Blog do Perrone

Arquivo : brasileirão

Opinião: onze episódios mostram decadência do futebol brasileiro
Comentários Comente

Perrone

Abaixo confira 11 fatos que mostram o futebol brasileiro em profunda decadência.

1- Jogadores empurrando ambulância em campo até pegar no tranco.

2 – Gramado do Maracanã, palco de duas finais de Copa do Mundo, em péssimas condições.

3 – Um clube do tamanho do Santos sendo eliminado na Libertadores após tomar 3 a O nos tribunais por escalar jogador suspenso diante do Independiente.

4  – Cenas de vandalismo protagonizadas por torcedores do Santos no Pacaembu para protestar contra a punição na Libertadores.

5 – Guerra pública entre presidente e vice do Santos, acusações de ameaça de morte e barracos na Vila Belmiro.

6 – Times grandes assumidamente jogando como pequenos.

7 – Jogador (Deyverson, do Palmeiras), comemorando falta recebida.

8 – Felipão tentando e não conseguindo fazer substituição no último minuto dos acréscimos para ganhar tempo.

9 – O técnico do Palmeiras sendo questionado em entrevista coletiva se escondeu Bruno Henrique e Borja na chegada ao Allianz Parque para confundir o Cruzeiro em jogo vencido pelo rival. Ele nega.

10 – Dirigentes pressionando a arbitragem sem constrangimento.

11 – A CBF calada diante de todas as queixas contra ela.

 


Opinião: com alma, experiência e técnica São Paulo cumpre missão
Comentários Comente

Perrone

Depois de um cruzamento de Nenê, Diego Souza fez o gol da vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Bahia neste sábado (8), no Morumbi. A jogada resume o que o (novamente) líder (provisório) do Brasileirão teve de melhor na partida: alma, experiência e técnica.

A alma foi necessária para não desistir de lutar numa partida marcada por um primeiro tempo difícil para os donos da casa. Nenê mostrou o espírito brigador ao berrar para chacoalhar os companheiros após um vacilo da defesa na etapa inicial.

No segundo tempo, Diego fez o gol jogando com a cabeça enfaixada após literalmente dar o sangue. Ele ainda quebrou um galho por alguns momentos na zaga enquanto Bruno Alves, com o rosto sangrando, recebia atendimento.

A experiência veio com a dupla de veteranos, que não se desesperou diante dos obstáculos e soube aproveitar o espaço dado pela defesa baiana para balançar a rede.

Os dois também exibiram a técnica diferenciada que possuem no cruzamento certeiro de Nenê e no arremate preciso de Diego.

A precisão, porém, não foi uma constante da dupla e do restante do time são-paulino no jogo, mas bastou para a vitória. No primeiro tempo, os paulistas erraram as sete finalizações que fizeram.

Uma brusca queda de rendimento do Bahia na etapa final ajudou a tarefa da equipe de Aguirre, que cumpriu sua missão sem folga no placar. Não importa, 1 a 0 era o que bastava.


Dribles e lançamentos. O outro lado de Felipe Melo
Comentários Comente

Perrone

Marcado pelas faltas violentes que comete e pelos cartões recebidos, Felipe Melo ostenta no Campeonato Brasileiro estatísticas que o definem como um jogador importante para a equipe não só na destruição (é o quarto palmeirense que mais desarma na competição).

De acordo com dados do site “Footstats”, o volante é o segundo maior driblador alviverde no Brasileirão ao lado de Dudu. Cada um acertou nove dribles, mas Melo fez dois jogos a menos que o colega. Willian é o primeiro no ranking de dribladores do time com 13 fintas.

O volante é o sexto que mais acerta passes (458). Ele também contribui para a armação de jogadas sendo o quinto que mais fez lançamentos até aqui. Foram 31 em 14 partidas.

Neste domingo, na vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense, Melo deu sua primeira assistência no campeonato ao ajudar Hyoran a balançar as redes.

No mesmo jogo ele aplicou chapéu em um adversário e acertou uma bola na trave. A atuação em nada lembrou o atleta que foi expulso no começo da partida contra o Cerro Porteño pelas oitavas de final da Libertadores e que lidera o ranking de cartões amarelos do time no Brasileiro. O volante já foi punido nove vezes no Nacional deste ano.

 


Palmeiras é o time que mais bate e dribla no Brasileirão
Comentários Comente

Perrone

Números do site “Footstats” mostram o Palmeiras como um time que joga duro sem abolir o futebol bonito e ofensivo no Brasileirão.

Resumindo: o time de Felipão (e antes de Roger Machado) é o que mais faz faltas no campeonato e, ao mesmo tempo, o que mais dribla.

Quarto colocado na classificação, o alviverde comete em média 18,5 faltas por jogo. O Vitória, 14º colocado, é o segundo mais faltoso, com média de 18 infrações por partida.

Na contramão desse indicativo de futebol feio, o Palmeiras, de jogadores habilidosos, lidera o ranking de dribles do campeonato nacional. São 4,2 fintas certas em média por jogo. Willian é o principal driblador palmeirense com 13 dribles certos em 17 apresentações.

O estilo pragmático de Felipão também pode ser notado pelo número de desarmes. O alviverde é a segunda equipe que mais desarma no Brasileirão. Sua média é de 18,8 por jogo. Só o Flamengo (19,6) tem número superior.

Outro dado que reforça a imagem de time mordedor é o número de cartões amarelos. Os palmeirenses levaram 63 advertências no Brasileirão até agora. Só o líder São Paulo e o Vitória receberam mais amarelos. Foram 64 cada.

As quantidades de faltas e desarmes podem sugerir que o Palmeiras é o tipo de time que fica pouco com a bola e joga por uma chance para matar a partida.

Isso não é verdade. Os comandados de Scolari costumam ficar mais com a bola do que seus adversários. A média é de 53% de posse de bola por jogo. É a sexta melhor marca do campeonato. O Grêmio lidera esse ranking com 55,7%.

Quarto melhor ataque do Brasileiro com 31 gols, o Palmeiras é o segundo time que mais acertou finalizações até aqui ao lado do Flamengo. São 119 arremates certos para cada. Só o Atlético-MG tem marca melhor: 127 finalizações certas.

Assim, o pacote estatístico retrata o Palmeiras como um time que busca equilíbrio entre defesa e ataque, algo que tem conseguido.


Liderança do Flamengo dificulta saída imediata de Paquetá
Comentários Comente

Perrone

A liderança do Flamengo no Brasileirão dificulta a saída de Lucas Paquetá neste momento. O discurso da diretoria tem sido de liberar o promissor atleta agora só com o pagamento da multa de 50 milhões de euros (R$ 216,69 milhões). Mesmo jovem, ele é visto como peça fundamental para a conquista do título brasileiro ou de outra competição na temporada.

Nesse cenário, a alternativa que aparece como mais viável para clubes europeus interessados nele é negociar um valor abaixo da cláusula de rescisão,  mas com a permanência do jogador pelo menos até dezembro, mediante o pagamento de uma determinada quantia de forma imediata.

O estafe de Paquetá tem sido procurado por times da Europa, mas mantém o nome dos pretendentes em sigilo. Durante a fase de preparação da seleção brasileira para a Copa da Rússia, o empresário do meia, Eduardo Uram, esteve em Londres para ouvir interessados. Na ocasião, a conversa mais firme foi de uma equipe inglesa, que também teve seu nome protegido.


Como briga política pressiona ainda mais árbitro de Corinthians x Palmeiras
Comentários Comente

Perrone

A briga entre o grupo político de Marco Polo Del Nero, situacionista na CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, aumenta a pressão sobre o árbitro do clássico entre Corinthians e Palmeiras neste domingo.

Anderson Daronco já entraria pressionado pelo imbróglio no final do Campeonato Paulista e pelas críticas do Dérbi que apitou em novembro de 2017. Porém, pelo fato de a revolta do alviverde com a FPF ter reflexos na crise política entre Bastos e a cúpula da CBF, a situação do árbitro fica mais delicada.

Um eventual erro grave do juiz a favor do Corinthians deverá dobrar a ira palmeirense. A entidade paulista deixaria de ser o único foco de revolta do clube comandado por Maurício Galiotte. Como o jogo é pelo Brasileirão, a confederação entraria na mira.

Caso uma falha gritante aconteça a favor do Palmeiras, será a vez de o Corinthians disparar contra a CBF. Vale lembrar que Andrés Sanchez é aliado histórico de Bastos. O presidente corintiano não votou em Rogério Caboclo, eleito para assumir a confederação a partir de abril do ano que vem com indicação de Del Nero. Há um histórico de rusgas entre o deputado federal petista e o cartola banido do futebol pela Fifa (ele vai recorrer).

Mais do que isso, o mandatário da FPF pretendia se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu devido à manobra que fez Caboclo, ungido por Del Nero, ser candidato único.

Nesta semana, como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o cartola paulista foi retirado de seu cargo na Conmebol pelo atual presidente da CBF, Coronel Nunes. Ele também não vai cuidar mais das Séries B e C do Brasileiro. Os dois postos davam ao dirigente proximidade com cartolas de clubes. O substituto de Bastos na confederação sul-americana será Nunes. É comum presidentes das entidades nacionais ocuparem cargos na Conmebol. O dirigente paulista assumira o posto porque Del Nero não viajava para as reuniões no Paraguai com receio de ser preso por causa de acusações de corrupção que sofre nos Estados Unidos. Ele nega ter cometido crimes.

Nesse cenário bélico, uma atuação impecável de Daronco no clássico é fundamental para a CBF deixar a bomba só nas mãos da FPF. A solução rápida de uma dúvida do juiz consultando seus auxiliares, por exemplo, seria uma “aula” para a entidade chefiada por Bastos. A crise com o Palmeiras começou porque no segundo jogo da final estadual a arbitragem demorou para cancelar um pênalti que havia sido marcado para o alviverde contra o alvinegro. A demora deu início às suspeitas palmeirenses de que houve irregular interferência externa na decisão.

Para esquentar mais o caldeirão do clássico, há um histórico recente de desentendimento entre os jogadores dos times. Os últimos duelos também demonstraram disposição dos atletas em apitar os jogos, pressionando o juiz sempre que possível. Isso aconteceu justamente com Daronco no Dérbi do segundo turno do Brasileirão do ano passado, com muita reclamação palmeirense.

Essa explosiva combinação de fatores fará com que o gramado da Arena Corinthians se transforme num campo minado para a equipe de arbitragem.

 


Mesmo com bom resultado, São Paulo dá motivos para torcida se preocupar
Comentários Comente

Perrone

Empatar com o Ceará em Fortaleza, sem gols, foi sem dúvida um bom resultado para o São Paulo. Afinal, a equipe paulista termina a segunda rodada do Brasileirão invicta e sem tomar gols. Num campeonato longo, é um começo confortável. Porém, a maneira como o tricolor do Morumbi jogou neste domingo dá mais motivos para sua torcida se preocupar do que comemorar.

A dor de cabeça é principalmente a anemia ofensiva da equipe de Diego Aguirre. No segundo tempo, por exemplo, foram praticamente só duas chances são-paulinas para marcar, ambas no final.

Por outro lado, apesar de demonstrar organização defensiva, o São Paulo deu espaço para o adversário trocar passes no ataque e criar oportunidades. O Ceará esteve perto de balançar as redes no final do jogo.

Dolorosa para o torcedor também é a falta de ambição do São Paulo, que demonstrou durante a partida aceitar bem o empate como resultado.

Pela diferença de investimento na montagem dos dois times, era obrigatório que o clube paulista fosse obcecado pela vitória do começo ao fim. É assim que joga fora de casa quem quer ser campeão brasileiro.

O alívio para o fã são-paulino é que há tempo de sobra para Aguirre fazer a equipe evoluir. Principalmente do meio para frente.

 


Brasileirão começa com voo em jato de Leila Pereira para 14 conselheiros
Comentários Comente

Perrone

Para 14 sortudos conselheiros do Palmeiras o Brasileirão começou com direito a acompanhar o time fora de casa viajando de jato particular e sem pagar pela mordomia. O pacote teve ainda uma refeição leve no hotel da delegação alviverde no Rio, encontro com o presidente do clube, Maurício Galiotte, e ida para o estádio em van do estafe palmeirense. Os felizardos foram convidados por Leila Pereira para assistirem ao empate em um gol com o Botafogo, na última segunda (16).

Os convites da patrocinadora do clube a colegas de conselho deliberativo para seguirem o time com estilo refinado se tornaram rotineiros. E são vistos por parte dos aliados do ex-presidente Mustafá Contursi como uma estratégia para angariar apoio político.

Porém, cinco dos participantes do “bate e volta” ouvidos pela reportagem afirmaram que não se falou de política durante a viagem. Isso num momento em que pelo menos dois assuntos fervem no conselho. Um é a mudança estatutária que pode incluir aumento no mandato do presidente de dois para três anos. O outro é o novo formato do contrato entre Crefisa e Palmeiras, que é contestado pelo conselho de orientação fiscal.

Antes, o clube só precisava devolver para a patrocinadora a receita que arrecadasse com a revenda de atletas bancados por ela. Em caso de prejuízo, ele seria só da empresa. O lucro ficaria todo com o Palmeiras. Mas após cobrança da Receita Federal, o acordo foi alterado. Em qualquer situação, o Palmeiras precisa devolver o dinheiro. Assim, se um jogador ficar sem contrato e sair de graça, o alviverde tem que cobrir o rombo. O conselho fiscal quer outra solução por entender que essa é arriscada para o clube. Já a diretoria não vê grandes riscos. Calcula que se um jogador sair gratuitamente, a venda de outro deve compensar o prejuízo.

Apesar de o tema ser palpitante, ele não foi discutido durante o passeio ao Rio. É o que asseguram os conselheiros Antônio Carlos Corcione, Antônio Henrique Silva, Edis Caberlin, Manoel Dantas Pinheiro Filho e Luciano Henrique Silva.

Porém, integrantes da exclusiva comitiva explicam a motivação para o passeio de diferentes formas.

“Eu tenho enorme alegria em poder convidar conselheiros que são companheiros para ver o Palmeiras jogar em partidas que vou com meu avião em jogos aqui no Brasil e fora, pela Libertadores. E também os convido para ir ao nosso camarote”, disse Leila por meio de sua assessoria de imprensa. Sem fazer segredo, ela postou foto do grupo na aeronave numa rede social.

“Ela nos convidou para a gente dar um apoio ao time e à diretoria no início do Brasileiro. Pra mostrarmos que estamos juntos”, declarou Antônio Henrique. Ele estava acompanhado de dois filhos, também conselheiros.

Para Corcione, a empresária não gosta de viajar com a aeronave vazia para acompanhar o Palmeiras. “Ela sempre nos diz que é muito triste usar o avião dela e viajar sozinha. Deve ser mesmo”, afirmou o conselheiro.

“A Leila é poderosa, tem um avião com 15 lugares, não precisa explicar porque está convidando. Ela me convidou, e eu fui”, disparou Caberlin, que conta ser antigo diretor de sinuca do clube. Ele completou 71 anos no dia da viagem. “Foi até um presente de aniversário pra mim. Mas não muda nada no meu conceito político”, explicou o conselheiro que se define como quem nunca fez oposição a presidentes da agremiação.

Dos cinco conselheiros que conversaram com a reportagem, apenas Manoel Dantas afirmou que foi procurado antes por Galiotte para falar sobre a viagem. “Ele (presidente) me ligou e disse: ‘Dantas, quer ir pro Rio ver o jogo? A Leila tá montando um grupo pra ir no avião dela e talvez ela te ligue’. Ela me ligou e eu aceitei. Fui convidado e viajei com o (Arnaldo) Tirone, o Paulo (Nobre, ambos ex-presidentes). Não tem nada demais. Não se falou de política, de estatuto, de nada. Ela convidou mais de 14 pessoas, eu não sou de panela nenhuma”, falou Dantas.

A turma montada por Leila saiu de São Paulo entre 14h e 15h, lanchou no mesmo hotel em que estava a equipe, sem encontrar os jogadores mas com a presença de Galiotte.

O retorno foi na correria, logo depois da partida. Não deu tempo de jantar na Cidade Maravilhosa. “Mas ela (Leila) serviu um lanche caprichado no avião”, contou Antônio Henrique. Ele não entregou qual foi o cardápio oferecido na aeronave, apelidada jocosamente por um adversário político da empresária de “Aero Estatuto”.

Com Danilo Lavieri, do UOL Esporte, em São Paulo


Campeão, Corinthians ensinou nova fórmula para vencer o Brasileirão
Comentários Comente

Perrone

Consagrado como campeão brasileiro de 2017 nesta noite diante do Fluminense, o Corinthians deixa como principal legado uma nova forma de disputar o principal torneio do país. O alvinegro provou que é possível praticamente assegurar a conquista já no primeiro turno, ainda que o rendimento da equipe despenque na etapa final.

O desempenho quase perfeito do time de Fábio Carille na primeira “perna” da competição entrou para a história e sustentou os corintianos na liderança mesmo com a perda de gás na metade final da disputa. Fica a lição para os próximos anos. Concentração total na primeira parte do Nacional pode tornar o triunfo irreversível. Principalmente com a Libertadores mais longa, como foi esse ano.

Não estar na competição sul-americana e não ter ido longe em outros torneios ajudou o Corinthians, mas o título veio muito mais por méritos do clube do que por adversários terem escalados reservas em determinados momentos. Os corintianos também sofreram baixas e superaram os problemas com elenco mais modesto do que os favoritos Flamengo e Palmeiras.

Outra herança deixada pelos alvinegros foi seu estilo de jogo,  que acabou sendo adotado por parte significativa das equipes. A estratégia de recuar a marcação, minimizando a importância da posse de bola, e apostando em contra-ataques, virou tendência.

Porém, seria injusto lembrar do novo campeão nacional como um time que joga na retranca ou por uma bola. Dos pés dos alvinegros  também saíram golaços, dribles desconcertantes e fulminantes triangulações.

Para escolher um imagem que simbolize o campeão, fico com a de dois ou três jogadores rodando perto da bola para da opção a um colega marcado. Esse carrossel, frequente na etapa inicial do Brasileirão, costumava desorientar rivais. Mas a cena rareou no segundo turno.

 


Opinião: quatro erros de Carille
Comentários Comente

Perrone

1 – Insistência

O treinador mantém na equipe atletas que tem jogado mal repetidamente, como Rodriguinho e Jadson. Romero segue sendo importante taticamente, mas deixou de marcar gols faz tempo. Como atacante, não justifica sua presença no time titular, porém, não é sacado pelo técnico. Carille nega ser teimoso e diz que não desiste dos jogadores. Parece não ter medo de afundar abraçado com eles.

2 – Falhas táticas

O Corinthians do segundo turno não é tão compacto quanto o do primeiro. Quem está com a bola não tem mais dois ou três colegas próximos para fazer o passe. As triangulações, antes letais, pouco acontecem. O treinador não consegue corrigir os defeitos, enquanto o time parece estar cansado. Mudar o esquema tático poderia ser uma solução. Mas Carille descarta essa opção.

3 – Promessa da base esquecida

Xodó da torcida, Pedrinho deixou de ser aproveitado pelo técnico. O jovem seria uma boa alternativa para tentar estancar a decadência do meio-campo. Ele treina normalmente, mas não tem sido lembrado pelo treinador nas substituições.

4 – Falta de ousadia

No segundo turno, o líder Corinthians mostra mais preocupação em administrar sua vantagem na tabela do que em obter vitórias para assegurar o título. Foi o que aconteceu no empate com o Grêmio na última quarta. Treinador e jogadores não esconderam em suas entrevistas o comportamento cauteloso.