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Disputa com DIS na Justiça fez Neymar ser intimado em estádio na Rio-2016
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Como parte de um processo em segredo de Justiça movido no Brasil pela DIS, braço esportivo do Grupo Sonda e que se sentiu lesado na transferência de Neymar para o Barcelona, o principal jogador da seleção brasileira olímpica precisou assinar uma intimação em plena Arena Corinthians. O fato ocorreu em 13 de agosto, dia da vitória por 2 a 0 sobre a Colômbia, pelas quartas-de-final da Rio-2016.

Neymar estava no vestiário quando soube da presença no estádio do oficial de justiça Sebastião Carlos Cintra de Campos Filho, que entregou a intimação ao jogador. O objetivo do mandado entregue após pedido da DIS à Justiça era evitar o risco de prescrição de eventuais crimes cometidos na venda do atleta. A empresa detinha 40% dos direitos econômicos do atacante e acredita que o valor da transação foi maquiado para que ela recebesse menos do que tem direito.

Na partida contra os colombianos, Neymar foi caçado em campo, se irritou e levou cartão amarelo por dar pontapé em Roa. Depois, abriu o placar com um belo gol de falta.

O blog tentou ouvir o atacante por meio de assessoria de imprensa para saber, na opinião dele, até que ponto receber uma intimação no estádio o incomoda e pode atrapalhar seu desempenho, mas não obteve resposta até a publicação deste post.

Na semana passada, a DIS conseguiu a reabertura do processo que move na Espanha contra os envolvidos na negociação, que negam ter cometido irregularidades.

 


Neymar evolui na seleção olímpica, mas regride diante dos microfones
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Na Rio-2016, o desempenho de Neymar com a camisa da seleção brasileira evoluiu em relação às competições mais recentes. O craque do Barça chegou ao seu auge com a amarelinha. Porém, fora das quatro linhas, ao dar entrevistas, ele regrediu a ponto de se comportar como Dunga e Zagallo.

Em campo, Neymar foi maestro, garçom, homem dos gols decisivos, não levou cartão vermelho e nem se machucou. Ainda abraçou Gabriel Jesus, como um líder da seleção nacional deve fazer. Tudo isso ajudou a estampar sua cara na inédita medalha dourada do Brasil no futebol olímpico.

Depois de cobrar o pênalti que derrubou os alemães, era hora de Neymar comemorar. E não é que ele manda um “vão ter que me engolir” em entrevista para a Globo, relembrando frase histórica de Zagallo?

Desceu vários degraus em relação a 2014, quando foi brilhante com os microfones em entrevista na Granja Comary depois do 7 a 1 diante da Alemanha, dando aula para Felipão e Carlos Alberto Parreira, que se enrolaram em suas explicações.

Neymar já tinha sido duro com críticos na fase de preparação para a Olimpíada e no começo medonho da seleção na competição. Parece ter incorporado definitivamente o estilo Dunga. Aquela história de eu contra todos. É direito dele rebater as críticas como quiser. E se esse clima bélico vira combustível em campo, é possível que funcione. Ele só não pode errar na dose para evitar o risco de criar crises que afetem o time inteiro.


Opinião: seleção feminina é raro acerto da CBF
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Apesar de sair da Rio-2016 sem medalha, a seleção brasileira de futebol feminino mostrou nos Jogos ser um raro acerto da dupla formada Marco Polo Del Nero e José Maria Marin, hoje cumprindo prisão domiciliar nos Estados Unidos, na CBF.

A decisão de montar uma equipe permanente, aliada a um treinador experiente (Vadão) no masculino sob a coordenação do também calejado Marco Aurélio Cunha fez a equipe dar um salto de qualidade.

As meninas mostraram em alguns momentos capacidade tática digna do futebol masculino e na primeira fase não dependeram apenas de Marta para superar adversárias difíceis.

A chance da disputa do ouro foi desperdiçada nas cobranças de pênalti contra a Suécia, num mata-mata equilibarado. E o bronze foi perdido diante de um rival que foi bem superior taticamente, o Canadá, que venceu por 2 a 1.

Mas o saldo foi positivo não só pela evolução, mas também pela empatia entre jogadoras e torcida, que abraçou como nunca o time feminino.

O trabalho da CBF agora é não desperdiçar o que foi alcançado até aqui e, principalmente, aproveitar o apoio dos torcedores para tentar fazer o esporte, enfim, embalar no Brasil.


Opinião: Neymar mostra quatro faces na Rio-2016
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Um jogador comum, o maestro do time, craque que garante a vitória num lance e o esquentadinho que pode ser expulso e colocar tudo a perder. Essas quatro faces foram apresentadas por Neymar até aqui na Rio-2016, numa demonstração de irregularidade preocupante para a seleção brasileira.

Nas duas primeiras partidas da Olimpíada, os empates sem gols contra África do Sul e Iraque, o astro do Barcelona teve atuação discreta, não fez algo que o destacasse dos demais.

Já diante da Dinamarca, foi maestro, garçom e fundamental para a goleada por 4 a 0, mesmo sem balançar as redes.

Neste sábado, desequilibrou uma partida difícil com a Colômbia ao cobrar uma falta com maestria e abrir o caminho para a vitória por 2 a 0 que colocou a seleção nas semifinais da Olimpíada. Porém, no mesmo jogo, Neymar mostrou uma impressionante dificuldade para lidar com provocações e marcação dura, às vezes violenta, dos adversários. O atacante do Barça levou um cartão amarelo e ficou a impressão de que poderia cair na armadilha colombiana e ser expulso.

A maneira como se desequilibrou não combina com a experiência que o brasileiro já tem, apesar de jovem. Muito menos com a braçadeira de capitão do time nacional. Desde as categorias de base ele é caçado e provocado. Deveria saber tirar isso de letra. Mas não sabe, e quando os rivais apertam o botão certo ele vira uma bomba-relógio, capaz de explodir o sonho dourado da seleção com uma expulsão.

Essas atuações irregulares fazem a sorte do Brasil na Rio-2016 depender de qual Neymar estará em campo contra Honduras e numa eventual final ou disputa pelo bronze.


Estafe de Gabigol teme que Europa afete desempenho dele na Rio-2016
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O estafe do atacante Gabriel do Santos avalia que se ele acertar agora a ida para o futebol europeu seu desempenho na Rio-2016 pode ser afetado. Esse é o motivo da decisão de deixar para depois da Olimpíada a definição sobre o futuro do jogador, segundo o empresário Wagner Ribeiro.

“Não estou passando nada das propostas para o Gabigol.  Concentro tudo e só depois dos Jogos Olímpicos vamos conversar para ele decidir porque não queremos que o rendimento dele seja afetado. Existe o risco de uma transferência prejudicar o desempenho”, afirmou Ribeiro ao blog.

O posicionamento é diferente do adotado pelo palmeirense Gabriel Jesus, que disputa a Olimpíada do Rio já negociado com o Manchester City e tem jogado menos do que sabe.

Para a diretoria do Santos, porém, outro motivo para o estafe de Gabigol não ter pressa é a expectativa de novas ofertas aparecerem.

Ribeiro afirma ter propostas oficiais de Juventus de Turim, Inter de Milão, Atlético de Madri e Leicester, atual campeão inglês, mas Modesto Roma Júnior, presidente do alvinegro, só confirma ter recebido as ofertas italianas.


‘Aventura’ olímpica tem briga na fila, falta de energia e banheiro trancado
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Este blogueiro sentiu na pele o sofrimento do torcedor no primeiro dia da Rio-2016, no último sábado. A jornada olímpica se transformou numa maratona de obstáculos, com algumas barreiras bem além das esperadas e compreensíveis.

A largada foi às 7h da manhã com a prova da compra do bilhete que dava direito ao transporte público até aos locais de competição. Das duas máquinas instaladas numa das entradas da estação Botafogo do metrô apenas uma funcionava, e com limitações. O modo de pagamento com cartão de débito estava indisponível, e o dinheiro tinha que ser exato, pois ela não dava troco. “Tudo bem, compre com o meu colega aqui do lado, ele também vende e tem troco”, disse a sorridente atendente. “Não, eu ainda não recebi os cartões”, explicou o rapaz. A saída foi trocar o dinheiro com uma irritada funcionária do metrô. Quinze minutos após tentativas frustradas com cartão de débito na máquina, pedidos para usuários trocarem uma nota de dez, e patadas da moça do metrô, o bilhete estava na mão.

Depois de uma parada para o café da manhã ainda em Botafogo, às 7h56, começou, no metrô a viagem olímpica. Apesar da longa distância e má sinalização, o percurso foi percorrido sem problemas, principalmente por causa da grande quantidade de ônibus articulados, o tal BRT, disponíveis.

Às 9h09, o desembarque final. Depois de uma curta caminhada até a entrada do Parque Olímpico, começou nova ginástica para superar obstáculos. Primeiro, 45 minutos numa fila tensa. Sem nenhum orientador no início dela, começou o bate-boca entre quem seguia a ordem de chegada e os que tentavam furar a fila. Aconteceu o previsível: porrada. “O cara tentou passar, discutiu e continuou indo. Cheguei por trás e acertei um soco na orelha dele. Aí deixei ir”, contava um homem com físico de judoca peso-pesado.

Enquanto isso, um grupo forçava uma grade lateral até conseguir entrar já perto da primeira revista, ignorando a orientadora no local, uma das primeiras a serem vistas. Passado o portão, uma rápida fila para a revista com raio x. Depois, demora em um ponto de controle de ingressos e, enfim, a visão das arenas. A animação dos voluntários chegava a ser irritante para quem sofreu para chegar até ali.

Às 10h6, com seis minutos de atraso, enfim, chego à Arena Carioca 2, palco do judô. Cerca de 30 minutos depois chega o dono do assento ao meu lado com ‘boas novas’. “Fiquei um tempão na fila lá fora, mas pra passar no raio x foi rápido. Era tanta confusão que eles não revistaram ninguém”.

Por volta das 11h, a venda de comida na lanchonete mais próxima, com salgadinhos de aparência ressecada, foi interrompida e retornou pouco depois.

Fila que dava volta em frente ao Parque Olímpico no sábado

Fila que dava volta em frente ao Parque Olímpico no sábado  – Imagem: Blog do Perrone

Terminada a prova, era a hora de conhecer a praça de alimentação do Parque Olímpico. Como boas-vindas, algo no piso de pedregulhos entrou na sola do meu pé e provocou um pequeno sangramento. Só mais um obstáculo, fui em frente com determinação olímpica. Cheguei nas indecentes filas para comprar comida. Pior do que o tempo de espera era ser tratado como quem estivesse pedindo um favor. “Só vou atender mais três e acabou. Não estamos vendendo mais nada”, dizia a funcionária de uma lanchonete para uma fila com cerca de 100 pessoas. Nesse momento lembrei que todas as empresas envolvidas na Rio-2016 tiveram direito a isenção fiscal. Nem assim conseguiram colocar um número de funcionários compatível com a demanda. A isenção não resultou em benefícios para o público.

Decidi sair do parque e comer num centro comercial da região. Opção mais barata, rápida e de melhor qualidade, segundo quem comeu nas instalações olímpicas.

Depois do almoço, tinha o segundo tempo: boxe no Riocentro. Transporte rápido, sem problemas. Mas na chegada, mais caos. As lanchonetes estavam sem energia elétrica, logo não aceitavam cartões. E, de novo, não havia troco. Torcedores reclamavam do serviço, e os atendentes retrucavam. “Se está ruim para vocês que estão se divertindo, imagina para nós que estamos trabalhando. Era para gente ter saído duas horas atrás, mas até agora não veio ninguém para o nosso lugar”, dizia um deles.

Pouco depois, a energia voltou, mas os problemas não acabaram. O que acabou numa adas lanchonetes foram os copos, que já nas primeiras horas de venda viraram objeto de desejo dos torcedores para colecionar. Os consumidores eram orientados a reaproveitar seus copos até que depois de insistirem muito a moça que tomava conta do bar resolveu ser boazinha. “Tá bom, vou pegar uns copos que nós ganhamos de presente e liberar pra vocês”.

Mais uma surpresa estava reservada antes da volta para casa. Os banheiros do ginásio foram bloqueados. “Não temos culpa, mandaram fechar”, diziam homens e mulheres que se postavam em frente às portas. A solução era caminhar pelo Riocentro em busca de sanitários na área externa.

No caminho de volta, torcedores trocavam suas experiências de sofrimento. Mesmo moída pela maratona, a maioria, incluindo este blogueiro, se mostrava absolutamente disposta a voltar, avaliando que o nível das competições vale o sacrifício. Talvez por saberem disso, organizadores falhem em itens básicos.

Tags : Rio-2016


Opinião: Neymar precisa desligar o ‘modo Dunga’
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Capitão da seleção brasileira, Neymar destoa do clima construído pelo técnico Rogério Micale e também por Tite na seleção principal após a queda de Dunga.

Os dois treinadores estabeleceram uma relação pacífica com a imprensa e com a torcida, sem fazer bico depois de uma pergunta que não gostem. Nem deixam transparecer que não gostam.

Já o principal jogador do time nacional, voltou a mostrar irritação com críticos após o empate em 0 a 0 com a África do Sul na estreia na Rio-2016. “Eu procuro estar presente. Não jogamos em função de um jogador só para que a equipe se movimente inteira. É como o Barcelona joga, a gente joga em função do Messi e ele é o cara que toca mais na bola. Ninguém fica ‘chateadinho’ por jogar a bola no Messi. Muita gente não entende isso e acaba falando besteira”, disse ele depois do jogo.

Antes, durante a fase de preparação, ele já mostrara irritação ao ser perguntado sobre seu comprometimento com a seleção brasileira. Seu comportamento arredio combina mais com a era Dunga, em que o treinador estava sempre pronto para uma boa briga. Neymar parece que parou no tempo. Ainda está naquela fase de nós contra todos da época ex-técnico do Brasil.

Ele tem o direito de ser duro com os críticos, mas precisa perceber que os tempos mudaram e analisar se não está errando na dose. Além disso, como capitão, Neymar deveria trabalhar para criar um ambiente favorável para a seleção ao jogar em casa. E o comportamento diante das câmeras é fundamental para isso. As entrevistas deveriam ser usadas por ele para fortalecer a ligação da torcida com a equipe, entre outras coisas. Mas não é nervosinho que conseguirá isso.

 Pior, fica o temor que essa irritação seja levada para o campo e resulte em cartões que deixem o Brasil desfalcado de seu principal jogador. E isso não seria novidade.


8 fatos para serem lembrados ao fim da Rio-2016. Aconteça o que acontecer
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Juma, onça morta depois de ser exibida no revezamento da tocha. Imagem: Ivo Lima/ME

Juma, onça morta depois de ser exibida no revezamento da tocha. Imagem: Ivo Lima/ME

Passada a cerimônia de abertura, a Olimpíada do Rio começa pra valer neste sábado. Como sempre acontece em grandes eventos, assim que os melhores atletas do mundo começarem a dar show, os problemas de organização ficarão em segundo plano. Phelps, Bolt e companhia terão mais espaço na mídia do que eventuais falhas.

Ao fim dos Jogos é natural que fique a última imagem, a das grandes disputas esportivas, camuflando o que a competição realmente representou para o Rio e o Brasil.

Para ajudar na sua avaliação final sobre a Rio-2016, o blog listou oito fatos que não podem ser esquecidos na hora de julgar se a Olimpíada foi um sucesso ou nem tanto ou ainda um fracasso.

1 – Gasto por dia

Cada um dos 17 dias dos Jogos Olímpicos e dos 12 dias da Paraolimpíada vai levar pelo menos R$ 31, 9 milhões dos cofres públicos, como mostrou reportagem do UOL Esporte. Na conta estão só itens que não serão usados depois do evento. Com os cerca de R$ 925 milhões desembolsados no total daria para construir seis hospitais ao custo estimado de R$ 145,6 milhões cada, como o que começou a ser erguido no ano passado pela prefeitura de São Paulo no bairro de Parelheiros.

2 – Segurança

Por causa de uma das maiores falhas envolvendo a preparação da Rio-2016 até aqui, o governo federal deve gastar R$ 20 milhões a mais com seu plano de segurança para os jogos, como mostrou o UOL Esporte. Às vésperas da abertura da Olimpíada, o Comitê Organizador descobriu que a empresa contratada para cuidar da revista na entrada dos locais de competição, operando máquinas de raio-X, não estava conseguiria realizar o serviço contratado. Ela não tinha experiência na área. O governo, então, gastou uma nova bolada para contratar policiais militares da reserva para assumirem a missão. Com o gasto extra seria possível comprar 334 viaturas como as entregues em junho deste ano pelo governo paulista para a polícia civil.

3 – Despoluição

No projeto, um dos legados dos jogos seria a despoluição quase que total da Baía de Guanabara. Ainda que a poluição tenha diminuído, a promessa não foi cumprida. Em junho, o UOL Esporte mostrou que uma obra com custo de R$ 40 milhões para o governo do Rio com o objetivo de ajudar na despoluição da baía ainda não tinha sido colocada para funcionar.

4  – Juma

Recordes derrubados e histórias de superação nos jogos não devem apagar um dos casos mais tristes da fase de preparação da Rio-2016, a morte da onça Juma, mascote do exército em Manaus, abatida depois de ser exibida durante o revezamento da tocha olímpica e tentar fugir do zoológico militar e quem vivia. Alguém discorda que ela jamais deveria ter sido atração do evento olímpico?

5 – Transporte gratuito

No documento oficial de candidatura aos Jogos, o governo prometeu transporte gratuito para os locais da competição. Porém, abandonou o plano e decidiu vender bilhetes que custam R$ 25 com direito a viagens ilimitadas por um dia.

6 – Vila dos problemas

Os organizadores da Rio-2016 e a prefeitura da cidade passaram vergonha logo que as primeiras delegações começaram a chegar reclamando das instalações da vila dos atletas. Vários países tiveram que botar a mão no bolso para realizar obras de acabamento e fazer a limpeza dos apartamentos.

7 – Portão fechado

Nos próximos dias, provavelmente, você vai ouvir gente ligada à organização da Rio-2016 repetir que pequenos problemas são normais em grandes eventos. Mas, certamente, deixar um portão fechado com cadeado sem chave uma hora antes de uma partida olímpica não é normal. O vexame aconteceu logo no primeiro evento oficial da Olimpíada no Brasil, no Engenhão, antes de Suécia x África do Sul, pelo futebol feminino, como mostrou a Folha de S.Paulo. O Corpo de Bombeiros precisou arrombar o cadeado.

8 – Desapropriações

Rio-2016 é sinônimo de ser forçado a sair de sua própria casa para parte dos moradores da Vila Autódromo. Depois de prometer que ninguém sairia de lá se não quisesse, o prefeito Eduardo Paes decretou que casas do bairro eram de utilidade pública e determinou a desapropriação com urgência, para revolta dos moradores vizinhos ao Parque Olímpico que não queriam sair de suas residências.


África do Sul jogou mais do que se esperava. E o Brasil muito menos.
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Brasil x África do Sul, pela primeira rodada da Rio-2016, nesta quinta, foi aguardado como o jogo de um time do qual se esperava muito contra outro do qual quase nada era esperado.

E foi o confronto de uma seleção em que praticamente todos atletas parecem ter jogado tudo que sabem diante de um adversário em que a maior parte do elenco rendeu menos do que poderia.

Brasília viu uma seleção capaz de trocar passes com velocidade, diminuir espaços do rival, marcar com eficiência um astro do futebol mundial e ainda executar alguns lances de habilidade. Essa equipe bem armada taticamente encarou um adversário desarrumado, lento na transição do ataque para a defesa e nas trocas de passes e mal nas finalizações.

Para surpresa geral, a boa equipe (não brilhante) descrita nas linhas acima foi a africana, diante de uma seleção brasileira muito abaixo do esperado. Não bastasse a dificuldade coletiva, individualmente, quase todos jogaram menos do que podem. Principalmente Renato Augusto, Neymar, Gabigol, Felipe Anderson e Gabriel Jesus.

Os papéis só se inverteram com a expulsão de Mvala, aos 14 minutos do segundo tempo. Apenas com um jogador a mais os donos da casa conseguiram trocar passes com rapidez, encontrar buracos na defesa rival e criar uma série de chances. Neymar e Jesus, então, melhoraram muito seus desempenhos.

Só que foram prejudicados por erros de finalização e defesas do goleiro Khune.

O 0 a 0 mostrou que o técnico Rogério Micale terá que suar muito a camisa para transformar o sonho olímpico em realidade. A estreia olímpica em casa começou com um pesadelo.


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