Blog do Perrone

Arquivo : crise

Seis ingredientes da crise corintiana
Comentários Comente

Perrone

1 – Renovação tardia

Quando decidiu fechar com o grupo que foi campeão mundial, Tite adiou a renovação que era necessária em um elenco recheado de veteranos. Assim, o rejuvenescimento do time que deveria ser gradual para aproveitar a vencedora estrutura de jogo, não aconteceu e o legado da fase vitoriosa não existe. Nesse cenário, Mano Menezes tem que montar o time saindo praticamente do zero durante o Campeonato Paulista. Precisa de um tempo que a tabela de classificação e a exigência da torcida não dão.

2  – Falta de dinheiro

O clube que se orgulha das suas receitas gigantescas agora não tem dinheiro para contratar. Além disso, houve atrasos nos pagamentos de alguns direitos de imagem o que nunca é saudável no ambiente de trabalho.

3 – Categorias de base mal aproveitadas

Nos últimos anos, o Corinthians apostou na política de contratar muitas promessas a custo baixo e um ou outro medalhão. O sucesso nas contratações mais baratas fez a direção e os técnicos praticamente esquecerem das categorias de base. Na hora do aperto financeiro, o clube sente falta de jovens formados em casa para ajudar na reformulação do elenco.

4 – Jogadores fora dos planos

O Corinthians começou 2014 com jogadores que sabiam que deixariam o clube na primeira oportunidade. E Mano Menezes insistiu em dar chance a alguns deles , como Ibson e Pato, titulares na derrota para o São Bernardo. Sheik, que teve a sua transferência cogitada para o Grêmio e que está tão sem ambiente no clube quanto estava Pato, foi titular contra o Mogi Mirim, levou o terceiro  amaerelo no final e vai desfalcar o time no clássico contra o Palmeiras.

5 – Defesa

Sinônimo de eficiência na fase vencedora comandada por Tite, a defesa do Corinthians agora comete erros seguidos e não fica sem tomar gols. Nem Mano Menezes, especialista no assunto, consegue arrumar o sistema defensivo.

6 – Política

Desde que Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves, ligados a Andrés Sanchez, deixaram voluntariamente a diretoria de futebol, as torcidas organizadas ficaram mais hostis com o elenco. Elas têm afinidade com Andrés, mas não com o presidente Mário Gobbi. Andrés, vez por outra vai à quadra da Gaviões da Fiel, por exemplo. Em 2009, com Andrés na presidência, o clube doou parte da renda de jogo com o Flamengo para as torcidas prepararem seus desfiles de Carnaval. Gobbi prefere se manter distante. Ao mesmo tempo em que o grupo de Andrés está em guerra interna com a direção, o atual presidente é xingado nas arquibancadas. A violência da torcida, deixa a equipe nervosa em campo. A turma do ex-presidente, no entanto, alega que a agressividade aumentou por causa dos 5 a 1 sofridos diante do Santos e que se Andrés fosse dirigente a cobrança aconteceria na mesma intensidade.


Decisões desastrosas fora de campo ajudam a explicar fracasso corintiano
Comentários Comente

Perrone

Uma sequência de decisões desastrosas fora de campo ajuda a explicar a queda de rendimento do Corinthians dentro de campo. Veja abaixo os problemas que não combinam com quem ostenta o rótulo de campeão do mundo.

Indefinição sobre Tite

No auge da crise, a diretoria foi hesitante em relação à permanência de Tite. Após derrota no Brasileiro para o Grêmio, o gerente Edu Gaspar disse que todas as possibilidades estavam abertas ao comentar o futuro do técnico. O treinador ficou exposto enquanto uma reunião decidia seu futuro.  Posição mais firme teria fortalecido o comandante.

Abandono

Na goleada por 4 a 0, para Portuguesa, ninguém da diretoria foi com o time para Campo Grande. Os jogadores tiveram que fazer o papel de cartolas e blindaram Tite. Na derrota para o Grêmio no Brasileirão, os diretores de futebol Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves também não apareceram. As ausências, nos dois casos, incomodaram atletas e membros da comissão técnica.

Gramado

O clube escolheu Mogi Mirim para cumprir dois jogos da punição com mando longe de São Paulo sem vistoriar o gramado antes. Jogadores se assustaram ao pisar pela primeira vez no campo, criticado após as partidas.

Guerrero

O departamento médico corintiano entrou em choque com seus colegas da seleção peruana. Contestaram a versão deles de que a contusão do atacante era mais grave do que se dizia no Parque São Jorge. Bancaram um tratamento conservador, que não deu o resultado esperado. Guerrero só foi operado na semana passada e não deve jogar mais em 2013. Enquanto isso, time sofre para fazer gols.

Segurança

Depois da eliminação na Copa do Brasil, o time jantou num local próximo ao saguão do hotel em que estava em Porto Alegre. Isso facilitou a aproximação de torcedores. Dois chegaram perto e aos berros cobraram o presidente do clube, Mário Gobbi, para afastar Pato, Sheik e Romarinho. Episódios assim costumam trazer mais instabilidade para um elenco já fragilizado.


Em crise, São Paulo tem sete atletas do mesmo empresário
Comentários Comente

Perrone

Aloísio é um dos jogadores de Uram no São Paulo

A crise são-paulina coincide com a aposta da diretoria em uma série de jogadores do mesmo empresário, Eduardo Uram. O clube tem sete atletas ligados ao agente. Entre eles, dois estavam na leva de sete afastados após as eliminações no Paulista e na Libertadores, no início da derrocada tricolor. Eles são Cortez, emprestado ao Benfica, e João Filipe.

Juan, outro que tem vínculo com o agente, perdeu espaço desde a chegada de Paulo Autuori. Na última partida, contra a Lusa, Aloisio foi o único atleta empresariado por Uram a atuar pelo time do Morumbi. Ele recebe críticas de dirigentes nos bastidores por colocar a mão na bola anulando o que seria um gol de falta marcado por Ganso.

Edson Silva, Maicon e Carleto completam a relação de  são-paulinos que têm vínculo com Uram.  “O volume de jogadores que tenho no São Paulo se deve ao bom relacionamento que mantenho com o clube desde 2001. Em nenhum momento fui favorecido pelo São Paulo. Pelo contrário, favoreci o clube por causa da nossa boa relação. Levei para lá jogadores que muitas equipes queriam”, disse Uram.

Como exemplo, ele cita Cortez, que havia sido eleito o melhor lateral esquerdo do Brasileiro quando foi vendido pelo Botafogo ao São Paulo. Além de ser empresário dos atletas, Uram tem participação nos direitos de Cortez, Maicon, Edson Silva e Aloísio.

A relação de jogadores do agente no Morumbi seria maior se Cícero não tivesse deixado o clube em janeiro. O São Paulo não teve interesse em continuar com ele.

Entre os principais clubes do Brasil, só o Flamengo tem mais jogadores vinculados a Uram do que o São Paulo, segundo dados do site da Brazil Soccer, empresa do agente. Ela registra dez atletas no rubro-negro.

O Santos, outro paulista em crise, tem cinco jogadores ligados  a Uram, conforme indica a página de sua empresa: Guilherme Santos, colocado para treinar separadamente em julho, Galhardo, Renê Júnior, Cícero e o volante Raphael Santos, das categorias de base.

Uram ganhou projeção no Rio de Janeiro, com espaço principalmente no Flamengo. Hoje tem atletas em todos os principais times brasileiros.


Oposição do São Paulo critica festa no clube em crise e pede renúncia de Juvenal
Comentários Comente

Perrone

Reprodução de convite para evento no São Paulo

 

Candidato derrotado na última eleição no São Paulo, o conselheiro Edson Lapolla faz campanha pela renuncia de Juvenal Juvêncio. Disparou e-mails pedindo para que o presidente tenha “atitude digna” e deixe o cargo.

O opositor também usou o correio eletrônico para criticar evento marcado pela diretoria de futebol social do clube em meio à crise, neste domingo, com “samba, futebol e cerveja, sem custo para associados”, além de jogos de times formados por sócios do clube.

Lapolla intitulou sua mensagem como pão e circo e disse que o presidente seria vaiado “como Dilma” se aparecesse no clube neste domingo. E ele distribui o e-mail antes da derrota de 3 a 0 para o Cruzeiro, em casa.

A programação social costuma ser definida com antencedência sem vínculo com os resultados da equipe de futebol.

 

Reprodução de logo de campanha da oposição


Quedas de Juvenal e Rogério dificultam recuperação do SPFC
Comentários Comente

Perrone

A crise são-paulina combina a queda de dois dos pilares do clube: Juvenal Juvêncio e Rogério Ceni. O enfraquecimento da dupla dificulta a volta por cima do time do Morumbi.

Acostumado a atuar quase como um auxiliar-técnico, Rogério tenta superar uma fase de seguidas falhas. Precisa evitar um fim melancólico de carreira. Tal situação ameaça a eficácia dos discursos do capitão, que costumam nortear os companheiros.

Nos gabinetes, outro líder está acuado. Acostumado a zombar da oposição, Juvenal agora tem com o que se preocupar.

Seus antigos aliados, estão em guerra eleitoral um ano antes do pleito. E, como em qualquer clube, o tiroteio atinge o futebol. Mirar no campo é o melhor jeito de a oposição acertar possíveis candidatos de situação.

Há 15 dias, a crise política marcou reunião do Conselho Deliberativo. A troca de farpas entre oposição e situação acabou com a acusação de que um defensor do opositor Marco Aurélio Cunha estaria atuando como cambista em shows no Morumbi. A denúncia nada tem a ver com o pré-candidato.

Nesse cenário, Juvenal briga para eleger seu sucessor e cada vez mais pensa no eleitorado. A demissão de Ney Franco levou em consideração a vontade dos eleitores (sócios que votam em conselheiros e conselheiros que elegem o presidente).

Os problemas de Juvenal e Rogério tornam mais delicada a situação do futuro treinador do clube, que não contará com os dois em plena forma  para tentar recuperar a equipe.


Crise palmeirense tem crítica à liderança de Bruno e Maurício Ramos, à coxinha de presidente e a choro de torcedor
Comentários Comente

Perrone

Jogadores, dirigentes, e até torcedores são detonados no auge da crise palmeirense. Entre os atletas, Maurício Ramos e Bruno são os mais cornetados.

Cartolas lembram que os dois estão entre os líderes do elenco, mas não agem com tal postura nas partidas. Maurício, por exemplo, foi um dos principais defensores de João Vítor no episódio do vazamento da notícia sobre o atleta chegar ao CT com hálito de álcool. O caso gerou grande turbulência.

Maurício falhou nos gols do Botafogo no domingo. Para piorar, antes da partida, ele disse que o Palmeiras não vai cair e soltou o célebre “vão ter que me engolir”. Bruno também teve sua atuação diante do Bota criticada dentro e fora do clube. Nas redes sociais, foi chamado pela torcida de mão de pau.

Diretores, conselheiros e torcedores também concordam ao espinafrar a cúpula palmeirense e o gerente César Sampaio por não conseguirem resolver os problemas da equipe.

Em tom de chacota, colegas de diretoria dizem que após trocar de hotel, de uniforme (o time passou a jogar de branco) e de estádio (deixará Araraquara para atuar em Presidente Prudente), o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, deveria mudar o titular de seu próprio cargo.

Por sua vez, a torcida não perdoou o diretor jurídico, Piraci de Oliveira, que estava em Miami na hora do jogo e tirou onda em sua conta no twitter com uma foto do novo  iPad mini. No site Verdazzo, mantido por palmeirenses, o presidente Arnaldo Tirone foi “acusado”, com direito a foto, de aproveitar o jogo para ira a Bueno de Andrada. É um distrito de Araraquara transformado em ponto turístico pela fama de suas coxinhas.

Nas redes sociais, nem os torcedores foram poupados. Quem chorou em Araraquara e apareceu na TV é repreendido por dar esse gostinho aos rivais.

Reprodução do site Verdazzo


Derrocada palmeirense tem como vilões presidente ausente, Daniel Carvalho e hotel que dá azar
Comentários Comente

Perrone

 Veja abaixo a lista dos principais motivos apontados por cartolas do Palmeiras para o agravamento da crise do clube, aterrorizado pelo fantasma do rebaixamento. O blog ouviu quatro conselheiros e dois diretores.

Hotel do azar

Recentemente, o Palmeiras trocou o local em que costuma se concentrar. A justificativa oficial é de que o clube procurava um hotel mais bem localizado. Segundo um diretor, porém, o comando do futebol alviverde cismou que a antiga concentração dava azar.

Daniel Carvalho

O meia é criticado pelos cartolas por supostamente estar fora de forma e ser demasiadamente lento. Consideram o jogador um dos principais culpados pela derrota contra o São Paulo, junto com Gilson Kleina, responsável por sua escalação.

Valdivia

A nova contusão do chileno aumentou a bronca de dirigentes com o chileno. Há também por parte dos cartolas a reclamação de que seu salário (R$ 500 mil mensais) é uma inesgotável fonte de ciúmes no elenco.

Arnaldo Tirone

Diretores escolhidos pelo presidente reclamam de ele não ter ido a Recife para o jogo com o Náutico num dos momentos mais críticos do time no Brasileirão. Antes já se queixavam de Tirone não afastar o vice de futebol Roberto Frizzo e o gerente César Sampaio..

Araraquara

Sobrou até para o estádio do interior que estaria dando azar para o Palmeiras. Foi lá que o time perdeu para o Coritiba. Em 2010, nas duas vezes em que atuou na cidade, o alviverde não venceu. Perdeu de 2 a 0 para o Atlético-MG e empatou em dois gols com o Rio Branco.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>