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Até 30 de novembro prioridade é acerto com Corinthians, diz agente de Pablo
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Em reunião com o presidente do Bordeaux, Stéphane Martin, nesta quarta (18), o agente de Pablo, Fernando César, afirmou que tem um acordo pela permanência do jogador no Corinthians e vai manter o que combinou. Isso até o alvinegro se manifestar se vai exercer sua opção de compra por 3 milhões de euros (R$ 11,18 milhões).

“O Corinthians tem a prioridade até 30 de novembro, e ela vai ser respeitada. O interesse do jogador é ficar, e é o meu também. Não estamos conversando com Flamengo, com ninguém”, disse o empresário ao blog.

Ao cartola do clube francês, César explicou que não existe diferença de valores na conversa com os corintianos. Afirmou que o problema é a forma de pagamento. “Com boa vontade de ambas as partes, isso pode ser resolvido rapidamente”, declarou o agente.

Flávio Adauto, diretor de futebol do Corinthians, afirmou ao UOL Esporte que as partes devem voltar a conversar nos próximos dias.

Autorizado pelo Bordeaux, que o emprestou, Pablo esteve bem perto de assinar contrato de quatro anos e meio com o alvinegro valendo a partir de julho de 2017. Ficaram definidos salários, luvas e comissão de 10% sobre o contrato integral para o empresário, de acordo com César, mas houve impasse na forma de pagamento. A partir de então, as partes se distanciaram.

Segundo o empresário de Pablo, foi definido com o presidente do Bordeaux que haverá uma nova reunião no começo de dezembro para discutir o futuro do jogador, caso o Corinthians não exerça sua opção de compra. “O presidente considerou serem possíveis todas as hipóteses (se o zagueiro não ficar no Corinthians), inclusive o retorno de Pablo”, afirmou César.

O beque tem sido hostilizado em redes sociais por alguns torcedores que afirmam que ele quer deixar o clube para ganhar mais dinheiro em outra equipe. O empresário nega esse interesse afirmando já existirem quantias acordadas para a permanência em sua atual equipe. Pablo não vem atuando por estar contundido.


Após reuniões com Sevilla, Corinthians diz esperar fim do Brasileiro
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Com Dassler Marques, do UOL em São Paulo

Após pelo menos duas reuniões com a participação de representante do Sevilla, a diretoria do Corinthians fala em definir a situação de Arana apenas depois do Campeonato Brasileiro. Integrantes do estafe do lateral-esquerdo, no entanto, acreditam no fechamento da operação nos próximos dias. Nesse caso, avaliam que o alvinegro só vai anunciar o negócio após a disputa do Nacional. Assim, o jogador ficaria blindado enquanto o time tenta assegurar o título da competição. Oficialmente, a posição da equipe pessoal do corintiano também é de que só haverá conclusão quando o certame acabar.

A blindagem, em tese, evita que o atleta tenha que responder a mais perguntas sobre seu futuro e que eventuais críticas ao rendimento dele sejam ligadas à transferência. Assim como parte de seus colegas e o time de maneira geral, Arana, após voltar de lesão, não repete no segundo turno o mesmo desempenho da primeira fase.

Na terça e na quarta desta semana, os corintianos tiveram reuniões com representante do Sevilla para discutir o tema. Porém, não houve acordo. Os espanhóis já acenaram com 12 milhões de euros (R$ 45 milhões), mas o alvinegro pede 15 milhões de euros (R$ 56 milhões). No entender dos envolvidos, o impasse tem boas chances de ser solucionado. O clube brasileiro possui 40% dos direitos econômicos do lateral. O restante está nas mãos de empresários ligados ao atleta.

Durante a última janela de transferências da Europa, Arana foi sondado por uma série de equipes. O Sevilla foi uma delas. Mas, manter o lateral e os outros jogadores para não atrapalhar a equipe na briga pelo título brasileiro se tornou questão de honra para a direção alvinegra.

 


Corinthians vê Odebrecht disposta a acordo e garantia para Caixa como “nó”
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

A diretoria do Corinthians acredita que a Odebrecht tem interesse num acerto para considerar quitada a dívida do clube com ela, mas vê como entrave para fechar o negócio a falta de garantias do clube para dar a Caixa Econômica Federal.

Num dos modelos de acordo idealizados, o clube daria os Cids (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), avaliados em mais de R$ 450 milhões, como parte do pagamento pela construção de sua arena. Além disso, descontaria cerca de R$ 151,4 milhões referentes a obras que não teriam sido feitas de acordo com o escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva, aproximadamente R$ 63,5 milhões relativos a trabalhos que precisam ser refeitos e mais multa de R$ 23 milhões por não finalizar o estádio no prazo. A dívida com a construtora hoje é avaliada pelo clube em cerca de R$ 976 milhões.

Essa proposta de acordo foi sugerida pela comissão do Conselho Deliberativo que analisou a situação da arena. Ela propõe que, a partir da negociação com a Odebrecht, o clube assuma sozinho a dívida pelo financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES. Nesse caso, a Odebrecht retiraria as garantias que deu para a Caixa, intermediária do financiamento, e o alvinegro teria que apresentar outras no lugar. E aí que está o nó.

Em reunião do Cori (Conselho de Orientação do Corinthians), na última terça, Emerson Piovezan, diretor financeiro alvinegro, afirmou que a Odebrecht está disposta a fazer um acordo, mas que a dificuldade é encontrar garantias para dar a Caixa, além de algumas que já foram dadas pelo clube.

Recentemente, o Cori rejeitou proposta que dava as receitas do programa do Fiel Torcedor, seu programa de sócios para o futebol, como garantia para a Caixa numa operação que mudaria a forma de pagamento do financiamento dos R$ 400 milhões, sem envolver acordo de quitação com a construtora.

Por mensagem de celular, o blog pediu a Piovezan uma entrevista para falar sobre o assunto, porém ele não respondeu.

Já a Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tem informações sobre o tema acordo e que não participa das reuniões do Cori.

A construtora nega que tenha desrespeitado o contrato para a construção da Arena Corinthians.

Sobre os Cids, em março deste ano, tinham sido negociados R$ 42,5 milhões. A maioria foi comprada por consórcios com a participação da Odebrecht. Na ocasião, havia contratos que garantiam a negociação de papéis no valor de R$ 70 milhões com companhias desvinculadas da construtora. Quem compra os certificados, com desconto no valor de face, usa os documentos para quitar impostos municipais.


Dívida por Arena Corinthians cresceu R$ 100 mi em 6 meses, segundo comissão
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De acordo com dados obtidos pela comissão de conselheiros responsável por analisar auditorias na Arena Corinthians, a dívida pela construção do estádio subiu R$ 100 milhões nos últimos seis meses.

Pelo levantamento, o débito era de cerca de R$ 1,2 bilhão em fevereiro deste ano. Mas em agosto o número chegou a aproximadamente R$ 1,3 bilhão. O acréscimo se deve basicamente a pagamentos não feitos com autorização da Caixa e  juros.

Por considerar o montante impagável nos moldes do acordo vigente, a comissão sugeriu em reunião do Conselho Deliberativo na última segunda (25), a formatação de um novo acordo com as partes envolvidas:  Odebrecht, BNDES, que financiou R$ 400 milhões, e Caixa Econômica Federal, intermediária, desse financiamento. A diretoria já tenta um acordo para mudar a forma de pagamento.

Em relação à construtora, a sugestão é que seja negociado um abatimento levando-se em conta auditoria feita pelo escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva.

Como antecipou o blog, o  estudo aponta que a Odebrecht deixou de realizar cerca de R$ 151,4 milhões em obras e que o custo para refazer trabalhos que teriam sido malfeitos chegaria a aproximadamente R$ 63,5 milhões. Além disso, a Odebrecht teria que pagar por volta de R$ 23 milhões em multa por atrasar a entrega do estádio. A construtora, no entanto, diz que cumpriu na íntegra o contrato e seus aditivos. Afirma ainda não ter recebido o resultado da auditoria.

Em abril do ano passado o Arena Fundo de Investimento Imobiliário, que fica com as rendas dos jogos na arena para efetuar os pagamentos, foi autorizado pela Caixa a suspender a quitação das parcelas por conta da negociação de um novo formato para pagamento.  Só juros passaram a ser pagos.  Em novembro de 2016, a Caixa autorizou que nada fosse pago até abril de 2017.

Em sua apresentação ao conselho, a comissão afirmou que teve dificuldades para receber documentos da Odebrecht e que a diretoria não entregou parte dos papéis solicitados. Isso teria limitado o estudo.

Às 16h09 desta terça, o blog enviou mensagem de celular para o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, indagando sobre o aumento de R$ 100 milhões da dívida, mas não obteve resposta até a publicação deste post. Ele também não respondeu qual a situação atual do acordo com a Caixa e dos pagamentos.


Chegar ao Morumbi é arriscado e cada vez pior, segundo diretor corintiano
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O sufoco vivido pela delegação do Corinthians na chegada ao Morumbi para o clássico com o São Paulo no último domingo (24) ainda não foi digerido pelos alvinegros. Abaixo leia declaração do diretor de futebol corintiano, Flávio Adauto, ao blog sobre os atos de vandalismo cometidos por torcedores tricolores. Ninguém se feriu, mas pelo menos um vidro do veículo foi quebrado.

“A verdade é que os riscos têm sido grandes a cada vez que chegamos ao estádio (Morumbi). Cortesia do lado de dentro e um campo de batalha do lado de fora. Pedras, paus, garrafas, latas. Tudo é arremessado contra o ônibus. Nem mesmo o ônibus do clube podemos utilizar, o que não muda nada. Em nenhum outro estádio acontece isso. Nem no Brasil, nem fora do país ou em outros Estados. Só no Morumbi. E cada vez pior. Isso tem provocado muita irritação por parte dos jogadores e comissão técnica”.

Revoltada, a direção do Corinthians ainda estuda o que fazer a respeito. Em casos como esse é possível denunciar o ocorrido ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

Procurada pelo blog às 20h58 da última segunda (25), a assessoria de imprensa do São Paulo afirmou que naquele horário não seria possível obter a posição oficial do clube sobre o tema.


Candidato corintiano diz que arena é inacabada e teve gastos desnecessários
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Antonio Roque Citadini, um dos candidatos de oposição à presidência do Corinthians na eleição de fevereiro de 2018, classifica em seu material de campanha a Arena Corinthians como inacabada e mais cara do que necessário. A afirmação faz parte do plano de ação divulgado no site da candidatura (www.corinthiansmaisforte.com.br) lançado nesta semana.

“Possuímos uma arena moderna, mas não concluída. Ela apresenta falhas de construção e investimentos acima do necessário e esperado. Nossa arena infelizmente ainda não é usada em todo o seu potencial”, diz o candidato. Citadini integra a comissão de conselheiros que analisou as auditorias feitas na arena e que na próxima segunda vai dar seu parecer ao Conselho Deliberativo sobre o que deve ser feito.

A Odebrecht alega que cumpriu o contrato e seus aditivos.

O site do candidato dá os seguintes exemplos de ações para a arena:

Revisão do acordo com a Odebrecht;

Renegociação do modelo de negócio com a Caixa (nota do blog: a atual diretoria já tenta renegociar com o banco, intermediário do repasse de R$ 400 milhões financiados pelo BNDES);

Venda de Cids (nota do blog: a  Odebrecht, integrante do fundo responsável pelo estádio, assim como o Corinthians, se diz satisfeita com o ritmo de negociação dos Certificados de Incentivo ao desenvolvimento, que ajudam a pagar a obra).

Otimização da utilização e criação de novas receitas;

Utilização de espaço para eventos com sócios e a comunidade;

Readequação do modelo de gestão criado pela Omni (nota do blog: é a empresa que gere o programa de sócio torcedor do clube e cuida do estacionamento da arena, mesmo sem nunca antes ter trabalhado no setor, além de prestar outros serviços para o Corinthians).

Para o futebol, as propostas mais relevantes são a política de que todos os jogadores da base tenham 100% dos direitos econômicos pertencentes ao clube e a contratação de um vice-presidente de futebol remunerado e tornar independentes da política do clube os profissionais do departamento. No entanto, não há detalhes de como essas metas serão alcançadas.

Também já lançaram candidaturas como opositores Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile.

 


Garcia envia material eleitoral até pra sócio corintiano morto há 26 anos
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Sócios do Corinthians estão recebendo folhetos com a inscrição “Paulo Garcia 2018” em alusão a disputa pela presidência do clube em fevereiro  do ano que vem. “Parabéns, meu Timão, pode contar sempre comigo pro que der e vier”, está escrito em material enviado para por ele para a casa de associados por conta do aniversário do clube.

O panfleto traz também o nome de um grupo político, Pró-Corinthians, mas não há menção explícita à disputa ao cargo de presidente. Indagado pelo blog se a ação significa que sua candidatura foi lançada oficialmente, Garcia não respondeu à mensagem enviada para seu celular e não atendeu aos telefonemas.

Curiosamente, o material foi enviado para a casa de parentes de pelo menos um sócio já morto. O blog falou com o filho do corintiano que faleceu há 26 anos. O que aumentou a estranheza dos parentes é que o endereço da viúva foi localizado, apesar de ela ter se mudado de São Paulo para o interior do Estado  há 15 anos. Garcia também não respondeu como o engano aconteceu.

O conselheiro, dono da Kalunga, é um histórico opositor do grupo de Andrés Sanchez, mas se aproximou de Roberto de Andrade indicando dirigentes para a atual gestão. Também foi importante doador da campanha de Andrés a deputado.

Já anunciaram serem candidatos os opositores Antônio Roque Citadini, Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior. Parte da oposição ainda tenta uma unificação por entender que quanto maior o número de candidaturas mais fácil ficará para Andrés Sanchez se ele decidir se candidatar.


Dirigentes temem que uso de árbitro de vídeo às pressas seja fracasso
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A CBF é criticada por dirigentes de clubes que consideram sem planejamento a decisão de implantar rapidamente o árbitro de vídeo no Brasileirão. Os que pensam assim acreditam que a correria possa fazer com que a novidade se transforme em fracasso.

Uma das principais cobranças é para que o novo sistema só seja implementado se puder ser usado em todos os jogos de cada rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista, Marcos Marinho, presidente da comissão de arbitragem da confederação, admitiu que algumas partidas podem ficar sem o recurso por falta de estrutura dos estádios. Esse é um dos pontos criticados.

Porém, cartola ouvido pelo blog afirmou que Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, assegurou a dirigentes de clubes que a ajuda das imagens de TV só começará a valer quando todos os jogos puderem contar com esse método. A afirmação, de acordo com o mesmo dirigente, foi feita em reunião na sede da confederação, nesta terça, para tratar da venda de direitos de transmissão do Brasileirão para o exterior. Indagado pelo blog por volta das 20h  se Del Nero de fato fez tal promessa, o departamento de comunicação da entidade informou que não conseguiria checar a informação à noite.

Na avaliação de parte dos dirigentes de times da Série A, CBF teve tempo para implantar o árbitro de vídeo desde o início do Brasileirão. Porém, não conseguiu viabilizar o projeto. E agora, mesmo sem ter tudo pronto, decidiu lançar a novidade por causa do barulho feito pelo erro de arbitragem que culminou com o gol de braço de Jô na vitória corintiana por 1 a 0 sobre o Vasco no último domingo.

“Sinto que é necessário. Mas não deveria ser decidido em cima de uma jogada que originou o gol do Jô. Fica a impressão de que estavam esperando uma polêmica e que não é uma posição estudada, pensada. Por que não iniciar no Brasileiro do ano que vem?”, afirmou ao blog Flávio Adauto, diretor de futebol do  Corinthians.

Depois do erro no jogo em Itaquera, Del Nero pediu para que o departamento de arbitragem tentasse estrear nas próximas rodadas o sistema que ainda estava em estudo. Não há definição de quando isso será possível.

“Defendemos o uso do árbitro de vídeo, mas de um jeito benfeito, em todos os jogos”, disse Modesto Roma Júnior, presidente do Santos.

Outra preocupação é se os responsáveis por operar o sistema já estão aptos a atuar de maneira eficiente. “Sou a favor caso possamos implantar com segurança e caso todos os envolvidos estejam treinados para que o instrumento não caia em descrédito”, declarou Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo. Ele não vê problemas em o recurso ser usado no segundo jogo da final da Copa do Brasil entre seu clube e o Cruzeiro e também em relação ao novo sistema começar a valer no Brasileirão depois que muitos clubes foram prejudicados sem poder recorrer às imagens de TV.

“O Flamengo foi prejudicado contra Santos e Palmeiras e beneficiado contra o Corinthians. Sempre é hora de começar qualquer coisa, desde que seja para melhorar”, analisou o flamenguista.

Raciocínio semelhante tem o presidente do Santos. “Não é porque você começou errando que precisa errar até o final”, disse Modesto.

Vinícius Pinotti, diretor executivo de futebol do São Paulo defende a implantação do sistema e também não vê problemas no fato de os vídeos começarem a ser usados durante o campeonato.  Mas é contra a tecnologia não ser utilizada em algumas das partidas de cada rodada. “Importante termos em todos os jogos, sem dúvida nenhuma”, comentou o são-paulino.

 

 


Otimista, Corinthians vê negociação por patrocínio principal se arrastar
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Por pelo menos cerca de dois meses o Corinthians mantém negociação com uma empresa interessada em ser a patrocinadora principal do clube. No final de agosto, Fernando Sales, diretor de marketing alvinegro afirmou ao blog que as tratativas estavam bem encaminhadas e que esperava fechar o negócio em breve. Cerca de 20 dias depois, no entanto, o martelo ainda não foi batido.

A demora gera apreensão no clube e críticas ao marketing corintiano por parte da oposição. Um dos argumentos é de que a diretoria se recusou a renovar com a Caixa e agora não consegue assinar contrato mesmo com time disparado na liderança do Brasileiro. E que enquanto isso, o Corinthians segue com dificuldade para honrar seus compromissos.

Sales, no entanto, nega que a negociação tenha travado. “Estamos caminhando”, disse ele, sem dar detalhes. O dirigente afirma que não pode revelar o nome da interessada porque um termo de confidencialidade foi assinado.


Como Carille entra na disputa eleitoral no Corinthians
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A escolha de Fábio Carille como técnico do Corinthians, líder com folga do Brasileirão, entrou na pauta política da próxima eleição presidencial no clube, prevista para fevereiro de 2018. Em discussão está a “paternidade” da decisão de efetivar o ex-auxiliar como treinador.

Em recente entrevista ao programa Bandsports News, Andrés Sanchez, nome mais cotado para ser o candidato da situação, afirmou que o corintiano será o próximo técnico da seleção brasileira. Declarou ainda que, pela sua vontade, o jovem treinador estaria há mais tempo no comando do time. “Carille não me surpreende. Pelo contrário. Ele tinha que ter ficado até o final do ano (2016) quando o Cristóvão saiu. Foi opção do presidente (Roberto de Andrade contratar Oswaldo de Oliveira). Se deu errado, todo mundo critica. Ele colocou o Carille esse ano e todo mundo achou uma loucura. Hoje, ele já é o melhor técnico do Brasil”, declarou o ex-presidente corintiano para a Band.

Andrés, porém, não explicou porque indicou Cristóvão para assumir o lugar de Tite e não sugeriu a efetivação de Carille na ocasião. Quando Oswaldo caiu e o ex-auxiliar assumiu, o deputado federal e seus aliados estavam em campanha pelo afastamento do gerente de futebol Alessandro, o que poderia mudar os rumos da comissão técnica.

Nesse cenário, adversários políticos de Andrés, avaliam que, após negar interferência no futebol alvinegro, ele tenta colar sua imagem ao sucesso de Carille. O ex-presidente não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido.

Porém, o atual deputado federal pelo PT não é o único presidenciável visto como quem se coloca no papel de “padrinho de Carille”. Interlocutores de Paulo Garcia afirmam que ele diz no Parque São Jorge ter sugerido o nome do ex-auxiliar como treinador para Andrade. Tradicional opositor ao grupo de Andrés e Andrade, ele se aproximou do atual presidente e indicou dirigentes para a gestão.

Indagado pelo blog se indicou Carille como treinador para o presidente, Garcia respondeu, por mensagem no celular, apenas: “não quero polemizar”.

Por sua vez, Osmar Stabile, opositor que já está em campanha ironizou os dois colegas de Conselho Deliberativo. “De filho bonito todo mundo quer ser pai. Se todos querem ser pai do Carille, eu também quero ser pai, tio, mãe, tudo”, disse ele.