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'Caso BMG' faz oposição corintiana temer surpresa em venda de nome de arena

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28/08/2020 04h00

O ruído de informação gerado no anúncio do BMG como patrocinador do Corinthians, no início de 2019, provoca clima de desconfiança entre conselheiros de oposição no clube e até entre torcedores nas redes sociais em relação ao iminente anúncio da venda dos naming rights da arena alvinegra.

O temor é de que, depois da apresentação oficial, sejam descobertas cláusulas menos vantajosas em relação à impressão inicial. Algo semelhante aconteceu no começo da relação com o BMG como patrocinador principal do uniforme corintiano.

Por isso, opositores já se movimentam para cobrar que todos os detalhes relativos ao acordo para nomear a Arena Corinthians sejam revelados no Conselho Deliberativo.

No anúncio do BMG como patrocinador, a diretoria informou que o banco faria um adiantamento inicial de R$ 30 milhões e que a quantia a ser paga anualmente poderia ser superior, dependendo do número de contas abertas por torcedores corintianos.

Luís Paulo Rosenberg, então diretor de marketing, falou da antecipação de R$ 30 milhões feita pelo banco como referência de quanto a empresa confiava na parceria. E que a verba poderia chegar a R$ 40 milhões ou R$ 50 milhões, dependendo do engajamento da Fiel.

Conselheiros e veículos de comunicação passaram a tratar R$ 30 milhões por ano como valor do patrocínio.

Até que uma ata pública do banco mostrou que o valor fixo pago ao Corinthians é de R$ 12 milhões anuais. Até hoje, o número de contas para elevar significativamente essa receita não foi alcançado.

O caso é usado por opositores para cobrar transparência em relação aos naming rights. Já os torcedores fazem brincadeiras nas redes sociais sobre metas que hipoteticamente teriam que atingir para ampliar o valor dos naming rights da arena.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.