Blog do Perrone

Arquivo : setembro 2014

Cúpula corintiana vê risco de Mano pedir demissão
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A cúpula do Corinthians não digeriu o discurso da comissão técnica de que o time está em formação e que isso justifica a campanha nada empolgante no Brasileirão. A avaliação é de que com nove meses de trabalho a equipe deveria render bem mais. Até porque o único pedido de Mano Menezes não atendido foi a contratação de Nilmar.

Mas, apesar da insatisfação, o desejo é de que o treinador continue, como disse Mário Gobbi em entrevista coletiva nesta segunda. Porém, existe o receio da direção do clube de que Mano, incomodado com a pressão, principalmente por parte da torcida, entregue o boné, se a situação não melhorar. Por menos ele pediu demissão no Flamengo, com três meses de trabalho, alegando que não conseguiu passar o que pensa sobre futebol para o grupo.

Aos olhos da cúpula alvinegra, Mano, apesar de negar,  já acusa o desgaste provocado pelas cobranças, o que é interpretado como risco de um pedido de demissão. Esse diagnóstico justifica o apoio dado a ele por Gobbi e pelos jogadores na segunda. Nesse cenário, a partida com o Atlético-MG, pela Copa do Brasil, nesta quarta, em Itaquera, ganhou ainda mais importância.

Ter que trocar de treinador agora seria um transtorno para o clube, apesar de Tite estar dando sopa. Se a mudança for feita apenas no final do ano, Gobbi pode, por exemplo, consultar as principais lideranças políticas sobre o novo técnico. O Corinthians terá eleição para presidência no começo de 2015. Um grupo de conselheiros defende a antecipação para dezembro de 2014 a fim de facilitar o planejamento da equipe.

Outra preocupação é com a possibilidade de os jogadores sentirem o esgotamento do comandante e perderem a confiança nele, algo que não foi detectado até aqui. O que é dada como praticamente certa é a saída de Mano em dezembro, quando termina seu contrato.


Campanha eleitoral deslancha mesmo com Palmeiras parado na zona da degola
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Em clube que está na zona de rebaixamento do Brasileirão, a diretoria se concentra apenas em recuperar a equipe, certo? Mas, e se faltam apenas cerca de dois meses para a eleição? Esse cenário pode atrapalhar o Palmeiras, 17º colocado do Nacional, na missão de se livrar da terceira queda para a Série B.

Mesmo com o time sem conseguir se afastar da ameaça de queda, a diretoria se preocupa com o pleito de novembro. Nesta noite, Paulo Nobre, pré-candidato à reeleição, por exemplo, tem encontro marcado numa pizzaria com um grupo de conselheiros.

A reunião faz parte da estratégia do atual presidente visando à reeleição. O cartola foi aconselhado, inclusive por Mustafá Contursi, a se reunir com membros do Conselho Deliberativo para se defender de críticas e ouvir os anseios dos conselheiros. Procurado para falar sobre a reunião desta segunda, Nobre respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que “as questões colocadas são internas e não serão discutidas no Blog do Perrone

Além disso, o presidente também já levou membros do Conselho Deliberativo para visitar o CT.

Nobre não é o único no clube que pensa em eleição em plena crise. Dois conselheiros ouvidos pelo blog afirmaram que receberam telefonemas de Mustafá que queria saber em quem eles vão votar. O ex-presidente nega que esteja fazendo pesquisa eleitoral. Mas é sabido que ele está em campanha por Nobre.

Luiz Carlos Granieri, outro pré-candidato, tem disparado telefonemas para membros do Conselho Deliberativo fazendo convites para formar a sua chapa. Por sua vez, Wlademir Pescarmona, também em campanha, divulgou recentemente um manifesto falando em nome da oposição e pregando uma trégua. Pediu para que as críticas fossem deixadas de lado e que houvesse união para manter o time na Série A.

Existe a preocupação de conselheiros de que com a proximidade das eleições os ataques se intensifiquem justamente na reta final do campeonato, possivelmente com o time ainda na briga contra a queda. E que o clima bélico contamine o vestiário por meio de críticas ao departamento de futebol.

Vale lembrar que pela primeira vez os sócios do clube terão direito a voto. Mas para poder concorrer o candidato precisa de apoio de 15% dos conselheiros, que seguem importantes no processo, pois parte deles tem influência junto aos associados.


Tite, eleição e torcida ameaçam permanência de Mano no Corinthians em 2015
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A comissão técnica do Corinthians argumenta que o time está em formação e será mais competitivo em 2015. Porém, no estafe de Mano Menezes já há quem dê como certo que o treinador não terá o seu contrato renovado ao final de 2014.

Nos últimos dias, uma série de fatores colaborou para aumentar essa sensação. O “fantasma” de Tite, as críticas da torcida e o fortalecimento da corrente de oposição no clube.

Várias entrevistas dadas por Tite fizeram com que ele crescesse no retrovisor de Mano. O ex-treinador disse que outubro é sua data limite para definir qual será o seu próximo emprego. A época, segundo ele, é boa porque já há uma definição clara de quem briga pelo título ou só por Libertadores no Brasileirão. Então os dirigentes começam a pensar na próxima temporada.

À Folha de S. Paulo, ele respondeu ter vontade de voltar ao clube do Parque São Jorge. Tite também deixou claro que topa conversar com candidatos à presidência de clubes, apesar de eles terem treinadores contratados atualmente. “Vai ter eleição no Grêmio, no Corinthians, no Palmeiras. ‘Eu vou conversar contigo, Tite, pois quero ver se tu tens o meu perfil. Tu queres conversar comigo? Pois não tenho intenção de permanecer com o técnico que lá está e o contrato dele termina no final do ano’. Pensando assim em um projeto futuro eu não vejo problema nenhum”, disse ele para a ESPN.

Essa afirmação se encaixa no quebra-cabeça político atual do Corinthians. É sabido que Mano sofre grande rejeição por parte do principal grupo de oposição do clube. Tite e Vanderlei Luxemburgo, do Flamengo, são dois nomes que agradam aos opositores.

A eleição normalmente acontece em fevereiro, mas um grupo de conselheiros quer a antecipação para dezembro, justamente a fim de facilitar o planejamento do time para 2015.

Nos últimos dias, o grupo de situação se dividiu ainda mais com a pré-candidatura de Ilmar Schiavenato, diretor social e homem de confiança de Mário Gobbi, fã de Mano. Os situacionistas já tinham Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol e lançado por Andrés Sanchez como pré-candidato. Esse cenário, em tese, fortalece a oposição, grupo quase que inteiramente contrário a manter Mano.

Outro ingrediente dessa receita amarga para o atual treinador corintiano é o aumento das críticas da torcida contra ele. Após o empate em um gol com a Chapecoense, em Itaquera, a Gaviões da Fiel gritou para Mano acordar e fazer o time jogar bola. Na última sexta, foi a vez de a Camisa 12 levar faixas ao CT do clube pedindo “um treinador de verdade, que vise à vitória e que não seja retranqueiro”.

Os poucos defensores de Mano no clube consideram normal a pressão da torcida, mas reclamam das declarações de Tite. Enxergam falta de ética por parte do ex-treinador.


Gobbi não impede e pré-candidatura de diretor amplia racha com Andrés
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Ilmar Schiavenato, diretor social do Corinthians, perguntou para Mário Gobbi se o presidente do clube seria contra sua candidatura para sucedê-lo. Ouviu como resposta que o atual mandatário não faria objeção.

Oficialmente, a chapa não foi lançada, mas, a partir da liberação de Gobbi, a pré-candidatura de Schiavenato para o pleito no início do ano que vem ganhou corpo, aumentando o racha no grupo situacionista.

Andrés Sanchez já havia escolhido Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol, como concorrente da situação. Com Ilmar na pista, passam a ser dois nomes da situação como pré-candidatos. Se ambos registrarem suas chapas, os votos dos situacionistas devem se dividir, ajudando a oposição.

Gobbi ficou numa situação delicada, mas segue fiel a Andrés, apoiando quem o grupo Renovação e Transparência indicar. Ou seja, até segunda ordem, Andrade. Ao mesmo tempo, já vê homens de sua confiança fazerem campanha por Ilmar. Esses escudeiros de Gobbi avaliam que a tropa de choque de Andrés fez de tudo para atrapalhar a atual administração. É praticamente a oficialização do conflito entre os dois grupos.

A oposição ainda não escolheu seu candidato, que deve sair do quarteto formado por Antonio Roque Citadini, Paulo Garcia, Fran Papaiordanou e Osmar Stábile.

Enquanto não se decidem, os opositores saboreiam a briga entre “andresistas” e “gobbistas”.

O blog enviou e-mail para Ilmar, mas o dirigente não respondeu. Recentemente, ao diário “Lance!”, ele disse que deixará a diretoria caso sua candidatura se torne oficial.


Brunoro só não foi demitido do Palmeiras ainda para não sair como vítima
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José Carlos Brunoro está com os dias contados no Palmeiras. O diretor executivo do clube só não é demitido agora, como quer a maioria dos conselheiros, para não sair como vítima.

A tese, defendida principalmente pelo ex-presidente Mustafá Contursi e abraçada pela diretoria, é de que se fosse afastado durante o Brasileirão, Brunoro teria o argumento de que seu trabalho foi interrompido e que a direção do clube agiu de maneira amadora, cedendo a pressão política. No caso de um eventual rebaixamento, ele estaria longe do clube no pior momento.

A decisão é fazer com que, aos olhos do público, o trabalho de Brunoro seja avaliado no fim do ano, apesar de seu desempenho já ter sido reprovado. E que ele carregue a responsabilidade pelo resultado final do Palmeiras na competição.

Até lá, o dirigente segue enfraquecido, com menos poder de decisão no departamento de futebol. Neste momento, é importante para os aliados de Paulo Nobre alardearem no clube que ele não permanecerá caso o presidente seja reeleito. De sinônimo de uma gestão profissional, Brunoro virou repelente de votos no Palmeiras.


Conselheiros querem Leão como dirigente para enquadrar time do Palmeiras
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Conselheiros do Palmeiras ouvidos pelo blog enxergam o elenco alviverde rachado, jogadores desmotivados e a cúpula do clube mal informada sobre o que acontece. Para reconstruir a equipe após os 6 a 0 sofridos diante do Goiás eles querem a contratação de Emerson Leão como dirigente remunerado. O ex-goleiro é visto como a solução para enquadrar jogadores.

“Está na hora de chegar um cara lá que dá bico na mesa, afasta jogador. É hora de colocar um gerente de futebol como o Leão, que conhece o clube. O que adianta multar o Valdivia [expulso infantilmente contra o Flamengo]. Precisa é de alguém no vestiário que bata nele”, disse Stéfano Américo Giordano, conselheiro do clube e que chegou a bater boca no Pacaembu com Omar Feitosa, gerente de futebol do Palmeiras.

A equação que parte dos membros do Conselho Deliberativo faz é a seguinte: José Carlos Brunoro e Feitosa não têm conhecimento do que acontece no vestiário, assim, o presidente Paulo Nobre não sabe o que está acontecendo e demora a tomar atitudes enquanto o relacionamento entre os jogadores de deteriora.

“Tem mais de uma de dezena de conselheiros que sabe o que acontece no vestiário muito mais rápido do que o presidente e muito melhor. Isso acontece porque os executivos falsificados do clube não funcionam. O Palmeiras precisa de um técnico-dirigente. O treinador está perdido, todos estão perdidos, então precisa de um cara que peite jogador, que afaste dois ou três”, disse o conselheiro Mauro Marques.

Segundo ele, Leão já esteve perto de voltar para o Palmeiras quando Felipão deixou o clube para treinar a seleção brasileira. “O consenso era o Leão, mas o Marcos Assunção, liderando grupo, disse: ‘[para o ex-presidente Arnaldo] Tirone, pode ficar tranquilo, não vamos cair’. Daí não trouxeram o Leão, o Valdivia continuou rindo dos caras e o time caiu. Então, precisa de chicote. Veio um bonzinho [Gilson Kleina], como o técnico atual, e caiu”. Segundo Marques, o chileno prejudica o time porque, além de jogar pouco, faz outros jogadores que atuam mais quererem aumento, por isso, alguns acabam deixando o clube.

Vale lembrar que o ex-goleiro tem fama de não se dar bem com argentinos, e o Palmeiras tem quatro no elenco.

“Além de trazer o Leão e impor linha dura, tem que afastar Deola, Bruno, Vitorino, Felipe Menezes, Josimar [negociado após esta entevista], Brunoro e Feitosa”, afirmou o conselheiro José Corona Neto.

Em entrevista exibida pelo Sportv nesta quarta, o presidente do Palmeiras disse que vai fazer contratações ainda para o Brasileirão e descartou existir um racha no elenco.


Romário criticou financiados pela Ambev. Agora, recebeu R$ 500 mil da Ambev
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Romário

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“Não recebo dinheiro de Fifa, de CBF e nem de Ambev”, disse Romário (PSB-RJ) em 8 de novembro de 2011, durante audiência na Câmara dos Deputados sobre a Lei Geral da Copa. E em maio de 2014, em votação referente ao projeto de refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes, o ex-jogador afirmou: “Esse projeto é um projeto eleitoreiro. Ou seja, deputados que vão a favor desse projeto estão pensando na sua eleição com ajuda direta ou indireta da CBF”. Na ocasião, ele atacava colegas que teriam votado de acordo com os interesses da confederação brasileira pensando no apoio da entidade e dos parceiros dela em suas campanhas na eleição de outubro.

Cerca de dois meses depois do inflamado depoimento dado em maio, no qual disse ter vergonha de ser colega de parlamentares alinhados com a CBF, Romário viu sua campanha ao Senado pelo Rio ser turbinada com R$ 250 mil da Londrina Bebidas, subsidiária integral da Ambev, patrocinadora da confederação, entidade dirigida por safados, nas palavras do ex-atacante. Em 28 de agosto, entraram nos cofres da campanha de Romário mais R$ 250 mil da subsidiária da Ambev.

As duas doações estão registradas na prestação parcial de contas do candidato entregues ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e foram feitas primeiro à direção do PSB, que efetuou o repasse para Romário. Nos dois casos, como espécie do recurso doado pela subsidiária da Ambev, aparece no site do TSE apneas “outros créditos”, sem maiores detalhes .Ao todo, o ex-jogador declarou ter recebido até agora R$ 758.440 em doações.

Uma das bandeiras de Romário na Câmara foi a instalação de uma CPI para investigar a CBF. Investigação desse porte provavelmente esmiuçaria os contratos de patrocínio da entidade. Indagado por meio de sua assessoria de imprensa se não havia um conflito de interesses no fato de receber doação de uma empresa de um dos patrocinadores da CBF, Romário respondeu com uma pergunta: “Conflito de interesse de quem, de mim, da Ambev ou da CBF?”.

Por sua vez, a Ambev respondeu aos questionamentos do blog com a seguinte nota:

“As doações eleitorais que Ambev faz a partidos e candidatos respeitam o modelo de contribuição privada adotado no Brasil. A companhia informa que essas contribuições, como não poderia deixar de ser, obedecem ao rigor da lei, são absolutamente transparentes, realizadas de maneira formal, com prestação de contas às autoridades e à sociedade, e somam valores muito inferiores aos permitidos por lei. A Ambev reitera que não privilegia nenhum partido, candidato ou corrente política e que a distribuição das doações obedece ao critério da proporcionalidade de representação das bancadas em nível federal, estadual e municipal.”

No site do TSE não foi possível obter a relação completa das doações feitas pela Londrina Bebidas, que no dia 27 de agosto teve a sua incorporação aprovada pelo Conselho de Administração da Ambev com o objetivo de facilitar a estrutura societária e reduzir custos. Assim, a Londrina Bebidas deixará de existir, porém, seu capital e seu patrimônio líquidos já refletiam no balanço da Ambev por se tratar de uma subsidiária integral.

Abaixo, veja reprodução da prestação de contas de Romário.

Reprodução


Uniformizadas do Corinthians estragam mais o Itaquerão do que são-paulinos
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As torcidas organizadas do Corinthians fizeram estrago maior no estádio do clube do que os visitantes são-paulinos neste domingo. Dois corrimãos foram quebrados pelas uniformizadas alvinegras no setor norte da arena. Na briga entre Pavilhão Nove, Camisa 12 e policiais militares, pelo menos um dos corrimãos foi usado como arma pelos vândalos.

Já na área destinada a visitantes, apenas o botão de uma descarga foi danificado. Os dados sobre os estragos foram passados pela assessoria de imprensa do clube, após consulta feita pelo blog.

O clássico vencido pelo Corinthians por 3 a 2 foi a primeira partida em Itaquera sem cadeiras nos setores em que ficam as organizadas e os visitantes. Elas foram retiradas a pedido das uniformizadas corintianas. Assim, mais uma vez o clube atendeu a um desejo dessas torcidas. E, de novo, elas prejudicam o time. Além da depredação, o clube corre o risco de ser punido pelo STJD por causa da confusão promovida por parte de seus torcedores e pelo arremesso de um isqueiro no gramado.

Por sua vez, a Federação Paulista aguarda relatório da Polícia Militar para decidir se aplica punição aos brigões.