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Arquivo : Felipe Melo

Futuro de F. Melo tem Fla sumido, contradição com Boca e renovação parada
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Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Flamengo sumiu, o Boca segue no radar, apesar de recente negativa, e o Palmeiras ainda não o procurou para renovar contrato. Assim está a situação de Felipe Melo neste momento.

Depois de contatos com o estafe do volante e da reação negativa do alviverde, os flamenguistas não voltaram a conversar sobre a possibilidade de levá-lo para a Gávea. No entorno do jogador, a possibilidade de o negócio acontecer é dada como praticamente nula.

Já em relação ao Boca, o estafe de Felipe Melo trabalha com a informação de que os argentinos buscam alternativas para conseguir viabilizar uma proposta. Quem convive com o atleta diz que gente ligada ao clube de Buenos Aires tem feito contatos telefônicos mantendo o interesse vivo. No entanto, a informação contradiz à declaração dada pelo presidente do Boca, Daniel Angelici, de que não tem interesse no brasileiro.

No Palmeiras, o relato é de que ninguém procurou a diretoria para tentar levar o volante. Por sua vez, o alviverde ainda não se movimentou para impedir que o ex-jogador da seleção brasileira fique livre no meio do ano para assinar pré-contrato com outra equipe. Seu compromisso atual termina em dezembro de 2019. Até agora, o jogador não foi procurado para discutir a renovação. O discurso da direção palmeirense é de que a conversa será iniciada na hora certa. Mas não há sinal de quando é o momento ideal.


Felipe Melo não perde a cabeça, mas perde de cabeça em vitória do Boca
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Irritar Felipe Melo e cavar a expulsão do volante. Ficou claro que essa era uma das estratégias do Boca Juniors para vencer o Palmeiras no primeiro duelo entre as duas equipes pelas semifinais da Libertadores, na Argentina.

Essa tática não funcionou. O explosivo brasileiro foi provocado, apanhou, também bateu, mas não se descontrolou. Foi incansável, correndo por todas as partes.

Até que aos 35 minutos do segundo tempo cometeu falta que resultou em escanteio para o adversário. Na cobrança, Felipe, que não perdera a cabeça, perdeu de cabeça para Benedetto e viu o adversário abrir o placar.

Aos 42, o volante até tentou se aproximar de Benedetto para evitar o segundo gol dele na partida, mas não deu tempo. Felipe não teve culpa no lance. Também seria injusto culpá-lo pela derrota por 2 a 0.

Porém, o volante se transformou num dos principais personagens da derrota alviverde. Justamente ele, que controlou tanto os nervos para não ser o ponto fraco do time, participou diretamente do gol que abriu o caminho para a vitória argentina.


Dribles e lançamentos. O outro lado de Felipe Melo
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Marcado pelas faltas violentes que comete e pelos cartões recebidos, Felipe Melo ostenta no Campeonato Brasileiro estatísticas que o definem como um jogador importante para a equipe não só na destruição (é o quarto palmeirense que mais desarma na competição).

De acordo com dados do site “Footstats”, o volante é o segundo maior driblador alviverde no Brasileirão ao lado de Dudu. Cada um acertou nove dribles, mas Melo fez dois jogos a menos que o colega. Willian é o primeiro no ranking de dribladores do time com 13 fintas.

O volante é o sexto que mais acerta passes (458). Ele também contribui para a armação de jogadas sendo o quinto que mais fez lançamentos até aqui. Foram 31 em 14 partidas.

Neste domingo, na vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense, Melo deu sua primeira assistência no campeonato ao ajudar Hyoran a balançar as redes.

No mesmo jogo ele aplicou chapéu em um adversário e acertou uma bola na trave. A atuação em nada lembrou o atleta que foi expulso no começo da partida contra o Cerro Porteño pelas oitavas de final da Libertadores e que lidera o ranking de cartões amarelos do time no Brasileiro. O volante já foi punido nove vezes no Nacional deste ano.

 


Opinião: ruindade da Libertadores contamina. Palmeiras é exemplo
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A rodada decisiva das oitavas de final da Libertadores foi repleta de bizarrices que mostram porque, na opinião deste blogueiro, os clubes brasileiros deveriam se recusar a disputar o torneio.

Não há motivo para seguir disputando uma competição que tem julgamento em dia de jogo, como aconteceu com o Santos, invasão de campo (também envolvendo santistas), cadeiras e outras “armas” voando nas arquibancadas, árbitros coniventes com a cera de quem está em vantagem, estádios inseguros e violência descabida nos gramados.

Enquanto a Conmebol não se mexer para acabar com essas mazelas, as equipes nacionais deveriam ficar fora desta barca furada.

Mas o movimento é no sentido contrário. Os times brasileiros não só ficam na competição como se contaminam com a ruindade dela.

Seguir disputando a Libertadores é assumir o risco de regredir. O melhor exemplo disso é o Palmeiras.

Clube com elenco mais caro do país, o alviverde desceu dez andares e fez um jogo quase que só de catimba com o Cerro Porteño na última quarta.

Felipe Melo mais uma vez foi expulso, mas seu caso não entra na conta. Ele apronta dessas em qualquer campeonato.

No geral, o Allianz Parque parece ter sido tomado pelo espírito medieval que predomina na Libertadoes. Gandulas retardando o reinício da partida, brigando e sendo expulsos. Deyverson passando vergonha ao simular levar uma bolada depois de chegar ao absurdo de comemorar ter recebido uma falta. O ambiente estava tão contaminado pelo instinto primitivo que Deyverson saiu de campo expulso com pose de herói.

É constrangedor ver um clube com um investimento tão alto como o Palmeiras assegurar a vaga investindo em faltas, catimbas e com derrota por 1 a 0 em casa para uma equipe que custa muito menos.

O cenário natural seria o alviverde brilhar com lances técnicos de Dudu e Lucas Lima, entre outros. Porém, com a participação decisiva de Felipão, o que se viu foi a troca da técnica pelo futebol pobre da maioria dos participantes da Libertadores.

Claro que não precisa ser assim. Prova disso é o Grêmio, atual campeão e que segue forte na disputa jogando bola. Mas também a equipe gaúcha deveria repensar se vale se expor numa competição de nível subterrâneo.


Leila, Mattos, Dudu e Felipe Melo. Os desafios de Felipão
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Conhecer a política do clube é uma das principais habilidades de Felipão que o levaram a ser contratado pelo Palmeiras. Porém, ele encontrará um cenário explosivamente novo em seu retorno.

Como em suas duas passagens anteriores, Scolari vai encontrar bastidores agitados. Mas os personagens não são apenas os conselheiros velhos conhecidos do treinador. O principal fator novo para o técnico no caldeirão político é Leila Pereira, patrocinadora, conselheira e que trava intenso conflito com o grupo do ex-presidente Mustafá Contursi.

Além de blindar o vestiário de eventuais balas perdidas nessa guerra, Felipão provavelmente verá a dona da Crefisa e da FAM cruzar seu caminho, já que o clube muitas vezes recorre ao dinheiro dela e de seu marido, José Roberto Lamachia, para fazer contratações.

Leila tem histórico de declarações fortes e de deixar clara suas opiniões em relação ao futebol alviverde.

Scolari terá ainda como fator novo a convivência com Alexandre Mattos, poderoso executivo do futebol palmeirense.

Felipão é conhecido no futebol por respeitar a hierarquia dos clubes por onde passa. Mas também por seu estilo “sargentão” controlador e pelo gênio forte.

Desagradar ao técnico pode causar reações inesperadas. Em março de 2011, por exemplo, Scolari se irritou com a decisão da diretoria do Palmeiras de não levar para a concentração a nutricionista Alessandra Favano. O objetivo do clube era economizar dinheiro. Como revelou o blog na ocasião, o técnico ameaçou não se concentrar com o time se a profissional não fosse integrada à delegação. De fato, o Palmeiras iniciou o período concentrado sem o treinador.

Atualmente, a equipe costuma levar nutricionista até para as viagens.

Na outra ponta da nova relação, Mattos está acostumado a trabalhar com autonomia no Palmeiras. Ela é tanta que incomoda conselheiros.

Quem convive com Scolari afirma que, apesar da fama de durão, ele tem jogo de cintura para lidar com Leila e Mattos.

Do lado da direção, o discurso é de que Mattos age como aliado dos treinadores trabalhando para atender seus pedidos e blindá-los de pressões.

No vestiário, outros dois nomes representam desafio de peso para o treinador: Felipe Melo e Dudu. Ambos têm pavio curto.

O volante chegou a ser afastado por Cuca na última passagem do treinador pelo clube. Apesar da viralização de áudio no qual ele detonava o técnico, acabou sendo reintegrado numa ação de Mattos. Foi uma demonstração de força do atleta. Neste momento, ele está em baixa na parte técnica.

Em relação a Dudu, o desafio do treinador é motivar o jogador. Recentemente, ele deu a entender numa rede social estar insatisfeito por não ter sido vendido o futebol chinês.

O enigma relacionado a como Scolari vai se virar no novo ambiente começará a ser decifrado nesta sexta (3), dia marcado para o início de seu trabalho.

 


Medo de reservas irritados? Palmeiras vê trabalho para controlar vestiário
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Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Dudu, Felipe Melo, Borja, Guerra… Para parte dos conselheiros do Palmeiras tantos jogadores de bom nível fazem o time correr o risco de ter um vestiário tumultuado nesta temporada. O temor é de que quem ficar na reserva reclame e azede o ambiente.

O desentendimento entre Felipe Melo e Cuca em 2017 depois de o volante perder espaço entre os titulares é citado como exemplo do que pode acontecer.

No entanto, a diretoria não demonstra preocupação. O discurso é de que há convicção no trabalho da direção e da comissão técnica para manter o vestiário sob controle. E que não seria sensato perder oportunidades de mercado, como a contratação de Scarpa, pensando num eventual efeito colateral provocado pela quantidade de bons atletas.

Outro argumento é de que o problema no ano passado não foi a falta de harmonia no elenco e nem entre jogadores e comissão técnica. A avaliação é de que a maior dificuldade foi um atraso no planejamento provocado pela demora na definição se Cuca iria continuar no clube. A partir daí, a montagem da equipe atrasou.

Para começar a última temporada como técnico alviverde, Eduardo Baptista foi anunciado na metade de dezembro de 2017. Roger Machado, treinador atual, foi definido em 22 de novembro. O clube começou 2018 com o grupo quase fechado.

Apesar do receio de problemas com jogadores insatisfeitos, a maioria dos conselheiros elogia o nível dos atletas contratados. Mas há novas críticas em relação aos gastos, em especial por parte de aliados do ex-presidente Mustafá Contursi, que prega austeridade financeira.

A direção, considera o elenco pronto, mas afirma que novos reforços podem chegar se aparecerem boas oportunidades. Ricardo Goulart ficar disponível seria uma.


Seis desafios para o técnico do Palmeiras em 2018
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1 – Resgatar a tradição do clube de jogar de maneira ofensiva e vistosa. A exigência da torcida é ainda maior por conta do caro elenco atual.

2  – Conviver em harmonia com o diretor remunerado Alexandre Mattos, que tem carta branca dada pelo presidente Maurício Gagliotte e trabalha fortemente por suas ideias. Foi assim quando se empenhou para reintegrar Felipe Melo.

3 – Fazer deslanchar jogadores contratados com aporte financeiro da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas). Borja é o caso mais emblemático. Há constante temor no Palmeiras de que Leila Pereira se irrite com o fato de ver jogadores nos quais investiu pesado serem subaproveitados.

4 – Domar Felipe Melo. Cuca fracassou nessa missão com ares de impossível.

5 – Ter um ambiente harmônico no vestiário, apesar da acirrada disputa por posições.

6 – Avaliar os investimentos a serem feitos para 2018. Os altos gastos com alguns jogadores aumentaram a pressão sobre o elenco e Eduardo Baptista e depois Cuca. O trabalho é alertar Mattos e Leila sobre o real valor dos atletas a serem contratados.


Volta de Felipe Melo gera incertezas na comissão técnica do Palmeiras
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A reintegração de Felipe Melo gera incertezas na comissão técnica do Palmeiras. Pelo menos parte dela tem dúvidas em relação a como o volante vai se comportar diante da rotina de não ser escalado.

O temor é de que no início ele seja comportado, mas que se revolte com o não aproveitamento e a partir daí repita, ainda que internamente, os ataques que fez a Cuca em áudio, impedido um ambiente sadio no vestiário palmeirense.

Nesse cenário, as palavras de arrependimento do jogador, que afirmou em entrevista coletiva que o áudio no qual chamou o técnico de mau caráter não representa seu pensamento verdadeiro, são vistas como voláteis, podendo ser apagadas dependendo do que acontecer com o atleta nos próximos meses.

E há a certeza de que as chances de ele ser aproveitado são remotas. Se Melo já era visto como um jogador que não se encaixava nas exigências táticas de Cuca, a situação piorou para o meia agora que o técnico definiu uma nova forma de jogar. A conclusão do treinador é de que para furar esquemas rígidos de marcação ele precisa de quatro meio-campistas que tenham facilidade para manter a posse de bola e que se movimentem muito a fim de encontrar espaços. A análise é de que falta essa mobilidade para o jogador reintegrado.

O sentimento de ao menos parte da comissão técnica é de que Felipe volta justamente no momento em que Cuca encontrou o caminho das pedras para uma campanha mais regular no Brasileiro e depois de superada uma das fases mais delicadas desde o seu retorno. Havia a desconfiança na comissão de que o grupo de trabalho comandado pelo técnico seria demitido em caso de derrota para o São Paulo, mas o Palmeiras venceu o clássico.

Apesar das ressalvas, toda a comissão técnica decidiu não contestar a decisão da diretoria, que reintegrou Felipe Melo principalmente para evitar uma disputa na Justiça. O jogador poderia entrar com uma ação exigindo a rescisão contratual e o pagamento de seus salários até o fim do contrato alegando descumprimento do compromisso por parte do empregador e assédio moral.


‘Fico’ de Cuca mantém impasse na situação de Felipe Melo
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A declaração de Cuca sobre ficar no Palmeiras “até o fim”, dada após a derrota para a Chapecoense, no último domingo (20), mantém o impasse na situação do volante Felipe Melo. Membro do estafe do jogador afirma ter recebido sinalização na semana passada de que o treinador poderia deixar o clube e o jogador ser reintegrado imediatamente. Oficialmente, no entanto, a diretoria palmeirense nunca admitiu a possibilidade de saída do técnico.

Havia entre conselheiros do clube a expectativa de que o técnico pedisse demissão em caso de novo resultado negativo, o que Cuca contrariou após a partida no Allianz Parque.

O estafe de Melo, afastado pelo técnico, deixou claro para o Palmeiras não ter interesse em atrelar a situação do jogador ao futuro do treinador, buscando uma solução independente. Mas, como não houve solução para o imbróglio, a eventual saída do comandante provavelmente culminaria com a reintegração do volante.

Com Cuca mostrando interesse em ficar e nenhum sinal público da diretoria alviverde em demitir o técnico, a semana começa para Melo na mesma. Ele segue separado dos demais e sem acordo fechado para sua saída.

O desejo do jogador é receber pelo menos parte do dinheiro a que teria direito até o final de seu contrato, em 2019, para rescindir o compromisso amigavelmente. Caso isso não aconteça, ele pode entrar na Justiça do trabalho para pedir a rescisão e o pagamento de tudo o que tem a receber. Alegaria que o clube descumpriu o contrato e o assediou moralmente ao não deixar o volante treinar com os companheiros. A alegação é a de que ele não tem recebido as mesmas condições para trabalhar que os colegas.

Por sua vez, o Palmeiras nega ter cometido irregularidades.

Quanto mais tempo o jogador treina separadamente dos colegas, em tese, ele tem mais argumentos para alegar o assédio moral. Isso porque a Justiça leva em repetição da conduta por parte do empregador.

 

 


Primeira reunião para discutir situação de Felipe Melo termina sem acordo
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Com Bruno Grossi, do UOL, em São Paulo

Terminou sem acordo nesta segunda a primeira reunião entre Palmeiras e Felipe Melo para discutir a situação do volante, afastado do time por Cuca.

No encontro com um dos advogados do jogador, Alexandre Mattos deixou abertas várias possibilidades, como emprestar o atleta gratuitamente, facilitar eventual venda e pagar parte dos salários e até dar férias para ele agora. Mas, o diretor executivo ouviu do representante de Melo que o atleta pretende receber pelo menos parte do que tem direito até o final do contrato de três anos pela rescisão.

Felipe tem salário superior a R$ 300 mil por mês e ganhava bônus cada vez que entrava em campo. Ele ainda tem direito a R$ 8,4 milhões em luvas, dos quais já tinha recebido R$ 1,4 milhão ao ser afastado.

O argumento dos advogados do jogador é que ao deixar o volante treinando separadamente dos demais, o clube deu motivo para que ele consiga a rescisão na Justiça. Por meio de uma ação, Melo pode tentar fazer com que a agremiação pague o que falta pagar em salários até o final do compromisso, além de procurar receber os direitos de imagem. Isso porque a alegação do estafe de Felipe é de que o Palmeiras descumpriu o acordo por não dar a ele as mesmas condições de trabalho dadas aos colegas, praticando assédio moral. O clube nega ter cometido irregularidades.

Mattos também ouviu que o volante não quer depender da vontade de outros times para definir seu futuro. Isso derruba a solução por meio de empréstimo ou venda. O entendimento no estafe do jogador é de que enquanto o atleta estiver vinculado ao alviverde será mais difícil conseguir interessados.

Outra percepção é de que quanto mais demorar para sair um acordo mais fortes serão os argumentos para pedir a rescisão na justiça. Mas a conversa inicial foi amistosa e ainda há o interesse das duas partes em uma saída amigável.

Um novo encontro deve acontecer ainda nesta semana.

Como revelou o blog, o jogador já notificou o clube sobre o suposto descumprimento de contrato.

Felipe Melo detona Cuca em áudio vazado e revela ofertas de outros times