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Contrato de TV: cinco rivais se unem para tentar alcançar Corinthians e Fla
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Com Napoleão de Almeida, colaboração para o UOL em Curitiba

Cinco clubes da Série A que têm contrato com o Esporte Interativo para transmissão de jogos do Brasileirão por TV fechada a partir de 2019 discutiram nesta sexta durante reunião no Palmeiras uma estratégia para ficarem mais fortes nas próximas negociações de contrato. O objetivo é equilibrar o jogo com Flamengo e Corinthians, tradicionalmente donos das maiores cotas de televisão.

Além do alviverde, Santos, Coritiba, Atlético-PR e Bahia participaram do encontro. A estratégia deles é fazer as próximas negociações em bloco. Todos teriam uma só posição, o que em tese aumentaria o poder do grupo. A ideia é atrair os demais times que fecharam com o EI, que também participou da reunião para tratar de assuntos ligados ao seu acordo.

O raciocínio é que se estiverem separados no mercado, Flamengo e Corinthians continuarão tendo mais peso nas tratativas com as emissoras por terem as maiores torcidas do país.

O primeiro teste da nova tática deve ser a negociação da transmissão pelo pay-per-view. Os cinco clubes combinaram de negociar em conjunto. Eles já decidiram que não aceitam as pesquisas com assinantes como um dos critérios para dividir as cotas, método previsto no acordo atual com a Globosat. A ideia é que todos compradores de pacotes declarem seus times para dar mais precisão ao levantamento. Acreditam que dessa forma, a diferença para Flamengo e Corinthians vai cair.

Outra briga será para que a emissora que fechar contrato aumente a participação dos clubes na arrecadação obtida com o pay-per-view. Hoje, eles ficam com cerca de 30% da receita. A fatia maior beneficiaria a todos, incluindo os que não estiverem negociando em bloco.

Entre alguns dos participantes, o projeto é visto como uma tentativa de reconstruir o que foi destruído com o fim do Clube dos 13, entidade que era encarregada de negociar os contratos de transmissão pela TV. Em 2011, o Corinthians, presidido por Andrés Sanchez, liderou a implosão do C13 ao sair dele para negociar separadamente seus contratos. Dessa forma, conseguiu um trato muito mais vantajoso. O mesmo aconteceu com o Flamengo.

Outras tentativas de uma nova união entre os clubes já foram feitas, mas todas sem sucesso.

A próxima reunião para debater esse posicionamento unificado está prevista para 15 de março, em Santos.


EI não pensa em acordo com Globo por jogos de times de emissoras diferentes
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O Esporte Interativo (EI) não está preocupado sobre o que fazer em partidas entre equipes com as quais tem contrato e as que assinaram com a Globo para a transmissão em TV fechada do Brasileiro de 2019 a 2024. A avaliação da emissora é de que ela não precisa desses jogos para fazer com que seu modelo seja rentável.

A menos que exista acordo entre TVs e clubes, os duelos em que as equipes possuem acordos com canais por assinatura diferentes não podem ser transmitidos nesse sistema.

“O desenho do nosso projeto prevê só os jogos com os times que assinaram com a gente. Não precisamos de outras partidas”, disse Bernardo Ramalho, diretor da Turner, dona do EI.

Ao blog, porém, a Globo já admitiu conversar com a concorrente para viabilizar as transmissões dessas partidas.

Na última terça, o EI anunciou oficialmente ter assinado com Santos, Internacional, Bahia, Criciúma, Joinville, Atlético-PR, Ceará, Fortaleza, Paysandu, Paraná, Coritiba, Ponte Preta, Sampaio Corrêa e Santa Cruz. Mas o time pernambucano alega que firmou só um pré-contrato e que depois se acertou com a Globo.


Cartolas que fecharam com EI agora dizem não temer retaliação da Globo
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Com Felipe Pereira, do UOL Esporte, em São Paulo

Durante as negociações com o Esporte Interativo (EI) tanto clubes que aceitaram a proposta da emissora como os que a recusaram repetiram o mantra de que temiam represálias da Globo. Porém, agora que o acordo para a transmissão dos jogos do Brasileiro em TV fechada entre 2019 e 2024 foi oficialmente anunciado, o discurso mudou.

Os cartolas que acertaram com o EI passaram a afirmar que não existirão retaliações, como a Globo deixar de passar partidas de seus times na TV aberta. Ou oferecer a eles contratos ruins. Por sua vez, a Globo sempre negou a possibilidade de vingança.

“Nas semifinais do Paulista, a Globo vai passar na TV aberta Santos x Palmeiras. Isso é uma prova de que não tem retaliação”, disse Modesto Roma Júnior, presidente santista e cartola que mais havia afirmado temer represálias. Vale lembrar que o Palmeiras ainda não decidiu com quem fará acordo.

“Eles entenderam que o cenário mudou e que não adiantaria retaliar”, declarou Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético-PR.

“O Bahia é líder de audiência no Estado com larga vantagem sobre o segundo colocado. Você acha que a Globo vai deixar de fora nossos jogos?”, afirmou Marcelo Sant’Ana, presidente do Bahia.

Vitório Piffero, do Internacional, foi na mesma linha. “Eles não fariam isso com milhões de telespectadores. Não seria inteligente”, disse.

Quem trata com os cartolas sobre transmissão também notou a mudança do sentimento deles em relação a Globo. “Não sei qual o motivo, mas eles estão muito mais relaxados (sobre como serão tratados na TV aberta)”, contou Bernardo Ramalho, diretor da Turner, proprietária do EI.

Nesta terça, na apresentação do seu projeto para o Brasileirão, com 14 clubes (incluindo o Santa Cruz, que diz estar fechado com a Globo) das Séries A e B, a empresa também falou do efeito que sua entrada teve no mercado para os times. “Por causa da nossa participação haverá R$ 2 bilhões em dinheiro novo para os clubes”, disse Edgar Diniz, vice-presidente de conteúdo esportivo da Turner. No cálculo feito por ele estão a quantia que a emissora ofereceu a mais aos clubes em relação à proposta inicial da Globo e o aumento proposto pela concorrente após a ação do Esporte Interativo.


Globo admite negociar transmissão de jogos em TV fechada com EI
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Como vai ficar a transmissão de jogos do Brasileirão em TV fechada a partir de 2019 quando se enfrentarem um time que tem acordo com o Sportv, da Globo, e outro acertado com o Esporte Interativo (EI)? Pode não haver televisionamento, a menos que canais e clubes entrem em acordo.

Mas as emissoras concorrentes vão aceitar essa parceria? O blog fez a pergunta para as duas empresas. O EI respondeu que não está pensando nesse assunto agora. Já a Globo Esportes, por meio de seu diretor Pedro Garcia, admitiu negociar com a concorrente, apesar de também acreditar ser cedo para tratar do tema. Leia abaixo a resposta enviada ao blog e assinada por Garcia:

“Estamos dispostos a discutir e negociar, sempre que for bom e vantajoso para o esporte. A nossa história de parceria com o futebol é a maior prova disso. Dividir direitos sobre competições não é novidade para o Grupo Globo, tanto na TV aberta quanto na fechada. Brasileirão, estaduais, Copas do Mundo são direitos sublicenciados para a Band, por exemplo. Na TV fechada, compramos os direitos da Libertadores da Fox Sports e sublicenciamos a Copa do Brasil para ESPN e para a própria Fox. Tomaremos as decisões que forem melhores para o futebol e, acima de tudo, para os torcedores que querem acompanhar seus times do coração. Fechamos contratos com vários clubes que chegam até 2024, já no novo modelo. Clubes que reconhecem na gente o compromisso de longo prazo para que o futebol brasileiro cresça. Mas ainda é cedo para especular sobre o cenário que teremos até 2019. Que times estarão disputando a Série A? Que players terão os direitos desses clubes? Neste momento, em que as negociações para a TV fechada ainda estão em curso, seria pura especulação.”

Apesar de não ter se manifestado, o Esporte Interativo disse ao Cade (Conselho de Administração do Direito Econômico) que existem duas possibilidades em jogos com clubes fechados com emissoras diferentes: um acordo entre os canais ou que cada um fique com seus times.

Santos, Internacional, Atlético-PR, Coritiba, Figueirense, Ponte Preta e Santa Cruz são clubes da primeira divisão acertados com o EI.

Entre os que escolheram o Sportv estão Corinthians, São Paulo, Grêmio, Atlético-MG, Cruzeiro, Fluminense, Botafogo, Vasco e Sport.


CBF negocia Copa do Brasil com Esporte Interativo
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Depois de uma série de clubes, chegou a vez de a CBF negociar com o Esporte Interativo, concorrente da Globo. A negociação envolve os direitos de transmissão da Copa do Brasil em TV fechada.

Apesar de os valores serem mantidos em sigilo, fonte com trânsito no EI calcula que a proposta seja cinco vezes superior à quantia paga atualmente pelo grupo Globo (a Globosat é responsável pelos canais por assinatura).

Segundo o Blog do Ohata, em janeiro, a CBF havia se recusado a iniciar tratativas com o Esporte Interativo e outras concorrentes da Globo alegando que o novo contrato valeria apenas a partir de 2018, assim, era cedo para negociar.

Porém, este blog apurou que a visão mudou e as conversas começaram.

Renovar os contratos com bastante antecedência é uma prática adotada rotineiramente pela Globo. Assim, se esperasse mais para conversar com a confederação, o EI correria o risco de chegar atrasado.

Vale lembrar que a concorrência do Esporte Interativo fez a Globo melhorar consideravelmente sua proposta aos clubes pelos direitos de transmissão do Brasileirão em TV fechada a partir de 2019. No caso da Copa do Brasil, as tratativas são feitas diretamente com a CBF.

 


Proposta da Globo a clubes mostra mudança de postura com times e imprensa
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Desde que passou a ter  a concorrência do Esporte Interativo (EI) pelos direitos de transmissão do Brasileirão em TV fechada a partir de 2019, a Globo mudou. Não alterou só sua proposta para os clubes, mas também a maneira de tratar as negociações na imprensa e, aparentemente, até nos canais da própria emissora.

No ano passado, no início das negociações, ainda com a participação de Marcelo Campos Pinto, aposentado no final do ano, o discurso para os clubes era de que a crise econômica no país dificultava a venda de cotas de patrocínio, por isso o valor pago aos clubes precisava ser reduzido. Nos últimos anos também, a emissora mantinha nos bastidores o mantra de que pagava quanto avaliava que cada time merecia de acordo com o retorno dado.

Após o EI entrar na disputa, apesar da crise, a Globo aumentou substancialmente sua proposta e aceitou usar critérios como colocação no campeonato para dividir o dinheiro que paga.

No auge das negociações, a melhor maneira de fazer a divisão das cotas foi discutida por comentaristas de pelo menos um dos programas do Sportv, que faz parte do grupo. Este blogueiro não se lembra de ter visto tal discussão na grade da emissora antes.

Para entender as mudanças e as negociações o blog enviou perguntas para a assessoria de imprensa da Globo. E as respostas vieram com outro sinal de transformação. Chegaram assinadas por Pedro Garcia, diretor da Globo Esportes e substituto de Campos Pinto. Antes, a emissora evitava responder a perguntas sobre o tema. Ainda que Garcia tenha se reusado, elegantemente, a explicar vários pontos das tratativas, é uma mudança de postura.

Veja abaixo como o diretor explica o fato de ter aumentado sua proposta após oferecer uma redução nos contratos, além de responder a outras perguntas.

Blog – Depois que alguns clubes assinaram com a Globo, a emissora fez uma proposta de divisão de cotas diferente para outros. Antes, o valor foi negociado com cada um. Agora, está sendo oferecido um critério que leva em conta classificação no Brasileiro e audiência, além de uma parte fixa. Antes foram oferecidas antecipações. Agora a proposta é de luvas. Minha dúvida é: quem assinou o contrato antes terá o contrato equiparado ao de quem assinou depois? Quem aceitou antecipação terá o valor transformado em luvas? Quem já assinou também passará a receber por critérios como classificação e audiência?

 

Garcia – Nossa negociação é pelo futebol. Como fazemos questão de ressaltar, o Grupo Globo leva em conta o torcedor (que é um apaixonado pelo esporte), o anunciante e patrocinador (que investem pesado para terem suas marcas associadas ao futebol), as operadoras de TV paga (que são parceiras importantes do futebol brasileiro, pois ajudam a levar este espetáculo a mais telas), e principalmente os clubes e os jogadores (que são os que fazem o espetáculo). Mas é extremamente indelicado revelar detalhes de uma negociação que ainda está em andamento.

O que garantimos – e que é o que tem feito com que a maioria dos clubes brasileiros confie na seriedade e na transparência da nossa proposta e assine contrato conosco (e cada vez mais clubes têm confiado em nossa parceria e decidido caminhar junto conosco) – é o entendimento de que essa é uma negociação viva, que envolve interesses muito diversos e que deve entregar benefícios a todas as partes. Tem que ser sustentável para os anunciantes, e ser um compromisso de longo prazo. Não pensamos em um período de contrato, mas em uma vida de parceria em torno do futebol.

Por tudo isso, o desenvolvimento de um contrato e uma negociação não se fazem da noite para o dia. Estamos discutindo e avançando nesse processo de negociação desde o ano passado, no início de 2015. Ajustes e evoluções em negociações como essas, para serem sérios e sustentáveis, não podem ser feitos irresponsavelmente de uma hora para a outra. Como dizemos aqui entre nós, uma negociação não se muda da noite para o dia, mas deve ter o compromisso de evoluir todos os dias.

 Blog – Marcelo Campos Pinto defendia que a emissora deveria decidir quanto deve pagar para cada clube de acordo com o retorno de cada um. Agora, houve a mudança de incluir como critérios classificação no campeonato e audiência, além de uma parte fixa. Essa mudança se deve exclusivamente ao fato de o Esporte Interativo ter oferecido tal divisão?

 Garcia – Já respondemos detalhadamente na questão anterior, mas achamos importante reforçar que essa negociação não foi iniciada agora. Por tudo que explicamos, um modelo de negociação sério, sustentável e analisado tecnicamente, não muda repentinamente, mas precisa ter o compromisso de evoluir sempre. É nisso que acreditamos no Grupo Globo.

Blog – No começo das negociações, a Globo alegou aos clubes que a crise financeira no país não permitia pagamentos de luvas e que o momento crítico forçava uma redução nos valores pagos, pois estava mais difícil negociar com patrocinadores. Mas a emissora mudou suas propostas nesses dois pontos. Por quê?

 Garcia – É inegável que o país vive um momento economicamente complicado. Toda negociação em curso, em qualquer setor da nossa economia, está passando hoje por um processo de ajuste constante. Mas nós temos um compromisso com o Brasil, pois somos um grupo 100% nacional que acredita nesse país, na retomada da nossa economia e no talento do brasileiro. Por isso que, mesmo nesse contexto economicamente difícil que estamos vivendo, nos sentimos desafiados a manter a aposta no futebol brasileiro, que é um conteúdo muito importante para nós. Tivemos que adequar outros investimentos para fazer mais esse aporte no futebol. Mas estamos fazendo isso de forma consciente, estudada e sustentável, para zelar por um modelo que garanta o crescimento e a união do futebol nacional. Nossa parceria e compromisso com o futebol são de passado, presente e muito futuro.

Blog – Tradicionalmente nos programas da Globo não se discute divisão de cotas de TV. Mas, na última semana, numa das edições do Seleção Sportv o tema foi discutido e alguns comentaristas defenderam uma divisão mais equilibrada do que a que favorecia principalmente Corinthians e Flamengo. Houve uma mudança de entendimento do grupo em relação a discussões sobre o tema em seus programas?

 Garcia – Todos os programas dos veículos do Grupo Globo têm total independência. Isso é uma questão de princípios e valores, para nós. Independência aqui dentro não se discute, se pratica. Uma coisa são as negociações econômicas de direitos, outra, bem distinta, é a opinião dos nossos comentaristas, que são próprias e individuais. E aprendemos muito com essas opiniões. Não há interferência. Nós acreditamos e zelamos pela liberdade de expressão a cada momento, em cada uma das nossas empresas. Novamente, achamos importante lembrar que esse é um processo que acontece desde o início de 2015 e que vai seguir evoluindo o que for necessário, sempre que surgirem novos fatores que contribuam ou possibilitem essas evoluções. Queremos e vamos continuar contribuindo com o futebol brasileiro. É isso que fazemos há mais de 30 anos. É isso que vamos continuar fazendo.

Blog – Os contratos que ainda estão sendo negociados vão ser só pela TV fechada como foi o do São Paulo? Em caso positivo, isso muda algo para quem já negociou os direitos em TV aberta, como o Corinthians?

 Garcia – Não achamos correto comentar processos de negociação em andamento. E temos que olhar todo este processo como uma grande negociação. Individual e coletiva. Mas garantimos que toda nossa energia está em criar condições para que nossos acordos sejam os melhores e mais abrangentes possíveis para todos as partes envolvidas. Porque acreditamos que é assim que deve ser.

 


Oposição do São Paulo tenta adiar decisão sobre Globo
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O que a diretoria do São Paulo dizia que aconteceria aconteceu. Conselheiros oposicionistas iniciaram um movimento para que a decisão sobre referendar a renovação de contrato com a Globo não seja tomada nesta terça pelo Conselho Deliberativo.

A ideia é pedir a criação de uma comissão para analisar as propostas da Globo e do Esporte Interativo. Esse grupo faria um relatório para apontar aos conselheiros qual das ofertas é melhor. Só depois de o estudo ser concluído aconteceria uma nova reunião para a votação.

A direção não gosta da ideia, pois tem pressa para aprovar o acordo com a Globo. Na última sexta, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, disse aos jogadores que a renovação do contrato de transmissão dos jogos do Brasileirão por TVs fechada e aberta garantiria o pagamento em dia dos salários até dezembro. A Globo já pagaria ao clube R$ 60 milhões de luvas (O EI oferece R$ 40 milhões de luvas mas só pelos jogos em canal por assinatura). Atualmente, há um mês de direitos de imagem atrasados.

Para os diretores, a estratégia da oposição é adiar a assinatura do contrato para gerar caos no futebol, comandado pelo vice Ataide Gil Guerreiro, que sofre forte rejeição no clube, até por parte de alguns situacionistas.

Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, que foi candidato à presidência contra Leco, confirmou ao blog a tentativa de adiar a decisão, mas negou que seja um movimento político.

“Vamos propor a criação de uma comissão para apresentar o parecer em 15 dias. A proposta da Globo é complexa. A posição, inicialmente, é dos conselheiros, independentemente de posição política”, afirmou Newton.

O blog teve acesso a troca de mensagens por celular em um grupo de membros do conselho na qual o oposicionista Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, sugere a criação da comissão. “Esse passo é tão importante que deveria ser nomeada uma comissão para estudar as propostas e nos dizer qual seria a melhor para o nosso SPFC”, escreveu Dedé aos colegas.

O argumento dos que não querem decidir agora é de que precisam estudar melhor as ofertas pois não podem errar na decisão.

Do outro lado do balcão, a diretoria argumenta que todos puderam analisar a proposta da Globo, que ficou à disposição dos conselheiros no clube. Já a oferta do EI foi enviada pela Turner, proprietária do canal, ao presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo Abranches Barboza, que a repassou aos conselheiros no fim de semana.

De acordo com ele, nesta noite só poderá ser votada a proposta da Globo, apesar de números da oferta do EI, que é apenas para a TV fechada, ser mostrada num quadro comparativo.

“Ninguém me procurou para falar em criação de comissão e adiar a decisão. Na reunião poderão fazer isso. Nesse caso, o conselho vai decidir”, disse Barboza ao blog.

 

 

 

 


Globo x Esporte Interativo chega ao vestiário do São Paulo
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A discussão sobre se o São Paulo deve assinar com Globo ou Esporte Interativo (EI) chegou ao conturbado vestiário tricolor. Na última sexta, na tentativa de apagar o incêndio que começou com atraso nos pagamentos, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, disse aos jogadores que a renovação com a Globo renderá dinheiro suficiente para garantir que tudo será pago em dia até o fim do ano.

O novo compromisso com a Globo valeria a partir de 2019, mas, se o Conselho Deliberativo referendar o acordo em reunião na próxima terça, a emissora pagará já R$ 60 milhões de luvas pelos contratos em TV aberta e fechada (R$ 20 milhões a mais do que o Esporte Interativo oferece de luvas só pelo canal por assinatura).

Essa quantia, segundo a direção tricolor, assegura que não haverá mais atrasos na remuneração dos atletas até dezembro de 2016. O fato é usado pela cúpula são-paulina para convencer os conselheiros a votarem a favor da Globo. Segundo eles, o elenco está ansioso para ver o contrato ser assinado e ter a certeza de que o aperto financeiro não se repetirá. Hoje, há um mês de direito de imagem atrasado.

Os cartolas acreditam que existe um movimento da oposição contra a aprovação só para provocar caos no Morumbi. Esse grupo estaria interessado em dificultar a assinatura com as duas emissoras. E contra-atacam afirmando que a reprovação afetaria diretamente a promessa feita pelo presidente aos atletas. Ou seja, ecoaria no já barulhento vestiário.

“Se alguém da direção falou que vamos fazer isso, disse bobagem. Nunca teríamos uma posição (sobre as propostas da Globo e do EI) sem ouvir a diretoria”, afirmou ao blog Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, ex-candidato à presidência e integrante de um dos grupos de oposição no clube. Ele disse que só vai tomar uma posição depois que ouvir as duas propostas.

Na reunião, será apresentado um quadro comparativo com as ofertas. Mas, no entendimento da cúpula do clube, só a da Globo pode ser referendada, já que a do EI não foi aceita pela diretoria. Se a maioria do conselho votar contra, uma nova reunião teria que ser marcada para referendar um eventual acordo com o EI. Nesse caso, o São Paulo pode de novo ter problemas para pagar em dia os jogadores.

Desde a última sexta, a direção são-paulina trabalha para tentar “colar” o vestiário após Michel Bastos e Lugano divergirem justamente sobre como agir em relação a direitos de imagem atrasados. O brasileiro defendia uma manifestação na qual nenhum jogador daria entrevista após o jogo com o The Strongest. Por sua vez, o uruguaio falou com a imprensa e incentivou colegas a fazerem o mesmo.


São Paulo fecha renovação com Globo, mas precisa de aval de conselheiros
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A diretoria do São Paulo fechou com a Globo a renovação antecipada do contrato de transmissão de jogos da equipe no Brasileirão em TV aberta e fechada. Porém, como o novo acordo se refere às temporadas de 2019 a 2024, ultrapassando o período da atual gestão (abril de 2017), precisa ser referendado pelo Conselho Deliberativo do clube.

Assim, o tema entrou na pauta da reunião do órgão marcada para o próximo dia 23. Nela, será mostrado um quadro comparativo com o qual a cúpula são-paulina espera convencer os conselheiros de que a proposta escolhida é melhor do que a oferecida pela Turner, dona do Esporte Interativo (EI). A concorrente da Globo queria comprar os direitos para TV fechada, mas se comprometia também a adquirir os jogos em sinal aberto, caso eles ficassem encalhados.

Segundo dirigentes tricolores, o novo acordo muda a divisão de cotas atual que favorece Corinthians e Flamengo. Eles não revelam detalhes do trato, mas afirmam que na futura distribuição há critérios como uma parte da remuneração atrelada ao resultado do time no Brasileirão.

Outro argumento que será usado com os conselheiros é de que o clube conseguiu que a Globo transformasse em luvas a quantia oferecida inicialmente como antecipação de receitas. As luvas estavam entre as vantagens prometidas pela dona da EI.

Apesar de ser usada como comparação, a proposta da Turner não estará em votação na reunião. Os conselheiros terão que dizer apenas se aceitam ou não o contrato com a Globo. Se a maioria não der o seu aval, um novo encontro deverá ser marcado para votação nominal em relação à oferta do Esporte Interativo. Porém, a diretoria fará grande esforço pelo aval para a renovação. A Globo sabe que o acordo firmado com o São Paulo depende da aprovação do conselho para ter validade.


Veja como concorrente mina Globo em conversas com clubes
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Em busca de fecharem acordo com pelo menos oito clubes, executivos da Turner, dona do Esporte Interativo (EI), tentam, em conversas com dirigentes, minar os argumentos usados pela Globo para renovar o contrato de transmissão dos jogos do Brasileirão em TV fechada a partir de 2019. Até agora, só o Santos afirmou publicamente ter aceitado a proposta da concorrente da Globo por um acordo de seis anos. Abaixo, veja como a Turner tem bombardeado o discurso e a oferta da emissora rival para os cartolas.

Redução de cotas

Durante as reuniões, representantes da Turner tem se esforçado para desconstruir o argumento usado pela Globo com os dirigentes de que a atual crise financeira no país tornou difícil a venda de anúncios em jogos de futebol. Por conta dessa tese, a primeira proposta de renovação previa uma redução nos valores do contrato atual.

Os diretores do EI usaram até uma tabela publicada pelo Meio & Mensagem, veículo especializado em informações sobre marketing, mídia e comunicação, em outubro de 2015, para convencer os cartolas de que a situação não é tão feia para a emissora da família Marinho. O quadro traz as quantias arrecadadas pela Globo com patrocínio no futebol desde 2010, já incluindo os valores de 2016. A reportagem mostra que houve um aumento de 9,2% nos preços cobrados pela Globo dos patrocinadores de 2015 para 2016. A cota total passou de R$ 225 milhões para R$ 245,7 milhões. Só que a mesma matéria registra que essa foi a menor evolução de patrocínio do futebol da emissora desde 2010. Na conta não entra a temporada de 2014, por causa de mudanças no sistema de cotas provocadas pela Copa do Mundo no Brasil.

Importância da TV fechada

Os executivos da Turner tentam demonstrar para os cartolas que os jogos em TV por assinatura são, sim, importantes para a Globo porque asseguram excelente audiência para o Sportv, canal fechado do grupo. É comum os dirigentes dizerem que a Globo não paga bem por essa modalidade porque tem pequeno retorno financeiro com ela. O discurso dos donos do EI, então, passou a ser de que sua concorrente valoriza o canal fechado. E que quem não valoriza, segundo eles, são os cartolas, pois vendem os jogos em sinal fechado por pouco dinheiro. Nessa discussão, como mostrou o blog, a Turner disse aos clubes que oferece pouco mais de nove vezes o que a Globo paga pelas partidas em TV fechada.

Patrocinadores na tela

Uma das promessas feitas pelos executivos da Turner é mostrar os painéis com patrocinadores dos clubes nas entrevistas dadas por jogadores, treinadores e dirigentes. Acontece que Globo e outras emissoras costumam usar imagens fechadas em que até patrocínios em bonés não aparecem. Como mostrou o Blog do Rodrigo Mattos, os donos do Esporte Interativo também prometem falar o nome dos anunciantes que batizam estádios.

 

TV aberta

Os executivos da Turner ouviram que cartolas temem que a Globo não compre seus jogos em TV aberta, caso fechem com o EI. Em resposta, eles tentam convencer os dirigentes de que é desinteressante para a concorrente transmitir o Campeonato Brasileiro sem todos os clubes. De acordo com essa tese, a Globo acabaria adquirindo também as partidas de quem assinou com o Esporte Interativo na TV por assinatura para ter a competição completa. Além disso, a Turner assegurou que comprará os direitos de transmissão para canal aberto, mesmo sem saber ainda o que fazer com eles, se os times não conseguirem vender para ninguém.

Liberdade de escolha

Uma estratégia importante dos donos do EI é tentar provar que são mais abertos ao diálogo do que a Globo, dando mais liberdade para os clubes decidirem questões fundamentais como horários dos jogos e divisão do dinheiro a ser recebido. A pedido dos cartolas, por exemplo, ficou decidido que a emissora nunca vai exigir a realização de jogos depois das 21h30. A Globo impõe determinadas partidas às 22h, horário criticado por torcedores e cartolas por ser considerado muito tarde. Sobre a divisão de cotas, a Turner deixou os dirigentes escolherem o que é melhor. E a escolha foi pela divisão de 50% igualitariamente, 25% de acordo com a audiência e 25% conforme o desempenho esportivo. Nos últimos anos, a Globo vinha se recusando a mudar o formato pelo qual paga mais a Corinthians e Flamengo, que têm melhores audiências.