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Porto e Corinthians divergem sobre pagamentos referentes a Felipe
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Corinthians e Porto divergem sobre a situação dos pagamentos referentes à compra do zagueiro Felipe pelos portugueses. Como mostrou o Uol Esporte, o alvinegro alega que não recebeu duas parcelas, uma de R$ 1,8 milhão e outra de cerca de R$ 3,6 milhões. Um dia após a publicação da reportagem, o Porto emitiu uma nota à imprensa contestando a informação que fora confirmada por Emerson Piovezan, diretor financeiro corintiano, e alegou que o dirigente se desculpou com os portugueses.

“A verdade é que ontem à tarde recebemos um e-mail assinado pelo próprio diretor financeiro do Corinthians que se desculpava e confirmava que o plano de pagamentos está a ser cumprido”, afirmou o clube português.

Porém, Piovezan contesta essa versão. “Não quero polemizar, como você gosta, mas não reflete a realidade. Só isso”, declarou o dirigente ao blog por mensagem via celular. O cartola respondia se procedia a informação do Porto de que ele pediu desculpas e reconheceu não haver atrasos.

Confira a declaração oficial do Porto divulgada na newsletter oficial do clube para a imprensa portuguesa:

“Ontem circulou no Brasil uma notícia que relatava um alegado atraso do FC Porto no cumprimento do plano de pagamentos da transferência de Felipe do Corinthians para o nosso clube. Isso é falso e essa mesma informação já tinha sido prestada ao jornalista que anteontem nos tinha contactado. O texto apresentava a versão do FC Porto, mas com muito menos destaque do que a versão apresentada por Emerson Piovezan, diretor financeiro do clube brasileiro. A verdade é que ontem à tarde recebemos um mail assinado pelo próprio diretor financeiro do Corinthians, que se desculpava e confirmava que o plano de pagamentos está a ser cumprido”.

 


Bordeaux quer usar Pablo para ter Arana, que Corinthians não libera em 2017
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

O Corinthians foi informado pelos empresários de Guilherme Arana que o Bordeaux apresentaria uma proposta oficial pelo lateral envolvendo os direitos econômicos de Pablo como parte do pagamento. A direção alvinegra cortou o assunto, avisando que não venderia o jogador antes de dezembro. Os agentes agora estudam um acerto pelo qual o clube brasileiro asseguraria a permanência de Pablo imediatamente e liberaria Arana para defender sua nova agremiação apenas em janeiro do próximo ano. O Bordeaux já conta com o ex-corintiano Malcom, alvo de grandes clubes europeus.

“Explicamos que liberamos o Uendel [para o Internacional] com a condição de termos o Arana até o final da temporada”, disse ao blog Flávio Adauto, diretor de futebol corintiano. Os dois laterais-esquerdos citados são representados pela mesma empresa, a Elenko Sports.

O dirigente não confirmou o nome do clube e nem o envolvimento de Pablo na transação. Disse apenas que o interesse seria de um time francês.

O cartola afirmou, no entanto, que não descarta a possibilidade de negociar Arana agora se ele só se transferir após o último jogo da equipe em 2017. “Podemos conversar, mas o jogador não sai antes do fim da temporada”, declarou Adauto.

O blog apurou que o interesse francês é em dar 100% dos direitos econômicos de Pablo como parte do pagamento por Arana. O valor total da negociação idealizada pelos europeus é de cerca de 11 milhões de euros ( aproximadamente R$ 38 milhões).

Apesar de estar emprestado até o fim de 2017, Pablo pode ser negociado pelo Bordeaux com  outra equipe na janela do meio deste ano se receber proposta e o Corinthians não exercer a opção de compra por 3 milhões de euros (R$ 10,3 milhões).

Os representantes de Arana ainda vão consultar os franceses sobre a possibilidade de comprarem os direitos do lateral e só contarem com ele no ano que vem, resolvendo imediatamente a indefinição sobre a permanência de Pablo em Itaquera.

A direção corintiana, por sua vez, consultará o zagueiro e seu representante, Fernando César, que afirma existir o interesse de Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG e Flamengo no jogador. O Corinthians possui 40% dos direitos de Arana. O restante pertence a investidores.

 

 

 

 

 


Novo gestor de fundo da Arena Corinthians vem de lista liderada por bancos
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No último dia 3, o Arena Fundo de Investimento Imobiliário, responsável pela Arena Corinthians, se reuniu para definir seu novo administrador diante da decisão da BRL Trust de deixar a operação. Porém, a escolha ainda não foi feita. Ficou combinado que o antigo parceiro ficará no posto até um substituto ser escolhido.

A seleção será feita entre empresas sugeridas pelos cotistas do fundo (Odebrecht e Corinthians), mas o “critério inicial de seleção terá que observar o ranking de fundos divulgados pela Anbima (Associação Brasileira dos Mercados Financeiro e de Capitais), conforme foi registrado em ata.

Em abril, os rankings de administradores e gestores, que levam em conta o patrimônio líquido dos fundos, foram, como de costume, liderados por grandes bancos, perfil diferente ao da BRL Trust, que não aparece entre os dez primeiros. As listas de administradores e gestores são têm em primeiro lugar o BB DTVM (Banco do Brasil), que é seguido nas duas relações por Bradesco, Itaú, Caixa e Santander.

Na ata da reunião do Arena Fundo está registrado que a BRL Trust explicou as razões para ter decidido sair. Porém, os motivos não foram anotados no documento.


Com faixa na entrada do clube, Corinthians ironiza “quarta força”
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Na noite desta terça-feira a entrada do Parque São Jorge ganhou uma faixa com a inscrição: “Sport Club Corinthians Paulista –  Campeão Paulista  2017 – #primeiraforçadofutebolpaulista”.

A novidade é uma clara reação ao rótulo de quarta força da competição que o alvinegro ganhou antes do início da disputa.

A iniciativa foi do secretário-geral do clube, Antônio Jorge Rachid Júnior, como parte das comemorações pela conquista do título estadual.

Crédito: Divulgação


De Paulinho a Messi. Com quem as promessas brasileiras se dizem parecidas
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Colaboraram Dassler Marques e Vinicius Castro, do UOL em São Paulo e no Rio de Janeiro

Vinícius Júnior (Flamengo), Pedrinho (Corinthians), David Neres (Ajax), Luiz Araújo (São Paulo), Douglas (Fluminense)… A lista de jovens promessas do futebol brasileiro atualmente é extensa. Apesar do recente fracasso da seleção brasileira Sub-20, que não conseguiu se classificar para o Mundial, o momento das categorias de base no país é promissor.  O que explica essa fartura acima da média dos últimos anos?

Em busca dessa resposta e de conhecer melhor atletas tratados como joias por seus clubes, o blog entrevistou cinco jovens que geram grande expectativa em suas equipes: o flamenguista Vinícius Júnior, 16 anos, artilheiro e melhor jogador do último Sul-Americano Sub-17 e alvo do Real Madrid, o meia corintiano Pedrinho, 19 anos, destaque da última Copa São Paulo, o atacante são-paulino Luiz Araújo, 20 anos e por quem o Lille da França ofereceu, sem sucesso, 7 milhões de euros, Alan Guimarães, 17 anos e também destaque da seleção brasileira sub-17 campeã sul-americana neste ano, e o volante do Fluminense Douglas, 20 anos, outro que desperta o interesse de europeus.

Leia as entrevistas abaixo.

Qual jogador foi sua maior fonte de inspiração para seguir a carreira?

Alan Guimarães – “Minha maior inspiração acho que são os jogadores brasileiros, Ronaldinho, Rivaldo, Ronaldo. Quando era criança, eu via muito os jogos deles pela TV e ficava impressionado com o que eles mostravam”.

 Douglas – “Cresci vendo o Paulinho, volante da seleção brasileira, jogando muito pelo Corinthians.  Por tudo que ele passou e depois conquistou, sem dúvida ele foi o jogador que me inspirou para que eu seguisse firme em busca dos meus sonhos na minha carreira”.

Luiz Araújo – “Nunca tive um jogador em quem sempre me inspirei mesmo, mas sempre olhei para os melhores. Messi, Ronaldinho Gaúcho, sempre os melhores”.

Pedrinho – “Messi”.

Vinícius Júnior – “Quando eu era muito pequeno, e já gostava de futebol e começava a me interessar, adorava ver o Robinho jogar. Era o jogador que vivia melhor momento no Brasil, o mais falado, e chamava a atenção o modo dele jogar, de muita habilidade. E as pedaladas me marcaram muito também”.

Com o estilo de qual jogador acredita que seu estilo é mais parecido?

Alan – Pra mim é uma felicidade imensa ser brasileiro e tentar fazer o que eles (Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo) já fizeram na carreira deles. Agora vou em busca do meu sonho que é tentar chegar no nível deles”.

Douglas – “Acho que meu estilo de jogo se parece com o do Paulinho. Este ano estou tendo oportunidade de jogar mais solto como ele joga, mas sempre com a responsabilidade defensiva também. Temos um poder de marcação muito forte, uma qualidade grande no passe e o poder de chegar ao gol para marcar”.

Luiz Araújo – “Como sou um jogador de ponta, de velocidade, creio que meu estilo de jogo é parecido meio com o do Robben, do Ribéry, do Eden Hazard, que são jogadores que jogam pela beirada do campo”.

Pedrinho – “Eu sempre me inspirei no Messi. Tento pegar um pouco de cada coisa que ele faz. Tento ver os vídeos dele pra aprender cada dia com ele, seja lá me posicionando, driblando e com os passes”.

Vinícius Júnior – “Minha geração está crescendo vendo o Neymar, mas não acho legal fazer comparações. Cada jogador tem o seu estilo, mas também gosto de partir pra cima, de tentar o drible, de propor o jogo… Isso já é meu desde muito pequeno, desde o salão”.

Você pertence a uma safra de jogadores que é uma das com maior número de atletas promissores do futebol brasileiro. Na sua opinião, o que motivou essa grande quantidade de jovens talentosos?

Alan – “Na minha opinião a estrutura do clube ajuda bastante, tendo um campo bom, academia, uma alimentação boa que não vai prejudicar o atleta. Isso acho que é uma coisa essencial nos clubes que vai ajudar bastante o jogador de base chegar ao profissional. Mas não tendo isso no clube, acho que o jogador tendo talento e cabeça boa ele também possa chegar ao profissional. Tendo o talento que todos os jogadores da nossa geração têm, que eu acho que são jogadores de muita qualidade, mesmo sendo da base já têm experiência em campeonatos sul-americanos, nacionais, isso é uma das melhores coisas que podem fazer a nossa geração ser uma das mais fortes do Brasil e até do mundo”.

Douglas – “Acho que o trabalho de base vem sendo muito bem feito nos clubes, com grandes investimentos e aproveitando os atletas cada vez mais no elenco principal. Os campeonatos são muito disputados, com grandes times, vários talentos individuais se destacando e isso enriquece o nosso futebol.  A seleção brasileira está sempre conquistando os torneios que disputa e acho que isso é motivador para os jovens que estão buscando suas oportunidades”.

Luiz Araújo – “Fico muito feliz por essa geração ter muitas jovens promessas para o futebol. Isso mostra que os clubes estão valorizando muito a base, estão olhando com atenção para base. Então, espero que surjam muito mais promessas, muito mais garotos para que o futebol brasileiro só venha a crescer”.

Pedrinho – “Acho que o futebol vem evoluindo a cada dia, e os jovens hoje em dia vêm se dedicando cada dia mais a aprimorar seus fundamentos desde cedo, isso faz com que muitos se destaquem”.

Vinícius Júnior – “É a evolução do futebol. Vejo que o Brasil evolui a cada dia na parte tática e, com isso, a habilidade do jogador brasileiro, que é o que temos de melhor, acaba se sobressaindo. Nunca deixamos de ter bons jogadores. Acho que o momento da seleção brasileira ajuda também. Todos passam a olhar pra nós como o país do futebol novamente.”

Quando espera disputar sua primeira Copa do Mundo?

Alan – “Acho que primeiro tenho que pensar em chegar ao profissional. Trabalhar firme fazer um bom papel e a consequência virá se chegar à seleção brasileira e disputar a Copa do Mundo. Isso pra mim vai ser um sonho e acho que em 2022 posso estar representando a seleção brasileira numa Copa do Mundo. Pra mim vai ser um sonho realizado, um sonho meu e da minha família”.

Douglas – Jogar uma Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador de futebol, mas não gosto de fazer planos.  Prefiro focar no meu trabalho e dar o melhor de mim para o sucesso do meu time. Tive a oportunidade de ser convocado para a seleção de base e isso é muito gratificante. Sei que vestir a camisa da seleção brasileira é consequência de um bom trabalho feito no clube, então o meu foco total é no meu dia a dia para que as coisas venham a acontecer de forma positiva”.

Luiz Araújo – “É um sonho, todo jogador sonha em disputar uma Copa do Mundo e ganhar. Espero ser o mais rápido possível. Espero continuar trabalhando e quando o treinador da seleção achar que estou pronto, tenho certeza que vai me convocar, e eu espero poder ajudar o Brasil a ganhar uma Copa, seria um sonho realizado.”

Pedrinho – “O futuro a Deus pertence. Vou trabalhar forte agora, fazer meu trabalho pra me destacar pra em um futuro próximo poder pegar uma seleção brasileira e logo jogar uma Copa do Mundo.”

Vinícius Júnior – “É muito cedo pra dizer. Tenho que dar um passo de cada vez”.


Opinião: quatro pontos em que Carille foi superior a rivais
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Em seu primeiro trabalho como treinador, o corintiano Fábio Carille conquistou o campeonato paulista. Claro que não ganhou sozinho, além dos jogadores contou com a importante ajuda do assistente Osmar Loss. Óbvio também que ainda é um técnico em formação. Em termos de análise, é justo que se compare seu desempenho com os de colegas que comandaram os outros grandes do Estado na competição. Na opinião deste blogueiro, ele superou os rivais em pelo menos quatro fatores. Veja abaixo.

Defesa

Já na pré-temporada, Carille mostrou um sistema defensivo forte. Foi o primeiro setor da equipe arrumado por ele. O trabalho resultou no time menos vazado do Paulista com 11 gols sofridos. Novato como o corintiano, Rogério Ceni teve como sua maior dificuldade fazer o São Paulo tomar menos gols. O clube do Morumbi viu suas redes serem balançadas 23 vezes.

Organização tática

A equipe de Carille foi a mais organizada taticamente entre as quatro grandes. Baptista, Ceni e Dorival não conseguiram o mesmo equilíbrio entre ataque e defesa, nem eficiência tática semelhante à alcançada pelo corintiano.

Vestiário sob controle

Carille não enfrentou rebeldias de atletas e conviveu com um vestiário em paz. Cristian fez reclamações públicas, mas o alvo foi a diretoria. Já Eduardo Baptista, demitido na semana passada pelo Palmeiras, teve que tentar explicar que não havia crise entre alguns jogadores. Felipe Melo discutiu com Roger Guedes num treino. Borja se irritou ao ser substituído no segundo jogo contra a Ponte Preta pelas semifinais, e o treinador respondeu em entrevista dizendo que o atacante foi contratado a peso de ouro, mas não estava rendendo o esperado. Para conselheiros do clube, Baptista perdeu o controle do vestiário, e alguns atletas não corriam por ele.

Força fora de casa

Nas semifinais e na final, Carille fez o Corinthians jogar para vencer fora de casa. Mais do que isso. A postura foi de quem queria resolver o confronto já no primeiro duelo. Tanto que o alvinegro venceu o São Paulo no Morumbi por 2 a 0, e a Ponte Preta por 3 a 0 em Campinas. O Santos de Dorival Júnior não conseguiu mostrar no interior a mesma força que exibe na Vila Belmiro e perdeu da Ponte por 1 a 0. No Palmeiras, a apatia da equipe e a falta de poder de reação na derrota como visitante diante do alvinegro campineiro por 3 a 0 foram motivos que contribuíram para a demissão de Baptista.


Capacidade de surpreender é marca do novo campeão paulista
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Na conquista do Campeonato Paulista de 2017, sacramentada neste domingo (7) diante da Ponte Preta, o Corinthians deixa como uma de suas principais marcas a capacidade de surpreender.

A demora em contratar e a chegada de reforços modestos fez com que o alvinegro fosse rotulado pela imprensa como a quarta força do Estado. Para surpresa geral, aos poucos o time evoluiu e venceu a disputa de maneira incontestável.

Surpreendeu também o rendimento de Pablo e Jô. O zagueiro estava sem espaço no Bordeaux. Nada em seu histórico recente recomendava a contratação. Acabou sendo fundamental para a solidez defensiva corintiana, um dos pontos altos do campeão.

A situação do atacante era semelhante. Nem jogar ele jogava para ser avaliado. A lógica apontava que ele estava mais para repetir o fracasso de André do que o sucesso de Vágner Love, outros atacantes que chegaram sob suspeita. Jô teve dificuldades no início, mas correu, suou para se movimentar como pedia Fábio Carille, marcou gols em todos os clássicos e reconquistou a Fiel. Ponto para a diretoria corintiana, que fez uma aposta arriscada, contestada, mas acertou.

Outra surpresa foi a maneira avassaladora como o Corinthians abriu os mata-matas fora de casa. Com 2 a 0 sobre o São Paulo e 3 a 0 em cima da Ponte, resolveu as disputas logo no primeiro confronto. Pelo estilo de jogo alvinegro, eficiente nos contra-ataques, era de se esperar um bom desempenho fora de casa. Mas apostar em vantagens tão grandes seria mostrar desapego ao dinheiro.

Surpreendente também, ao menos para este blogueiro, foi a obediência tática dos jogadores em relação ao novato Carille. Dava para imaginar um bom relacionamento dele com os atletas, por conhecer o grupo bem graças ao fato de ter sido auxiliar de outros treinadores por um bom tempo. Porém, é comum boleiro desconfiar de “professor” novo. Até contestações são normais. Não aconteceu com Carille. O elenco comprou seu estilo de jogo, seguiu à risca e chegou ao título.

Só não foi surpreendente o desempenho de Romero. Como sempre, compensou o que falta de habilidade com suor, correu por todos os setores do campo, atacou e defendeu. De novo foi importante para o time sem ser badalado. O paraguaio é o melhor retrato do o estilo desse time campeão, que prioriza o conjunto, a disciplina tática e que surpreende.


Cambista cobra até cerca de 20 vezes mais por ingresso da final do Paulista
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Cambistas pedem até cerca de 20 vezes mais do que o valor de face de ingressos para a partida deste domingo entre Corinthians e Ponte Preta pela final do Campeonato Paulista. É o caso do tíquete do setor sul, pelo qual um dos vendedores pedia durante a semana R$ 800. Com descontos para os sócios-torcedores mais assíduos, o mesmo bilhete custava R$ 40,50.

Neste sábado (6) a presença de cambistas na arena corintiana era pequena. Um deles oferecia ingressos das áreas sul e norte (R$ 32 com descontos) por R$ 600. E o comprador teria que retirar o bilhete com outra pessoa em frente ao Parque São Jorge.

Longe da arena, outro cambista, por telefone, oferecia bilhete do setor oeste superior por R$ 300. Na venda oficial, o mesmo ingresso valia de R$ 40,80 a  R$ 136, de acordo com o desconto.

Na partida de abertura da decisão, em Campinas, a pedida era de R$ 200 pela entrada de visitante, vendida oficialmente por R$ 80.

Vale lembrar que, apesar da falta de cerimônia dos cambistas, a prática é proibida.


Pior paulista no Brasileirão-16, SPFC foi o que mais investiu em reforços
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Em 2016, o São Paulo foi o último colocado entre os times paulistas na classificação do Campeonato Brasileiro com o décimo lugar. A posição destoa da condição de clube do Estado que mais gastou com contratações no ano passado.

Os balanços das agremiações referentes a 2016 mostram a liderança são-paulina no quesito custos de reforços apesar de o tricolor ter receita superior apenas em relação ao Santos.

O time do Morumbi registrou em R$ 89.373.000 o custo com aquisições de direitos econômicos de oito atletas. Campeão brasileiro, o Palmeiras anotou em R$ 87.397.000 essa despesa. O gasto do vice-campeão Santos foi bem menor: R$ 44.575.000. Já o Corinthians, que terminou o brasileiro em sétimo, colocou em seu balanço que a o custo com contratações e vendas de jogadores foi de R$ 69.937.000.

“Não dá pra fazer essa conta (de quanto o clube gastou) sem olhar as receitas que tivemos. Não fizemos nenhuma loucura. Só contratamos quando tínhamos entrada de dinheiro correspondente para cobrir os gastos”, disse Adilson Alves Martins, diretor financeiro do São Paulo.

De fato, a receita operacional bruta (sem desconto de impostos e encargos) do departamento de futebol foi superior aos custos dos reforços. Ela atingiu R$ 337.213.000. O valor, no entanto, é inferior às arrecadações brutas obtidas na mesma modalidade por Corinthians (R$ 458.295.000) e Palmeiras (R$ 410.618.000). O futebol santista apresentou receita bruta de R$ 254.985.000.

O gasto são-paulino com contratações foi puxado pela compra do zagueiro Maicon junto ao Porto. Ele está registrado no balanço em R$ 43.675.000. Quase a metade do total investido em reforços. “Mas o Porto se comprometeu a comprar dois jogadores da nossa base (Inácio e Luizão) pagando 3 milhões de euros por 50% de cada um. Então, na prática, não temos que pagar R$ 43,6 milhões”, disse o diretor financeiro do clube. Como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o São Paulo ainda precisa desembolsar cerca de R$ 15 milhões para quitar a compra do zagueiro.

Os direitos econômicos de Maicon foram comprados num momento crucial para o clube. O empréstimo dele vencia durante a disputa da Libertadores. Se a compra não fosse feita, o beque não poderia disputar as semifinais. Naquele momento, o jogador era tido como principal líder da equipe por torcida e dirigentes. Ele acabou expulso no primeiro jogo do mata-mata contra o Atlético Nacional (Colômbia). Na partida de volta, o São Paulo foi eliminado.

 


Corinthians vai pagar mais de R$ 7 mi em direitos de imagem para Jô em 2017
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Colaborou Rodrigo Mattos, do UOL, no Rio de Janeiro

De acordo com o balanço do Corinthians referente a 2016, Jô receberá R$ 7.250.000 em 2017 como direitos de imagem. A quantia equivale a R$ 604.166,6 mensais.

O valor está registrado no item exploração de imagens a pagar (circulante) do documento divulgado pelo clube, conforme prevê a legislação. Entram nessa rubrica valores que precisam ser pagos no ano seguinte (2017). Dos jogadores identificados, Jô é o que aparece com o maior montante.

Há casos em que junto com os direitos de imagem são pagas luvas, mas não existe esse detalhamento nas demonstrações financeiras corintianas.

 Atletas que recebem direitos de imagem também ganham uma quantia registrada em carteira de trabalho. Ela não foi especificada no balanço, mas seguramente é bem inferior.

Jô foi contratado sob desconfiança da torcida, pois estava sem clube. Porém, se transformou em destaque do agora favorito ao título do Campeonato Paulista marcando gols em todos os clássicos disputados por ele no Estadual. O atacante é o artilheiro corintiano na competição. Balançou as redes seis vezes.

Pelo balanço, é possível comparar a situação de Jô com apenas as de três companheiros. Por meio de empresas de seus agentes estão anotados R$ 458 mil para Rodriguinho, R$ 1.868.000 para Romero e R$ 385 mil para Danilo. Esses valores devem ser pagos no decorrer de 2017. São os únicos do elenco com direitos de imagem a receber citados diretamente no documento. Há também uma série de empresas sem identificação da ligação delas com jogadores.

Um dos registros indica R$ 11.279.000 em “outros contratos de direitos uso de imagem”, sem identificação de atletas.

O balanço ainda mostra que em dezembro de 2016 o Corinthians devia direitos de imagem para profissionais que já deixaram o clube. Todos os registros aparecem em nome de empresas com a indicação do profissional correspondente. Entre eles estão Tite (R$ 215 mil), Fábio Santos (R$ 276 mil), Elias (R$ 1.414.000), o zagueiro Anderson Martins (R$ 1.300.000), Petros (R$ 300 mil), duas empresas que foram relacionadas a Renato Augusto (cerca de R$ 2 milhões), o atacante Elton (R$ 259 mil) e Lodeiro (R$ 166 mil).

Como não circulante, são registrados R$ 4,5 milhões a serem pagos para a empresa do volante Cristian em direitos de imagem. Mas, por ser não circulante, não existe previsão de que o pagamento seja feito todo em 2017.

Abaixo, veja reprodução de trecho do balanço corintiano sobre direitos de imagem.