Blog do Perrone

Arquivo : novembro 2016

Presidente do Santos diz que Chape não pagará salários de emprestados
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Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, afirmou ao blog que seu clube vai pagar integralmente os salários de jogadores que eventualmente emprestar para a Chapecoense como parte de uma ação coletiva de agremiações brasileiras para ajudar o time catarinense a se recuperar do desastre aéreo ocorrido na Colômbia.

“Não é uma decisão só do Santos. Inicialmente, foi conversado que todos que participam do movimento vão pagar os salários dos atletas que emprestarem para que a Chapecoense não tenha custos”, disse o dirigente. Os empréstimos também serão gratuitos.

Nesta terça, clubes brasileiros lançaram um pacote de medidas em solidariedade ao time de Chapecó. Até o início da tarde, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Joinville, Coritiba, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Botafogo, Atlético-PR e Tupi tinham aderido ao movimento, além do Santos. Porém, o blog não conseguiu confirmar com os demais se pagarão na totalidade os salários dos jogadores que emprestarem.

Ainda existem pontos a serem acertados, como por exemplo quantos atletas serão emprestados e quantos cada time vai oferecer. “Está tudo muito recente ainda, mais para frente vamos conversar para definir os detalhes”, disse Modesto.


Assediado por xeique, Caio Júnior projetou 2017 em grande clube brasileiro
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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

Para Marcelo Lipatin, agente de Caio Júnior, o treinador teve neste ano, pela Chapecoense, seu melhor momento na carreira. Por isso, vinha sendo assediado por clubes brasileiros e pelo futebol árabe.

“Em respeito à Chapecoense, só iríamos conversar com algum clube e decidir o futuro depois do final da temporada. Então, não tivemos propostas oficiais, mas muitas sondagens feitas por intermediários ligados a importantes clubes brasileiros que não vou falar os nomes. Um xeique ligava sempre também pedindo pra ele retornar para o futebol árabe (antes da Chape ele treinava o Al-Shabab, dos Emirados Árabes Unidos)”, disse o empresário ao blog.

O plano de Lipatin era recolocar o treinador, que estava no avião acidentado com a delegação da equipe catarinense, em um grande time do Brasil no próximo ano.

“Meu trabalho vinha sendo mostrar para o Caio que agora a parte financeira poderia esperar, por isso não seria interessante voltar ao futebol árabe. O próximo passo dele ficou logo definido: voltar a treinar uma equipe grande no Basil”, declarou o agente.

O empresário avalia à forma de trabalhar da diretoria da Chape boa parte do sucesso de Caio Júnior no clube. “A direção tem um programa de trabalho, estipulou um teto salarial, tem equilíbrio emocional para segurar um treinador e mantém o controle de tudo. O técnico apenas faz parte da engrenagem, tem uma estrutura que o permite apenas treinar o time. O Caio aceitou isso e foi tudo muito bem”, disse Lipatin.

Até as 14h desta terça, ele e a família de Caio Júnior não tinha confirmação oficial sobre nomes das vítimas fatais no acidente.


Odebrecht retoma obra polêmica na Arena Corinthians
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A Odebrecht retomou nesta segunda a obra na Arena Corinthians que gerou polêmica na semana passada. Os trabalhos tinham sido paralisados depois que o clube descobriu que reparos e a retirada de lama na área de uma tubulação desacoplada estavam sendo feitos sem sua autorização.

Irritado, Roberto de Andrade, presidente corintiano, determinou que os trabalhos na arena só sejam feitos depois de o clube receber informações como causas, locais exatos e empresas que farão os serviços. O Odebrecht, então, parou os trabalhos e reclamou da atitude do clube, que já sabia de problemas no local e suspeita que a construtora agiu rapidamente para esconder falhas apontadas por auditoria encomendada pelo Corinthians.

A construtora disse que retomou a obra após enviar laudos e todas as informações referentes à operação na tubulação para o fundo que administra a arena e é formado por uma das empresas do grupo Odebrecht e pelo clube. Segundo a construtora, o fundo repassou a documentação ao Corinthians e obteve a autorização para a retomada dos trabalhos. O blog não conseguiu confirmar com o clube que houve concordância para a retomada da obra.

A Odebrecht mantém sua oposição de que apesar dos reparos não há risco estrutural na arena e que houve falha na manutenção. Ela responsabiliza o Corinthians, que diz ser o fundo o responsável pela manutenção do estádio.

Abaixo, veja nota emitida pela Odebrecht sobre o assunto.

“A Construtora Norberto Odebrecht (CNO) informa que reiniciou hoje (28/11) as obras de reparos na tubulação do “piscinão” — sistema de amortecimento e escoamento de águas pluviais – situado na área externa da Arena Corinthians. O reinício dos trabalhos foi solicitado pelo Fundo de Investimento Imobiliário (FII) que controla a Arena e é composto pelo Sport Club Corinthians Paulista (SCCP) e Odebrecht Participações e Investimentos (OPI). O FII solicitou e o Clube reviu decisão tomada no dia 23/11, quando, assessorado pelo Escritório Molina & Reis, determinou a paralisação das atividades.

Tanto o FII quanto o SCCP têm em sua posse documentos e laudo mostrando que o acúmulo de lama no “piscinão” e o consequente desacoplamento de parte da tubulação são decorrência de não aplicação de rotinas de inspeção das instalações da Arena previstas no Manual de Uso, Operação e Manutenção (de posse do clube desde 2015). Estas rotinas de manutenção e inspeção estão a cargo de empresa terceirizada cuja gestão é responsabilidade do clube. Este laudo técnico e documentos também demonstram que, embora a obra na área do “piscinão” seja necessária, a ocorrência não compromete a estrutura do estádio. E, portanto, a Arena Corinthians é totalmente segura para seus frequentadores – como aliás atestam recentes vistorias técnicas realizadas recentemente pela Defesa Civil, Ministério Público Estadual e Prefeitura de São Paulo.

Mesmo não sendo a responsável pela manutenção, a CNO havia identificado, em 18/11, por meio de seus técnicos, uma deposição de lama no interior do reservatório. O fato foi informado ao Corinthians e a CNO, tomou, por precaução, providências imediatas para remover o material acumulado no piscinão e recompor a parte danificada da rede de escoamento. A CNO decidiu inspecionar a Arena Corinthians em função das recentes publicações de imprensa explorando de forma descontextualizada fotos e imagens antigas, colocando indevidamente a segurança da Arena sob suspeita. Também a decisão de fazer a limpeza e reparos na tubulação do piscinão foi tomada para salvaguardar a imagem pública da Arena e a confiança de seus frequentadores.”


Odebrecht cutuca Corinthians com manual de uso da arena
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 Na última quinta, a Odebrecht entregou um manual de uso e operação da arena Corinthians na presidência do clube igual ao que já havia sido entregue quando a empresa deu as obras por concluídas. O gesto é considerado simbólico pela construtora para reforçar sua tese de que problemas no estádio possam ter ocorrido por falhas de manutenção.

A Odebrecht sustenta que o alvinegro é responsável por manter a arena, mas a direção corintiana rebate afirmando que essa responsabilidade é do fundo que cuida do estádio e tem a participação das duas partes.

Para a construtora, o problema numa tubulação que começou a ser reparada na semana passada, como mostrou o Blog do Ohata, e gerou novo atrito com o Corinthians, pode ter acontecido por erros na manutenção. Há também a suspeita de que outros imprevistos, como descolamento de placas de granito tenham ocorrido por uso incorreto de equipamentos que tenham batido na áreas afetadas abalando esses locais, por exemplo.

Por sua vez, o clube descarta essa possibilidade e segue aguardando o resultado da auditoria que vai apontar se a Odebrecht cumpriu suas obrigações contratuais e qual o estado da arena.


Opinião: não depender do dinheiro de Nobre é desafio de novo presidente
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Eleito presidente do Palmeiras, Maurício Gagliotte tem como um dos principais desafios de sua gestão manter a independência administrativa e financeira em relação a seu antecessor.

Paulo Nobre recolocou o clube em lugar de destaque no futebol brasileiro, mas precisou botar a mão no bolso diversas. Além do empréstimo pelo qual o alviverde paga mensalmente, ele usou seu dinheiro pessoal para fazer contratações na base do se der lucro é do clube, se der prejuízo é do dirigente. Foi importante para o time fazer a campanha que fez no Nacional, mas é algo que não pode acontecer para permanentemente. Caso contrário, o Palmeiras passa a ter um dono.

Cabe a Gagliotte criar mecanismos para acabar com essa dependência e fazer o alviverde forte com recursos do clube. A independência financeira dificilmente virá sem liberdade administrativa. Manter Nobre na gestão formalmente ou informalmente sufocaria o novo presidente. Basta lembrarmos da personalidade forte de seu antecessor e de como costuma reagir ao ser contrariado.

 Tanto oposição como situação consideram Gagliotte o melhor quadro que despontou no Palmeiras nos últimos anos. E algumas de suas virtudes mais elogiadas são a capacidade de manter o diálogo, ouvir opiniões e conversar com todas as correntes políticas, características que a maioria não enxergava em Nobre.

Com essas habilidades, o novo presidente tem, em tese como se descolar de seu antecessor sem provocar uma ruptura política. Esse cenário seria o mais salutar para o Palmeiras.


Corinthians registra superávit de R$ 69,4 milhões até setembro
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Ao mesmo tempo em que convive com atraso de 21 dias nos salários de pelo menos parte dos jogadores e da comissão técnica o Corinthians comemora um superávit de R$ 69.447.000 até setembro deste ano. O número representa mudança radical em relação a dezembro de 2015, quando foi registrado déficit de R$ 97.084.000. Os dados estão no último balancete divulgado no site oficial do clube.

O superávit permitiu uma redução de R$ 50.949.000 na dívida corintiana, que era de R$ 401.724.00 em 30 de setembro, sem contar os gastos com a construção do estádio alvinegro. Em dezembro do ano passado foi registrado endividamento de R$ 452.673.000.

A receita operacional bruta obtida pelo departamento de futebol (sem os gastos com impostos e tributos) foi de R$ 399.532.000. Ou seja, pouco inferior à dívida do clube à parte do que ainda precisa ser pago pela arena.

Já a receita operacional líquida do futebol (descontados impostos e tributos) foi de R$ 376.903.000, superando os R$ 252.404.000 registrados em todo o ano passado.

A venda de jogadores que ocasionou o desmanche da equipe campeã brasileira em 2015 é a principal responsável pela diferença entre a receita obtida até setembro e a registrada no ano passado. Foram arrecadados R$ 144.346.000 com o repasse de direitos federativos de atletas contra R$ 51.932.000 em 2015.

Porém, as despesas do Corinthians já chegaram perto do montante desembolsado em 2015. Nos primeiros nove meses de 2016, o gasto operacional do departamento de futebol foi de R$ 242.134.000. No ano passado inteiro a despesa com a modalidade ficou em R$ 250.277.000.

Os gastos foram turbinados pelas compras de jogadores, que aparecem no balancete no item custos com vendas e aquisições de atletas. A despesa até setembro foi de R$ 69.937.000 diante de R$ 34.247.000 no ano em que o Corinthians conquistou seu sexto título brasileiro.

 Em meio ao balanço positivo nas receitas, a diretoria confirma que ainda não conseguiu colocar os salários em dia e responsabiliza atrasos em pagamentos que deveria ter recebido. “Estamos trabalhando para regularizar (a folha de pagamento)”, disse Emerson Piovezan, diretor financeiro.


As críticas e elogios à contratação de Ceni dentro do São Paulo
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A contratação de Rogério Ceni dividiu opiniões no São Paulo. Abaixo, veja as principais críticas e elogios feitos à diretoria por ter transformado o ex-goleiro em treinador.

Críticas

1 – Contradição

Conselheiros que defendiam a efetivação de André Jardine, treinador da equipe Sub-20, reclamam que ele teve tratamento diferente do dado a Ceni.

A principal queixa foi feita por Sebastião Antunes Duarte, conselheiro situacionista conhecido como Tião Gouveia, sobrenome emprestado do restaurante do qual foi dono. Ele enviou mensagem cobrando Marco Aurélio Cunha. “Você disse que André Jardine nunca tinha treinado um time grande, portanto não tinha experiência para treinar o São Paulo. Mais de 80% dos conselheiros queriam André Jardine até o fim do ano. André é técnico há mais de 15 anos, entre Inter e SPFC tem quase 40 títulos, está na final do Campeonato Brasileiro e talvez (seja) bi da Libertadores da categoria. Já Rogério nunca treinou um time profissional nem de várzea. Como pode ser técnico do nosso São Paulo? Sou totalmente contra”, escreveu o situacionista para Cunha.

O executivo de Futebol disse que respondeu ao conselheiro apenas que passará pessoalmente a Rogério a opinião dada por ele. Ao blog, Marco explicou sua posição em relação ao técnico do sub-20. “Disse que treinadores da base dificilmente se sustentam por falta de respaldo. Jardine tem muita qualidade e será, se quiser, treinador de ponta. Clubes grandes fritam treinadores sem respaldo. Rogério tem de sobra”, declarou Cunha.

2 – Promessa não cumprida

Contratar Ceni depois de o presidente são-paulino assegurar a permanência de Ricardo Gomes também gerou reclamações. O argumento é de que faltou palavra a Leco e que ele ficou com a imagem desgastada. Já para a diretoria, é natural que análises mudem.

3 –  Salário

Mesmo sem saber precisamente quanto Rogério vai ganhar, os críticos da contratação afirmam que certamente ele não receberá o que Jardine ou outro iniciante embolsaria. E lembram que a diretoria prega uma política de corte de despesas. As direção não revela quanto pagará, mas sustenta que o combinado está dento da realidade do clube.

4 – Contratações

Conselheiros, incluindo situacionistas, afirmam que Ceni condicionou sua aceitação ao cargo a várias contratações e que isso vai interromper o processo de aproveitamento de jogadores da base, além de fazer o clube gastar mais do que deveria. Na visão da direção, com o elenco atual, é impossível não trazer reforços.

5 – Tempo de contrato

Os críticos afirmam que, como Rogério é uma incógnita segurando a prancheta, o mais seguro seria assinar contrato por um ano, não por dois, como a direção assinou. Ao final de 2017, sua continuidade seria avaliada.

6 – Multa

O fato de Leco ter aceitado a exigência de colocar cláusula de multa rescisória no contrato também gera críticas contra ele. A afirmação é de que o clube deveria ter uma situação mais confortável para demitir o técnico no meio do caminho, se achar necessário. Para a diretoria, a oposição é contraditória pois reclamava que os contratos de Bauza e Osorio eram sem multa, o que facilitou a saída dos dois treinadores.

7 – Eleição

A oposição diz que a escolha por Ceni foi eleitoreira. Leco vai concorrer de novo à presidência em abril e estaria usando o prestígio de Rogério junto a sócios e conselheiros para ganhar pontos. Para a direção, não há como paralisar o clube até a eleição.

Elogios

1 – Espírito vencedor

Membros da diretoria que apoiam a contratação de Ceni afirmam que nos últimos anos o clube sofreu com jogadores que não sentiam o peso das derrotas. Lembram que Ceni odeia perder e apostam que ele cobrará fortemente os atletas nas derrotas. Assim, Leco teria dado um grande passo para resgatar o espírito vencedor do time ao trazer o ex-goleiro.

2 – Ajuda em contratações

Uma das qualidades de Ceni ressaltadas por quem elogia a escolha é o fato de que desde o tempo de jogador ele se interessava em ajudar o time a buscar reforços conversando com atletas que avaliava serem bons. Aloisio Chulapa, por exemplo, diz que foi contratado por causa do aval de Rogério. A expectativa agora é de que ele não fique parado esperando a diretoria e busque diretamente bons jogadores.

3 – Limpeza

Como conhece bem o elenco são-paulino, Ceni é visto como um treinador que terá mais facilidade do que a maioria para identificar quem não serve para a equipe e fazer as dispensas necessárias antes mesmo de a temporada começar.

4 – Trabalho

Nos tempos de goleiro, Ceni era reconhecido como um dos jogadores que mais trabalhavam no clube. Assim, Leco tem sido elogiado por contratar um treinador que, em tese, será trabalhador, constantemente estudará adversários, analisará o desempenho de seu time e comandará treinos intensos. Até o fato de Rogério ter ido correr à noite no Morumbi após praticamente definir seu acerto, na última quarta, é visto como demonstração de sua obsessão por treinamentos.

5 – Modernidade

Quem conhece o projeto apresentado por Rogério ao São Paulo afirma que ele é moderno, em sintonia com as aspirações do clube, que está modernizando seu estatuto.

6 – Tática

Para rebater as críticas sobre a falta de experiência do Ceni como treinador, os apoiadores de sua contratação afirmam que ele sempre demonstrou ser um profundo conhecedor de futebol em termos táticos. Ou seja, o novo técnico tem, segundo essa tese, recursos de sobra para usar na prática.

7 – Respaldo

Leco também é elogiado pelos que aplaudiram sua escolha por trazer o único nome que poderia ter total apoio da torcida. Existe confiança de que os torcedores terão mais paciência com Rogério do que teriam se fosse qualquer outro o escolhido.


Prisão? ‘Neymar já tem idade para responder pelo que faz’, diz executivo
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Entrevista com José Barral, presidente do Grupo Sonda, detentor da DIS, empresa que pede na Justiça cinco anos de prisão para Neymar, seus pais e demais envolvidos na venda do jogador do Santos para o Barcelona.

Blog – A empresa não teme ficar com uma imagem antipática junto ao público ao pedir a prisão de um ídolo de tantos torcedores?

José Barral – Eu até tinha essa dúvida. Mas é básico, se eu ou você fizermos algo errado, temos que responder por isso. Por que o ídolo não tem que responder? Tem que responder também. E é importante dizer que não somos nós que queremos a prisão do Neymar. A lei pede isso. Espero que as pessoas entendam que não é a nossa vontade. Os advogados me explicaram que não poderíamos denunciar os crimes que denunciamos sem pedir a prisão porque a legislação espanhola prevê a prisão. Não é uma questão simples de a DIS se sentir prejudicada. Quando Neymar fez esse contrato (acordo para se transferir) impediu negociações futuras de outros clubes. Isso é chamado na Espanha de estafa de mercado, ele atrapalhou o mercado.

Blog – Como imagina que será a reação dos torcedores à decisão da empresa de pedir a prisão do Neymar e que, independentemente disso, ele seja impedido de jogar?

Barral – Não sei te dizer como as pessoas vão reagir. Estamos num momento diferente no Brasil, em que as pessoas estão vendo tudo de errado que acontece no país. E a inabilitação dele para jogar vale só para a comunidade europeia. Fizemos isso para não afetar totalmente o Neymar. Mas também tivemos que fazer porque a legislação exige. É uma lei nova essa de corrupção privada na Espanha. Está sendo usada pela primeira vez. Não sabemos como será a reação (dos espanhóis).

Blog – Então mesmo se for condenado a não jogar e se não for preso ele pode defender a seleção brasileira numa Copa do Mundo?

Barral – Não sei te explicar os detalhes, os advogados é que sabem. Mas só pedimos a inabilitação para o mercado europeu.

Blog – A transferência foi tocada pelo pai do Neymar. O processo não poderia ser contra ele sem envolver o jogador?

Barral – Ninguém aqui está questionando o Neymar como jogador, que é fantástico. Discutimos o que foi feito fora de campo. Tenho uma filha que tem a mesma idade do Neymar. Ela é psicóloga. Não consigo controlar minha filha, você acha que o pai conseguia controlar o Neymar? Ele tem que assumir a responsabilidade do que fez como homem. Ele é pai de família, não está na idade de dizer que a culpa é dos outros. Vivemos num mudo em que as pessoas assumem responsabilidades muito cedo. Ele era emancipado com 17 anos. Não acredito que hoje alguém consiga decidir por um jovem de 17, 18 anos, ainda mais um jovem com a independência financeira que ele tem. (Neymar está com 24 anos e sua transferência começou a ser negociada quando ele tinha 19).

Blog – Então vocês se sentem enganados pelos dois, pai e filho.

Barral – Claro, pelos dois. A gente se sentiu enganado, ludibriado por tudo o que aconteceu. Não estamos fazendo nada diferente do que buscar nosso direito. Cabe à Justiça dizer se temos razão. (Neymar, seus pais e os demais envolvidos negam irregularidades na negociação).

Blog – Quanto a DIS pede para receber pela transferência do Neymar?

Barral –  Entre 24,8 milhões e 25 milhões de euros. Os valores superiores a isso comentados pela imprensa são cobrados como multa pelo Ministério Público e não são para nós.

Blog – Não teme que o risco de ser preso ou de ser impedido de jogar atrapalhe o desempenho do Neymar?

Barral – O Sonda não pode se preocupar com isso. Ele como profissional tem que saber o que foi feito de errado ou não e assumir a responsabilidade. Cabe a ele saber lidar com isso. Espero que não prejudique porque como jogador ninguém tem nada a reclamar dele.

Blog – Ainda é possível um acordo para que a ação seja retirada, se a família do Neymar aceitar pagar uma quantia para a DIS, por exemplo?

Barral – Nesse momento não porque não depende só da DIS e do Neymar. O Ministério Público está envolvido e teria que aceitar.


Opositor vira diretor e vai trabalhar contra impeachment no Corinthians
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Poucas horas depois de ser protocolado pedido de impeachment contra ele, nesta terça, Roberto de Andrade acertou a nomeação do opositor Antonio Jorge Rachid Júnior para o cargo de secretário-geral do Corinthians. Braço direito de Paulo Garcia, um dos líderes da oposição, o novo membro da diretoria promete lutar contra o afastamento do presidente corintiano.

Ao blog, Rachid explicou porque passou para o outro lado da trincheira na guerra corintiana e qual será sua principal missão.

“Quando termina a eleição, não existe mais oposição e situação. Além disso, o Andrés (Sanchez) disse que o grupo Renovação e Transparência acabou. Então me senti desobrigado a recusar o convite do presidente. Já estou trabalhando contra o impeachment porque tenho certeza de que o afastamento do Roberto não vai ajudar em nada o Corinthians a resolver seus problemas”, afirmou o cartola.

Por participar da articulação de campanhas da oposição, Rachid é profundo conhecedor do Conselho Deliberativo. Sua escolha mostra uma rápida reação de Andrade, que viu ex-aliados assinarem o pedido de impeachment contra ele.

Nesta quarta, a Comissão de Ética e Disciplina deve receber o requerimento que pede o afastamento de Andrade por supostas irregularidades em sua gestão. O grupo vai ouvir a defesa do presidente e indicar ao conselho se o dirigente deve deixar o cargo. Depois disso, os conselheiros votarão se Roberto permanece na presidência. Por isso é importante para o cartola ter ao seu lado gente com experiência em articulações no órgão.


Com Gomes criticado, técnico da base volta a ter lobby no São Paulo
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A derrota por 2 a O para a Chapecoense no último domingo deixou Ricardo Gomes na berlinda. Além de conselheiros, membros da diretoria pedem para que o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, demita o treinador, assim que o Brasileirão acabar. Ao mesmo tempo, André Jardine, técnico do time sub-20, voltou a ganhar lobby para assumir a equipe principal.

O fato de Leco ter garantido recentemente, em público, que Gomes ficaria para a próxima temporada é visto pelos críticos do treinador como um gesto apenas para dar tranquilidade ao treinador e ao elenco, não como uma promessa que será cumprida.

Para pedir a cabeça de Gomes eles usam a má posição na tabela, alegando que o time poderia brigar pela última vaga na Libertadores, reclamam de falta de padrão de jogo e até de uma suposta carência de energia por parte do técnico para comandar o time.

Os que querem Jardine no lugar de Gomes afirmam que há falta de bons nomes no mercado e que para apostar num treinador rodado em baixa, como Vanderlei Luxmburgo, seria melhor dar uma chance ao novato. Além de mais barato, ele conhece bem os garotos do clube, que são a grande esperança dos dirigentes para 2017.

O jovem técnico também teve seus métodos de treinamento elogiados quando assumiu interinamente a prancheta deixada por Edgardo Bauza. Assim que o nome de Gomes foi cogitado, ele teve um forte lobby a seu favor, mas os pedidos por sua efetivação não foram ouvidos por Leco.