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Arquivo : acidente

MP pede que SPFC e FPF paguem R$ 8,2 milhões por acidente no Morumbi
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São Paulo e Federação Paulista de Futebol são alvos de uma ação civil pública proposta pelo promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos (Habitação e Urbanismo) por conta da queda de torcedores no Morumbi provocada pelo rompimento de uma grade em 2016. Ele pede que clube e FPF sejam condenados a pagar solidariamente indenização por danos sociais igual ao dobro da receita bruta gerada pela partida entre o time paulista e o Atlético-MG em 11 de maio do ano passado, quando aconteceu o acidente. A arrecadação com a venda de ingressos foi de R$ 4,1 milhões.

O MP teve negado em primeira instância, no dia 18 de abril, pedido de interdição do Morumbi por meio de liminar até que São Paulo e federação apresentassem laudos comprovando que o estádio oferece segurança aos torcedores.

A segunda Vara Cível da capital paulista entendeu que não havia provas de que as partes não tinham tomado providências em relação à segurança do local e determinou que elas se manifestassem.

Caso a justiça conceda o pagamento de indenização por dano social (quando há lesão ao bem-estar coletivo), o valor irá para o Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

O promotor também pede que São Paulo e FPF indenizem todos os torcedores que caíram de um dos setores do Morumbi no dia do acidente por danos materiais e morais sofridos, mas não estipula o valor. Pelo menos três entraram com ações individuais contra o clube. Foram cerca de 30 envolvidos.

Renato Acacio de Azevedo Borsanelli, juiz responsável pelo caso, pediu que o promotor justificasse a inclusão da federação como ré, pois o estádio pertence ao São Paulo. Entre os motivos, ele alegou que a entidade tinha à sua disposição um laudo técnico demonstrando existir problemas de segurança no Cícero Pompeu de Toledo e deixou de tomar providências. Na inicial, o promotor já havia citado laudo de vistoria de engenharia feito no Morumbi em 2015 por um engenheiro civil e disponível no site da FPF que apontava irregularidades em guarda-corpos semelhantes ao que se rompeu no acidente mas em outro setor do estádio.

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação da FPF emitiu a seguinte nota:

“A federação Paulista de Futebol Interdita ou libera estádios com base única e exclusivamente nos laudos técnicos elaborados pelas autoridades competentes, como de PM, engenheiros responsáveis e do Corpo de Bombeiros. No caso do estádio do Morumbi, todos os laudos emitidos pelas autoridades à época do acidente autorizavam o estádio para a realização de jogos com a liberação total do espaço”.

Por sua vez, a assessoria de imprensa do São Paulo disse que o clube ainda não havia sido citado pela Justiça e por isso não se manifestaria. Porém, listou uma série de medidas tomadas após o acidente, como a instalação de hastes adicionais nos guarda-corpos e reforçou todas as estruturas, chumbando as hastes no concreto e garantido que elas fossem devidamente enterradas. A queda de torcedores aconteceu após o rompimento de um guarda-corpo que havia sido soldado.


São Paulo é condenado a indenizar torcedor após queda de grade no Morumbi
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O São Paulo foi condenado em primeira instância (com direito a recurso) a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais ao torcedor André Ricardo Motta. Ele sofreu uma fratura no pé ao cair da área externa de um camarote do Morumbi quando o guarda-corpo do local se rompeu durante a comemoração do gol da vitória tricolor por 1 a 0 sobre o Atlético-MG no dia 11 de maio de 2016.

A decisão também obriga o clube a pagar R$ 104 por danos materiais referentes a um bota ortopédica alugada pelo torcedor.

Em sua defesa, o São Paulo culpou Motta pelo acidente já que, de acordo a alegação tricolor, o guarda-corpo não suportou a tensão provocada pelos torcedores durante a comemoração do gol.

A tese foi rejeitada na 2ª Vara Cível, apesar e laudo da Polícia Militar confirmar que a queda ocorreu por causa da pressão exercida na grade pelos fãs no momento de euforia.

“Tal situação é extremamente previsível num estádio de futebol. Não é crível culpar os torcedores por uma comemoração eufórica, posto que não restou demonstrado que os torcedores, inclusive o réu, excederam-se no comportamento e extrapolaram as normas de segurança. Sabe-se que numa partida de futebol os torcedores não ficam sentados ou parados no mesmo lugar, ainda mais na comemoração de um gol importante. Se o local não suportava o peso dos torcedores deveria haver algum um aviso  ou funcionário alertando o perigo”, escreveu a juíza Alessandra Laperuta Nascimento Alves de Moura em sua decisão publicada nesta segunda no diário oficial de São Paulo.


SPFC investiga se grade que caiu no Morumbi foi afetada por causa de shows
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A grade do guarda-corpo do Morumbi que caiu na última quarta-feira ferindo torcedores era frequentemente retirada para shows e recolocada no mesmo lugar. Dirigentes do clube querem saber se o tira e põe provocou um desgaste na peça que possa ter causado a queda.

Preliminarmente, a diretoria ouviu de um dos responsáveis pela operação que essa movimentação não afeta o material, já que a grade era soldada novamente cada vez que voltava ao lugar.

 A explicação no clube é que ela precisa ser retirada em dia de shows para que a área sirva de saída de emergência com ajuda de outras adaptações no local, cercado por um fosso.

Duas empresas contratadas pelo clube para fazer auditorias sobre as causas do acidente vão responder se o tira e põe da grade ajudou a provocar sua queda.

Com o resultado, a diretoria decidirá o que fazer em relação aos guarda-corpos no estádio. Existe a possibilidade de as grades serem substituídas por algo mais resistente, já que o entendimento é de que elas, em aço inox, não foram feitas para aguentar a pressão de uma multidão, como ocorreu no momento em que Michel Bastos comemorava seu gol diante do Atlético-MG.


‘Fiscais’ assustam mais do que reparos no Itaquerão
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Uma possível onda de fiscalizações e entraves burocráticos preocupam mais a direção corintiana do que os reparos necessários no estádio do clube. O temor é de que atuações do Ministério Público, diversos órgãos fiscalizadores e até de sindicalistas em defesa dos operários atrasem a retomada dos trabalhos.

O sentimento na diretoria é de que a repercussão provocada por tudo que envolve o estádio deve despertar o interesse de uma legião de autoridades e especialistas pelo acidente desta quarta. Já era comum entre os cartolas a queixa de que o estádio é “perseguido” por autoridades de fiscalização.

No entanto, a obra quase não preocupa. A análise inicial é de que o pouco trabalho que faltava ser feito no estádio pode acontecer sem empecilhos causados pelo desastre. A estrutura metálica da cobertura que despencou é montada fora da arena, sem prejudicar as intervenções internas. O máximo de incômodo previsto é a possibilidade de algum material precisar ser importado, o que demandaria mais tempo, porém, isso não assusta os corintianos.

Entre as autoridades paulistas responsáveis pela Copa, a avaliação também é de que o trabalho de reconstrução não provocará atrasos significativos e que a abertura da Copa do Mundo em Itaquera não está ameaçada.

Por sua vez, o COL (Comitê Organizador Local) espera informações mais detalhadas do estrago para ter uma previsão sobre o atraso. A entrega estava prevista para o final de dezembro. A expectativa de integrantes do órgão é de que leve pelo menos mais uma semana para que um novo cronograma possa ser feito.

O comitê não cogita a possibilidade de a obra não ficar pronta para a abertura do Mundial, no dia 12 de junho.

Já o contrato de cidade-sede disponível no portal da Copa da Prefeitura de São Paulo não fala o que acontece se o município deixar de entregar sua arena a tempo por conta de um acidente. Nenhuma punição é citada. Mas o documento diz que se algum jogo for cancelado por motivos de força maior ou outras razões que impactem na organização, a cidade sede não terá direito a indenização.

ITAQUERÃO TINHA INAUGURAÇÃO PREVISTA PARA JANEIRO

  • Divulgação

Com um custo estimado de R$ 1 bilhão, o Itaquerão tinha previsão de entrega para dezembro e inauguração para janeiro. O estádio estava com 94% das obras concluídas. O Itaquerão será sede da partida de abertura da Copa do Mundo. O Brasil fará o jogo inicial do torneio, contra adversário não definido. Para ser a abertura do torneio, o Itaquerão teve que aumentar a sua capacidade para 69.160 lugares apenas para a Copa do Mundo.


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