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Opinião: David Luiz foi a melhor notícia para seleção brasileira em goleada
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Se fosse um jogo de Copa do Mundo, certamente Tite sofreria algumas críticas pelas dificuldades enfrentadas no primeiro tempo da vitória por 4 a 0 sobre a Austrália. Mas foi um amistoso e valeu principalmente pelos testes. Contando também a derrota para a Argentina por 1 a 0, a seleção brasileira volta para casa com mais opções.

A principal delas é David Luiz jogando adiante da zaga, com liberdade para avançar, de maneira parecida com a que atuou na última temporada pelo Chelsea. Ele deu mais proteção à defesa brasileira e foi importante na roubada de bola, iniciando a transição para o ataque. De quebra, carimbou o travessão após cabeçada em jogada que culminou no segundo gol, marcado por Thiago Silva.

Sem dúvida, David Luiz se destacou numa jornada com muitas mudanças, atuação da seleção razoável no primeiro tempo e muito boa na etapa final.

Entre os que ainda não têm vaga garantida no Mundial da Rússia, Taison, ajudado pela entrada de Willian, principal destaque no segundo tempo, colaborou para a melhora ofensiva do Brasil. Taison fez seu gol após sair do banco e merece mais oportunidades.

Também testado, Diego Souza fez o primeiro e o quarto gols mostrando que não é absurdo ser considerado uma opção para a reserva, caso haja algum problema com os principais atacantes do país. Giuliano, que herdou a 10 de Neymar e deu a assistência para a abertura do placar, poderia render mais.

Já Alex Sandro foi muito tímido no apoio ao ataque, o que colabora para o corintiano Arana merecer uma chance.

No saldo geral, Tite fez a lição de casa, aproveitando o fato de já estar classificado para a Copa do Mundo a fim de ampliar seu leque de opções, independentemente do rendimento abaixo da média da seleção sob seu comando em parte dos dois amistosos.


Opinião: patrocinadores devem ser mais exigentes após fala de Cuca
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As declarações de Cuca sobre o time titular atual do Palmeiras ser mais fraco que o do ano passado e o pedido por um novo atacante convidam os donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas) a refletirem e questionarem a direção do clube.

Na opinião deste blogueiro, o casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira deve buscar respostas para as seguintes perguntas:

Como pode um time que trouxe para esta temporada Borja e Willian precisar tanto de mais um atacante?

Quem avaliou que Borja valia os cerca de R$ 32 milhões investidos pelos patrocinadores, fora ajuda com salários e luvas? Houve erro de avaliação?

Como pode um pacote de reforços que custou mais de R$ 70 milhões não ser suficiente para satisfazer o atual treinador? Cuca é exigente demais ou o Palmeiras pagou mais do que alguns jogadores valiam?

A direção do clube é criteriosa quando define quem contratar e quanto pagar ou age com desleixo quando se trata de dinheiro alheio?

Claro que os milhões são dos empresários e eles fazem o que bem entendem com cada nota. Mas ninguém, nem o mais rico e apaixonado dos torcedores, gosta de colocar freneticamente dinheiro em um saco sem fundo. E nem de dormir acreditando que investiu uma dinheirama num planejamento perfeito e acordar com alguém apontando falhas e pedindo ainda mais.

Nesse cenário, a fala de Cuca serve para os patrocinadores palmeirenses serem mais exigentes antes de assinarem os cheques. Afinal, ele têm duplo interesse: no próprio dinheiro e no clube do qual são também conselheiros.


Jogadores esgotados fisicamente ameaçam Corinthians
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O caso de Liedson é extremo, mas não é único. O Corinthians chega à reta final do Brasileirão preocupado com jogadores que estão em seu limite físico, desgastados pelo número de jogos. Alguns atuando no sacrifício.

O atacante Willian, por exemplo, joga apesar de um desconforto no músculo adutor da coxa. A comissão técnica não tem como poupá-lo. Ele participou de 33 dos 35 jogos do time no campeonato, de acordo com o Datafolha. E sofre, em  média, sem contar a partida com o Ceará, 2,1 faltas em cada confronto.

Danilo também preocupa. O veterano esteve em campo 34 vezes no Nacional. A exigência de Tite para que todos ajudem na marcação e a ordem para muitas vezes a equipe marcar sob pressão, no campo do adversário, aumenta o desgaste.

Tal estilo também reduz as chances de Adriano entrar, já que obrigaria alguém a correr por ele, aumentando o esforço. E mesmo atuando pouco, o imperador manca e está fora de forma.

Mas ninguém tira o sono de Tite como Liedson, desgastado também por seus jogos na Europa e que vive reclamando de dores. E ele nem está entre os que mais atuaram. Entrou em campo 25 vezes. Até antes da partida em Fortaleza, sua média era de duas faltas sofridas por jogo. O atacante já sabe que está condenado a jogar no sacrifício até a última rodada.


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