Blog do Perrone

Arquivo : maio 2016

Naming right misterioso sofre resistência no Corinthians
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“Essa coisa de empresa comprar os naming rights e não botar seu nome no estádio é esquisita. Pagar para colocar o nome de Fiel, só se for uma igreja evangélica que quer a Arena Deus é Fiel”. A frase de Antônio Roque Citadini, ex-candidato à presidência do Corinthians, mostra a resistência que o plano da diretoria para batizar a arena do clube sofre internamente. A cúpula alvinegra espera até a próxima quinta estar pronta para anunciar o acordo com um fundo de investimentos misterioso por enquanto.

O modelo de negócio fora dos padrões do mercado, já que o comprador não vai colocar seu nome na arena, e a falta de um esclarecimento oficial sobre os detalhes antes da assinatura do contrato são os motivos que deixam conselheiros, até alguns da situação, com um pé atrás.

Parcela importante do Conselho Deliberativo quer uma reunião de explicações sobre a venda. Há também quem entenda que a diretoria precisa da aprovação dos conselheiros para fechar o negócio. Guilherme Strenger, presidente do órgão, diz que ainda estuda o caso para saber se existe essa necessidade.

O dinheiro dos naming rights vai para o fundo que administra o estádio, o que tiraria o caso da alçada do conselho. Mas os compradores pretendem explorar o programa de sócio-torcedor do clube, o que no entendimento de alguns requer a anuência dos conselheiros por se tratar de um acordo por longo prazo.

Entre as estratégias discutidas pela diretoria e o provável parceiro está o uso de um cartão de crédito para carregar os ingressos do Fiel Torcedor. Outros produtos seriam agregados ao cartão gerando lucro para o investidor, que não tem hoje uma mercadoria para divulgar como nome do estádio. Assim, para criar uma ligação entre investidor e torcida, a arena pode se chamar Arena da Fiel ou do Povo.

“Explorar cartão de crédito, o clube pode fazer sozinho. Aliás, até já fez. O Corinthians já não tem a renda dos jogos, que vai para pagar o estádio. Não podemos entregar nossas propriedades, como o Fiel Torcedor, porque temos contas para pagar”, disse Osmar Stábile, conselheiro oposicionista.

Hoje, o clube deixa cerca de 50% do que arrecada com os sócios-torcedores na Omni, administradora do programa. A expectativa da direção é de ganhar mais do que na relação atual, com sua participação aumentando a cada ano, se o novo contrato for fechado. O rompimento com a Omni está perto de ser formalizado.

Em relação ao cartão de crédito, a Caixa fez um associado ao Corinthians, mas pelas contas do clube conseguiu apenas nove mil clientes. Quem conhece os interessados no nome da arena diz que eles são especialistas nesse tipo de cartão.

 Outro ponto controverso é a possibilidade de o comprador revender o nome do estádio.

“Se é isso, não estamos vendendo os naming rights. Estamos terceirizando a venda”, declarou Citadini.

A ideia é que o clube tenha uma participação caso haja uma revenda. A direção não considera que seja uma terceirização pelo fato de receber pelos naming rights independentemente de eles serem revendidos.

“Na verdade, é difícil comentar porque não sabemos o que vai acontecer. A diretoria precisa levar isso para o conselho para explicar se a empresa vai pagar o nome com recursos dela ou do clube”, declarou Stábile.

Se o acordo está praticamente fechado, como dizem internamente diretores corintianos, é provável que não haja tempo de fazer uma reunião antes da assinatura.

“Fica difícil opinar estando de fora. Não sabemos em que pé está a negociação, se existe alguma cláusula de confidencialidade”, disse ao blog Rogério Mollica, diretor jurídico do Corinthians. Ele explicou que os responsáveis pela arena decidiram contratar um advogado terceirizado para cuidar juridicamente do assunto. Por isso, não poderia comentar se entende que o contrato deve passar pelo conselho.

O blog não conseguiu falar com Roberto de Andrade, presidente corintiano.

Além do formato da operação, conselheiros dizem estar preocupados com a origem do fundo. Parte deles trabalha com a informação de que os compradores são dois jovens publicitários que não possuem garantias que terão o dinheiro para pagar pelos naming rights.

Essa versão é negada por quem está envolvido no negócio e diz se tratar de um fundo norte-americano que acaba de criar um braço brasileiro justamente para comprar o nome da arena. Outra alegação é a de que, a partir da assinatura, o comprador já terá que pagar pelo nome, independentemente do resultado de suas operações.

O sentimento dos poucos que conhecem profundamente a tratativa é oposto ao dos conselheiros desconfiados. O discurso é de que, se concretizada, a negociação terá status de case mundial de marketing.

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Palmeiras superou Corinthians e São Paulo em gastos com reforços em 2015
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Pense nos times de Corinthians, Palmeiras e São Paulo em 2015. Lembre dos resultados obtidos por cada um (campeão brasileiro, da Copa do Brasil e classificação para a Libertadores, respectivamente). Agora responda: quem gastou mais em contratações no ano passado?

Você acertou se respondeu Palmeiras.

O alviverde desembolsou R$ 49.714.000 com a aquisição de atletas em 2015. O Corinthians registra 34.247.000 em custos com aquisição e venda de jogadores. Já a despesa do São Paulo para montar o time do ano passado foi de R$ 31.134.000. Os números são dos balanços oficiais dos três clubes.

Maior investidor em reforços entre os grandes da capital, o Palmeiras foi também o que obteve a maior receita operacional com seu departamento de futebol: R$ 295,5 milhões  (no balancete distribuído aos conselheiros aparece um valor maior, R$ 307 milhões), seguido pelo São Paulo com R$ 275,3 milhões. O Corinthians registra como receita operacional bruta (sem descontar impostos) do futebol R$ 269,6 milhões, mas, ao contrário dos rivais, não contabiliza o dinheiro arrecadado com a venda de ingressos. Essa verba vai para o fundo que administra o estádio do clube pagar pela construção. Assim, ao contrário dos adversários, o time do Parque São Jorge não pode usar a receita de bilheteria para contratar.


Fidelidade da torcida rendeu R$ 88,5 mi a mais ao Palmeiras em 2015
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Estádio novo e torcida fiel. Essa combinação fez o Palmeiras arrecadar R$ 88.548.000 a mais no ano passado do que em 2014 com a venda de ingressos e seu programa de sócio-torcedor, o Avanti. O resultado aparece no balanço de 2015 divulgado pelo clube.

Em 2015, a venda de entradas rendeu R$ 87.210.000 para o alviverde. Em 2014, quando o Allianz Parque foi inaugurado em novembro, a bilheteria gerou receita de R$ 23.168.000.

A inauguração do novo estádio também bombou o Avanti, que dá prioridade na compra para os torcedores mais assíduos. A verba obtida por ele passou de R$ 11.935.000 em 2014 para R$ 32.441.000 no ano passado.

Assim, em 2015, bilheteria e programa de sócio-torcedor, colocaram juntos nos cofres do alviverde R$ 119.651.000. No ano anterior, essa soma deu R$ 31.103.000.

O incremento na receita proporcionado pela venda de bilhetes e pelo Avanti representa pouco menos do que o dobro do que o clube gastou com a aquisição de atletas em 2015: 49.714.00.


Como comprador pode lucrar sem colocar seu nome na Arena Corinthians?
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Por que alguém pagaria uma fortuna pelos naming rights da Arena Corinthians sem batizar o estádio com sua marca? A resposta para essa pergunta está nas estratégias discutidas entre o clube e o possível parceiro que o alvinegro espera estar pronto para anunciar a partir da próxima quinta-feira.

A primeira peça do quebra-cabeça, colocada na mesa por dirigentes alvinegros, é a natureza do investidor. Segundo eles, o interessado é um fundo de investimento que não possui um produto para ter vendas alavancadas a partir do anúncio no estádio. Assim, passou a ser discutida a possibilidade de o comprador revender o nome da arena se aparecer um interessado no decorrer do contrato. Nesse caso, o Corinthians teria participação no valor arrecadado.

Mas a revenda não é o ponto principal, pois ela é incerta e hoje o cenário não é animador. O parceiro tem interesse em ganhar dinheiro com produtos ligados ao programa de sócio torcedor do clube, o Fiel Torcedor. Daí veio a ideia de deixar a torcida escolher o nome do estádio. Arena do Povo e Arena da Fiel estão entre as possibilidades, como revelou o UOL Esporte. Com esse gesto, se o projeto for concretizado, o parceiro tentará criar um vínculo para convencer os sócios-torcedores a comprarem o que será oferecido.

Mas o Fiel Torcedor dá tanto dinheiro assim para compensar um investimento entre R$ 300 e 400 milhões? Não, mas mudanças agressivas no formato do programa aumentariam o rendimento. Uma das fórmulas estudadas é fazer com que a entrada no estádio seja por meio de um cartão de crédito. A ele seriam agregados outros produtos, como seguro.

Se oferecer mais benefícios, o programa pode ser mais caro. Hoje, em média, o corintiano paga anuidade de R$ 170, mas não tem direito nem a ingresso, que precisa ser comprado separadamente. Ele ganha descontos e privilégio para comprar os bilhetes conforme sua frequência no estádio.

No novo formato, uma anuidade de cartão de crédito a R$ 100 (número escolhido aleatoriamente pelo blog como exemplo) geraria R$ 10 milhões a cada 100 mil sócios (na conta não estão eventuais encargos a serem cobrados pela administradora do cartão). Hoje são cerca de 130 mil associados. Os mais otimistas falam em pelo menos triplicar essa quantidade de membros num sistema projetado para o comprador do naming rights ter lucro.

Para esse plano dar certo, é necessário que o Fiel Torcedor esteja livre para o novo parceiro. Por isso, passou a ser negociada a saída da Omni, que administra o programa e fica com cerca de 50% da receita gerada, conforme publicou a Folha de S.Paulo. Como mostrou o blog, a rescisão estava emperrada porque a empresa queria receber mais do que o clube estava disposto a pagar. Mas as conversas evoluíram nos últimos dias.

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Futebol do Palmeiras arrecadou R$ 37,4 mi a mais que Corinthians em 2015
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Em 2015, o futebol palmeirense arrecadou R$ 37,42 milhões a mais que o corintiano, de acordo com os balancetes apresentados para os conselheiros dos dois clubes. O resultado mostra um aumento na vantagem palmeirense. Em 2014, o departamento alviverde tinha obtido R$ 20,8 milhões a mais que o rival.

A receita do Palmeiras com futebol no ano passado foi de R$ 307,02 milhões. Já os corintianos anotaram receita operacional bruta (sem descontar impostos e outros encargos) de R$ 269,6 milhões.

No cálculo da equipe do Parque São Jorge não está contabilizada a venda de ingressos, já que o dinheiro vai para o fundo que administra a Arena Corinthians pagar a construção do estádio. Isso ajuda a explicar a diferença.

Ao mesmo tempo em que arrecadou mais, o clube presidido por Paulo Nobre também registrou gastos maiores do que o adversário. Sua despesa foi de R$ 278,6 milhões. Os corintianos gastaram R$ 250,2 milhões.

Nesse cenário, o futebol palmeirense apresentou superávit de R$ 28,3 milhões em 2015. O Corinthians teve em seu departamento de futebol superávit operacional (sem contar despesas financeiras) de R$ 2,1 milhões. Seu resultado não operacional (com as despesas financeiras) é um déficit de R$ 72,8 milhões. Contando com a parte social, o déficit total do clube corintiano foi de cerca de R$ 97 milhões, como mostrou o blog. No Palmeiras, o resultado do clube incluindo departamentos social e amador foi superávit de R$ 10,9 milhões.

 


Após Abilio doar dinheiro, Independente repete cobranças dele a Leco
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Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

Antes do Carnaval de 2016, Abílio Diniz doou dinheiro para a Independente, principal torcida organizada do clube e escola de samba. A doação foi confirmada por assessor do empresário ao ser indagado pelo blog sobre o assunto.

“A assessoria de imprensa de Abilio Diniz informa que o empresário fez pequena contribuição à Independente após solicitação de ajuda da torcida para seu galpão de Carnaval”, diz o comunicado enviado por-email. O valor e a data exata não foram revelados. Porém, membro da Independente que pediu para não ser identificado afirmou que a contribuição aconteceu no início deste ano.

Em contato telefônico com o blog, Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente, primeiro negou que tenha existido a doação. Ao ser informado que Abilio confirmara a contribuição, disse que houve uma ajuda à torcida, mas não relacionada ao Carnaval. Só que rapidamente voltou a negar com veemência que a Independente tenha recebido dinheiro de Abilio tanto para a escola de samba como para a torcida, que possuem CNPJs diferentes.

“Não envolva a Independente nisso porque não é verdade. Não recebemos nenhuma doação do Abilio. Estão brigando dentro do São Paulo e ficam usando o nosso nome, mas a torcida não é marionete de ninguém. Não queremos saber de Leco (presidente do clube), de Abilio e nem de (Carlos Miguel) Aidar (ex-presidente)”, disse Baby.

Diniz é consultor do Conselho Consultivo do São Paulo, trabalhou pela saída de Aidar, que renunciou, e apoiou a candidatura de Leco. Logo depois da eleição passou a divergir do presidente e virou o opositor. A demora do cartola em tirar Ataide Gil Guerreiro da vice-presidência de futebol, a manutenção de Gustavo Vieira de Oliveira como dirigente remunerado e o afastamento de Milton Cruz do cargo de auxiliar técnico para atuar com análise de desempenho até ser demitido estão entre os motivos que fizeram Abilio entrar em rota de colisão com Leco.

Algumas das bandeiras do empresário também foram levantadas pela Independente, que gritou o nome de Milton Cruz, além de criticar Ataíde e Gustavo, dupla que para Diniz entende pouco de futebol e nada de gestão, como ele escreveu em seu blog no UOL.

“O que fizemos não tem nada a ver com o Abilio. O Milton Cruz, por exemplo, nós entendemos que, quando o (Edgardo) Bauza chegou, ele era a única pessoa que poderia orientar o técnico. Por isso, queríamos a presença dele, mas não estava nem aí se ele seria demitido. A Independente não se envolve na política do São Paulo”, disse Baby.

Em 17 de fevereiro, quando a doação de Abilio já tinha sido feita, a torcida protestou após a derrota por 1 a 0 para o The Strongest no Pacaembu pedindo, entre outras reivindicações, a volta de Cruz, amigo do empresário e defendido ferrenhamente por ele, ao cargo antigo. Quatro dias depois, a Independente fez uma manifestação no Pacaembu, antes do jogo contra o Rio Claro, na qual foi exibida faixa com os dizeres: “o único salário que não atrasa é o seu, Gustavo, R$ 120 mil”. A torcida também voltou a pedir a saída de Ataíde, algo que já tinha feito em novembro do ano passado, além de criticar jogadores.

No dia 28 de fevereiro, a Independente escreveu em sua conta no twitter: “Abilio Diniz, presidente moral do São Paulo”. O empresário não é conselheiro e não pode se candidatar à presidência. Ele afirma não ter esse desejo.

 A assessoria de Abilio não comentou o fato de a torcida apoiar ideias semelhantes às do empresário, após receber a doação.

Vale lembrar que recentemente Leco disse à “Folha de S.Paulo”, colaborar com a Independente.


Outro lado de empresário no caso que envolve Cinira e escolinha de futebol
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Atualizado em 27 de abril com versão do estafe de Lucão

No último sábado, o blog publicou post sobre novo imbróglio envolvendo Cinira Maturana, ex-namorada de Carlos Miguel Aidar, ex-presidente do São Paulo, excluído nesta terça do Conselho Deliberativo do clube, e a escolinha de futebol do São Paulo – Nação Crossfit, de Brasília. A atual diretoria de marketing não considerava a unidade, de propriedade de Nailde Atailde Pimentel, oficial, pois não tinha contrato com ela e nunca recebeu pagamentos dela. Conforme escrito no post, a direção tricolor investigou o caso até que foi procurada, segundo sua versão, pelo dono de outra escola, a Brasília Futebol Academia, que mostrou ter contrato assinado por Aidar que lhe dá o direito de explorar outras unidades no Distrito Federal, como a de Nailde, e em Goiânia. Antes da publicação, o blog não conseguiu localizar Écio Antunes Morgado, responsável pela Brasília Futebol Academia. Porém, obteve contato por telefone celular um dia depois da publicação. Écio, disse que não daria declarações oficiais e pediu que o blog falasse com seu advogado na última segunda, o que foi feito. No mesmo dia, este blogueiro recebeu e-mail com o pedido de direito de resposta. Depois desta publicação, o blog recebeu nota da assessoria de Lucão, que nega que o jogador tenha sido formado na escola mantida por Écio, contrariando a versão do empresário. A seguir, leia a resposta de Écio. Depois dela, a nota da assessoria de Lucão.

Sr. Editor:

A bem da verdade e em respeito aos leitores deste veículo de comunicação do qual o senhor é o legítimo responsável, cumpro o dever de esclarecer os fatos escritos e assinados pelo seu repórter Ricardo Perone, sob o título:

“Novo imbróglio no SPFC tem envolvimento de namorada de Aidar com escolinha”

1- Com base na Lei de Respostas, quem se sentir vítima, ainda que por equívoco de informação, de uma matéria que atente contra sua honra, intimidade ou reputação, poderá solicitar diretamente ao veículo, em até 60 dias a partir da veiculação da matéria, um pedido de retratação.

2- Vem através desse, requerer o direito de resposta o Senhor Écio Antunes Morgado, esclarecer que tem contrato de cessão de direitos federativos com o São Paulo Futebol Clube desde o ano de 2008, conforme contrato em anexo.

3- No ano de 2012, o Senhor Écio Antunes Morgado, alterou seu contrato de pessoa física para pessoa jurídica com o São Paulo Futebol Clube, respondendo pela empresa Écio & Edilson Escolinha de Futebol Ltda, CNPJ nº. 12.010.669/0001-43, mantendo seu contrato de prestação de serviços. (doc. anexo).

4- Esclarece, que no ano de 2015, o Senhor Écio Antunes Morgado, renovou seu contrato de licença de uso de marca e outras avenças com o São Paulo Futebol Clube, com validade pelo período de 02 (dois) anos. (doc. anexo).

5- Cabe esclarecer, que o Senhor Écio Antunes Morgado, NUNCA, manteve escola pirata com o São Paulo Futebol Clube, conforme mencionado na respectiva reportagem do blog.

6- Esclarece ainda, que os contratos entre o Senhor Écio Antunes Morgado, e sua empresa o Brasília Futebol Academia – BFA, sempre foram legais e ciente pelo São Paulo Futebol Clube.

7- Destaca-se, que o Senhor Écio Antunes Morgado, tem um histórico de capacitação de atletas para o São Paulo Futebol Clube. Enviando diverso jogares para a base do clube, hoje com o total de 11 (onze) atletas vinculados, tendo como principal nome, o atleta LUCÃO, que faz parte da equipe principal e da seleção brasileira sub 20, atleta esse, formando pelo Brasília Futebol Academia – BFA.

8- Os referidos contratos assinados entre as partes têm finalidade de aprimorar a formação dos atletas, como fundamentos e técnicas necessárias para a prática do futebol.

9- Cabe mencionar, que o contrato entre as partes é de “ESCOLA DE FUTEBOL COM COOPERAÇÃO TÉCNICA DO SPFC” e não de escolinha de futebol, o qual existe uma grade diferença, ou seja, escola técnica tem o intuito em revelação de atletas, os quais são escolhidos diretamente pelos profissionais do São Paulo Futebol Clube.

10- Tenho absoluta certeza de que a referida matéria não foi elaborada com o intuito de atingir, prejudicar profissionalmente e/ou politicamente nenhuma pessoa, porque essa não é a função primordial do jornalismo responsável e comprometido com o desenvolvimento humano e da sociedade.

11- Diante do exposto solicito o direito de resposta na qualidade de responsável pela Empresa Brasília Futebol Academia – BFA, ficando a inteira disposição para qualquer esclarecimento a respeito dos contratos firmados entre a parte e o São Paulo Futebol Clube.

Brasília, 25 de Abril de 2016.

Écio Antunes Morgado

 Nota do blog

O blog mantém as informações que publicou e esclarece que não afirmou que Écio manteve escola pirata com o São Paulo. Escreveu que Edson Lapolla, diretor de marketing são-paulino, concluiu pelo relato de Nailde que ela fez gastos pensando que administrava escolinha oficial do clube, mas que na verdade (segundo a conclusão do cartola), se tratava de uma unidade pirata por não ter contrato com o São Paulo. O post, porém, mostra que a escola de Écio tem contrato com o clube que a autoriza explorar outras unidades no Distrito Federal, como a de Nailde.

Na nota enviada, Écio não respondeu por qual motivo Cinira se envolveu na negociação.

Nota enviada pela assessoria de imprensa de Lucão.

O atleta Lucão, ao contrário do que foi citado na matéria, não foi formado pelo Brasília Futebol Academia, sendo posteriormente enviado ao São Paulo FC.

Antes de integrar as categorias de base do São Paulo FC Lucão treinava na escolinha de futebol do Iate Clube de Brasília.

O Sr. Écio Antunes era, à época, funcionário do Iate Clube e contato do representante do São Paulo FC em Brasília.

Lucão nunca teve passagem ou qualquer vínculo com o Brasília Futebol Academia.

Atualmente, quando visita a cidade onde ainda tem parentes, Lucão é convidado e participa de atividades sociais, geralmente palestras para jovens, em várias escolinhas e clubes, incluindo o Brasília Futebol Academia, Iate Clube entre outros.


Fundo da Arena Corinthians não paga parcela de empréstimo e espera acordo
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O fundo que administra a Arena Corinthians não pagou a parcela de aproximadamente R$ 5,7 milhões vencida em 15 de abril do empréstimo feito junto à Caixa, intermediária do repasse de R$ 400 milhões do BNDES. A informação foi confirmada ao blog por Emerson Piovezan, diretor de finanças do clube.

Segundo o dirigente, a quitação não foi feita porque o fundo espera concretizar em breve acordo para ter nova carência no pagamento. “Está no escopo da negociação (o fato de não pagar a prestação) com a Caixa pela nova carência. Se isso pode ser postergado, por que vou pagar agora?” afirmou o cartola.

Mas e se a nova carência não for concedida? “Nesse caso, temos como pagar, mas estamos otimistas em relação a um acordo, a situação está sob controle”, rebateu Piovezan.

Ainda de acordo com o diretor, representantes do fundo vão se reunir com o banco, na sede da Caixa, nesta terça-feira, para tratar do assunto. O Corinthians espera que o trato seja selado nesse encontro. Porém, também é necessária a anuência do BNDES.

Indagada sobre se aconteceria a reunião, a assessoria do banco disse que não comentaria o assunto. “A Caixa Econômica Federal informa que as operações envolvendo a Arena Corinthians são protegidas por sigilo bancário, conforme prevê a lei complementar nº 105/2001, motivo pelo qual não irá se manifestar”, diz a resposta em nota por e-mail.

O clube pede a carência por entender que teve menos tempo para começar a pagar a conta em relação aos outros estádios do Mundial de 2014.

Se as parcelas do financiamento não forem pagas, a Caixa poderá executar as garantias dadas pela Odebrecht. Segundo disse Rodrigo Cavalcante, diretor de da BRL Trust, que administra o fundo, terrenos do Parque São Jorge garantem outro empréstimo feito junto à Caixa. Assim, não estariam ameaçados pelo não pagamento agora. Conforme revelou o Blog do Rodrigo Mattos, em caso de inadimplência o banco pode pedir a exclusão do Corinthians da operação do estádio.

Na reunião em que explicou a situação financeira da arena, Cavalcante também afirmou que só um milagre faria com que a próxima parcela fosse paga se não acontecesse a venda dos naming rights ou não fosse obtida a carência.

Os cartolas corintianos esperam anunciar o acordo pelo nome da arena em até 15 dias.


Ex-vice do São Paulo afirma que namorada de Aidar presidia clube
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Em resposta a e-mail enviado pelo conselheiro Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, aos membros do Conselho Deliberativo do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice presidente de futebol tricolor, afirma que o clube era presidido por Cinira Maturana, namorada de Carlos Miguel Aidar, na gestão do ex-presidente.

A afirmação foi feita para rebater mensagem enviada por Newton com uma série de supostas irregularidades na administração de Aidar e com relato da empresa Itaquerão Soccer de que Ataíde havia tomado todas as decisões na contratação de Iago Maidana, investigada pelo Ministério Público.

Ao negar sua participação na contratação, Ataíde diz em trecho de sua resposta que “toda negociação foi orientada e executada pela Cinira, que na verdade era a real presidente do SPFC, o CM só foi eleito, depois se submeteu a ela…”, declarou o ex-vice de futebol, atualmente diretor de relações instituicionais.

Cinira e Aidar sempre negaram a interferência dela na gestão. Porém, como mostrou o UOL Esporte, ela se envolveu na tentativa frustrada de venda de Rodrigo Caio para o futebol europeu. E, conforme revelou o blog, Cinira está envolvida em imbróglio relacionado a duas escolinhas de futebol que usam a marca do clube.

Nesta segunda, o Conselho Deliberativo irá votar parecer da Comissão de Ética sobre denúncias de irregularidades durante o período em que Aidar foi presidente. O ex-presidente e Ataíde podem ser suspensos por 90 dias ou expulsos do órgão, se não forem absolvidos. O ex-vice é acusado de agredir Aidar, o que ele nega ter feito.


Opinião: erros repetidos fazem vantagem de Tite sobre outros técnicos cair
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Perrone

Na opinião deste blogueiro Tite é o melhor treinador do Brasil. Mas, sua vantagem sobre os demais não é tão ampla quanto era em dezembro. O fato de não colocar um dos times de melhor estrutura do país na final do Campeonato Paulista é um sinal disso.

Outros sintomas são as derrotas em duelos táticos com colegas bem menos badalados do que ele, como Fernando Diniz, na eliminação nos pênaltis para o Audax nas semifinais do Estadual, e Cuca, na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras.

As duas partidas mostram uma certa dificuldade de Tite em sair de armadilhas preparadas por seus colegas. Falta aquela rapidez para mudar o jogo característica dos gênios.

Porém, o pecado maior no trabalho do técnico corintiano, excelente para quem perdeu meio time no início do ano, é não conseguir sanar problemas que se repetem. É o caso dos pênaltis desperdiçados pelos corintianos. Treinador não cobra pênalti, mas ele é o responsável maior por todo aprimoramento técnico individual, não só pelo coletivo.

A imagem de Romero e André brigando pela bola para bater pênalti contra a Ponte Preta em Itaquera sugere uma bagunça que não combina com a imagem de excelência que nos acostumamos a associar a Tite. Só naquele jogo foram dois pênaltis perdidos, um pelo paraguaio e outro por Luciano.

No ano, são seis cobranças desperdiçadas em nove tentativas, contando a disputa com o Audax. Nos últimos dias, o time intensificou o treinamento de cobranças, mas não resolveu o problema. Treinar mais não significa necessariamente treinar o suficiente ou treinar certo. E cabe a Tite cuidar disso.

 Manter Romero na reserva no atual momento também é um erro repetido que não se encaixa com o status do treinador corintiano.

Repetidas também são as eliminações sofridas pelo Corinthians em mata-matas em casa no retorno de Tite. Foram quatro desde 2015.

Os delizes, que fazem parte da profissão, não impediram Tite de levar o Corinthians a terminar a fase de classificação do Paulista com a melhor campanha e de se classificar sem sufoco para as oitavas-de-final da Libertadores. Enquanto ele atingia esses feitos, outros técnicos também se destacavam, como Fernando Diniz, Roger Machado, Diego Aguirre e Sérgio Vieira. Todos ainda comem poeira atrás do corintiano, mas seus trabalhos combinados com os tropeços do comandante alvinegro são um convite para repensarmos o endeusamento de Adenor.