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Arquivo : Felipe Melo

Seis desafios para o técnico do Palmeiras em 2018
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1 – Resgatar a tradição do clube de jogar de maneira ofensiva e vistosa. A exigência da torcida é ainda maior por conta do caro elenco atual.

2  – Conviver em harmonia com o diretor remunerado Alexandre Mattos, que tem carta branca dada pelo presidente Maurício Gagliotte e trabalha fortemente por suas ideias. Foi assim quando se empenhou para reintegrar Felipe Melo.

3 – Fazer deslanchar jogadores contratados com aporte financeiro da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas). Borja é o caso mais emblemático. Há constante temor no Palmeiras de que Leila Pereira se irrite com o fato de ver jogadores nos quais investiu pesado serem subaproveitados.

4 – Domar Felipe Melo. Cuca fracassou nessa missão com ares de impossível.

5 – Ter um ambiente harmônico no vestiário, apesar da acirrada disputa por posições.

6 – Avaliar os investimentos a serem feitos para 2018. Os altos gastos com alguns jogadores aumentaram a pressão sobre o elenco e Eduardo Baptista e depois Cuca. O trabalho é alertar Mattos e Leila sobre o real valor dos atletas a serem contratados.


Volta de Felipe Melo gera incertezas na comissão técnica do Palmeiras
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A reintegração de Felipe Melo gera incertezas na comissão técnica do Palmeiras. Pelo menos parte dela tem dúvidas em relação a como o volante vai se comportar diante da rotina de não ser escalado.

O temor é de que no início ele seja comportado, mas que se revolte com o não aproveitamento e a partir daí repita, ainda que internamente, os ataques que fez a Cuca em áudio, impedido um ambiente sadio no vestiário palmeirense.

Nesse cenário, as palavras de arrependimento do jogador, que afirmou em entrevista coletiva que o áudio no qual chamou o técnico de mau caráter não representa seu pensamento verdadeiro, são vistas como voláteis, podendo ser apagadas dependendo do que acontecer com o atleta nos próximos meses.

E há a certeza de que as chances de ele ser aproveitado são remotas. Se Melo já era visto como um jogador que não se encaixava nas exigências táticas de Cuca, a situação piorou para o meia agora que o técnico definiu uma nova forma de jogar. A conclusão do treinador é de que para furar esquemas rígidos de marcação ele precisa de quatro meio-campistas que tenham facilidade para manter a posse de bola e que se movimentem muito a fim de encontrar espaços. A análise é de que falta essa mobilidade para o jogador reintegrado.

O sentimento de ao menos parte da comissão técnica é de que Felipe volta justamente no momento em que Cuca encontrou o caminho das pedras para uma campanha mais regular no Brasileiro e depois de superada uma das fases mais delicadas desde o seu retorno. Havia a desconfiança na comissão de que o grupo de trabalho comandado pelo técnico seria demitido em caso de derrota para o São Paulo, mas o Palmeiras venceu o clássico.

Apesar das ressalvas, toda a comissão técnica decidiu não contestar a decisão da diretoria, que reintegrou Felipe Melo principalmente para evitar uma disputa na Justiça. O jogador poderia entrar com uma ação exigindo a rescisão contratual e o pagamento de seus salários até o fim do contrato alegando descumprimento do compromisso por parte do empregador e assédio moral.


‘Fico’ de Cuca mantém impasse na situação de Felipe Melo
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A declaração de Cuca sobre ficar no Palmeiras “até o fim”, dada após a derrota para a Chapecoense, no último domingo (20), mantém o impasse na situação do volante Felipe Melo. Membro do estafe do jogador afirma ter recebido sinalização na semana passada de que o treinador poderia deixar o clube e o jogador ser reintegrado imediatamente. Oficialmente, no entanto, a diretoria palmeirense nunca admitiu a possibilidade de saída do técnico.

Havia entre conselheiros do clube a expectativa de que o técnico pedisse demissão em caso de novo resultado negativo, o que Cuca contrariou após a partida no Allianz Parque.

O estafe de Melo, afastado pelo técnico, deixou claro para o Palmeiras não ter interesse em atrelar a situação do jogador ao futuro do treinador, buscando uma solução independente. Mas, como não houve solução para o imbróglio, a eventual saída do comandante provavelmente culminaria com a reintegração do volante.

Com Cuca mostrando interesse em ficar e nenhum sinal público da diretoria alviverde em demitir o técnico, a semana começa para Melo na mesma. Ele segue separado dos demais e sem acordo fechado para sua saída.

O desejo do jogador é receber pelo menos parte do dinheiro a que teria direito até o final de seu contrato, em 2019, para rescindir o compromisso amigavelmente. Caso isso não aconteça, ele pode entrar na Justiça do trabalho para pedir a rescisão e o pagamento de tudo o que tem a receber. Alegaria que o clube descumpriu o contrato e o assediou moralmente ao não deixar o volante treinar com os companheiros. A alegação é a de que ele não tem recebido as mesmas condições para trabalhar que os colegas.

Por sua vez, o Palmeiras nega ter cometido irregularidades.

Quanto mais tempo o jogador treina separadamente dos colegas, em tese, ele tem mais argumentos para alegar o assédio moral. Isso porque a Justiça leva em repetição da conduta por parte do empregador.

 

 


Primeira reunião para discutir situação de Felipe Melo termina sem acordo
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Com Bruno Grossi, do UOL, em São Paulo

Terminou sem acordo nesta segunda a primeira reunião entre Palmeiras e Felipe Melo para discutir a situação do volante, afastado do time por Cuca.

No encontro com um dos advogados do jogador, Alexandre Mattos deixou abertas várias possibilidades, como emprestar o atleta gratuitamente, facilitar eventual venda e pagar parte dos salários e até dar férias para ele agora. Mas, o diretor executivo ouviu do representante de Melo que o atleta pretende receber pelo menos parte do que tem direito até o final do contrato de três anos pela rescisão.

Felipe tem salário superior a R$ 300 mil por mês e ganhava bônus cada vez que entrava em campo. Ele ainda tem direito a R$ 8,4 milhões em luvas, dos quais já tinha recebido R$ 1,4 milhão ao ser afastado.

O argumento dos advogados do jogador é que ao deixar o volante treinando separadamente dos demais, o clube deu motivo para que ele consiga a rescisão na Justiça. Por meio de uma ação, Melo pode tentar fazer com que a agremiação pague o que falta pagar em salários até o final do compromisso, além de procurar receber os direitos de imagem. Isso porque a alegação do estafe de Felipe é de que o Palmeiras descumpriu o acordo por não dar a ele as mesmas condições de trabalho dadas aos colegas, praticando assédio moral. O clube nega ter cometido irregularidades.

Mattos também ouviu que o volante não quer depender da vontade de outros times para definir seu futuro. Isso derruba a solução por meio de empréstimo ou venda. O entendimento no estafe do jogador é de que enquanto o atleta estiver vinculado ao alviverde será mais difícil conseguir interessados.

Outra percepção é de que quanto mais demorar para sair um acordo mais fortes serão os argumentos para pedir a rescisão na justiça. Mas a conversa inicial foi amistosa e ainda há o interesse das duas partes em uma saída amigável.

Um novo encontro deve acontecer ainda nesta semana.

Como revelou o blog, o jogador já notificou o clube sobre o suposto descumprimento de contrato.

Felipe Melo detona Cuca em áudio vazado e revela ofertas de outros times


Reintegração ou rescisão é proposta de Felipe Melo ao Palmeiras
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Reintegra ou negocia. Esse é o tom que Felipe Melo e seus representantes pretendem adotar em encontro com dirigentes do Palmeiras previsto para o início da próxima semana. Na última sexta, o clube informou ao volante a intenção de fazer a reunião para discutir a situação dele após notificação extrajudicial enviada ao alviverde no dia anterior.

No documento, o atleta pede sua reintegração apontando que no entender dele seus direitos trabalhistas foram desrespeitados com a ordem para que treine separadamente dos colegas. No entendimento dos advogados do volante, essa situação dá brecha para que ele consiga sua rescisão na Justiça. Na prática, formalização do pedido é uma forma de amolecer o clube em relação à eventual saída do jogador.

O entendimento do estafe jogador é de que Felipe está sendo prejudicado principalmente por ter uma carga menor de treinamentos em relação ao restante do time, tendo sua preparação para exercer a atividade profissional prejudicada. O fato de Cuca deixar claro que o volante não faz parte mais dos seus planos e ao mesmo tempo o diretor executivo Alexandre Mattos dizer que não será fácil ele sair é apontado como uma contradição. O argumento é de que se não há interesse em continuar com o jogador a melhor saída é trabalhar com boa vontade para que uma transferência se concretiza.

Mais do que isso, a atitude do Palmeiras é vista no entorno do jogador como uma ação que além de desvalorizar o atleta assusta os interessados. Até agora ninguém fez proposta oficial por ele. Um dos motivos seria a percepção do mercado de que o Palmeiras vai pedir alto para liberar o atleta ou ser inflexível em relação a eventuais trocas, restringindo as possibilidades. A avaliação também é de que os pretendentes esperam para ver se o volante vai tentar e conseguir a liberação na Justiça.

Nesse cenário, Felipe deve argumentar que o melhor caminho é uma rescisão amigável, que facilitaria as negociações com outros clubes, que não precisariam pagar ou ceder jogadores ao Palmeiras. Mas o acordo não é fácil. Em janeiro, ele assinou contrato por três anos e nenhuma das partes está disposta a perder dinheiro para encerrar o imbróglio.

 


Felipe Melo envia notificação para pedir reintegração no Palmeiras
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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Pulo

Advogados contratados por Felipe Melo encaminharam nesta quinta uma notificação extrajudicial ao Palmeiras na qual o jogador pede o seu retorno às atividades normais do time alviverde. Na prática, o documento é um pedido para que ele seja reintegrado ao elenco. Faz cerca de 15 dias que o volante foi afastado e está treinado separadamente dos colegas.

O documento aponta para o clube que, no entendimento do jogador, ele não está recebendo condições de trabalho iguais às dadas aos seus companheiros. Assim, a agremiação estaria cometendo uma irregularidade. A legislação determina que todos os empregados devem ter tratamento e condições iguais para desempenhar suas funções.

Por essa linha de raciocínio, Melo não está podendo se preparar de maneira adequada para desenvolver sua atividade profissional.

O comunicado não informa o que será feito se o alviverde não reintegrar imediatamente o atleta. Porém, notificações extrajudiciais costumam ser um dos últimos passos em busca de acordo antes de disputas judiciais. Há casos semelhantes em que jogadores acionaram a Justiça para obter rescisão contratual sem precisarem pagar multa sob a alegação de estarem sendo impedidos de trabalhar.

O Palmeiras confirma que recebeu a notificação, mas não se manifestou sobre o tema.

O estafe de Felipe Melo não entrou em contato com o time e não se manifestou sobre o ato.


Muita sondagem e nada concretizado. A situação de Felipe Melo
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No famoso áudio em que Felipe Melo comentava seu problema com Cuca no Palmeiras, ele dizia que nunca esteve tão fácil para o Flamengo contar com seu futebol. Cerca de dez dias depois de seu afastamento, porém, não está nada fácil para o volante definir seu futuro.

Até o momento em que este post foi publicado, não havia nenhuma negociação bem encaminhada, de acordo com pessoas próximas ao jogador. As mesmas fontes alegam que são inúmeras sondagens pelo atleta. A maioria de clubes brasileiros. Algumas conversas estão acontecendo, mas nenhuma está perto de se concretizar numa transferência.

Nem mesmo o Galatasaray, ex-time turco do brasileiro e que imediatamente deixou aberta a possibilidade do retorno dele, enviou proposta.

As explicações para a demora são os vencimentos do jogador considerados altos para o mercado brasileiro e a promessa de Alexandre Mattos, executivo palmeirense, de que a liberação não seria facilitada, o que sugere uma alta pedida para aceitar a transferência.

Não existe nem uma definição se o volante será emprestado ou negociado definitivamente.

 


Palmeiras pode perder Felipe Melo na Justiça? Advogados divergem
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O fato de o Palmeiras anunciar que Felipe Melo não jogará mais pelo time e de deixar o jogador treinando separadamente dos demais dá brecha para ele pedir a rescisão do contrato na Justiça, saindo sem pagar nada? E as ofensas feitas pelo volante ao técnico Cuca em mensagem de voz que circulam nas redes sociais? Elas dão o direito do clube de demitir o volante por justa causa? O blog ouviu quatro advogados sobre o assunto e não há consenso.

Dois especialistas avaliaram que o atleta pode e já deveria ter acionado o clube por assédio moral. Nesse caso, além da rescisão, pediria o pagamento de seus salários até o fim do contrato, no final de 2019. Um deles, junto com outro dos consultados, entende também que o clube pode estudar a demissão por justa causa do atleta por causa do áudio em que, mesmo sem citar o nome de Cuca, classifica o treinador como covarde e mau caráter.

“Se o clube admitiu que não vai contar mais com o jogador, já foi configurado assédio moral. E se admitiu que vai colocar para treinar longe dos outros, eu entraria com ação alegando que houve violação do direito de ocupação efetiva (que proíbe a manutenção arbitrária do trabalhador em inatividade). Colocar o jogador para treinar separadamente é como mandar o seguinte recado: ‘você vai ficar largado. Pede para sair. Se não pedir, sua vida vai ser um inferno'”, afirmou João Chiminazzo. Ele foi o único dos advogados que não pediu para ficar no anonimato por razões profissionais.

Chiminazzo esclareceu que nesse caso, pediria que o clube pagasse os salários de Felipe até o final do contrato. Para ele, o Palmeiras não pode demitir o jogador por justa causa por entender que o alvo do volante foi o treinador. Só Cuca poderia acionar a Justiça contra o atleta.

Vale lembrar que a demissão por justa causa deixaria o atleta livre para acertar com outro clube, apesar de nesse caso ser possível a agremiação cobrar dele a multa rescisória por suposta configuração de rescisão contratual.

Para os dois advogados que entendem não haver neste momento como Felipe alegar que houve assédio moral e que está sendo impedido de trabalhar tudo depende de como será o tratamento dado a ele nos próximos dias. O argumento é o de que deixar o jogador treinando longe dos demais profissionais não chega a ser um problema. A opinião é de que o assédio só seria configurado no caso de repetidas situações constrangedoras para o jogador ou ações discriminatórias. Por exemplo: proibir o atleta de usar determinadas instalações do centro de treinamento. Tais medidas poderiam ser vistas como pressão do empregador para forçar o empregado a pedir a rescisão do contrato.

Se o Palmeiras deixar os treinos isolados se arrastarem por muito tempo, pode, na opinião dos advogados, dar brecha para a alegação de assédio moral. Nos julgamentos sobre acusações desse tipo de conduta, a Justiça leva em conta principalmente a repetição do ato e a intenção do empregador de desestabilizar emocionalmente o empregado a fim de forçar o funcionário a deixar o emprego.

O volante treinou pela primeira vez sem seus colegas na última terça.

Um dos quatro especialistas que conversaram com o blog, opinou que a melhor solução para as duas partes é o acordo para a saída do atleta. Em definitivo ou por empréstimo. Isso porque qualquer decisão na Justiça tende a ser mais demorada do que uma saída amigável. E os dois lados teriam trabalho para produzir suas provas. Não seria simples o jogador comprovar o assédio moral ou que está sendo impedido de exercer suas funções. Também não seria simples para o Palmeiras emplacar a justa causa e querer receber dinheiro do volante, além do fato de deixar Felipe livre para negociar com outro clube.

 


Afastamento de Felipe Melo também aumenta pressão sobre Mattos
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A cobrança para Cuca fazer o Palmeiras avançar na Libertadores aumentou depois do afastamento de Flipe Melo anunciado por ele, mas o treinador não é o único que sofre pressão maior após o episódio. Alexandre Mattos está na mesma situação.

Internamente, os problemas com o volante são avaliados como parte dos erros de planejamento que teriam sido cometidos pelo diretor executivo. Felipe é visto como mais uma contratação cara negociada pelo dirigente que não rendeu o esperado. Borja é outra. Com Michel Bastos, não tão caro, eles formam um trio trazido pelo cartola e visto com resistência pelo treinador.

De maneira geral, conselheiros e até gente do departamento de futebol entendem que Mattos montou um time caro e que não corresponde aos investimentos. O fato de Cuca fazer restrições a contratações tão badaladas serve para sustentar o argumento.

Recentemente, antes do imbróglio com Felipe Melo, o dirigente ainda viu Leila Pereira, patrocinadora do clube por meio da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), diminuir o tom na defesa dele. Em entrevista ao canal ESPN Brasil, ela disse que não considera o diretor intocável. Para o Esporte Interativo, ela havia afirmado que reveria seus investimentos se Mattos fosse demitido. Agora, a empresária declarou que confia no dirigente e precisa conhecer melhor um eventual substituto antes de fazer novos investimentos. Mas deu a entender que não tentaria interferir caso o clube decidisse pela demissão do cartola.

Mattos enfrenta permanentemente a resistência de conselheiros, principalmente dos mais ligados ao ex-presidente Mustafá Contursi, por causa dos altos gastos no departamento do futebol, apesar de o dinheiro vindo das empresas de Leila financiar a maior parte dos reforços. O afastamento de Felipe Melo só aumentou os argumentos deles para fazer pressão pela demissão do dirigente remunerado já que o Palmeiras ficou com um jogador que custou caro e ganha muito sem poder ser aproveitado.


Opinião: todos erraram no caso Felipe Melo
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Na opinião deste blogueiro, o caso Felipe Melo é daqueles em que todos brigam e ninguém tem razão. Erros da diretoria, do jogador e de Cuca culminaram com o afastamento do volante.

A diretoria errou no planejamento. Ao demitir Eduardo Baptista e contratar Cuca assumiu o risco de ter um treinador incompatível com pelo menos parte do time montado. E a incompatibilidade entre Cuca e Felipe é evidente.

Além disso, os cartolas deram um passo incerto ao trazerem o ex-jogador da seleção brasileira. Suas qualidades são tão conhecidas quanto seu temperamento explosivo, difícil. Eles instalaram uma bomba-relógio no clube e não souberam desarmá-la.

Por sua vez, Cuca tinha a obrigação de se empenhar mais para aproveitar uma das principais contratações do alviverde nesta temporada. Técnico não pode simplesmente dizer que um jogador desse nível não se encaixa no seu esquema tático e deixar a direção ameaçada de tomar prejuízo. Ele deveria encontrar uma maneira de aproveitar Felipe.

Um bom exemplo é Jô no Corinthians. Fábio Carille conseguiu dele mais movimentação do que costumava ter para se encaixar em seu sistema de jogo. Obviamente, isso depende da vontade do atleta em mudar.

Cuca alegou em entrevista coletiva que se antecipou a uma crise ao afastar o volante, pois um jogador do porte dele na reserva se transformaria em problema. Se foi isso mesmo, a atitude não condiz com os deveres de um treinador de ponta. É parte do trabalho de um técnico competente administrar vaidades e crises.  Apenas tirar o abacaxi de seu colo é cômodo e fácil. Pra fazer isso, um treinador iniciante, mais barato, basta.

Já Felipe Melo falhou por não seguir à risca o que disse pouco depois de chegar ao clube. Ele prometera se sacrificar pelo Palmeiras. Aceitar a reserva sem criar problemas é um sacrifício. De acordo com a apuração do blog, na última sexta, o atleta reagiu mal ao saber que não seria relacionado para o jogo com o Avaí. A partir daí começou a discussão que agravou sua crise de relacionamento com o comandante. Trata-se de um atleta calejado a ponto de saber controlar suas insatisfações, mas não conseguiu.

O volante falhou ao não controlar seu temperamento. Não só neste episódio, mas desde que desembarcou no Palmeiras. Cada caso foi irritando Cuca, como a discussão do jogador com o preparador físico Omar Feitosa.

Felipe entrou no Palmeiras sem bater na porta. Fez o que lhe deu na telha. Não entendeu que não era soberano no clube e que deveria seguir regras comportamentais. Abusou no desejo de liderar e se impor. Agora paga o preço por bater de frente com quem conquistou a torcida antes dele.

Todos saíram perdendo com a sucessão de erros. E o maior perdedor nesse história, claro, é o clube.