Blog do Perrone

Arquivo : Valdivia

Cinco casos em que o São Paulo repete grandes rebaixados
Comentários Comente

Perrone

1 – Ídolo no comando

Em julho de 2016, o Internacional apostou em Falcão, um dos maiores ídolos de sua história, como treinador. Menos de um mês depois, ele foi demitido por causa dos maus resultados. No fim do ano, os gaúchos foram rebaixados para a Série B. Em 2017, o São Paulo montou seu planejamento com Rogério Ceni estreando na função de técnico. No início de julho, ele foi despedido por conta do risco de rebaixamento. Porém, com Dorival Júnior, a equipe segue ameaçada e ocupa a penúltima posição do Brasileiro.

2 – Crise política e caso policial

A queda do Corinthians para a Série B em 2007 foi precedida por um dos períodos mais turbulentos nos bastidores do clube. Acuado por denúncias, como a acusação de uso de notas fiscais frias em sua gestão, Alberto Dualib renunciou ao cargo em setembro. O rebaixamento aconteceria em dezembro. O São Paulo enfrentou a renuncia de um presidente (Carlos Miguel Aidar) em 2015, após denúncias de irregularidades. A saída do dirigente não significou calmaria. No mês passado, por exemplo, a pedido da diretoria, o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) abriu inquérito para apurar a suposta comercialização irregular de ingressos e camarotes para shows do U2 e de Bruno Mars no Morumbi. As suspeitas culminaram com a demissão por justa causa do gerente de marketing Alan Cimerman, que nega as acusações.

3 – Estrangeiros na berlinda

Esperança da torcida do Palmeiras, Valdivia foi um dos jogadores mais cornetados na campanha do rebaixamento para a Série B em 2012. Lesões, seu comportamento fora de campo e a acusação de falta de comprometimento compuseram o cenário que fez o chileno ser detonado nas arquibancadas e por cartolas. Hoje, a crise são-paulina tem o peruano Cueva como um dos personagens. Ele também é acusado por dirigentes e parte dos companheiros de não estar comprometido como deveria com a equipe e tem seu preparo físico questionado.

4 – Desentendimentos entre atletas

Enquanto tentava evitar o rebaixamento em 2012, o palmeiras sofria internamente com o confronto entre Marcos Assunção e Valdivia. Em 2015, durante entrevista ao “Diário de S.Paulo”, assunção disse que chegou a dar um soco no chileno após uma discussão, além de fazer uma série de críticas ao ex-companheiro, rebatendo afirmações dele dadas ao “Estado de S.Paulo”. Nos último dias, o São Paulo viveu turbulência por conta de troca de farpas entre Rodrigo Caio e Cueva, que nesta segunda pediu publicamente desculpas ao zagueiro.

5 – Time grande não cai

“O Inter não vai cair”, disse Fernando Carvalho, então vice de futebol do colorado em setembro de 2016. No final do ano, seu clube caiu para a segunda divisão nacional. “Venho afirmar mais uma vez e garantir: não tem hipótese de rebaixamento do Vasco”, declarou Eurico Miranda em julho de 2015. A temporada terminou com a agremiação presidida por ele de volta à Série B. Na última segunda, foi a vez de Cueva decretar: “o São Paulo é grande, não vai cair.”

 

 


Sem Valdívia, Andrade soma 3 ‘desastres’ em 4 meses e sofre mais críticas
Comentários Comente

Perrone

O desfecho da tentativa do Corinthians de trocar Giovanni Augusto por Valdívia se somou às operações frustradas envolvendo Drogba e Pottker e aumentou as críticas de conselheiros da oposição ao presidente do clube, Roberto de Andrade. São três negociações consideradas desastrosas pelos críticos do dirigente em quatro meses.

Oficialmente, a direção corintiana não descarta ainda trazer o atacante colorado, porém, a chance é pequena. Sem uma troca, as partes teriam que chegar a um acordo para pagamento pelo empréstimo.

Na transação relacionada a Valdívia as queixas são de que o presidente expôs Corinthians, Internacional e os dois jogadores.

Uma das principais reclamações de oposicionistas é de que ao telefonar para o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, para saber se o concorrente queria Valdívia, o corintiano assumiu o risco de a conversa vazar e seu clube ser ridicularizado nas redes sociais por rivais, o que acabou acontecendo.

Para os descontentes, o cartola deveria ter ido até Porto Alegre e se empenhado para fechar o negócio sem se preocupar em falar com o palmeirense.

Outro motivo de insatisfação é a nota oficial divulgada pelo Corinthians para explicar que o negócio não deu certo. Nela, o clube paulista diz que foi procurado pelos gaúchos que ofereceram Valdívia e que após conversa entre Giovanni Augusto e a diretoria corintiana ficou acertado que ele não seria transferido. Os problemas apontados são que o alvinegro, com autorização de seu presidente, foi deselegante com o Inter, podendo ter criado um constrangimento entre o Colorado e seu atleta. E que também deixou Valdívia vulnerável ao descontentamento dos torcedores do Inter, pois ficou entendido que ele queria trocar de equipe. Ao mesmo tempo, apesar de afirmar que a decisão foi conjunta, ficou para a Fiel a certeza de que Giovanni não quis se mudar. Então, ele passou a enfrentar a ira da torcida corintiana. Em grande parte, ela desejava a negociação.

No resumo dos críticos, o Corinthians conseguiu perder Valdívia e Giovanni ao mesmo tempo, já que o jogador do alvinegro  deu sinais de não ter ficado contente com a movimentação e agora tem um clima péssimo com os torcedores para continuar no clube.

A atuação do presidente foi comparada com a participação dele na tentativa de trazer Drogba. Na ocasião, virou motivo de chacota entre torcedores adversários o fato de ele ter assinado nota no site do clube com o título “Valeu, Drogba”, agradecendo ao marfinense, que recusou a proposta corintiana. Além disso, no início das conversas, o clube tratou com um intermediário que não era o representante principal do atleta e houve ataques do próprio diretor de futebol, Flávio Adauto, à negociação, que não era comandada por ele.

Andrade não participou diretamente do fracasso nas tratativas com a Ponte Preta para ter Pottker, mas o fato foi lembrado agora porque a negociação também estava avançada e fracassou. Na oportunidade, o problema foi que todos os detalhes da contratação foram acertados para que o jogador fosse para o Corinthians após o Campeonato Paulista. Mas, pouco antes da estreia dele na Copa do Brasil pelo time de Campinas, a equipe da capital exigiu que o atacante não jogasse para poder defender o futuro clube na competição. A exigência não foi aceita e o trato acabou desmanchado.

O blog não conseguiu falar com Andrade.

 


Justiça nega pedido de Valdivia para penhorar faturamento do Palmeiras
Comentários Comente

Perrone

Colaborou Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

Valdivia e Palmeiras duelam na Justiça sobre o que será penhorado como garantia de pagamento de uma dívida cobrada pela empresa do jogador. São R$ 116.819,30 a título de comissão pela intermediação da contratação do próprio atleta.

O alviverde ofereceu a penhora de um imóvel, que foi rejeitado pelo chileno. A rejeição foi acolhida pela  justiça sob a alegação de o dinheiro é o primeiro bem na ordem legal. Por sua vez, o jogador tentou penhorar o faturamento do clube, medida que foi considerada extremada, sendo rejeitada pela justiça no último dia 24. Porém, ele deve tentar a penhora online, bloqueando o valor diretamente nas contas do clube.

Três dias antes dessa decisão, foi publicada no Diário Oficial de São Paulo outra que frustrava um pedido de liminar pelo Palmeiras, sem detalhes do que era pretendido pelo clube. Na ocasião, também ficou anotado que o alviverde não apresentou o registro de imóvel ofertado para penhora, o que impossibilitava a análise de seu valor.

 


Justiça determina que Palmeiras pague dívida com empresa de Valdivia
Comentários Comente

Perrone

Na última quarta (19), a 4ª Vara Cível de São Paulo deu três dias para o Palmeiras pagar dívida de R$ 166.819,30 com a Jorge Luis Valdivia Toro ME, microempresa do chileno Valdivia. O prazo começa a contar a partir do momento em que o Palmeiras for citado, o que não havia acontecido ontem.

A decisão também determina que seja feita penhora caso o pagamento não seja efetuado no prazo estabelecido.

No último dia 10, como mostrou o UOL Esporte,  a empresa entrou com a ação para cobrar comissão referente à intermediação da contratação de Valdivia em 2010. Apesar de a empresa estar no nome do jogador, quem costuma cuidar das negociações é o pai dele, Luis Valdivia.

Na ocasião ficou acordado que o clube pagaria comissão de R$ 1.840.000 em dez vezes. A alegação é de que só foram quitadas duas parcelas. Para receber o restante, a empresa aceitou um acordo pelo qual o alviverde pagaria 18 parcelas de R$ 81,7 mil.

No processo, o escritório de advocacia que representa Valdiva alega que já na primeira parcela, vencida em setembro de 2012, não recebeu o combinado. A ação atual é só para a cobrança desta prestação. “Ressalva a Exequente que o valor exequendo é parte do débito da Executada, advindo do contrato noticiado na presente (apenas da primeira parcela, que com juros chega a R$ 166,8 mil), sendo que o saldo devedor será objeto de nova ação”, diz trecho das alegações iniciais da empresa no processo.

Abaixo, a íntegra da decisão.

Reprodução

 

 

Trecho da ação proposta pela empresa de Valdivia

Trecho da ação proposta pela empresa de Valdivia

 

 

 

 

Trecho de mudança feita em contrato para que o Palmeiras quitasse dívida

Trecho de mudança feita em contrato para que o Palmeiras quitasse dívida

LEIA MAIS:
Valdivia levou comissão do Palmeiras para intermediar a própria contratação


Na Justiça, Palmeiras diz que conselheiro fez investimento ruim em Valdivia
Comentários Comente

Perrone

Em sua defesa na ação movida por Osório Henrique Furlan Júnior, o Palmeiras alega que colocar dinheiro em Valdivia foi um investimento ruim feito pelo conselheiro do clube. Ele cobra R$ 15 milhões do alviverde na Justiça e pede a exibição de uma série de documentos.

Furlan alega que a atual diretoria descumpriu cláusulas contratuais ao supostamente não comunicar a ele seu interesse de não renovar o contrato de Valdivia, não o convidar para participar das reuniões com o pai do jogador sobre o futuro do atacante e permitir que seu vínculo terminasse.

Com a transferência do chileno de graça para o futebol árabe, Furlan perdeu 2,2 milhões de euros que usou para comprar 36% dos direitos econômicos do atleta. Além desse valor, ele cobra uma multa de R$ 5 milhões por quebra de contrato.

Porém, em sua contestação, apresentada no último dia 10, o Palmeiras nega ter descumprido o acordo e afirma que Furlan sabia dos riscos quando tirou dinheiro do bolso para a compra de Valdivia.

“A verdade é que o autor (Furlan) fez um investimento ruim, como ele próprio admitiu em diversas entrevistas destacadas. Misturou a paixão por um time de futebol com negócios e não analisou corretamente os riscos do negócio. De forma ilícita, pretende que o Palmeiras ressarça todo o investimento ruim que ele próprio assumiu”. Assim, o clube contra-ataca no processo, marcado por expressões duras usadas por uma parte para atacar a outra.

Tanto que advogados palmeirenses pediram a retirada de termos considerados ofensivos pelos advogados de Furlan, como trecho em que se referem ao dirigente remunerado Alexandre Mattos da seguinte forma: “bazofeiro diretor, com pouca experiência, que foi ludibriado pelo pai do atleta, que somente prorrogou a esperada renovação (do contrato de Valdivia)”.

Em outra parte da ação, os advogados de Furlan falam em provar que os dirigentes do Palmeiras, “tanto no momento da tomada do dinheiro (na gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo)”, como na atual diretoria, agiram por “desídia ou má fé”.

Os palmeirenses respondem acusando o conselheiro de litigância de má fé e afirmando que, “talvez, insatisfeito pela saída do atleta do clube, em razão do término de seu contrato de trabalho, queira transferir suas frustrações pessoais para o Palmeiras em flagrante tentativa de enriquecimento ilícito”.

Os representantes do conselheiro dizem que um dos motivos para o contrato ser considerado quebrado é o fato de ele prever que o clube tome  todas as providências para preservar a fatia de seu cliente nos direitos econômicos de Valdivia. Alegam que o presidente Paulo Nobre se recusou a dar para ele participações em outros atletas para compensar o prejuízo com o chileno.

Por sua vez, o clube sustenta que não descumpriu o acordo pois tinha interesse e tentou renovar o contrato de Valdivia.

A próxima etapa do processo é a resposta do autor da ação à contestação.


Flerte com Valdivia marca reviravolta em atuação de parceiros palmeirenses
Comentários Comente

Perrone

O fato de os donos da Crefisa e da FAM  terem se aproximado de Valdivia no último dia de 2015 demonstra uma reviravolta na atuação dos principais patrocinadores do Palmeiras.

Até então, a posição dos parceiros do alviverde era de não mais colocar dinheiro em contratações, o que eles vinham fazendo aumentado os valores investidos em patrocínio. Foi assim, por exemplo, que a equipe conseguiu contratar Barrios.

Além disso, os patrocinadores sempre disseram não interferir nas contratações sugerindo ou impondo nomes. A posição era de ajudar a trazer atletas indicados pela comissão técnica e pela diretoria sem participar das negociações.

Porém, no encontro em Dubai com o chileno, que agora defende Al-Wahda, dos Emirados Árabes, José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, casal dono da Crefisa e da Fam conversou com Valdivia sobre a possibilidade de ele voltar a atuar pelo clube. Os empresários também postaram no perfil da Crefisa  no Facebook fotos com o jogador acompanhadas da seguinte pergunta: “qual seu maior desejo para 2016?”

Com a inusitada ação, os patrocinadores deixam no ar a possibilidade de voltarem a ajudar financeiramente em contratações. Mas, dessa vez, dão a entender que tomaram a iniciativa de conversar com um possível reforço. A diretoria palmeirense não está negociando com o chileno.

Valdivia, aliás, está longe de ser uma unanimidade no clube. Grande parte dos conselheiros e dirigentes ficou aliviada com a saída dele. Para esse grupo, o sentimento é de que, em sua última passagem, o chileno não justificou o alto salário que recebia.

Correção

Ao contrário do que foi publicado na primeira versão do post, José Roberto Lamacchia e Leila Pereira não são donos da Prevent Senior.

 


Mais irritada, direção do Palmeiras tenta enquadrar Valdivia com silêncio
Comentários Comente

Perrone

A diretoria do Palmeiras se irritou mais com os últimos episódios envolvendo a renovação de Valdivia.

Os dirigentes não gostaram de o pai do jogador faltar a uma reunião no começo da semana passada, alegando problemas com seu voo para o Brasil. Engoliram menos ainda o fato de jogador ter dito antes que ainda não tinha recebido proposta do clube. A oferta já havia sido apresentada.

Porém, os cartolas agora se esforçam para não responder em público a Valdivia e seu estafe. A estratégia é adotar o silêncio. Além de abafarem o caso, querem passar ao jogador a mensagem de que a direção tem mais o que fazer. Planejam mostrar que estão mais preocupados com o time todo do que com ele. E que não será o fim do mundo para o Palmeiras se o chileno não renovar. A conclusão é de que falar diariamente sobre o chileno aumenta sua importância.

Nesse contexto, a disposição dos palmeirenses de ceder a reivindicações do jogador e tornar mais suave o contrato de produtividade oferecido a ele diminuiu ainda mais.

A cúpula alviverde já estava incomodada porque num primeiro momento o atleta acenou que aceitaria receber conforme sua produção. Depois, criticou esse formato.

Valdivia deve saber que Paulo Nobre é daqueles caras que não esquece fácil o que considera um desaforo. É só lembrar como Alan Kardec deixou o clube por uma diferença pequena de dinheiro. Ou do desentendimento do presidente com Walter Torre, dono da construtora do Allianz Park.

Por sua vez, o estafe do jogador também decretou o fim das declarações públicas sobre o assunto até que o caso seja encerrado com a permanência do atleta ou sua saída do Palmeiras.

 


Para investidor, Valdivia deveria ter vergonha e compensar Palmeiras
Comentários Comente

Perrone

O blog telefonou para Osório Furlan, conselheiro do Palmeiras que investiu 2,16 milhões de euros na contratação de Valdivia. Se o chileno não renovar seu contrato, válido até 17 de agosto, o investidor perde a chance de recuperar o dinheiro numa eventual venda. A intenção era fazer uma entrevista, mas ele falou naturalmente, quase que sem parar. Foram poucas as perguntas, e a conversa praticamente se transformou num depoimento. Leia abaixo o que disse Furlan.

“Ontem (segunda-feira) teve reunião do Conselho Deliberativo, o Paulo Nobre não compareceu porque estava viajando. O Genaro Marino (segundo vice-presidente) me disse que quem está cuidando é o Alexandre Mattos (diretor remunerado de futebol). Vou ligar amanhã (nesta quarta) para o Paulo Nobre para saber qual a situação porque o Valdivia e o pai dele não são confiáveis. Sempre deixaram o Palmeiras em segundo plano e eles próprios em primeiro.

Desde que voltou ao Palmeiras, o Valdivia não jogou, não fez nada pelo Palmeiras. Só jogou na Copa do Brasil e agora dá uma de mártir dizendo que atuou machucado no Brasileiro. Ele se esquece que se machucou num amistoso do Chile.

O Valdivia pintou, bordou, tricotou e chuleou em cima do Palmeiras. Teve vida desregrada desde a época do Pituca (Arnaldo Tirone, ex-presidente). Ele mesmo falou que mudou de comportamento depois. Mas prejudicou o Palmeiras.

Tem uma contusão que não permite que jogue. As duas vezes em que se machucou (gravemente) foram pelo Chile e ele vem dizer que agravou a contusão no 1 a 1 (com Atlético-PR) na última rodada do Brasileiro do ano passado?

Todo mundo sabe que ele pinta e borda, mas ninguém tem coragem de peitar o Valdivia, nem a imprensa. Ele faz o que quer e que se dane quem investiu nele, quem colocou o dinheiro. Tenho 36% dos direitos econômicos dele. Tá guardado no cofre (o documento), vai ficar guardado enquanto ele estiver no Palmeiras. Se não renovar, tiver um pepino qualquer e ele assinar um pré-contrato com outro clube, porque dele e do pai dele podemos esperar de tudo, aí ele vai embora.

Penso que por causa dos quatro meses em que ele esteve machucado, deveria ter no mínimo vergonha e assinar uma prorrogação do contrato pro Palmeiras ainda poder tentar a venda. Eles deveriam ter moral para retribuir o que o Palmeiras fez pelo jogador. Ele deveria ter assinado (um novo) contrato em branco (para compensar o período em que ficou parado).

Não vou fazer nada, porque não adianta botar fogo na fornalha, quem vai sair queimado é o Palmeiras. Eu já dei esse dinheiro como jogado na fornalha há dois anos. Todo mundo já sabe, tá contabilizado como perdido.

Ele pintou e bordou em cima do Palmeiras e ninguém fez nada, ficou todo mundo dando tapinha nas costas porque o Palmeiras precisava dele. O Valdivia com uma perna só segurou o Palmeiras na primeira divisão (em 2014). Ele fez isso porque sabia que tinha a obrigação de fazer. E ele jogou a última partida (machucado) pra sair como mártir, dizendo que agravou a contusão, mas ele se machucou contra a Venezuela (em sua conta no Twitter, o chileno lembrou aos críticos que jogou machucado no final do último Brasileirão). Ele sabia a cagada que tinha feito, então jogou (lesionado). Agora o Valdivia fica seis meses enrolando pra assinar com outro clube, como fez o Wesley. Só que o Wesley não é podre.

A situação é essa, nada foi plantado, então nada vai ser colhido. Não é um desabafo, é a realidade. Pode publicar tudo, não retiro nenhuma palavra”.


Ex-presidente do Palmeiras ataca Valdivia: ‘ganhou muito e jogou pouco’
Comentários Comente

Perrone

“2015 vai ser o ano de Valdívia”. Há no Palmeiras um grupo de conselheiros que acredita e repete isso. Mustafá Contursi não está entre eles. Pelo contrário, rebate essa afirmação. “Os últimos cinco anos foram os anos do Valdivia. Ele ganhou muito e produziu pouco”, diz o ex-presidente.

O movimento a favor da renovação do contrato do chileno deixou Mustafá em estado de alerta. Ele nega ser contra a permanência do jogador. Declara apenas defender o mesmo tratamento para todos os jogadores: ou o atleta se enquadra na política financeira do clube ou vai embora. Isso pode ser traduzido como ser favorável a oferecer contrato de produtividade ao chileno, que tem vínculo com o alviverde até agosto. A partir de fevereiro ele pode assinar contrato com outro clube.

E daí que Mustafá se posicionou de maneira dura em relação ao Mago? Daí que ele é o conselheiro mais ouvido por Nobre. Foi seguindo o manual de instruções elaborado pelo ex-dirigente que o atual presidente conseguiu se reeleger.

Em novembro, mesmo antes de Mustafá se manifestar, Valdivia deu entrevista comentando sobre quem pensa parecido com o ex-presidente. “Não me sinto em dívida com o torcedor. O Palmeiras fez 36 partidas, joguei 16. Fiquei fora 20, mas 7 delas por lesão. Fiquei seis vezes fora por causa da seleção. Cinco vezes fora por causa do tempo na negociação em que o Palmeiras me liberou. Ninguém pode colocar o dedo na minha cara e dizer que a culpa é minha”, disse o jogador na ocasião.


Indisciplina, mimos, alto custo e lesões igualam Luis Fabiano a Valdivia
Comentários Comente

Perrone

Luis Fabiano está para o São Paulo assim como Valdivia para o Palmeiras. Os dois retornaram aos clubes como ídolos após passagens vitoriosas, porém vivem de altos e baixos.

As principais semelhanças entre chileno e brasileiro está em atitudes rebeldes e irresponsáveis que prejudicam suas equipes e nos mimos dados a eles pelos dirigentes.

Ambos já foram premiados apesar de enfrentarem má fase. Como aconteceu com Luis Fabiano em agosto de 2008, quando recebeu cerca de R$ 150 mil de aumento após fazer cara feia ao ouvir Juvenal Juvêncio dizer que ele era negociável. O atacante não marcava gol havia quase dois meses, mas viu seu salário chegar a R$ 550 mil, ficando livre de eventuais patrocínios para turbinar sua remuneração.

No lado alviverde, dias depois de ser infantilmente expulso contra o Flamengo ao pisar em Amaral, Valdivia comemorou nas redes sociais a contratação pelo clube do fisioterapeuta cubano José Amador, chamado de mágico pelo chileno. Cartolas do Palmeiras afirmam que parte do salário do fisioterapeuta será paga pelo atleta. Mesmo assim, que jogador do elenco tem o privilégio de indicar a contratação de um membro da comissão técnica, atropelando outros profissionais do clube?

Amador é a esperança de Valdivia para acabar com a sua sequência de lesões. O chileno levou cartão vermelho quando voltava após ficar fora por seis rodadas devido a mais uma contusão. As lesões são outro ponto em comum entre o palmeirense e Luis Fabiano. Na última quarta, quando foi expulso contra o Hauchipato (Chile), pela Copa Sul-Americana, o são-paulino tinha retornado à equipe havia apenas cerca de 15 dias. Ele passou quase três meses contundido.

Se desta vez foi multado pela diretoria em 30% do salário, em outras oportunidades, com Juvenal Juvêncio no comando, Luis Fabiano não foi punido, como ao ser expulso por reclamação depois do jogo com o Arsenal (Argentina) pela Libertadores de 2013.

As semelhanças entre Valdivia e Luis Fabiano são de longa data. O próprio chileno fez a comparação em 2011 em sua conta no Twitter. “Esse negócio de custo-benefício tá ficando chato, viu!! Tenho mais três anos de contrato e quero falar disso. Agora só sou eu quem se machuca? Todo mundo se machuca, gente. Os feras Ganso, Adriano, Luis Fabiano também estão machucados, acham que é por que eles querem?”, disse na ocasião. Como o são-paulino faria mais tarde com Juvenal, ele reclamava de ouvir que a diretoria queria busca clubes interessados em seu futebol para se livrar do alto custo. Da mesma maneira que Luis Fabiano, ele também está entre os mais bem pagos de seu clube.

Em diferentes épocas, as duas direções deram sinais de insatisfação por não se sentirem compensadas pelo esforço que fizeram a fim de repatriar os ídolos. O São Paulo até bancou a ida para a Espanha de um amigo de Luis Fabiano e funcionário do clube para ajudar a convencer o atacante a voltar ao Morumbi. Era forte a concorrência do Corinthians pelo jogador.

Já o Palmeiras, pegou dinheiro emprestado com conselheiros e transformou um membro do Conselho Deliberativo, Osório Furlan, em sócio nos direitos econômicos do chileno.

A frustração de torcedores e cartolas até agora é compreensível. Apesar de alguns momentos reluzentes um ainda não merece ser chamado de Fabuloso, e nem o outro de Mago.