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Arquivo : Vinícius Pinotti

Dorival enfrenta campanha de parte de conselheiros por sua demissão
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Acabou o prazo de Dorival Júnior para arrumar o time. Essa é a opinião de parte dos conselheiros do São Paulo que cobra a demissão do treinador. Da mesma forma, há membros do Conselho Deliberativo que querem a saída do diretor executivo de futebol Vinícius Pinotti.

Não corrigir antigas falhas, incapacidade de fazer a equipe evoluir, mesmo com tempo para treinar devido à parada no Brasileirão, e o fato de o tricolor permitir o empate contra a Ponte Preta após estar vencendo por 2 a 0 são usados como argumentos contra o treinador.

“Demos todo apoio ao Dorival, mas tudo tem limite. Chega do Dorival, o time não se encontrou com ele. E os resultados mostraram que o desempenho dele foi pífio”, disse o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu. As afirmações foram feitas em mensagem enviada a seus contatos por telefone celular.

“Eu contrataria o Leão como treinador e o Muricy como coordenador”, completou o oposicionista no texto. Indagado pelo blog sobre Dorival, Ferreira respondeu: “Dei dois meses para avaliar o trabalho dele, mas depois de hoje (sábado no jogo com a Ponte) não dá mais. Técnico é como vendedor, a análise é simples, pelos resultados”, disse.

Newton não cita Pinotti, mas há no conselho quem entenda que o executivo perdeu a blindagem que tinha. Parte de conselheiros influentes entendia que ele não podia responder por problemas de planejamento ocorrido antes de maio, quando assumiu o cargo. No entanto, politicamente, Pinotti já enfrentava críticas por ocupar um cargo executivo sem antes ter exercido função profissional no futebol.

Sócio do clube, ele era dirigente do departamento de marketing e foi um importante aliado de Leco na campanha pela reeleição presidencial neste ano.

Vale lembrar que os conselheiros não têm poder de decisão em relação à permanência ou não de técnicos e diretores. Porém, a opinião da maioria costuma ser analisada pelos presidentes de clubes.


Opositor aponta gestão temerária no SPFC em ‘caso U2’ e pode ser punido
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Em sua conta no Facebook, Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, candidato de oposição derrotado à presidência do São Paulo, pediu que dois cartolas atuais e um ex-dirigente sejam investigados no Conselho Deliberativo por gestão temerária. Por conta de sua atitude, ele virou alvo de pedido de abertura de procedimento disciplinar interno que pode culminar com uma suspensão do quadro de sócios superior a 270 dias.

O ato temerário, segundo Newton, foi a contratação de Alan Cimerman, demitido do cargo de gerente de marketing sob a acusação de venda de ingressos e camarotes inexistentes para shows no Morumbi. Ele foi demitido por justa causa, mas nega as irregularidades, que seriam relacionadas às apresentações de U2 e Brno Mars no estádio são-paulino.

A tese é de que como a empresa de Cimerman já era acusada de não pagar fornecedores das cerimônias de abertura e encerramento da Copa de 2014, ele não deveria ter sido contratado pelo São Paulo. O ex-gerente diz que o orçamento do COL (Comitê Organizador Local) estourou por causa de mudanças de última hora no programa e afirma que também levou calote do órgão.

A representação contra o opositor foi protocolada pelo conselheiro José Francisco Manssur, vice-presidente de comunicação e marketing do clube na época em que Cimerman foi contratado.

“A ficha corrida do Alan Cimerman era uma constatação cabal de que ele nunca deveria ter sido contratado pelo SPFC. O Leco, Manssur & Pinotti devem responder por gestão temerária”, afirmou Newton em sua página do Facebook, citando também o presidente do clube e o atual diretor executivo de futebol, que na ocasião era diretor de marketing.

O opositor também afirma que o sócio Rui Branquinho divulgou ter sido Manssur o responsável pela contratação de Cimerman. O ex-vice nega ter indicado Cimerman e que Branquinho tenha feito tal afirmação.

Em sua representação contra Newton, protocolada no último dia 18, Manssur diz que foi difamado e teve sua honra atacada pelo opositor. “O único responsável pelos danos que intentou cometer teria sido, supostamente, o ex-funcionário (Cimerman), que aliás foi demitido por justa causa pela atual gestão do São Paulo”, diz trecho do documento.

Pela avaliação inicial, o clube não teve prejuízo financeiro com o suposto esquema de venda ilegal de ingressos. Porém, pessoas e empresas que teriam comprado bilhetes e espaços em camarotes foram prejudicadas em pelo menos R$ 2 milhões nas contas do clube.

Para pedir punição a Newton, Manssur alega que ele feriu o artigo 10 do regimento interno do São Paulo. A regra citada prevê em sua letra “i” punição para sócios que veicularem expressões ofensivas ou desonrosas contra o clube ou membros de seus poderes em razão de suas atividades em qualquer meio de comunicação. A punição, após apuração e defesa do acusado, pode chegar a 270 dias e ser aumentada em 1/3 no caso de o infrator fazer parte de poderes do clube. É o caso de Newton, membro do Conselho Deliberativo.

Manssur protocolou outra representação semelhante citando postagem do opositor questionando as qualidades morais e éticas do ex-vice para assumir a função de produzir estudo sobre a separação das atividades sociais e do futebol do São Paulo.

Em nota endereçada aos sócios do clube na qual afirmou ter conhecimento do pedido de Manssur, Newton confirmou que entende ter havido gestão temerária e disse que seu grupo vai pedir uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo ouvir explicações da diretoria sobre o caso envolvendo Cimerman.


Escândalo no SPFC: fiscalização eficiente ou contratação imprudente?
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A descoberta de um suposto esquema de venda irregular de ingressos e camarotes para shows no Morumbi é vista pela direção do São Paulo como prova de eficiência da diretoria executiva montada pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. A revelação é atribuída principalmente a Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing, que investigou o caso.

O fato é importante para a direção tricolor porque a montagem do corpo executivo sofre vários questionamentos por parte de membros do Conselho de Administração (que aprovou as indicações, segundo a diretoria) e do Conselho Deliberativo. A queixa é de que Leco indicou conselheiros com influência política no clube (não é o caso de Aith) e pessoas com bom relacionamento na direção para o cargo no lugar de contratar uma empresa especializada em identificar profissionais de alto nível para cada área.

A atual gestão tem orgulho de ter apontado a suposta fraude e demitido por justa causa o gerente de marketing Alan Cimerman, que nega as acusações.

Mas há um efeito colateral na demissão do funcionário. Integrantes do Conselho de Administração e membros da oposição tricolor afirmam que o desfecho do caso comprova o desleixo de cartolas da atual administração que confiaram em Cimerman.

O ex-gerente foi contratado no final de 2015, quando Leco já havia substituído Carlos Miguel Aidar, que renunciou após denúncias de irregularidades. Cimerman tinha a confiança de Vinícius Pinotti, então diretor de marketing e hoje diretor executivo de futebol.

A presença do ex-gerente no quadro de funcionários era fortemente questionada por conselheiros pelo fato de a Spirit, empresa dele, ser acusada por diversos fornecedores do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014) de calote. O argumento é que o clube não poderia ter contratado alguém com esse histórico e de que a escolha foi imprudente.

Por sua vez, Cimerman alegou em entrevista à “Folha de S.Paulo” em 2016 que o estouro no orçamento a Copa aconteceu por causa de mudanças de última hora que encareceram as cerimônias de abertura e encerramento, responsabilizando o COL pelas dívidas. Afirmou também que o comitê devia a ele R$ 1,8 milhão.

 


Com jogadores na mira, cartolas do São Paulo poupam Dorival Júnior
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Apesar de ainda não ter afastado o time da zona de rebaixamento do Brasileiro, Dorival Júnior tem sido poupado de críticas da diretoria e de conselheiros mais próximos da cúpula do São Paulo.

O discurso interno é de que a equipe evoluiu com o substituto de Rogério Ceni e que com mais tempo ele deve salvar os tricolores do inédito vexame da queda para a segunda divisão nacional.

Nesse momento, os canhões de novo estão voltados para jogadores que são criticados por suposta falta de comprometimento. A queixa é antiga. Intramuros essa acusação foi feita a Cícero, afastado do elenco. O atleta rejeita a crítica e afirma ter sido escolhido para carregar a culpa pela má fase são-paulina.

Outro criticado é o lateral-esquerdo Júnior Tavares, que recentemente desagradou parte dos torcedores pelo simples fato de pintar o cabelo. Não é o caso dele, mas a tendência é de que mais jogadores deixem o elenco. O afastamento de Cícero é visto por cartolas do clube como um recado aos demais: quem não demonstrar comprometimento com a equipe deve ter o mesmo destino.

Em reunião nesta quinta-feira entre a diretoria e conselheiros de sua base de apoio, Vinicius Pinotti, diretor executivo de futebol, afirmou que está sendo feita uma mudança de perfil no grupo de jogadores.

Nesse cenário, predomina no departamento de futebol a tese de que Rogério Ceni deixou uma herança maldita, como mostrou o Blog do Menon. Pinotti, contratado depois do treinador, é o responsável por se desfazer dela.

Não é demais lembrar que a diretoria nunca teve a obrigação de contratar os atletas indicados pelo ex-goleiro ou por outros técnicos. Sem a assinatura dos cartolas nenhuma contratação é feita.

 


SPFC luta contra queda em meio a fim de plano que reduz força de técnico
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No final de maio do ano passado, com o time nas semifinais da Libertadores, Gustavo Vieira de Oliveira, então diretor executivo do São Paulo, celebrava o início de um projeto a longo prazo para o clube. O plano previa o fortalecimento da comissão técnica fixa tricolor, a efetivação de um modo de jogar que seria aplicado também nas categorias de base e a diminuição do poder do treinador. Entre outros benefícios para a agremiação, ele previa que as trocas de treinadores seriam menos traumáticas. Sairia o comandante, ficaria a maioria da comissão, e o novo trabalho não começaria do zero.

Hoje, pouco mais de um ano depois, vítima da combinação entre política conturbada e maus resultados em campo, o sistema idealizado pelo filho do ex-jogador Sócrates está aniquilado.

Em meio a uma de suas maiores crises técnicas e da luta contra o rebaixamento no Brasileiro, o São Paulo enfrenta praticamente tudo que o plano do ex-dirigente queria evitar: instabilidade técnica e tática, mudanças radicais na comissão técnica e  treinadores com amplos poderes.

Em setembro do ano passado, golpeado pela eliminação na Libertadores e por uma forte pressão política contra seu mentor, o projeto de Gustavo começou a virar pó com a saída dele. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que havia abençoado o planejamento do executivo, não resistiu às cobranças de conselheiros e diretores, trocando o ex-dirigente por Marco Aurélio Cunha.

Seguidas mudanças na direção de futebol e no comando técnico também ocorreram. Depois da saída (contra a vontade da diretoria) de Edgardo Bauza, que simbolizava o projeto de diminuição do poder de treinadores no Morumbi, passaram pelo comando técnico Ricardo Gomes e Rogério Ceni antes da chegada do atual treinador, Dorival Júnior, sem contar os interinos.

Foram diversas as transformações de filosofia de jogo enfrentadas pela equipe, ao contrário do que previa o projeto de Gustavo.

Com a chegada de Rogério para a temporada de 2017, foi abandonada a ideia do treinador com poderes limitados. Ele trouxe dois auxiliares estrangeiros e filosofias próprias para implantar no clube.

Ceni não aguentou aos seguidos fracassos do time. Viu um de seus assistentes pedir as contas dias antes dele ser demitido.

Em seguida, veio o golpe fatal no sistema de estabilidade idealizado anteriormente. A comissão técnica fixa, antes vista como fundamental, foi parcialmente destruída. Acabaram demitidos o preparador físico José Mário Campeiz e o treinador de goleiros Haroldo Lamounier, alvos de pressão de conselheiros.

O auxiliar técnico permanente, Pintado, também não resistiu e foi convidado para atuar na integração entre as categorias de base e o time principal. Ele era fundamental no antigo projeto para diminuir o poder dos treinadores. Cabia a ele dialogar com os técnicos e trabalhar pela filosofia do clube.

Dorival chegou com um auxiliar, um analista de desempenho, um preparador físico e ainda indicou um preparador de goleiros. Ou seja, a ideia de as trocas no comando provocarem menos traumas no clube e não representarem o recomeço do zero também foi sepultada.

A atual diretoria, comandada pelo mesmo presidente que avalizou as ideias de Gustavo e com Vinícius Pinotti como executivo, nega interferência política nas trocas realizadas. Internamente, são feitas críticas à decisões do passado, da época em que o filho de Sócrates estava no comando e que estariam sendo corrigidas agora.


Diretor do SPFC é favorável à renovação de Lugano. Leco ficou em dúvida
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Colaborou José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Lugano gostaria de já ter resolvido sua situação no São Paulo. O zagueiro fica sem contrato no dia 30 de junho e ainda não foi comunicado se o clube deseja a renovação.

O blog apurou que Vinicius Pinotti, diretor executivo de futebol, é favorável à renovação, mas que  nada foi definido por causa de dúvidas do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva durante o processo de decisão.  Principalmente, também conforme apuração deste blogueiro, por achar o uruguaio caro para um reserva. Leco entende que só deve manter o beque se a conclusão for de que sua permanência trará benefícios técnicos, não apenas para agradar a torcida ou para homenagear quem tem passado vitorioso na agremiação.

Já o técnico Rogério Ceni se manifestou a favor da prorrogação do compromisso de Lugano com o clube até o final do ano por conta do papel de liderança que ele exerce no elenco.

Parte dos jogadores também faz campanha pela renovação, apesar de avaliar que o uruguaio não tem condição de ser titular. Esses atletas entendem que a prorrogação contratual seria um sinal de respeito com Lugano.

Nesse cenário, a decisão que a diretoria precisa tomar se tornou mais complexa do que apenas medir a relação entre custo e benefício. Por se tratar de um ídolo e líder, o desfecho terá reflexos na torcida, entre os conselheiros e no vestiário.

O blog tentou falar com Leco na tarde desta quarta-feira, mas ele estava em reunião. Seus colegas de diretoria afirmam não saber qual será a palavra final do presidente.

Enquanto isso, Lugano teve sondagem do futebol asiático, mas seu desejo é permanecer no Morumbi.


Galatasaray faz sondagem por Cueva, mas São Paulo descarta vender peruano
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Colaborou José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O São Paulo foi sondado por um empresário que afirmou tratar do interesse do Galatasaray (Turquia) pelo atacante Cueva. De acordo com Vinicius Pinotti, diretor executivo de futebol são-paulino, o clube brasileiro descartou imediatamente a possibilidade de negociar o peruano.

“Fomos sondados e negamos de cara, até porque não chegou nada oficial (dos turcos) para o clube. Que fique claro, não temos interesse em negociar o Cueva”, afirmou Pinotti.

Empresário que acompanha a movimentação do time da Turquia disse ao blog que a oferta chegaria a 10 milhões de euros. Indagado se uma eventual proposta nesse valor faria o São Paulo mudar de ideia, o diretor executivo disse que não.

Por causa do assédio de clubes estrangeiros, em fevereiro, o São Paulo renovou antecipadamente o contrato de Cueva. O compromisso, que terminaria em 2020, foi estendido até 2021 e o peruano ganhou um aumento. Pouco antes, o CSKA (Rússia) havia sondado o atacante.


Por que mecenas emplacam no Palmeiras, mas não no São Paulo?
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De um lado uma equipe que se fortaleceu e levantou taças com a ajuda dos braços fortes de ricaços apaixonados pelo clube, além de interessados na vida política da agremiação. Do outro, um time no qual quem colocou dinheiro o fez uma vez e parou. Ou investiu muito menos em outras áreas sem ser na contratação de craques. Esse é o retrato de Palmeiras e São Pulo que se enfrentam nesta tarde pelo Campeonato Paulista. Mas por que os mecenas decolaram no alviverde e patinaram no tricolor?

A resposta está na forma diferente com que os conselheiros palmeirenses Paulo Nobre, José Roberto Lamacchia e Leila Pereira encararam a relação entre paixão pelo clube, ambição política e colaboração em comparação com são-paulinos endinheirados, como Abilio Diniz e o diretor de marketing Vinícius Pinotti.

Indagada pelo blog sobre o que motiva os seguidos investimentos feitos pela empresa dela e de seu marido no Palmeiras, donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), Leila respondeu o seguinte por meio de sua assessoria de imprensa: “nossa enorme paixão pelo clube e a ótima relação que temos com os dirigentes do clube”. Ela virou palmeirense por causa do marido, sempre palestrino.

Por sua vez, Abilio escreveu em 2015 em seu blog no UOL duas afirmações que mostram a maneira de pensar diferente em relação à empresária palmeirense. “O São Paulo não precisa de caridade de seus torcedores. Não é dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Na ocasião, havia a expectativa da diretoria comandada por Carlos Miguel Aidar de que ele participasse de um fundo que colocaria pelo menos R$ 100 milhões nos cofres tricolores, mas que nunca saiu do papel.

Cifras mostram o tamanho da diferença com que os ricos palmeirenses e são-paulinos em questão atuam em seus clubes.

Crefisa e FAM renovaram seus patrocínios com o Palmeiras por cerca de R$ 80 milhões anuais mais bônus por conquistas. O compromisso anterior rendia aproximadamente R$ 60 milhões por ano à agremiação.

Nobre, enquanto reinou na presidência, tirou do bolso a título de empréstimo aproximadamente R$ 200 milhões para tocar o clube e reforçar o time. Recentemente, ele recebeu de volta R$ 43 milhões.

No lado são-paulino as quantias envolvidas não podem ser consideradas mixaria, mas são bem menores.

Abilio, cobrado por adversários políticos por nunca ter patrocinado o São Paulo, bancou a atuação de duas renomadas empresas de consultoria avaliada pelo entorno do empresário em cerca de R$ 2 milhões. O objetivo do trabalho foi verificar a verdadeira situação do clube, incluindo o CT das categorias de base, em Cotia, para permitir o melhor uso dos recursos, aumentar a geração de receitas e equacionar o pagamento de dívidas. Ou seja, a ação seguiu a linha de raciocínio de que é melhor criar condições para um faturamento maior do que injetar dinheiro para contratações.

 Pinotti, antes de ser diretor, emprestou cerca de R$ 19 milhões para a contratação de Centurión. Por causa da correção pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), a dívida com ele hoje passa de R$ 20 milhões. O jogador não emplacou, foi emprestado para o Boca Juniors e Pinotti nunca mais emprestou dinheiro para o clube.

O dirigente não quis dar entrevista sobre o assunto, mas, internamente, ele afirma que o fato de não ter feito novos empréstimos está desconectado do fracasso de Centurión no Cícero Pompeu de Toledo. A opção do cartola foi por contribuir com o São Paulo conseguindo novos patrocinadores.

Investimento alto em patrocínio dá retorno?

A distância mantida por Pinotti e Diniz do formato de patrocinar o time do coração leva à pergunta se comercialmente compensa investir pesado em patrocínio, como fazem Crefisa e FAM.

Ao ser indagada pelo blog se o retorno dado às suas empresas pela exposição na camisa do Palmeiras é satisfatório ou inferior ao dinheiro investido, Leila afirmou: “o retorno foi muito positivo, porém a maior satisfação que temos é poder contribuir para o sucesso de um projeto e ficamos extremamente felizes pela alegria que o Palmeiras proporciona aos torcedores”.

Nos clubes adversários é comum ouvir dirigentes afirmando que o preço pago pelas duas empresas ao atual campeão brasileiro é muito superior ao de mercado. E no Palmeiras, conselheiros argumentam que a empolgação com o título brasileiro e a popularidade alcançada pela dupla de empresários contribuíram para o aumento no aporte financeiro. Tais fatores não existem hoje no lado são-paulino da moeda.

“Nosso amor pelo Palmeiras e nossa confiança com o clube ajudaram muito em nossas tomadas de decisão. Ver os torcedores felizes, muito contentes por ter um time muito competitivo é gratificante”, afirmou Leila sobre o incremento nos investimentos.

Política

Apesar de pensarem de maneiras distintas sobre como ajudar o time de coração, Abilio, Pinotti, Paulo Nobre, Leila e Lamacchia têm um ponto em comum na relação com seus clubes: o envolvimento político.

O casal da Crefisa e da Fam acaba de colocar dinheiro na campanha por vagas no Conselho Deliberativo palmeirense. Após a vitória esmagadora, ambos podem participar da vida política do clube. Nobre, bem antes de ser eleito presidente, já estava engajado politicamente no alviverde.

No Morumbi, Pinotti apoia Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na tentativa de se reeleger à presidência. Porém, é visto mais como cartola do que político. Abilio está do outro lado da trincheira. É incentivador do candidato de oposição no pleito de abril, José Eduardo Mesquita Pimenta. Alex Bourgeois, ex-CEO do clube e homem de confiança do empresário, é um dos principais articuladores da campanha do oposicionista.

Os estilos distintos de pensar de quem tem conta bancária para ser mecenas de seus times, obviamente teve influência na montagem das equipes dos rivais desta tarde para a temporada. O reflexo mais emblemático é o fato de Pratto, o principal contrato do São Paulo, ter habitado os sonhos de Leila, mas acabar sendo preterido por Borja, mais caro e badalado.


Dívida do São Paulo por Centurión passa de R$ 20 milhões
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A dívida do São Paulo gerada pela contratação do argentino Centurión, emprestado ao Boca Juniors após não emplacar no Morumbi, já ultrapassa R$ 20 milhões. O credor é Vinícius Pinotti, atual diretor de marketing tricolor e que no início de 2015, como torcedor sem cargo no clube, decidiu ajudar bancando o investimento feito durante a administração de Carlos Miguel Aidar.

O São Paulo tem cinco anos a partir de 2015 para pagar o dirigente, que emprestou o dinheiro para a compra ser feita junto ao Racing (Argentina). Mas ele está no fim da fila. Seu crédito faz parte do que a diretoria chama de alongamento da dívida (quantias com vencimento a longo prazo).

O assunto Centurión voltou à pauta no Morumbi em reunião do Conselho Deliberativo. A oposição afirmou que em dezembro do ano passado a dívida com Pinotti era de R$ 11,5 milhões, mas agora saltou para R$ 21,5 milhões. Os opositores concluíram, então, que o dirigente colocou mais dinheiro no clube. A direção, porém, nega.

Antes da reunião, Adilson Alves Martins, diretor financeiro do São Paulo, afirmou ao blog que Pinotti só emprestou dinheiro para a compra de Centurión. O dirigente não fala valores para não expor o diretor de marketing, que também não dá entrevista sobre o assunto.

Na ocasião da compra, a imprensa noticiou que o São Paulo pagaria 4,2 milhões de euros (R$ 12,7 milhões).

Mas internamente a diretoria usa números diferentes e outros detalhes para explicar a diferença entre esse valor e a dívida atual com o diretor de marketing, que está entre R$ 20 milhões e R$ 21 milhões, pelas contas da direção.

O aporte feito por Pinotti, conforme a versão oficial, foi de cerca de R$ 19 milhões, pois além da quantia divulgada pela imprensa havia outra parcela equivalente a R$ 4,8 milhões. A dívida passa dos R$ 20 milhões por causa da correção de acordo com o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado).

Diante da polêmica, a direção tricolor está disposta a apresentar os detalhes da operação para os conselheiros que tiverem dúvidas.

Emprestado ao Boca por um ano em agosto, Centurión assinou contrato com o São Paulo no início de 2015 por quatro anos.

 


Após crise entre diretores, São Paulo barra “campanha do sofá”
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A campanha “Cadê você aí no Sofá?” gerou atrito entre diretores do São Paulo e não será repetida no Morumbi. Vinícius Pinotti (marketing) e Bruno Caetano (comunicação) divergiram sobre a ação no Facebook. Ela visava atrair mais torcedores para a partida decisiva contra o River Plate na próxima quarta-feira pela Libertadores.

A decisão da cúpula tricolor é que esse tom não deve mais ser usado no relacionamento com a torcida. A iniciativa foi considerada um erro, mas não um pecado mortal. A postagem, porém, não foi imediatamente retirada por causa da análise de que o fato chamaria mais atenção.

Para evitar situações semelhantes, a direção vai criar um novo sistema de controle sobre as publicações oficiais do clube nas redes sociais.

O blog apurou que a postagem foi feita por uma funcionária do departamento de comunicação logo após a vitória sobre o Trujillanos por 6 a 0, pela Libertadores, sem consulta à diretoria. O procedimento é comum no departamento. Por serem inúmeras postagens diárias nas redes sociais, não havia necessidade de aprovação prévia, mas agora as mensagens precisarão passar por mais pessoas antes de serem publicadas.

A campanha teve o apoio de parte da torcida e rejeição de outra parcela. Também gerou críticas de alguns veículos de comunicação, de conselheiros da oposição e até de membros da atual gestão.

As reações negativas incomodaram o diretor de marketing, que avaliou estar pagando a conta de uma iniciativa que não foi dele. Além de ser criticado por conselheiros, Pinotti foi xingado nas redes sociais.

Pressionado, decidiu se posicionar publicamente e disse ao site do diário Lance! que não foi consultado sobre a ação e que, se fosse, teria dito ser contra para aproveitar melhor o bom momento proporcionado pelo time.

Daí quem não gostou foi Bruno Caetano, diretor de marketing. Ele avaliou que o colega deveria ter se manifestado internamente. Os dois divergiram em mensagens por celular, mas não chegaram a romper.

Procurado, Pinotti disse que já tinha dado entrevista sobre o tema e não falaria mais. Caetano não respondeu ao blog.

Por sua vez, José Francisco Cimino Manssur, vice-presidente de marketing e comunicação, respondeu que não iria expor nenhum funcionário publicamente. “Vamos tratar do assunto internamente e corrigir o que for necessário”, afirmou o dirigente.

Também indagada, a assessoria de imprensa do clube disse que a decisão de publicar o post foi de departamento e que não fugiu do que é feito normalmente no setor. Afirmou que a ideia era fazer um chamamento do torcedor para o jogo contra o River por meio de uma postagem bem-humorada. Declarou ainda que muita gente gostou da iniciativa, muita gente não gostou, mas que jamais o São Paulo faria algo para afrontar sua massa de torcedores.

Conselheiros da oposição e alguns membros da gestão alegam que o clube conseguiu criar atrito num raro momento de paz gerada pelo desempenho do time neste ano e que fez um marketing negativo, assumindo uma dificuldade em levar sua torcida para o estádio.


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