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Planos de nova chapa no Santos: dono estrangeiro, Pacaembu e paz com Neymar
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Nas próximas horas, deve acontecer a confirmação de mais um candidato à presidência do Santos. Ele será indicado por uma união de parte dos grupos de oposição. O nome anunciado provavelmente será o de Nabil Khaznadar, empresário apoiado por Odílio Rodrigues na última votação, em 2014, mas que foi o menos votado.

O atual presidente, Modesto Roma Júnior, Andrés Rueda Garcia e José Carlos Peres já definiram que participarão do pleito, marcado para dezembro.

Formam a chapa defendida por Nabil os grupos Autênticos, Santos 2.1, Renovação e Santos que queremos.

Abaixo, vejas os principais trechos de entrevista com Nabil sobre as propostas de seu grupo.

Candidatura

“Tentamos a participação do Walter Schalka como candidato, mas ele declinou. Meu nome está forte, mas preciso ainda esperar a resposta de uma pessoa. Dependendo do que ela dizer, às 12h (desta quarta) serei candidatíssimo”, explicou Nabil.

Venda de ações do Santos

Uma das principais propostas é promover mudanças estatutárias para transformar o clube em empresa e vender ações. “Tudo o que eu queria é um chinês ou um americano comprando o meu clube e investindo nele. Mas é um processo demorado, precisamos preparar o clube legalmente e emocionalmente para isso. Acho difícil conseguir fazer durante o mandato, mas dá para preparar tudo”, disse Nabil.

Novo estádio

Outra medida é nterromper as negociações para a construção de um novo estádio conduzidas pela atual diretoria. Ao mesmo tempo fazer uma parceria com a prefeitura de São Paulo para realizar grandes jogos no Pacaembu, que está em processo de privatização. “O Santos não pode mais ter uma média de público de 7 mil pessoas. Não deixaríamos de jogar na Vila, mas usaríamos mais o Pacaembu (em jogos mais importantes) e também estádios no interior para aumentar essa média de público para no mínimo 15 mil pessoas”, afirmou Nabil.

Categorias de base

A meta é estabelecer em 70% a fatia mínima do Santos nos direitos econômicos dos “Meninos da Vila”.

Liga de clubes

Transformar o Santos em líder de um movimento para a criação de uma Liga Nacional, reduzindo o poder da CBF.

Santistas notáveis

“Queremos a união de grandes santistas. Nos próximos 15 dias, devemos fazer um jantar, vamos convidar santistas como João Doria (prefeito de São Paulo), Bruno Covas (vice-prefeito) e Geraldo Alckmin (governador de São Paulo) para trocar ideias”, contou Nabil.

Paz com Neymar

Nabil é amigo de Neymar e seu pai desde 2010. Ele pretende acabar com o conflito entre clube e ídolo. A atual gestão acionou o jogador na Fifa, cobrando indenização e pedindo suspensão para ele por suposta irregularidade em sua transferência para o Barcelona. A entidade deu razão ao atleta e o clube anunciou que recorreria da decisão. “Tem que tirar essa ação na hora. A relação está estremecida por culpa das duas partes. Na minha opinião, o Santos não tem do que reclamar.  O clube levou 26 milhões de euros com um jogador que poderia ter saído de graça. Temos que trazer os ídolos para o nosso lado. Se ganharmos a eleição, ele volta (a conviver em paz com o clube). Vamos chamar o Neymar para conversar e dizer: ‘você é nosso ídolo, vai ser nosso parceiro’. Já falei pra ele que vamos fazer isso. O Santos precisa atrair seus ídolos, não afastá-los”, falou Nabil.

Atualização

Às 16h20, Nabil confirmou ao blog que é candidato à presidência do Santos.


Pacaembu espera Fla x Flu com mais que dobro de público de SPFC x Palmeiras
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Com Vinicius Castro, do UOL, no Rio de Janeiro

A administração do Pacaembu espera um público de pelo menos 28 mil pessoas no jogo entre Flamengo e Fluminense, neste domingo. Se a previsão se confirmar, o clássico carioca terá mais que o dobro de pagantes em relação à partida entre São Paulo e Palmeiras no domingo passado. O duelo paulistano teve 13.852 ingressos vendidos.

Até as 16h15 desta sexta, os responsáveis pelo estádio municipal contabilizavam cerca de 17.800 bilhetes negociados. A assessoria de imprensa do Flamengo, por sua vez, informa que foram vendidos antecipadamente 20 mil tíquetes. A venda será retomada neste sábado.

Uma das novidades será a torcida mista. Só no tobogã (Fluminense) e arquibancadas amarela e verde (Flamengo) haverá separação de torcedores por clubes.


Irritado com Pacaembu, Santos cogita jogar na arena do Palmeiras
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Insatisfeito como inquilino no Pacaembu em alguns jogos, o Santos estuda mandar parte de suas partidas no estádio do rival Palmeiras.

“Não gostei da maneira como fomos tratados lá no último jogo. Desse jeito, jogar na Vila compensa mais. Mas quando quisermos fazer uma partida em São Paulo podemos pensar em outras soluções. O Allianz Parque é uma boa opção quando não tiver jogo lá”, disse Modesto Roma Júnior, presidente do Santos.

E a Arena Corinthians? “Poderia ser também, não teria nenhum problema em jogar lá, mas o Allianz é mais perto. Agora, já pensou se o Santos vai para a final da Copa do Brasil, joga em Itaquera e vira o primeiro a conquistar um título lá? Brincadeira, a tendência, se formos finalistas, é mandar na Vila”, afirmou o presidente.

Para a semifinal, contra o São Paulo, o clube já escolheu jogar em seu estádio.

Nas quartas de final, o Santos obteve uma renda R$ 1.281.485 na vitória por 2 a 1 sobre o Figueirense no Pacaembu. Mas as despesas foram de R$ 592.093,22. Sobraram nos cofres do clube R$ 689.391.78.

Um dos principais problemas do Pacaembu é o número de gratuidades concedidas por conta de lei municipal. “Foram mais de 3 mil gratuidades contra o Figueirense. Todo mundo entra de graça. Só não tem lugar para quem paga o aluguel. Não tinha camarote para a diretoria do Santos. Assisti, com muito prazer, ao jogo na torcida. O local que deram para a diretoria é tão pequeno que você tem que entrar de quatro”, reclamou Modesto.

Apesar de pensar no Allianz para um futuro próximo, o presidente do Santos disse que ainda não consultou os donos do estádio sobre o preço do aluguel.

 


Itaquerão sofre processo de “Pacaembuzação”
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Sem cadeairas, setor das torcidas organizadas em Itaquera se assemelha ao Pacaembu

Sem cadeiras, setor das organizadas em Itaquera se assemelha ao Pacaembu

Quando deixou o Pacaembu pela última vez a torcida corintiana acreditou que estaria livre de antigos problemas. Mas assistir aos jogos do time na arena do clube, em Itaquera, tem algumas semelhanças. O fato de o Itaquerão ainda estar inacabado combinado com hábitos que os torcedores não abandonam desencadearam um processo que já é chamado por alguns no clube de “Pacaembuzação” da arena. Confira abaixo o que lembra o Pacaembu na casa nova.

 

Cimento – As torcidas organizadas do clube pediram antes mesmo da construção do novo estádio que não fossem colocadas cadeiras em seu setor. Assim, depois da Copa do Mundo, os assentos foram retirados do setor norte, onde elas ficam. O aspecto lembra o Pacaembu e fere o conceito arquitetônico do projeto.

Torcedores assistem a jogo em Itaquera na escada, como no Pacaembu

Torcedores assistem a jogo em Itaquera na escada, como no Pacaembu

Escadas – Parte dos torcedores que chega tarde aos jogos não procura lugares vazios. Assiste à partida em pé nas escadas, dificultando a passagem de quem precisa circular por lá. Esse era um problema comum no Pacaembu. Há também os que preservam hábito de acompanhar os jogos em pé atrás da última fileira de cadeiras, como faziam na arquibancada do estádio antigo, ficando na pequena parte coberta.

Chuva – O fato de torcer para um time que joga em um estádio de cerca de R$ 1 bilhão não livrou parte da torcida de tomar chuva até em setores caros. Isso acontece principalmente porque os vidros da ponta da cobertura ainda não foram instalados. Atrás dos gols, o projeto não prevê cobertura.

Estacionamento – Com as obras inacabadas, o clube ainda não pode oferecer as 2.549 vagas para carros previstas no projeto. Por enquanto, estão disponíveis apenas 300. O clube distribui, a cada jogo, adesivos que dão direito ao estacionamento para sócios mais assíduos do plano Meu Amor do programa de sócio-torcedor, imprensa e funcionários. Há mais pedidos do que vagas. Torcedores reclamam da dificuldade de conseguir o adesivo. Ou seja, até os estacionamentos ficarem prontos, quem não quiser usar o transporte público ainda deve encontrar algumas dificuldades para estacionar, como no Pacaembu.

Corintianos preservam hábito de assistir jogo atrás do último degrau

Corintianos preservam hábito de assistir jogo atrás do último degrau

Numerada– Quando soube que teria um estádio novo, parte da torcida que gosta mais de conforto logo imaginou que poderia escolher seu assento e sentar no lugar reservado. Não é bem assim. A maioria dos torcedores prefere escolher seu espaço na hora, como fazia no Pacaembu. O clube até dá duas opções para quem compra ingresso na internet. O torcedor pode escolher seu assento ou pegar um aleatoriamente. Quem reserva um lugar muitas vezes encontra alguém na sua cadeira. Funcionários do estádio prometem ajudar quem quiser sentar no local  que comprou, mas muitos desistem, temendo confusão.

Lanche – No Pacaembu, os torcedores reclamavam das poucas opções de alimentação e dos preços. Pouco mudou nos setores mais baratos do estádio, apesar de novos lanches no cardápio. Agora o torcedor pode escolher entre x-picanha (R$10), cachorro quente (R$ 8), pastel (R$ 7), pizza (R$ 8) e pipoca, além de amendoim e outras guloseimas vendidas por ambulantes que conseguem driblar a segurança e entrar na arena, como no Pacaembu. O clube já recebeu queixas sobre alimentos frios e trabalhou com a empresa responsável para melhorar o serviço. Um dos problemas alegados é que espaços para cozinha foram danificados durante a Copa do Mundo, prejudicando os trabalhos.

 


Palavra de organizada: sem manifestação no Pacaembu
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Em reunião de praxe com a Polícia Militar nesta terça, líderes das torcidas organizadas do Corinthians asseguraram que não acontecerão manifestações contra o time (além dos gritos nas arquibancadas) durante a partida contra o Bragantino, nesta quarta.

A promessa está em resumo do encontro entregue pela PM à Federação Paulista, segundo Marcos Marinho, responsável na entidade por segurança nos estádios.

A dúvida é até que ponto valeria a pena para os chefes de torcida revelar um protesto, perder o fator surpresa e ainda documentar a sua responsabilidade em eventuais tumultos?

Por outro lado, é comum as organizadas acalmarem um pouco após grandes confusões, quando todos estão de olho nelas.

De qualquer forma, a PM vai reforçar a segurança perto do vestiário corintiano. Até terça à noite, a polícia e federação tinham a informação de que 6 mil ingressos foram vendidos antecipadamente, com expectativa de 15 mil pessoas nos Pacaembu.


Revolta de cartola e numerada mista aumentam riscos na Copinha
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É forte o cheiro de confusão na final da Copa São Paulo entre Corinthians e Santos, neste sábado. A rivalidade entre os finalistas já seria um ingrediente natural para preocupar os responsáveis pela segurança. Mas o risco aumenta com a revolta em público de dirigentes do Santos e a venda de cadeiras numeradas para as duas torcidas, sem divisão.

Em nota enviada à Federação Paulista e publicada no site do clube, o presidente em exercício do Santos, Odílio Rodrigues, diz que o ato da FPF de dar mais ingressos ao Corinthians, tratado como mandante, gera repercussões. E que, assim, o rival deve ser responsabilizado legalmente por eventuais conflitos. Tal declaração pode pilhar ainda mais torcedores santistas. Situação mais grave para os que vão dividir as cadeiras numeradas com corintianos. Nesse cenário, dificilmente a decisão passará em branco em termos de segurança.

Vale registrar que, apesar da queixa do Santos de receber 2.780 ingressos a menos do que adversário, por volta das 11h desta sexta ainda havia bilhetes à venda, sem fila, para os santistas no Pacaembu. E aglomeração entre corintianos que sonhavam conseguir um ingresso de numerada.


Briga entre Gaviões e Camisa 12 no Pacaembu ameaça segurança em final na Vila Belmiro
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Na saída do Pacaembu, nas primeiras horas desta quinta, integrantes da Gaviões da Fiel foram tirar satisfações com um grupo que carregava bandeirão da Camisa 12. Sem maiores explicações, diziam que a Doze teve atitude de moleque.

Os membros da Camisa 12 ainda tentaram argumentar para evitar a briga, mas não teve jeito. Até uma vara foi usada nas agressões. A pancadaria se espalhou e só acabou depois da chegada da PM e de muita correria.

Antes, do lado de dentro do estádio, já havia ocorrido um princípio de tumulto perto do local em que ficam as duas organizadas e que acabou em briga da PM com a Gaviões.

Confusão envolvendo a Estopim da Fiel no último domingo

A tensão vinha desde o jogo de domingo, entre Corinthians e Santos. Uma batalha envolveu gente da Estopim da Fiel, Camisa 12 e Coringão Chopp.

Acusada de levar uma faixa com suas iniciais para a Bombonera  nas cores do Boca, a Estopim passou a ser hostilizada por  sócios de outras torcidas. Mudou de lugar no Pacaembu, ficando longe da Gaviões e da Camisa 12. Mas a distância não evitou a pancadaria no último domingo.

As rixas estão escancaradas, assim como a disposição desses torcedores de acertarem contas dentro do estádio ou em volta dele. Situação alarmante para a decisão do Paulista no domingo. Corintianos que não se toleram dividirão um apertado espaço na Vila Belmiro, transformando o setor de visitantes num barril de pólvora.


Punição em tempo recorde para Gaviões enfraquece desafeto da FPF em final
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Na segunda-feira, o Corinthians bateu o pé para fazer um jogo da final do Paulista no Pacaembu, rejeitando o Morumbi e passando por cima do regulamento que dá ao departamento de competições da FPF o poder de decidir os locais dessas partidas.

Na quarta, soube que o caldeirão do Pacaembu ferverá um pouco menos neste domingo, no jogo com o Santos porque a Gaviões da Fiel foi vetada pela FPF.

A punição aplicada à principal organizada do Corinthians foi rápida como todas deveriam ser. A federação anunciou o castigo apenas três dias após o jogo contra o São Paulo, no qual a torcida foi acusada pela PM de agir com violência.

Em 17 punições divulgadas este ano pela federação em seu site, a média é de um prazo de 13,4 dias entre o fato ocorrido e a publicação da pena. Nesse ritmo, o Corinthians, desafeto de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade, contaria com a Gaviões na final.

Apenas em outros dois jogos, nenhum deles na capital, o castigo demorou só três dias para sair. Os envolvidos nessas outras punições em tempo recorde foram integrantes de torcidas de Guarani, Botafogo e São Bernardo.

As maiores demoras aconteceram em penas dadas para a Torcida Jovem do Santos (31 dias) e a Independente, do São Paulo (27 dias).

“O caso da Gaviões foi mais rápido porque demorou menos para o relatório da Polícia Militar chegar na Federação. Aqui é assim, chegou, punimos. Não existe decisão política”, disse Marcos Marinho, responsável na federação pelo departamento de segurança nos estádios.

Vale lembrar que integrantes da torcida poderão entrar no estádio, sem uniformes, faixas e instrumentos musicais. Farão menos barulho do que normalmente.

 


Em jogo contra time de boliviano morto, Gaviões prepara ato de apoio a torcedores presos
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A Gaviões da Fiel quer transformar o Pacaembu em palco para um grande ato pelo fim da prisão dos 12 corintianos acusados de envolvimento na morte do boliviano Kevin Douglas Beltran Espada. A manifestação está programada para esta quarta, justamente durante o jogo contra o San Jose, time de Kevin. Em outras partidas, já foram feitos protestos, mas só integrantes de organizadas se envolveram. A ideia agora é que a maior parte do estádio participe.

O pedido é para que todos os presentes entoem gritos como: “não é mole não, liberdade virou obrigação”. Veja abaixo a convocação feita pela torcida em sua página no Facebook.

 

 


Lei prevê aluguel de R$ 27,1 mil para Pacaembu com portões fechados
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Nas contas do prejuízo que terá por jogar com portões fechados na Libertadores, o Corinthians pode incluir R$ 27.160,95 por partida no Pacaembu.

Esse é o valor estipulado pelo decreto de lei 53.657 para jogos à noite sem cobrança de ingressos no estádio municipal.

Em situações normais, o aluguel noturno  é igual a 15% da renda do jogo com um teto de R$ 74 mil.

A diretoria alvinegra calcula também um prejuízo mínimo de R$ 1,7 milhão por jogo por conta da punição pela morte do boliviano Kevin Douglas Beltran. Essa é a quantia mínima que os cartolas projetavam arrecadar em cada confronto como mandante com a venda de bilhetes.