Blog do Perrone

Arquivo : outubro 2014

Neymar decidiu apoiar Aécio após Ronaldo se irritar com falso apoio a Dilma
Comentários 46

Perrone

O vídeo gravado por Neymar em apoio a Aécio Neves foi motivado, entre outros fatores, pela montagem espalhada na internet com o jogador segurando cartaz favorável Dilma Roussef.

A falsa propaganda gerou desconforto não só no estafe do jogador, mas especialmente em Ronaldo, engajado na campanha do tucano. Tanto é que a 9ine, empresa do Fenômeno, parceira da NR Sports, responsável por gerenciar a imagem do atacante, emitiu uma nota denunciando a montagem. Segundo ela, o comunicado foi feito a pedido do craque do Barça.

Neymar normalmente se manifesta sem intermediários nas redes sociais ou por meio de sua assessoria de imprensa.

Integrante do estafe do atleta confirmou ao blog que o desgaste provocado pela montagem devido à relação entre Aécio e Ronaldo ajudou a motivar o jogador a gravar depoimento favorável ao candidato à presidência. Porém, negou que tenha sido um pedido do ex-atacante. Afirma também que Neymar se sentiu no dever de tornar pública sua escolha eleitoral. Foi uma mudança de posição, pois a nota da 9ine diz que ele não declara seu voto.


Citadini se afasta de campanha da oposição no Corinthians
Comentários 6

Perrone

 

Antonio Roque Citadini, vice-presidente de futebol do Corinthians entre 2001 e 2004, decidiu deixar a coordenação da campanha da principal ala da oposição à presidência do clube. Ele era um dos articuladores da candidatura ao lado de Fran Papaiordanou.

Citadini resolveu se afastar depois de ouvir em sua casa, na última quarta-feira, que Paulo Garcia pretendia ser candidato. Osmar Stábile, outro componente do grupo, não via com bons olhos a possível candidatura de Citadini, que era um dos mais cotados. Os dois nunca se deram bem. Citadini não vê qualidade nos correligionários do desafeto. Chegou até a entrar na conta de um conselheiro de oposição no Facebook para desmentir que faria parte de uma chapa com Sábile.

Agora, o ex-vice de futebol tem sido aconselhado a montar uma nova chapa de oposição. Ele também pode fazer uma composição com dissidentes da atual situação, com quem deve se reunir na próxima terça. Inicialmente, o encontro seria para discutir a união da chapa opositora com o pré-candidato Ilmar Schiavenato, ex-diretor social do clube. Outra possibilidade estudada por Citadini é votar em Garcia, mas sem fazer campanha para ele.

A insatisfação é tão grande que Roque, como é chamado no Parque São Jorge, não está disposto nem a entregar para a campanha de Garcia dados que coletou para a candidatura. Ele tem um cadastro com cerca de três mil sócios e manda diariamente e-mails para alguns deles. Inclusive, já enviou um texto sobre o ocorrido na última quarta. Seu pensamento agora é de que agora, o restante do grupo terá que organizar a candidatura sozinho.

Os demais apoiadores de Garcia, no entanto, consideram natural que o candidato passe a assumir a linha de frente no lugar de Citadini. E não acreditam em racha da oposição, pois não houve bate-boca entre Roque e Garcia, apesar das posições contrárias. Esperam que o ex-vice retorne à campanha, que estava na rua faz tempo, mesmo sem candidato definido.

No começo de 2014, Citadini disse a Garcia que a oposição precisava se organizar melhor de que nas outras vezes em que o colega foi candidato e cuidou da organização. Por isso assumiu as costuras políticas ao lado de Fran, combinando que a definição do postulante à presidência seria mais tarde. Com o passar do tempo, Garcia não foi para a trincheira, causando a expectativa de que Roque seria o candidato.

Enquanto trabalhava na campana, Citadini enxergava pontos falhos em Garcia e externou a preocupação ao grupo. Dizia que, se fosse candidato, ele teria dificuldades para explicar a doação de mais de R$ 300 mil à campanha do situacionista Andrés Sanchez a deputado federal.

Outro problema apontado por ele é o fato de Luis Fernando Garcia, irmão de Paulo, ser dono de uma empresa que agencia jogadores e ter atletas no Corinhtians. A Luis Fernando Assessoria, por exemplo, adquiriu pelo menos 40% dos direitos econômicos de Malcom (depois teria repassado 5% para outra empresa). Assim, aos olhos de Citadini, Garcia seria um candidato de oposição que teria que defender algumas ações da situação, como as negociações com seu irmão. Por sua vez, Roque poderia atacar livremente o fato de o clube negociar jogadores da base com empresários e até conselheiro, caso de Luis Fernando e que configura relação proibida pelo estatuto alvinegro.

Uma das bandeiras de Citadini é o fim das negociações dos direitos de jogadores da base e a diminuição do número de comissões pagas a empresários.

Nesse cenário, a missão de Paulo é mostrar que sua campanha tem musculatura para sobreviver sem Citadini e com o peso da doação de uma de suas empresas para Andrés somado à carga de ter um irmão empresário e conselheiro com jogadores no Corinthians. A eleição acontece em fevereiro de 2015.


Conselho do Corinthians ignora “caso Malcom”
Comentários 13

Perrone

O Conselho Deliberativo do Corinthians tem reunião marcada para a próxima segunda, mas na pauta não está um dos assuntos que mais agitam o Parque São Jorge atualmente: a aquisição de ao menos 40% dos direitos econômicos do atacante Malcom pelo conselheiro Fernando Garcia, conforme revelou o blog.

De acordo com o estatuto, nenhum sócio pode fazer parte do conselho se tiver relação profissional com o clube na condição de procurador, agente de atleta ou que seja sócio de quem exerça tais atividades. Também é proibido receber remuneração do clube. O infrator deve perder seu cargo no conselho.

Fernando Garcia, irmão do candidato à presidência por um dos grupos de oposição Paulo Garcia, é um dos proprietários da Luis Fernando Assessoria Esportiva (LFA). A ficha cadastral da empresa na Junta Comercial do Estado de São Paulo define como atividade dela agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas. Ele aparece como sócio e administrador, assinando pela empresa.

Apesar dos indícios de infração estatutária, Ademir de Carvalho Benedito, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, não pretende abrir uma investigação. “Não posso assumir o que a imprensa diz e levar o caso para o conselho sem provas. Só se algum conselheiro fizer uma representação. Até agora ninguém levou essa reclamação para o conselho”, disse Ademir ao blog.

Nem mesmo a entrevista dada por Fernando para a ESPN na qual ele admite ter adquirido 40% dos direitos de Malcom e repassado 5% para outra empresa, serve como justificativa para Ademir iniciar uma apuração. De acordo com registros do clube, o alvinegro tem 30% dos direitos de Malcom, revelado na base corintiana, a LFA conta 40% e uma empresa chamada ART e uma assessoria esportiva de São Paulo possuem 15% cada uma.

Para a ESPN, em sua defesa, Garcia disse que tudo que faz é por meio de pessoa jurídica, não como pessoa física e que isso não fere as regras corintianas, ignorando o que diz o estatuto, como mostrado acima.

Apesar de nenhuma representação ter sido enviada ao conselho, o caso provoca barulho no Parque São Jorge por pelo menos três motivos.

Para conselheiros, o episódio demonstra descuido com os jovens revelados pelo clube. Há também a indignação com o fato de um membro do conselho ter participação nos direitos econômicos do atleta, afinal, a proibição foi colocada no estatuto com o objetivo de evitar a relação financeira entre integrantes do órgão e do clube, o que é considerado um mal antigo no Corinthians.

Existe também a questão política. Além de ser irmão do candidato Paulo Garcia, Fernando, em sua entrevista à ESPN, fez críticas a Roberto de Andrade, nome apoiado por Andrés Sanchez para a eleição presidencial de fevereiro. Ele acusa Roberto de ter dado um calote nele que resultou na aquisição dos direitos de Malcon. Mas Fernando é amigo de Andrés, que recebeu doação de empresa de Paulo Garcia para sua campanha a deputado federal. Ou seja, o imbróglio envolve dois dos três postulantes à presidência. O terceiro é Ilmar Schiavenato, ex-diretor social.


Vice do São Paulo agora aumenta campanha por redução dos Estaduais
Comentários 4

Perrone

Principal crítico dos amistosos da CBF sem interromper o Campeonato Brasileiro, o São Paulo promete intensificar sua campanha contra essa prática, mesmo após a confederação convocar só jogadores que atuam fora do país para os próximos jogos, contra Turquia e Áustria.

“Ficamos surpresos com a decisão. Esperávamos que o Ganso fosse convocado porque todo mundo estava falando isso. Mas é bom ficar claro que não somos contra a convocação dos nossos jogadores. Somos contrários ao fato de a CBF não respeitar as datas Fifa. E vamos continuar gritando contra isso. Posso lutar sozinho, mas na assembleia da CBF no ano que vem vou insistir nessa questão”, afirmou ao blog Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol do São Paulo.

Ao ser informado pelo blog de que Marco Polo Del Nero, presidente da confederação a partir de abril, disse que as datas reservadas pela Fifa serão respeitadas no ano que vem, o dirigente comemorou. “Fico feliz, sinal de que a nossa gritaria está dando certo. A CBF começou a ver que uma coisa não pode ser boa para ela e ruim para os clubes.”

Mas Guerreiro prometeu aumentar no ano que vem a campanha pela redução dos campeonatos estaduais, algo que Del Nero sempre evitou como presidente da Federação Paulista. “Vou lutar muito contra isso no Conselho Arbitral da federação. A reformulação do calendário do futebol brasileiro passa pela redução dos estaduais.”

Ele também continuará a cruzada do clube para que a CBF pague os salários dos jogadores enquanto estiverem convocados. “Toda vez que temos um jogador chamado, nós mandamos o valor do salário dele, mostramos quanto tempo ele ficará com a seleção e pedimos que a CBF pague a quantia referente a esse período. Vamos continuar cobrando.”


Pré-candidato diz que Corinthians precisa acabar com ações entre amigos
Comentários 5

Perrone

Por cerca de três horas, o blog entrevistou Ilmar Schiavenato, ex-diretor social e pré-candidato à presidência do Corinthians. Veja abaixo o que o advogado e ex-remador corintiano pensa sobre o clube.

Candidatura

Ilmar afirma que resolveu ser candidato após receber pedidos de sócios do clube. Por ser diretor social, ele se aproximou dos associados. “Quando eu remava, corria à noite pelo clube, sozinho, uma vez vi um enorme rato passando. Desde aquela época me preocupo com o clube. Como diretor, comecei a resolver os problemas. Tudo que os sócios precisavam, eu levava para os outros diretores e a gente acabava resolvendo. Então, os sócios começaram a me considerar um cara ótimo e maravilhoso para o clube. E eu sou mesmo”, afirmou.

Decisão de não apoiar Roberto de Andrade, pré-candidato da situação.

Ilmar foi escolhido para ser diretor por Mário Gobbi, do grupo político de Andrés Sanchez e que afirma apoiar Roberto de Andrade. “Conversei 1h30 com o Andrés, e ele não me quer como candidato. Não quero o Roberto, porque não quero que eles fiquem no poder. O clube precisa se modernizar. Se eles ganharem, vão repetir o que já fizeram. E assim não dá”.

Principal problema do clube

“O Corinthians tem que acabar com os amigos, parar de contratar empresas porque são de amigos. Tem que contratar porque é melhor e tem o melhor preço”.

Limpeza

“Vou limpar o clube de ponta a ponta, exterminar tudo o que tem de ruim”. Indagado sobre o que significa essa limpeza, Ilmar disse que o termo é muito forte e que vai modernizar o Corinthians. “Em seis meses o clube vai ser outro.”

Combate ao tráfico de drogas

Ilmar destaca como uma de suas principais ações como diretor ter mantido no Parque São Jorge a estrutura de um circo que se apresentou por lá. “Muitos no clube tiram sarro da decisão, mas ocupamos uma área nos fundos do clube que sempre foi um problema. À noite, ninguém andava por lá, então, traficantes pulavam o muro e a faziam tráfico de drogas lá dentro. Tinha muita queixa de mães de que suas filhas quando andavam até lá eram perseguidas por esses invasores. Elas temiam estupro. Hoje, fazemos eventos lá, ficamos com uma parte do lucro [a outra fica com o dono da estrutura] e até gastamos menos com segurança”.

Categorias de base

Ilmar defende um modelo em que o clube tenha pelo menos 51% dos direitos econômicos dos jogadores que forme. “Como você explica o clube formar o atleta e ter só 20% dele? Vai querer colocar uma placa de burro na minha testa? Não adianta empresário pressionar, dizer que vai levar o jogador para outro clube. Então, pode levar. Há uma inversão de valores, o Corinthians é que tem que pressionar, não ser pressionado. Mostrar que aqui o jogador tem uma camisa forte, uma excelente estrutura para trabalhar”.

Técnico do time profissional

O contrato de Mano Menezes termina em dezembro, e a eleição acontece em fevereiro. Mário Gobbi disse que em janeiro o time ficaria sem treinador até a escolha do novo presidente. Depois, afirmou que se reuniria com os pré-candidatos para discutir o tema. “Minha opinião é que não se mexe no Mano agora. Se eu ganhar a eleição, posso dizer que meu perfil de técnico é um treinador moderno e que viva intensamente o clube. O Corinthians não pode ter um técnico robô”.

Time atual

“O elenco hoje é bom. Vai precisar de umas três mudanças para o ano que vem, o que é natural, não precisa mexer muito”.

Fazendinha

Um dos principais projetos de Ilmar é remodelar a sede social do clube e o estádio do Parque São Jorge, a Fazendinha. Ele pretende tocar um projeto apresentado por uma empresa há aproximadamente dois anos e que ficou engavetado. “Vou fazer um prédio de 22 andares no clube, porque hoje, se chover, você vai embora pra casa. Lá só tem piscina e quadra, você não tem nada pra fazer em ambiente fechado. Vamos ter três andares subterrâneos com 829 vagas de estacionamento. Teremos hotel, centro de convenções, pista de boliche, a Fazendinha vai ter teto retrátil para receber shows e pelo menos cinco mil vagas para carros”, explicou Ilmar, mostrando a planta da obra num computador. O projeto está avaliado em R$ 600 milhões. “É importante dizer que o Corinthians não vai gastar nada, não será uma nova dívida. Um fundo vai captar investidores e nós vamos ficar com uma parte do lucro, depois de 15 ou 20 anos, ficaremos com o lucro inteiro. Esse fundo não vai querer propinar porque precisa de resultados”. A previsão é de que a obra dure entre dois e três anos.

Estádio

“Não sabemos o que é a arena hoje. Não sabemos por qual motivo ainda não ficou pronta, o que deve, porque deve. Só sabemos que a dívida é grande. Como diretor, não posso fiscalizar nada lá. Não quero benefício nenhum, só quero ver o que há de errado e ajudar a melhorar. Mas os diretores são barrados fora da área dos seus ingressos. É um absurdo a gente não poder ver o que está acontecendo. Quando mexerem naquilo, vai sair muita coisa. Não estou dizendo que vai sair coisa ruim, pode sair coisa boa, mas ninguém sabe o que vai sair.”

Dívidas

“Sabemos que a situação é difícil, mas se tiver medo de dívida não pode sair de casa. Durante a minha vida inteira trabalhei recuperando empresas quebradas. Não que o Corinthians esteja quebrado, mas isso não me assusta.”

Esportes amadores

“Não entendo por qual motivo o Corinthians só tem o futsal em alto nível. Interessa a quem? No vôlei, nós mantemos as meninas até 16 anos e liberamos pra outros clubes, formadas, prontas. Isso é revoltante. Então fecha logo o vôlei. Eu quero ter um time adulto porque você liga a TV e só vê as meninas do vôlei, é um esporte popular, as empresas investem nele. Quero o vôlei e outras modalidade


Apuração de briga de torcidas leva até mais de 2 anos. Confira 5 inquéritos
Comentários 7

Perrone

Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o blog fez levantamento sobre como andam as investigações de cinco casos de polícia envolvendo torcidas organizadas. Quatro deles aconteceram em 2014 e um em 2012. Juntos, eles geraram pelo menos nove mandados de prisões temporárias e fizeram com que ao menos 12 torcedores fossem indiciados.

Porém, a maioria dos casos ainda não foi totalmente esclarecida. Como as mortes dos integrantes da Mancha Alviverde André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli em março de 2012. Eles foram mortos por torcedores corintianos numa das maiores batalhas que já ocorreram em São Paulo entre membros de torcidas organizadas. Mais de dois anos e meio depois, a investigação ainda está sendo feita pela Polícia Civil que tenta identificar mais autores dos crimes e aguarda novos laudos. Isso porque o processo foi devolvido pela Justiça para os policiais devido à sua complexidade.

Veja abaixo as respostas da Polícia Civil para cada um desses casos. A briga entre santistas e palmeirenses no último domingo não entrou no levantamento.

 

1 – Agressão a blogueiro que é sócio do Palmeiras em jogo contra o Santos na Vila Belmiro, em março de 2014.

A Polícia Civil informa que, na ocasião, o blogueiro Conrado Cacace foi agredido e ameaçado por torcedores da Mancha Alviverde. Foi solicitada a expedição de seis mandados de busca e cinco de prisão temporária, o que foi cumprido pela Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).

2 – Morte do torcedor santista Márcio Barreto de Toledo no dia 23 de fevereiro de 2014, perto da sede da sede da Torcida Jovem do Santos na capital. Imagens de câmeras de segurança mostram são-paulinos como agressores.

O delegado Moises Teodoro Messi Filho, responsável pelo caso, informou que oito pessoas foram indiciadas por homicídio e que, no momento, as investigações prosseguem, com análise de pistas para a identificação e prisão de outros dois suspeitos.

3 – Morte do palmeirense Gilberto Torres Pereira após briga com corintianos no dia 17 de agosto de 2014 em Franco da Rocha.

A delegada Rafaela Aparecida Acedo, da Delegacia de Franco da Rocha, informou que inquérito foi instaurado no dia dos fatos e que quatro indiciados (sendo eles da torcida do Corinthians) estão presos preventivamente. Já os palmeirenses estão respondendo em liberdade.

4 – Briga entre corintianos e santistas fora do estádio da Vila Belmiro no dia 10 de agosto de 2014.

A Polícia Civil identificou, por meio de imagens, sete torcedores envolvidos no confronto e já ouviu seis, cujos depoimentos constam de Inquérito Policial. O caso segue em investigação no 4º DP de Santos. Após a conclusão, o inquérito será relatado e estará à disposição do Ministério Público para que ofereça a denúncia junto à Justiça.

5 – Mortes dos palmeirenses Guilherme Vinicius Jovanelli e André Lezzo, após briga com corintianos em março de 2012, na Avenida Inajar de Souza.

O confronto entre torcedores das organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde consta de inquérito policial, que conta com 15 volumes, e foi relatado à Justiça em 19 de abril 2012. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão. Por envolver dezenas de pessoas, o inquérito retornou à Polícia Civil, que realiza diligências para identificação de outros autores do crime e também aguarda novos laudos.


Pelo menos 3 morreram em 7 brigas de torcida em SP neste ano. E nada muda
Comentários 20

Perrone

Só em 2014 pelo menos três torcedores morreram em sete brigas entre torcidas organizadas de São Paulo. Os relatos e imagens de alguns dos confrontos mostram que a cada dia eles estão mais violentos. Mesmo assim, pouca coisa muda no combate à violência e na relação dos clubes com as torcidas.

Odílio Rodrigues, presidente do Santos, por exemplo, defende publicamente o auxílio às organizadas, principalmente com transporte para que seus torcedores acompanhem o time. Ele foi um dos primeiros dirigentes a se recusar a assinar um acordo com o Ministério Público cortando a ajuda.

A vítima mais recente dessa guerra é um palmeirense morto ao ser atropelado em confronto com torcedores santistas que teriam sofrido uma emboscada na rodovia Anchieta neste domingo. As duas torcidas já tinham se enfrentado neste ano quando as duas equipes jogaram em Santos.

Durante o Campeonato Paulista,um santista morreu espancado por são-paulinos. Outra morte, de um palmeirense, foi registrada em agosto numa batalha com corintianos em Franco da Rocha.

Os corintianos também se envolveram numa violenta briga com Santistas na Vila Belmiro antes do duelo entre as duas equipes pelo primeiro turno do Brasileiro. A confusão deixou feridos. Em outra briga neste ano, torcedores são-paulinos foram espancados em frente à estação Luz do Metrô, mas os agressores não foram identificados. Os são-paulinos também se envolveram numa luta com santistas sem vítimas fatais.

Enquanto a diretoria do Santos admite colaborar com as organizadas, a do Palmeiras está rompida com elas e cortou os benefícios. Por sua vez, as direções de São Paulo e Corinthians negam darem auxílio. Porém, Mário Gobbi, presidente corintiano, aceitou receber torcedores uniformizados que pediam a demissão de Mano Menezes. Isso depois de organizadas do clube protestarem no CT do time. E também após o alvinegro ser punido com multa e perda de mando de um jogo por causa de briga entre uniformizadas do Corinthians em Itaquera.

Se os dirigentes não mudam de comportamento, as autoridades de segurança pública também não demonstram uma ação preventiva mais eficiente para evitar as brigas em dias de clássico como, por exemplo, testar jogos só com a torcida mandante.


Após desabafo, Cássio divide opiniões no Corinthians
Comentários 30

Perrone

Ídolo da torcida, Cássio virou um dos personagens centrais da crise corintiana após dizer que há jogadores que não estão preparados para atuar pelo clube. A declaração dividiu as opiniões sobre o goleiro no Parque São Jorge e gerou diferentes diagnósticos a respeito do vestiário alvinegro.

Parte dos conselheiros do clube alega que Cássio errou ao criticar os companheiros, principalmente por deixar a impressão de que atacou os mais jovens, justamente a turma mais carente de proteção. Mas há também a corrente que defende o goleiro. Esse grupo entende que ele só explodiu porque está cansado de se doar em campo por um time que teria sido mal montado pela diretoria e mal treinado por Mano Menezes.

Já para membros da comissão técnica, Cássio falou a verdade sobre a falta de qualidade de alguns colegas. Embora reprovem a atitude do atleta de lavar roupa suja em público, eles acreditam que o ataque do goleiro a outros atletas serve como defesa para o trabalho do técnico, que estaria fazendo o melhor que pode com o elenco que tem. Essa análise é contestada por uma ala da diretoria. A justificativa é de que de todos os pedidos de Mano só a contratação de Nilmar não foi atendida. Assim, o treinador não pode reclamar, pois escolheu os reforços, ainda que dentro das limitações financeiras do clube.

Além do desabafo de Cássio, as idas do goleiro ao ataque contra o Botafogo e o Atlético-MG também geram interpretações no Parque São Jorge. Para parte dos conselheiros é uma demonstração de que ele não confia mais no técnico, por isso foi desobediente. Mano havia proibido Cássio de atacar na derrota para o Flamengo, no Maracanã.

No entanto, a explicação na comissão técnica é de que não houve desobediência, pois Mano autorizou que ele tentasse o gol nos dois últimos jogos, o que não deu certo.

Apesar da polêmica que gerou, Cássio continua em alta com conselheiros e dirigentes. Só o goleiro e Guerrero do elenco atual recebem elogios, assim como acontece na maior parte da torcida.


Vaga na Libertadores vale prêmio de R$ 1,2 milhão para Mano
Comentários 72

Perrone

Eliminado da Copa do Brasil e distante do Cruzeiro, líder do Brasileiro, o Corinthians pega o Internacional, domingo, de olho no que sobrou nesta temporada: a vaga na Libertadores. Para Mano Menezes, alcançar esse feito representa engordar sua conta bancária em R$ 1,2 milhão, além de recuperar um pouco do prestígio perdido. Esse é o valor do prêmio oferecido pela diretoria para que ele coloque o time no torneio internacional.

A quantia, acertada quando o treinador foi contratado, corresponde à cerca de dois meses de salário do técnico, que recebe por volta de R$ 600 mil mensais. Dois dirigentes confirmaram ao blog o valor da premiação, apesar de a assessoria de imprensa do Corinthians negar que o treinador tenha assegurado um bônus só para ele em caso de classificação.

O prêmio vale apenas se a equipe conseguir diretamente um lugar na fase de grupos do torneio continental. Ir para a pré-Libertadores não dá direito à bonificação.

Se vencesse a Copa do Brasil, Mano embolsaria R$ 1,2 milhão, pois o título também assegura a participação na principal competição sul-americana. Nesse caso, a cláusula que garante o prêmio pela vaga conquistada durante o Nacional ficaria sem efeito.

Jogar a Libertadores é considerado vital para os dirigentes, não só pelas cotas de TV e prêmios distribuídos, mas muito pela renda dos jogos. A participação na elite sul-americana é vista como a grande chance de, enfim, lotar até os setores mais caros do Itaquerão. Ainda sem vender os naming rights da arena, a bilheteria é fundamental para pagar a conta da obra. Isso explica o caprichado incentivo oferecido a Mano pela conquista da vaga.