Blog do Perrone

Arquivo : abril 2014

Oposição cogita ir à Justiça contra votação de cobertura do Morumbi dia 16
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A oposição do São Paulo estuda entrar com uma ação na Justiça para evitar que, no mesmo dia, 16 de abril, sejam realizadas a eleição do novo presidente do clube e a votação do projeto da cobertura do Morumbi.

No entender dos opositores, para o estatuto ser respeitado, deveriam acontecer duas reuniões do Conselho Deliberativo, uma para cada tema. A situação, por sua vez, não vê irregularidade em juntar as pautas.

Votar a cobertura no mesmo dia da eleição, foi a solução encontrada por Juvenal Juvêncio para evitar que os opositores boicotem de novo a aprovação da cobertura. Eles já esvaziaram o encontro em que o projeto seria votado no ano passado, impedindo a presença mínima de 75% dos conselheiros exigida para que o tema seja colocado em votação.

Só que dessa vez, a oposição tem que comparecer para votar em Kalil Rocha Abdalla, seu candidato à presidência, que tem chances remotas de derrotar Carlos Miguel Aidar. Isso porque a situação já tinha a maioria no Conselho Deliberativo e no último sábado elegeu mais 49 membros contra 31 opositores.

Quando boicotou a aprovação da cobertura, a oposição afirmou que desconhecia os contratos referentes ao projeto. A diretoria alega que agora mostrou todos os documentos que foram pedidos. O grupo de Kalil responde, no entanto, que alguns ainda não foram mostrados.

Mas o argumento mais forte dos opositores passou a ser de que não há mais motivo para colocar o tema em votação, já que a Andrade Gutierrez, que seria parceira na obra, desistiu do projeto justamente por causa da disputa política. Já a diretoria declara que conversa com outros interessados.

Apesar da ameaça oposicionista de entrar na Justiça, pode haver uma decisão negociada. Intermediários das duas partes conversam sobre a possibilidade de um acordo, que envolveria cargos na futura administração. Oficialmente, as duas partes negam interesse em negociar postos na diretoria.


Nobre pode levar 10 anos para receber dívida do Palmeiras
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O fato de Paulo Nobre ser credor do Palmeiras em mais de R$ 70 milhões tira o sono dos membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). Eles querem que fique claro como o clube vai pagar a dívida ao dirigente e que seja feito um acordo formal.

Por isso, estudam opções para sugerir ao cartola. A mais robusta até agora é o pagamento em aproximadamente 10 anos, com juros compatíveis aos de mercado.

Preocupados, os ‘cofistas’ voltaram a pedir para o presidente cortar gastos. Dessa vez afirmaram que o objetivo é não aumentar mais a dívida do clube com o dirigente. Eles temem que o crescimento do débito asfixie de vez o Palmeiras. Sustentam também que, se não for sacramentado agora como o cartola vai ser ressarcido, ele corre o risco de ficar sem receber, principalmente se um desafeto assumir o poder no clube.

Ouvido pelo blog, o opositor Wlademir Pescarmona disse que qualquer um que assumir a presidência no lugar de Nobre vai priorizar outros pagamentos mais urgentes, deixando essa dívida para depois. Mas não defendeu um calote.

Relatório da GF Auditores Independentes, que cuidou do balanço palmeirense, aponta que até dezembro do ano passado Nobre era credor do clube em R$ 75,1 milhões. Mas membros do COF trabalham com a informação de que a dívida já passou para R$ 85 milhões em 2014. E que um novo empréstimo no valor de R$ 40 milhões pode ser feito.

O presidente não empresta dinheiro diretamente do bolso dele. Ele usa seu crédito pessoal para levantar recursos  junto a instituições financeiras e o dinheiro vai para o Palmeiras.

Indagado pelo blog sobre se já sabe como vai receber a dívida e em quantos anos, Nobre respondeu por meio de sua assessoria de imprensa que “essas questões são internas e não serão discutidas no blog do Perrone”.

A discussão respinga em futuras contratações, pois parte dos ‘cofistas’ teme que a vinda de atletas considerados caros faça com que o presidente use mais o seu nome para conseguir dinheiro, aumentando a dívida.

O ex-presidente Mustafá Contursi, membro do COF, já se manifestou publicamente contra a intenção de Nobre em pagar 4 milhões de euros para o Benfica a fim de assegurar a permanência de Alan Kardec. Segundo ele, o clube não está em condições de gastar esse dinheiro com o atleta.

 


Mais impressionante é para quem brasileiros perderam vagas na Libertadores
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O que impressiona não é o Brasil ter três times eliminados na primeira fase da Libertadores. É para quem eles perderam as vagas. Uma olhada no currículo de alguns dos clubes que superaram os nacionais dá a dimensão do vexame.

O Flamengo certamente comemorou quando foi sorteado para ficar no Grupo 7, sem nenhum ex-campeão da competição além dele. Mas só terminou acima do equatoriano Emelec.  Viu Bolívar e León, do México, ficarem com as vagas.

Já o Botafogo tomou nesta quarta de 3 a 0 do argentino San Lorenzo, que, se não é um bicho-papão, sempre preocupa. Mas viu a outra vaga nas mãos do Unión Española. O time chileno tem como sua glória na Libertadores um vice-campeonato em 1975.

Por sua vez, o Atlético-PR não conseguiu tomar o lugar na segunda fase do The Strongest da Bolívia, país que nunca teve um campeão da Libertadores. A outra vaga do grupo ficou com o Vélez Sarsfield, vencedor do torneio em 1994. O Bota acabou em último do Grupo 2, atrás do Independiente equatoriano.

Pior do que o vexame da eliminação, só se as diretorias dos três desclassificados desandarem a contratar sem dinheiro para dar uma resposta para suas torcidas. Nessas horas costumam ser feitas as maiores bobagens.


Seleção do Paulista barra quinteto de R$ 135,6 mi e destaca atletas baratos
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A seleção do Campeonato Paulista mostra como as principais equipes do Estado têm sofrido com suas grandes contratações.

Cinco dos jogadores mais caros na competição não aparecem entre os melhores, escolhidos por jornalistas.  Valdivia (R$ 18,9 milhões), Leandro Damião (R$ 42,5 milhões), Ganso (R$ 16,4 milhões por 32%), Luis Fabiano (R$ 17,6 milhões) e Alexandre Pato (R$ 40,5 milhões), que jogou o começo do torneio pelo Corinthians e ficou impedido de atuar por seu novo clube, o São Paulo, custaram juntos R$ 135,9 milhões. Todos ficaram fora da seleção.

A escalação dos melhores do torneio mostra que atletas contratados sob desconfiança e desprezados por seus antigos clubes se destacaram mais do o que caro quinteto. É o caso de Lúcio, que foi dispensado do São Paulo e ficou livre para acertar com o Palmeiras. O alviverde só precisou desembolsar os vencimentos do beque, que forma dupla de zaga com Anderson Salles na seleção.

Na defesa da seleção  do Estadual está outro palmeirense exemplo de contratação barata: o goleiro Fernando Prass. Ele rescindiu seu antigo contrato com o Vasco na Justiça, por causa de salários atrasados.

Até o craque da competição, Cícero, enfrentou o desinteresse de seu clube anterior, o São Paulo, e acabou sendo emprestado aos Santos pelo Tombense, ao qual é vinculado.

A revelação do campeonato, Geuvânio, esteve para deixar o Santos antes de se firmar. Ele forma o ataque dos melhores da competição ao lado de Thiago Ribeiro, seu companheiro de time, contratado junto ao Gaglari, da Itália, sob desconfiança de torcedores e conselheiros e por cerca de R$ 8 milhões. Ou, aproximadamente, 20% do que o Santos terá que pagar aos investidores que emprestaram o dinheiro para a contratação do também atacante Damião, caso ele não seja vendido em três anos.


Mistério no último jogo com Juvenal presidente: Ceni usa amarelo de Aidar?
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Virou mistério no São Paulo a cor de camisa que Rogério Ceni vai usar nesta quarta contra o CSA, pela Copa do Brasil, no último jogo do clube por uma competição com Juvenal Juvêncio na presidência.

Gente fiel ao atual presidente dá como certo que o ídolo vestirá um modelo amarelo, cor da campanha de Carlos Miguel Aidar, apoiado por JJ, à presidência. A informação é de que a Penalty demorou para entregar essa versão, que seria usada no Paulista, contra o Penapolense, antes da primeira etapa da eleição tricolor, entre os sócios. Como a equipe foi eliminada do Estadual, só é possível que o goleiro vista amarelo nesta noite.

Indagado pelo blog na semana passada sobre o assunto, Ceni disse, via assessoria de imprensa, que não sabia qual modelo usaria e que a pergunta deveria ser feita ao clube.  A Penalty respondeu o mesmo. Não comentou nem se entregou uniforme amarelo para o capitão são-paulino. Já o diretor de futebol, Gustavo Vieira de Oliveira, não foi localizado por telefone para falar sobre o assunto.

No próximo dia 16, na segunda fase da eleição, o Conselho Deliberativo vai escolher entre Aidar e o oposicionista Kalil Rocha Abdalla, que adota o vermelho. Como os amarelos elegeram 49 conselheiros contra 31 dos vermelhos no último sábado e já tinham vantagem no conselho, dificilmente Aidar deixará de se eleito presidente.

Mesmo assim, situacionistas desejam ver Rogério de amarelo, principalmente porque seria uma forma de cutucar o oposicionista Marco Aurélio Cunha, desafeto de Juvenal e amigo de Rogério.

Diretamente interessado no assunto, Aidar também disse ao blog não saber qual cor Ceni usará. “Mas ficaria muito feliz se ele usasse amarelo”, afirmou o cartola. Na semana passada, ele foi ao CT são-paulino e pediu para os jogadores homenagearem Juvenal com uma vitória sobre o CSA. Um empate basta para a equipe paulista avançar na Copa do Brasil.


Palmeiras faz acordo para pagar R$ 433,6 mil a pai de Daniel Carvalho
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O Palmeiras assinou acordo para encerrar cobrança na Justiça feita pela empresa do pai de Daniel Carvalho, Albio Carvalho. O clube se comprometeu a pagar R$ 433.690 em cinco parcelas mensais.

No processo, Albio alegou que o ex-time de seu filho não pagou parcelas previstas em aditamento do contrato de aquisição de direitos econômicos do atleta. Portanto, não se trata de salários atrasados.

O acordo foi homologado no dia 26 de março, com previsão de pagamento da primeira parcela no último dia 5, no valor de R$ 77.083,50. A última deve ser quitada em 5 de agosto e será de R$ 69.948,25.

Pelo trato, se atrasar o pagamento de ao menos uma das parcelas, o Palmeiras se tornará devedor de R$ 895.803,71, valor cobrado originalmente. Nesse caso, haverá descontos de parcelas eventualmente já pagas.


Meia Rodriguinho, fora dos planos de Mano, teve 40% de aumento em janeiro
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Pense num jogador que com apenas seis meses de clube já virou negociável, pois nunca se firmou como titular e está fora dos planos do novo treinador. Você daria 40% de aumento para ele?

O Corinthians deu tal reajuste para Rodriguinho, que se encaixa nessa situação. Ele chegou ao Parque São Jorge em outubro e tem empréstimo encaminhado para o Fluminense. Em janeiro, a atual diretoria alvinegra já tinha indicações de que Mano Menezes não pretendia contar com o atleta, porém, foi obrigada por contrato a dar um aumento de cerca de 40% para o meio-campista.

Rodriguinho está longe de ter um dos mais altos ganhos do elenco. Recebe, com o aumento, aproximadamente R$ 140 mil mensais. Mas o caso serve para ampliar as críticas feitas por dirigentes do clube ao ex-diretor de futebol, Roberto de Andrade, pré-candidato à presidência, status que o deixa mais vulnerável a ataques.

A queixa é de que a cláusula que previa o aumento deveria ter sido descartada por Andrade, já que acabou premiando um jogador que pouco atuou. De acordo com o site do Corinthians, Rodriguinho (ex-América-MG) participou de 13 partidas e não marcou gol.

Andrade já era criticado por ter renovado o contrato de Sheik, que ganha cerca de R$ 500 mil mensais e também não está nos planos de Mano. O blog telefonou para o ex-diretor, mas ele não atendeu ao celular.

A esperança da diretoria é de concretizar nesta semana o empréstimo de Sheik para o Botafogo e o de Rodriguinho para o Fluminense. No caso do meia, a conta que se faz no Parque São Jorge é de que, se ele sair, o clube abrirá espaço em sua folha de pagamento para bancar aproximadamente a metade do salário de Rafael Sóbis, também do Flu e que o time paulista quer por empréstimo.


Para conselheiros, Oswaldo de Oliveira deixou meninos da Vila desprotegidos
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Uma declaração de Oswaldo de Oliveira incomodou a ala de conselheiros do Santos que tem como bandeira defender os jogadores das categorias de base.

Para esse grupo, o treinador deixou os novatos expostos ao dizer que eles “podem” ter sentido a pressão de disputar sua primeira final, na derrota contra o Ituano, na abertura da decisão do Campeonato Paulista. O técnico também afirmou que alguns jogadores, sem fazer diferença entre jovens e experientes, não renderam como vinham rendendo.

“Quer dizer que ele não tem responsabilidade e nem os boleiros [atletas mais velhos]? Se perder o título, serão os meninos que vão perder? É uma vergonha isso”, disse Celso Leite, conselheiro da oposição.

A reação é reflexo de uma constante divergência entre conselheiros que preferem jogadores da base e dirigentes que apostam em atletas caros, como Leandro Damião.


Pressionada, São Paulo decide não bancar transporte de voluntários da Fifa
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Pressionada pelo Ministério Público estadual, a Prefeitura de São Paulo, afirma que não vai oferecer transporte gratuito para os voluntários da Fifa durante a Copa do Mundo. A decisão foi confirmada ao blog pela assessoria de imprensa da vice-prefeita, Nadia Campeão, coordenadora da Secopa (Secretaria de Copa de São Paulo).

O promotor do Patrimônio Público, Marcelo Camargo Milani, havia enviado uma recomendação administrativa para o prefeito Fernando Haddad. O documento recomenda que o prefeito não banque as estruturas complementares para o estádio do Corinthians, não ofereça transporte coletivo gratuito para os voluntários que atuarão no Mundial, não coloque dinheiro nas fans fests (festas que a Fifa exige para os torcedores em dias de jogos) e que não compre ingressos das partidas.

Dessas ações, a única que a prefeitura admitia estudar era dar transporte de graça para os voluntários por entender que criaria um clima positivo para a cidade, apesar de a medida não estar prevista em contrato com a Fifa, que terá 1.250 voluntários no município. Antes da recomendação do MP, a prefeitura tendida a arcar com as despesas de transporte dos voluntários.

Por sua vez, o promotor disse que processaria Haddad por improbridade caso a cidade decidisse custear as despesas dos voluntários com locomoção.

O blog enviou perguntas à Fifa e ao COL (Comitê Organizador Local) sobre o tema, mas não recebeu resposta.


Aidar deve ter menos folga política do que Juvenal no São Paulo
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Apesar de vencer sem sustos a eleição entre os sócios do São Paulo, o grupo situacionista deve ter bem menos folga nos próximos anos do que teve até agora. Principalmente porque o número de conselheiros eleitos pela oposição pulou de 18 no último pleito para 31 agora.

O crescimento foi insuficiente para assegurar a maioria no Conselho Deliberativo, já que a situação elegeu 49 conselheiros e amplia a vantagem que tinha no órgão.

Nesse cenário, ficou improvável que o opositor Kalil Rocha Abdalla derrote Carlos Miguel Aidar na eleição para a presidência, no próximo dia 16. Mas é certo que, sendo eleito, Aidar terá vida política bem menos tranquila do que Juvenal Juvêncio teve na maior parte de sua administração.

Além de a vantagem situacionista diminuir, a oposição agora tem como articulador Kalil, conselheiro influente em diversas alas do órgão. Ex-aliado de Juvenal, só no final da última gestão ele mudou de lado. Kali e Marco Aurélio Cunha darão trabalho à situação no conselho.

Também vai pesar o fato de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ser o presidente do Conselho Deliberativo, se tudo sair como programado pela situação.

Apesar de ser situacionista, Leco queria ser candidato e não digeriu a escolha de Aidar. Assim, caso se concretize a vitória de Carlos Miguel, em tese, ele não terá a um presidente do conselho dócil a seu lado.

E o órgão deverá ter embates bem mais agitados agora, que está menos desequilibrado. Outro motivo é a presença de Francisco Manssur, homem de confiança de Juvenal e um dos alvos preferidos da oposição. Em sua primeira eleição, ele foi o sexto mais votado para o conselho, com 649 votos. Marco Aurélio Cunha, com 872, foi o único opositor a receber mais indicações do que o pupilo do atual presidente. Cunha, aliás, só perdeu para o situacionista Julio Cesar Casares, com 911 votos. Era questão de honra para JJ não deixar Cunha ser o campeão das urnas. Como era uma das prioridades eleger bem Manssur.

Mais uma vez, Juvenal demonstrou sua força, mas sem o cargo de presidente terá mais dificuldade para evitar o crescimento da oposição, que, em qualquer clube representa riscos de turbulência para o time de futebol. A equipe é sempre o ponto mais sensível da política interna. E uma oposição mais forte grita mais alto quando enxerga algo errado entre o vestiário e o campo.