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Arquivo : Mancha Alviverde

Mustafá e Mancha se fortalecem em votação no Conselho do Palmeiras
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Mustafá Contursi e a Mancha Alviverde saíram fortalecidos da eleição desta segunda no Conselho Deliberativo do Palmeiras.

A ala comandada pelo ex-presidente elegeu para a vice-presidência Hélio Esteves, derrotando Guilherme Pereira, candidato do grupo de Paulo Nobre.

O atual presidente, no entanto, viu a aliança costurada por ele vencer a disputa para presidência do Conselho com Antônio Augusto Pompeu de Toledo, também apoiado por Mustafá.

Em segundo lugar, ficou Tarso Gouveia, que é ligado à Mancha e pertence ao grupo político UVB (União Verde e Branca). Ele obteve uma votação considerada expressiva: 76 votos. Vitorio Pescosolido, terceiro colocado, teve 40. Isso mostra que a torcida aumentou sua influência no conselho do clube após a última escolha de conselheiros.

Os “mustafistas” estavam incomodados por seu candidato à vice-presidência não ter recebido o apoio dos “nobristas”, já que votaram em Paulo Nobre e abraçaram a candidatura de Antônio Augusto.

O resultado indica que a corrente de Mustafá pode complicar as pretensões de Nobre em casos que dependerem de aprovação no Conselho. Isso dá mais peso a seus pedidos. Um deles é a explicação de detalhes da venda de Barcos. Por causa da negociação, José Carlos Brunoro, o homem forte do futebol palmeirense, está na mira dos “mustafistas”.


Ex-diretor do Palmeiras leva ovada e acusa Mancha
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 Ex-diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Júnior foi alvo de uma chuva de ovos no último sábado quando deixava o clube. Segundo ele, o ataque partiu de membros da Mancha, principal organizada alviverde.

“Estava saindo da loja do Palmeiras, e eles estavam entrando no ônibus para o jogo com o Santos. Conseguiram acertar muitos ovos porque foi de bem perto, mas não me machuquei”, disse o conselheiro, hoje distante da diretoria.

O filho do ex-cartola e o conselheiro Luís Henrique Monteiro Fronterotta tentaram defender Ciryllo e foram hostilizados pelos torcedores. Segundo o ex-diretor, os dois não chegaram a ser agredidos. “Não quero esticar uma briga com a torcida, então não levei o caso à polícia”, explicou o ex-dirigente.

O blog telefonou para Marcos Ferreira, presidente da Mancha para perguntar sobre a acusação, mas ele não atendeu ao telefonema.

Há o temor entre dirigentes e conselheiros de que aconteçam pequenos ataques como esse rotineiramente.

Os torcedores palmeirenses não foram os únicos da capital paulista que terminaram o Brasileirão envolvidos em confusão. Corintianos relataram princípio de tumulto antes do clássico no Pacaembu.

Afirmam que torcedores do São Paulo tentaram invadir rua reservada para os visitantes, que teriam reagido. A polícia conseguiu evitar a briga. Do lado de dentro do estádio era possível ouvir as explosões.


Candidatos ligados a Gaviões e Mancha ficam entre os seis mais votados para vereador em São Paulo
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 A eleição para vereador em São Paulo mostra que as torcidas organizadas são boas fontes de voto. Entre os eleitos, dos seis mais votados da cidade um é ligado a Gaviões da Fiel, outro tem o apoio da Mancha Alviverde.

Goulart (PSD), terceiro com 104.301 votos, tem a Gaviões como uma de suas bases. Nos jogos do Corinthians são comuns faixas e outros adereços da torcida com o nome do vereador, agora reeleito. Seu material de campanha incluiu panfleto que liga a imagem dele à torcida e traz fotos com Andrés Sanchez e Ronaldo.

Sexto com 67.101, Antonio Carlos Rodrigues (PR) contou com ajuda direta da Mancha na campanha. A torcida e escola de samba estampou em seu site um pedido de voto para o candidato, que está para assumir uma vaga no senado como suplente.

Reprodução do site da Mancha com pedido de voto para candidato

Já na página do vereador há um texto em que ele se apresenta como presidente de honra da Mancha. O político costuma frequentar os principais eventos na quadra da torcida.

Em décimo lugar, com 52.099 votos, aparece Celso Jatene (PTB), ex-presidente da Torcida Jovem do Santos. Em seu site ele também publica foto em evento na sede da uniformizada.

O trio ligado às organizadas superou facilmente ex-jogadores corintianos que não se elegeram. Marcelinho Carioca conseguiu 19.729 votos, mais dez mil de vantagem em relação aos 9.243 obtidos por Dinei.


Reencontro de Gaviões e Mancha tem ameaça de nova briga, suspeitos em liberdade e foragidos
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Três meses depois de dois torcedores da Mancha Alviverde morrerem em confronto com a Gaviões da Fiel, corintianos e palmeirenses se reencontram neste domingo no Pacaembu. Entre os integrantes das organizadas é considerado praticamente impossível não haver novas brigas antes ou depois do jogo.

Fala-se em alguns confrontos com menos torcedores do que o último, que reuniu cerca de 500 brigões. E em diferentes locais. Assim, seria mais difícil de a PM evitar a pancadaria.

As direções das organizadas afirmam que orientaram seus sócios a evitar confrontos. A Gaviões pede para que todos sigam juntos até o estádio, saindo de sua sede. Grupos menores seriam alvos mais fáceis para uma possível vingança dos palmeirenses. Em comboio, todos seriam escoltados pela PM, com mais segurança.

Segundo membros da Gaviões, nenhum dos torcedores presos durante as investigações continua na cadeia. A polícia civil não deu detalhes da situação atual para o blog, mas afirmou que o inquérito foi enviado à Justiça. O Ministério Público também não deu informações sobre o caso.

Porém, o blog apurou que a polícia tem um suspeito de ter atirado e matado o palmeirense André Alves Lezo, mas ainda não conseguiu localizá-lo. Outro corintiano que teria sido co-autor do crime também não foi encontrado pelos policiais.

Além deles, três integrantes da Gaviões que tinham sido presos estão em liberdade. Douglas Deungaro, o metaleiro, ex-presidente da organizada, nem chegou a ser indiciado. Sua defesa usa o argumento de que isso indica que ele ficou dois meses preso de maneira injusta.

Outros dois torcedores foram indiciados por formação de quadrilha e respondem às acusações em liberdade. Eles não poderão ir ao Pacaembu. Terão de se apresentar de manhã numa delegacia e só poderão ir embora à noite. Não podem mais ir aos jogos do Corinthians no decorrer do processo. Ainda há mais um dirigente e um sócio da Gaviões foragidos.

Se  ocorrerem novas brigas no clássico, elas podem servir para dificultar o trabalho da promotoria no caso, na opinião de um torcedor ouvido pelo blog. Isso porque, de acordo com essa tese, se suspeitos estão foragidos e indiciados estarão na delegacia fora de combate, novas confusões sinalizariam que há outros torcedores violentos que poderiam ter promovido a batalha de março passado.


Mesmo após vitória, Palmeiras sofre intimidação de torcida em aeroporto
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O volante João Vítor estava no setor de Raio X do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, nesta manhã, quando um torcedor, aparentemente da Mancha Alviverde, berrou com ele. Isso poucas horas depois de o Palmeiras derrotar o Grêmio por 2 a 0 e dar um grande passo para chegar à final da Copa do Brasil.

O episódio com João Vítor, que já foi agredido por torcedores uniformizados, não foi o único motivo de constrangimento para a delegação no aeroporto. Jogadores se sentiram intimidados por um pequeno grupo com roupas da Mancha. Eles circulavam encarando os atletas.

Antes do embarque para o Rio Grande do Sul, os jogadores já tinham passado por constrangimento graças a membros da Mancha. Eles se reuniram com o elenco numa churrascaria para apoiar a equipe.

Os dois episódios reforçam uma antiga tese no Palestra Itália: o Palmeiras costuma jogar mais pressionado em casa do que fora de seus domínios.

O blog telefonou para Marcos Ferreira, presidente da Mancha, mas seu celular estava desligado.


Encontro com Mancha deixa atletas do Palmeiras constrangidos e contraria orientação do MP
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 O encontro de membros da Mancha Alviverde com os jogadores do Palmeiras nesta terça provocou constragimentos no grupo que embarcou para o Rio Grande do Sul.

De acordo com relato de um dos presentes ouvido pelo blog, apesar de os torcedores não terem sido agressivos, a simples presença deles serviu para pressionar e intimidar os atletas. Além disso, a privacidade do grupo, que almoçava numa churrascaria, foi quebrada.

A reunião entre torcedores e atletas também contrariou orientação do Ministério Público. Desde a briga entre Mancha e Gaviões da Fiel, que provocou a morte de dois palmeirenses, o MP pediu para os clubes paulistas evitarem qualquer tipo de relação com as organizadas.

“É difícil intereferir na relação entre duas entidades privadas, mas sugerimos que os clubes evitem se aproximar das torcidas. Quanto mais o time dá apoio para a organizada, mais fica refém dela”, declarou ao blog o promotor Thales Cezar de Oliveira.

Nos bastidores do Palestra Itália, o episódio gerou polêmica. Ficou a suspeita de que alguém entregou para a torcida local e horário em que os atletas estariam antes da viagem.

Além disso, cartolas afirmam que a cúpula do clube foi procurada por um conselheiro com trânsito na Mancha. Ele teria pedido ajuda para a uniformizada pagar cinco ônibus da caravana para Porto Alegre, onde o Palmeiras pega o Grêmio, nesta noite, no primeiro duelo das semifinais da Copa do Brasil.

“Ninguém me procurou para falar sobre isso. Não demos ajuda nenhuma”, disse Arnaldo Tirone, presidente palmeirense.

Financiar caravanas, ceder ingressos e até mesmo repassar os bilhetes para que as organizadas vendam em suas sedes também são praticas condenadas pelo Ministério Público.

Apesar disso, a Mancha anunciou em seu site a venda em sua sede de pacotes para o jogo já com o ingresso incluído.

 

Anúncio de caravana no site da Mancha

“Não fizemos nada ilegal. Não podemos entrar nos estádios em São Paulo, mas podemos nos outros Estados. Compramos os ingressos do Grêmio e só vamos entregar aos torcedores dentro do ônibus”, disse ao blog Marcos Ferreira, presidente da Mancha.

Ele diz que a torcida não pede ajuda para a diretoria palmeirense. “Não fazemos esse tipo de coisa porque queremos continuar com a nossa liberdade para criticar quando for preciso. Agora, na churrascaria, só fomos apoiar o time”, disse o torcedor.

Segundo Marcos, o encontro foi casual. Ele alega que quatro integrantes da Mancha foram almoçar na mesma churrascaria e viram os seguranças do clube. Pediram para que eles convidassem os jogadores para irem até o encontro dos integrantes da torcida. “Todos vieram.”


Com prisão de líderes da Gaviões, polícia espera localizar dois suspeitos de matar palmeirense
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A polícia tem dois suspeitos de terem participado do assassinato de pelo menos um torcedor da Mancha Alviverde na briga antes do último clássico entre Corinthians e Palmeiras. Suas prisões já foram decretadas, mas eles não foram localizados. Enquanto isso, prisões de líderes da Gaviões da Fiel seguem sendo pedidas.

Oito mandados foram expedidos e três cumpridos. Por meio da prisão dos chefes, os policiais acreditam que podem chegar aos principais suspeitos. Dois palmeirenses morreram.

Os nomes dos procurados não foram revelados. Segundo membros da uniformizada, a polícia está decretando a prisão dos líderes das subsedes, já que trabalha com a informação de que todos os bairros enviaram torcedores para briga. Assim, os “chefes regionais” sabiam do confronto e nada fizeram para evitá-lo. Por conta dessa estratégia, Gaviões e seus advogados esperam que mais prisões sejam decretadas até o final da semana.

Os torcedores sustentam que a maioria dos procurados pela polícia nem estava no local da briga. Seria o caso de Douglas Deúngaro, ex-presidente da organizada e que está preso. Afirmam que ele foi detido porque teria recebido telefonema de um dos procurados uma hora depois do conflito, prova de que teria ajudado a organizar a batalha. Metaleiro nega envolvimento. E a polícia diz ter um depoimento de um torcedor que confirma que ele sabia sobre o confronto.

Segundo os corintianos, outro torcedor que foi preso porque encontraram barras de ferro em sua casa, também não estava na confusão. Teria emprestado sua perua para dois colegas, sem saber que eles participariam da briga. Ambos teriam devolvido o veículo com as armas. Por essa versão, ele tirou as barras para poder trabalhar com o veículo. Um depoimento dado aos policiais indicava a casa dele como o locam em que o armamento estava escondido.


Polícia tenta comprovar ligação das principais torcidas organizadas paulistanas com PCC
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A Polícia Civil investiga suposta ligação das maiores torcidas uniformizadas de Corinthians, Palmeiras e São Paulo com o Primeiro Comando da Capital. A informação foi confirmada ao blog pela delegada Margareth Barreto, que pediu licença na última quinta para tentar uma vaga como candidata a vereadora pelo PSDB.

Segundo a policial, que investigava a morte de dois membros da Mancha Alviverde em briga com a Gaviões da Fiel, o trabalho sobre eventual envolvimento das uniformizadas com o PCC acontece já há alguns meses.

Ainda de acordo com a delegada, apreensões de armamento pesado feitas nas sedes das uniformizadas, em diferentes ações nos últimos anos, dão aos policiais a certeza do elo entre elas e o crime organizado. Ela disse, porém, que detalhes do trabalho não podem ser revelados. 

Já os líderes das torcidas negam tais vínculos, afirmam que suas instituições são vítimas de preconceito e que ninguém divulga as ações sociais desenvolvidas por elas.


Torcedores da Mancha são acusados de ferir corintiana da Gaviões com faca
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Integrantes da Gaviões da Fiel acusaram membros da Mancha Alviverde de agredir e ferir levemente à faca uma corintiana funcionária da escola de samba da torcida. A suposta agressão teria ocorrido na Zona Norte de São Paulo, na semana passada, e foi comunicada à polícia.

A vítima trabalha no barracão da escola de samba da Gaviões e ficou com o pescoço machucado. Segundo os corintianos, os líderes da Mancha se comprometeram a investigar a veracidade da denúncia e identificar os culpados, colaborando com a polícia.

O caso reforça o temor entre alguns dirigentes das duas organizadas de que as recentes mortes de dois palmeirenses em confrontos com a Gaviões desencadeasse uma série de vinganças isoladas. Os dois lados são capazes de reconhecer integrantes das torcidas mesmo sem uniforme. E em muitos casos sabem onde o “inimigo” mora ou trabalha.


Delegada deixa investigação sobre torcidas para tentar ser vereadora e rejeita oportunismo
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Um dia após prender seis suspeitos de envolvimento na briga entre Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel, que matou dois palmeirenses, a delegada Margareth Barreto deixou o caso.

Ela se licenciou para se tornar pré-candidata a vereadora pelo PSDB paulistano. O pedido de afastamento já tinha sido publicado no Diário Oficial antes de as últimas prisões serem efetuadas. Mas ela continuou trabalhando até esta quinta.

Para membros da Gaviões da Fiel, o ex-presidente da torcida, Douglas Deúngaro, detido acusado de ajudar a arquitetar a briga, serviu apenas para dar publicidade à pré-candidata.

“Fico chateada com algumas colocações. Assumi casos envolvendo futebol muito antes de o Brasil virar sede da Copa, antes dessa visibilidade toda, em 2004. Trabalhei em vários casos que chamaram a atenção da mídia, nem faço questão de aparecer. Não entrei nesse caso para me promover. O convite do PSDB veio muito antes desse caso. Não caí de para-quedas. Sou uma pessoa que tem os seus sonhos, coisas que quero fazer há muito tempo. Vou ter mais autonomia no legislativo para sugerir mudanças do que como delegada”, disse Maragareth ao blog.

Ela se filiou ao PSDB no ano e afirma ter sido convidada para formar uma nova diretoria feminina. A investigação sobre as torcidas agora fica com o delegado Arlindo Negrão.

Sua candidatura ainda não é certa porque os tucanos não definiram a lista de candidatos.