Blog do Perrone

Arquivo : abril 2015

Santos superou racha entre jovens e experientes para chegar à final
Comentários 12

Perrone

Reveja as melhores fotos de Santos x SP

Veja Álbum de fotos


Assim que tomou posse, a atual diretoria do Santos confirmou antigas informações e constatou que precisava “reformar” o vestiário para acabar com uma rachadura no elenco. Parte considerável dos jogadores mais velhos do time não interagia com os mais jovens. Os novatos ficavam sufocados e o distanciamento prejudicava a equipe, de acordo com a análise dos cartolas.

Como um dos veteranos mais distantes dos garotos foi apontado Edu Dracena, justamente o capitão, o cara que sentava com a diretoria para discutir premiações, por exemplo. Leandro Damião, Aranha e Arouca também foram avaliados como integrantes do grupo que pouco se relacionava com a maioria dos Meninos da Vila.

Os comentários sobre o racha duraram por quase toda a temporada passada, mas tanto veteranos como novatos sempre negaram o problema.

A diferença abissal entre os salários dos mais rodados e dos jovens também era maléfica para a equipe, concluíram os novos diretores.  Incomodava os dirigentes, ainda, o fato de ver jogadores ricos se queixarem dos atrasos nos pagamentos, enquanto os moleques em busca de fortuna aguentavam o tranco calados.

Com o diagnóstico em mãos, os cartolas decidiram que precisavam facilitar a saída de alguns veteranos. Além de colaborar para a reunificação, a medida daria algum fôlego financeiro ao clube.

Mas a diretoria acabou precisando fazer pouca força para a saída de boa parte dos veteranos. O primeiro a partir foi Damião, emprestado ao Cruzeiro em dezembro do ano passado, pouco depois de Modesto Roma Júnior ser eleito presidente do Santos, mas antes de ele tomar posse, em janeiro.

No começo de 2015, Dracena, desafeto do ex-lateral Léo, que passou a estagiar no departamento de futebol do clube, fez um acordo negociando os valores atrasados que tinha a receber e se transferiu para o Corinthians. Aranha e Arouca acionaram a Justiça por conta das dívidas, mas retiraram as ações, entraram em acordo com o clube e rumaram o Palmeiras.

Como parte do processo de reunificação do vestiário, a direção alvinegra resgatou Elano. A aposta era de que, além de suas funções em campo, ele abraçaria os mais novos. A missão foi dividida com Renato e Robinho, que já estavam no elenco e não faziam parte do grupo que pouco convivia com os jovens.

Quando a correção de rota parecia ter sido feita, outra turbulência provocou sérias rachaduras no Santos. O treinador Enderson Moreira fez críticas aos Meninos da Vila e passou a enfrentar um processo de fritura.

Um dos criticados foi Gabriel. Depois de um treino em que foi ríspido com alguns atletas, o técnico entrou em acordo com a diretoria e deixou o clube. Porém, treinador e direção negaram que o problema era o relacionamento dele com os jovens.

De novo, a falta de dinheiro colaborou. Para não gastar uma fortuna com um substituto, a cúpula santista optou por efetivar o auxiliar Marcelo Fernandes no cargo. Serginho Chulapa ganhou espaço como um ativo assistente.

Na opinião dos cartolas, a dupla ajudou na união do elenco por conhecer bem o clube e ter identificação tanto com veteranos como com novatos.

Funcionou, mas de repente a luz amarela piscou de novo. Dirigentes temeram que Edinho, filho de Pelé e que também estava na comissão técnica, pudesse ter ficado descontente por não ter sido o escolhido para treinar o time. Avaliaram que o diálogo entre ele e Fernandes não era como desejavam. No momento em que coçavam a cabeça, Rivaldo apareceu, levando Edinho para treinar o Mogi Mirim. E o Santos seguiu seu caminho até a final do Paulista.


Sem dinheiro, Santos não combina prêmio por título. Vai dar o que tiver
Comentários 35

Perrone

Reveja as melhores fotos de Santos x SP

Veja Álbum de fotos

A falta de dinheiro fez o Santos quebrar uma tradição seguida por clubes que chegam a finais: fazer reunião com os jogadores e definir a premiação pelo título.

Em meio a uma grave crise financeira, a diretoria do clube preferiu não prometer um valor fixo. Temia não conseguir cumprir a promessa e estragar o que chama de excelente relacionamento com os atletas.

Se o time bater o Palmeiras na decisão do Estadual, haverá premiação, mas a quantia será a que o clube tiver disponível. A nova postura não significa um problema, porque os atletas não cobraram a definição do bônus.

“Eles não pediram reunião para discutir prêmio, então, não marcamos nada pra falar disso. Agora, como vou prometer um valor que não tenho? Mas eles vão ser recompensados, pode ter certeza disso”, afirmou ao blog Modesto Roma Júnior, presidente santista.

Oferecer uma gorda recompensa agora também seria uma contradição dolorida para jogadores que estão com até sete meses de direitos de imagem atrasados. Os salários registrados em carteira de trabalho e os bichos por vitória estão sendo pagos.

Até aqui, os atletas não demonstram irritação por conta dos atrasos, que se acumulam desde o ano passado, durante a gestão de Odílio Rodrigues.

Diretores e o presidente atuais atribuem a compreensão do elenco, entre outros fatores, a uma conversa franca com o grupo em janeiro. No vestiário, também estava o ex-presidente Marcelo Teixeira. Depois de Modesto explicar a situação em que assumiu o clube, Robinho tomou a palavra e perguntou se a diretoria garantia que todas as remunerações atrasadas seriam quitadas. A resposta foi afirmativa, e o atacante declarou que o elenco compreenderia a situação.

Para ganhar a confiança dos atletas, a diretoria diz que no começo do ano quitou os salários de janeiro, o décimo terceiro e mais três salários atrasados de 2014. Só que nenhum direito de imagem foi pago.

“O segredo é ser verdadeiro com eles, com os funcionários de modo geral. Tem que mostrar que você não está sacaneando, está trabalhando para arrumar o dinheiro e vai pagar”, disse Modesto.


Antes pressionado, interino do SPFC alivia críticas contra Aidar e Ataíde
Comentários 12

Perrone

 Foram pelo menos dois meses convivendo com a faca da degola em seu pescoço. Na última quarta-feira, porém, um movimento brusco mudou a situação de Milton Cruz no São Paulo. Agora ele serve de escudo para o presidente Carlos Miguel Aidar e o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro, que estão com as armas de membros da diretoria e conselheiros apontadas para eles.

A guinada de Milton aconteceu com a vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians na quarta. Só por conta do triunfo sobre o rival e da classificação para a próxima fase da Libertadores a pressão sobre a cúpula são-paulina não é maior.

Ataíde e Aidar enfrentam uma avalanche de críticas por causa da demora para contratar o substituto de Muricy Ramalho. A queixa é de que a dupla se divide em escolhas pessoais no lugar de pensar só no perfil de treinador que interessa ao clube. Os resultados são a falta de rumo e a lentidão.

Outra reclamação é a de que o presidente deixou o vice esperar quase 20 dias pelo argentino Alejandro Sabella, sem ter ao menos um indício de que ele aceitaria o convite.

“Desconheço tais críticas e, se existem, não mudarão a postura do São Paulo. Não vamos nos precipitar. A paciência é a arte da sabedoria”, disse Aidar ao blog sobre as reclamações de seus diretores por conta da demora.

Desde ontem, quando oficializou a desistência por Sabella, o presidente são-paulino voltou à estaca zero. Não tem contato avançado com ninguém, e a possibilidade que mais o agrada é manter Milton até o meio do ano para trazer Jorge Sampaoli, técnico do Chile, após a Copa América.

E essa chance só existe porque boa parte daqueles que empurraram a faca para Milton e agora a apontam para Ataíde e Aidar entende que o interino demonstrou capacidade para ficar no comando por mais tempo. Não fosse a confiança nele, que tinha sua demissão pedida por ser amigo de Juvenal Juvêncio e supostamente ter errado na indicação de vários reforços nos últimos anos, a gritaria dos outros cartolas contra Ataíde e Aidar seria ensurdecedora. Isso porque existe dificuldade em aceitar embarcar mais uma vez no sonho estrangeiro sem um pré-contrato nas mãos.

 


Tudo começou a dar errado para o Corinthians? Tem explicação
Comentários 204

Perrone

De uma hora para outra tudo parece que começou a dar errado para o Corinthihans. Por que será?

Porque até os melhores erram. Como Tite errou ao demorar para colocar Mendoza contra o São Paulo, após a expulsão de Sheik. Ele era a opção certa para explorar os contra-ataques e jogadas individuais que poderiam render faltas a favor dos corintianos e cartões para os são-paulinos.

Porque as pernas pesam após uma maratona de partidas. E o estilo de jogo adotado por Tite exige ainda mais preparo físico.

Porque é natural o relaxamento de quem nem enxerga seus perseguidores no retrovisor.

Porque é natural quem está atrás pisar mais fundo no acelerador.

Porque o time a ser batido é mais estudado pelos demais.

Porque, enquanto sobrava, o Corinthians não desenvolveu variações táticas.

Porque o discurso de que jogador não sente falta de direitos de imagem atrasados quando recebe em dia o salário registrado na carteira de trabalho motiva dirigentes, não os atletas.

Porque Guerrero faz muita falta.

Porque falta cabeça fria aos corintianos, expulsos com frequência. Por mais que as expulsões de Sheik e Mendoza contra o São Paulo tenham sido exageradas (e foram para este blogueiro), elas não aconteceriam se ambos tivessem mais calma. Talvez a sorte de Emerson fosse diferente, caso ele não mandasse recado para os adversários (e para os juízes) de que sabe chegar junto.

Porque é previsível que uma diretoria de futebol com dois cartolas estreantes no cargo (Eduardo Ferreira, o Edu da Gaviões, e Sérgio Janikian) leve tempo até pegar o traquejo para identificar e solucionar rapidamente certos problemas. O calejado superintendente de futebol e deputado federal Andrés Sanchez não pode estar diariamente por perto.

Porque a temporada só está começando, e ninguém vai permanecer o tempo inteiro no topo. Altos e baixos fazem parte do jogo. O Corinthians segue como um dos favoritos ao título da Libertadores e do Brasileirão. Certamente, viverá dias melhores em 2015.


Relatos de novas brigas entre Gaviões e Independente ampliam tensão em jogo
Comentários 8

Perrone

Relatos de torcedores sobre duas brigas que teriam ocorrido no último domingo envolvendo membros da Gaviões da Fiel e da Independente aumentaram o risco de episódios violentos antes, durante e depois da partida desta quarta entre Corinthians e São Paulo pela Libertadores, no Morumbi.

Os confrontos, conforme relatado, aconteceram na Zona Sul de São Paulo e em Guarulhos. Numa das brigas um dos líderes da Independente, Henrique Gomes, conhecido como Baby, teria ficado ferido.

É evidente o risco de os são-paulinos buscarem vingança no caminho de ida ou de volta do Morumbi. Até mesmo ao redor do estádio, apesar do intenso policiamento.

Mas, quem conhece o cotidiano das organizadas sabe que depois das batalhas é comum os líderes punirem a socos e pontapés integrantes que, na visão deles, correram da briga. Assim, pode haver até conflito interno.

O blog telefonou para a sede da Independente. Um torcedor que se identificou como Bruno e membro da diretoria informou que Baby não estava lá e negou que brigas tenham ocorrido recentemente com a Gaviões.

Porém, no perfil de Baby no Facebook, outro integrante da Independente desejou melhoras ao líder, que não respondeu. Horas depois, a mensagem desapareceu da página.

Por sua vez, a assessoria de imprensa da Polícia Civil disse que não tinha como confirmar se os confrontos ocorreram.

No final do clássico, as brigas já renderam provocações, a Gaviões cantou para Independente: “Deixaram o vice (Baby) na mão”, “Banguelo, o vice tá banguelo”, e “Cidade Dutra (bairro em que teria ocorrido uma das pancadarias)”.


De patrocínio a sonho de Ceni: o que vale para o SPFC ficar na Libertadores
Comentários 29

Perrone

Do potencial para conseguir mais dinheiro à oportunidade de seu maior ídolo encerrar a carreira por cima. Veja o que está em jogo para o São Paulo na partida desta quarta, que vale a permanência na Libertadores, contra o Corinthians, no Morumbi.

Aposentadoria – A eliminação nesta quarta mataria o sonho de Rogério Ceni de se aposentar conquistando mais um título da Libertadores. Ou obrigaria o goleiro a adiar mais uma vez o plano de se aposentar, renovando seu contrato, que termina no final do torneio continental, em agosto. Encerrar sua última participação no torneio com uma queda na primeira fase seria melancólico para o capitão são-paulino.

Patrocínio – Não avançar para os mata-matas do torneio pode prejudicar as negociações em busca de um patrocinador principal. A competição que dá vaga ao Mundial de Clubes da Fifa é um dos principais atrativos para investidores. Neste momento, a diretoria mantém pelo menos duas conversas em estágio intermediário com interessados. Há o temor de que a eventual queda precoce esfrie as tratativas.

Novo treinador – Se passar para a próxima fase, o substituto de Muricy Ramalho, seja ele quem for, já chegará pressionado a alcançar às quartas-de-final. A tabela prevê jogos das oitavas-de-final a partir do próximo dia 29. Assim, ele teria que trocar os pneus com o carro andando. Em caso de eliminação, o técnico ganhará mais tempo para se adaptar ao clube e diagnosticar defeitos do time, já eliminado do Paulista. A estreia no Brasileirão está marcada para 10 de maio, contra o Flamengo.

 Grana – Cair na primeira fase da Libertadores tira a chance de o São Paulo turbinar as receitas com rendas milionárias nos mata-matas do torneio. Até agora, a torcida não mostrou grande entusiasmo com a competição. Como a maioria das equipes brasileiras, o clube do Morumbi enfrenta grave crise financeira.

Política – A queda prematura daria mais munição aos críticos de Ataíde Gil Guerreiro. Eles reclamam que o vice-presidente de futebol não conseguiu resolver os principais problemas do time e ainda transformou em novela a substituição de Muricy Ramalho no que seria demonstração de falta de planejamento e de critério na escolha do novo treinador. Uma eventual eliminação será também atribuída a supostos erros do cartola.

 


Paciência da cúpula do São Paulo com Sabella está no fim
Comentários 110

Perrone

A paciência da cúpula do São Paulo com Alejandro Sabella está no fim. Por isso, o clube cobra uma resposta imediata do treinador sobre se aceita trabalhar no Morumbi.

Para parte dos cartolas são-paulinos, o ex-técnico da Argentina está enrolando e a demora pode comprometer o restante da temporada tricolor.  Eles pressionaram o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro e o presidente Carlos Miguel Aidar, que concordaram com os argumentos e decidiram apressar o argentino.

Também pegou mal o fato de Sabella ter reclamado de que informações sobre a negociação vazaram na imprensa. Dirigentes próximos a Aidar entendem que o treinador não deve alimentar conflitos, mas ser objetivo em relação à proposta.

O principal motivo para a pressa é o entendimento de que Sabella vai precisar de mais tempo do que um treinador brasileiro para se adaptar ao clube.

A demora também gera crítica ao vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro por não conseguir solucionar o problema rapidamente. A operação para substituir Muricy Ramalho tem sido considerada um desastre por gente da própria diretoria, principalmente pelos que já criticavam o trabalho do vice. O fato de ele ter dito à Folha de S. Paulo que já tinha o “sim” de Sabella, Luxa e Abel Braga, mas até agora não ter acertado com ninguém é um dos exemplos citados pelos críticos. Outro é a declaração de Aidar descartando Abel logo depois de Ataíde dizer estar negociando com ele.

A pressão de conselheiros por uma definição rápida fortalece Luxemburgo no Morumbi. Os que querem o treinador do Flamengo argumentam que ele seria capaz de arrumar o time muito mais rapidamente do que Sabella.

Veja também: Diretoria aparece no treino do São Paulo, mas não fala sobre técnico


Finalista, Palmeiras quase dobra gasto médio com futebol no começo de 2015
Comentários 91

Perrone

Finalista do Paulista, o Palmeiras quase dobrou o seu gasto médio com o departamento de futebol no começo de 2015 em relação ao ano passado.

De acordo com dados oficiais do clube, a despesa nos dois primeiros meses do ano foi de R$37,7 milhões, média de R$ 18,85 milhões por mês.

O gasto total com a equipe que brigou para não cair no Brasileirão do ano passado foi de R$ 122,4 milhões. Em média, foram gastos R$ 10, 2 milhões mensais.

Em janeiro de 2015, a despesa havia sido de R$ 15,6 milhões. Esse número pulou para R$ 22,1 milhões em fevereiro.

Já a receita gerada pelo futebol palmeirense foi de R$ 34,6 milhões (média de R$ 17,6 milhões) nos dois primeiros meses de 2015, ficando abaixo do valor desembolsado no mesmo período. Em 2014, a receita média mensal do departamento foi de R$ 16,6 milhões.

 

 


Burocracia dá brecha para torcedores barrados irem a clássico em Itaquera
Comentários 3

Perrone

Desde 17 de março, seis membros da Gaviões da Fiel e dois da Mancha Alviverde estão obrigados a comparecer a batalhões da Polícia Militar em dia de jogos de seus times. Porém, um mês após a decisão, apenas dois corintianos e um palmeirense foram oficialmente intimados e estão obrigados a cumprir a ordem judicial. Assim, os outros cinco podem alegar que não têm conhecimento da determinação e irem ao clássico entre as duas equipes neste domingo, em Itaquera.

As informações foram confirmadas ao blog pela promotora Cláudia Ferreira Mac Dowell. A Justiça aceitou denúncia dela transformando 14 integrantes da Gaviões em réus em processo pela morte de dois palmeirenses num confronto em 2012.

Onze integrantes da Mancha que teriam participado da mesma briga, na Zona Norte de São Paulo, são acusados de formação de quadrilha ou bando, crime também imputado aos corintianos.

Segundo a promotora, dos torcedores obrigados a permanecer em batalhões da PM em dias de jogos apenas Carlos Alberto de Brito Júnior, o Neguinho, Antonio Alan Souza Silva, o Donizete, ambos corintianos, e o palmeirense Tiago Alves Lezo, irmão de André, morto na briga, já foram intimados e devem se apresentar à Polícia Militar neste domingo duas horas antes do clássico, ficando lá até 120 minutos após o final da partida.

Ainda não são considerados oficialmente intimados, de acordo com a promotora, os corintianos Mário Batista, o Magoo, Reinaldo Gilberto Alves, o Ade, Wagner da Costa, o B.O, e Damião Rogério Fagundes, o Pererê. Na mesma situação está o palmeirense Jefferson Lucena de Oliveira.

O clássico acontece menos de 24 horas após novas mortes de torcedores organizados. Na noite de sábado, oito membros da corintiana Pavilhão 9 foram baleados depois de a sede da torcida ser invadida por dois homens encapuzados e morreram. Até a publicação deste post a polícia não tinha pistas sobre os autores do crime e nem indício de rixa com outra torcida como motivação para a chacina.


Por que o Corinthians barateou seus camarotes? Diretor explica
Comentários 47

Perrone

Em entrevista ao blog, o diretor de marketing do Corinthians, Marcelo Passos, explicou os motivos para o clube cobrar menos do que planejava pelos camarotes de sua arena. Contou também que só em um dia vendeu 20 desses espaços. Falou ainda das dificuldades para negociar os naming rights do estádio, da busca por mais patrocínios na camisa e da operação para manter Guerrero. Confira abaixo.

Como foi o evento para a comercialização dos camarotes antes do jogo com o San Lorenzo?

Do ponto de vista de frequentadores, foi uma surpresa. Esperávamos 500 pessoas, foram 900.

Quantos camarotes foram vendidos?

Como começaram a sair algumas notas na imprensa, muita gente ligou no dia do evento, de manhã e à tarde. Então, só durante o dia foram negociados 12. À noite, foram mais oito. De 89, foram negociados 20. É um número muito bom. Não podemos deixar de comemorar, mas também não podemos criar uma expectativa muito alta porque tinha muita gente com a expetativa reprimida em relação a ter um camarote. Essas pessoas fecharam rapidamente o negócio, mas não temos como saber com qual velocidade vamos negociar os demais.

Quanto o clube já arrecadou com esses 20 camarotes?

Não posso dizer porque não estou com os dados aqui.

Enquanto estava no projeto, Luis Paulo Rosenberg (ex-vice-presidente do Corinthians) planejava alugar os camarotes por R$ 500 mil anuais. Vocês estão negociando por preços que variam entre R$ 340 mil e um pouco menos de R$ 500 mil. Por que reduziram os preços?

Os preços vão até R$ 470 mil, acho. Não sei como o Rosenberg chegou nesse número (R$ 500 mil), mas é o mercado que regula o preço. Procuramos fazer um negócio confortável para o clube e para quem adquire o camarote. Percebemos que o cara faz conta e vê que vale a pena. Eu poderia colocar a R$ 500 mil, ter dificuldades para vender, acabar dando desconto e depreciar o produto. A gente prefere sair com um preço mais firme, regulado.

Mas o clube vai arrecadar menos do que projetado. Isso não dificultará o pagamento da obra?

Não, estou trabalhando dentro dos valores que o pessoal que cuida da arena me passou que eram viáveis.

Entre os projetos do Rosenberg estavam a venda de pacotes para a temporada inteira e o direito de o torcedor revender o ingresso que não for usar por meio do clube. Isso foi abandonado?

Não. Vamos fazer as duas coisas, mas numa segunda etapa. Ainda não sabemos quando.

Vocês reduziram o preço dos naming rights também?

Vou ser direto e reto: não acho caro o que pedimos. Não acho caro também o que pedimos para o patrocínio na manga: R$ 10 milhões por ano. Nossa manga vale isso, assim como a do Santos vale o que eles pedem, e a do São Paulo também. O momento econômico é complicado, todo mundo está assustado com uma possível recessão. As empresas estão segurando investimentos. Pra pegar R$ 400 milhões, R$ 500 milhões no naming rights fica difícil. O valor é alto, o prazo de duração do contrato é longo e poucos executivos têm autonomia para assinar um contrato desses nesse momento. Não podemos ter pressa para fechar. Se abaixarmos o preço para fechar logo podemos depreciar o nosso produto. Também temos que ter calma para nenhum dos lados fazer besteira. Precisamos ser pacientes.

Pelo jeito, a venda dos naming rights do estádio não vai acontecer logo.

Não acho que isso vá acontecer rapidamente. Pra sair mais rápido, só se for com a que o Andrés está negociando faz tempo ( a companhia aérea Emirates). Estamos conversando com mais três empresas, mas acho que não é coisa rápida. E não vou estipular um prazo pra fechar porque seria chute.

E o patrocínio da manga da camisa?

Temos algumas coisas, mas não posso dar detalhes.

Parece que virou obsessão no Corinthians superar o Palmeiras no número de sócios-torcedores. Você se sente pressionado a conseguir isso?

Não me sinto porque o estádio já está cheio, temos 95% de ocupação. Não é uma pressão, é uma oportunidade de aumentar o número de sócios-torcedores. Dê uma olhada nas redes sociais, você vai ver quilos e quilos de torcedores querendo participar mais, ajudar, ter uma experiência perto do time. Pro clube é bacana porque gera mais receita. Superar o Inter, passar o Palmeiras, se distanciar do Santos não enche barriga, então não tem pressão. Precisamos é criar um círculo virtuoso, ter um time forte, gerar mais receitas e manter a equipe forte. Então a pressão é por resultados, para ter um time bom. Agora, como torcedor, eu quero passar o Palmeiras, o Inter, o Benfica, quero ser o número um do mundo. Como diretor de marketing, vejo as coisas de uma maneira técnica.

Você também trabalha para conseguir um patrocinador que garanta a permanência do Guerrero? Acha que ele tem potencial para atrair patrocinadores?

Potencial ele tem. Agora, eu trabalho para o Corinthians. O Guerrero é, podemos dizer, um patrimônio do Corinthians. Só que meu trabalho é primeiro para gerar recursos para saldar a dívida do clube com direitos de imagem dos jogadores. Depois, vai ser para segurar o Guerrero. O Corinthians não vai renovar com o Guerrero antes de pagar as dívidas com os atletas. O presidente [Roberto de Andrade] me pediu para priorizar a venda de patrocínio no ombro e nas mangas da camisa e a reestruturação do Fiel Torcedor. Quando acertarmos com os jogadores, se tiver oportunidade, vou pensar na operação Guerrero.