Blog do Perrone

Arquivo : julho 2015

Santos sonhou com Sampaoli. Agora mira Alexandre Gallo
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A diretoria do Santos, inquilino da zona de rebaixamento do Brasileirão, concluiu que não pode mais manter Marcelo Fernandes como treinador do time. Acredita, após a derrota por 3 a 1 para o Grêmio, no domingo, que ele está desgastado e tem até dúvidas sobre se o técnico quer continuar no posto. Assim, a palavra de ordem é tentar definir um substituto já no início desta semana.

A busca é por um treinador experiente. O sonho era o argentino Jorge Sampaoli, mas a realidade mais próxima é Alexandre Gallo.

O blog apurou que Modesto Roma, presidente do Santos e que assistiu à final da Copa América como convidado da Ambev, ouviu de uma pessoa próxima ao treinador do Chile que o campeão da competição não pretende conversar com nenhum clube agora. E que ele considera difícil conciliar as Eliminatórias da Copa de 2018 com o trabalho num clube, já que não pretende deixar a seleção chilena. O Santos até aceitaria dividir o profissional.

Assim, a cúpula santista voltou suas atenções para o mercado interno e viu poucas opções. Mano Menezes, desempregado, não agrada ao presidente. Oswaldo de Oliveira, que chegou a ter um acerto adiantado com Modesto mas foi vetado pelo Comitê de Gestão do Santos, está descartado. Isso mesmo após dois cartolas que barraram o treinador terem sido afastados.

Nesse cenário, Alexandre Gallo, ex-coordenador das categorias de base da CBF, passou a ser desejado. A seu favor pesa o fato de conhecer o clube do qual foi jogador e treinador, além de ter experiência no trabalho com jovens atletas.

Modesto chega do Chile nesta segunda e marcou para o final da tarde uma reunião, que terá a participação do ex-jogador e consultor de futebol Clodoaldo, para discutir a troca de treinador.

 


Venda frustrada de Rodrigo Caio vira munição para oposição do São Paulo
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No momento em que enfrenta críticas públicas de seu treinador, a diretoria do São Paulo deu mais munição para a oposição com a fracassada transferência de Rodrigo Caio para a Europa.

Os oposicionistas afirmam que Carlos Miguel Aidar deu com os burros n’água porque não seguiu uma regra simples de seu antecessor. “Só deixe o jogador viajar depois que o contrato de venda estiver assinado e o dinheiro recebido”, costuma dizer o ex-presidente Juvenal Juvêncio.

Porém, Rodrigo Caio foi para Valencia e não se acertou com o time espanhol. O clube brasileiro teve que proteger a imagem do atleta, após a imprensa espanhola afirmar que ele não passou nos exames médicos. A informação é contestada pelo São Paulo, que afirma terem sido divergências contratuais que impediram a negociação. A direção tricolor alega que o problema não teve a ver com o São Paulo, mas aconteceu por diferenças entre o estafe de Rodrigo e o Valencia. Assim, os são-paulinos não teriam culpa no episódio, diferentemente do que dizem os oposicionistas.

De Valencia, o jogador foi para Madrid, onde ouviu e reusou proposta de empréstimo feita pelo Atlético, retornando para o Morumbi. Nesse ínterim, enfraqueceu o elenco do São Paulo.

A oposição agora alega que Rodrigo Caio saiu desvalorizado do episódio, quebrou seu ritmo de treinamentos e pode retornar o time abalado emocionalmente.

Independentemente disso, a fracassada operação dá margem para mais reclamações do treinador Juan Carlos Osorio, que critica o desmanche promovido pelo clube. Ele não perdeu o jogador de vez, mas sofreu com uma baixa temporária e desnecessária. Não é demais lembrar que outros atletas já fizeram exames médicos para clubes estrangeiros sem sair do Brasil. E que as facilidades tecnológicas permitem serem concretizadas transações sem que o atleta precise viajar.

 


Diretores do São Paulo cobram de Osório habilidade com jovens jogadores
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Carlos Miguel Aidar evitou atrito com Juan Carlos Osorio no momento em que o treinador afirmou para o dirigente não ter sido avisado antes de sua contratação do desmanche no time. O presidente do São Paulo explicou ao técnico a difícil situação financeira do clube e relatou que precisa aproveitar as oportunidades de mercado.

Porém, diretores são-paulinos pegam mais pesado com o colombiano. Eles afirmam que, enquanto negociava sua ida para o Morumbi, o treinador deixou claro que gostava de trabalhar com atletas da base. Entendem, então, que está 1 a 1. Se o técnico ficou surpreso com as saídas de Souza, Paulo Miranda, Denilson e Dória, os dirigentes não esperavam queixa de quem havia demonstrado interesse em lançar jovens atletas.

O resultado é que cartolas do clube aumentam a pressão para que Osorio obtenha bons resultados escalando jogadores formados no CT de Cotia. Na avaliação dos dirigentes, a safra é promissora e o técnico não tem do que reclamar. Entre os novatos que os diretores são-paulinos mais confiam está o zagueiro Lucão. Ele falhou no primeiro gol na derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, na última quarta, e foi alvo de críticas do meia Paulo Henrique Ganso.

Nesta sexta, Osório declarou em entrevista coletiva discordar da quantidade de atletas vendidos pelo clube. Disse ter garimpado talentos nas categorias de base. Mas mostrou preocupação com a falta de experiência de parte do time com a seguinte afirmação: “Aqui, no elenco que temos agora, há 12 jogadores, no máximo 15, com 100 jogos ou mais. O resto 50 ou menos. Cada um tire sua conclusão”. É justamente o tipo de declaração que diretores do clube não esperavam após conhecerem o discurso do treinador antes de assinar contrato.


Entrave na MP do futebol: relator insiste em mudar eleições nas federações
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De acordo com o deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), o principal entrave para a aprovação da MP que refinancia as dívidas dos clubes não é motivado por alguma rejeição deles. O problema, segundo o relator da Medida Provisória, é que as federações não aceitam o texto que muda o colégio eleitoral delas.

A divergência fez com que a votação da MP na Câmara fosse adiada nesta quinta para a próxima terça. O parlamentar propõe que nas eleições das entidades estaduais e da CBF os clubes com melhor média de público, melhor colocação nos campeonatos e mais participações nos torneios tenham voto com peso maior. A medida visa impedir que ligas tenham mais força nos pleitos do que os times.

“Fiz mudanças que eles pediram, mas isso eu não aceito. Cheguei num ponto em que não poso retroceder. As federações devem muito [para o Governo Federal, em impostos], e a contrapartida é necessária”, afirmou Leite ao blog.

Pressionado pela bancada da bola, ele mudou de 70% para 80% a fatia que os clubes poderão usar de seu orçamento no futebol profissional. Ele também retirou o artigo que transformava seleção em patrimônio cultural brasileiro, o que permitiria ao Ministério Público Federal fiscalizar os contratos da CBF envolvendo o time nacional.

A MP precisa ser aprovada até o próximo dia 17, caso contrário perderá a validade. Só que além da votação na Câmara ela ainda precisa passar pelo Senado.

 


Jovem do São Paulo ensina Rogério e Ganso a se comportarem na crise
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De onde se esperava maturidade veio imaturidade. E vice-versa. Essa surpresa marcou a derrota do São Paulo para o Atlético-PR, por 2 a 1, nesta quarta.

O primeiro a agir sem a sensatez necessária num momento crítico foi Paulo Henrique Ganso. Na saída para o intervalo, ele disse para a Globo que o primeiro gol do adversário foi fruto de uma falha individual. “Foi erro de quem estava marcando, e nós sabemos quem foi”. Assim, o camisa 10 de 25 anos, contratação mais cara do clube nos últimos tempos, apontou o dedo para Lucão, um colega de 19 anos, aposta da diretoria, para reformular o time controlando gastos. Poderia ter aproveitado o senso crítico e ter analisado sua própria atuação.

No final do jogo, foi a vez de o jogador mais experiente do time e um dos maiores ídolos da história do clube jogar contra a reformulação. Rogério Ceni colocou o seu desejo pessoal de conquistar título no mínimo no mesmo grau de importância do projeto da diretoria de saneamento financeiro.

“É difícil. As pessoas falam do dinheiro, mas estou no clube há 25 anos e sei que as coisas se resolvem… entendo a necessidade financeira do clube, mas eu também entendo a minha necessidade de ser campeão. São conflitos que temos que resolver”, disse o capitão em entrevista ao Premier.

Rogério poderia ter defendido o espaço na equipe para os jovens formados em casa como ele, mas deu a entender que defende a política de empurrar as dívidas com a barriga justamente quando mais se discute a gestão responsável no futebol.

No final, Lucão mostrou para Ceni e Ganso como falar em primeira pessoa num momento de crise. Assumiu sua falha no gol de abertura do placar com tranquilidade de veterano, apesar de ter menos tempo de vida do que seu capitão tem de clube.

 


Endividado, SPFC tem que pagar Luis Fabiano até por vaga na Libertadores
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Colaborou Diego Salgado, do Uol, em São Paulo

Terceiro colocado no Campeonato Brasileiro e atolado em dívidas, o São Paulo terá que pagar um bônus de R$ 500 mil para Luis Fabiano caso conquiste o título nacional. O valor está previsto no segundo aditamento feito no contrato de uso de imagem do atacante, assinado em julho de 2013 e ao qual o blog teve acesso.

O mesmo documento mostra que a simples conquista da vaga na Libertadores vale ao jogador um prêmio de R$ 150 mil. Ele já fez jus a essa bolada no ano passado, quando o time se classificou para o principal torneio do continente.

Caminhando para completar quatro meses de direitos de imagem atrasados no próximo dia 10, a diretoria tem dito aos atletas que a crise financeira é fruto, entre outros motivos, da herança deixada pelo ex-presidente Juvenal Juvêncio, que discorda da crítica. Carlos Miguel Aidar não citou para os jogadores o contrato com Luis Fabiano como exemplo. Porém, o acordo, que prevê uma série de premiações para o atacante, é apontado por seus diretores nos bastidores como um dos compromissos que a antiga diretoria teria assumido sem pensar na saúde financeira tricolor.

O aditamento assegura ainda a Luis Fabiano bônus de R$ 1 milhão por título mundial de clubes, R$ 600 mil pela eventual conquista da Libertadores, R$ 200 mil pela Recopa Sul-Americana, R$ 300 mil pelo Campeonato Paulista e o mesmo valor para triunfos na Copa do Brasil e na Sul-Americana. Ficou acertado, porém, que o jogador poderia acumular no máximo R$ 2 milhões em bônus.

De todos esses campeonatos, o atacante só conquistou na atual passagem pelo São Paulo a Sul-Americana. Mas foi antes da mudança em seu contrato de imagem que definiu os valores atuais.

Em agosto de 2012, foi feita a primeira alteração no acordo com o jogador para estabelecer bonificações por metas alcançadas. Pouco menos de ano depois, clube e atleta decidiram repactuar os valores. Na ocasião, Luis Fabiano estava insatisfeito com atrasos que o correram no pagamento de parte de seus direitos de imagem, sob responsabilidade de empresas. O projeto de marketing montado pela diretoria não funcionou como esperado.

Hoje contestado no clube pelo grupo que apoiava Juvenal, ex-aliado de Aidar, o aditamento tem as assinaturas do ex-presidente, de Adalberto Baptista, ex-diretor de futebol, Kalil Rocha Abdalla, ex-diretor jurídico e João Paulo de Jesus Lopes, ex-vice-presidente de futebol.

Veja abaixo a íntegra do segundo aditamento no contrato de uso de imagem de Luis Fabiano, que termina em dezembro.

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Elenco do São Paulo pergunta se precisa imitar Alexandre Pato para receber
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Com Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

“Vamos precisar entrar na Justiça para receber também?”. Ataíde Gil Guerreiro, vice de futebol o São Paulo, ouviu essa pergunta ao se reunir com os jogadores na última sexta para tratar de direitos de imagem atrasados.

O questionamento escancarou a insatisfação dos atletas com o fato de Alexandre Pato ter recebido R$ 300 mil referentes a parte de seus direitos de imagem que estavam atrasados após entrar com uma ação na Justiça do Trabalho.

O atacante também embolsou R$ 4 milhões que estavam em atraso do Corinthians, após abrir o processo para se desligar de maneira litigiosa. Como no time tricolor, o pagamento exclusivo para Pato causou incômodo no demais atletas alvinegros.

No próximo dia 10, o São Paulo irá completar quatro meses de atrasos nos direitos de imagem. Com três meses, os jogadores podem pedir a rescisão na Justiça, desde que provem que o dinheiro devido é complemento do salário, o que representa fraude.

No encontro de sexta, Michel Bastos se posicionou como líder, sendo um dos que mais falaram. Ele disse para Ataíde que só aceitou vir para o São Paulo porque se informou com companheiros de profissão e soube que o clube não atrasava os pagamentos. Nesta segunda, ele deu entrevista confirmando que fez essa pesquisa e declarou que se soubesse dos problemas teria exigido todo o pagamento na carteira de trabalho, o que torna mais fácil o desligamento na Justiça, em caso de 90 dias de atraso. O meia, porém, assegurou não pensar em processar o clube.

Ataíde explicou aos jogadores os problemas financeiros e os atletas deixaram claro que entendem a situação difícil, mas exigem que as promessas sejam cumpridas, o que não tem ocorrido, segundo eles.

O blog telefonou para Ataíde e para o presidente Carlos Miguel Aidar, porém ambos não atenderam às ligações.

O sentimento de parte dos cartolas é de que os atrasos começaram a corroer o vestiário são-paulino, desbotando o futebol do time, goleado por 4 a 0 pelo Palmeiras dois dias depois das cobranças.

 


Sócios do Corinthians criticam gastos com Pato e falta de transparência
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Reprodução de logomarca usada por grupo de sócios do Corinthians

Reprodução de logomarca usada por grupo de sócios do Corinthians

Leia abaixo trechos de manifesto divulgado pelo grupo de associados corintianos denominado “Só Corinthians”, que é formado em boa parte por integrantes de torcidas organizadas mas que nega ligação com elas em seus atos. O slogan do movimento é “Fora ratazanas”. O blog telefonou para o presidente Roberto de Andrade, alvo de críticas, mas ele não atendeu ao celular.

Categorias de base

“Vemos o Corinthians se desfazer de todas as promessas no futebol em troca de alguns milhões de reais emprestados por empresários que por ora ajudam, mas no futuro destroem o clube. Vendas por valores baixíssimos, comissões enormes. O resultado dessa equação é o clube quebrado e empresários milionários”.

Jogadores emprestados para outros clubes

“[Vemos] economia de centenas de reais em itens básicos, como iluminação [no Parque São Jorge] e outros, enquanto centenas de milhares de reais vão para o ralo com jogadores defendendo outros clubes”

Pato

“Foi contratado um jogador por valor absurdo e, ainda por cima, adquirimos 60% do seu passe [direitos econômicos]! Sem contar o alto salário, que gerou uma crise de ciúme enorme no elenco”. “Não seria o momento de fazer caixa com alguns dos campeões mundiais? Pagar contas? 15 milhões de euros gastos com 60% do passe?”. “O tempo passou, o jogador comprovou que foi contratado sem ao menos terem feito uma pesquisa a respeito de seu comportamento e identificação com o clube. O elenco rachou. A besteira foi feita. E agora, quem vai pagar o Pato?”

Presidente

“Vemos o presidente [Roberto de Andrade] posar de salvador da pátria quando foi ele mesmo que ajudou a afundar o clube em dívidas. O senhor [Andrade] possui muita culpa no caos causado. Não é justo colocar a culpa só no antigo [Mário Gobbi], sendo que todos vieram da mesma barriga”.

Transparência

“Vemos contratações pra lá de estranhas… O Corinthians caminhando por uma estrada perigosa. Não vemos transparência”.

Arena

“O valor do estádio beira o absurdo de R$ 1 bilhão [contando juros de empréstimos feitos durante a obra], sendo que um estádio desse valor não possui 100% dos assentos cobertos. A Fiel Torcida não se importa com cobertura, mas, com esse alto valor, a relação custo-benefício não se encaixa”.

Mordomias

“Vemos diversos assessores que só pensam no ingresso e vagas no estacionamento interno. Estes devem ser varridos do clube.”


Dunga líder? Sim, em ranking de frases marcantes de técnicos da seleção
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O blog comparou a triste afirmação de cunho racista feita por Dunga antes da eliminação diante do Paraguai com declarações de outros treinadores da seleção brasileira, e montou, de maneira opinativa, um ranking das mais marcantes.

O critério usado não foi o tamanho da bobagem dita, porque nem todas se tratam de besteira. Isso explica uma frase corajosa de João Saldanha estar entre as duas grosserias de Dunga. Contaram o impacto e a importância histórica das afirmações. Veja a lista abaixo.

1 “Até acho que sou afrodescendente de tanto que apanhei e gosto de apanhar. Os caras olham para mim: ‘Vamos bater nesse aí’. E começam a me bater, sem noção, sem nada. ‘Não gosto dele’ e começam a me bater”.

Dunga, ao comparar a pressão na seleção de hoje com a existente 1994, quando foi campeão do mundo como jogador.

2“O presidente escala o ministério dele, eu escalo o meu time”.

João Saldanha, em resposta ao general Emílio Garrastazu Médici, em plena ditadura militar. O presidente queria a convocação do atacante Dadá Maravilha.

3 “Puto, cagão, tu é cagão”.

Dunga, sussurrando ao microfone para xingar Alex Escobar, da Globo, durante entrevista coletiva na Copa da África.

4 – “Tivemos seis minutos de pane.”

Luiz Felipe Scolari, explicando a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na Copa de 2014.

5“Nós somos os campeões morais”.

Claudio Coutinho, após conquista do terceiro lugar, invicto, na Copa de 1978, que teve suspeita de manipulação de resultado na vitória da Argentina por 6 a 0 sobre o Peru. Agoleada tirou o Brasil da final.

6“Gol é um detalhe”

Carlos Alberto Parreira, antes da Copa de 1994

7 – “Vocês vão ter que me engolir.”

Zagallo, após conquistar o título da Copa da América de 1997

8“Eu vou fazer as coisas do meu jeito. Não gostou? Vai para o inferno.”

Luiz Felipe Scolari, ao justificar conversa polêmica que teve com um seleto grupo de jornalistas durante a Copa de 2014.

 9“Pobre é assim mesmo, não gosta de quem vem debaixo e sobe na vida”.

Vanderlei Luxemburgo, em entrevista à “Revista ISTOÉ”, ao explicar críticas da torcida a ele.

 10 – “Meu grande erro foi ter acreditado que a Copa das Confederações não valia nada. No final, acabou valendo muito”.

Emerson Leão, após ser demitido ao fracassar na Copa das Confederações de 2001

 


O que era desejo da família de Marin virou promessa: vai contar o que sabe
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Há um mês, José Maria Marin se preparava para deixar seu quarto num nababesco hotel na Suíça quando recebeu de policiais suíços e agentes do FBI voz de prisão. As cenas seguintes foram tragicômicas. O ex-presidente da CBF, sem falar inglês, queria levar para a cadeia a mala grande que trouxera do Brasil, enquanto os tiras exigiam que carregasse apenas uma maleta. No desespero, o cartola pediu pra Neusa, sua mulher, chamar Marco Polo Del Nero, que não chegou até que o amigo fosse levado para o cárcere.

Neusa, então, ficou sozinha. Precisou da ajuda da Conmebol para voltar para casa. Del Nero retornou antes. Nos dias que se seguiram, o sentimento de abandono da família do ex-presidente da Confederação Brasileira cresceu. A CBF não disponibilizou advogado para o cartola, retirou Marin da vice-presidência e sumiu com o nome dele da fachada da sede da entidade.

Nesse cenário, familiares de Marin deixaram transparecer mágoa com Del Nero. Contaram a amigos que confiavam na inocência do ex-presidente da CBF, mas que desejavam que ele contasse tudo que soubesse, mesmo que isso pudesse prejudicar outros dirigentes brasileiros.

O tempo passou. Neusa, até então ainda sem ver o marido desde a detenção, voltou para a Suíça, com uma advogada, cerca de aproximadamente 15 dias após a detenção. A sensação de que a cúpula do futebol virou as costas para Marin aumentou. O nome dele não aparece também na composição da diretoria da CBF no guia do Campeonato Brasileiro entregue para clubes e federações.

Então, o que era um desejo da família passou a ser uma promessa feita a amigos. “Marin vai falar o que sabe aos policiais”, dizem parentes do cartola, mantendo o raciocínio de confiar na inocência dele e sem explicar se essa sabedoria pode incriminar alguém.

As palavras dos familiares, com peso de ameaça, aumentam a ansiedade de presidentes de federações, que curiosamente se queixam do fato de a imprensa não trazer novidades sobre as investigações. Principalmente, a respeito de quem são os outros dois dirigentes brasileiros suspeitos de receber propina na venda de direitos de transmissão de campeonatos.

Enquanto o mistério não for desvendado, eles seguirão mergulhados na incerteza que domina a cartolagem nacional desde que Marin foi preso. Ou na certeza de que muita coisa pode mudar, se o ex-presidente tiver algo relevante para contar e cumprir a promessa feita por seus parentes.