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Arquivo : Roger Machado

Opinião: palmeirenses precisam esquecer Corinthians para darem paz a Roger
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Roger Machado vive no Palmeiras a situação mais incompreensível do futebol brasileiro no momento. Seu time tem a melhor campanha da primeira fase da Libertadores, briga pela ponta do Brasileirão e acaba de ser vice-campeão paulista. Mesmo assim, a principal torcida organizada palmeirense, a Mancha, pede sua cabeça. Parte dos conselheiros abraça a ideia. Tudo, aparentemente por não aceitarem a derrota em casa na final do Estadual para o Corinthians e a nova queda em Itaquera pelo Nacional.

Os atos hostis de torcedores contra o próprio time só dão mais visibilidade aos feitos corintianos e tumultuam o alviverde.

A diretoria palmeirense também não colaborou. A forma com que os cartolas conduzem suas queixas contra a suposta interferência externa na final do Paulista não ajuda o clube.

O Palmeiras está certo por brigar pelo que acha justo nos tribunais. Porém, deveria ser mais discreto. As entrevistas de Maurício Galiotte chamando o campeonato de Paulistinha e a publicidade excessiva dada a algumas medidas, como a contratação da Kroll, só esticam o assunto. Os torcedores revivem a derrota, aumentam a sua raiva e parte deles despeja a ira no técnico e em jogadores, como Lucas Lima.

Pra piorar, historiadores e conselheiros colocam em pauta quem tem mais vitórias no confronto direto: Corinthians ou Palmeiras. Essa obsessão pelo alvinegro não é salutar para o alviverde.

Se o Palmeiras crê que entram na conta do confronto as pequenas partidas pelo Torneio Início, basta registrá-las em sua contabilidade, sem alarde. Um movimento para isso serve mais para os adversários fazerem troça do que qualquer outra coisa.

O alviverde vive um momento confortável financeiramente, levantou um Brasileiro recentemente, tem um dos elencos mais fortes do país e segue na briga por títulos. É muita coisa boa pra se preocupar demais com o rival e produzir problemas internos. Passou da hora de torcida e cartolas esquecerem o alvinegro e darem paz a Roger Machado.


Derrota em clássico faz conselheiros e Mancha pedirem queda de Roger
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Roger Machado levou o Palmeiras ao vice-campeonato estadual. Depois de perder a final para o Corinthians, ele emendou uma sequência de oito jogos sem perder. Nessa série, sua equipe derrotou o Boca Juniors na temida La Bombonera por 2 a 0. Hoje, o alviverde tem a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores. Na Copa do Brasil, vitória por 2 a 1 em Belo Horizonte no jogo de ida das oitavas de final diante do América-MG. No Brasileiro, o clube ocupa a quinta posição, a dois pontos de Flamengo, Corinthians e Atlético-MG, que estão nas três primeiras colocações. Até o último domingo, o treinador palmeirense não sabia o que era derrota no Nacional deste ano. Porém, a nova queda diante do maior rival funcionou como uma borracha a apagar os bons resultados recentes.

Desde o revés por 1 a 0 no Dérbi em Itaquera, Roger é alvo de campanha da Mancha Alviverde, principal torcida organizada da agremiação, por sua demissão. Parte dos conselheiros faz coro pedindo a saída do técnico.

‘Fora Roger Machado. Essa é a posição da Mancha”, escreveu a diretoria da uniformizada em seu perfil no Facebook menos de duas horas após o apito final do Dérbi. “Números e estatísticas se perdem quando existem derrotas vexatórias”, completou a organizada.

Em outra postagem, na última segunda, a direção da torcida chamou Roger de treinador sem brio, coragem e atitude. Em seguida prometeu protestar no estádio, apesar de apoiar o time durante os jogos.

Parte dos conselheiros de diferentes alas também voltou seus canhões contra o treinador após a queda em Itaquera. “O Roger é um novo Eduardo Baptista, outro técnico fraco. O Rodriguinho em todo clássico faz gol no Palmeiras. De novo o treinador não conseguiu cuidar disso e tomamos outro gol dele. E de novo ele mexeu errado no time (ao fazer as substituições no clássico)”, disse o conselheiro José Corona Neto. Crítico da administração de Maurício Galiotte, ele classifica a perda do Estadual em casa para o alvinegro como a “maior mancha na história do Palmeiras”.

Supostos erros na escalação, não tirar o zagueiro Antônio Carlos do time, ser supostamente paciente demais com Lucas Lima e não conseguir controlar os nervos da equipe nos dois últimos jogos contra o Corinthians estão entre outras críticas feitas a Roger por membros do Conselho Deliberativo.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do técnico disse que não se manifestaria sobre o assunto.

Em meio às críticas, a diretoria não dá sinais de incômodo com o trabalho do treinador.


Briga do Palmeiras com FPF abafa críticas a Roger e ao contrato com Crefisa
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Desde a perda do título Paulista diante do Corinthians, em casa, no último domingo, a diretoria do Palmeiras praticamente só fala sobre o clube supostamente ter sido prejudicado pela arbitragem e de sua guerra com a Federação Paulista. A revolta abafou outros temas importantes no clube. Veja abaixo quais são os principais.

Críticas a Roger Machado

Apesar de o Palmeiras ter feito a melhor campanha do Campeonato Paulista, conselheiros de diferentes alas políticas passaram a criticar o treinador depois da perda do título. A insatisfação pode ser medida em grupos de membros do Conselho Deliberativo no “WhatsApp”. As queixas mais frequentes são em relação à escalação do time no último jogo da decisão e às substituições. Na opinião dos críticos, o treinador deveria ter começado a partida com uma formação mais defensiva no meio. “Um dos erros foi tirar o Willian no segundo tempo e não o Lucas Lima (para a entrada de Keno). Também não dá pra tomar gol com um minuto de jogo numa final”, disse ao blog o conselheiro José Corona Neto. Ele foi contrário à contratação de Roger.

Lucas Lima

O ex-santista é o jogador mais cobrado entre conselheiros pela atuação na derrota por 1 a 0 para o Corinthians no Allianz Parque. A avaliação é de que, pelo que recebe, o meia tinha a obrigação de ser decisivo na partida. Ao lado de Dudu, ele foi um dos palmeirenses que desperdiçaram pênaltis.

Pressão sobre Alexandre Mattos

A perda do título trouxe de volta antigas críticas de conselheiros ao dirigente remunerado do Palmeiras. Apesar de a maioria dos desafetos do executivo estar no grupo do ex-presidente Mustafá Contursi, existem críticos em diferentes alas. Quatro conselheiros ouvidos pelo blog reclamaram de Mattos depois da decisão. O argumento central é de que os resultados em campo estão abaixo dos investimentos feitos pela diretoria. A tese é antiga.  “Ele acertou muito nas contratações, mas também errou muito desde que chegou ao clube. Não é um executivo que domina 100% a situação. As contratações de Juninho, Michel Bastos, Luan, Mayke e Deyverson, por exemplo, foram erros na minha opinião”, disse Corona. Mattos não quis comentar o fato de voltar a ser criticado. Porém, a diretoria alviverde costuma tratar os ataques ao cartola como gesto político principalmente do grupo de Contursi, obcecado por corte de despesas. Nem o fato de o time  ter sido campeão brasileiro em 2016 ameniza as reclamações contra o executivo.

Jogo com o Boca

Com a diretoria concentrada em atacar a Federação Paulista por uma suposta interferência externa no lance em que um pênalti a favor do Palmeiras foi marcado e anulado no segundo jogo da decisão, pouco se falou no clube publicamente sobre a partida desta quarta contra o Boca Juniors pela Libertadores. Porém, o clima é de tensão entre conselheiros. O receio é de que o fracasso na final do estadual tenha abalado a confiança dos jogadores a ponto de ajudar a produzir um novo resultado negativo em casa.

Aumento de preço dos ingressos na Libertadores

A polêmica em torno da decisão do Paulista também deixou em segundo plano os protestos de torcedores contra a decisão da diretoria de deixar mais caras as entradas para as apresentações do time no torneio continental. No ano passado, o tíquete mais barato saía por R$ 90. Agora custa R$ 180, valor superior aos R$ 160 referentes aos ingressos mais caros em 2017. As queixas, no entanto, ficaram pelo caminho. A UVB (União Verde e Branca), grupo que tem entre seus líderes Wlademir Pescarmona, derrotado por Paulo Nobre na eleição presidencial de 2014, é uma das alas que chegou a propor discussão com a diretoria contra os novos preços. A direção, porém, manteve sua posição.

Contrato com a Crefisa

Paralelamente aos desdobramentos da derrota na final do Paulista, há grande preocupação de membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras em relação às novas regras da parceria do clube com a Crefisa. O órgão recomendou que a diretoria reavalie o novo acordo com a patrocinadora. Por conta de problemas com a Receita Federal,  a empresa solicitou a alteração do contrato. Antes, o clube só tinha que devolver o dinheiro investido pela patrocinadora em jogadores quando vendesse os atletas contratados com seu suporte. Eventuais lucros ficariam com o Palmeiras e possíveis prejuízos com a parceira. Agora, de qualquer forma o dinheiro precisa ser devolvido. Ou seja, se um jogador bancado pela parceira ficar livre e sair de graça, o Palmeiras tem que devolver a quantia integral. A diretoria não vê grandes riscos na negociação por entender que serão raros os casos de atletas ficarem sem contrato. A avaliação é de que os jogadores vendidos com lucro devem compensar possíveis prejuízos. Os “cofistas” estão ávidos por uma nova proposta da diretoria, mergulhada na guerra com a FPF.


Opinião: por que o Palmeiras gasta alto e não consegue bater o Corinthians?
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Desde novembro de 2017, quando amargou a terceira derrota seguida para o Corinthians, o Palmeiras se reforçou com mais nomes de peso, como Lucas Lima, Gustavo Scarpa e Marcos Rocha. Já o rival sofreu duros golpes nas saídas de Pablo, Guilherme Arana e Jô. E teve que se contentar com contratações mais modestas. Juninho Capixaba, Júnior Dutra e Renê Júnior, por exemplo. Mesmo com investimento verde maior para a temporada, o primeiro clássico do ano entre as duas equipes terminou do mesmo jeito que os três anteriores: com o alvinegro vencendo.

E por que, de novo, a gastança palmeirense (desta vez maior com salários e luvas do que em compra de direitos econômicos) não foi suficiente para ganhar o dérbi? Na opinião deste blogueiro, principalmente por causa das constantes mudanças estruturais sofridas pelo alviverde nos últimos tempos. Na quadra de derrotas para os corintianos (três como visitante), os palestrinos foram comandados por quatro técnicos diferentes: Eduardo Baptista, Cuca, Alberto Valentim (interino) e Roger Machado. As vitórias alvinegras acabaram saboreadas pelo mesmo comandante. No banco sempre esteve Fábio Carille.

A vitória do Corinthians por 2 a 0 no último sábado ilustra bem  a desvantagem palmeirense por conta da rotina de troca de treinadores. Apesar da derrota, a campanha do time de Roger no Paulista é excelente, mas ele está apenas em seu segundo mês no comando da equipe, ainda conhecendo o elenco.

Já Carille segura a prancheta alvinegra desde o final de 2016, mas começou a atuar na comissão técnica da equipe em 2011. Assim, enquanto Roger ainda está conhecendo clube e elenco, que também se adapta ao treinador, o corintiano sabe onde pisa. A ambientação do ex-auxiliar alvinegro foi fundamental, por exemplo, para ele superar a ausência de um centroavante no clássico. Seu conhecimento do elenco e o entendimento dos jogadores em relação ao que ele quer facilitaram o sucesso do esquema com dois volantes e quatro jogadores mais à frente. O sistema é o mesmo utilizado por Tite em parte da conquista da Libertadores de 2012. Carille era auxiliar do treinador na ocasião.

O tempo de casa dá facilidade ao técnico para encontrar soluções como esta. E para acertar em improvisações iguais à de Maycon na lateral esquerda.

Os 29 passes trocados antes do gol de Rodriguinho no clássico também resultaram da afinidade entre treinador e jogadores. O fato de o alvinegro ter tido 55,9% de posse de bola contra 44,1% do rival também passa por aí.

Quem chega para vestir a camisa corintiana já encontra uma estrutura de jogo montada e atletas afinados com o técnico. A adaptação tende a ser mais suave, ainda que a campanha neste estadual seja irregular. Já do lado verde, os reforços são praticamente tão frescos no clube quanto o treinador, o sistema de jogo e suas variações.

Obviamente que Roger precisa de tempo para atingir a mesma sintonia com o grupo alviverde. A diretoria palestrina crê que o elenco passou por mudanças necessárias até aqui. E que a partir deste ano elas serão menores. As contratações de 2018 foram chamadas de pontuais ou de oportunidades de mercado. E é preciso que seja assim para que o time consiga tirar essa desvantagem em relação ao seu principal adversário.

Borja também é importante para explicar porque a gastança palmeirense não se reflete neste momento no confronto com seu maior rival. Ele serve para o Palmeiras refletir se, com a ajuda da Crefisa, não pagou mais do que alguns atletas valem. O atacante de aproximadamente R$ 33 milhões só acertou uma finalização no jogo e errou duas, segundo números do Footstats. Ele foi o palmeirense que mais vezes perdeu a bola: 5.

Para completar, falar da arbitragem como fator decisivo na última derrota no clássico parece desculpa esfarrapada. Jailson deveria ficar constrangido ao dizer que não fez pênalti em Renê Júnior. A altura atingida por sua chuteira encerra a discussão, tingida com o sangue do colega de profissão. A demora na marcação não muda o acerto dela.

Os jogadores do Palmeiras também deveriam forçar a memória antes de dizerem que sempre são prejudicados pela arbitragem em Itaquera. Afinal, faz só cerca de um ano que Gabriel foi expulso erradamente no lugar de Maycon num clássico pelo Paulista na Zona Leste, o primeiro da sequência de quatro triunfos corintianos.

A nova vitória mosqueteira se deve muito mais ao que aconteceu nos dois clubes nas últimas temporadas do que a noventa e tantos minutos de arbitragem.

 

 


Medo de reservas irritados? Palmeiras vê trabalho para controlar vestiário
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Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Dudu, Felipe Melo, Borja, Guerra… Para parte dos conselheiros do Palmeiras tantos jogadores de bom nível fazem o time correr o risco de ter um vestiário tumultuado nesta temporada. O temor é de que quem ficar na reserva reclame e azede o ambiente.

O desentendimento entre Felipe Melo e Cuca em 2017 depois de o volante perder espaço entre os titulares é citado como exemplo do que pode acontecer.

No entanto, a diretoria não demonstra preocupação. O discurso é de que há convicção no trabalho da direção e da comissão técnica para manter o vestiário sob controle. E que não seria sensato perder oportunidades de mercado, como a contratação de Scarpa, pensando num eventual efeito colateral provocado pela quantidade de bons atletas.

Outro argumento é de que o problema no ano passado não foi a falta de harmonia no elenco e nem entre jogadores e comissão técnica. A avaliação é de que a maior dificuldade foi um atraso no planejamento provocado pela demora na definição se Cuca iria continuar no clube. A partir daí, a montagem da equipe atrasou.

Para começar a última temporada como técnico alviverde, Eduardo Baptista foi anunciado na metade de dezembro de 2017. Roger Machado, treinador atual, foi definido em 22 de novembro. O clube começou 2018 com o grupo quase fechado.

Apesar do receio de problemas com jogadores insatisfeitos, a maioria dos conselheiros elogia o nível dos atletas contratados. Mas há novas críticas em relação aos gastos, em especial por parte de aliados do ex-presidente Mustafá Contursi, que prega austeridade financeira.

A direção, considera o elenco pronto, mas afirma que novos reforços podem chegar se aparecerem boas oportunidades. Ricardo Goulart ficar disponível seria uma.


Oswaldo de Oliveira e Baptista são os nomes mais fortes no Corinthians
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Eduardo Baptista, da Ponte Preta, e Oswaldo de Oliveira, do Sport, são hoje os nomes mais fortes para assumir o cargo de técnico do Corinthians. Roger Machado, ex-Grêmio, perdeu força, porém a direção não descarta ninguém, nem Vanderlei Luxemburgo, com enorme rejeição no Parque São Jorge.

A ideia inicial dos dirigentes é manter o auxiliar Fábio Carille até o final do ano, mas a pressão de conselheiros para que a troca já seja feita é grande.

Baptista tem a seu favor o bom trabalho atual na Ponte Preta e o fato de ser visto como um técnico com potencial para crescer em um clube com a estrutura do Corinthians. Contra ele, porém, pesa a falta de uma experiência vencedora em um grande time.

Rodagem é justamente o que mais fortalece Oliveira. É grande a corrente no clube que entende ser fundamental a contratação de um treinador experiente para lidar com a pressão interna e principalmente da torcida. Mas nessa ala Oswaldo enfrenta resistência por não ter um título recente.

Favorito da torcida assim que Cristóvão Borges foi demitido, Roger é rotulado como inexperiente pelos que defendem um treinador mais rodado.

Pressionada, e com os nomes de Oswaldo e Baptista no topo da lista, a direção alvinegra quer abafar o assunto para negociar em sigilo com quem escolher, enquanto espera que Carille consiga acertar o time.


Luxemburgo tem maior rejeição entre ‘candidatos’ a técnico do Corinthians
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A ideia de contratar já um treinador mais experiente do que o ex-auxiliar Fábio Carille ganha cada vez mais força no Parque São Jorge. A contratação é considerada vital para que o time consiga uma vaga na próxima Libertadores.

Da mesma forma com que essa certeza cresceu nos últimos dias, aumentou na diretoria a resistência ao nome de Vanderlei Luxemburgo, que tem lobby por ele no Parque São Jorge, assim como têm Roger Machado e Eduardo Baptista.

Dos três, Luxa é o que enfrenta a maior rejeição. Principalmente por causa de seus maus resultados recentes, da fama de treinador caro e que costuma pedir reforços de peso.

Os que defendem sua vinda afirmam que na tentativa de dar um novo impulso na carreira ele aceitaria um contrato com salário modesto para os padrões dos principais clubes brasileiros e sem o desejo de grandes contratações.

Porém, esses argumentos até agora não decolaram e Luxa pode ser considerado azarão na disputa, sem ser descartado até o momento.

Roger Machado, por sua vez, tem como vantagem sobre Baptista o fato de estar desempregado. Em tese, sua contratação seria mais fácil do que a do colega, que tem vínculo com a Ponte Preta.


Corinthians tem pressão interna por troca de Cristóvão por técnico renomado
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Cristóvão corre risco no Corinthians. Foto: Robson Ventura/Folhapress

Cristóvão corre risco no Corinthians. Foto: Robson Ventura/Folhapress

É grande a pressão de conselheiros do Corinthians para que a direção do clube demita já Cristóvão Borges e contrate um técnico mais renomado.

A avaliação de membros do Conselho Deliberativo é de que o treinador mexe mal na equipe e não tem o respeito dos jogadores por não ostentar um currículo vitorioso. A troca de Giovanni Augusto por Willians na derrota para o Santos por 2 a 1 no último domingo é usada para sustentar a tese de que o comandante movimenta mal as peças da equipe. O fato de o Corinthians ter vencido o Sport por 3 a 0 após ele mexer no time não é levado em consideração pelos críticos.

Nesse cenário, o argumento da maioria que quer a saída de Cristóvão é de que o Corinthians precisa de um treinador com histórico vencedor e cascudo para domar o elenco e aguentar a pressão da torcida.

Tite e Mano Menezes (mesmo sem conquistas recentes) são citados como exemplos, mas já que nenhum deles está disponível, Vanderlei Luxemburgo é lembrado por alguns. Porém, como os últimos resultados dele não foram animadores, seu nome está longe de ser um consenso.

Enquanto isso, a torcida se manifesta nas redes sociais pedindo Roger Machado, que se demitiu do Grêmio nesta quarta.

No entanto, a diretoria não dá sinais de pretender demitir Cristóvão. Internamente, a direção reconhece que o trabalho do treinador está abaixo do desejado, mas elogia o técnico por seu comportamento com os atletas e por, na opinião dela, suportar bem a pressão.

A troca dele por um profissional mais badalado iria na contramão da política de corte de gastos adotada pelo presidente Roberto de Andrade.

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Opinião: Desleixo da diretoria faz Corinthians passar sufoco por técnico
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O Corinthians passa sufoco para definir o sucessor de Tite por bobeada de sua diretoria. Pelo menos desde 2015 era esperado que a vaga de Dunga caísse no colo do agora ex-técnico corintiano. E o que os cartolas alvinegros fizeram para se preparar? Nada.

Pior. O presidente Roberto de Andrade disse, sem ficar corado, que foi surpreendido com a ida de Tite para CBF.

O caminho óbvio era, no ano passado ou até antes, ter convencido Tite a preparar um auxiliar para assumir seu cargo. A transição não teria custos e o novato estaria apto a dar continuidade ao trabalho de seu antecessor.

Se o clube quer Sylvinho agora, deveria ter oferecido um plano de carreira antes de ele deixar o posto de assistente de Tite com a garantia de que seria o sucessor do chefe. Talvez ele preferisse isso a ser assistente na Itália.

Porém, os dirigentes deixaram o tempo passar e agora passam pelo constrangimento de ver treinadores dizendo publicamente ou indiretamente, como Eduardo Baptista e Roger Machado, que não querem assumir o clube. Tem também o caso de Sylvinho, que afirmou priorizar seus estudos na Europa, sem descartar voltar ao Parque São Jorge.

Além do desconforto de colecionar negativas, existe a parte pior, que é saber que não há neste momento um plano de trabalho para equipe. Vai depender de quem assumir a prancheta corintiana.

Indefinição costuma ser letal em campeonato de pontos corridos, como o Brasileirão. Quanto mais demorar para sair a fumaça branca, fica mais difícil de o Corinthians conquistar o segundo título nacional seguido. Pelo menos em tese.

Duro para o torcedor é saber que toda essa sangria poderia ser evitada com uma dose de planejamento.


Como Sylvinho foi de azarão a favorito no Corinthians
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O ex-lateral Sylvinho, que hoje trabalha na Inter de Milão (Crédito: Felice Calabro/AP)

O ex-lateral Sylvinho, que hoje trabalha na Inter de Milão (Crédito: Felice Calabro/AP)

Atualizado às 13h15

Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Assim que Tite deixou o Corinthians, nesta quarta-feira, Sylvinho, auxiliar técnico da Inter de Milão, era considerado azarão na corrida pela vaga aberta. Porém, um dia depois, uma sucessão de fatos o transformou em favorito para ocupar o cargo.

Logo que se tornou pública a ida de Tite para a CBF, a diretoria corintiana foi procurada por gente do Conselho Deliberativo do clube sugerindo o nome de Sylvinho. A resposta, sem entusiasmo, foi a de que ele estava no radar. Isso porque Edu Gaspar, também de malas prontas para desembarcar na confederação, sugeriu o ex-lateral corintiano ao presidente Roberto de Andrade.

Mas a prioridade era Eduardo Baptista, da Ponte Preta. Já na quarta-feira à noite, o filho de Nelsinho disse que não abandonaria seu clube.

Enquanto isso, aumentava o lobby no Parque São Jorge por Sylvinho. Conselheiros tradicionais que viram o ex-jogador crescer no clube pressionavam a diretoria por sua contratação.

Como principais argumentos usaram o baixo custo, o fato de ele conhecer bem o Corinthians, poder dar continuidade ao trabalho de Tite por ter participado da comissão técnica dele no alvinegro e ter um conhecimento razoável do elenco.

Ao mesmo tempo em que os apoiadores de Sylvinho intensificavam sua campanha, cartolas do Grêmio afirmavam que Roger Machado foi procurado pelos corintianos e recusou a oferta.

A diretoria alvinegra negou na sexta-feira ter feito a proposta, mas a informação turbinou o apoio de torcedores a Sylvinho nas redes sociais.

O cenário na quinta-feira à tarde era de poucas opções para Andrade e de um nome barato com respaldo de boa parte do Conselho Deliberativo e da torcida. Além disso, se contratar Sylvinho, o presidente alvinegro não atropelará seu discurso. Ele afirmou em entrevista coletiva que quer novidade, ao falar sobre o sucessor de Tite.

Caso o novato Sylvinho chegue e não vingue, o cartola ainda terá como justificativa que o escolhido tinha apoio no clube e na arquibancada. Ou seja, poderá se defender se for acusado de errar na decisão.

Apesar de negar ter conversado com treinadores, a direção alvinegra iniciou o diálogo com o funcionário da Inter, mesmo tentando outros técnicos.

Por volta das 19h de quinta, já havia na diretoria corintiana quem garantisse a contratação do ex-atleta. Até a publicação deste post não havia confirmação da concretização do negócio.

Atualização

Nesta sexta, Sylvinho deu entrevista ao UOL Esporte afirmando que prioriza a conclusão de seus estudos na Europa, mas não descarta assumir o comando do Corinthians.

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