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Odebrecht usa CIDs da Arena Corinthians para pagar IPTU de sua sede
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A Odebrecht transformou o pagamento do IPTU de 2017 do prédio em que fica sua sede em São Paulo numa ação relativa à Arena Corinthians. A construtora usou CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), que ajudam o clube a pagar a conta da obra, na quitação de R$ 2,8 milhões referentes ao imposto.

Dos cerca de R$ 465 milhões em certificados autorizados pela Prefeitura de São Paulo foram utilizados para pagamentos de impostos por empresas que adquiriram os papéis apenas R$ 42,5 milhões. A maioria foi comprada por consórcios dos quais a própria Odebrecht, credora do Corinthians pela construção da arena, faz parte.

Porém, há contratos que asseguram a troca de outros CIDs no valor de R$ 70 milhões com seis companhias que não são ligadas à construtora. Elas vão escolher o momento em que querem utilizar os papéis.

O Arena Fundo de Investimento Imobiliário, que administra o estádio corintiano, vive um momento de otimismo com os CIDs depois de uma longa fase de pessimismo. Após a vitória em primeira instância na Justiça contra o Ministério Público que contesta a decisão do então prefeito Gilberto Kassab de autorizar a emissão dos certificados, o interesse de empresas não ligadas à construtora começou a aumentar. A situação melhorou depois que os primeiros papéis foram trocados. Os Cids são negociados com descontos no preço de face, o que permite ao comprador vantagem no momento de pagar parte de seus impostos.


Em dois meses, Marlone vai de jogador de mais de R$ 10 mi a moeda de troca
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

No começo do ano, o Atlético-MG ofereceu 3 milhões de euros (cerca de R$ 9,9 milhões na cotação atual) por Marlone com pagamentos em parcelas semestrais. O time paulista bateu o pé para receber o montante à vista e o negócio não foi feito. Os corintianos ficariam com a metade do valor, pois possuem 50% dos direitos econômicos.

Na noite desta segunda, ficou bem encaminhada a troca do meia pelo atacante Clayton, do Galo. Os dois empréstimos serão sem cobrança em dinheiro.

Procurado pelo blog para explicar o motivo de agora o Corinthians aceitar emprestar sem dinheiro na negociação um jogador que não vendeu recentemente por 3 milhões de euros, o diretor de futebol Flávio Adauto não respondeu à mensagem enviada.

Porém, alguns fatos são claros. No começo do ano, a maior parte da Fiel era contrária à saída de Marlone, visto como uma das esperanças da torcida num momento em que o time não tinha contratado nenhum reforço de peso, ficando atrás dos rivais. Os torcedores ainda reclamavam de a equipe não ter conseguido vaga na Libertadores deste ano.

Além disso, o presidente Roberto de Andrade sofria um processo de impeachment. Nesse cenário, tomar uma medida impopular como vender um jogador importante sem conseguir um reforço notável seria arriscado.

O tempo passou, o alvinegro apresentou Jadson como sua principal contratação, aos poucos Marlone perdeu espaço no time e a torcida se esqueceu dele. O Galo continuou interessado no atleta, o Corinthians quer um atacante veloz (característica de Clayton) para dar mais poder de fogo ao seu econômico ataque e para Marlone é uma boa jogar onde terá mais espaço. Clayton também deve ter melhores oportunidades em São Paulo. Esse cenário deixou o negócio perto de ser concretizado.

Do lado mineiro, a negociação envolve um jogador que foi alvo de investimento considerável e agora é usado como moeda. Clayton foi comprado no ano passado junto ao Figueirense por 3 milhões de euros, mas hoje está longe de render o que o Galo esperava.


Opinião: diretoria corintiana errou na reação às críticas de Cristian
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A diretoria do Corinthians voltou a errar de maneira grosseira na opinião deste blogueiro. Agora no caso Cristian.

O volante não tem mais bola para jogar no clube. Virou peso morto e, no que parece ter sido uma atitude de desespero, atacou a direção em entrevista ao Lance! Pronto. Os cartolas morderam a isca e perderam a razão. Anunciaram o afastamento do jogador após serem criticados publicamente. Tentaram disfarçar muito mal. Flavio Adauto disse que a medida não foi em função de entrevista específica. Afirmou também que a decisão foi tomada depois de uma conversa com o jogador na qual o atleta teria ouvido os motivos e também que não era o momento de relembrar fatos ocorridos há três meses como uma bomba e apontando uma falha do Corinthians que não tinha existido.

Como, então, acreditar que o afastamento não tem a ver com a entrevista? Difícil.

Os argumentos de Cristian de que a diretoria teria demorado para dizer que ele não seria aproveitado e que não colaborou no episódio do sumiço de sua aliança na Flórida eram insignificantes.

Se soubesse antes que não jogaria o Paulista, ele arrumaria outro clube para ganhar o salário espetacular que ganha no alvinegro? Não. O Corinthians tem poder de polícia para solucionar o mistério da joia sumida? Não. Então, a direção só tinha que responder a eventuais perguntas sobre o caso com sobriedade e seguir a vida.

Mas preferiu tomar uma atitude autoritária, fez uma censura que não combina com o currículo de Adauto, jornalista que atuou por muito tempo em veículos renomados. Além de parecer uma ação tomada nos anos 1970 em plena ditadura militar, a decisão dos cartolas transforma em vítima um jogador que a Fiel não tolera mais no elenco. Pior, não será surpresa se Cristian for à Justiça alegando que está sendo impedido de trabalhar por falar o que pensa e tentar uma rescisão mais vantajosa para ele do que se fizesse um acordo para deixar o clube ou se tiver que cumprir rigorosa rotina de treinos até o fim do compromisso. Se bobear, o jogador ainda pede uma indenização por danos morais.

Ou seja, Adauto e Alessandro conseguiram se complicar num caso que estava resolvido. Era só deixar o volante provar nos treinos que merecia nova chance.

Não é a primeira lambança. Lembra do diretor de futebol minando a iniciativa do clube de contratar Drogba? E da negociação desfeita com Pottker após lembrar que se ele jogasse na Copa do Brasil pela Ponte Preta não poderia mais atuar na competição pelo Corinthians? E de Moisés, relacionado para a estreia na Copa do Brasil, mesmo suspenso? Por pouco não atuou de forma irregular.

São vários os indícios de que há dose venenosa de amadorismo na administração do futebol corintiano, mas o presidente Roberto de Andrade nada vê.


Palmeiras vira exemplo para Corinthians ir à Justiça contra Odebrecht
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O Corinthians corre o risco de perder o prazo para reclamar da Odebrecht na Justiça por eventuais problemas em sua arena, segundo o conselheiro e advogado Heroi João Paulo Vicente, crítico da atual administração. O alerta à direção foi feito por ele em forma de cobrança num requerimento enviado ao presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme Gonçalves Strenger. No documento, ele indaga à diretoria por qual motivo o clube ainda não entrou com uma ação contra a construtora e pergunta qual o cronograma de ações da direção para resolver problemas no estádio e buscar ressarcimento de eventuais prejuízos.

Para reforçar a necessidade de rapidez, Heroi cita o exemplo do Palmeiras, que acionou uma câmara de arbitragem e ganhou disputa pelas cadeiras de sua arena contra a construtora WTorre.

“… por infortúnio, largo lapso de tempo vem perpassando sem que qualquer postura judicial seja adotada para resguardo formal dos interesses do Sport Club Corinthians Paulista. Caso não seja essa a situação, queira por gentileza apontar quais medidas obstativas da prescrição e decadência (do prazo para reclamar na Justiça) foram adotadas. Atento à realidade contextualizada do desporto, lamentavelmente consta-se que a rival Sociedade Esportiva Palmeiras não hesitou em buscar solução aos conflitos de sua própria arena na seara adequada, já inclusive tendo obtido resultado favorável!”, escreveu Heroi, dirigindo-se ao presidente do conselho.

Ele também cita post publicado pelo blog sobre a entrega da auditoria relativa à engenharia e arquitetura da arena feita pelo escritório Claudio Cunha Engenharia Consultiva ter sido adiada em mais um mês.  O conselheiro pede para que o clube não espere pelo resultado do trabalho e busque na Justiça uma medida cautelar de produção de provas para comprovar se a Odebrecht não executou serviços previstos no contrato ou se existem obras que precisam ser refeitas. A construtora alega que cumpriu o contrato e que deixou de realizar trabalhos avaliados em cerca de R$ 40 milhões por causa de um estouro no orçamento.

“Como já exposto, há fundado receio de que os prazos de garantia por parte da construtora sejam expirados ou que não seja mais possível a propositura de uma eventual ação estimatória (para reclamar de defeitos) …”, afirma o conselheiro em outro trecho.

Ele não explica qual o prazo para a prescrição. De acordo com a legislação, varia dependendo do problema. Há casos em que vence um ano após a entrega efetiva do imóvel. Porém, enquanto a Odebrecht considera a obra completa e entregue, o Corinthians ainda não assinou o termo de aceite. O clube espera o resultado da auditoria para saber que atitude tomar.

Heroi pede para que o presidente do Conselho pergunte à direção e à diretoria jurídica qual o prazo final considerado para ajuizar eventuais ações indenizatórias, de abatimento de preço ou rescisão e por qual motivo ainda não foi proposta uma ação cautelar antecipatória com pedido de produção de provas e concessão de tutela de urgência contra a Odebrecht.

No requerimento ele também faz um protesto formal contra a diretoria, especialmente em relação ao presidente Roberto de Andrade, por não entregar uma série de documentos pedidos por conselheiros. O blog teve acesso a uma lista de pedidos feitos pelo opositor Romeu Tuma Júnior sem resposta. A não entrega de papéis solicitados por membros do conselho foi um dos argumentos usados para a tentativa frustrada de impeachment de Andrade. A assessoria de imprensa do dirigente não respondeu à pergunta feita pelo blog no último dia 3 sobre documentos requisitados por Tuma Júnior.

“Na verdade é totalmente impossível aferir qual a extensão dos direitos do clube que foram vulnerados, porque, conforme visto alhures, nenhum documento fora disponibilizado aos conselheiros solicitantes”, escreveu Heroi.

Procurado pelo blog, o presidente do Conselho Deliberativo corintiano afirmou que encaminhará os pedidos do conselheiro para Andrade.


CET obtém vitória contra Santos em cobrança de R$ 872 mil
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A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) obteve vitória em primeira instância em ação na qual cobra R$ 872.080,38 por serviços de orientação de trânsito em dias de jogos do clube. Decisão publicada nesta quarta no Diário Oficial de Justiça julga parcialmente procedente o pedido do órgão, mas não informa o valor que será cobrado.

Serão somadas 37 cobranças de taxas acrescidas de juros e correção. Cabe recurso.

Além do alvinegro do litoral, o órgão cobra na Justiça Palmeiras, Corinthians e São Paulo. A quantia exigida dos quatro clubes é de R$ 25 milhões.

A companhia alega na ação que a partir de 2005 ficou determinado por lei municipal que as agremiações pagassem pelo serviço em dias de jogos. No ano seguinte, os clubes conseguiram liminar suspendendo o pagamento, mas a decisão foi revertida depois.

Antes de entrar com a ação, a CET se reuniu com os clubes para fazer a cobrança amigável, mas não conseguiu receber, segundo argumenta no processo.

 


Corinthians negocia renovação com Caixa por mesma quantia mensal atual
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O Corinthians aceita fechar com a Caixa a renovação do contrato de patrocínio na parte frontal da camisa do clube sem aumento. As negociações estão em andamento. Segundo Fernando Salles, diretor de marketing do alvinegro, se o martelo for batido, o valor mensal deve ser praticamente o mesmo do atual.

A diferença, segundo ele, é que o banco não faz mais contratos que passem de um ano para o outro. Assim, um novo trato terá validade até dezembro. Por isso, o valor total a ser recebido será inferior aos R$ 30 milhões combinados pelos últimos 12 meses. A negociação relativa à quantia está bem encaminhada, conforme disse o cartola.

“A maior preocupação não é com a parte financeira, é com outros ativos. São propriedades que a Caixa está vetando em parcerias com outras instituições, e nós estamos tentando liberar”, declarou Salles ao blog.

No acordo atual, válido até abril, o patrocinador liberou o Corinthians para ter parceiros ligados a instituições financeiras que trabalhem com produtos que não são alvos do acordo com ela. Por exemplo, a venda de seguro ou cartões de crédito e débito com a marca do clube, mas administrados por outra empresa, poderia ser feita.  Porém, segundo o dirigente, agora ela tenta retomar o veto.

O diretor não revelou números, mas o blog apurou que a negociação começou com o banco querendo pagar um valor mensal menor em relação ao atual, enquanto o Corinthians queria uma quantia maior.

A Caixa não fala sobre negociações em andamento.


Ex-diretor cita fim da “Marginal sem número” para exaltar Arena Corinthians
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Fonte de aflições no Parque São Jorge por conta da dívida gerada e alvo de auditorias para saber se ela foi entregue como previa o contrato, a Arena Corinthians é usada pelo ex-diretor financeiro do clube, Raul Corrêa da Silva, para destacar o trabalho da antiga diretoria alvinegra. Ele cita entre os acertos dos ex-dirigentes o fim do apelido “Marginal sem número”, usado por torcedores rivais na época em que o time jogava no Pacaembu. Parte do antigo estádio do clube fica voltada para a Marginal do Tietê.

A citação foi feita por Raul em carta ao Conselho Deliberativo para se defender da acusação de que teria maquiado o balanço patrimonial do clube de 2014 em R$ 328 milhões.

“Por fim, registro que a atuação diligente da antiga gestão no registro contábil da participação da arena foi apenas mais uma das diversas medidas implementadas para conferir maior transparência e eficiência à administração do SCCP – inclusive acabando com a história de Marginal sem número –, …” diz trecho da mensagem enviada pelo ex-dirigente.

Ele decidiu se manifestar após reportagem da Folha de S.Paulo que mostrava carta de seus sucessor no cargo, Emerson Piovezan, também aos conselheiros. O atual dirigente explicava que em reunião do órgão disse que usou a expressão “maquiado” de maneira coloquial para definir o balanço preparado pelo antecessor. Mas afirmou que a suposta informação errada distorceu a análise dos conselheiros, que acabaram aprovando a peça.

A maquiagem teria acontecido porque as cotas pertencentes ao clube no Arena Fundo, ligado ao estádio, foram computadas como receita direta tornando o balanço superavitário. Para Piovezan, elas deveriam ser registradas como patrimônio líquido, o que teria causado déficit.

Em sua carta, Raul negou a maquiagem. Ele escreveu que a forma como foram registradas as cotas observou estritamente as regras do Conselho Federal de Contabilidade. Entre outras explicações, disse também que a regularidade da maneira como incluiu as cotas no balanço foi atestada por uma auditoria independente e um escritório de advocacia.


Opinião: Corinthians redescobre como é fácil agradar aos seus torcedores
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Sem dar espetáculo, sem contratações bombásticas e sem astros, o Corinthians é líder geral do Campeonato Paulista. Já venceu dois rivais em clássicos: Palmeiras e Santos. É o que bastou para Fiel, antes cabisbaixa, voltar a sorrir.

Não foram necessárias goleadas e nem atuações de gala. Bastaram correria, vontade, aplicação tática, garotos da base em campo e solidez defensiva. Assim, o alvinegro redescobre como é fácil satisfazer à sua torcida. Não é preciso gastar como arqui-inimigo Palmeiras, desde que esses elementos estejam em campo.

Foi assim no início do trabalho de Tite em 2012 (tirando a parte da molecada), quando o time era de operários dedicados. Não se trata de comparar as duas equipes, pois a de hoje não dá, pelo menos por enquanto, indícios de que pode chegar onde aquela chegou. A comparação é na simplicidade que satisfez o torcedor.

Se mantiver esse ritmo e não ganhar o Paulista e permanecer na briga pela Copa do Brasil, nenhuma catástrofe acontecerá em Itaquera. Carille provavelmente poderá seguir seu trabalho.

Antes considerado por muitos a quarta força de São Paulo, hoje o Corinthians pode pensar no título Estadual, mesmo com a natural evolução do favorito Palmeiras. Pois em campeonato com mata-mata, não dá pra duvidar de time que tem a pegada demonstrada pelo alvinegro.


Corinthians tenta acordo após ver dívida com arquiteto aumentar em R$ 4 mi
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Deve, não nega e paga parceladamente depois que a dívida aumentar em cerca de R$ 4 milhões. Essa afirmação serve para o Corinthians, cobrado judicialmente pelo escritório do arquiteto Anibal Coutinho, responsável pelo projeto da arena do clube.

Em janeiro de 2015, Coutinho emprestou R$ 7 milhões para o alvinegro, que enfrentava dificuldades para quitar os salários dos jogadores. Após seguidas tentativas de receber a quantia, resultante de pagamento feito pela Odebrecht por parte de seu trabalho no estádio, ele acionou a Justiça. Só que o valor subiu para R$ 11,1 milhões, com juros, correções, multa e honorários advocatícios.

O Corinthians discorda apenas da quantia cobrada como honorários advocatícios. “Não contestamos o valor cobrado por ele e vamos tentar um acordo para parcelar a dívida. Só não concordamos com os honorários porque eles já tinham sido calculados pelo advogado dele na inicial (da ação). O juiz fez o cálculo de novo, então teríamos que pagar duas vezes”, disse ao blog Diógenes Mello Pimentel Neto, advogado corintiano.

Ele alegou na ação excesso de execução, por conta da discordância em relação aos honorários. No último dia 21, o juiz André Pinto, da 27ª Vara Cível do Rio de Janeiro, onde fica o escritório, recebeu o pedido e apenas marcou uma audiência para 15 de março. Nela, o Corinthians vai sugerir o acordo, que evitaria penhoras em contas do clube.

O empréstimo foi feito ainda na gestão de Mário Gobbi e deveria ser quitado seis meses após a entrega do dinheiro. O blog apurou que Coutinho fez várias tentativas de receber, acionando principalmente Andrés Sanchez, ex-presidente corintiano e que tocou os assuntos relativos à obra. Ele não foi ouvido porque não fala com o blog. Emerson Piovezan, diretor financeiro corintiano, não respondeu à mensagem com pergunta sobre o motivo para um acordo não ter sido feito antes da ação na Justiça.

Na ocasião em que decidiu conceder o empréstimo, Coutinho alegava dificuldades para receber por seu serviço, o que aconteceu, segundo sua versão após a operação com Corinthians ser alinhada.  Já a construtora nega que tenha havido entraves na liberação do dinheiro para o clube fazer o pagamento ao escritório de arquitetura.


Lava Jato está entre obstáculos para Andrés controlar futebol corintiano
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O grupo Renovação e Transparência apoiou Roberto de Andrade contra o processo de impeachment sofrido pelo presidente, mas em troca quer voltar a ter participação nas decisões do futebol corintiano e em outras áreas. O argumento é o de que Andrade precisa deixar de ser centralizador e contar com a colaboração de conselheiros experientes.

 O caminho para isso seria a nomeação de dirigente escolhido por Andrés Sanchez, líder dessa ala, ou do próprio deputado federal para atuar na diretoria de futebol. O plano porém enfrenta obstáculos. O principal deles é o fato de Andrés ter sido citado em delação na Lava Jato como recebedor de dinheiro da Odebrecht para caixa dois de sua campanha a deputado federal, o que ele nega.

Colocá-lo na diretoria de futebol já seria difícil por causa de suas atribuições como membro da Câmara. Mas agora seria atrair para o clube um problema pessoal dele já que a delação não envolve a Arena Corinthians no suposto pagamento. Ou seja, numa entrevista para falar sobre o time, ele poderia ser questionado sobre a delação.

Se empossar Andrés ou alguém indicado por ele, Andrade dará munição para a oposição que entende ser prudente deixar o ex-presidente neutralizado até que se defina sua situação na Lava Jato.

Outra questão que dificulta a retomada de poder é o fato de que Andrés e seu grupo discordam da forma como o futebol é administrado. De cara, o gerente de futebol Alessandro seria afastado, pois é criticado internamente por Sanchez e alguns de seus principais colaboradores. Também seria incompatível a convivência com Flávio Adauto, outro alvo de críticas. Por sua vez o atual diretor de futebol dificilmente aceitaria ser “rainha da Inglaterra” para Andrés. Andrade acabaria forçado a afastar Adauto também, mas o presidente é avesso a mudanças radicais.

A queda do diretor de futebol geraria constrangimento com Paulo Garcia, próximo a Adauto e considerado no clube o mentor de sua indicação. O influente conselheiro ainda indicou para a secretaria geral Antônio Jorge Rachid Júnior, que foi um dos principais articuladores da vitória de Andrade contra o Impeachment. Assim, a saída de Flávio poderia soar como traição a quem colaborou com o presidente no momento mais difícil de sua gestão.

Por tudo isso, o caminho menos turbulento seria Roberto permitir que o grupo de Andrés colabore informalmente, sem ocupar cargo no departamento de futebol. Mesmo assim, teria que administrar divergências.