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Corinthians não acata ordem para pagar agente de Elton e deve ter penhora
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O Corinthians não cumpriu determinação da Justiça para quitar dívida com empresa do agente do atacante Elton, Marcelo Robalinho, e agora deve sofrer penhora em suas contas para pagar o débito. Na última terça, a 1º Vara Cível do Tatuapé determinou que a empresa Think Ball pague as despesas para as pesquisas a fim de que o valor cobrado seja localizado em contas corintianas. O caso está em primeira instância, logo cabe recurso.

A Think Ball alega que o alvinegro não cumpriu distrato referente à cessão por parte da empresa dos direitos de imagem de Elton, campeão da Libertadores de 2012 com clube e hoje no Ceará. A dívida era de R$ 270.750 e deveria ter sido paga parceladamente em 2014. De acordo com a ação, nenhuma parcela foi quitada. Em 26 de julho a Justiça havia determinado que o Corinthians pagasse o débito.

Com atualização e juros, a credora calculou o valor atual da dívida em R$ 420.547,56, quantia que será buscada nas contas do clube assim que as taxas para a pesquisa forem pagas.

Luiz Alberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians, disse que ainda não tinha conhecimento da decisão na noite desta sexta-feira.

A Think Ball também representa os corintianos Jadson e Leo Príncipe.


Direção corintiana é cobrada para explicar em conselhos impostos não pagos
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Colaborou Dassler Marques, do UOL em São Paulo

A diretoria do Corinthians deverá ser cobrada nos conselhos de Orientação (Cori) e Deliberativo (CD) para explicar por que não pagou em dia cerca de 13 milhões em tributos federais. A inadimplência fez com que a Receita Federal notificasse o clube. Para quitar o débito e evitar maiores problemas a direção vai usar receita referente às cotas de TV do Campeonato Paulista de 2018, o que gera mais polêmica interna.

O não pagamento foi identificado pelo sistema de controle da receita em relação aos times que refinanciaram suas dívidas fiscais pelo Profut. A lei exclui do parcelamento agremiações que deixarem de pagar três prestações. Isso também contribui para a pressão dos conselheiros sobre a diretoria.

Membros do Cori querem que a direção explique ao órgão os motivos para o atraso e detalhem a operação com a Federação Paulista envolvendo as receitas do Paulista de 2018. “Ainda não examinei o caso, mas claro que uma situação dessa magnitude precisa ser explicada ao Cori pela diretoria”, afirmou ao blog Osmar Basílio, presidente do Conselho de Orientação.

Em outra frente, integrantes da oposição estudam apresentar um requerimento para o Conselho Deliberativo também para que a direção detalhe o episódio. Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do órgão, é a favor de que a diretoria se explique. “Não preciso nem marcar uma reunião pra isso. No próximo dia 25, vamos fazer uma e certamente isso será questionado quando chegarmos ao item várias (que trata de assuntos gerais não citados na pauta). Pela relevância do assunto, ele merece ser explicado pela diretoria”, afirmou o dirigente.

Além do atraso no pagamento, existe a queixa do comprometimento de receita que seria recebida pela administração que vai suceder a de Roberto de Andrade no ano que vem sem consulta ao Cori e ao CD.

Porém, Emerson Piovezan, diretor financeiro alvinegro, alega que não houve antecipação de verba do próximo Estadual. Segundo ele informou à assessoria de imprensa corintiana, a FPF costuma liberar nessa época do ano quantia referente ao Estadual do ano seguinte. Por isso, ele entende que a operação não pode ser tratada como antecipação.

“Precisamos verificar se esse procedimento é mesmo padrão da federação. Temos que ver se recebemos assim em outros anos, mas não deixa de ser uma antecipação”, declarou Strenger. Balancetes de anos anteriores devem ser analisados para identificar se o pagamento foi feito da mesma forma alegada por Piovezan.


Meia Morais obtém vitória sobre Corinthians na Justiça
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Em segunda instância na Justiça do Trabalho, o meio-campista Morais obteve vitória parcial em ação que move contra o Corinthians, clube ao qual foi vinculado entre 2008 e 2011. Decisão proferida na última segunda-feira, considerou ilegal acordo Judicial que permitia às agremiações pagarem 5% de direito de arena aos atletas no lugar dos 20% previstos pela antiga legislação.

Assim, Morais, que disputou a Série C do Brasileiro deste ano pelo Botafogo-SP, obteve o direito de receber do alvinegro a diferença de 15%. O valor não foi divulgado e ainda precisa ser calculado. O Corinthians vai recorrer.

Até 2011, a legislação previa que os jogadores recebessem, de maneira proporcional à sua participação, 20% da receita obtida pelas agremiações com a venda dos direitos de transmissão de seus jogos. Diante de vários calotes, os sindicatos dos atletas aceitaram um acordo judicial em 2000 para que, em vez dos 20%, eles recebessem 5% do quantia recebida pelos times. Em 2011, a lei mudou e oficializou de vez a fatia de 5%.

No caso de Morais, a Justiça entendeu que nenhuma convenção poderia reduzir o repasse de 20% estabelecido por lei de 1998. O entendimento é de que a redução feriu o princípio de irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas.

“Em todos os casos (envolvendo diversos clubes), a Justiça têm dado aos jogadores o direito de receber os 15% de diferença. Ela não está reconhecendo o acordo, que foi bom para todas as partes. Vamos recorrer”, disse ao blog Diogenes Mello Pimentel Neto, advogado corintiano.

Outros pedidos feitos por Morais, não especificados na decisão, foram rejeitados pela Justiça.

 


Cinco casos em que o São Paulo repete grandes rebaixados
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1 – Ídolo no comando

Em julho de 2016, o Internacional apostou em Falcão, um dos maiores ídolos de sua história, como treinador. Menos de um mês depois, ele foi demitido por causa dos maus resultados. No fim do ano, os gaúchos foram rebaixados para a Série B. Em 2017, o São Paulo montou seu planejamento com Rogério Ceni estreando na função de técnico. No início de julho, ele foi despedido por conta do risco de rebaixamento. Porém, com Dorival Júnior, a equipe segue ameaçada e ocupa a penúltima posição do Brasileiro.

2 – Crise política e caso policial

A queda do Corinthians para a Série B em 2007 foi precedida por um dos períodos mais turbulentos nos bastidores do clube. Acuado por denúncias, como a acusação de uso de notas fiscais frias em sua gestão, Alberto Dualib renunciou ao cargo em setembro. O rebaixamento aconteceria em dezembro. O São Paulo enfrentou a renuncia de um presidente (Carlos Miguel Aidar) em 2015, após denúncias de irregularidades. A saída do dirigente não significou calmaria. No mês passado, por exemplo, a pedido da diretoria, o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) abriu inquérito para apurar a suposta comercialização irregular de ingressos e camarotes para shows do U2 e de Bruno Mars no Morumbi. As suspeitas culminaram com a demissão por justa causa do gerente de marketing Alan Cimerman, que nega as acusações.

3 – Estrangeiros na berlinda

Esperança da torcida do Palmeiras, Valdivia foi um dos jogadores mais cornetados na campanha do rebaixamento para a Série B em 2012. Lesões, seu comportamento fora de campo e a acusação de falta de comprometimento compuseram o cenário que fez o chileno ser detonado nas arquibancadas e por cartolas. Hoje, a crise são-paulina tem o peruano Cueva como um dos personagens. Ele também é acusado por dirigentes e parte dos companheiros de não estar comprometido como deveria com a equipe e tem seu preparo físico questionado.

4 – Desentendimentos entre atletas

Enquanto tentava evitar o rebaixamento em 2012, o palmeiras sofria internamente com o confronto entre Marcos Assunção e Valdivia. Em 2015, durante entrevista ao “Diário de S.Paulo”, assunção disse que chegou a dar um soco no chileno após uma discussão, além de fazer uma série de críticas ao ex-companheiro, rebatendo afirmações dele dadas ao “Estado de S.Paulo”. Nos último dias, o São Paulo viveu turbulência por conta de troca de farpas entre Rodrigo Caio e Cueva, que nesta segunda pediu publicamente desculpas ao zagueiro.

5 – Time grande não cai

“O Inter não vai cair”, disse Fernando Carvalho, então vice de futebol do colorado em setembro de 2016. No final do ano, seu clube caiu para a segunda divisão nacional. “Venho afirmar mais uma vez e garantir: não tem hipótese de rebaixamento do Vasco”, declarou Eurico Miranda em julho de 2015. A temporada terminou com a agremiação presidida por ele de volta à Série B. Na última segunda, foi a vez de Cueva decretar: “o São Paulo é grande, não vai cair.”

 

 


Corinthians rejeita pedido da Caixa e impede trato para retomar pagamento
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

O Cori (Conselho de Orientação do Corinthians) rejeitou nesta segunda (28) exigência da Caixa Econômica encaminhada ao órgão pelo presidente do clube, Roberto de Andrade, para que as receitas do programa de sócio-torcedor do alvinegro passassem a ser entregues para o banco. O dinheiro seria usado para quitar parte da dívida pela construção da arena em Itaquera caso o clube não conseguisse quitar as prestações com outros recursos.

Com a decisão, a proposta não será nem encaminhada ao Conselho Deliberativo, que daria a palavra final sobre o caso.

A recusa dificulta ainda mais o acordo com o banco para que o clube volte a pagar, por meio do fundo responsável pela operação, as prestações referentes aos R$ 400 milhões financiados pelo BNDES por intermédio da Caixa para o pagamento da obra do estádio. Em 2016, o Corinthians obteve autorização para pagar somente juros e, posteriormente, nem isso até pelo menos abril de 2017 enquanto negocia uma nova forma de pagamento.

Apesar de o acordo ter sido costurado pela diretoria, havia na direção quem fosse contra comprometer mais receitas para pagar a dívida. É o caso de André Luiz de Oliveira,  o André Negão, que participou da reunião do Cori por ser o presidente em exercício do clube já que Andrade se afastou do cargo para viajar.

“Nós queremos pagar as prestações, mas no valor atual não conseguimos. Estamos pedindo para reduzirem o valor (mudando a forma de financiamento) e eles pediram mais uma garantia (as receitas do Fiel Torcedor). Não concordo porque eles já têm uma garantia (rendas das partidas). Se não aceitarem sem (o cumprimento da nova exigência), vão continuar sem receber, o que não é a nossa vontade”, disse o dirigente. Ele não teve direito a voto por não ser membro do órgão, no qual a situação é maioria. O cartola também afirmou não saber de cabeça qual o valor atual da prestação.

Pelo modelo vigente, toda a receita de bilheteria nos jogos da equipe precisa ser repassada para o pagamento das prestações. Um dos motivos que levaram os integrantes do Cori a rejeitar a cessão das receitas do Fiel Torcedor foi o entendimento de que o clube ficaria ainda mais sufocado financeiramente. O repasse do dinheiro referente ao programa criado para os torcedores seria retido até que fossem atingidos R$ 50 milhões. A receita poderia ser liberada em março de 2019 caso 12 prestações seguidas fossem pagas sem atraso.

Outros argumentos usados foram que houve pouco tempo para analisar o tema e que o assunto não havia passado pela comissão do Conselho Deliberativo encarregada de analisar casos que envolvem a arena.

Pré-candidatos de oposição à presidência corintiana, os conselheiros Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile cobraram antes da reunião que membros do Cori não aprovassem a medida.

Uma das leituras feitas por integrantes do órgão é de que a diretoria agora está numa situação confortável, pois pode dizer para a Caixa que tentou aprovar a condição exigida por ela, mas que não obteve autorização. Quem pensa assim crê que a direção não queria aceitar a exigência.


Corinthians discute usar receitas do Fiel Torcedor em dívida da arena
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O Corinthians costurou acordo com a Caixa Econômica Federal e a Odebrecht para quitar parte da dívida pela construção de seu estádio com as receitas obtidas pelo Fiel Torcedor, seu programa de sócios para o futebol.

O blog obteve cópia de solicitação do presidente  do clube para o tema ser incluído na reunião do Cori (Conselho de Orientação), marcada para a próxima segunda. No documento, Roberto de Andrade explica que a operação trata de refinanciamento referente à construção do estádio.

Ele informa que a convocação é para submeter ao Cori a “seguinte condição exigida pela Caixa Econômica Federal: “Cessão da totalidade das receitas presentes e futuras provenientes do Programa Fiel Torcedor até atingir um montante igual a R$ 50 milhões, podendo ser liberada a partir de março/19 caso tenham sido pagos 12 meses consecutivos de prestação mensal não customizada (juros mais amortização) e sem atrasos”.

Em 2017, até 30 de junho, o alvinegro arrecadou R$ 9,2 milhões com Fiel Torcedor, loterias e premiações, de acordo com seu balancete oficial. Essas receitas são calculadas juntas.

Atualmente, o clube é obrigado a dar toda a sua receita de bilheteria para quitar o financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por meio da Caixa. No novo formato, teria que  dar também o dinheiro obtido com as mensalidades pagas pelos sócios-torcedores.

Porém, enquanto negociava uma nova condição, passou a pagar desde abril de 2016, através do fundo responsável pela operação, só juros. Em novembro de 2016,  a Caixa autorizou que nem os juros fossem pagos durante as negociações até abril de 2017.

Andrade também pediu que, caso o Cori aprove o acordo, o assunto seja imediatamente encaminhado para o Conselho Deliberativo dar ou não seu aval a fim de que o clube possa dar rápida resposta para a Caixa. Sem as aprovações o trato não será feito.

Por motivo de viagem, Andrade será representado na reunião por André Luiz Oliveira, 1º vice e presidente interino na ausência de Roberto. “Não sei detalhes do acordo ainda. Ainda vou ver isso. O que sei é que a Caixa pede mais uma garantia de pagamento para nós”, afirmou o dirigente.

O tema já gera polêmica no Parque São Jorge. Parte dos integrantes do Cori teme que a mudança faça com que o clube não consiga mais substituir a Omni, responsável pelo Fiel Torcedor e alvo de críticas de conselheiros.

Veja a convocação da reunião do CORI


Cobranças de parentes de vítimas mudam opinião sobre Chape, diz cartola
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Entrevista com Rui Costa, diretor executivo de futebol da Chapecoense.

Como você analisa a reconstrução da Chape até aqui?

Cumprimos com as etapas estipuladas até aqui. Reconstruímos o departamento de futebol. A meta foi alcançada no Campeonato Catarinense com o bicampeonato. Tivemos uma participação mais do que digna na Libertadores. O time estava classificado e foi eliminado por uma manobra. A Chapecoense estava classificada e começou a virar um grande inconveniente, porque ninguém esperava, mas essa é uma outra história. A Copa Sul-Americana está aberta. Tínhamos um compromisso moral (jogar na Espanha em meio ao Brasileiro) com o Barcelona, único clube que nos deu apoio financeiro, associou sua marca à nossa e isso deu um retorno incrível. Só ficamos no Z4 quando estávamos com um jogo a menos. Agora, se ganharmos do Corinthians (nesta quarta), o que já se provou que não é impossível, o resultado vai nos remeter ao que queremos (se afastar da zona de rebaixamento). Permanecer na Série A é nossa meta. Num ano difícil para o clube a meta é terminar o Brasileiro de maneira digna. Se vencermos o Corinthians, vamos nos encaminhar bem para terminar o campeonato de maneira digna.

Então, o jogo com o Corinthians é chave para o planejamento de vocês?

Não. O momento chave era contra o Palmeiras porque estávamos voltando de uma viagem desgastante (para Europa e Japão) e logo enfrentando o adversário que talvez tenha o melhor elenco da América Latina. Uma derrota poderia consolidar nossa posição no Z4, seria a segunda derrota seguida na competição  e sofreríamos muita pressão externa. Mas ganhamos (por 2 a 0). Agora, o jogo do Corinthians é a chance de confirmação do que podemos fazer. Já empatamos com eles fora de casa. Então podemos confirmar que somos capazes de conseguir um bom resultado no nosso estádio. Já ganhamos do São Paulo, ganhamos do Palmeiras duas vezes. Vamos ter uma chance contra o Corinthians de confirmar essa capacidade. Se ganharmos vamos nos distanciar do grupo de baixo e mandar um recado pra muita gente, mas o momento chave foi contra o Palmeiras.

Bons resultados contra times paulistas é só coincidência?

Vejo isso como uma forma de ilustrar que nosso trabalho tem consistência. Jogamos bem contra adversários do Estado que talvez tenha o melhor futebol do Brasil. Todos têm uma grande estrutura. Se ganhamos do Palmeiras fora, podemos buscar o melhor contra o Corinthians. Esse é o grande recado para os atletas.

O fato de o Corinthians ter perdido seu último jogo para o Vitória, que também luta contra o rebaixamento, pode de alguma forma ajudar a Chape?

Não. O Corinthians é um time que tem muito a cara do seu treinador, respeita seus adversários e até as limitações que têm. É líder mas tem limitações. O que mais chama atenção é que os atletas são abnegados, têm comprometimento tático. Eles jogam assim contra todos adversários e não vão desconsiderar o jogo (em Chapecó).

Esportivamente, foi ruim para a Chapecoense ir jogar com o Barcelona, por causa do desgaste?

Foi cansativo, mas foi muito importante para os jogadores, para o clube e para mim mesmo, pelo conhecimento que adquirimos. Ninguém foi lá a passeio. Desportivamente foi impressionante. Você olhava para o lado e o Messi estava a metros de um jogador meu da base.

Qual episódio com o Messi que mais marcou?

A gentileza e a generosidade dele. Foi ao contrário daquela imagem de que ele é quase alheio às coisas. A maneira como ele foi extremamente generoso com todos do nosso time foi o ponto alto. O lado humano pesou muito.

Ter São Paulo e Vasco lutando também contra o rebaixamento preocupa?

Sim. Eles não são da turma de baixo. Vão fazer todos os esforços para sair de lá e isso nos pressiona.

Existe na Chapecoense alguém arrependido por não ter aceitado aquela tese de alguns clubes que defendiam que o time não fosse rebaixado mesmo se ficasse entre os quatro últimos para poder se recuperar melhor da tragédia?

Mesmo nos momentos mais difíceis ninguém mencionou que seria melhor ter essa blindagem. O povo de Chapecó tem a luta em seu DNA. Não lutar (para evitar a queda) seria se apequenar. Hoje (em Chapecó), a gente é cobrado, criticado, como qualquer time. Não queremos que o clube seja coitadinho, queremos que seja o clube reconstruído.

O fato de familiares das vítimas reclamarem do tratamento que recebem do clube, cobrarem indenizações e fazerem outras críticas tem feito a Chapecoense ser hostilizada por onde passa?

Ainda não. Pode ser que aconteça. Há uma reversão de imagem. Era o clube mais querido, o que tinha mais sofrido. A partir do momento e quem versões foram colocadas, elas começaram a ganhar força. A gente lá no vestiário percebe que há uma imagem um pouco diferente da Chapecoense hoje. Se isso vai aumentar, eu não sei. Sempre que temos alguma conquista aprecem matérias das famílias (fazendo cobrança), como se estivéssemos usurpando alguma coisa, fazendo desaforo para as famílias. Não falo como dirigente, representando o clube, mas a minha opinião pessoal é que as coisas vão melhorar se os dois lados estiverem juntos.

O deputado federal Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, disse que ‘todo mundo sabe por que  Vágner Mancini saiu da Chapecoense, as coisas que ele fez,  e tudo que rola por trás disso’. Existe algo nebuloso na demissão do Mancini (hoje treinador do Vitória)?

Não teve nada nebuloso. Não sei o que o Sanchez quis dizer, mas não teve nenhuma situação excepcional, nada não revelável, nada de quebra de confiança. Ele saiu da Chapecoense pela porta da frente. Não posso fazer nenhum comentário que não seja para ressaltar a importância do trabalho dele para o clube, não tenho nenhum reparo na questão pessoal para fazer. Ele saiu porque o ciclo se encerrou, o que é normal no futebol.


Quatro sinais de alerta que a primeira derrota dá ao Corinthians
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1 – Problemas em casa

A derrota em Itaquera para o Vitória, por 1 a 0, neste sábado, reforça o que já tinha sido sinalizado no primeiro turno. O Corinthians tem mais dificuldades como mandante do que como visitante. Dos 13 pontos perdidos pelos alvinegros até aqui, nove foram deixados em sua própria casa. Os outros foram nos empates contra Chapecoense, Flamengo e Atlético-PR.

2 – Eficiência nas finalizações (todos os dados estatísticos deste post a partir de aqui são do site footstats)

Desperdiçar poucas chances de gol foi uma das marcas do Corinthians no primeiro turno do Brasileirão. Na abertura do segundo, porém, não foi assim. No campeonato, em média, a equipe alvinegra faz um gol a cada sete finalizações. Ontem foram 14 arremates sem conseguir balançar a rede. Foram mais conclusões do que a média do time na competição, que é de 11 por jogo.

3 – Nervosismo

Outra característica corintiana até aqui tem sido a tranquilidade mesmo em momentos difíceis. Diante do Vitória, porém, os comandados de Fábio Carille demonstraram afobação, especialmente no segundo tempo. O zagueiro Balbuena avançando como se fosse meia foi um dos sintomas. Outro sinal de nervosismo foi o abuso da ligação direta entre defesa e ataque, a partir da metade do segundo tempo, fugindo da característica de troca de passes. O resultado foi uma piora no índice de acerto de lançamentos. Em sua primeira derrota no campeonato, o Corinthians só acertou 29%  do lançamentos. A média de acerto alvinegro na disputa é de 42,8%.

4 – Dependência dos laterais títulares

Quando Fágner e Arana não estão bem ou não jogam, as dificuldades corintianas aumentam significativamente. Na única derrota até aqui na competição, Arana, contundido, foi substituído no intervalo e Fágner foi recordista de passes errados ao lado de Jô com dez erros. O lateral-esquerdo ainda foi quem mais errou lançamentos pelo lado corintiano: 5. Os números de Fágner foram bem piores em relação ao que ele apresenta no campeonato. Sua média de passes errados por jogo é de 6,2 enquanto a de lançamentos defeituosos fica em 2,4. Fágner ainda foi o jogador de seu time que mais errou cruzamentos: 7. Sua média de erros nesse fundamento é de 3,8. Por outro lado, nenhum companheiro seu acertou tantas bolas cruzadas como ele contra o Vitória. Foram 4 acertos contra média de 1,3 por partida. Depois da derrota, Carille reclamou que o time explorou pouco as laterais, concentrando seu jogo pelo meio.


Corinthians vive indefinição sobre Pablo após recuo do Bordeaux
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Com Dassler Marques, do UOL em São Paulo

Após confirmar a prorrogação do empréstimo de Pablo pelo Bordeaux por mais seis meses, o Corinthians agora vive incerteza em relação a situação do zagueiro. Por meio de um telefonema, conforme apurou o blog, o clube francês informou que não tem mais interesse no negócio. Assim, para ficar com o jogador após dezembro, quando termina o acordo atual, o alvinegro terá que pagar 3 milhões de euros (cerca de R$ 11 milhões). Além disso, precisa desembolsar essa quantia se outro clube fizer oferta oficial pelo atleta na janela europeia de transferências, aberta atualmente.

Mas a direção corintiana não considerou o comunicado oficial e espera ser procurada de maneira formal pelos franceses para saber se o acordo selado anteriormente será assinado. Chegou a haver troca de documentos para sacramentar a prorrogação do empréstimo.

Apesar da reviravolta, a diretoria alvinegra não demonstra preocupação. O discurso é de que o Bordeaux sugeriu esticar o empréstimo até julho de 2018. Assim, a desistência não muda o plano inicial que erar comprar os direitos do beque no final de 2017. Os corintianos afirmam não haver motivo de pressa para definir a situação, principalmente por já haver um acordo com os franceses para a compra em definitivo. O trato, porém, não foi assinado por divergência na forma de pagamento de luvas ao jogador e comissão para o agente Fernando César. O Corinthians no entanto, chegou a confirmar que tinha havido consenso com o empresário, que não se pronunciou sobre o assunto.

Apesar da calma corintiana, Pablo interessa a outros clubes brasileiros que podem se aproveitar da demora. Agente brasileiro com trânsito no Bordeaux diz que o Flamengo é um dos que tem interesse no zagueiro para a próxima temporada. O time da Gávea não confirma a informação.


De bolas ao ‘terrão’. Como o Corinthians quer usar R$ 19,4 mi de incentivos
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Lanches, aluguel de ônibus, passagens, estadias, bolsa auxílio para atletas, salários de técnicos e até bolas. Tudo isso o Corinthians pretende pagar com cerca de R$ 19,4 milhões por meio de leis de incentivo ao esporte.

O clube obteve autorização para a captação desse valor a partir de 2017 por meio de dois programas. Pela Lei de Inecentivo ao Esporte, do Governo Federal, são R$ 18, 8 milhões. Outros R$ 618,6 mil podem vir pela Lei Paulista de Incentivo ao Esporte. Nos dois casos, contribuintes autorizam que parte de impostos pagos por ele seja destinada ao clube.

Na esfera federal, o Corinthians tenta captar aproximadamente R$ 6,4 milhões para suas equipes de remo e natação, R$ 2,2 milhões para basquete, vôlei e handebol, R$ 2,9 milhões para o futebol feminino, R$ 2,2 milhões para as categorias de base do futsal e aproximadamente a mesma quantia para o futstal profissional. Incluído na mesma lei está o projeto “Vai Terrão”. Ele  prevê a captação de R$ 2.812.569 para as categorias sub-11, sub-13 e sub-15 do departamento de futebol. No site que criou para divulgar os projetos, o clube promete gastar essa verba no “terrão”, apelido de seu departamento de formação de jogadores,  com salários e encargos trabalhistas referentes às comissões técnicas, bolsa auxílio para jogadores, aluguel de ônibus para a participação em competições e compra de passagens aéreas. Segundo informações disponíveis no site, 101 atletas serão beneficiados. O prazo para captação começou em março de 2017 e vai até fevereiro de 2018.

Pela lei federal empresas podem destinar até 1% de seu imposto de renda devido para os projetos. No caso de pessoa física, a fatia pode chegar a 6%.

Por meio da legislação paulista, o alvinegro planeja captar R$ 214,39 mil para a Copa Corinthians. São três torneios de futebol de campo, fustal e soceity para sócios e “praticantes da região” do clube. A previsão é de realização de 267 jogos entre julho de 2017 e julho de 2018.

Também no âmbito estadual, existe a intenção de arrecadar R$ 279,58 mil para o Circuito Corinthians de corrida de rua, caminhada e ciclismo. E ainda R$ 124.692,48 para o projeto Corinthians Grande. Ele consiste na compra de bolas de basquete, vôlei, futsal, handebol e futebol para “melhor aproveitamento em seus treinamentos e competições, incentivando a formação e a prática de uma atividade esportiva regular durante o período do projeto”, nas palavras do clube. O prazo para captação começou em julho e vai até o mesmo mês de 2018.

O site do clube sobre os projetos (www.incentivatimao.com.br) aponta que foram arrecadados até agora aproximadamente R$ 3,9 milhões, mas não especifica para quais projetos. No dia 1º de agosto o blog enviou perguntas sobre o tema  para a assessoria de imprensa do Corinthians, mas não obteve retorno até a publicação deste post.

Ficaram sem respostas perguntas como quantas bolas serão compradas, quais os critérios para a escolha de participação de equipes na Copa Corinthians e se as inscrições para as competições organizadas com dinheiro da lei estadual serão gratuitas.

Por sua vez, a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo informou, via assessoria de imprensa, que é “expressamente proibida a cobrança de taxa de inscrição e/ou mensalidade em projetos contemplados pela Lei Paulista de Incentivo ao Esporte”. O programa prevê que contribuintes destinem parte de seus pagamentos em ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) para iniciativas esportivas.