Blog do Perrone

Arquivo : maio 2013

Fifa volta a ignorar Marin, o “Homem do Ano”
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Perrone

Marin tem sido ignorado pela Fifa

Comunicado distribuído pela Fifa nesta sexta reforça o desprezo da entidade em relação a José Maria Marin.

No material, o secretário-geral Jérôme Walcke fala dos preparativos para a Copa das Confederações, cita duas vezes Ronaldo e Bebeto, comenta a reabertura do Maracanã, os atrasos do estádio de Brasília e uma pesquisa com torcedores.

Tudo sem mencionar o nome do presidente do COL, José Maria Marin. Valcke afirma que fará uma vistoria na arena de Brasília ao lado dos ex-jogadores e do Ministro do Esporte, Aldo Rebello. Nada de Marin.

Nos bastidores, os opositores de Marin e de Marco Polo Del Nero, alegam que, além das lambanças de um e da sede de poder do outro, os dois não se aproximam dos colegas da Fifa por não falarem inglês ou francês.

A assessoria de imprensa de Marin e Del Nero disse não saber informar se eles falam língua estrangeira. E afirmou que o presidente do COL está agendando visitas aos estádios.

Enquanto a Fifa é um território hostil, a Federação Paulista é cada vez mais refúgio seguro para Marin. Lá, nesta quinta, ele recebeu o título de “Homem do Ano” de 2012, dado pela revista Companhia de Negócios. No discurso, dividiu a honraria com quem está a seu alcance: os presidentes de federações.

Atualização

Após o post publicado, a assessoria de imprensa da Fifa enviou e-mail ao blog contestando que a entidade tenha ignorado Marin. Alega que Valcke não citou o presidente do COL porque tratou de questões que não são da alçada dele. O blog mantém as informações.

Leia abaixo o e-mail enviado pela assessoria da Fifa.

Gostaríamos de ressaltar que o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, referia-se a trabalhos puramente técnicos ao mencionar a visita a Brasília juntamente com Bebeto, Ronaldo e o ministro do Esporte. O mesmo se passou nas últimas Copas do Mundo da FIFA, em que os presidentes dos Comitês Organizadores Locais, Franz Beckenbauer em 2006 e Irvin Khoza em 2010, não estavam diretamente envolvidos em tais atividades.

A mesma estrutura se mantem agora para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. O trabalho do presidente José Maria Marin não engloba atividades operacionais, assim como o mesmo não se aplica ao presidente Blatter. Jérôme Valcke e suas contrapartes operacionais são diretamente encarregados do assunto.

Toda a equipe do COL está focada na entrega da Copa das Confederações da FIFA. Tanto a FIFA quanto o COL contam com o total envolvimento do presidente José Maria Marin nos preparativos do evento.

Portanto, gostaríamos de solicitar a alteração do título do artigo, já que a afirmação não procede.

Desde já agradecemos pela atenção.

Atenciosamente,

Departamento de Imprensa da FIFA


Presidente do Galo é visto como candidato a novo Andrés
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“Andrés do Pão de Queijo”. Já tem cartola se referindo a Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, desta forma.

Isso porque ele virou um dos principais aliados da cúpula da CBF, tem sido hábil nos bastidores ao defender seu clube, dá declarações polêmicas, cutuca o maior  rival do Galo e peitou o são-paulino Juvenal Juvêncio.

Tudo muito parecido com o que Andrés Sanchez fez para ganhar peso político na era Ricardo Texieira. Certamente Kalil aprendeu com o corintiano quando duelaram no processo de implosão do Clube dos 13.

Ao contrário de Andrés, provável candidato à presidência da CBF, o atleticano não vai disputarr  o cargo em 2014. O roteiro traçado por Kalil parece ter como objetivo garantir a ele mais poder do que um novo posto.

Com a Federação Mineira distante de José Maria Marin, ele aparece como interlocutor natural para os mineiros que quiserem ter acesso ao presidente da CBF. Isso ajuda a aumentar seu cacife político.

Já o prestígio junto a Marin e Marco Polo Del Nero ajuda a ganhar novas brigas pelo Galo, como fez ao emplacar juiz estrangeiro contra o São Paulo. Nesse ritmo, ele trilha o caminho para ser tão idolatrado pelos atleticanos quanto Andrés pela maioria dos corintianos. E ter uma massa de torcedores ao seu lado é uma usina de poder.


Fifa “caça” grupo de Ricardo Teixeira e intimida Marin
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Com a renúncia de João Havelange ao cargo de ex-presidente de honra da Fifa, a entidade tira do mapa mais um cartola ligado a Ricardo Teixeira. Nicolas Leoz, ex-presidente Conmebol, também não aguentou a pressão feita por Joseph Blatter e renunciou na semana passada.

O mesmo havia acontecido com o ex-presidente da CBF. Todos caíram acusados de envolvimento no escândalo de corrupção envolvendo a empresa ISL.

Julio Grondona, presidente da Associação Argentina de Futebol, é um dos poucos amigos de Teixeira que sobreviveram no poder. Passou a ser a bola da vez.

As pressões sobre o grupo do brasileiro começaram depois que ele se desentendeu com o presidente da Fifa numa briga por poder. O caso ISL veio a calhar.

José Maria Marin, também não agrada ao chefão da Fifa. Além de ser aliado de Teixeira, vive criando situações constrangedoras para a entidade.

O estafe do presidente da CBF não tem dúvidas de que Blatter também quer sua saída. Por isso, o brasileiro é aconselhado a não tentar assumir o cargo de presidente da Sul-Americana. Seria atrair mais tiros vindos da CBF.


Presidente do Galo também irrita corintianos
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Não é só o São Paulo que está irritado com Alexandre Kalil. Dirigentes do Corinthians também estão bufando por causa da ida do atleticano à Conmebol, de carona no avião da CBF, antes do início dos mata-matas da Libertadores.

Rival do tricolor paulista nas oitavas, o Galo cruzará o time do Parque São Jorge nas semifinais, se ambos chegarem até lá. Mas o fato de um possível adversário ter a chance de influenciar na escolha dos árbitros, como teme o São Paulo, não é o único motivo que chateia os corintianos.

Grande parte do incômodo se deve à CBF ter aberto as portas da Conmebol para Kalil logo depois de ele dizer que Andrés Sanchez implodiu o Clube dos 13 para ganhar um estádio, episódio negado pelo ex-presidente corintiano.

No Parque São Jorge fala-se que o presidente do Galo foi recompensado pela CBF com uma ajuda nos bastidores da Conmebol. Isso por disparar contra Andrés, inimigo de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

Por sua vez, Kalil se defende afirmando que todos participantes da Libertadores tem o direito de ir à sede da entidade.

E a CBF responde que levaria quem pedisse. Mas, longe dos microfones, a conversa na confederação é de que ninguém anda de braços dados com inimigos. Assim, é natural que Marin e Del Nero viagem com um (novo) amigo, como Kalil.


São Paulo teme arbitragem após visita de Kalil à Conmebol
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Presidente Alexandre Kalil irritou os são-paulinos

A visita do presidente do Atlético-MG à Conmebol na última terça irritou a diretoria do São Paulo. Ficou a desconfiança de que, com ajuda da CBF, Alexandre Kalil foi ao Paraguai para “escolher” os juízes das partidas entre os dois times pelas oitavas-de-final da Libertadores.

Nesta quinta, a revolta aumentou. Os cartolas do Morumbi receberam a informação extraoficial de que teria sido definida arbitragem estrangeira para os dois confrontos. Acreditam que essa é vontade do dirigente mineiro.

A informação no Morumbi é de que Leandro Vuaden e Heber Roberto Lopes já  tinham sido definidos para os jogos em São Paulo e Belo Horizonte, respectivamente.

Os dois nomes agradam aos tricolores. Eles defendem a tese de que um juiz estrangeiro seria mais vulnerável à pressão da torcida no Independência. Já Heber  é visto como durão. Até a publicação deste post, o São Paulo não tinha confirmação oficial da Conmebol sobre quem apitará os jogos.

Outra peça do quebra-cabeça é a declaração dada por Kalil depois da vitória do São Paulo sobre o Galo, no Morumbi. Ele disse que os árbitros brasileiros são muito ruins.  E Richarlyson pediu juízes estrangeiros nas oitavas-de-final.

Por meio da assessoria de imprensa do Atlético, Kalil disse que fez uma visita técnica à Conmebol. “Como representante de um clube que participa da Libertadores não estou impedido de ir lá. E os outros clubes também não estão”, declarou o presidente do Galo, conforme sua assessoria.

A ira dos são-paulinos também atinge em cheio José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Afinal, o cartola do Galo viajou no avião da CBF para o Paraguai com os dois.

Os tricolores aestranham que o mineiro tenha viajado com a dupla depois de detonar em entrevista Andrés Sanchez, adversário de Marin e Del Nero.

A assessoria de imprensa de Marin disse ao blog que o presidente do Atlético soube da viagem ao Paraguai e pediu carona, já que estavam todos em Belo Horizonte para o jogo da seleção com o Chile. E que presidente e vice da CBF teriam levado para Conmebol qualquer dirigente que pedisse.  Só o novo amigo Kalil pediu.


Presidentes de clubes também abandonam Marin
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Depois da Fifa e do Governo Federal, é a vez de os presidentes de clubes virarem as costas para José Maria Marin. Os principais cartolas do país  avaliam que mostrar proximidade com Marin agora só traria desgaste, seria como uma contaminação.

Por isso, para alguns dos cartolas paulistas, aparecer na reunião sobre as quartas-de-final do Paulista, nesta noite, virou algo constrangedor. Marin costuma participar dos eventos da entidade.

Até Juvenal Juvêncio, outrora forte aliado do cartola, se distanciou. Além das situações embaraçosas protagonizadas por Marin, acredita que o presidente não cortou como deveria os vínculos com Ricardo Teixeira, seu desafeto.

No Rio, os deslizes de Marin aumentam o sentimento dos clubes cariocas de se unir para combater a “paulistanização” da CBF.

Há também os que querem mais do que abandonar Marin na fritura. Representantes do Ministério do Esporte já ouviram pedidos de dirigente para que o Governo interfira e afaste o cartola do COL. Mas a resposta foi de que isso não é assunto para Dilma Rousseff.


Marin descarta licença médica: prefere morrer no cargo a demonstrar fraqueza
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Na assembleia geral desta terça na CBF, José Maria Marin descartou pedir licença por motivos de saúde. Afirmou que, mesmo se ficar doente, prefere morrer no cargo a sair. Quer evitar a impressão de que pediu afastamento por não resistir à pressão contra sua permanência.

Aliados do cartola, farejam um preocupante desgaste físico. Mas desejam o afastamento temporário também por acreditarem que a licença diminuiria os ataques contra ele. Há ainda quem tema que Marin crie novas situações constrangedoras, principalmente durante a Copa das Confederações, como presidente do COL.

Além de assegurar que ficará, o cartola respondeu aos presidentes das federações sobre temas polêmicos, como as gravações atribuídas a ele e publicadas no Youtube. Disse que são áudios editados em ações criminosas. Falou ter tomado as medidas judiciais necessárias.

No final, o dirigente conseguiu aprovar as contas de 2012 sem sobressaltos. Ninguém votou contra. Nem o presidente da Federação do Maranhão, Antônio Américo Lobato Gonçalves, crítico voraz da administração até a noite anterior à assembleia.


Aliados de Marin querem que dirigente peça licença médica para evitar novos constrangimentos
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O deputado estadual Campos Machado, do PTB, partido de Marin, protocolou pedido no Ministério Público-SP para a abertura de investigação criminal sobre gravações publicadas no Youtube com declarações polêmicas atribuídas ao presidente da CBF e do COL

Grupo de aliados de José Maria Marin defende que o presidente da CBF e do COL entre com um pedido de licença nas duas entidades, alegando questões de saúde.

São dirigentes que enxergam no cartola sinais de desgaste físico. E que estão mais preocupados ainda com constrangimentos que ele pode provocar durante a Copa das Confederações, minando de vez sua gestão. Avaliam também que sair de cena agora poderia estancar os ataques.

Em eventos oficiais, Marin costuma ter a sombra Marco Polo Del Nero, vice da CBF e da Federação Paulista de Futebol. O amigo está sempre atento para evitar atitudes desconcertantes. Embora, não tenha impedido, por exemplo, o episódio da medalha embolsada na Copa São Paulo.

Gilberto Barbosa, vice-presidente de relações públicas da FPF, é outro que costuma estar por perto de Marin. Acontece que em diversas ocasiões na Copa das Confederações, esses anjos da guarda não poderão acompanhar o presidente por não serem membros do COL. Daí o temor de que ele faça novas lambanças.

Entre os opositores de Marin na CBF, já existe a crença de que ele pedirá licença até o final do ano. A situação tem semelhanças com a que precedeu a queda de Ricardo Teixeira. Ele pediu licença médica antes de se afastar definitivamente.


Gravação sobre jantar para amansar federações joga dirigentes contra Marin
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Presidentes de federações prometem cobrar José Maria Marin sobre gravação postada no Youtube com voz que seria a dele falando sobre um jantar com o objetivo de amansar dirigentes antes de uma reunião na CBF.

A ideia é indagar o presidente na assembleia geral da entidade na próximo dia 16, quando serão votadas as contas da CBF.

Três cartolas ouvidos pelo blog se disseram indignados com a gravação, mas não querem aparecer agora para evitar que o presidente se prepare contra eles.

Segundo o trio, dirigentes se sentiram humilhados com o áudio, postado no início do mês. Na gravação, a voz que seria de Marin diz: “tem até que dar de comer para os caras para não te agredirem”. Afirma também que mandou comprar garrafas de uísque e marcou o encontro no Gero, restaurante do rio mais fino do que a churrascaria em que Ricardo Teixeira fazia os encontros.

Ao menos um dos descontentes quer a relação dos que participaram do jantar e saber antes de qual reunião o regabofe aconteceu. Isso, entre outras coisas, porque no áudio é dito que “tem que fazer o teatro já na véspera” e “ver quem não vai deixar levantar questão de ordem, que vai pro pau”.

A insatisfação engrossa o caldo oposicionista na CBF. Mas até os mais engajados suspeitam de que alguns colegas queiram pressionar Marin apenas para terem reivindicações de suas federações atendidas.

A CBF trata a série de gravações atribuídas ao dirigente divulgadas no Youtube como ação criminosa.


Engavetada por federações, carta de apoio a Marin chama críticos de coveiros do futebol brasileiro
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Os que atacam José Maria Marin “não podem ser considerados cidadãos voltados e direcionados para uma causa legal e justa, mas sim, como atores travestidos de coveiros do futebol brasileiro”.

A afirmação acima foi escrita por Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana, em manifesto de apoio a José Maria Marin e que deveria ser abraçado por outras entidades estaduais. Mas, por enquanto, o movimento está engavetado, num indício de que o presidente da CBF e do COL não têm o apoio incondicional de várias filiadas.

O blog teve acesso ao e-mail enviado por Carvalho a 15 federações no dia 27 de março. Ele pediu  para que elas fizessem ajustes e mandassem a versão personalizada  para a CBF.

No documento, o dirigente pernambucano diz que sua federação já enviou a carta e que “o momento está a exigir um posicionamento de apoio e solidariedade”.

Procurado pelo blog, no entanto, Carvalho negou que já tivesse entregado sua carta para a CBF e que o movimento tenha fracassado.

“Você tem aí uma das sete minutas do desagravo. Ninguém enviou nada ainda, não tem nada pronto. As federações decidiram discutir isso na próxima assembleia da CBF. Alguns acham que é melhor não fazer mais barulho. Eu sou a favor do manifesto e da divulgação dele, mas vamos discutir”, declarou Carvalho.

Em seu texto, ele fala também em nome dos clubes pernambucanos. E diz que Marin é vítima de acusações “ora levianas, ora absolutamente distorcidas ou distantes dos fatos verdadeiros”.

Leia abaixo, o e-mail enviado pelo presidente da Federação Pernambucana a seus colegas e, em seguida, o manifesto, também encaminhado por ele. Clique nas imagens para aumentá-las.

No retângulo em vermelho, as federações que receberam o manifesto. Grifado pelo blog, trecho em que o presidente da Federação de Pernambuco diz já ter enviado sua carta