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Em final, Muricy busca paz que Tite tenta manter
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Conquistar o título paulista neste domingo vale para Muricy Ramalho conseguir paz para preparar o Santos visando o Brasileiro.

A intolerância de conselheiros com o treinador é tanta que até o fato de ele mirar jogadores de times do interior para reforçar a equipe virou alvo de críticas.

A queixa é de que o clube já gastou muito com contratações e que ele não fez o time jogar bem. Se deseja fortalecer o elenco, deve buscar soluções baratas na base, dizem seus detratores. Até parte da diretoria reclama de Muricy, principalmente pelo desempenho do time.

Enquanto isso, o corintiano Tite precisa do título para manter a tranquilidade conquistada nos últimos anos. Há um desconforto no Parque São Jorge com a insistência do treinador em manter Pato no banco nos últimos meses e com a queda de rendimento do campeão mundial.

Um novo tropeço após a Libertadores colocará em risco o status de técnico incontestável que ele alcançou no clube.


Regulamento impede relação entre clube e árbitro, mas chefe vê Braghetto vítima de ciúmes
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O artigo 15 de regulamento geral da arbitragem da Federação Paulista é claro: “a condição de árbitro é incompatível com o exercício de qualquer cargo executivo em  órgãos ou entidades ligadas à FPF., ou a qualquer clube de futebol”.

Assim, Rodrigo Braghetto vinha atuando em situação irregular, pois é dono de uma empresa que presta serviços ao departamento amador do Corinthians.

“Sabia que ele tinha a empresa, mas não sabia pra quem ela presta serviço. Não sou babá de árbitro para ficar vigiando o trabalho deles. Ele conhecia o regulamento”, disse ao blog Marcos Marinho, chefe da arbitragem da Federação Paulista.

Apesar do afastamento de Braghetto da final entre Santos e Corinthians, após o Blog do Paulinho revelar a ligação, ele diz que pessoalmente, não vê problemas na atividade profissional do juiz.

“Existe muita hipocrisia quando falam de ética. Ele foi prejudicado, existem empresas concorrentes da empresa dele, provavelmente alguém estava com ciúmes e queria prejudicar o Graghetto. Conseguiu porque essa final seria a coroação da carreira dele. Ele apitou Corinthians e Ponte, no ano passado, o Corinthians foi eliminado e ninguém questionou isso”, completou Marinho.


Briga entre Gaviões e Camisa 12 no Pacaembu ameaça segurança em final na Vila Belmiro
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Na saída do Pacaembu, nas primeiras horas desta quinta, integrantes da Gaviões da Fiel foram tirar satisfações com um grupo que carregava bandeirão da Camisa 12. Sem maiores explicações, diziam que a Doze teve atitude de moleque.

Os membros da Camisa 12 ainda tentaram argumentar para evitar a briga, mas não teve jeito. Até uma vara foi usada nas agressões. A pancadaria se espalhou e só acabou depois da chegada da PM e de muita correria.

Antes, do lado de dentro do estádio, já havia ocorrido um princípio de tumulto perto do local em que ficam as duas organizadas e que acabou em briga da PM com a Gaviões.

Confusão envolvendo a Estopim da Fiel no último domingo

A tensão vinha desde o jogo de domingo, entre Corinthians e Santos. Uma batalha envolveu gente da Estopim da Fiel, Camisa 12 e Coringão Chopp.

Acusada de levar uma faixa com suas iniciais para a Bombonera  nas cores do Boca, a Estopim passou a ser hostilizada por  sócios de outras torcidas. Mudou de lugar no Pacaembu, ficando longe da Gaviões e da Camisa 12. Mas a distância não evitou a pancadaria no último domingo.

As rixas estão escancaradas, assim como a disposição desses torcedores de acertarem contas dentro do estádio ou em volta dele. Situação alarmante para a decisão do Paulista no domingo. Corintianos que não se toleram dividirão um apertado espaço na Vila Belmiro, transformando o setor de visitantes num barril de pólvora.


Erros de juiz coincidem com fragilidade corintiana nos bastidores
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Os erros de Carlos Amarilla no Pacaembu coincidem com a falta de poder atual do Corinthians nos bastidores. Foi o primeiro grande transtorno do clube com a arbitragem desde que Andrés Sanchez virou oposição na CBF e na FPF.

O rompimento com Marco Polo Del Nero, também dirigente da Conmebol,  faz com que seja mais difícil o clube paulista ter as suas queixas contra o juiz ouvidas na entidade. Assim como já tornara improdutiva qualquer tentativa dos corintianos de vetar esse ou aquele árbitro.

Nesse cenário, a cartolagem alvinegra pouco tem a fazer além de engolir o choro e se acostumar com a nova fase, bem diferente dos tempos em que ser o time de Andrés era sinal de prestígio. E essa fragilidade política tende a aumentar conforme se aproxima as eleições da CBF, no ano que vem, com Andrés na oposição à candidatura de Del Nero.


Obrigado a marcar pelo menos dois gols, Corinthians deixa no banco seu atacante que mais finaliza
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Gols não tiram Pato da reserva

Forçado a ganhar do Boca por dois gols de diferença (vitória por 1 a 0 provoca disputa de pênaltis), o Corinthians manterá no banco seu atacante que mais finaliza em média nesta temporada.

Vice-artilheiro do clube em 2013, com sete gols, Alexandre Pato tenta balançar as redes, em média, 2,5 vezes por partida, segundo o Datafolha. Desempenho um pouco superior ao do segundo colocado entre os atacantes alvinegros, Sheik, que ostenta média de 2,3 finalizações.

O rendimento do reserva nesse quesito é bem superior ao de Romarinho, que faz em média 0,8 arremate por jogo. Pato supera também Guerrero, dono da marca de 1,9 finalização por partida.

O ex-jogador do Milan talvez não consiga encantar Tite por fazer apenas 1,8 desarme, em média. Perde para Guerrero (2,5), Sheik (4,9) e Romarinho (3,7).

A opção de Tite é mais um teste para a paciência de Pato, que com poucas chances de jogar acaba de perder vaga na Copa das Confederações.

Se o Corinthians não se classificar para as quartas-de-final da Libertadores, certamente, uma das primeiras cobranças sobre o treinador será em relação à  situação de Pato.


Demora de Tite para colocar Pato em campo gera preocupação no Corinthians
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O fato de Tite geralmente deixar a entrada de Pato para o final das partidas provoca desconforto entre cartolas corintianos abaixo de Mário Gobbi. Existe o receio de que o jogador se rebele por causa do pouco tempo que tem tido em campo.

O medo é de que ele jogue na cara da diretoria que se fosse para ser reserva continuaria na Europa. Afinal de contas, voltar para o Brasil foi importante para jogar mais e aparecer para a seleção brasileira.

Nesta terça, a convocação para a Copa das Confederações servirá para medir a paciência do astro, caso ele fique fora da lista de Felipão.


Santos busca tetra com seu time que menos marca gols e dribla em 4 anos
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A missão de dar ao Santos o inédito tetracampeonato paulista cabe ao time menos brilhante no ataque que o clube teve nos últimos quatro Estaduais.

A equipe que começa a decidir o título neste domingo, contra o Corinthians, marca menos gols, em média, do que as que levantaram o tri, segundo o Datafolha.

Das quatro últimas formações que o Santos teve no Estadual, a atual também é a que menos dribla, em média.

O levantamento feito pelo Datafolha a pedido do blog dá razão aos santistas que sentem saudades do time campeão em 2010. Dono de um futebol insinuante, aquele elenco registrou as melhores médias de dribles e gols marcados  do clube nas quatro últimas edições do campeonato. A defesa, porém, é a que tem a maior média de gols sofridos.

Abaixo, o levantamento do Datafolha.

 

 


Rotina de indisciplina e medo de melindrar reservas definiram afastamento de Jorge Henrique*
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A decisão de afastar Jorge Henrique não foi motivada exclusivamente pelo episódio do último sábado. Pesaram para a punição decidida por Tite e pela diretoria frequentes atos de indisciplina, como atrasos em treinamentos. E o temor de que perdoar o atacante agora poderia melindrar os que brigam por uma vaga no ataque.

Como explicar, por exemplo, ao reserva e badalado Pato, que, enquanto ele cumpre horários, Jorge Henrique seria perdoado novamente?

Passar a mão na cabeça de JH poderia fazer com que Tite perdesse um de seus trunfos: o controle do grupo. O elenco aceitou calado a decisão. Ninguém pediu a palavra para defender o colega ao ouvir Tite explicar o caso.

Os jogadores são testemunhas de outros episódios em que Jorge Henrique irritou dirigentes e comissão técnica, mas ganhou nova chance. Um dos momentos de tensão ocorreu no último jogo antes do Mundial. O atacante levou cartão vermelho diante do São Paulo e havia o temor de que ele acabasse expulso num jogo no Japão por se desentender com adversários. Ganhou um voto de confiança e foi titular na final.

A ficha de JH já estava extensa quando no sábado ele não treinou e teria dito que passou a noite com o filho no hospital. A doença não teria existido. Para piorar, comissão técnica e diretoria ficaram intrigados ao descobrirem que o jogador tinha deixado suas coisas na concentração na sexta, como se o período de reclusão começasse um dia antes do combinado.

Tite com filho de Jorge Henrique. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Há também quem diga que o castigo só foi anunciado na quinta porque na terça o jogador teria cometido outro ato de indisciplina, mais leve, completando o conjunto da obra.

O blog não localizou Jorge Henrique para falar sobre o assunto. Por meio de uma das redes sociais da internet, ele admitiu ter cometido ato de indisciplina e afirmou já ter pedido desculpas.

Atualização

Depois de Jorge Henrique dizer que tinha passado a noite no hospital com seu filho, a diretoria corintiana ainda foi informada de que ele bateu o carro durante a noitada.

* Atualizado às 16h25


Punição em tempo recorde para Gaviões enfraquece desafeto da FPF em final
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Na segunda-feira, o Corinthians bateu o pé para fazer um jogo da final do Paulista no Pacaembu, rejeitando o Morumbi e passando por cima do regulamento que dá ao departamento de competições da FPF o poder de decidir os locais dessas partidas.

Na quarta, soube que o caldeirão do Pacaembu ferverá um pouco menos neste domingo, no jogo com o Santos porque a Gaviões da Fiel foi vetada pela FPF.

A punição aplicada à principal organizada do Corinthians foi rápida como todas deveriam ser. A federação anunciou o castigo apenas três dias após o jogo contra o São Paulo, no qual a torcida foi acusada pela PM de agir com violência.

Em 17 punições divulgadas este ano pela federação em seu site, a média é de um prazo de 13,4 dias entre o fato ocorrido e a publicação da pena. Nesse ritmo, o Corinthians, desafeto de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade, contaria com a Gaviões na final.

Apenas em outros dois jogos, nenhum deles na capital, o castigo demorou só três dias para sair. Os envolvidos nessas outras punições em tempo recorde foram integrantes de torcidas de Guarani, Botafogo e São Bernardo.

As maiores demoras aconteceram em penas dadas para a Torcida Jovem do Santos (31 dias) e a Independente, do São Paulo (27 dias).

“O caso da Gaviões foi mais rápido porque demorou menos para o relatório da Polícia Militar chegar na Federação. Aqui é assim, chegou, punimos. Não existe decisão política”, disse Marcos Marinho, responsável na federação pelo departamento de segurança nos estádios.

Vale lembrar que integrantes da torcida poderão entrar no estádio, sem uniformes, faixas e instrumentos musicais. Farão menos barulho do que normalmente.

 


No Morumbi, PM guarda maconha de torcedor no bolso, mas não leva caso para delegacia
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A cena surpreendente aconteceu minutos antes do clássico entre São Paulo e Corinthians pelas semifinais do Paulista, domingo, no Morumbi.

Ao revistar a carteira de um corintiano, um policial militar perguntou: “Tem alguma coisa aí?”. “Tem maconha”, respondeu o torcedor, que entregou um pequeno embrulho no qual estaria a droga.

O policial, então, guardou o pacotinho num dos bolsos de sua farda. Sem alarde, perguntou se o torcedor pensou que poderia enganar um PM.  Mas liberou o corintiano para entrar no jogo. “Se eu te pegar com alguma coisa lá dentro, eu te f…”, disparou, encerrando o diálogo.

Indagada pelo blog se o procedimento foi correto, a assessoria de imprensa da PM respondeu o seguinte:

“O procedimento não é o correto. O torcedor deveria ter sido levado ao Distrito Policial por se tratar de prática criminosa. Seria importante que o torcedor ajudasse a Corregedoria da PM a identificar o policial para que as providências legais sejam adotadas.”