Blog do Perrone

Arquivo : agosto 2015

Senador especialista em CBF vai pedir para sair da CPI do Futebol
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O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) decidiu pedir afastamento da CPI do futebol, que fará nesta terça sua segunda reunião. A saída, no entanto, depende de um acordo com seu partido, por isso a solicitação ainda não foi feita oficialmente.

Ao blog ele explicou que pretende participar da CPI do BNDES, que vai investigar empréstimos feitos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento e deve ser instalada nesta semana. O senador diz ser impossível conciliar os trabalhos nas duas comissões.

“Acho que é mais importante a minha presença na CPI do BNDES porque nesse caso ainda não tem nenhuma investigação em curso (o FBI já investiga cartolas brasileiros). Se o partido concordar, vou indicar um companheiro para ficar no meu lugar”, afirmou Dias.

Se confirmada a sua saída, a CPI presidida por Romário (PSB-RJ), irá perder um expert em CBF. O senador tucano presidiu entre 2000 e 2001 a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a Confederação Brasileira de Futebol. Naquela oportunidade, foram investigados contratos assinados pela entidade, como será feito agora.

Mesmo optando pelo trabalho na comissão relacionada ao BNDES, Dias pode cruzar o caminho do futebol brasileiro, pois o banco emprestou dinheiro para a construção de estádios da Copa de 2014.

 


Clubes cogitam executivo da Globo para dirigir uma Liga amiga da CBF
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Os principais clubes do país querem diminuir o poder da CBF em relação ao Campeonato Brasileiro, mas não entram em consenso sobre como fazer isso.

O plano mais forte no momento é compartilhar a organização da competição com a confederação por meio de uma Liga ou uma associação dos times. A nova entidade agiria em sintonia com a CBF.

Nesse cenário, os clubes cuidariam principalmente da parte comercial do Brasileirão, como a venda dos direitos de TV, que voltaria a ser feita em bloco, método usado na época do Clube dos 13, não individualmente, modelo adotado hoje. A tabela seria elaborada por um executivo em conjunto com a emissora de televisão que transmitir os jogos. Outros assuntos técnicos, como a escalação de árbitros, ficariam sob a batuta da confederação.

Esse formato tem até um executivo cotado para tocar a Liga: Marcelo Campos Pinto, alto funcionário da Globo, desde que ele deixe seu cargo na emissora.

Mas há também um grupo menor e mais radical que defende a criação da Liga de forma totalmente independente da confederação.

“É certo que a CBF precisa dividir o poder com os clubes. Mas romper com ela não é o caminho. Criar uma Liga dentro da confederação é impossível. Então, acho que a solução é fundar uma associação de clubes. Ela discutiria a venda de direitos de transmissão pelos clubes, de maneira colegiada”, disse Modesto Roma Júnior, presidente do Santos.

“Não temos como organizar um campeonato agora. Então, precisamos primeiro buscar a união. Depois, podemos fazer uma liga branda, um modelo híbrido de gestão junto com a CBF. Isso iria evoluindo até a criação da Liga Nacional”, afirmou Júlio Casares, vice-presidente do São Paulo.

Uma demonstração de que a unidade pregada pelo são-paulino não será alcançada facilmente é o fato de o Cruzeiro afirmar que ainda nem foi chamado para debater a criação da Liga, ideia que tem Flamengo e Atlético-PR entre seus líderes.

“Não ouvi nada sobre isso, ninguém me procurou, não participei de nenhuma reunião”, declarou Gilvan de Pinho Tavares, presidente cruzeirense.

Independentemente do sistema a ser adotado, a maioria dos clubes entende que Marco Polo Del Nero está fragilizado por causa das investigações do FBI sobre supostos casos de corrupção no futebol e que atingem cartolas brasileiros. Assim, consideram o momento ideal para cobrar o aumento do poder dos times nas decisões sobre o Brasileirão.

 


Abilio Diniz vira guru e, sem querer, põe presidente do São Paulo em xeque
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 Com Guilherme Palenzuela, do UOL, em São Paulo

Abilio Diniz não é membro do conselho deliberativo do São Paulo, mas ganhou status de líder no clube após seu discurso na última reunião do órgão. Foi aplaudido de pé pelos conselheiros que avalizaram o plano de gestão detalhado por ele.

Assim, sem querer, o empresário colocou Carlos Miguel Aidar numa situação delicada. Se o presidente não aplicar as medidas sugeridas por Abilio, provavelmente, deixará de ter o apoio do empresário e vai desagradar aos conselheiros que ovacionaram Diniz. A oposição já diz nos bastidores que espera Abilio de braços abertos, caso isso ocorra.

Mas, se colocar em prática os ensinamentos do empresário, Aidar enfraquecerá sua diretoria, o que pode gerar insatisfações em seu grupo político.

O plano de gestão prevê que diretores percam suas funções executivas, que seriam exercidas por profissionais. Os vice-presidentes se limitariam a aconselhar o presidente. Também seria criado um conselho de administração, capitaneado pelo presidente do clube, que passaria as diretrizes a serem seguidas pelos executivos. A instalação desse novo órgão precisa ser aprovada pelo conselho deliberativo.

A nova disputa interna que o plano tem potencial para detonar já pode ser medida pelas interpretações sobre o discurso de Abilio. Integrantes da situação afirmam que o clube deu um enorme passo para a sua pacificação, que os diretores não perderão força e que o conselho de administração será acima de tudo um órgão para representar conselheiros na gestão. Lembram ainda que a profissionalização já era pregada por Aidar em sua campanha.

“O discurso do Abilio foi excelente. E a reunião foi histórica, sem ataques. Os conselheiros entenderam que o São Paulo precisa de união”, disse Júlio Casares, vice-presidente do clube.

Para a oposição, está claro que os cartolas vão perder força, caso o plano seja levado adiante. Os oposicionistas acreditam que esse enfraquecimento vai provocar turbulência no grupo que está no poder.


Abilio Diniz com o cheque na mão para ‘salvar’ o São Paulo? Só que não
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“Mostro onde está o rio e dou a vara, mas não ensino a pescar”. Com essa afirmação na última reunião do conselho deliberativo do São Paulo, Abilio Diniz nocauteou a esperança de um grupo de cartolas do clube. Eles esperavam que o empresário fosse o maior investidor do fundo de investimentos que a diretoria pretende criar para conseguir pelo menos R$ 100 milhões.

A confiança era tanta, que se ouvia nos corredores do Morumbi o seguinte: “Abilio está com o cheque na mão, só falta assinar”.

Só que não é isso que o empresário e membro do conselho consultivo do clube espera fazer, como ele mesmo reforçou em seu blog no UOL. “O São Paulo não precisa de caridade de seus torcedores” e “não é dar o peixe, mas ensinar a pescar”, escreveu.

 Mais claro impossível. Mesmo assim tem dirigente que não entendeu e defende no clube a tese de que se o fundo for sério, como pregou o empresário, ele vai querer investir. Pode ser. Mas não com o cheque tão gordo como imaginavam. E, para isso acontecer, o fundo terá que ser profissional, não apenas um chamariz para são-paulinos ilustres, como Abílio.

 


Opinião: ‘Sim’ da CBF para Zico tem jeito de ‘não’
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“Zico tem o nosso apoio para viabilizar a candidatura. Se ele conseguir as outras quatro assinaturas, a CBF vai endossar o seu pleito”. Ao ouvir essa afirmação de Marco Polo Del Nero, nesta quinta, Zico entendeu que ganhou o apoio da Confederação Brasileira para sua candidatura. Mas será que o dirigente foi tão claro assim?

Na opinião deste blogueiro, o ex-jogador nrecebeu um ‘sim’ que na verdade parece um ‘não’.

Del Nero não teria sido muito mais incisivo se dissesse: “A CBF apoia Zico e vai ser a primeira a assinar a lista de associações que respaldam a candidatura dele?” Ou: “Estamos lançando Zico como candidato. Agora vamos buscar o apoio de mais quatro federações para ele”.

Zico não bateria à porta das outras federações com muito mais força se tivesse no bolso um papel com a assinatura do presidente da CBF apoiando seu nome para a eleição de fevereiro?

Porém, se colocasse sua assinatura num documento a favor do Galinho agora, Del Nero já se apresentaria como opositor do nome a ser escolhido por Joseph Blatter para a sucessão presidencial na Fifa. O brasileiro é aliado do suíço. Não cairia bem e, como Zico seria azarão, a escolha poderia significar enfraquecimento político após a eleição em caso de outro postulante vencer.

Mas, simplesmente dizer ao candidato nacional que ele rode o mundo em busca de apoio e depois volte para casa para pegar a última firma, parece uma estratégia mais segura. Não é fácil conseguir quatro “avalistas” para uma campanha desse porte. Assim, caso Zico fracasse, Del Nero ficará bem com um ídolo brasileiro, com a opinião pública e não enfrentará desgaste político com Blatter, já que não chegou a colocar um opositor na parada.

É verdade que na hipótese de Zico conseguir os quatro apoios, em tese, Del Nero não teria como recuar.

Pelo artigo 13 do código eleitoral da Fifa, o candidato à presidência da entidade precisa ter seu nome proposto por uma das associadas à Federação Internacional, que passa automaticamente a ser uma das cinco que apoiam o postulante. O mesmo regulamento não fala nada sobre a proposta de candidatura ser necessariamente do mesmo país do candidato. Ainda assim, Zico disse que só começaria a buscar apoio depois de receber um sinal positivo da CBF.

O ex-jogador da seleção brasileira afirmou que ficou feliz com que ouviu do cartola. Felicidade Del Nero também tem motivos para sentir. Ganhou destaque na mídia, desta vez positivamente, quebrando a sequência de notícias sobre o escândalo de corrupção no futebol mundial, envolvendo cartolas brasileiros. Reportagens sobre, por exemplo, a decisão do presidente da CBF de não sair do país para participar de eventos da Fifa desde que seu antecessor, José Maria Marin, foi preso na Suíça, deram uma trégua. Aliás, se a candidatura de Zico vingar, será que Del Nero pisará em território suíço em fevereiro do ano que vem para votar nele?


Justiça decreta prisão preventiva de integrante da Gaviões da Fiel
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 Após ser acusado de participar de briga com torcedores do Vasco no aeroporto de Natal, na semana passada, Carlos Roberto de Britto Júnior, o “Neguinho”, integrante da Gaviões da Fiel, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Raphael Garcia Pinto no último dia 24. A partir desta quinta, ele passou a ser considerado foragido da Justiça, de acordo com a promotora Claudia Mac Dowell, que requisitou a prisão.

Ele é acusado de homicídio e formação de quadrilha com outros 14 corintianos da Gaviões. Todos teriam participado em 2012 de briga em que dois palmeirenses da Mancha Alviverde morreram.

Conforme mostrou o blog, em decisão inicial da Justiça, tomada em março, Neguinho e outros acusados estavam proibidos a ir a jogos do Corinthians em qualquer estádio do Brasil, tendo que comparecer a um batalhão da Polícia Militar duas horas antes das partidas. Porém, em maio, a medida foi alterada. Ficou vetada a presença deles apenas em partidas no Estado de São Paulo com o Corinthians como mandante. E em confrontos contra o Palmeiras também com mando do alviverde.

Em seu despacho, Pinto afirmou que a prisão cautelar de “Neguinho” é “medida que se impõe para garantir a ordem pública”.

“Todavia, ao que consta dos autos, mais uma vez o acusado encontra-se envolvido em brigas, tumultos e atos de violência entre torcedores organizados, evidenciando tratar-se de pessoa perigosa, violenta, audaciosa, que desrespeita a ordem pública, zomba do poder judiciário e acredita estar acima da lei”, escreveu o juiz.

O blog não conseguiu entrevistar David Gebara, advogado da Gaviões da Fiel, até a publicação deste post.

 


Odebrecht volta a comprar certificados que ajudam a pagar Arena Corinthians
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A Odebrecht voltou a colocar a mão no bolso para ajudar o Corinthians a pagar a construção de seu estádio para ela mesma. De acordo com o Diário Oficial de São Paulo desta quarta, mais oito CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) foram vendidos. Todos para o Consórcio Metroplitano 5, que é liderado pela Odebrecht e constrói a Linha Lilás do Metrô.

Os CIDs são usados por seus compradores para pagar impostos municipais.

Procurada pelo blog, a construtora informou que cada certificado foi vendido por R$ 58.606. O valor total dessa operação foi de R$ 468.848.

Ainda segundo a assessoria de imprensa da construtora, o fundo que administra a arena corintiana e que tem clube e Odebrecht como principais cotistas já vendeu, ao todo, 22 CIDs por R$ 1,3 milhão.

Antes da última operação, o consórcio responsável pela Linha Laranja do Metrô, que também tem a Odebrecht como integrante, tinha comprado R$ 513 mil em CIDs. Outra venda de R$ 285 mil tinha sido feita para a obra da Ponte Itapaiúna, tocada pela Odebrecht. Ou seja, se não fosse pela construtora, os certificados estariam totalmente encalhados.

Porém, a negociação de R$ 1,3 milhão em CIDs pode ser considerada uma gota d´água no oceano, pois a prefeitura autorizou a captação de R$ 465 milhões por meio desse mecanismo. E o preço do estádio, contando juros de empréstimos bancários, é de cerca de R$ 1,2 bilhão.

Um dos principais problemas para a negociação dos certificados é a existência de uma ação promovida pelo Ministério Público que aponta irregularidades na decisão da prefeitura de emitir os CIDs em favor do fundo que controla a arena.

 


Del Nero não aparece em audiência de processo contra jornalista preso
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Preso desde 6 de julho, o jornalista Paulo Cezar de Andrade, editor do “Blog do Paulinho”, deixou a prisão na última sexta apenas para participar de audiências referentes a outros processos dos quais é réu. Uma delas seria com Marco Polo Del Nero. E não é que o presidente da CBF não compareceu?

Diante do “w.o”, Romeu Tuma Júnior, ex-secretário nacional de Justiça e que defende o jornalista conhecido como “Paulinho do Blog”, pediu e conseguiu a extinção da punibilidade (impossibilidade de punir o autor) por ausência injustificada em audiência. Apenas o advogado de Del Nero no caso, Daniel Sato, apareceu.

Procurada pelo blog, a direção de comunicação da CBF, declarou que o dirigente não comentaria o assunto.

Desde que seu antecessor na confederação, José Maria Marin, foi preso na Suíça acusado de receber propina na venda de direitos de transmissão de TV, Del Nero tem evitado comparecer a eventos fora do país, o que, obviamente, não era o caso da audiência, realizada em São Paulo.

O cartola não foi à última reunião da Fifa na Suíça, nem à Copa América, no Chile, e tampouco ao sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Del Nero havia apresentado queixa-crime contra Paulinho, mas é impossível conhecer os detalhes da acusação porque o processo corre em segredo de justiça.

Por sua vez, o jornalista e blogueiro foi condenado a cinco meses e dez dias em regime semia-aberto por crime de difamação (clique aqui para saber detalhes).

Por duas vezes, Tuma Júnior tentou habeas corpus para seu cliente, sem nada conseguir até esta terça. “Ele foi condenado em regime semi-aberto e está cumprindo pena em regime fechado numa delegacia. Isso é ilegal, ninguém pode cumprir pena em delegacia. E se não houver vaga no regime semi-aberto, é necessária uma solução menos drástica”, afirmou o advogado ao blog.

Paulinho está detido no 31º Distrito Policial, na Vila Carrão, na capital paulista. “Pra mim, ele pode ser considerado um preso político. É um exagero o que estão fazendo com ele. É muito grave, hoje é com ele, amanhã pode ser com qualquer outro jornalista. É perigoso para ele ficar lá. Agora tem um preso que é da Mancha (Alviverde). É um perigo, ele já olhou de um jeito intimidador para o Paulinho”, reclamou Tuma Júnior.


Abilio Diniz dá dicas para São Paulo melhorar gestão
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O empresário Abilio Diniz, membro do Conselho Consultivo do São Paulo, fará uma apresentação aos conselheiros do clube em reunião na noite desta terça.

De acordo com diretores, ele vai falar sobre gestão profissional e o Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDIC), que o presidente Carlos Miguel Aidar pretende criar.

A ideia é atrair são-paulinos endinheirados que juntariam R$ 100 milhões. O dinheiro seria usado para quitar dívidas da agremiação, que enfrenta grave crise financeira. O fundo teria como garantia créditos que o clube tem a receber. Entre eles, cotas a serem recebidas pelo televisionamento dos jogos do time. Os investidores seriam pagos com correções e juros.

A expectativa de dirigentes são-paulinos é de que Diniz seja um dos principais investidores, além de ajudar na estruturação do fundo.

 


SPFC diz que não quer agravar crise financeira e suspende comissão polêmica
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Nesta segunda-feira, Carlos Miguel Aidar enviou um ofício ao presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo informando que suspendeu temporariamente o contrato que previa pagamento de comissão de R$ 18 milhões pela intermediação do acordo com a Under Armour.

No comunicado, o presidente são-paulino explica para Carlos Augusto de Barros e Silva que retirou temporariamente o acordo com a Far East das obrigações do clube até que seja feita uma renegociação de valores. O objetivo, de segundo o ofício, é permitir que o São Paulo arque com seus outros compromissos sem piorar a crise financeira que enfrenta.

A comissão gerou polêmica no clube pelo valor e pelo fato de a empresa ter sede em Hong Kong. O pagamento ainda não tinha sido feito porque um grupo de conselheiros foi criado para se informar sobre o assunto antes que o Conselho Deliberativo decidisse se aprovaria o contrato. Com a decisão tomada por Aidar não existe necessidade de votação no órgão por enquanto.

Outros contratos, como o assinado com o Habib´s antes da gestão de Aidar, também passarão por uma tentativa de renegociação por serem considerados ruins pela atual diretoria.

A suspensão do contrato de comissão foi considerada uma vitória por membros da oposição são-paulina. Porém, agora, eles se dizem intrigados com o fato de, aparentemente, a diretoria não se preocupar com a reação de Far East, credora do clube.