Blog do Perrone

Arquivo : fevereiro 2011

Jorge Fossati entra na lista de nomes sugeridos ao Santos
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Entre os diversos técnicos sugeridos para a diretoria do Santos está o do uruguaio Jorge Fossati, ex-treinador do Inter. Apesar de ele não ter ido bem no time gaúcho, alguns colaboradores do presidente Luís Álvaro, falam com entusiasmo sobre o treinador.

O argumento é o mesmo de quando o Colorado o contratou: sua experiência em competições entre clubes sul-americanos.

Recentemente demitido pela Portuguesa, Sérgio Guedes tem a preferência de alguns conselheiros. Os mesmos que ventilaram seu nome em outras oportunidades, sem sucesso. Tudo vai depender da resposta da CBF sobre o “empréstimo” de Ney Franco.

Nessas horas sempre tenho a mesma dúvida: será que vale a pena demitir um treinador sem ter outro melhor engatilhado? O Atlético-MG, por exemplo, fez o primeiro contato com Dorival Júnior minutos antes de acabar a última partida de Luxemburgo pelo clube.


Palmeiras tenta desarmar bomba relógio chamada Valdivia
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Diretores do Palmeiras se referem a Valdivia como uma bomba relógio programada para explodir no dia 15 de agosto. É a data em que o clube terá que pagar cerca de 8,8 milhões de euros ainda referentes à compra do jogador.

A diretoria não tem esperança de conseguir o dinheiro até lá. Alguns cartolas sugeriram a devolução ao Al Ain, mas descobriram que não é mais possível. Receberam a informação de que o clube árabe já descontou a carta de crédito que recebeu na negociação.

“Estamos satisfeitos com o Valdivida tecnicamente. Não gostaríamos de nos desfazer do jogador, mas ele foi contratado numa situação estranha. Não adianta eu ir para Espanha buscar o Messi e deixar para alguém pagar lá na frente. Deixaram a espada sobre as nossas cabeça. O departamento jurídico está analisando a situação, que é bem confusa”, afirmou Roberto Frizzo, vice-presidente de futebol.

Os dirigentes afirmam que o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo contratou Valdivia sem desembolsar um centavo. O clube teria dado o contrato com a Fiat como garantia ao banco Banif para conseguir uma carta de crédito no valor de 6.250.000 euros. Ela tem que ser paga no dia 15 de agosto, junto com o imposto de renda referente à remessa de dinheiro para o exterior. São aproximadamente mais 2,6 milhões de euros.

A diretoria afirma, porém, que o contrato com a Fiat foi dado como garantia para outro banco. Assim, a operação relativa à contratação de Valdivia estaria descoberta. É essa situação que o departamento jurídico está analisando.

 Quando comprou Valdivia, o clube contou com a ajuda do conselheiro Osório Furlan Júnior, que ficou com 36% dos direitos do chileno e pagou cerca de R$ 4 milhões.

Além disso, um grupo de sócios remidos, conhecidos como Eternos Palestrinos, colaborou com cerca de R$ 1,2 milhão. Mas, de acordo com a atual diretoria, essas quantias foram usadas para quitar outras despesas. Assim, o valor total de Valdivia terá que ser pago agora. É dessa maneira que foi armada a bomba relógio.

No cenário atual, o ideal para o Palmeiras é Valdivia voltar a jogar em alto nível e atrair compradores estrangeiros na próxima janela, justamente em agosto, mês da explosão.

Outro lado

O ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo contesta a informação da diretoria de que o clube tem que pagar  2,6 milhões de euros, cerca de 30% do valor da operação, como imposto de renda.

“Não temos que pagar porque não mandamos produto para o exterior. Esse valor não existe”, disse o dirigente.

Belluzzo afirmou também que o Palmeiras não pagou a compra de Valdivia em sua época por causa da oposição, hoje no poder. “Faríamos um empréstimo de R$ 40 milhões com o BMG. Mas a oposição mandou uma carta para o banco dizendo que se ganhasse a eleição não pagaria. O BMG só emprestou R$ 25 milhões. Os R$ 15 milhões que não vieram seriam usados para pagar a operação do Valdivia”, disse Belluzzo.

O ex-presidente afirmou também que chegou a guardar em um banco o dinheiro que recebeu do conselheiro Furlan e dos Eternos Palestrinos para pagar a carta de crédito em agosto. “Mas como a oposição impediu que fosse feita a reestruturação da dívida, o nosso financeiro usou o dinheiro sem a minha autorização para pagar outras contas.”


Santos pode pagar multa para ter Abel; Bielsa é cogitado
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O Santos não descarta bancar a multa rescisória de Abel Braga para contratá-lo na vaga de Adilson Batista. Ele é o preferido dos cartolas. O contrato do treinador com o Al-Jazira prevê que para sair antes de maio ele precisa pagar US$ 2 milhões.

Porém, em outubro, quando foi convidado pela primeira vez para assumir o time da Vila Belmiro, Abel afirmou entender que poderia sair por 50% desse valor, pois já tinha cumprido metade do contrato, válido até maio. Se prevalecer essa tese, a multa hoje seria de aproximadamente US$ 500 mil. Nesta segunda, a diretoria santista deve telefonar para Abel numa situação diferente da última vez, quando não aceitava por a mão no bolso.

Além de Abelão, o nome de Marcelo Bielsa é cogitado na Vila Belmiro. Quem defende sua contratação acredita que seu estilo combina com o futebol ofensivo do Santos. Mas Adilson também combinava…

O ex-treinador perdeu a confiança da diretoria por causa dos resultados recentes e do estigma de Professor Pardal, reforçado pelas últimas mudanças que fez no time. Ele sofreu até com a sombra do auxiliar Marcelo Martelotte.

Pressionada pela torcida, a diretoria decidiu não esperar o próximo jogo na Libertadores. Confia em Martelote pelo fato de ele conhecer os adversários sul-ameircanos graças ao seu trabalho como observador. Ele também é considerado profundo conhecedor do elenco atual. Decisão arriscada.


Em meio à briga no C13, São Paulo mima Palmeiras no Morumbi
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O Palmeiras será recebido hoje no Morumbi com uma fidalguia rara no clássico com o São Paulo. Os cartolas alviverdes ficaram espantados quando souberam que teriam direito a dois camarotes com capacidade para 35 pessoas cada. Está reservado ainda mais um para membros da comissão técnica.

Antes, era comum o visitante ficar com um camarote só. O espaço para dirigentes costuma ser motivo de briga entre os dois clubes. Os são-paulinos reclamam que ficam espremidos no Palestra Itália e que precisam passar pela torcida. Lá Juvenal Juvêncio assiste ao jogo pela TV no vestiário.

Palmeirenses, corintianos e santistas sempre reclamaram de falta de espaço no Morumbi. Revoltado, Marcelo Teixeira, então presidente do Santos, chegou a chutar uma porta de vidro no camarote reservado a ele depois de seu filho ser barrado por seguranças do São Paulo.

Para os cartolas alviverdes, a gentileza tricolor tem a ver com o racha no Clube dos 13. O Palmeiras deve anunciar na terça que abandonará a negociação conduzida pelo entidade.

Isso é ruim para o São Paulo, líder do C13 ao lado do Altético-MG. O fracasso da associação é uma derrota também para Juvenal Juvêncio, vice do C13. Ele é visto por alguns colegas como o presidente de fato. Por sua vez, a diretoria do Palmeiras acredita que ficou alijada de todas as decisões do C13. Reclama do poder conquistado pelo são-paulino Ataíde Gil Guerreiro.

Incendiários palestrinos tentaram convencer Arnaldo Tirone a anunciar ao final do clássico a sua decisão contrária ao Clube dos 13. Seria cutucar Juvenal em sua toca.

Mas o presidente palmeirense quer primeiro conversar com seu Conselho de Orientação e Fiscalização na segunda. Agora, se o clima esquentar em campo hoje, não faltará gente para jogar gasolina e tentar causar o incêndio já no Morumbi.


Quase rebelde, Palmeiras exige mesma cota de TV que o Corinthians
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O Palmeiras deve seguir o caminho dos quatro grandes do Rio. Está perto de abandonar a negociação do Clube dos 13 com as TVs, mas sem se desfiliar. Até segunda, provavelmente, não agirá. Se nenhum fato novo ocorrer, divulgará em seu site que vai aderir à negociação independente, como os outros rebeldes.

A decisão deve ser justificada pelo fato de o clube ter ficado de lado na negociação com a TV e em outros assuntos. Os palmeirenses se sentem escanteados no C13.

Arnaldo Tirone, contudo,  não quer correr o risco de tomar uma decisão e depois voltar atrás. Planeja ser mais cauteloso e discreto do que Andrés Sanchez.  O presidente palmeirense também está atento aos  movimentos do santista Luis Álvaro. A expectativa é a de que ele também deixe as negociações. Seria a senha para Corinthians, Palmeiras e Santos negociarem com as TVs em bloco, como farão os times do Rio.

Não seria uma negociação fácil. O Palmeiras baterá o pé para receber o mesmo valor oferecido ao Timão. Se ficasse no C13, o alviverde estaria no grupo que recebe a maior cota. Acha justo manter esse direito. Será que o Corinthians aceita?

Andrés espera receber cerca de R$ 70 milhões anuais pelos direitos de transmissão do Brasileiro entre 2012 e 2014. No Palmeiras, há uma avaliação de que é possível o clube arrancar R$ 50 milhões da Globo. Mas a cúpula alviverde promete rechaçar esse valor, se o alvinegro receber mais.

No C13, Corinthians e Palmeiras ganhariam por volta de R$ 42 milhões, referentes a um contrato de aproximadamente R$ 500 milhões. Como no Rio o Flamengo também quer R$ 70 milhões, a Globo gastaria R$ 210 milhões para atender aos desejos dos três clubes. Quase a metade do valor que pagaria para transmitir jogos de 20 times. Não valeria a pena.


Racha no futebol brasileiro tem até suspeita de grampo
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A tentativa de implosão do Clube dos 13 e a briga pelo contrato de transmissão do Campeonato Brasileiro se transformaram numa guerra com direito a diversas armas. Confira:

Grampo telefônico - Cartolas envolvidos na disputa suspeitam que seus celulares e até telefones de clubes e federações estão grampeados. Segundo eles, isso explicaria o motivo parra dirigentes saberem de decisões de seus colegas antes de elas serem anunciadas. E justificaria também o fato de detalhes de uma entrevista dada por um dos cartolas ter chegado aos ouvidos de dirigentes antes de ela ser publicada.

Jornalismo investigativo - Desde que a disputa esquentou, adversários do corintiano Andrés Sanchez têm sido procurados por equipes de reportagem da Record. Quase todos os rivais políticos dele já foram ouvidos.

Livro aberto -  Está valendo jogar no ventilador os podres do adversário. Andrés falou da dívida que o Clube dos 13 teria. Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, disse sobre um pedido de empréstimo que o Flamengo teria feito, no valor de R$ 8 milhões, dias antes de romper com o C13.

Telefone sem fio  - Quem já decidiu negociar sem o C13 fala em conseguir da Globo um valor maior do que aquele que espera receber. Isso quando a conversa é com um cartola que não rompeu com a entidade. É uma forma de tentar convencer o indeciso a mudar de lado.

Lobistas – Presidentes de federações e pelo menos um treinador são usados por cartolas para tentar fazer a cabeça de quem não escolheu uma direção.

Papo reto -  Faz muito tempo que Globo e Record falam separadamente com os clubes. As emissoras já têm uma boa noção de quanto os principais clubes esperam receber. E os cartolas também sabem quanto cada uma está disposta a pagar.


Santos dá dinheiro para Carnaval de torcidas; uma delas ligada a corneteiro de Adílson
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Faixa contra o técnico do Santos colocada em padaria

A diretoria do Santos cobriu parte das despesas das escolas de samba da Torcida Jovem e da Sangue Jovem com o Carnaval de 2011. Uma das alas da Sangue no desfile tem como responsável Carlos Eduardo Fernandes. Ele colocou uma faixa em sua padaria pedindo a demissão do técnico Adílson Batista.

O apoio financeiro para as escolas das torcidas reascendeu uma polêmica na Vila Belmiro. A oposição reclama que o ex-presidente Marcelo Teixeira era criticado por membros da atual diretoria quando fazia doações para as uniformizadas.

A assessoria de imprensa do presidente Luís Alvaro de Oliveira Ribeiro afirma que o Santos ajudou as escolas a pagarem material para  fantasias, adereços e carros alegóricos, mediante apresentação de nota fiscal. A diretoria entende que as escolas representam o Santos. E que a Torcida Jovem pode integrar a elite do Carnaval de São Paulo em 2012, ano do centenário do clube, transformando-se em “”importante instrumento de marketing”. 

A assessoria diz ainda que o clube fez os pagamentos sem colocar dinheiro na mão das torcidas. Segundo a atual diretoria, o ex-presidente Marcelo Teixeira dava quantias diretamente para os torcedores.

Por sua vez, a assessoria do ex-dirigente declara que ele doava dinheiro pessoal para as escolas, prática que mantém. E ainda questiona se as torcidas são extensões oficiais do clube para que o Santos pague suas dívidas.

Na minha opinião, doação de dinheiro para organizada feita por clube ou dirigente é como atravessar o samba.


Briga por mudanças na distribuição das cotas de TV justifica rebeldia
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Um dos principais motivos para Corinthians e os quatro grandes do Rio terem se rebelado contra o Clube dos 13 é o desejo que cada um tem de aumentar a sua fatia na divisão do dinheiro da TV.

O novo contrato, no valor mínimo de R$ 500 milhões anuais para a TV aberta, já representa um aumento nos ganhos dos clubes. Mas não é suficiente. Corinthians e Flamengo querem ganhar uma porcentagem maior do que a destinada a São Paulo, Palmeiras e Vasco, que desejam se distanciar do Santos, que reivindica fazer parte do grupo que mais ganha.

Hoje, Corinthians, Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Vasco recebem a mesma quantia. O Santos aparece em seguida. Atrás dele estão Fluminense e Botafogo, que também almejam participar do segundo pelotão.

O raciocínio dos quatro do Rio é igual ao do Corinthians. Admitem assinar com a mesma emissora de TV do C13. Mas, se autorizarem a entidade a negociar por eles, terão que aceitar a divisão de cotas proposta por ela, estabelecida pela vontade da maioria.

Conversando separadamente com as TVs, eles tentam arrancar um valor igual a um aumento na porcentagem. Mas isso significaria para a compradora pagar mais no total, a não ser que ela reduza o montante prometido ao C13.

A declaração do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, dá uma ideia de como vai ser a briga: “Se eu souber que a emissora está pagando mais para o Corinthians separadamente não assino o contrato”. Todos os clubes precisam assinar.

Enfim,  mais do que interesses políticos ou preocupações com a organização do futebol brasileiro, o levante tem a ver com disputa por dinheiro, obviamente.


Anticorintianos ajudam Corinthians a negociar com TV
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Andrés Sanchez está seguro de que negociando individualmente o contrato de transmissão de TV do Brasileiro conseguirá mais dinheiro do que ficando no Clube dos 13. Em voo solo não teria que respeitar a atual divisão do bolo.

Sozinho, o cartola fica mais à vontade para usar o seu principal trunfo: o fato de o Corinthians ser um campeão de audiência. Além de números do ibope, a diretoria alvinegra tem um argumento curioso, ancorado nas torcidas rivais. A tese é a de que o time do Parque São Jorge tem uma audiência fenomenal porque nenhuma outra equipe consegue colocar diante da TV tantos “secadores”, além de sua própria torcida.

Não há pesquisa comprovando que mais são-paulinos liguem a TV para secar o Corinthians do que vascaínos para para botar olho gordo no Flamengo, por exemplo. Mas a gritaria (e rojões nas partidas mais importantes) que se ouve nos prédios da capital paulista quando o Corinthians leva um gol é um indício de que a tese está certa.


São Paulo anula liminar e fará reunião por reeleição de Juvenal
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A diretoria do São Paulo obteve decisão na Justiça que anula a recente vitória da oposição contra Juvenal Juvêncio. Os opositores tinham conseguido impedir a reunião de amanhã em que será votada uma alteração no estatuto. A mudança visa permitir que Juvenal tente o terceiro mandato.

Hoje, no final da tarde, a situação cassou a liminar que impedia mudanças estatutárias por meio do Conselho Deliberativo e obrigava a votação ser feita entre os sócios. Agora o encontro está mantido para esta sexta. A mudança deve ser aprovada, pois Juvenal tem maioria no Conselho.

O problema é que a resolução tomada pelos conselheiros na sexta ficará suspensa até  a decisão final da Justiça sobre o recurso em nome da oposição que havia impedido a reunião. Ou seja, a reunião não terá efeito imediato. Como era previsível, a insistência de Juvenal em não largar o osso enfiou o São Paulo numa longa batalha jurídica.