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Opinião: ruindade da Libertadores contamina. Palmeiras é exemplo
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Perrone

A rodada decisiva das oitavas de final da Libertadores foi repleta de bizarrices que mostram porque, na opinião deste blogueiro, os clubes brasileiros deveriam se recusar a disputar o torneio.

Não há motivo para seguir disputando uma competição que tem julgamento em dia de jogo, como aconteceu com o Santos, invasão de campo (também envolvendo santistas), cadeiras e outras “armas” voando nas arquibancadas, árbitros coniventes com a cera de quem está em vantagem, estádios inseguros e violência descabida nos gramados.

Enquanto a Conmebol não se mexer para acabar com essas mazelas, as equipes nacionais deveriam ficar fora desta barca furada.

Mas o movimento é no sentido contrário. Os times brasileiros não só ficam na competição como se contaminam com a ruindade dela.

Seguir disputando a Libertadores é assumir o risco de regredir. O melhor exemplo disso é o Palmeiras.

Clube com elenco mais caro do país, o alviverde desceu dez andares e fez um jogo quase que só de catimba com o Cerro Porteño na última quarta.

Felipe Melo mais uma vez foi expulso, mas seu caso não entra na conta. Ele apronta dessas em qualquer campeonato.

No geral, o Allianz Parque parece ter sido tomado pelo espírito medieval que predomina na Libertadoes. Gandulas retardando o reinício da partida, brigando e sendo expulsos. Deyverson passando vergonha ao simular levar uma bolada depois de chegar ao absurdo de comemorar ter recebido uma falta. O ambiente estava tão contaminado pelo instinto primitivo que Deyverson saiu de campo expulso com pose de herói.

É constrangedor ver um clube com um investimento tão alto como o Palmeiras assegurar a vaga investindo em faltas, catimbas e com derrota por 1 a 0 em casa para uma equipe que custa muito menos.

O cenário natural seria o alviverde brilhar com lances técnicos de Dudu e Lucas Lima, entre outros. Porém, com a participação decisiva de Felipão, o que se viu foi a troca da técnica pelo futebol pobre da maioria dos participantes da Libertadores.

Claro que não precisa ser assim. Prova disso é o Grêmio, atual campeão e que segue forte na disputa jogando bola. Mas também a equipe gaúcha deveria repensar se vale se expor numa competição de nível subterrâneo.


Opinião: Santos falhou feio em ‘caso Sánchez’. Mas Conmebol errou mais
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O Santos foi extremamente amador ao permitir a escalação de Carlos Sánchez contra o Independiente pelo primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores estando suspenso.

O clube deveria, como alega a Conmebol, entrar em contato com a entidade para ter segurança jurídica sobre a situação.

Faltou cuidado. Foi um desleixo que aumenta a avalanche de problemas enfrentados pela direção santista e consolida o atual momento do clube como um dos piores de sua história.

O presidente José Carlos Peres encara dois pedidos de impeachment. Uma série de denúncias assola a sua administração e as anteriores.

E agora o alvinegro tem que lidar com a punição da Conmebol que transformou o empate sem gols na Argentina em vitória do Independiente por 3 a 0.

Mesmo com tudo isso, na opinião deste blogueiro, a Conmebol é mais culpada pela lambança do que o Santos.

Como de praxe, um representante da entidade verificou a escalação santista antes do jogo e se calou diante da presença de Sánchez. Caberia a ele saber da suspensão e impedir a presença do jogador. Em seguida, o clube brasileiro mereceria alguma punição administrativa pela tentativa de utilizar um atleta suspenso. Mas nada que alterasse o resultado em campo.

Isso teria evitado todo o imbróglio que pode se arrastar nos tribunais da vida a partir de um recurso santista.

Infelizmente, é comum em muitas competições a entidade responsável só se atentar para usos irregulares de jogadores depois de o estrago feito.

Sendo assim, essa não é a maior pisada de bola da Conmebol no caso. O problema maior é ter deixado o julgamento para esta terça, mesmo dia do segundo confronto entre as equipes.

Ou seja, além de precisar ganhar por 3 a 0 para levar a disputa para os pênaltis ou por uma vantagem de quatro gols para se classificar diretamente, o Santos não terá tempo de preparar uma estratégia para missão tão difícil.

A confederação sul-americana tinha a obrigação de ser mais célere. O julgamento deveria ter ocorrido já na última sexta para Cuca ter um tempo mínimo de preparo tático e emocional de seu time.

O julgamento na data do jogo só aumenta a sensação de que a Libertadores é mesmo um torneio de segunda linha. Uma competição marcada pela repetição de falhas estruturais, episódios bizarros e pouca evolução.


Santos teme efeito de “traição” de Coronel Nunes na Conmebol
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Diretoria e conselheiros do Santos temem que o julgamento do caso “Sánchez” na Conmebol, na próxima segunda, tenha componente político.

Os santistas avaliam que a CBF está enfraquecida na entidade por conta do voto de seu presidente, Coronel Nunes, no Marrocos como sede para a Copa de 2026. Os países da entidade sul-americana tinham combinado votar em bloco na candidatura tripla de Canadá, México e Estados Unidos, que saiu vencedora.

O gesto do dirigente foi visto como traição e gerou duras críticas de cartolas da Conmebol à CBF.

Na diretoria do Santos, assim como no conselho do clube, há quem acredite que pode haver má vontade com os argumentos do clube como forma de retaliação à confederação brasileira.

O receio aumenta porque Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, foi afastado de seu posto na entidade sul-americana pela CBF. O afastamento aconteceu depois de ele tentar, sem sucesso, lançar candidatura de oposição a Rogério Caboclo, que assumirá a presidência em abril do ano que vem.

Bastos era visto pelos clubes paulistas como único representante de seus anseios na Conmebol e conhecedor dos meandros da entidade.

Desde que estourou a denúncia de que Carlos Sánchez teria jogado suspenso contra o Independiente pela Libertadores, Peres buscou apoio da CBF e também de Bastos para tentar minimizar o cenário considerado hostil nos bastidores.

Outra preocupação é em relação à influência do clube argentino. Os santistas consideram o Independiente forte nos bastidores. Um dos argumentos usados como suposta prova dessa força é a rapidez com que a confederação sul-americana abriu investigação contra o Santos.

O discurso da direção santista é de que se o julgamento for técnico, o clube está seguro, pois acredita ter argumentos convincentes.

O alvinegro contratou o advogado Mário Bittencourt, responsável por salvar no “tapetão” o Fluminense do rebaixamento para a série B em 2013.

O Santos corre o risco de ser declarado derrotado por 3 a 0 na partida na Argentina, que terminou com empate sem gols.


Crise de presidente da CBF com Conmebol atrapalha clubes brasileiros
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O atrito do presidente da CBF, coronel Nunes, com a Conmebol deixa em situação constrangedora os clubes brasileiros que disputam competições da entidade.

Hierarquicamente, ele é quem deve apresentar pedidos dos times nacionais na confederação sul-americana. Porém, o dirigente passou a ser visto como traidor depois de votar no Marrocos como sede da Copa do Mundo de 2026. O combinado era o continente inteiro votar na candidatura de Estados Unidos, México e Canadá.

Em tese, não há clima para o coronel fazer pedidos, como o veto a um juiz em jogo de Libertadores, por exemplo, em nome de equipes brasileiras.

A situação fica mais delicada porque Reinaldo Carneiro Bastos, que era o porta-voz de ao menos parte dos times brasileiros na Conmebol, não tem a confiança da cúpula da CBF.

Presidente da FPF, ele foi afastado de seus cargos na Conmebol e na Confederação Brasileira depois de tentar se candidar à sucessão de Marco Polo Del Nero.

 


Como briga política pressiona ainda mais árbitro de Corinthians x Palmeiras
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A briga entre o grupo político de Marco Polo Del Nero, situacionista na CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, aumenta a pressão sobre o árbitro do clássico entre Corinthians e Palmeiras neste domingo.

Anderson Daronco já entraria pressionado pelo imbróglio no final do Campeonato Paulista e pelas críticas do Dérbi que apitou em novembro de 2017. Porém, pelo fato de a revolta do alviverde com a FPF ter reflexos na crise política entre Bastos e a cúpula da CBF, a situação do árbitro fica mais delicada.

Um eventual erro grave do juiz a favor do Corinthians deverá dobrar a ira palmeirense. A entidade paulista deixaria de ser o único foco de revolta do clube comandado por Maurício Galiotte. Como o jogo é pelo Brasileirão, a confederação entraria na mira.

Caso uma falha gritante aconteça a favor do Palmeiras, será a vez de o Corinthians disparar contra a CBF. Vale lembrar que Andrés Sanchez é aliado histórico de Bastos. O presidente corintiano não votou em Rogério Caboclo, eleito para assumir a confederação a partir de abril do ano que vem com indicação de Del Nero. Há um histórico de rusgas entre o deputado federal petista e o cartola banido do futebol pela Fifa (ele vai recorrer).

Mais do que isso, o mandatário da FPF pretendia se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu devido à manobra que fez Caboclo, ungido por Del Nero, ser candidato único.

Nesta semana, como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o cartola paulista foi retirado de seu cargo na Conmebol pelo atual presidente da CBF, Coronel Nunes. Ele também não vai cuidar mais das Séries B e C do Brasileiro. Os dois postos davam ao dirigente proximidade com cartolas de clubes. O substituto de Bastos na confederação sul-americana será Nunes. É comum presidentes das entidades nacionais ocuparem cargos na Conmebol. O dirigente paulista assumira o posto porque Del Nero não viajava para as reuniões no Paraguai com receio de ser preso por causa de acusações de corrupção que sofre nos Estados Unidos. Ele nega ter cometido crimes.

Nesse cenário bélico, uma atuação impecável de Daronco no clássico é fundamental para a CBF deixar a bomba só nas mãos da FPF. A solução rápida de uma dúvida do juiz consultando seus auxiliares, por exemplo, seria uma “aula” para a entidade chefiada por Bastos. A crise com o Palmeiras começou porque no segundo jogo da final estadual a arbitragem demorou para cancelar um pênalti que havia sido marcado para o alviverde contra o alvinegro. A demora deu início às suspeitas palmeirenses de que houve irregular interferência externa na decisão.

Para esquentar mais o caldeirão do clássico, há um histórico recente de desentendimento entre os jogadores dos times. Os últimos duelos também demonstraram disposição dos atletas em apitar os jogos, pressionando o juiz sempre que possível. Isso aconteceu justamente com Daronco no Dérbi do segundo turno do Brasileirão do ano passado, com muita reclamação palmeirense.

Essa explosiva combinação de fatores fará com que o gramado da Arena Corinthians se transforme num campo minado para a equipe de arbitragem.

 


Saiba o que os clubes querem para a Libertadores do futuro
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Na última quarta, os clubes brasileiros pela primeira vez participaram de uma reunião da liga que reúne times sul-americanos, criada recentemente. O principal tema do encontro foi financeiro. Os dirigentes já conseguiram que a Conmebol dobrasse a quantia que paga a eles pela Libertadores, mas querem conhecer todos os contratos e conferir se a entidade agora repassa 70% de tudo que arrecada no torneio para os participantes, como alega. Além de grana, a nova associação discute uma série de mudanças para o principal torneio do continente. Veja abaixo as principais.

América do Norte

Durante a reunião na sede do Boca, a LDU sugeriu que os norte-americanos comecem a disputar a Libertadores. A ideia agradou aos participantes e já tinha sido discutida por parte deles. Os cartolas argumentam, entre outros motivos, que a presença dos times dos Estados Unidos atrairia importantes emissoras de TV e grupos de comunicação daquele país, gerando melhores receitas. A sugestão chegou a ser feita para a antiga diretoria da Conmebol. Porém, a entidade alegou que a entrada dos norte-americana aumentaria as distâncias a serem percorridas pelos clubes, o que inviabilizaria o projeto. Uma das possibilidades discutidas agora é de que o torneio aconteça durante o ano inteiro, o que daria mais tempo para os times se recuperarem do desgaste.

 

Justiça desportiva 

Os cartolas querem uma reforma nas regras utilizadas para punir clubes durante as competições, principalmente em relação a atos provocados pelos torcedores. O argumento dos dirigentes é de que a Libertadores é uma competição sul-americana com penas suíças. Querem que as regras levem em consideração os hábitos dos torcedores do continente. Outro ponto é responsabilizar menos os clubes pelos atos de seus fãs. Pedem drástica diminuição de castigos como jogar com portões fechados, além de colaboração da polícia e da Justiça dos países envolvidos para impedir torcedores que causaram problemas de irem às partidas.

TV

Os dirigentes também elaboram uma proposta para que tenham participação no lucro obtido por quem compra o direito de transmitir as partidas e revende para emissoras. Pretendem estabelecer uma porcentagem que seria obrigatoriamente repassada aos clubes em caso de revenda.

Participação nas decisões

Assumir o controle da organização da Libertadores não está nos planos dos dirigentes sul-americanos, porém eles querem poder de decisão para definir questões como regulamento e tabelas.

Participação em todas receitas

A Conmebol só repassa aos clubes a receita obtida com a venda de direitos de transmissão da Libertadores. Agora, os dirigentes querem ter acesso a todos os contratos comerciais para poder reivindicar uma fatia de cada um. Na reunião de quarta-feira, chegou até a ser aventada a possibilidade de os clubes abandonarem a edição atual do torneio se a Conmebol não entregar cópias desses acordos. Porém, o abandono ainda é uma hipótese distante.


Corintianos temem retaliações da Conmebol por causa de Andrés
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Existe o temor de parte dos dirigentes do Corinthians de que as relações do clube com a Conmebol piorem ainda mais após o evento organizado por Andrés Sanchez na última quarta.

A posição oficial da diretoria é de que o clube não participou da organização da reunião da última quarta em que foram feitos protestos contra as cotas pagas pelas atuações na Libertadores.  Apenas cedeu o espaço para Andrés. Isso apesar de Roberto de Andrade, vice de futebol, ter participado. O presidente Mário Gobbi  também esteve lá, mas ficou por pouco tempo.

Assim, pelo menos por enquanto, o alvinegro não se coloca na posição de confrontar a confederação. O receio de alguns dos cartolas é de que a Conmebol  passe a ver o Corinthians como líder do movimento. E que o clube sofra retaliações, como não ter pedidos atendidos ou sofrer punições rigorosas em eventuais julgamentos.

Neste ano, os corintianos já reclamaram da punição de jogar com portões fechados aplicada pela entidade, após o envolvimento de seus torcedores na morte do boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada.

Houve também muita chiadeira por causa da eliminação na Libertadores, diante do Boca, com erro de arbitragem.  Esses episódios já tinham estremecido a relação do clube brasileiro com a confederação.

Numa ação preventiva, já se fala no Parque São Jorge que o evento não pode ser considerado um movimento de clubes contra a Conmebol. Deve ser encarado como um encontro de dirigentes com um dono de TV interessado em pagar mais para transmitir a Libertadores.

Andrés não foi ouvido porque não fala com o blog.


Erros de juiz coincidem com fragilidade corintiana nos bastidores
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Os erros de Carlos Amarilla no Pacaembu coincidem com a falta de poder atual do Corinthians nos bastidores. Foi o primeiro grande transtorno do clube com a arbitragem desde que Andrés Sanchez virou oposição na CBF e na FPF.

O rompimento com Marco Polo Del Nero, também dirigente da Conmebol,  faz com que seja mais difícil o clube paulista ter as suas queixas contra o juiz ouvidas na entidade. Assim como já tornara improdutiva qualquer tentativa dos corintianos de vetar esse ou aquele árbitro.

Nesse cenário, a cartolagem alvinegra pouco tem a fazer além de engolir o choro e se acostumar com a nova fase, bem diferente dos tempos em que ser o time de Andrés era sinal de prestígio. E essa fragilidade política tende a aumentar conforme se aproxima as eleições da CBF, no ano que vem, com Andrés na oposição à candidatura de Del Nero.


São Paulo teme arbitragem após visita de Kalil à Conmebol
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Presidente Alexandre Kalil irritou os são-paulinos

A visita do presidente do Atlético-MG à Conmebol na última terça irritou a diretoria do São Paulo. Ficou a desconfiança de que, com ajuda da CBF, Alexandre Kalil foi ao Paraguai para “escolher” os juízes das partidas entre os dois times pelas oitavas-de-final da Libertadores.

Nesta quinta, a revolta aumentou. Os cartolas do Morumbi receberam a informação extraoficial de que teria sido definida arbitragem estrangeira para os dois confrontos. Acreditam que essa é vontade do dirigente mineiro.

A informação no Morumbi é de que Leandro Vuaden e Heber Roberto Lopes já  tinham sido definidos para os jogos em São Paulo e Belo Horizonte, respectivamente.

Os dois nomes agradam aos tricolores. Eles defendem a tese de que um juiz estrangeiro seria mais vulnerável à pressão da torcida no Independência. Já Heber  é visto como durão. Até a publicação deste post, o São Paulo não tinha confirmação oficial da Conmebol sobre quem apitará os jogos.

Outra peça do quebra-cabeça é a declaração dada por Kalil depois da vitória do São Paulo sobre o Galo, no Morumbi. Ele disse que os árbitros brasileiros são muito ruins.  E Richarlyson pediu juízes estrangeiros nas oitavas-de-final.

Por meio da assessoria de imprensa do Atlético, Kalil disse que fez uma visita técnica à Conmebol. “Como representante de um clube que participa da Libertadores não estou impedido de ir lá. E os outros clubes também não estão”, declarou o presidente do Galo, conforme sua assessoria.

A ira dos são-paulinos também atinge em cheio José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Afinal, o cartola do Galo viajou no avião da CBF para o Paraguai com os dois.

Os tricolores aestranham que o mineiro tenha viajado com a dupla depois de detonar em entrevista Andrés Sanchez, adversário de Marin e Del Nero.

A assessoria de imprensa de Marin disse ao blog que o presidente do Atlético soube da viagem ao Paraguai e pediu carona, já que estavam todos em Belo Horizonte para o jogo da seleção com o Chile. E que presidente e vice da CBF teriam levado para Conmebol qualquer dirigente que pedisse.  Só o novo amigo Kalil pediu.


Conmebol recebe mais com multa ao Corinthians do que em jogo com portões abertos
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Menos de mil torcedores pediram devolução de dinheiro

A Conmebol arrecadou mais dinheiro com a multa aplicada ao Corinthians do que receberia se o jogo diante do Millonarios tivesse sido com portões abertos.

Pelo regulamento da Libertadores, a entidade tem direito a 10% da receita bruta de cada partida. Até o clube brasileiro interromper a venda, a renda tinha alcançado cerca de R$ 1,8 milhão. Assim, a confederação receberia pelo menos R$ 180 mil. A multa imposta ao time brasileiro foi de aproximadamente R$ 390 mil.

Se a venda continuasse e renda atingisse a média dos jogos do clube como mandante na Libertadores 2012, a Conmebol teria direito a cerca de R$ 220 mil, ainda abaixo do valor da multa.

Por sua vez, o Corinthians precisa passar para as oitavas-de-final para não comprometer sua previsão orçamentária. Conservador, o clube só incluiu na expectativa de receita os três primeiros jogos da Libertadores. Caso não avance, receberá menos do que o esperado já que fez um jogo com portões fechados, após a morte do boliviano Kevin Douglas Beltran.

Dos pouco menos de 30 mil bilhetes vendidos para o duelo com o Millionarios, o Corinthians só recebeu 814 pedidos de devolução. Os demais torcedores preferiram ficar com crédito para as oitavas ou outro jogo.

No clube, a pequena quantidade de devoluções foi interpretada como um sinal de confiança na parceria comercial. Não houve uma correria de consumidores insatisfeitos pedindo o dinheiro de volta.