquibancadas em episódio que culminou com a briga entre policiais e alvinegros.

Depois da briga, quando o jogo estava empatado em um gol, nova ação da PM aumentou o nervosismo entre os visitantes. Veio a ordem de um líder da Camisa 12: “tirem as bandeiras do bambu”. Imediatamente, os mastros foram apontados na direçāo dos policiais, como se fossem lanças, mas nāo chegaram a ser usados como armas. Houve correria e logo a situação se acalmou.

Então, começou a caçada dos policiais aos agressores de seus colegas. Todas as organizadas tiveram que sair da arquibancada e levar seus objetos para serem revistados no corredor do estádio.

Com fotos de vários torcedores nas telas dos celulares, os PMs checavam os rostos dos corintianos em rodas formadas no corredor para buscar os acusados, identificados antes em imagens de TV. “Machucaram um dos nossos companheiros mais gente boa. Não vamos bater em ninguém, vamos achar quem fez isso e prender. Já achamos um”, contava um dos policiais.

Ao final da partida, a caçada se intensificou. Mais de 45 minutos depois do fim do jogo, policiais atravessaram o corredor com um torcedor preso. Entraram com ele por uma porta na qual se lia a inscrição: “área restrita”. Então, deu para ouvir o que parecia o som de pancadas. Não foram ouvidos gemidos e nem gritos. Pouco depois, apenas um policial saiu de lá e foi cumprimentado por colegas.

Por volta das 20 horas, um PM gritou: “todas as mulheres podem sair, só as mulheres”. Torcedoras integrantes de organizadas passaram pelo portão e aguardaram os homens na rampa que leva à saída do estádio.

Do lado de dentro, todos os torcedores identificados como membros de organizadas foram amontoados perto de uma parede. Os policiais separaram dois deles, que ficaram sentados no chão. Daí veio a ordem para que o grupo tirasse a camisa e voltasse para a arquibancada.

Quem ficou no corredor teve dificuldade para sair, mesmo sem pertencer as uniformizadas. “Mostrem a chave do carro”, dizia um dos policiais que controlava a saída para torcedores que suspeitava serem membros de caravanas das

 organizadas tentando escapar da operação.

Quem voltou para arquibancada mandava mensagem para amigos pedindo ajuda e para a imprensa ser informada do que estava acontecendo.

Às 21h30, já fora do estádio, o blog recebeu a mensagem de um membro da Gaviões da Fiel que estava em São Paulo, mas tinha amigos e parentes no Maracanã informando que os torcedores estavam no ônibus, iniciando a viagem de volta. Contou, porém que havia gente machucada. Assim, parecia terminar mais um domingo de horrores no futebol brasileiro.


Retirada de cadeiras a pedido de organizadas rende processo ao Corinthians
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Crédito: Ernesto Rodrigues/Folhapress

Crédito: Ernesto Rodrigues/Folhapress

A decisão do Corinthians de retirar as cadeiras do setor norte de seu estádio a pedido das torcidas organizadas rendeu ao clube um processo na Justiça. O torcedor Julio Fernando Condursi Paranhos da Silva pede indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil por ter se machucado no local durante partida contra o São Paulo, em 21 de setembro de 2014. O clássico foi justamente o primeiro jogo sem assentos na parte da arena destinada às uniformizadas.

Ele comprou ingresso para o assento 44 da fileira k, mas não havia mais cadeiras no local. Só arquibancadas de concreto. Afirma que quando foi marcado pênalti para o alvinegro, na comemoração, ele se chocou com um dos trilhos (hastes de sustentação das cadeiras retiradas), sofrendo um profundo corte no pé direito.

O torcedor alega ainda que foi atendido rapidamente no estádio, mas que foi informado que não poderia ser transportado de ambulância para um hospital porque era a única que havia no local para atendimento dos torcedores. Foi por conta própria buscar atendimento e ficou 12 dias sem trabalhar por causa do acidente. Também afirma que o clube não se ofereceu para ajudar a cobrir os gastos médicos e cobra um ressarcimento R$ 689,59 relativos às despesas que diz ter tido.

Em sua defesa, o Corinthians explica que retirou as cadeiras para que o jogo pudesse ser assistido em pé atrás do gol, como era o desejo dos torcedores. Porém, omite que o pedido foi feito por torcidas organizadas. Outro motivo apresentado para a retirada dos assentos é que as cadeiras tinham sido quebradas em outros jogos pelos torcedores provocando desconforto e falta de segurança por causa da quantidade de objetos espalhados pelo chão. Vale lembrar que o vandalismo foi praticado por corintianos, integrantes de organizadas.

Os advogados do Corinthians afirmam que os trilhos de ferro que sustentavam as cadeiras foram mantidos na arquibancada, fixos, “para evitar qualquer incidente que envolvesse torcedores”. Porém, eles não esclarecem que incidentes a retirada das peças poderiam provocar.

O clube nega também que tenha havido falha no atendimento ao torcedor ferido na arena, diz que ele se recusou a ir ao hospital indicado pelos médicos e que preferiu buscar atendimento em outro local por meios próprios. O Corinthians sustenta ainda que Silva pode ter se machucado fora do estádio e ainda ter agravado o ferimento ao ir sozinho a outro hospital. O clube também contesta os gastos apresentados e afirma que deveria ser incluída na ação a Itaú Seguros, contratada nos jogos do Brasileirão daquele ano.

Em sua primeira decisão, a Justiça indeferiu a inclusão da seguradora.

Foi marcada audiência para o dia 8 de agosto visando a produção de provas orais. Os principais pontos a serem esclarecidos são se o ferimento foi mesmo causado no estádio, se houve dano moral, se o torcedor se recusou a ser removido para o hospital sugerido pelo clube e se alguma conduta de Silva agravou o ferimento.


Arena Corinthians entra em atrito com nova parceira em lanchonetes
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A lua de mel entre o fundo que administra a Arena Corinthians e a nova concessionária das lanchonetes do estádio durou apenas cerca de um mês. O blog apurou que a AR Fast Food, que entrou na casa corintiana após problemas com a antiga parceira, recebeu uma notificação dos gestores do estádio. A queixa foi de supostos atrasos no primeiro pagamento e na entrega do cronograma de obras, entre outros problemas.

Procurada pelo blog, a empresa confirmou que foi notificada, mas negou ter cometido irregularidades. Em seguida, o próprio clube admitiu que a parceira não errou. Mas o mal-estar já estava instalado. Cobrada, a concessionária aponta para o fundo as dificuldades encontradas para trabalhar no estádio. Existem problemas de estrutura e até hostilidade de membros de torcidas organizadas.

“Eles me notificaram, mas eu estava dentro do prazo, que venceria em 20 dias”, disse ao blog Juliano Aniteli, sócio e diretor da AR.

Após responder a notificação por e-mail, ele e seus advogados preparavam na tarde desta sexta uma resposta mais formal, listando as dificuldades que têm encontrado no estádio. “Não queremos atrito com o fundo, mas fui obrigado a mostrar os problemas que enfrentamos” declarou Aniteli.

Lúcio Blanco, funcionário do Corinthians que cuida das operações na arena, também falou ao blog sobre o caso. “Não foi uma notificação extrajudicial. Apenas pedimos uma confirmação do cronograma. Até porque não há atraso. Talvez a empesa tenha entendido errado”, disse.

A AR passou a atuar na arena alvinegra depois de o fundo rescindir um contrato previsto para durar dez anos com a antiga concessionária alegando que ela não fez o investimento de R$ 40 milhões combinado e que sua comida não agradava aos torcedores.

A nova parceira trouxe para o estádio marcas de fast food, como o Bob´s, mas trabalha de maneira provisória até que ela construa as lanchonetes definitivas.

Já em seu primeiro jogo no estádio, a AR enfrentou problemas. Ao ligar um de seus fornos elétricos, um disjuntor do setor leste não aguentou a carga e caiu, deixando as lanchonetes sem energia.

Aniteli e Blanco confirmaram o problema, mas minimizaram o episódio. “Conversamos com o pessoal da arena, e foi feito um ajuste de energia do setor leste. No começo são necessários ajustes mesmo”, afirmou o sócio da empresa.

“Tivemos alguns problemas nesse sentido (de infraestrutura), mas estamos trabalhando para resolver. O disjuntor foi regulado, e sei que eles também tiveram dificuldade com internet. Estamos ajustando tudo”, disse Blanco.

Mais difícil, porém, será ajustar o comportamento dos integrantes de torcidas organizadas no setor norte do estádio. Funcionárias das lanchonetes reclamam que são hostilizadas por eles, que não quererem fazer a compra em duas etapas: a aquisição do tíquete e a retirada do lanche. Além de gritos com as moças, os relatos são de chutes nas lojas e tapas nos balcões.

A relação entre o fundo responsável pela arena e a concessionária nasceu para ser longa. São dez anos de contrato.


Mais violentas, torcidas aumentam poder em Corinthians, SPFC e Palmeiras
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Na mesma proporção em que aumentam seus atos violentos, as torcidas organizadas de Corinthians, São Paulo e Palmeiras ampliam seus poderes nos clubes. Os exemplos são fartos no início de 2015.

Esse fortalecimento acontece até em clube que rompeu com as uniformizadas, como o Palmeiras. Apesar de o presidente Paulo Nobre virar as costas para ela, a Mancha Aliverde elegeu seu membro mais famoso, Paulo Serdan, para o Conselho Deliberativo palmeirense.

“Eu sempre ouvia, na época que frequentava estádio: ‘Enquanto eles estão do lado de fora, tudo bem’. Eles, os diretores e conselheiros, sempre se sentiram muito confortáveis, com a gente distante. Agora eles começam a se incomodar mais, porque a gente está dentro do clube”, disse Serdan em recente entrevista à Folha de S.Paulo. Ele é presidente de honra da torcida e preside e escola de samba da Mancha. O torcedor não teve sua escalada no clube interrompida nem após agredir um treinador das categorias de base que substituiu seu filho, em 2007.

O avanço da uniformizada palmeirense é um pequeno passo comparado com o que Eduardo Almgren Ferreira, o Edu da Gaviões, acaba de conseguir ao ser nomeado diretor-adjunto de futebol do Corinthians.

“Ainda sou sócio da Gaviões e nunca vou deixar de ser. Mas minha participação na torcida diminuiu muito”, disse Edu ao blog. Ele começou a ganhar espaço no Corinthians por ser um dos líderes do “Movimento Fora Dualib” e virou homem de confiança de Andrés Sanchez.

Mas as organizadas alvinegras mostraram mais força. Depois de uma semana com pelo menos três conflitos entre corintianos e palmeirenses, Mário Gobbi, então presidente, disse que o time não entraria em campo se seus torcedores não pudessem ir ao jogo com o Palmeiras no Allianz Parque, como havia sugerido a Gaviões no dia anterior.

Gobbi conseguiu os ingressos para suta torcida. Gaviões da Fiel e Pavilhão 9 tiveram integrantes acusados de agredir policiais para furar a escolta feita pela PM a fim de brigarem com palmeirenses.

Antes disso, as uniformizadas corintianas já haviam destruído cadeiras do estádio do clube e conseguido meses depois que elas fossem retiradas de seu setor para terem mais espaço. O clube atendeu à exigência, mutilando o projeto arquitetônico da arena.

Já no São Paulo, o presidente Carlos Miguel Aidar atendeu a um telefonema do presidente da Independente, conhecido como Negão, e informou que cederia ônibus para as uniformizadas irem ao estádio do Corinthians.

No clássico, são-paulinos agrediram dois corintianos dentro do estádio, uma dupla tricolor foi detida com bombas caseiras e 30 corintianos da Estopim da Fiel foram flagrados com armas brancas.

A ligação da Independente com a cúpula são-paulina é antiga. Em 2013, um sócio do São Paulo acusou quatro membros da uniformizada de agressão dentro do clube, simplesmente por apoiar o opositor Marco Aurélio Cunha. No mesmo dia, Negão, o presidente da torcida, protagonizou cenas de truculência enquanto defendia Juvenal Juvêncio num evento para sócios são-paulinos.

Assim, a uniformizada virou peça importante no xadrez político são-paulino. Ainda mais depois de Aidar romper com Juvenal. Com o episódio dos ônibus, o atual presidente, mostrou a seu antecessor afinidade com a organizada.
Esse cinturão de poder dos torcedores nos clubes é um indício de como será difícil a missão do Ministério Púbico de São Paulo, que parece disposto a romper de vez com as torcidas violentas, após anos dando votos de confiança a elas.


Menor com arsenal e policial ferido aumentam munição do MP contra torcidas
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O Estado não deve gastar para escoltar pessoas que só querem ir a um jogo de futebol para brigar. Essa foi uma das justificativas dadas pelo promotor Paulo Sérgio de Castilho para pedir, sem conseguir, torcida única no clássico entre Palmeiras e Corinthians, no último domingo. Não é que os registros da PM sobre os problemas ocorridos antes da partida retratam pessoas que são capazes de tudo para brigar, engrossando a tese do Ministério Público?

São indivíduos dispostos a sair na mão com os policias que os protegem de grupos rivais, justamente para poderem duelar com inimigos. Tem até menor flagrado com um arsenal de porretes de madeira, canos e rojões. O saldo foi de pelo menos um policial ferido.

O MP analisa os acontecimentos. De acordo com a Folha de S.Paulo, o órgão vai entrar com uma ação contra os dois clubes e a FPF já que havia recomendado que não fossem vendidos ingressos para os visitantes.

Leia abaixo os boletins de ocorrência registrados pela PM e enviados ao blog pela assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado.  Vale lembrar que neles não aparecem as queixas de torcedores sobre agressões feitas por policiais militares. E nem as deploráveis provocações entre as organizadas dentro do estádio. Como o grito entoado por torcedores uniformizados do Corinthians que prometem “mijar no caixão” de Cléo, ex-líder da Mancha Verde assassinado no final dos anos 1980.

 

BO (Boletim de Ocorrência) 07-15 Furto – Instaurado IP (Inquérito Policial) para apurar

BO 08-15 Promover Tumulto art. 41 B do Estatuto do Torcedor e Lesão Corporal Dolosa – Policiais agredidos durante a escolta de torcedores corintianos, por integrantes das torcidas organizadas Gaviões da Fiel e Pavilhão 9 que queriam sair do comboio de escolta para ir em direção dos torcedores do Palmeiras para agredi-los. Autoria desconhecida, Inquérito Policial instaurado para apurar os fatos, autoria e circunstâncias.

TC (Termo Circunstanciado) número 01-15 art. 41 B – promoção de tumulto e portar instrumentos para prática de crime. Rua Diana, 10 Perdizes – dois torcedores um maior da Torcida Mancha Alviverde e um adolescente foram abordados por policiais militares em razão de portarem 05 bastões de madeira e 05 canos metálicos, sendo que em revista no veículo de propriedade do maior ainda foram encontrados 05 rojões não deflagrados, além de um boné e uma camiseta da Torcida Mancha Alvi Verde, no interior do veículo Corsa.

TC 02-15 – PROMOÇÃO DE TUMULTO E LESÃO CORPORAL 04 torcedores da Mancha Alviverde foram detidos após jogarem pedras e garrafas em policiais militares. 01 policial militar ferido.

 


Apuração de briga de torcidas leva até mais de 2 anos. Confira 5 inquéritos
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Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o blog fez levantamento sobre como andam as investigações de cinco casos de polícia envolvendo torcidas organizadas. Quatro deles aconteceram em 2014 e um em 2012. Juntos, eles geraram pelo menos nove mandados de prisões temporárias e fizeram com que ao menos 12 torcedores fossem indiciados.

Porém, a maioria dos casos ainda não foi totalmente esclarecida. Como as mortes dos integrantes da Mancha Alviverde André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli em março de 2012. Eles foram mortos por torcedores corintianos numa das maiores batalhas que já ocorreram em São Paulo entre membros de torcidas organizadas. Mais de dois anos e meio depois, a investigação ainda está sendo feita pela Polícia Civil que tenta identificar mais autores dos crimes e aguarda novos laudos. Isso porque o processo foi devolvido pela Justiça para os policiais devido à sua complexidade.

Veja abaixo as respostas da Polícia Civil para cada um desses casos. A briga entre santistas e palmeirenses no último domingo não entrou no levantamento.

 

1 – Agressão a blogueiro que é sócio do Palmeiras em jogo contra o Santos na Vila Belmiro, em março de 2014.

A Polícia Civil informa que, na ocasião, o blogueiro Conrado Cacace foi agredido e ameaçado por torcedores da Mancha Alviverde. Foi solicitada a expedição de seis mandados de busca e cinco de prisão temporária, o que foi cumprido pela Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).

2 – Morte do torcedor santista Márcio Barreto de Toledo no dia 23 de fevereiro de 2014, perto da sede da sede da Torcida Jovem do Santos na capital. Imagens de câmeras de segurança mostram são-paulinos como agressores.

O delegado Moises Teodoro Messi Filho, responsável pelo caso, informou que oito pessoas foram indiciadas por homicídio e que, no momento, as investigações prosseguem, com análise de pistas para a identificação e prisão de outros dois suspeitos.

3 – Morte do palmeirense Gilberto Torres Pereira após briga com corintianos no dia 17 de agosto de 2014 em Franco da Rocha.

A delegada Rafaela Aparecida Acedo, da Delegacia de Franco da Rocha, informou que inquérito foi instaurado no dia dos fatos e que quatro indiciados (sendo eles da torcida do Corinthians) estão presos preventivamente. Já os palmeirenses estão respondendo em liberdade.

4 – Briga entre corintianos e santistas fora do estádio da Vila Belmiro no dia 10 de agosto de 2014.

A Polícia Civil identificou, por meio de imagens, sete torcedores envolvidos no confronto e já ouviu seis, cujos depoimentos constam de Inquérito Policial. O caso segue em investigação no 4º DP de Santos. Após a conclusão, o inquérito será relatado e estará à disposição do Ministério Público para que ofereça a denúncia junto à Justiça.

5 – Mortes dos palmeirenses Guilherme Vinicius Jovanelli e André Lezzo, após briga com corintianos em março de 2012, na Avenida Inajar de Souza.

O confronto entre torcedores das organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde consta de inquérito policial, que conta com 15 volumes, e foi relatado à Justiça em 19 de abril 2012. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão. Por envolver dezenas de pessoas, o inquérito retornou à Polícia Civil, que realiza diligências para identificação de outros autores do crime e também aguarda novos laudos.


Pelo menos 3 morreram em 7 brigas de torcida em SP neste ano. E nada muda
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Só em 2014 pelo menos três torcedores morreram em sete brigas entre torcidas organizadas de São Paulo. Os relatos e imagens de alguns dos confrontos mostram que a cada dia eles estão mais violentos. Mesmo assim, pouca coisa muda no combate à violência e na relação dos clubes com as torcidas.

Odílio Rodrigues, presidente do Santos, por exemplo, defende publicamente o auxílio às organizadas, principalmente com transporte para que seus torcedores acompanhem o time. Ele foi um dos primeiros dirigentes a se recusar a assinar um acordo com o Ministério Público cortando a ajuda.

A vítima mais recente dessa guerra é um palmeirense morto ao ser atropelado em confronto com torcedores santistas que teriam sofrido uma emboscada na rodovia Anchieta neste domingo. As duas torcidas já tinham se enfrentado neste ano quando as duas equipes jogaram em Santos.

Durante o Campeonato Paulista,um santista morreu espancado por são-paulinos. Outra morte, de um palmeirense, foi registrada em agosto numa batalha com corintianos em Franco da Rocha.

Os corintianos também se envolveram numa violenta briga com Santistas na Vila Belmiro antes do duelo entre as duas equipes pelo primeiro turno do Brasileiro. A confusão deixou feridos. Em outra briga neste ano, torcedores são-paulinos foram espancados em frente à estação Luz do Metrô, mas os agressores não foram identificados. Os são-paulinos também se envolveram numa luta com santistas sem vítimas fatais.

Enquanto a diretoria do Santos admite colaborar com as organizadas, a do Palmeiras está rompida com elas e cortou os benefícios. Por sua vez, as direções de São Paulo e Corinthians negam darem auxílio. Porém, Mário Gobbi, presidente corintiano, aceitou receber torcedores uniformizados que pediam a demissão de Mano Menezes. Isso depois de organizadas do clube protestarem no CT do time. E também após o alvinegro ser punido com multa e perda de mando de um jogo por causa de briga entre uniformizadas do Corinthians em Itaquera.

Se os dirigentes não mudam de comportamento, as autoridades de segurança pública também não demonstram uma ação preventiva mais eficiente para evitar as brigas em dias de clássico como, por exemplo, testar jogos só com a torcida mandante.


Uniformizadas do Corinthians estragam mais o Itaquerão do que são-paulinos
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As torcidas organizadas do Corinthians fizeram estrago maior no estádio do clube do que os visitantes são-paulinos neste domingo. Dois corrimãos foram quebrados pelas uniformizadas alvinegras no setor norte da arena. Na briga entre Pavilhão Nove, Camisa 12 e policiais militares, pelo menos um dos corrimãos foi usado como arma pelos vândalos.

Já na área destinada a visitantes, apenas o botão de uma descarga foi danificado. Os dados sobre os estragos foram passados pela assessoria de imprensa do clube, após consulta feita pelo blog.

O clássico vencido pelo Corinthians por 3 a 2 foi a primeira partida em Itaquera sem cadeiras nos setores em que ficam as organizadas e os visitantes. Elas foram retiradas a pedido das uniformizadas corintianas. Assim, mais uma vez o clube atendeu a um desejo dessas torcidas. E, de novo, elas prejudicam o time. Além da depredação, o clube corre o risco de ser punido pelo STJD por causa da confusão promovida por parte de seus torcedores e pelo arremesso de um isqueiro no gramado.

Por sua vez, a Federação Paulista aguarda relatório da Polícia Militar para decidir se aplica punição aos brigões.