Blog do Perrone

Arquivo : setembro 2014

Uniformizadas do Corinthians estragam mais o Itaquerão do que são-paulinos
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As torcidas organizadas do Corinthians fizeram estrago maior no estádio do clube do que os visitantes são-paulinos neste domingo. Dois corrimãos foram quebrados pelas uniformizadas alvinegras no setor norte da arena. Na briga entre Pavilhão Nove, Camisa 12 e policiais militares, pelo menos um dos corrimãos foi usado como arma pelos vândalos.

Já na área destinada a visitantes, apenas o botão de uma descarga foi danificado. Os dados sobre os estragos foram passados pela assessoria de imprensa do clube, após consulta feita pelo blog.

O clássico vencido pelo Corinthians por 3 a 2 foi a primeira partida em Itaquera sem cadeiras nos setores em que ficam as organizadas e os visitantes. Elas foram retiradas a pedido das uniformizadas corintianas. Assim, mais uma vez o clube atendeu a um desejo dessas torcidas. E, de novo, elas prejudicam o time. Além da depredação, o clube corre o risco de ser punido pelo STJD por causa da confusão promovida por parte de seus torcedores e pelo arremesso de um isqueiro no gramado.

Por sua vez, a Federação Paulista aguarda relatório da Polícia Militar para decidir se aplica punição aos brigões.


Cinco personagens que resistem à crise palmeirense
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1 – Paulo Nobre – Apesar da grave crise, o presidente mantém suas chances de reeleição, ao contrário do que aconteceu com seu antecessor, Arnaldo Tirone. O ex-presidente não resistiu à campanha do último rebaixamento do clube e nem tentou o segundo mandato. Demonstração de poder do cartola foi dada ao conseguir aprovar a fórmula para receber os mais de R$ 100 milhões que o alviverde deve a ele. O apoio do ex-presidente Mustafá Contursi tem sido fundamental para a sustentação política de Nobre.

2 – José Carlos Brunoro – Principal executivo do clube tem a imagem desgastada a cada derrota. Seu nome é associado a mais de 30 contratações feitas pela atual administração e que são criticadas por conselheiros do clube. O dirigente começou a perder prestígio logo no início da atual administração ao negociar Barcos com o Grêmio. Nobre tirou poder de Brunoro, mas o mantém no cargo.

3 – Omar Feitosa – O gerente de futebol é a figura mais criticada no clube juntamente com Brunoro. Chegou a bater boca em público com um dos conselheiros, aumentando os pedidos por sua demissão, que não foram atendidos por Nobre.

4 – Fernando Miranda – É questionado por causa do desempenho dos goleiros palmeirenses. Defensores do argentino Ricardo Gareca afirmam que o treinador foi prejudicado pela insistência do preparador de goleiros em manter Fábio como titular. E o técnico caiu justamente quando havia decidido trocar de arqueiro. Dorival Júnior fez a mudança, mas Deola falhou em pelo menos dois gols em duas partidas, o que faz o trabalho de Fernando, amigo do peito do ex-goleiro Marcos, ser ainda mais criticado. O funcionário do clube também mantém amizade com influentes conselheiros, como Alberto Strufaldi Neto, presidente do COF, Conselho de Orietnação e Fiscalização.

5 – Valdivia – O chileno mantém sua rotina de lesões e segue desfalcando o time em momentos importantes. Na humilhante derrota por 6 a 0 para o Goiás, ele não jogou por ter levado um cartão vermelho infantil na partida contra o Flamengo. A diretoria que se desentendeu com o zagueiro Henrique e o atacante Alan Kardec não consegue resolver o problema que Valdivia virou para o clube.


Cartolas do SPFC reclamam de barraco e apontam Corinthians mais discreto
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Conselheiros do São Paulo estão envergonhados por causa da lavagem de roupa suja em público entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio. Afirmam que foi quebrada a tradição tricolor de resolver seus problemas internamente.

Para parte deles o constrangimento é maior ainda por causa do rival Corinthians. Cartolas são-paulinos que têm contato com dirigentes corintianos afirmam que em conversas informais o grupo de Andrés Sanchez ataca a administração de Mário Gobbi. E vice-versa. Só que longe das câmeras. Até Juvenal Juvêncio, durante entrevista ao canal “Fox Sports”, disse que nos bastidores Andrés faz a caveira de Gobbi. De fato, essa guerra interna abala o alvinegro, mas em público atual e ex-presidente trocam afagos.

A avaliação dos são-paulinos é que, tradicionalmente, o rival sempre deixou suas crises saírem pelos portões do Parque São Jorge. Nas palavras de um ex-diretor da gestão de Juvenal, neste momento houve uma inversão de papéis e os corintianos são mais estadistas do que os são-pauiinos.

No começo da confusão, a queixa era com Aidar, que deu entrevista para a “Folha de S.Paulo” detonando a administração de Juvenal. Porém, até fiéis escudeiros de JJ reclamaram do ex-presidente depois que ele passou a ridicularizar Aidar, desqualificando o dirigente que ele mesmo ungiu como candidato à presidência da situação.

O tiroteio tornou públicas suspeitas de irregularidades nas categorias de base, mordomias para dirigentes, queixas sobre comissões pagas a empresários, ataques a parente de dirigente (Aidar afirma que sua filha Mariana deixou o cargo de sua assessora por causa de críticas injustas da oposição) e até um suposto plano para a demissão de Muricy Ramalho, que o atual presidente nega existir.


Corinthians põe em pauta cobrar Andrés por juros de impostos
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O Cori (Conselho de Orientação do Corinthians) fará reunião para decidir se abre uma investigação interna sobre os impostos que não foram pagos na gestão de Andrés Sanchez a fim de pedir que os dirigentes envolvidos paguem eventuais prejuízos do próprio bolso.

O encontro deve acontecer no próximo dia 29. A inclusão do tema na pauta é fruto de um requerimento enviado ao órgão pelo conselheiro Romeu Tuma Júnior. Ele pediu a abertura de uma sindicância para verificar prejuízos sofridos pelo clube pela ação de seus dirigentes. Solicita também que ao final do procedimento o Corinthians entre na Justiça com uma ação de ressarcimento para que os responsáveis arquem com a quantia que o clube terá de pagar em juros por causa da dívida fiscal. São R$ 94,3 milhões de juros que fazem parte do parcelamento para quitar uma dívida de R$ 188,1 milhões referentes a impostos.

Em junho, Andrés, ex-presidente do clube, Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro, André Luiz  de Oliveira, ex-diretor administrativo, e Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol, foram acusados pelo Ministério Público de crime fiscal por recolher impostos na fonte e não repassar o dinheiro para a União. O acordo para parcelamento pode extinguir a acusação.

Tuma Júnior também pediu que o Cori verifique outras dívidas do clube feitas nas administrações de Andrés e de Mário Gobbi, atual presidente. Ele solicita ainda que seja contratada uma empresa para fazer a auditoria e pede o afastamento do diretor financeiro durante a investigação.

Procurado pelo blog, Alexandre Husni, presidente do Cori, disse que não poderia se manifestar sobre questões internas do órgão.

Tuma Júnior não quis dar detalhes, mas confirmou o pedido. “Realmente fiz como havia prometido. Mas por enquanto mantenho a questão interna corporis porque acho que os órgãos do clube têm que tomar providencia. Entendo que os órgãos do Corinthians têm boa fé, mas se não tomarem providências, vou acionar a Justiça [para pedir o ressarcimento]”, disse ele.

Andrés não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido, e o diretor financeiro decidiu não comentar mais o assunto. “Não estou sabendo de reunião do Cori. Não fui eu que recolhi e deixei de pagar, não tenho nada a ver com isso. Então não posso falar nada” disse André Luiz. Roberto de Andrade não atendeu o celular.

 


Cartões bobos deixam veteranos fora de jogos longe de casa e contra queda
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Sheik, Alex e Valdivia. Três jogadores experientes levaram cartões bobos nos jogos da última quarta e vão desfalcar seus times em partidas duras e longe de casa neste fim de semana. O trio ficou fora de viagens como a que o Coritiba fará até recife para enfrentar o Sport no domingo. São cerca de 3h20 min de vôo direto. Por terra, a distância entre as capitais do Paraná e de Pernambuco é de 2.465 km.

Cabeça pensante do Bom Senso FC, Alex vai desfalcar o Coxa porque bobamente tentou marcar um gol de mão na vitória de seu time sobre o São Paulo, por 3 a 1, e levou o terceiro amarelo. Em sua conta no Twitter disse que agiu por instinto. “Mas é um lance muito feio. Sinto vergonha. Mas já está feito. Só posso assumir meu erro”, escreveu o meia. Se perder em Pernambuco, o Coritiba, 15º colocado do Brasileiro, pode cair para a zona de rebaixamento.

Escapar da degola é também a meta do Botafogo (17º), que joga no incomodo horário de sábado à noite (21h) em Criciúma. São mais de 4 horas de viagem de avião com uma parada. Sheik não jogará porque foi expulso por falta violenta após levar o primeiro cartão amarelo de maneira desnecessária, por reclamação. Nas duas vezes, ele disse para as câmeras que a CBF é uma vergonha. Falou uma verdade, mas pela rodagem que tem poderia ter evitado o primeiro cartão.

Viagem mais curta fará o Palmeiras para jogar em Goiânia, contra o Goiás, às 18h30 de domingo. Dá aproximadamente 1h40 de voo. Assim como Sheik e Alex, Valdivia é vital para o Palmeiras, 18º colocado, na luta contra o rebaixamento. Mas ele não atuará domingo porque quase arrancou o calção de Amaral no empate em dois gols com o Flamengo e ainda pisou no adversário. Foi como pedir para ser expulso. “Tive uma reação absurda, idiota e deixei a planta do pé nas costas dele, acho. Saio com sentimento de tristeza por não ganhar o jogo e por ter cometido um erro infantil. Foi um lance infantil, fiz cagada”, disse Valdivia minutos depois do jogo. Se ele, Alex e Sheik tivessem um pouquinho de serenidade nos lances que protagonizaram, as tarefas de seus times na próxima rodada seriam menos árduas.


Após críticas de Pato, São Paulo demite responsável por gramado do Morumbi
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Depois de Alexandre Pato culpar o gramado do Morumbi pelo incrível gol perdido por ele na vitória por 2 a 0 sobre o Sport, no último dia 7, o São Paulo demitiu o responsável pelo campo do estádio. Gilberto, ex-goleiro do clube e que ocupava o posto de jardineiro-chefe, foi mandado embora na semana passada.

“O cara que cuida da grama no Morumbi tem que ver isso aí”, afirmou o atacante na ocasião. Rogério Ceni endossou as críticas declarando que as linhas do campo estavam sobressalentes, talvez, por causa dos shows no estádio, segundo o camisa 01.

As queixas foram demais para Gilberto, que era responsável também pelos gramados dos CTs de Cotia e da Barra Funda.

Em tempos de crise política, a dispensa também virou motivo de atrito entre o ex-presidente Juvenal Juvêncio e o atual, Carlos Miguel Aidar. “O Gilberto foi demitido porque era meu amigo”, diz JJ. Aidar nega  que a política tenha interferido em sua decisão, mas não quis dar entrevista sobre o assunto, alegando querer evitar nova polêmica.

Porém, o blog apurou que a justificativa da direção para o afastamento é a reclamação de jogadores em relação ao gramado. A avaliação da cúpula do clube é de que os campos do CTs estão em bom estado porque passaram por supervisão da Fifa, pois foram usados na Copa do Mundo. E o Morumbi estava em nível inferior.

Após a saída do jardineiro-chefe, o próprio estafe do São Paulo cuidou do gramado e o campo já apresentou melhoras, na avaliação da diretoria. Juvenal discorda das críticas e elogia o trabalho de Gilberto.


Documentos do Dops contam como Palmeiras foi forçado a se afastar da Itália
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A terceira reportagem do blog sobre documentos do Dops (Delegacia de Ordem Política e Social) mostra detalhes de como o Palestra Itália foi forçado a se afastar de suas origens italianas durante o Estado Novo (1937 a 1945) e a Segunda Guerra Mundial.

Um largo passo na forçada caminhada que levaria o clube a se transformar em Palmeiras foi dado no dia 21 de janeiro de 1942. Naquela data, de acordo com duas amareladas folhas de papel, Paschoal Walter Bairo Giuliano, secretário-geral do Palestra, compareceu à sede do Dops.

O dirigente, que se transformaria em um dos mais vitoriosos presidentes do clube, com mandatos entre 1953 e 1984, assinou termo aceitando um pacote de exigências. Era preciso concordar com elas para que a sociedade esportiva continuasse de portas abertas. A partir de então, o clube tinha que comunicar ao Dops a realização de suas reuniões com três dias de antecedência para que elas fossem vigiadas, impedir a audição de emissoras de rádio estrangeiras em suas dependências e assegurar que não aconteceriam encontros dos sócios fora do “recinto da sociedade”.

Eram as medidas de repressão a entidades ligadas a estrangeiros determinadas pelo governo de Getúlio Vargas. Na época, o governo tinha como uma de suas características o nacionalismo e se alinhava com os Aliados (Estados Unidos, Reino Unido, França e Rússia). Estes lutavam contra Itália, Alemanha e Japão, o chamado Eixo.

Quatro dias antes do comparecimento de Giuliano ao Dops, o cerco aos clubes de origem estrangeira havia apertado. Telegrama identificado com o número 732, de 17 de janeiro de 1941, continha instruções do ministro da Justiça ao interventor federal do Estado de São Paulo. Elas determinavam “maior controle das sociedades estrangeiras”. Com base nesse telegrama, o Palestra foi intimado a comparecer ao Dops, ordem cumprida por Giuliano.

Oito dias após a assinatura do termo de compromisso, o Palestra precisou cortar na própria carne para sobreviver. Documento de 28 de janeiro de 1942 entregue à Superintendência de Segurança Política e Social registra que naquele dia quatro dirigentes do clube pediram demissão por serem italianos. Entre eles estava o diretor geral de esportes, Attilio Ricotti.

“Os pedidos [de demissão] foram todos aceitos, figurando, portanto, na diretoria desta sociedade somente brasileiros natos”, diz trecho do documento, também assinado por Giuliano. Uma lista com o nome de todos os brasileiros dirigentes do clube, incluindo seus endereços, foi entregue aos policiais. Na relação, entre outros, aparecem Italo Adami, presidente, e Hygino Pellegrini, primeiro vice e que também teve passagens vitoriosas pela presidência.

Outro documento, de 12 de agosto de 1942, mostra mais marcas deixadas no Palestra durante aquele período. A primeira delas está no nome. Uma carta enviada para a Delegacia de Ordem Política e Social mostra o escudo do clube com o nome Palestra de São Paulo, não mais Itália.

A finalidade do ofício é mais um sinal das aflições de quem torcia pelo time naquela época. O objetivo do presidente Italo Adami era pedir um salvo-conduto para que os sócios do clube pudessem ir até Santos de trem para acompanhar um jogo da equipe. O salvo-conduto era dado principalmente a imigrantes italianos, japoneses e alemães para que eles pudessem se deslocar por determinado território durante a Segunda Guerra. Foi justamente naquele mês em que o Brasil entrou no conflito contra o Eixo, liderado por Itália, Alemanha e Japão.

Na ocasião, o dirigente palestrino explicou que para a “maior comodidade de seus sócios”, o clube organizou “uma caravana de trem especial que partirá da estação da Luz”. Em seguida, Adami diz que tem a honra de solicitar ao Major Olinto França, superintendente do Dops, que “se digne mandar conceder salvo-conduto coletivo” para os integrantes da caravana. Ele afirma ainda que foi informado na estação de que cada vagão do trem deve ter a presença de um guarda indicado pelo Dops. A intenção era encher dez vagões.

A resposta saiu no dia seguinte. Escrita à mão, é de difícil leitura, mas ao que parece o pedido foi indeferido.

Menos de dois anos depois desse episódio, relatório feito por investigadores identificados apenas por números, já menciona o clube como Sociedade Esportiva Palmeiras. O documento, de 17 de março de 1944, ainda durante a Segunda Guerra e o Estado Novo, relata que os agentes 18, 230, 808 e 908 compareceram à assembleia da Sociedade Esportiva Palmeiras em que foram eleitos os conselheiros da chapa “Renovação” e que nada de anormal aconteceu “de interesse para esta especializada”.

Na pasta destinada ao Palestra Itália e à Sociedade Esportiva Palmeiras guardada no Arquivo Público do Estado, o blog não localizou documentos sobre a mudança de nome para Palmeiras, que ocorreu em setembro de 1942, como resultado da pressão sobre entidades ligadas a estrangeiros.


Saiba como foi a conturbada reunião que provocou a queda de Juvenal
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Pouco antes das 16 horas desta segunda, dia em que Juvenal Juvêncio foi demitido da direção de futebol amador do São Paulo, Muricy Ramalho recebeu uma mensagem de Carlos Miguei Aidar em seu celular. O presidente avisava que JJ tentaria minar a relação entre eles.

O auxiliar Milton Cruz e o diretor Gustavo Vieira de Oliveira receberam o mesmo recado em seus telefones. Cerca de uma hora após o envio das mensagens, Juvenal deu entrevista ao UOL Esporte afirmando que o presidente pretende demitir o trio no final do ano. A declaração do ex-dirigente foi dada logo depois de uma bélica reunião que ele teve com seu sucessor.

Aidar mostrou a Juvenal a nota oficial que o ex-presidente divulgou na semana passada para rebater as críticas feitas por seu antecessor em entrevista à “Folha de S. Paulo”. Indagou o que JJ quis dizer quando afirmou que não deixaria a direção de futebol amador porque “a base é o futuro do São Paulo e não poderá cair em mãos de aventureiros, sobretudo daqueles que (conhecemos muito bem), devem estar pressurosos por isso”.

O presidente disse a Juvenal que a insinuação sobre o interesse nas categorias de base já seria suficiente para que ele fosse demitido. Em meio ao bate boca, Juvenal afirmou que Aidar faz um tratamento de beleza que afetou seus neurônios. Como resposta, o presidente preguntou se seu interlocutor se olhou no espelho.  Juvenal faz tratamento contra um câncer.

Aidar também afirmou que não havia mais espaço para os dois no clube e tirou da gaveta duas cartas para Juvenal escolher qual seria validada. Numa delas, JJ assinaria um texto no qual afirmaria que pediu demissão espontaneamente e que deixava o clube feliz pelos títulos conquistados. Nesse caso, o ex-presidente ainda receberia uma homenagem de seu sucessor.

Na outra versão, a que acabou valendo, Aidar demitia seu diretor de futebol amador. JJ mandou Aidar para aquele  lugar e saiu da sala disparando xingamentos, como ele mesmo afirmou ao canal Fox Sports na noite de segunda. Pouco depois, aconteceu uma reunião extraordinária de diretoria. Nela, Aidar encarregou José Moreira, diretor administrativo, de pedir nesta terça que Juvenal devolvesse o carro do clube que usava como diretor, além de liberar dos serviços o motorista e o segurança que o acompanhavam. Juvenal alega que fez a devolução na segunda à noite mesmo, sem o presidente saber.

No mesmo encontro, o vice-presidente Roberto Natel confirmou o que dissera ao blog antes de ir ao Morumbi e pediu demissão. Ele ainda afirmou que Aidar estava dando ouvido a fofocas de mulheres referindo-se a funcionárias do clube. Mais nenhum dos presentes pediu para sair. Porém, João Paulo de Jesus Lopes, vice de administração e finanças, e Júlio Casares, vice de marketing, não compareceram por estarem viajando.