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Cinco estratégias do Corinthians para convencer torcida a investir no BMG

Perrone

28/01/2019 10h27

Boa parte da torcida corintiana demonstrou insatisfação nas redes sociais com a revelação de que a cota fixa mínima paga pelo BMG ao clube para estampar seu nome no peito da camisa do Corinthians será de R$ 12 milhões anuais. Depois de a direção alvinegra anunciar adiantamento de R$ 30 milhões feito pelo parceiro como uma demonstração da expectativa de faturamento por parte do banco, parcela dos fãs ficou decepcionada e ressabiada. Como o sucesso da parceria depende da participação da Fiel, o clube trabalha argumentos e estratégias para conquistar o torcedor. Abaixo, veja os cinco principais pontos.

1 – Contratações

Pela reação da torcia nas redes sociais, a avaliação da direção corintiana é de que o torcedor está entusiasmado com reforços como Boselli e Vágner Love, além da expectativa do retorno de Guilherme Arana. Assim, a estratégia da diretoria é convencer a torcida de que o adiantamento de R$ 30  milhões feito pelo novo patrocinador tem sido fundamental para reforçar o time. O objetivo é fazer com que o torcedor entenda que é importante se engajar na parceria para ajudar o time a conquistar títulos.

2 – Rescisão

Mesmo exibindo confiança no modelo de negócio escolhido, os cartolas corintianos batem na tecla de que existem cláusulas que permitem a rescisão do contrato sem pagamento de multa. Ou seja, se a participação em metade dos lucros obtidos com a venda de produtos específicos para a torcida não turbinar a cota fixa de R$ 12 milhões anuais de maneira satisfatória, basta o clube sair do negócio e procurar outro parceiro. Isso depois de dois anos.

3 – Transparência

Outro argumento usado para convencer o torcedor corintiano é de que trimestralmente será divulgado quanto o Corinthians recebeu pela participação nos lucros da venda de produtos e serviços do banco. Com isso, a diretoria espera que o torcedor se anime ao ver os benefícios para o clube e fique mais estimulado a investir. Até agora, no entanto, o negócio tem sido criticado por seguidores do time e conselheiros do clube ligados à oposição por falta de transparência. Isso porque não foi divulgado logo de cara que a cota fixa mínima paga pelo banco é de R$ 12 milhões anuais.

4 – Propaganda

O plano do Corinthians é que clube e BMG invistam significativamente em publicidade para alavancar a participação do torcedor. Há o entendimento de que apenas a divulgação nas redes sociais das duas partes não é suficiente para que os resultados sejam alcançados. Mas os detalhes de como o investimento será feito ainda não foram definidos.

5 – Juros menores

A diretoria corintiana promete que as taxas de juros cobradas pelo banco para os clientes envolvidos na parceria serão menores do que as praticadas no mercado. Independentemente dos benefícios para o clube, isso já seria um atrativo para os corintianos.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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