Blog do Perrone

Arquivo : maio 2015

Gasto com Cristian daria para Corinthians segurar Guerrero
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A iminente saída de Guerrero do Corinthians poderia ser evitada não fosse o erro de avaliação do clube nos gastos com algumas contratações. E não é preciso voltar até o desembarque de Alexandre Pato para se chegar a essa conclusão. Serve de exemplo um reforço que está bem mais fresco na memória do torcedor: Cristian.

Contratado para a atual temporada, o volante vai receber, em três anos de contrato, cerca de R$ 500 mil mensais em média por mês. São R$ 18 milhões em 36 meses, valor semelhante ao que Guerrero pede de luvas e o alvinegro não tem para pagar (o impasse está nas luvas, não na pedida salarial). O gasto com Cristian sobe para R$ 19,5 milhões se forem incluídas as despesas com 13º salário.

O curioso é que o clube já estava atrasando direitos de imagem e lutava para reduzir a pedida feita pelos agentes de Guerrero quando trouxe Cristian.

Como os empresários do peruano afirmam que aceitam receber a maior parte das luvas diluídas no salário, daria para usar o dinheiro gasto mensalmente com Cristian para manter o atacante. Porém, seria necessário se contentar com um volante das categorias de base ou trazer um jogador barato, em início de carreira, para a vaga do veterano.

Agora esqueça Cristian e pense em outro reserva, Vágner Love, da mesma posição de Guerrero. Em 18 meses de contrato, ele receberá cerca de R$ 9 milhões, metade do que o peruano pede de luvas. Love foi contratado em fevereiro às vésperas da eleição que elegeu o presidente Roberto de Andrade.

O cartola avalizou o negócio mesmo sabendo das dificuldades financeiras e da batalha com os representantes de Guerrero. Agora chora a falta de dinheiro. Seu antecessor, Mário Gobbi, deu liberdade para que ele começasse a montar o time de 2015 antes mesmo de saber se seria eleito.

Confiar mais nos jovens Malcom e Matheus Cassini poderia ter feito o Corinthians economizar o dinheiro gasto com Love, direcionando os recursos para manter Guerrero.

Porém, o clube preferiu nos últimos anos investir mais em atletas rodados, caros e com pouco poder de revenda, liberando jovens promessas de graça ou a preços de liquidação. Tite também demonstra preferir os medalhões.

Alguns dos garotos partem do Parque São Jorge sem nem estrear no time principal, como pode acontecer com Cassini. Caso as saídas do garoto e de Guerrero se concretizem, o Corinthians perderá dois atacantes numa tacada só. Isso sem ganhar nada pelo peruano, em fim de contrato, e embolsando R$ 3,5 milhões por 70 % dos direitos econômicos de um jovem que poderia valer muito mais amadurecendo no Parque São Jorge.


Após euforia, time do Palmeiras é chamado de medíocre no clube
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O Palmeiras começou o ano em clima de euforia graças a contratações como as de Zé Roberto, Arouca e Dudu, caixa reforçado com o patrocínio da Crefisa e as gordas arrecadações no Allianz Parque. O otimismo aumentou com a classificação para a final do Paulista sobre o Corinthians, seu maior rival. Depois, veio a perda do título para o Santos. E bastaram duas rodadas no Brasileirão (empates diante de Atlético-MG e Joinville) para o time que era motivo de esperança virar alvo de críticas internas.

O cenário de cobrança ganhou corpo na reunião do Conselho Deliberativo palmeirense, na última segunda-feira, quando conselheiros manifestaram sua insatisfação, principalmente nas conversas antes e depois da sessão.

Durante a reunião, também houve queixa. O conselheiro Antonio Carlos Blanes pediu a palavra e chamou a equipe de medíocre.

“Time medíocre pra mim é um time de médio para ruim. Não quer dizer horrível. Esse não é time para o clube que tem a camisa mas cara do Brasil, como a diretoria fala. Uma camisa de R$ 50 milhões (total arrecadado com patrocínios). Também não é um time à altura dos ingressos caros que estão cobrando. A defesa sim é horrível. Precisamos de um zagueiro e um atacante de referência”, afirmou Blanes ao blog.

Como o presidente Paulo Nobre não estava na reunião, a crítica foi rebatida pelo vice-presidente Maurício Precivalle Galiotte, que disse respeitar a opinião do conselheiro apesar de discordar dela.

O autor da reclamação votou no opositor Wlademir Pescarmona para presidente, mas afirma que seu posicionamento não é político. Um dos conselheiros que reclamaram do time fora do microfone durante a reunião foi o oposicionista Carlos Degon, que na primeira ligação do blog disse que estava ocupado e depois não atendeu aos telefonemas.

Mas as cobranças não partem só da oposição. No site “Nosso Palmeiras”, que administra, Gilto Avallone, membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) escreveu o seguinte sobre o jogo do próximo domingo com o Goiás: Agora não haverá desculpa, se o resultado não for a vitória, por mais que vão querer explicar, não conseguirão. Estamos entrando no sexto mês do ano, tempo mais que o necessário para se adaptarem e formarem uma equipe tiveram”. Gilto é do grupo político de Mustafá Contursi, que apoiou a reeleição de Nobre. “Palmeiras ruim, medíocre e demais adjetivos relativos”, havia escrito o conselheiro após o duelo com o Joinville.

É nesse clima de cobrança que o Palmeiras busca sua primeira vitória no Nacional, às 11h deste domingo, no Allianz Parque.

Tags : Palmeiras


Aidar agora manda mais no futebol. Veja o que muda no São Paulo
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Carlos Miguel Aidar se define como um dirigente descentralizador, diferentemente de seu antecessor, ex-aliado e atual desafeto, Juvenal Juvêncio. Por isso, Ataíde Gil Guerreiro havia assumido a vice-presidência de futebol São Paulo com amplos poderes. Porém, após a atuação do vice na frustrada tentativa de contratar o argentino Alejandro Sabella, Aidar resolveu se envolver mais nas decisões do departamento de futebol.

Além de tomar as rédeas na definição do futuro treinador do time, ele passou a ir com frequência ao CT da Barra Funda.

“Quero ficar mais próximo da área fim principal do clube”, disse o presidente são-paulino ao blog, justificando a mudança de comportamento. Mas, em tese, o que muda para o time com a nova postura do cartola? Veja abaixo.

Inovações – Aidar quer que a modernidade seja a marca registrada de sua administração. Assim, com ele na linha de frente, é de se esperar mudanças de procedimento, profissionais e a adoção de métodos que o presidente considere mais modernos para o departamento de futebol. Seu vice tem um estilo mais tradicional.

Política – Ataíde comandava o futebol sozinho, pouco ouvia os conselheiros do clube, o que gerou várias críticas a ele e até pedidos pelo seu afastamento do setor. Por ser o presidente, Aidar tem que dar mais ouvidos aos conselheiros e outros diretores. Com ele mais atuante, ganha peso a opinião dos membros do conselho e da diretoria em questões como contratações e venda de jogadores. O reflexo de cada gesto na política será avaliado. Quando tinha mais poder, Ataíde fazia o que achava ser melhor para a equipe e dava pouca bola para a politicagem.

Surpresas – Ataíde tem um estilo de trabalho definido, suas ações e preferências, em caso de jogadores e técnicos, por exemplo, são mais previsíveis por parte dos demais dirigentes. Aidar ouve palpites dos que o cercam, mas dá poucas pistas do que vai fazer. Até seus aliados têm dificuldade em antecipar os passos do cartola e o que ele pretende fazer em questões fundamentais para a equipe.

Tensão x calma – O vice de futebol tem pavio curto. É um dos motivos que o fizeram colecionar desafetos. Já o presidente tem mais jogo de cintura, tanto no trato com outros cartolas como com jogadores e comissão técnica, apesar de suas declarações polêmicas.

Torcida organizada – Ataíde está faz tempo na mira da Independente. Aidar, já deu demonstrações públicas de boa relação com a principal torcida organizada do clube. Em tese, com o presidente se dedicando mais ao time, fica mais fácil os torcedores terem acesso ao CT para protestar em eventuais momentos negativos.

Fogo-amigo – Ataíde está fora da mira da oposição formada pelo grupo de Juvenal. Pelo contrário, já recebeu vários elogios dos opositores. Aidar é o principal alvo da oposição. Com ele por perto, aumentam as chances de balas perdidas atingirem o elenco. Uma contratação conduzida pelo presidente, teoricamente, tem mais chances de ser criticada pelos opositores. Ou seja, o contratado pode ser atingido.


Flamengo vê Robinho como impossível e dupla Guerrero/Petros distante
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Bateu o desânimo na diretoria do Flamengo em relação às chances de ter Robinho como reforço. A cúpula do clube carioca já dá como certo que o atacante vai renovar com o Santos.

Depois de abrir negociação pelo jogador, a direção do time da Gávea sentiu que o desejo dele é permanecer na Vila Belmiro. A conclusão é de que ele se sente mais confortável no Santos por conhecer bem o clube, ser ídolo da torcida e morar onde gosta. O atleta não estaria disposto a encarar o desafio de mudar de ares.

Ao mesmo tempo em que o Flamengo praticamente joga a toalha, a cúpula do Santos exibe confiança na renovação. “O Robinho já foi para o Real Madrid uma vez atrás do técnico. Chegou lá, e o treinador foi embora. Ele não vai atrás de novo para o técnico sair outra vez”, disse Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, ironizando o desejo de Vanderlei Luxemburgo de contar com o atacante santista.

Com Robinho distante aumentam as chances de Guerrero jogar no Flamengo? Não é o que diz a direção do clube. Após sondar o estafe do peruano, a contratação é desejada na Gávea, mas ainda vista como muito difícil. Neste momento, o clube não tem condições de pagar o que o atacante quer ganhar. A negociação depende de uma redução drástica na pedida do goleador.

A situação é semelhante à negociação por Petros, outro sonho de Luxemburgo. Sem revelar valores, a direção do Flamengo descarta pagar o que o meia corintiano pediu.

Apesar da pressão de Luxemburgo e da torcida por reforços, a diretoria promete não ceder aos pedidos de agentes e manter a sua política de controle dos gastos. Vai arrastar todas as negociações que tentar até alcançar valores considerados razoáveis. E, se for o caso, não contratará ninguém. O entendimento é de que o time precisa se reforçar, mas que Luxa tem a obrigação de fazer o elenco atual render mais.

 


Sheik ganha muito? ‘Não é nem o 3º mais bem pago do país’, diz agente
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Depoimento dado ao blog por Reinaldo Pitta, agente de Emerson Sheik, sobre o Corinthians não querer renovar com o jogador.

“Para nós, o Corinthians não comunicou que desistiu de renovar com o Sheik. Sou empresário do jogador, não sou eu que tenho que divulgar nada. Quem tem que falar é o clube. Se alguém do Corinthians falar (oficialmente) que não quer renovar, daí vou me pronunciar.

Acho que estão falando muito do Emerson por causa da expulsão (contra o São Paulo, que tirou o jogador também dos duelos com o Guaraní do Paraguai).

Se o time continuasse na Libertadores poderia ser diferente. Ele poderia ser decisivo nos jogos. Mas até 31 de julho, quando termina o contrato dele, muita coisa pode mudar. Ele tem 70 dias ainda para jogar e as coisas mudam rapidamente no futebol. Quando ele estava no Botafogo, diziam que o Corinthians não queria que ele voltasse. As coisas mudaram ,e ele acabou voltando.

Sabemos que fora da Libertadores o Corinthians vai ter que cortar gastos e que o patamar dos salários vai mudar. Todos os clubes precisam diminuir os gastos. Mas acho que o problema do Corinthians não foi com o salário do Emerson. A contratação dele não foi um erro.

Ele foi campeão paulista (2013), brasileiro (2011), da Libertadores (2012), mundial (2012) e da Recopa Sul-Americana (2013). Foram cinco títulos e muitos gols (26, segundo o site oficial do clube). E com tudo isso, ele não está entre os três jogadores mais bem pagos do país (Sheik ganha cerca de R$ 450 mil por mês e tem quatro meses de direito de imagem atrasados). Então, o erro não está aí. O Corinthians gastou muito nos últimos anos, mas o problema não foi com o Emeron. Agora, se o clube não quiser mais, tenho certeza de que ele vai jogar em outro grande time brasileiro”.


Ex-ídolo, Jorge Henrique processa Corinthians
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No último dia 7, Jorge Henrique entrou com ação na Justiça do Trabalho contra o Corinthians. Ex-ídolo do alvinegro e agora jogador do Internacional, ele alega que o clube paulista pagava metade de seu salário disfarçadamente como direitos de imagem. Assim, cobra quantias referentes a 13º salário, férias e FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) relativas à parte que foi paga como imagem. Ele também tenta receber dinheiro correspondente a direito de arena (porcentagem das cotas de TV).

Os advogados do atleta calculam que o valor a que ele teria direito seja de cerca de R$ 1 milhão.

Mas o Corinthians entende que nada deve a Jorge Henrique. “Ficamos surpresos com essa ação. O Corinthians não usa direito de imagem como fraude trabalhista. Exploramos a imagem dos jogadores que recebem dessa forma”, afirma Fernando Abraão, advogado do clube.

Porém, a tese do escritório Domingos Savio Zainaghi Advogados, que representa o meia, é de que ele não participou de nenhuma ação de porte que justificasse metade do pagamento pelo uso de sua imagem.

“Não precisamos usar a imagem dos jogadores em grandes eventos. Pode ser para divulgar produtos, a rede de lojas franqueadas, em cartazes. Nós usamos e temos provas”, rebateu Abraão.

Em relação ao direito de arena, o caso é mais complexo. Até março de 2011 os clubes se valiam de acordo com entidades que representam os jogadores e repassavam a elas 5% de seus ganhos com as cotas de TV. Depois o dinheiro era dividido entre os atletas. Só que a lei estipulava em 20% essa fatia, o que deu muita briga na Justiça.

Em 2011, a legislação mudou e passou a determinar que os jogadores que atuarem nas partidas têm direito a dividir 5%. Acontece que os advogados de Jorge Henrique sustentam que a alteração na lei foi inconstitucional. Afirmam que ela promove “retrocesso social” e que tal situação e proibida pela constituição. Dessa forma, eles pedem os 15% de diferença nos valores repassados ao jogador, antes e depois da mudança. “O Corinthians também agiu dentro da lei no pagamento dos direitos de arena e não deve nada”, disse o advogado do clube. Jorge Henrique saiu de maneira polêmica do Parque São Jorge em 2013, acusado de cometer atos de indisciplina, mas a questão não faz parte do processo. Já está marcada audiência para o dia 9 de setembro.


Acerto com pai de Neymar pressiona técnico do Santos
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Marcelo Fernandes conquistou o título paulista em seu primeiro trabalho como treinador e, em seguida, obteve um empate e uma vitória no início do Brasileirão. Mas a situação do técnico do Santos não é tão confortável como poderia, apesar de ele não correr risco imediato de demissão.

O problema é o contrato assinado pelo treinador para que o pai de Neymar gerencie sua carreira. Santos e Neymar pai estão em pé de guerra por causa da transferência do jogador para o Barcelona. Conselheiros e dirigentes não engolem o fato de a empresa de Neymar pai ter faturado 40 milhões de euros na negociação, principalmente por causa de um adiantamento de 10 milhões de euros. O clube foi à Justiça para tentar ter acesso aos documentos da transação. Desde então, o pai do craque não é visto com bons olhos pelos cartolas santistas.

Assim, o acordo de Fernandes com o empresário gerou reclamações de conselheiros. Parte do grupo que apoiou sua efetivação como treinador se revoltou por entender que ele não deveria se aproximar de um desafeto do clube.

A direção do Santos sabe que não tem o direito de interferir nas decisões pessoais do técnico. Mas está preocupada. Avalia que a paciência com o treinador por parte dos que não gostam de Neymar pai será menor. Ou seja, em caso de uma sequência de resultados negativos a pressão pela troca de técnico será maior do que seria.

Nesse cenário, ficou prejudicado o plano inicial de manter Fernandes como membro permanente da comissão técnica do clube caso o Santos decida contratar outro treinador. Os conselheiros descontentes exerceriam uma pressão insustentável pela demissão do cliente de Neymar pai.

Internamente, diretores se queixam ainda de que o técnico poderia ter consultado a cúpula santista antes de selar o acordo. Ele não receberia um pedido para desistir do negócio, mas ouviria sobre os efeitos colaterais de sua decisão.

 


Você nunca mais vai ver as convocações da seleção com os mesmos olhos
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O contrato assinado em 2012 e que permite, de certa forma, empresas interferirem na convocação da seleção brasileira, mostra que para treinar a equipe nacional não basta estar entre os melhores técnicos. É preciso também ter estômago para digerir tal intromissão.

Como mostrou reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” neste sábado, a CBF precisa comunicar os grupos International Sports Events (ISE) e Pitch International sobre os jogadores convocados para os amistosos do time nacional com o prazo máximo de 15 dias de antecedência. Se os melhores não estiverem na relação, a CBF pode perder 50% da cota referente ao jogo. Para isso não acontecer precisa provar que os desfalques foram por problemas médicos e substituir os ausentes por atletas que tenham o mesmo potencial de marketing e reputação, além de similar condição técnica.

Ou seja, em tese, para a coisa funcionar o treinador tem que aceitar mudanças em suas convocações determinadas pelos dirigentes para que a entidade não perca dinheiro. E não é levado em conta só o desempenho do jogador em campo.

Será que todos treinadores aceitam esse controle? Difícil. Ainda mais aqueles que estão no auge da carreira e têm apoio popular.

Saber da existência dessa cláusula muda a forma de se enxergar não só as contratações de treinadores da CBF, mas convocações da seleção brasileira. Um astro veterano que não viva seus melhores dias e que volte a vestir a camisa amarela terá, a partir de agora, que conviver com essa desconfiança: será que foi chamado só para atender aos interesses dos parceiros da confederação?

E como ficam jogadores que estão voando em campo e são esquecidos? Acontece direto, mas não costuma dar muito falatório.

Porém, a partir de agora isso deve mudar. O fator contrato passa a fazer parte das análises das listas de atletas chamados. Em outras palavras, você, provavelmente, nunca mais vai ver as convocações da seleção brasileira com os mesmos olhos. Pelo menos eu não vou.

Leia também:

CBF responde à reportagem e diz que contrato não influencia em convocações

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Gilmar Rinaldi: Del Nero pode ver convocações para evitar muitos desfalques


Investigação sobre bens de Andrés vai para Procuradoria-Geral da República
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O STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigação sobre suposta irregularidade na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral pelo deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP).

Despacho assinado pelo ministro Luiz Fux, no último dia 27, diz que a PGR deve se manifestar quanto ao prosseguimento da investigação. Em caso de condenação, o superintendente de futebol do Corinthians e ex-presidente do clube pode perder o mandato. A suspeita é de que ele teria indicado menos bens do que tem.

“Trata-se de investigação instaurada para apurar a suposta prática de crimes eleitorais”, “por suposta omissão de bens”, afirma o despacho. Segundo a assessoria de imprensa da PGR, até esta sexta não havia uma definição sobre o assunto.

João de Oliveira, advogado do deputado, afirmou ao blog desconhecer a investigação. “Não fomos citados, não fomos notificados. Todos os bens dele foram declarados, a declaração está perfeita. Qualquer denúncia que fizerem contra ele, vai para o STF porque ele tem foro privilegiado por ser deputado. Mas é importante ressaltar que denúncia não significa que ele é culpado”, disse o advogado. Oliveira também declarou que centenas de denúncias sem provas foram feitas para tentar impedir a candidatura do deputado sem sucesso.

O dirigente corintiano declarou ter R$ 1.725.209,67 em bens, incluindo dois imóveis, participação em empresas e plano de previdência privada.

Leia abaixo, na íntegra, o despacho do ministro Fux, que erra a grafia do nome Andrés.

 

Reprodução

 


Diretoria do Corinthians debate expulsões e ‘apagão’ com Tite
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O dia seguinte à eliminação na Libertadores foi de lavagem de roupa suja no Corinthians. Diretoria e comissão técnica se reuniram para analisar a queda diante do Guaraní do Paraguai.

A direção explicou para Tite ter avaliado que a eliminação foi fruto, principalmente, de uma atuação desatenta no segundo tempo contra os paraguaios na primeira partida das oitavas de final, vencida por 2 a 0 pelo Guaraní.

Outro fator apontado pelos cartolas foi o excesso de expulsões. Nesse ponto, a queixa feita para a comissão técnica foi relativa ao desempenho desde o começo do ano e não só na Libertadores. Foram oito cartões vermelhos, seis no torneio continental.

Após ouvir Tite, porém, a diretoria não tem uma conclusão objetiva sobre o que provocou os problemas. Mas a direção afirma acreditar que os atrasos nos direitos de imagem, parte que é de responsabilidade pura dos cartolas, não atrapalhou o desempenho do time.

O argumento é de que reuniões quinzenais foram feitas com elenco para explicar as ações da diretoria na tentativa de conseguir o dinheiro. E quem em nenhum momento os atletas se rebelaram.

No final, ficou para o treinador como lição de casa de sanar o  problema das expulsões e de apresentar um time motivado contra a Chapecoense no sábado, em Araraquara, pelo Campeonato Brasileiro.