Blog do Perrone

Arquivo : janeiro 2017

Drogba conversa com Andrade e pede até fim da semana para ouvir família
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Enfim, a diretoria do Corinthians fez contato direto com Didier Drogba por telefone e mantém viva a esperança de contratar o atacante. Roberto de Andrade falou com o marfinense (houve a ajuda de intérprete) e espera uma definição do atacante.

Na conversa, que a direção tentou manter em sigilo, não se falou sobre dinheiro.

Drogba explicou ao presidente corintiano que precisa ouvir a opinião de sua família por se tratar de mudança grande e ficou de dar uma posição sobre o que pretende fazer até o final da semana. Existem outros times interessados.

O marfinense contou que recebeu boas referências do Corinthians passadas pelo atacante Kazim, com quem também falou pelo telefone. Após o papo entre os jogadores, Flávio Adauto, diretor de futebol do clube, havia dito que Drogba contou a Kazim que desconhecia o interesse alvinegro.

Até então, a negociação vinha sendo conduzida por Gustavo Herbetta, ex-gerente de marketing corintiano, e pelo agente André Campoy.

O blog apurou que a falta de um contato direto da diretoria ou de um membro da comissão técnica havia provocado insegurança em Drogba em relação ao interesse do clube brasileiro. A oferta inicial, de US$ 120 mil por mês mais bônus, fora encaminhada para Gildas Sambas e Franck Assunção, empresário com rápida passagem pela diretoria de Roberto Dinamite no Vasco. Eles não são os representantes diretos do marfinense, mas teriam autorização para apresentar a ele ofertas da América do Sul.

Sem membros da diretoria na linha de frente da operação, a negociação estava emperrada. O blog também apurou que Campoy considera as tratativas encerradas, pelo menos da parte dele.

Já a diretoria ganhou novo ânimo com a entrada de Andrade no circuito, apesar de as palavras de Drogba terem sido comedidas. Não há neste momento o sentimento de que a negociação está perto de ter um desfecho positivo, mas sim de que a contratação é possível. Vai depender muito da família do atacante.


Conselho votará se autoriza Corinthians a aumentar prazo de financiamento
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Novo acordo encaminhado pela diretoria do Corinthians com a Caixa para prorrogar o financiamento de R$ 400 milhões para bancar parte da arena corintiana gera polêmica no clube e deverá ser analisado pelo Conselho Deliberativo.

Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do órgão, fez um aditivo na convocação da reunião do próximo dia 30 para que os conselheiros aprovem ou não o trato que prorroga de 12 para 20 anos o prazo de pagamento da dívida com a Caixa, intermediária do empréstimo feito pelo BNDES. A reengenharia financeira aumentará o débito por causa dos juros. Segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”, o montante passaria de R$ 1,6 bilhão para R$ 2 bilhões. Emerson Piovezan, diretor financeiro corintiano, discorda desse cálculo, mas não fala sobre os novos valores. O pagamento mensal deve cair de cerca de R$ 5 milhões para aproximadamente R$ 3 milhões.

Além de avaliarem que o acordo apalavrado, mas ainda não formalizado segundo Piovezan, pode ser lesivo aos cofres alvinegros, conselheiros protestam contra o fato de a dívida invadir novas gestões. O Profut, lei que refinanciou débitos fiscais dos clubes permite o comprometimento de receitas futuras em até 30% da arrecadação do primeiro ano da administração seguinte ou para a diminuição do endividamento. Em outros casos, o comprometimento é considerado gestão temerária. O Corinthians aderiu ao Profut.

“Pelo estatuto, o aditamento no contrato não teria obrigatoriamente que passar pelo conselho, mas pela relevância do tema e por quanto ele pode impactar nas finanças do clube, concluí que precisamos analisar o acordo e autorizar ou não sua assinatura. Considero o estatuto omisso nesse caso (sobre a necessidade de aprovação dos conselheiros). Em casos omissos, cabe ao presidente do conselho decidir”, afirmou Strenger ao blog.

Por sua vez, Piovezan disse que não poderia comentar modificação no contrato já que ela ainda não está formalizada.

Segundo Strenger, estatutariamente, a diretoria tem a obrigação de aprovar a mudança contratual no Cori (Conselho de Orientação).

Inicialmente, o tema central da reunião de 30 de janeiro seria a análise das contas de 2016.


Folga
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Este blogueiro está de folga e retorna no próximo dia 23.


Interesse de time francês trava Drogba no Corinthians
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Atualizado às 12h27

Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

A previsão dos envolvidos na tentativa de colocar Drogba no Corinthians era definir a situação ainda neste domingo. Mas a Fiel deve ter que esperar mais para saber se o atacante vestirá a camisa alvinegra. No primeiro encontro em Londres com representantes do jogador, neste sábado (14), Gustavo Herbetta, ex-gerente de marketing do Corinthians, ouviu deles que há uma negociação mais avançada com o Olympique de Marseille, o que diminuiu o otimismo corintiano.

O interesse francês passou a ser o principal obstáculo a ser superado pelo emissário do clube brasileiro, que neste domingo (15) volta a se reunir com agentes do marfinense.

“Existem outros clubes querendo o Drogba, e nós estamos concorrendo com eles. O problema dele não é dinheiro, não quem faz a melhor oferta. É onde ele vai se sentir melhor. Vamos trabalhar para convencer o jogador”, disse André Campoy, empresário que também toca o negócio, mas ficou no Brasil.

 


Falta de fôlego e motim. Os receios que Drogba gera no Corinthians
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“Ele é muito carismático. Mas terá o pique de um Zé Roberto (veterano do Palmeiras)? Pro marketing é uma boa, mas pode ser uma ‘drogba’ para o futebol”. A afirmação, com direito a trocadilho, feita ao blog por Luis Paulo Rosenberg, idealizador do projeto que levou Ronaldo ao Corinthians, resume as dúvidas e receios gerados no Parque São Jorge pela operação montada para contratar Drogba.

As questões centrais são relativas ao que o marfinense de 38 anos pode render em campo e o receio de que jogadores que tem sofrido com atrasos nos direitos de imagem se rebelem por conta da chegada de um companheiro que vai ganhar entre R$ 400 e R$ 500 mil por mês, conforme o blog apurou, se o negócio der certo.  A diretoria nāo confirma o valor.

A dúvida técnica é tão forte que ainda nesta sexta-feira o empresário André Campoy, ex-conselheiro do clube e que está entre os que  tocam a negociação, esperava aval dos responsáveis técnicos pelo time (Fábio Carille e Alessandro), e do diretor de futebol, Flávio Adauto, ao presidente Roberto de Andrade para dar prosseguimento à negociação, o que aconteceu à tarde.

O trio ainda estudava Drogba para dar seu parecer final, segundo Campoy. Por sua vez, o agente usa números do atacante na última temporada no principal campeonato norte-americano (23 gols em 41 jogos) e referências de outros jogadores para justificar o projeto. “Willian e David Luiz (que jogaram com Drogba no Chelsea) falaram muito bem dele”, afirmou Campoy. Pelos relatos colhidos, além das qualidades em campo, Drogba é considerado “bom de grupo”.

Os maiores questionamentos em relação ao atacante são em relação a se ele aguentará o ritmo das partidas. Entre seus defensores há a tese de que mesmo entrando no segundo tempo ele seria uma arma importante, além de alavancar o marketing corintiano.

Críticos da diretoria, porém, apontam que falta na direção alguém que atue preventivamente para impedir um motim no vestiário com a chegada do estrangeiro com salário alto após atrasos nos direitos de imagem na última temporada.

“Os jogadores podem perguntar por que a diretoria não conseguiu parceiros no marketing antes para evitar os atrasos? Falta alguém com comando para chamar os jogadores e dizer: ‘vou trazer esse cara aqui para conseguir mais dinheiro para o clube e melhorar a folha salarial’. Se não souberem lidar com o vestiário, os jogadores podem falar: ‘vamos deixar esse cara correr sozinho”, disse o conselheiro Romeu Tuma Júnior, crítico da direção. “A diretoria não tem autoridade para angariar seguidores para o projeto. Como ela vai justificar um investimento duvidoso para o próprio clube, incluindo conselheiros, sócios, torcedores e jogadores, sendo que a finança está numa situação de penúria”, completou Tuma Júnior.

Assim como o conselheiro, Campoy defende um papo com os atletas para evitar rebeldia. “A chegada dele pode alavancar dinheiro por meio do marketing para o clube parar de atrasar direitos de imagem. Isso tem que ser mostrado para os jogadores”, argumentou o empresário.

Contradição

A tentativa de trazer um atleta para ganhar entre R$ 400 e R$ 500 mil mensais soa como uma contradição no atual momento vivido pelo Corinthians. O clube enfrenta um duro processo de cortes de gastos e até agora defendia a montagem de um elenco modesto, valorizando os garotos da base. O valor da atual folha de pagamento do time tem sido alvo de críticas até de aliados de Andrade.

Procurado pelo blog, Emerson Piovezan, diretor financeiro corintiano, afirmou apenas que foi consultado sobre a possível contratação, sem detalhar valores e justificar a operação

Dirigente que pediu para nāo ter seu nome citado disse, após a publicação do post, que a quantia combinada como salário é inferior a R$ 400 mil mensais.

Além dos atrasos nos direitos de imagem, o alvinegro renegocia a extensão do prazo para o pagamento da dívida com a Caixa pelo financiamento junto ao BNDS para pagar a construção de sua arena e precisou tirar dinheiro do futebol para quitar pequena parte do débito.

Quem defende a contratação, lembra que há salários semelhantes no elenco. É o caso de Cristian, que recebe cerca de R$ 420 mil por mês.

Marketing

Também participa da operação Drogba, Gustavo Herbetta, ex-gerente de marketing do clube e que pediu demissão recentemente. Ele foi autorizado a viajar para Londres e tentar sacramentar o acerto com Drogba. Herbetta assegura ter empresas interessadas em explorar a imagem do marfinense, mas sem arcar diretamente com o salário dele.

Esse ponto gera críticas de dissidentes da atual diretoria. Lembram que aconteceram casos recentes de patrocinadores obtidos pelo departamento de marketing que tiveram dificuldades para honrar seus compromissos e afirmam ser prova de desorganização um ex-funcionário comandar empreitada de tamanha importância.

Desviando o foco?

Opositores e dissidentes do grupo Renovação e Transparência afirmam que a tentativa de trazer Drogba é mais uma estratégia para desviar o foco dos problemas da administração do que um esforço para reforçar o time.

A análise é de que Andrade tenta um novo caso Ronaldo para se reerguer no clube em meio a um pedido de impeachment e intermináveis problemas com a arena corintiana. A contratação do Fenômeno foi o momento de consolidação do Renovação e Transparência.

A iniciativa também é vista como uma tentativa do presidente de mostrar que pode se virar sem a ajuda de Andrés Sanchez, que não está na linha de frente da operação. Nesta semana, Andrade recusou sugestões do ex-presidente para mudar sua diretoria e se fortalecer contra o impeachment.

Otimismo

Enquanto o Parque São Jorge ferve, a diretoria está otimista. Espera sacramentar a contratação até o próximo domingo.


Corinthians envia emissário e espera assinar com Drogba até domingo
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

A diretoria do Corinthians autorizou Gustavo Herbetta, ex-gerente de marketing do clube, a viajar para Londres e fechar a contratação de Drogba. A expectativa é de que ele consiga desembarcar na capital inglesa ainda neste sábado e formalize o negócio até domingo.

De acordo com André Campoy, empresário que também toca a negociação, o clube já aceitou pagar os valores pedidos pelo jogador. “Agora é colocar tudo o que foi conversado no papel. Se nada mudar, é só assinar”, afirmou o agente ao blog.

O empresário e a diretoria não confirmam valores, mas, se o negócio for fechado, o atacante vai ganhar entre R$ 400 mil e R$ 500 mil por mês.

Ele também fez algumas exigências que não foram consideradas abusivas pelos corintianos, como ter à disposição um carro blindado.

No Parque São Jorge, cartolas do clube já dão a contratação como certa.


Lucca tende a escolher Bota, e Corinthians pode esperar mais por Pottker
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O corintiano Lucca está propenso a preferir o Botafogo à Ponte Preta pela chance de disputar a próxima Libertadores. Isso é o que o Corinthians temia, pois a ida do atacante para o time de Campinas facilitaria a venda imediata de Pottker.

A Ponte não quer ficar sem seu goleador no Campeonato Paulista, por isso tende a vender o atacante para o alvinegro da capital só depois do Estadual. Mas se conseguir Lucca, já terá um substituto, podendo liberar Pottker imediatamente.

Para o clube campineiro, o Corinthians emprestaria o atacante como parte da transação envolvendo Pottker. Já o Botafogo precisa negociar um valor pelo jogador.

A vontade do atleta será decisiva para o desfecho de seu futuro. Como o salário será o mesmo em Campinas ou no Rio, outros fatores pesam na escolha. E nesse momento, tem peso maior a oportunidade de jogar o torneio continental, mas a decisão ainda não foi tomada.

Enquanto isso, dirigentes corintianos já dão como certo que terão Potkker. Só não sabem imediatamente ou apenas a partir do Brasileirão.


Andrade desiste de Andrés e mais quatro testemunhas contra impeachment
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A defesa de Roberto de Andrade desistiu de usar Andrés Sanchez  e mais quatro pessoas como testemunhas contra o pedido de impeachment do presidente do Corinthians que está em análise na comissāo de ética do Conselho Deliberativo.

A desistência ocorreu depois de a primeira testemunha, Sérgio Dias, ligado ao fundo que administra a Arena Corinthians, enfrentar una avalanche de perguntas de conselheiros na última terça, no primeiro dia de depoimentos das testemunhas indicadas por Andrade.

Para conselheiros que acompanharam o depoimento e sāo favoráveis ao impeachment, a retirada das testemunhas está ligada às dificuldades que Dias teve para responder aos questionamentos.

Assim, o afastamento de Andrés da defesa nāo teria a ver com as divergências entre o ex-presidente e o atual cartola. Um dia antes da audiência inaugural, Andrade recusou projeto apresentado por Andrés para mudanças na diretoria.

De acordo com a análise dos apoiadores do impeachment, o recuo aconteceu para evitar novas situações embaraçosas para as testemunhas de defesa.

Luiz Aberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians e responsável pela defesa de Andrade na comissåo de ética, nāo respondeu à mensagem do blog sobre  Andrés e outras testemunhas serem dispensadas.

Sem testemunhas, o próximo a ser ouvido será o presidente corintiano, na terça da  semana que vem.

Ele é acusado de falsidade ideológica por assinar uma ata de assembleia do fundo que administra a arena e um contrato de exploração do estacionamento do estádio com datas nas quais ainda nāo era presidente.

Os conselheiros que pedem o impeachment alegam que o episódio provocou prejuízo à imagem do clube, o que daria motivo para o afastamento do presidente de acordo com o estatuto.

Andrade sustenta que assinou os documentos quando já era presidente, mas com data retroativa.

Essa tese foi sustentada por Dias, a testemunha ouvida nesta terça. Assim como Andrade, ele argumenta que nāo houve reuniāo presencial, apesar de haver lista de presença referente à ata assinada por ele. Nesse ponto, a testemunha foi indagada sobre a legalidade da operçāo, que nāo condiz com a realidade,  e afirmou ser um procedimento comum.

O depoimento provocou clima de guerra polïtica no clube. Cerca de 20 conselheiros favoráveis  ao impeachment tentaram acompanhar a sessāo, mas a maioria nāo entrou na sala por falta de espaço.

O ambiente criado foi uma demonstração do que o presidente corintiano enfrentará durante o processo.

Depois de encerrar seus trabalhos, a comissāo de ética irá indicar para o Conselho Deliberativo se o presidente deve ou nāo ser afastado. Mas os conselheiros podem decidir de maneira diferente.

Se o afastamento for aprovado, a decisāo ainda precisará ser referendada pelos sócios.

 


Seria fonte de receita, virou restaurante ‘fantasma’ na Arena Corinthians
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Foto: Ricardo Perrone/ UOL

Fotos: Ricardo Perrone/ UOL

Almoçar ou jantar assistindo ao Corinthians jogar com vista para o campo, como mostra a foto acima, seria a isca para torcedores gastarem em um dos dois restaurantes planejados na arena do clube. Porém, neles nāo há barulho feito por clientes e nem correria de garçons. Ambos nāo foram inaugurados e parecem construções “fantasmas”.

Eles estāo no “osso”, com aspecto de abandono, assim como outros dois bares do estádio de onde também se pode ver o gramado.

Área reservada pra restaurante na arena Corinthians

Área reservada pra restaurante na arena Corinthians

Responsável pela obra, a Odebrecht afirma que fez tudo o que deveria fazer nas áreas em que ficariam os restaurantes. Segundo a empresa, pontos de energia elétrica, rede de esgoto (na foto acima é possível ver parte dela) e outras necessidades básicas foram instaladas. O acabamento, de acordo com a construtora, ficará a cargo de quem operar os estabelecimentos, como é praxe em shoppings, por exemplo.

Ponto de restaurante entregue pela Odebrecht, que alega ter cumprido o contrato

Ponto de restaurante entregue pela Odebrecht

O Corinthians só vai se manifestar oficialmente sobre o que a construtora fez ou deixou de fazer após conclusāo de auditoria na arena.

Profissional ligado ao estádio e contratado pelo clube disse ao blog que a Odebrecht realizou, com atraso,  quase tudo que era obrigada a fazer nos bares e restaurantes e que eles nāo estāo funcionando porque o Corinthians nāo consegue alugar as áreas.

Os restaurantes com vista panorâmica eram considerados fontes importantes de receita para o alvinegro pagar sua casa própria. Mas viraram símbolos silenciosos da dificuldade do clube em explorar ao máximo o potencial de arrecadação da arena.

Instalação básica em área reservada para restaurante

Instalação básica em área reservada para restaurante

 


Por que Rosenberg topa voltar ao Corinthians com grupo com o qual rompeu?
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Roberto de Andrade já deixou claro que nāo aceitará a sugestão de Andrés Sanchez para recolocar na diretoria do Corinthians o ex-vice-presidente Luis Paulo Rosenberg.

Porém, uma pergunta ficou no ar: por que o economista que rompeu com o grupo Renovação e Transparência a ponto de se desligar do Conselho Deliberativo e do quadro de sócios, além de apoiar a oposição na última eleição, aceitaria voltar a trabalhar com o mesmo “partido” político?

A resposta está na proposta feita cerca de 15 dias atrás por Sanchez (os dois nunca deixaram de se falar apesar das divergências).

Rosenberg voltaria a comandar o marketing corintiano e a arena do clube. Os principais atrativos para o ex-dirigente foram a chance de fazer vingar o projeto que ele idealizou para o estádio, ter a oportunidade de peitar a Odebrecht e devolver ao clube a estratégia de marketing que vende o Corinthians como gigante mundial. A internacionalizaçāo e as grandes contratações voltariam.

“O projeto que o Andrés apresentou é lindo. Uma uniāo de grandes corintianos para devolver ao clube a grandeza dele. Se eu fosse chamado pelo Roberto, nāo teria problemas em trabalhar com um presidente que disse que eu nāo pisaria no Parque Sāo Jorge enquanto ele estiver no cargo. Seria um chamado do presidente, nāo pessoal. Sem golpe, ele estaria reconhecendo a necessidade de mudar. Mas se o presidente nāo quer, paciência”, afirmou Rosenberg.

Apesar do rompimento com o grupo de Andrés, Rosenberg vinha sendo consultado sobre a arena por conhecer detalhes do projeto. Sempre se incomodou com a passividade que enxergava no clube em relação à Odebrecht, acusada de não fazer todas as obras previstas no contrato. A construtora nega a irregularidade.

“O Aníbal (Coutinho, arquiteto responsável pelo projeto da arena) está há muito tempo avisando sobre o que tem de errado lá e não é ouvido. Não pode ter medo de brigar com a Odebrecht. Eu não tenho”, afirmou Rosenberg.

O arquiteto e o ex-vice sāo amigos de longa data. Se retornasse à diretoria, Rosenberg poderia dar atenção aos alertas dele por causa de uma mudança importante prevista por Andrés. Os trabalhos do clube na arena seriam comandados pela diretoria de marketing, nāo por uma equipe independente.

Assim, de māos dadas com Coutinho, Rosenberg teria a chance de provar que o projeto idealizado por ele para a arrecadação de receitas no estádio é viável, ao contrário do que dizem seus crïticos no clube.

“Se a gente soubesse que o país enfrentaria três anos de crise, algumas coisas seriam diferentes. Mesmo assim, a arena é muito viável, mas precisa ser tocada com o profissionalismo de um shopping center, por exemplo”, argumenta Rosenberg.

Na outra ponta do plano apresentado por Andrés ao ex-dirigente está o futebol. O blog apurou que a ideia é contar com a parceria de empresários que se dāo bem com o deputado federal, como Juliano Bertolucci e Kia Joorabchian, para montar um time competitivo em 2017, apesar da crise financeira enfrentada pelo clube.

Idealizador do projeto que permitiu a vinda de Ronaldo, Rosenberg se animou com a ousadia do novo plano.

“O Corinthians se afastou da globalização, da China, do que deu certo em 2008. Só faz sentido a minha volta se houver uma mudança geral com a vontade do presidente”, afirmou Rosenberg.

Porém, a estratégia bolada pelo ex-presidente recebe críticas de parte considerável da oposição. O argumento é que se trata de uma tentativa de salvar o grupo de Andrés na eleição de 2018, nāo de salvar o Corinthians.

Depois de se desvincular do clube durante a gestāo de Mário Gobbi, Rosenberg teria que comprar um novo tîtulo de sócio para ser ser diretor.