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Arquivo : Conmebol

Erros de juiz coincidem com fragilidade corintiana nos bastidores
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Os erros de Carlos Amarilla no Pacaembu coincidem com a falta de poder atual do Corinthians nos bastidores. Foi o primeiro grande transtorno do clube com a arbitragem desde que Andrés Sanchez virou oposição na CBF e na FPF.

O rompimento com Marco Polo Del Nero, também dirigente da Conmebol,  faz com que seja mais difícil o clube paulista ter as suas queixas contra o juiz ouvidas na entidade. Assim como já tornara improdutiva qualquer tentativa dos corintianos de vetar esse ou aquele árbitro.

Nesse cenário, a cartolagem alvinegra pouco tem a fazer além de engolir o choro e se acostumar com a nova fase, bem diferente dos tempos em que ser o time de Andrés era sinal de prestígio. E essa fragilidade política tende a aumentar conforme se aproxima as eleições da CBF, no ano que vem, com Andrés na oposição à candidatura de Del Nero.


São Paulo teme arbitragem após visita de Kalil à Conmebol
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Presidente Alexandre Kalil irritou os são-paulinos

A visita do presidente do Atlético-MG à Conmebol na última terça irritou a diretoria do São Paulo. Ficou a desconfiança de que, com ajuda da CBF, Alexandre Kalil foi ao Paraguai para “escolher” os juízes das partidas entre os dois times pelas oitavas-de-final da Libertadores.

Nesta quinta, a revolta aumentou. Os cartolas do Morumbi receberam a informação extraoficial de que teria sido definida arbitragem estrangeira para os dois confrontos. Acreditam que essa é vontade do dirigente mineiro.

A informação no Morumbi é de que Leandro Vuaden e Heber Roberto Lopes já  tinham sido definidos para os jogos em São Paulo e Belo Horizonte, respectivamente.

Os dois nomes agradam aos tricolores. Eles defendem a tese de que um juiz estrangeiro seria mais vulnerável à pressão da torcida no Independência. Já Heber  é visto como durão. Até a publicação deste post, o São Paulo não tinha confirmação oficial da Conmebol sobre quem apitará os jogos.

Outra peça do quebra-cabeça é a declaração dada por Kalil depois da vitória do São Paulo sobre o Galo, no Morumbi. Ele disse que os árbitros brasileiros são muito ruins.  E Richarlyson pediu juízes estrangeiros nas oitavas-de-final.

Por meio da assessoria de imprensa do Atlético, Kalil disse que fez uma visita técnica à Conmebol. “Como representante de um clube que participa da Libertadores não estou impedido de ir lá. E os outros clubes também não estão”, declarou o presidente do Galo, conforme sua assessoria.

A ira dos são-paulinos também atinge em cheio José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Afinal, o cartola do Galo viajou no avião da CBF para o Paraguai com os dois.

Os tricolores aestranham que o mineiro tenha viajado com a dupla depois de detonar em entrevista Andrés Sanchez, adversário de Marin e Del Nero.

A assessoria de imprensa de Marin disse ao blog que o presidente do Atlético soube da viagem ao Paraguai e pediu carona, já que estavam todos em Belo Horizonte para o jogo da seleção com o Chile. E que presidente e vice da CBF teriam levado para Conmebol qualquer dirigente que pedisse.  Só o novo amigo Kalil pediu.


Conmebol recebe mais com multa ao Corinthians do que em jogo com portões abertos
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Menos de mil torcedores pediram devolução de dinheiro

A Conmebol arrecadou mais dinheiro com a multa aplicada ao Corinthians do que receberia se o jogo diante do Millonarios tivesse sido com portões abertos.

Pelo regulamento da Libertadores, a entidade tem direito a 10% da receita bruta de cada partida. Até o clube brasileiro interromper a venda, a renda tinha alcançado cerca de R$ 1,8 milhão. Assim, a confederação receberia pelo menos R$ 180 mil. A multa imposta ao time brasileiro foi de aproximadamente R$ 390 mil.

Se a venda continuasse e renda atingisse a média dos jogos do clube como mandante na Libertadores 2012, a Conmebol teria direito a cerca de R$ 220 mil, ainda abaixo do valor da multa.

Por sua vez, o Corinthians precisa passar para as oitavas-de-final para não comprometer sua previsão orçamentária. Conservador, o clube só incluiu na expectativa de receita os três primeiros jogos da Libertadores. Caso não avance, receberá menos do que o esperado já que fez um jogo com portões fechados, após a morte do boliviano Kevin Douglas Beltran.

Dos pouco menos de 30 mil bilhetes vendidos para o duelo com o Millionarios, o Corinthians só recebeu 814 pedidos de devolução. Os demais torcedores preferiram ficar com crédito para as oitavas ou outro jogo.

No clube, a pequena quantidade de devoluções foi interpretada como um sinal de confiança na parceria comercial. Não houve uma correria de consumidores insatisfeitos pedindo o dinheiro de volta.


Justiça ordena intervenção do MP em processo sobre jogos do Corinthians com portões fechados
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A punição dada ao Corinthians pela morte de Kevin Douglas Beltran virou caso para o Ministério Público de São Paulo. Em decisão publicada nesta terça no Diário Oficial, a Justiça determina que o MP averigue se há crime contra a economia popular no fato de consumidores não poderem entrar nos jogos após comprarem ingressos.

A ordem do juiz Christopher Alexander Roisin, da 11ª Vara, refere-se à ação civil pública movida pela Associação SOS Consumidor contra a Conmebol.

Para ele, há a necessidade de o Ministério Público intervir “como fiscal da lei” para checar se houve infração.


Cartolas corintianos esperam punição de um jogo com portões fechados
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A expectativa de cartolas do Corinthians é que no julgamento sobre a morte de Kevin Douglas Beltran o clube receba a punição de fazer um jogo com portões fechados na Libertadores.

Os corintianos pensam que essa seria a forma mais lógica de resolver o problema. Se o castigo for de uma partida, o clube já cumpriu, apesar do quarteto que entrou na quarta passada. Nesse caso, a Conmebol mataria no ninho novas ações de torcedores na Justiça para entrar nas próximas partidas.

Punição maior que a de um jogo só aumentaria o número de ações. A absolvição também seria uma pedra no sapato dos dirigentes da Confederação Sul-Americana. Os quase 40 mil consumidores que pagaram, mas não assistiram ao confronto com o Millionarios teriam um estímulo e tanto para ir à Justiça em busca de reparação.

A volta da Fiel ao estádio também geraria dinheiro para a Conmebol, que tem participação nas rendas do torneio.

Assim, a pena  de apenas uma partida com o Pacaembu às moscas seria a única maneira de virar a página sem maiores traumas. Falta saber se é essa a preocupação maior dos julgadores.


Em defesa na Conmebol, Corinthians usa até carta com elogios da Fifa à torcida
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Fiel na final do Mundial de Clubes

A defesa enviada pelo Corinthians nesta quinta à Conmebol contém cartas de elogio da Fifa e da própria Confederação Sul-Americana à torcida do Corinthians.

As reverências foram feitas por conta da participação da Fiel no Mundial de Clubes. Luiz Felipe Santoro, advogado corintiano, anexou as cartas para engrossar seu argumento de que o episódio em Oruro foi um fato isolado. Pelo raciocínio dele, se até Fifa e Conmebol elogiaram o comportamento dos corintianos no Japão, não é possível afirmar que os torcedores são uma constante ameaça à integridade física de terceiros.

Com isso, ele tenta vitaminar sua tese de que não havia motivo pra o clube ser punido com a medida cautelar que prevê jogos com portões fechados. A presença da torcida não representa riscos, como não representou no Mundial, segundo sua tese.

Ele alega que medidas cautelares servem para garantir a integridade do procedimento disciplinar, assegurar a ordem processual e a eficácia da decisão final que venha a ser imposta. No entendimento do defensor corintiano, a pena com portões fechados não cumpre nenhuma desas funções. Pelo contrário, pode atrapalhar a decisão final. Se o Corinthians for absolvido, por exemplo, já terá sido punido sem volta.


Parentesco de Gobbi com autor de ação e guerra contra Conmebol despertam oposição corintiana
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 A crise entre Conmebol e Corinthians tirou da toca opositores de Mário Gobbi. O presidente e sua diretoria são acusados de cometer uma série de erros prejudiciais ao clube.

Um dos episódios mais citados é o fato de um parente do presidente do clube, Armando Mendonça, ser o autor da ação que permitiu a entrada de torcedores no jogo contra o Millonarios, com portões fechados no Pacaembu.

Os críticos da diretoria afirmam que a relação de parentesco vai deixar a Conmebol desconfiada de que as digitais da cúpula corintiana estão na ação judicial.

“O Corinthians não pode ser punido mais uma vez. Agora por terem feito uma reunião de família no Pacaembu”, disse Rubens Gomes, ex-dirigente alvinegro. Ao menos dois dos torcedores que conseguiram a liminar são parentes distantes de Gobbi. A avó deles era irmã da avó do presidente.

Além disso, Armando Mendonça pertence ao grupo Corintianos Obsessivos, que tem cartolas em suas fileiras. Mendonça nega exercer a atividade política no Parque São Jorge, apesar de ser sócio.

Na oposição, há quem acredite que Gobbi, ao saber do envolvimento de seus parentes na ação, deveria ter se antecipado, dado uma declaração oficial revelando o parentesco e criticando a atitude dos torcedores.

A direção corintiana afirma que o clube foi contra a entrada do quarteto no Pacaembu, logo não pode ser punido por isso.

A maneira como Roberto de Andrade atacou a Conmebol também rcausou chiadeira. O diretor de futebol foi acusado de agir como torcedor ao listar outros casos que não foram punidos pela Confederação Sul-Americana. A rebeldia só teria aumentado a sanha da entidade contra o clube.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do Corinthians disse que a direção não responderia a críticas anônimas.


Para Justiça, Conmebol só pode proibir Corinthians de vender novos ingressos
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Para Justiça, Conmebol não poderia barrar torcedores com ingresso no Pacaembu

Para o juiz Antonio Carlos de Figueiredo Negreiros, da 7ª Vara Cível de São Paulo, a Conmebol só pode punir o Corinthians proibindo a venda de novos ingressos para Libertadores. Fechar os portões do Pacaembu em jogos que já tiveram ingressos vendidos é irregular, em seu entendimento.

Foi assim que fundamentou sua decisão de conceder liminar a torcedores para assistirem à partida do clube contra o Millonarios. Ele alega que a Confederação Sul-Americana puniu os consumidores. Deveria ter castigado só o time e os responsáveis pela tragédia em Oruro.

A Conmebol não tinha o direito de rasgar contratos celebrados com o consumidor para repreender o Corinthians, segundo o juiz.

Sem querer, as torcidas organizadas também ajudaram os torcedores a entrarem no estádio. O grupo tivera uma liminar negada sob a alegação de que a Polícia Militar não poderia armar um esquema de segurança só para a proteção deles. Havia risco de tumulto quando os torcedores que se aglomerariam em volta do Pacaembu percebessem a entrada deles.

Porém, a decisão foi revista com a informação de que os líderes das organizadas esvaziaram o abraço ao Pacaembu. E que a PM já teria que proteger as pessoas autorizadas pela Conmebol a entrar.

Abaixo, decisão que permitiu a entrada dos torcedores.

Juiz(a) de Direito: Dr(a). Antonio Carlos de FigueiredoNegreiros

DECISÃO Vistos. Novos  fatos alteram  substancialmente  o  risco  à  segurança que justificou a decisão de fl. 17. Primeiro,  a  informação  divulgada  pela  imprensa  de  que  o  estádio  não  estará totalmente  vazio,  uma  vez  que  será  permitido  o  acesso  da  impressa  e  de  “convidados”  da organizadora  do  Torneio  e  da  Federação,  o  que  faz  presumir  que  um  esquema  de  segurança  será montado para viabilizar o acesso de algumas pessoas ao estádio (fonte: Portal Terra). Segundo,  a  declaração  dos  representantes  de  Torcidas  Organizadas  de  que pretendem acatar a súplica da diretoria do Corinthians para que não compareçam ao local. Superado,  assim,  o  risco  inicialmente  vislumbrado  para  a  efetividade  da  medida, passo a apreciar a postulada tutela antecipada.

É  Inquestionável  que  o  ingresso  adquirido  pelo  consumidor  vincula  a Organizadora do evento (art. 48 do CDC). Em  tese,  portanto,  o  consumidor  teria  que  se  conformar  com  a  frustração  do contrato exclusivamente na hipótese de cancelamento do evento ou por motivo de força maior. A  punição  preventiva  do clube para  jogar sem a presença da  torcida, em um Juízo de  cognição  sumária,  não  caracteriza um  motivo  plausível  para  a  Organizadora  do  Torneio  rasgar os contratos que celebrou com os torcedores que adquiriram por antecipação os ingressos. Assim,  a  punição  aplicada  após  a  compra  do  ingresso  pelos  autores,  em  tese,  não pode  afetar  o  seu  direito  adquirido  de  comparecimento  ao  espetáculo  que  irá  se  realizar, notadamente porque a própria organizadora do evento permite a assistência a seus convidados.

Saliente-se  que  a  negativa  de  presença  de  torcida  não  tem  qualquer  relação  com segurança  do  estádio  do  Pacaembu  ou  do  espetáculo em  si, o que torna  incompreensível o motivo porque  a  ré  pretende  punir  os  consumidores  que  já  haviam  adquirido  seus  ingressos  ao  invés  de estabelecer  uma  sanção  exclusivamente  ao  clube  (negativa  de  venda  de  novos  ingressos)  e  aos responsáveis pela atitude que violou seu regulamento. Os  adquirentes  de  ingressos  para  a  partida  não  estão  sujeitos  à  medida  potestativa da  Organizadora  do  Torneio  que  simplesmente  ignora  o  contrato  anteriormente  celebrado,  com  o propósito de assim aplicar uma reprimenda a um dos clubes envolvidos no certame.

Em  suma,  considerando  que  o  evento  será  realizado,  que  os  ingressos  adquiridos pelos  autores  lhes  asseguram  o  direito  de  assistir  a  partida  e  configuram  prova  o  bastante  para embasar a tutela específica de que trata o  art.  84, § 1º do CDC, CONCEDO a ANTECIPAÇÃO de TUTELA  para  ASSEGURAR  aos  autores,  mediante  apresentação  dos  ingressos  previamente adquiridos,  o  direito  de  ingressar  no  Estádio  e  assistir  à  partida  que  será  realizada  hoje (27/02/2013)  no  Estádio  do  Pacaembú,  evento  marcado  para  às  21h30min,  expedindo-se  ofício para  conhecimento  do  teor  da  presente  decisão  ao  SPORT  CLUBE  CORINTHIANS PAULISTA  (mandante  da  partida),  SECRETARIA  DA  SEGURANÇA  PÚLBICA  (oficial responsável pela segurança do  evento), SECRETARIA DOS ESPORTES DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO (responsável pelo Estádio) e REPRESENTANTE da Commenbol. Providenciem os autores a impressão e a retirada dos ofícios. Sem prejuízo, cite-se a ré com as advertências de estilo. Int. São Paulo, 27/2/2013.

Abaixo, a decisão anterior, que negava a liminar.

Juiz(a) de Direito: Dr(a). Antonio Carlos de Figueiredo Negreiros

DECISÃO Vistos. Pretendem  os  autores  seja  resguardado  o  direito  de assistirem  à  partida  de  futebol que  será  realizada  em  27/02/2013  entre  Corinthians  e  Milionários,  uma  vez  que  adquiriram  os respectivos  ingressos  com  antecedência  à  determinação  da  ré  que  impediu  a  presença  de  torcida durante a partida.

A questão sobre a eficácia da penalidade administrativa imposta pela organizadora do  evento  que  restringe  preventivamente  direito  assegurado  ao  consumidor  é,  de  fato,  bastante peculiar  e  a  tese  dos  autores  possui  plausibilidade,  uma  vez  que  o  espetáculo  será  efetivamente realizado e a punição ao clube está, na prática, restringindo o direito de consumidores que não tem qualquer  relação  com  a  violação  ao  regulamento  do  Torneio  que  ocorreu  no  jogo  realizado  na Bolívia. No  entanto,  é  necessário  sopesar  que  a  referida  punição  causou  notória repercussão,  tendo  em  vista  que  são  dezenas  de  milhares  de  apaixonados  torcedores  que  ficarão privados de assistir o tão aguardado espetáculo.

A  tensão  que  envolve  referido  cerceamento  do  direito  dos  torcedores  levou  a polícia militar a recomendar à população para que evite transitar pelas proximidades do Pacaembu no horário previsto para o espetáculo, haja vista que o risco de conflito é altíssimo. O que dizer se os milhares de revoltados torcedores presentes no local constatarem que um grupo seleto de cinco torcedores estão tendo acesso às arquibancadas por decisão judicial? Ainda que a motivação da negativa de público no evento seja outra, é inegável que, diante  do  fato  consumado,  a  presença  de  alguns  poucos  torcedores com  acesso  à  arena causa uma situação de enorme insegurança (exponencializa a possibilidade de tumulto nos portões de acesso) e  expõe  a  risco  efetivo  a  integridade  física  dos  próprios  autores  e  do  aglomerado  de  pessoas  que, certamente, comparecerão ao local com os mais diferentes propósitos e de forma pouco amistosa. Pela  natureza  dos  interesses em  litígio,  não  é  razoável  exigir  que  a  Polícia  Militar do Estado de São Paulo monte, do dia para a noite, um esquema especial de segurança apenas para viabilizar que cinco torcedores presenciem, in loco, um jogo de futebol.

Nestes  termos,  considerando  que  questão  existe  um  componente  externo  à  lide consumerista – tensão generalizada entre os milhares de torcedores que adquiriram ingresso para o jogo  -  o  que  caracteriza  motivo  de  força  maior  que  inviabiliza  a  concessão  da  tutela  específica capaz de assegurar somente aos autores o direito de acesso ao estádio, indefiro o pedido liminar. Int. São Paulo, 26/2/2013.


Conmebol sai desmoralizada do Pacaembu
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Quarteto que conseguiu na Justiça direito de entrar o Pacaembu

Além do Millonarios, saiu derrotada do Pacaembu nesta quarta a Conmebol. A entidade Sul-Americana viu sua punição ao Corinthians desmoralizada por quatro torcedores  alvinegros.

O quarteto só cortou a bola levantada pela confederação, que não se deu ao trabalho de pesquisar se sua medida seria vulnerável à Justiça brasileira. Para piorar, a Conmbebol tratou de esculachar sua própria decisão permitindo a entrada de 20 membros da Federação Paulista e/ou da CBF num jogo com portões fechados.

Agora é se preparar para uma enxurrada de liminares nos próximos dois jogos com portões fechados.

Castigo à parte, o silêncio nas arquibancadas foi útil para tornar mais claros os diálogos de Tite com o time. Instruções curiosas como “Renato, inchou a perna, respira e segura”. O treinador quis dizer, na explicação do comentarista Roger Flores, do Sportv, para o meia descansar após uma arrancada.

Roger, aliás, deu uma aula ao falar sobre um dos pontos negativos dos jogos com portões fechados: não dá para o jogador dar “migué”, fingir que não ouviu o que o treinador pediu.


Julgamento na Conmebol faz Corinthians depender de desafeto de Andrés
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Corintianos detidos na Bolívia

Dirigentes corintianos temem que o desentendimento entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanchez prejudique o clube no julgamento da Conmebol sobre a morte do boliviano Kevin Douglas Beltran.

Del Nero é membro do Comitê Executivo da Confederação Sul-Americana. É também um dos principais mentores do recém-criado Código Disciplinar da entidade e do novo tribunal, que julgará o time paulista.

O polivalente dirigente conhece todos os atalhos da entidade. Na visão de cartolas corintianos poderia até ter ajudado politicamente a evitar a pena preliminar de jogar com portões fechados.

Procurar Del Nero em busca de ajuda política seria prudente, mas Mário Gobbi ficou numa saia justa. Se for atrás do presidente da FPF e vice da CBF pode desagradar a Andrés. E ficar devendo um favor a Del Nero ou dar a impressão de que mudou de lado.

Se não pedir socorro a ele corre o risco de ser criticado internamente caso o clube não consiga amenizar a punição.

Andrés rompeu com Del Nero ao se demitir do cargo de diretor da CBF por suspeitar que a demissão de Mano Menezes foi  tramada sem seu conhecimento bem antes do anúncio oficial.