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Arquivo : Mancha Alviverde

Na Justiça, Palmeiras age para ser ressarcido pela Mancha se for condenado
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Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

Ação movida por cinco policiais militares, sendo uma mulher, faz o Palmeiras tentar na Justiça medidas contrárias à Mancha Alviverde. O clube age para conseguir no mesmo processo o direito de ser ressarcido pela uniformizada se tiver que pagar indenização aos policiais. O caso corre em segredo de justiça, mas na última quinta foi publicado no Diário Oficial de São Paulo, de maneira resumida, um dos pedidos da agremiação.

Os policiais afirmam que foram agredidos por membros da Mancha Alviverde em 2012 em Araraquara, onde o Palmeiras, perto de ser rebaixado no Brasileirão, recebeu o Botafogo-RJ. Câmeras registraram agressões e a tentativa de palmeirenses de invadirem o campo. Por conta da violência que alegam ter sofrido cada um pede na Justiça indenização de 200 salários mínimos (R$ 187.400) a ser paga solidariamente por Mancha, Palmeiras, como mandante e clube para qual os agressores torcem, Federação Paulista e Estado de São Paulo.

Diante do risco de ter prejuízo por conta da confusão na qual seus torcedores se envolveram, o Palmeiras fez um pedido de denunciação da lide da Mancha, que é a medida capaz de permitir que o clube requeira ressarcimento por parte da torcida caso seja condenado a pagar a indenização. Isso sem ter que abrir um processo contra a uniformizada.

Porém, o pedido palmeirense foi negado. O juiz entendeu que não fazia sentido porque a Mancha já era parte do processo.

Inconformados com a decisão, os advogados do Palmeiras tentam um agravo de instrumento, que é um recurso contra a negativa, com pedido de efeito suspensivo, que, se aceito, impede a execução de eventual sentença antes de o recurso ser julgado.

Entre os argumentos usados para tentar mudar a decisão, a defesa palmeirense afirmou no processo que é “inegável que, havendo procedência na ação, a Mancha Alviverde é a responsável pelo pagamento de qualquer indenização, caso seja devida, sendo certo o direito do Palmeiras de buscar ressarcimento pelos danos causados por membros da referida agremiação”.

Os advogados explicam também que o objetivo do pedido é encurtar o caminho do clube para obter sua eventual restituição. E declaram que a decisão que rejeitou a pretensão palmeirense maculou de forma direta o direito do Palmeiras de ser ressarcido, em caso de condenação.


Em 2016, organizadas paulistas zombam uma vez por mês de autoridades
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Em 2016, pelo menos uma vez por mês, em média,  membros de torcidas organizadas paulistas debocharam das autoridades de segurança pública do Estado. Até abril, foram registrados ao menos quatro casos em que esses torcedores agiram como se estivessem caçoando de policiais militares e civis, promotores e juízes.

A sequência começou na final da Copa São Paulo. Integrantes da Gaviões da Fiel acenderam sinalizadores no jogo contra o Flamengo no Pacaembu. Além de mostrarem que não estavam nem aí para o fato de Federação Paulista punir torcidas nesses casos, eles desmoralizaram a revista feita pela PM. Deixaram claro que quando querem entrar com algo vetado nos jogos têm boa chance de conseguir.

No final de fevereiro, para o espanto de juízes, promotores e policiais, o ex-presidente da Gaviões, Douglas Deúngaro, o Metaleiro, ameaçou Alex Sandro Gomes, o Minduim, também integrante torcida, dentro de uma sala do fórum de Santana. Diante de policiais militares ele chegou a dizer que arrancaria o pescoço de desafeto, que é assessor do deputado federal Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians.

Prova maior de ousadia seria dada apenas dois dias depois, no início de março. Minutos após deixarem o fórum da Barra Funda, onde as principais torcidas paulistas tinham se reunido com o Ministério Público, o presidente da Gaviões, Diguinho, e seu secretário, Cris foram espancados no estacionamento do centro de compras em que tinham deixado o carro. Ou seja, o MP acabou sendo usado para um acerto de contas entre torcidas rivais, já que o ataque foi perto do fórum.

Os agressores mostraram não terem nenhum receio de serem pegos ao agirem debaixo do nariz do Ministério Público. E os agredidos não tiveram constrangimento, segundo investigação da polícia, de recolher objetos que teriam sido usados na ação. Para os policiais, eles não têm interesse em que os rivais sejam punidos pela Justiça. Preferem a vingança.

Em abril, a polícia prendeu um membro da Mancha Alviverde acusado de participação na emboscada a Diguinho. No mesmo dia, policiais reviraram a sede da Gaviões em busca de porretes que teriam sido usados na agressão e recolhidos. Nada foi encontrado, mas a demonstração de que as autoridades estavam apertando o cerco sobre torcedores violentos tinha sido dada.

A sensação de que a situação estava sob controle, porém, virou pó dois dias depois, quando palmeirenses e corintianos protagonizaram pelo menos quatro brigas na cidade antes e após o jogo entre os dois times no Pacaembu. O serviço de inteligência não foi capaz de evitar os confrontos. Assim como o esquema de segurança montado para tirar os corintianos do Pacaembu não impediu que eles agredissem palmeirenses perto do estádio.

O saldo do domingo sangrento foi uma pessoa, que não era ligada à torcida organizada, morta longe do Pacaembu, antes do jogo.

Apesar de os líderes das organizadas negarem que as brigas tenham sido combinadas pelas cúpulas das torcidas, é possível interpretar as confusões em diferentes cantos da cidade como mais um desafio às autoridades e demonstração de que os vândalos não temem ser punidos.

 


Torcidas causam 4 confusões em um mês, mas tentam mudar imagem
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Em cerca de um mês com bola rolando, torcidas de Corinthians, São Paulo e Palmeiras já se envolveram em pelo menos quatro confusões, sem contar protestos feitos pela Gaviões da Fiel em frente à sede da Federação Paulista.

Curiosamente, enquanto brigam, causam tumultos, depredam, apavoram até garotos das categorias de base, as uniformizadas tentam demonstrar uma mudança de postura.

O principal exemplo é a são-paulina Independente, que protagonizou briga com policiais e atos de vandalismo em Mogi das Cruzes, que recebeu jogo da equipe contra o Rondonópolis pela Copa São Paulo. A prefeitura local cobrou o prejuízo de São Paulo e FPF, mas a uniformizada se comprometeu a pagar a conta de R$ 68,8 mil. Uma reunião acontecerá após o Carnaval para torcida e município acertarem os detalhes.

Vale lembrar que o jogo aconteceu em estádio menor do que o que vinha sendo usado para as partidas do time tricolor e muitos torcedores não conseguiram entrar, dando início aos tumultos.

Já os líderes da Gaviões da Fiel e da Mancha Alviverde enviaram mensagens para seus membros evitarem confrontos na última quinta durante seus deslocamentos, criticando a federação por colocar os dois times para jogar no mesmo dia. O tom das rivais agora é de que o inimigo em comum é a FPF.

As duas torcidas também já se envolveram em confusões em 2016. A Gaviões ascendeu sinalizadores durante a final da Copinha e foi suspensa, o que gerou protestos diante do prédio da federação. Além disso, torcedores corintianos cercaram o ônibus do time sub-15 do Corinthians após eliminação na Copa do Brasil.

Por sua vez, sócios da Mancha brigaram em sua sede com integrantes da vascaína Força Jovem, convidada para a festa de aniversário da torcida palmeirense.


Polêmica sobre rebolada causa briga entre torcidas de Palmeiras e Vasco
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Uma das mais tradicionais alianças entre torcidas organizadas sofreu forte abalo. E por motivo inusitado: polêmica sobre rebolada.

O problema entre a palmeirense Mancha Alviverde e a vascaína Força Jovem aconteceu na festa de aniversário da uniformizada paulista no último sábado. Convidados pelos os anfitriões, os cariocas começaram a fazer trenzinhos comuns em baile funk no Rio. Depois de alguns empurrões, houve briga entre parte dos membros das duas torcidas.

Após o assunto bombar entre integrantes das duas organizadas nas redes sociais, a Mancha publicou em seu perfil no Facebook uma nota sobre a pancadaria.

A direção da torcida palmeirense diz que as brigas começaram depois de se espalhar o boato de que o presidente da Mancha, pedindo o fim dos trenzinhos na festa, teria falado no microfone que os vascaínos estavam rebolando. Rebolar é gesto corriqueiro em baile funk, mas costuma ser ato inadmissível no preconceituoso ambiente das torcidas organizadas.

Leia abaixo, trechos da nota publicada pela Mancha:

“Esclarecimento sobre o ocorrido com a Força Jovem do Vasco.

A nossa quadra estava lotada, e no Rio eles têm o hábito de fazer o tal trenzinho e saíram arrastando e pulando, como é de costume para eles. Nessas voltas houve duas ou três confusões (empurrando as pessoas, chutando garrafas e cervejas que estavam no chão). Na nossa casa, pregamos o respeito por todos, e, percebendo que estavam passando do limite, a diretoria da Mancha chamou a diretoria da Força e explicou a situação. Houve entendimento e consenso. Os dois presidentes subiram no palco e pediram para segurar a onda, para evitar tumultos… No calor da situação, começaram conversas paralelas entre os bondes e mencionaram um fato que não ocorreu, que o presidente da Mancha disse no microfone, para toda a quadra, que os caras da Força estavam rebolando. Essas conversas erradas foram a deixa para discussão entre um e outro… Houve, sim, agressão de ambos os lados”.

A nota, assinada pela diretoria da Mancha, diz ainda que haverá cobrança sobre seus integrantes que continuaram brigando após a direção pedir que parassem. O comunicado afirma também que os membros da organizada palmeirense continuam autorizados a usar vestimentas da Força e que a torcida vascaína não está entre suas inimigas no Rio.


Justiça contraria PM e manda torcedores brigões ficarem em batalhões
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Em decisão que contraria entendimento da Polícia Militar, a Justiça determinou nesta sexta que seis membros da Gaviões da Fiel e dois da Mancha Alviverde compareçam a batalhões da PM nos dias de jogos de seus times.

Réus em caso de homicídio, eles estão proibidos de comparecer às partidas de Corinthians e Palmeiras como mandantes no Estado de São Paulo desde março, mas até agora não cumpriram a medida restritiva imposta pela Justiça. Isso porque a PM, escorada numa decisão da Secretaria de Segurança Pública, não aceita receber os torcedores.

A nova decisão da Justiça é baseada na “obrigação legal da Polícia Militar de garantir o cumprimento de ordens judiciais”. A PM, no entanto, está desobrigada de fornecer alimentação aos torcedores enquanto eles estiverem no batalhão.

O “castigo” vai durar até o final do processo relativo às mortes de dois palmeirenses em confronto entre as torcidas na Avenida Inajar de Souza, em São Paulo, em 2012.

A Secretaria de Segurança Pública sustenta que foram alterados os locais de cumprimento das medidas restritivas com, os torcedores devendo ser encaminhados para prestar serviços no Corpo de Bombeiros e em outras instituições. Porém, pelo menos um dos advogados dos réus argumenta que a Justiça não ordenou que eles prestassem serviços. Desta forma, acredita que eles não têm como cumprir a medida.

A Polícia Militar pode recorrer da decisão.


Impasse entre PM e Justiça deixa brigões de Gaviões e Mancha sem ‘castigo’
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O caso é emblemático no que diz respeito às dificuldades enfrentadas e, muitas vezes, criadas pelas autoridades para manter brigões longe dos estádios brasileiros.

Desde o dia 17 de março, seis integrantes da Gaviões da Fiel e dois da Mancha Alviverde, todos acusados de participação em briga que matou dois palmeirense em 2012, estão obrigados a se apresentar num batalhão da Polícia Militar. Isso nos dias de jogos de seus times como mandantes em São Paulo e até o julgamento do caso. Mas, por causa de um impasse que envolve Justiça e a PM, eles não estão cumprindo a medida restritiva aplicada pelo juiz. Nunca chegaram a cumprir, segundo um dos advogados de defesa.

O problema acontece porque a Polícia Militar, escorada numa determinação da Secretaria de Segurança Pública, não aceita a receber os réus. Assim, por enquanto, eles não têm onde ficar durante as partidas.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública enviou nota ao blog informando que “foram alterados os locais de cumprimento de medidas restritivas para torcedores”. E que agora “elas são realizadas no Corpo de Bombeiros, Instituto Médico Legal, Instituto de Criminalística e Rede de Reabilitação Lucy Montoro”. A resposta diz ainda que os locais de cumprimento são definidos pela Central de Penas e Medidas Alternativas, da Secretaria de Administração Penitenciária.

Procurada, a assessoria de imprensa da central não respondeu ao blog até a publicação deste post.

Por sua vez, Claudia Mac Dowell, promotora que ofereceu a denúncia contra os torcedores, confirmou que os réus não estão cumprindo a medida porque não foram recebidos pela PM. Ela disse também que, até esta quinta, não estava definido o local em que eles passarão a ficar. “Mais um motivo para muita frustração. A Polícia Militar diz que essa recusa teria ficado acertada numa reunião com a Secretaria de Segurança Pública para a qual eu não fui convidada, nem me consta que o juiz tenha sido”, escreveu a promotora em resposta ao blog, por mensagem via celular.

A falta de local não é o único problema. O despacho sobre a medida restritiva não fala que os réus têm que prestar serviços comunitários durante os jogos. Assim, o advogado de parte deles disse ao blog que não aceita que seus clientes sejam encaminhados para instituições em que teriam que desempenhar essas funções. Sob a condição de não ser identificado, o mesmo defensor afirmou que orientou os réus a ficarem em casa, com testemunhas, nos dias de jogos. E explicou ainda que eles não chegaram a cumprir a medida nenhuma vez, por conta da decisão da PM.

Nesse cenário, é praticamente impossível que, caso tentem, os corintianos atingidos pela medida não entrem no Morumbi para assistirem ao clássico de seu time com o São Paulo, neste domingo. Já os palmeirenses podem ir ao Mineirão porque a medida que valia para todos os jogos de Corinthians e Palmeiras no Brasil foi atenuada apenas para partidas em São Paulo, com seus clubes como mandantes ou no confronto entre ambos. Além disso, um dos integrantes da Mancha já tinha sido dispensado de se apresentar à PM nos dias de jogos por estar cursando faculdade de engenharia. Ele precisa apenas apresentar relatórios de frequência na faculdade.

Abaixo, veja na íntegra nota enviada ao blog pela assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública.

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Justiça decreta prisão preventiva de integrante da Gaviões da Fiel
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 Após ser acusado de participar de briga com torcedores do Vasco no aeroporto de Natal, na semana passada, Carlos Roberto de Britto Júnior, o “Neguinho”, integrante da Gaviões da Fiel, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Raphael Garcia Pinto no último dia 24. A partir desta quinta, ele passou a ser considerado foragido da Justiça, de acordo com a promotora Claudia Mac Dowell, que requisitou a prisão.

Ele é acusado de homicídio e formação de quadrilha com outros 14 corintianos da Gaviões. Todos teriam participado em 2012 de briga em que dois palmeirenses da Mancha Alviverde morreram.

Conforme mostrou o blog, em decisão inicial da Justiça, tomada em março, Neguinho e outros acusados estavam proibidos a ir a jogos do Corinthians em qualquer estádio do Brasil, tendo que comparecer a um batalhão da Polícia Militar duas horas antes das partidas. Porém, em maio, a medida foi alterada. Ficou vetada a presença deles apenas em partidas no Estado de São Paulo com o Corinthians como mandante. E em confrontos contra o Palmeiras também com mando do alviverde.

Em seu despacho, Pinto afirmou que a prisão cautelar de “Neguinho” é “medida que se impõe para garantir a ordem pública”.

“Todavia, ao que consta dos autos, mais uma vez o acusado encontra-se envolvido em brigas, tumultos e atos de violência entre torcedores organizados, evidenciando tratar-se de pessoa perigosa, violenta, audaciosa, que desrespeita a ordem pública, zomba do poder judiciário e acredita estar acima da lei”, escreveu o juiz.

O blog não conseguiu entrevistar David Gebara, advogado da Gaviões da Fiel, até a publicação deste post.

 


Detido em Natal tinha sido vetado em jogos fora, mas juiz aliviou ‘castigo’
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No dia 17 de março, o juiz Paulo de Abreu Lorenzino decidiu que Carlos Roberto de Brito Júnior, o “Neguinho”, entre outros membros da Gaviões da Fiel, estava proibido de frequentar estádios de futebol do Brasil em dias de jogos do Corinthians. Medida tomada, segundo ele, a fim de evitar novos episódios de violência.

Em 11 de maio, no entanto, o juiz modificou sua decisão. Determinou então, que Neguinho e os demais réus só fossem proibidos de ir aos jogos do Corinthians como mandante no Estado de São Paulo, devendo se apresentar a um batalhão da PM duas horas antes das partidas.

Pouco mais de dois meses após a decisão que o permitiu acompanhar o Corinthians pelo Brasil, Neguinho se envolveu em confusão. Ele é um dos corintianos que foram presos acusados de brigar e roubar o celular de um vascaíno em Natal, onde os dois times jogaram nesta quarta contra adversários diferentes.

A nova confusão, em tese, dá força ao recurso da promotora Claudia Mac Dowell, que tenta novamente estender a proibição para todos os jogos do Corinthians, em qualquer cidade do Brasil, como mandante ou visitante. Ela fez o pedido em março ao ser aceita sua denúncia contra 14 corintianos e 11 palmeirenses por, segundo ela, envolvimento na briga entre Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel que matou dois palmeirenses em 2012, na avenida Inajar de Souza, em São Paulo. A proibição de ir a todos os estádios do país enquanto correr o processo também foi pedida para os palmeirenses em jogos do alviverde.

“Prescindível que haja a segregação dos réus quando da ocorrência de jogos em outro Estado, que não o de São Paulo, bem como quando o jogo não for de mando do respectivo time”, escreveu o juiz ao mudar sua decisão.

A alteração foi feita após pedido dos defensores do palmeirense Tiago Lezo, membro da Mancha, para que ele fosse dispensado de se apresentar no batalhão da PM nos dias de jogos do time. Alegaram que a medida prejudicaria suas aulas na faculdade de engenharia.

Lorenzino, então, acatou a solicitação e dispensou o torcedor dessa obrigação. Em troca, ele tem que apresentar relatórios de sua frequência nas aulas a cada dois meses. Tiago é irmão de André, um dos mortos na briga na Inajar, que também provocou a morte de outro integrante da Mancha Alviverde, Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira.

A promotora disse ser impossível identificar os autores dos golpes que mataram o palmeirense.

Neguinho e outros torcedores foram acusados por ela de homicídio qualificado e formação de quadrilha ou bando.

Abaixo veja como era a decisão original do juiz. O nome de Neguinho aparece com erro.

 

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Agora veja como ficou a decisão após a mudança.

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Justiça não acha assessor de Andrés que é réu por morte de rivais. É fácil
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 Nesta quarta, às 17h42, o blog telefonou para o escritório do deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) em São Paulo procurando por Alex Sandro Gomes, o “Minduín”, secretário parlamentar do ex-presidente corintiano. Ele não estava, mas, às 18h04, ligou de volta. Ou seja, foi possível fazer em 22 minutos algo que a Justiça não conseguiu em meses: saber onde ele pode ser encontrado.

Gomes é um dos réus em processo referente ao assassinato de dois palmeirenses da Mancha Alviverde por corintianos da Gaviões da Fiel em 2012. Apesar de ser funcionário público nomeado por um deputado, com direito a publicação no Diário Oficial da União, ele está em local incerto e não sabido para a Justiça.

Por isso, no último dia 14, foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo um edital comunicando a denúncia feita contra Gomes e outros acusados não localizados para que eles se defendam por escrito em dez dias.

“Se não forem localizados, o processo pode ficar suspenso em relação a eles por 20 anos, sem prescrição de pena, mas segue em relação aos outros”, explicou ao blog a promotora Cláudia Ferreira Mac Dowell, que apresentou a denúncia, aceita pela Justiça em março deste ano.

Por sua vez, “Minduín” diz que nem estava no local do crime, a avenida Inajar de Souza, onde aconteceu uma das mais violentas batalhas entre as duas torcidas organizadas. “Achei que você estava me ligando para dizer que retiraram a acusação. Só fico sabendo desse processo por você (o blog telefonou para ele quando a denúncia foi feita). Não recebei nada da Justiça, não conheço a denúncia”.

Não recebeu porque os oficiais de Justiça não foram ao escritório de Andrés, onde Gomes trabalha. Ele foi procurado em outros três endereços em que não estava. Entre eles, o Sindicato dos Bancários.

“Pode me mandar o número do processo? Vou ver, mostrar para meu advogado e depois te respondo”, disse o secretário parlamentar. Ele não entrou mais em contato com o blog.

Além de Gomes, até ontem não tinham sido localizados pela Justiça os réus Damião Rogério Fagundes de Oliveira, Jefferson Lucena de Oliveira e Bruno Sérgio da Silva.

O secretário parlamentar e mais 13 integrantes da Gaviões são acusados de homicídio qualificado (por motivo torpe) e formação de bando ou quadrilha. Onze membros da Mancha foram denunciados formação de quadrilha ou bando por causa da mesma briga. Na batalha morreram Andrés Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira.

Ninguém foi acusado de dar os golpes que provocaram as mortes, pois foi impossível identificar os autores. Mas a denúncia do Ministério Público aponta “Minduín” e outros corintianos como organizadores e participantes do confronto. Além de convocar membros da torcida para a batalha, eles teriam acompanhado o deslocamento dos brigões por rádio e celular.

 


Burocracia dá brecha para torcedores barrados irem a clássico em Itaquera
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Desde 17 de março, seis membros da Gaviões da Fiel e dois da Mancha Alviverde estão obrigados a comparecer a batalhões da Polícia Militar em dia de jogos de seus times. Porém, um mês após a decisão, apenas dois corintianos e um palmeirense foram oficialmente intimados e estão obrigados a cumprir a ordem judicial. Assim, os outros cinco podem alegar que não têm conhecimento da determinação e irem ao clássico entre as duas equipes neste domingo, em Itaquera.

As informações foram confirmadas ao blog pela promotora Cláudia Ferreira Mac Dowell. A Justiça aceitou denúncia dela transformando 14 integrantes da Gaviões em réus em processo pela morte de dois palmeirenses num confronto em 2012.

Onze integrantes da Mancha que teriam participado da mesma briga, na Zona Norte de São Paulo, são acusados de formação de quadrilha ou bando, crime também imputado aos corintianos.

Segundo a promotora, dos torcedores obrigados a permanecer em batalhões da PM em dias de jogos apenas Carlos Alberto de Brito Júnior, o Neguinho, Antonio Alan Souza Silva, o Donizete, ambos corintianos, e o palmeirense Tiago Alves Lezo, irmão de André, morto na briga, já foram intimados e devem se apresentar à Polícia Militar neste domingo duas horas antes do clássico, ficando lá até 120 minutos após o final da partida.

Ainda não são considerados oficialmente intimados, de acordo com a promotora, os corintianos Mário Batista, o Magoo, Reinaldo Gilberto Alves, o Ade, Wagner da Costa, o B.O, e Damião Rogério Fagundes, o Pererê. Na mesma situação está o palmeirense Jefferson Lucena de Oliveira.

O clássico acontece menos de 24 horas após novas mortes de torcedores organizados. Na noite de sábado, oito membros da corintiana Pavilhão 9 foram baleados depois de a sede da torcida ser invadida por dois homens encapuzados e morreram. Até a publicação deste post a polícia não tinha pistas sobre os autores do crime e nem indício de rixa com outra torcida como motivação para a chacina.