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Como briga política pressiona ainda mais árbitro de Corinthians x Palmeiras
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Perrone

A briga entre o grupo político de Marco Polo Del Nero, situacionista na CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, aumenta a pressão sobre o árbitro do clássico entre Corinthians e Palmeiras neste domingo.

Anderson Daronco já entraria pressionado pelo imbróglio no final do Campeonato Paulista e pelas críticas do Dérbi que apitou em novembro de 2017. Porém, pelo fato de a revolta do alviverde com a FPF ter reflexos na crise política entre Bastos e a cúpula da CBF, a situação do árbitro fica mais delicada.

Um eventual erro grave do juiz a favor do Corinthians deverá dobrar a ira palmeirense. A entidade paulista deixaria de ser o único foco de revolta do clube comandado por Maurício Galiotte. Como o jogo é pelo Brasileirão, a confederação entraria na mira.

Caso uma falha gritante aconteça a favor do Palmeiras, será a vez de o Corinthians disparar contra a CBF. Vale lembrar que Andrés Sanchez é aliado histórico de Bastos. O presidente corintiano não votou em Rogério Caboclo, eleito para assumir a confederação a partir de abril do ano que vem com indicação de Del Nero. Há um histórico de rusgas entre o deputado federal petista e o cartola banido do futebol pela Fifa (ele vai recorrer).

Mais do que isso, o mandatário da FPF pretendia se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu devido à manobra que fez Caboclo, ungido por Del Nero, ser candidato único.

Nesta semana, como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o cartola paulista foi retirado de seu cargo na Conmebol pelo atual presidente da CBF, Coronel Nunes. Ele também não vai cuidar mais das Séries B e C do Brasileiro. Os dois postos davam ao dirigente proximidade com cartolas de clubes. O substituto de Bastos na confederação sul-americana será Nunes. É comum presidentes das entidades nacionais ocuparem cargos na Conmebol. O dirigente paulista assumira o posto porque Del Nero não viajava para as reuniões no Paraguai com receio de ser preso por causa de acusações de corrupção que sofre nos Estados Unidos. Ele nega ter cometido crimes.

Nesse cenário bélico, uma atuação impecável de Daronco no clássico é fundamental para a CBF deixar a bomba só nas mãos da FPF. A solução rápida de uma dúvida do juiz consultando seus auxiliares, por exemplo, seria uma “aula” para a entidade chefiada por Bastos. A crise com o Palmeiras começou porque no segundo jogo da final estadual a arbitragem demorou para cancelar um pênalti que havia sido marcado para o alviverde contra o alvinegro. A demora deu início às suspeitas palmeirenses de que houve irregular interferência externa na decisão.

Para esquentar mais o caldeirão do clássico, há um histórico recente de desentendimento entre os jogadores dos times. Os últimos duelos também demonstraram disposição dos atletas em apitar os jogos, pressionando o juiz sempre que possível. Isso aconteceu justamente com Daronco no Dérbi do segundo turno do Brasileirão do ano passado, com muita reclamação palmeirense.

Essa explosiva combinação de fatores fará com que o gramado da Arena Corinthians se transforme num campo minado para a equipe de arbitragem.

 


Saiba o que os clubes querem para a Libertadores do futuro
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Na última quarta, os clubes brasileiros pela primeira vez participaram de uma reunião da liga que reúne times sul-americanos, criada recentemente. O principal tema do encontro foi financeiro. Os dirigentes já conseguiram que a Conmebol dobrasse a quantia que paga a eles pela Libertadores, mas querem conhecer todos os contratos e conferir se a entidade agora repassa 70% de tudo que arrecada no torneio para os participantes, como alega. Além de grana, a nova associação discute uma série de mudanças para o principal torneio do continente. Veja abaixo as principais.

América do Norte

Durante a reunião na sede do Boca, a LDU sugeriu que os norte-americanos comecem a disputar a Libertadores. A ideia agradou aos participantes e já tinha sido discutida por parte deles. Os cartolas argumentam, entre outros motivos, que a presença dos times dos Estados Unidos atrairia importantes emissoras de TV e grupos de comunicação daquele país, gerando melhores receitas. A sugestão chegou a ser feita para a antiga diretoria da Conmebol. Porém, a entidade alegou que a entrada dos norte-americana aumentaria as distâncias a serem percorridas pelos clubes, o que inviabilizaria o projeto. Uma das possibilidades discutidas agora é de que o torneio aconteça durante o ano inteiro, o que daria mais tempo para os times se recuperarem do desgaste.

 

Justiça desportiva 

Os cartolas querem uma reforma nas regras utilizadas para punir clubes durante as competições, principalmente em relação a atos provocados pelos torcedores. O argumento dos dirigentes é de que a Libertadores é uma competição sul-americana com penas suíças. Querem que as regras levem em consideração os hábitos dos torcedores do continente. Outro ponto é responsabilizar menos os clubes pelos atos de seus fãs. Pedem drástica diminuição de castigos como jogar com portões fechados, além de colaboração da polícia e da Justiça dos países envolvidos para impedir torcedores que causaram problemas de irem às partidas.

TV

Os dirigentes também elaboram uma proposta para que tenham participação no lucro obtido por quem compra o direito de transmitir as partidas e revende para emissoras. Pretendem estabelecer uma porcentagem que seria obrigatoriamente repassada aos clubes em caso de revenda.

Participação nas decisões

Assumir o controle da organização da Libertadores não está nos planos dos dirigentes sul-americanos, porém eles querem poder de decisão para definir questões como regulamento e tabelas.

Participação em todas receitas

A Conmebol só repassa aos clubes a receita obtida com a venda de direitos de transmissão da Libertadores. Agora, os dirigentes querem ter acesso a todos os contratos comerciais para poder reivindicar uma fatia de cada um. Na reunião de quarta-feira, chegou até a ser aventada a possibilidade de os clubes abandonarem a edição atual do torneio se a Conmebol não entregar cópias desses acordos. Porém, o abandono ainda é uma hipótese distante.


Corintianos temem retaliações da Conmebol por causa de Andrés
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Existe o temor de parte dos dirigentes do Corinthians de que as relações do clube com a Conmebol piorem ainda mais após o evento organizado por Andrés Sanchez na última quarta.

A posição oficial da diretoria é de que o clube não participou da organização da reunião da última quarta em que foram feitos protestos contra as cotas pagas pelas atuações na Libertadores.  Apenas cedeu o espaço para Andrés. Isso apesar de Roberto de Andrade, vice de futebol, ter participado. O presidente Mário Gobbi  também esteve lá, mas ficou por pouco tempo.

Assim, pelo menos por enquanto, o alvinegro não se coloca na posição de confrontar a confederação. O receio de alguns dos cartolas é de que a Conmebol  passe a ver o Corinthians como líder do movimento. E que o clube sofra retaliações, como não ter pedidos atendidos ou sofrer punições rigorosas em eventuais julgamentos.

Neste ano, os corintianos já reclamaram da punição de jogar com portões fechados aplicada pela entidade, após o envolvimento de seus torcedores na morte do boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada.

Houve também muita chiadeira por causa da eliminação na Libertadores, diante do Boca, com erro de arbitragem.  Esses episódios já tinham estremecido a relação do clube brasileiro com a confederação.

Numa ação preventiva, já se fala no Parque São Jorge que o evento não pode ser considerado um movimento de clubes contra a Conmebol. Deve ser encarado como um encontro de dirigentes com um dono de TV interessado em pagar mais para transmitir a Libertadores.

Andrés não foi ouvido porque não fala com o blog.


Erros de juiz coincidem com fragilidade corintiana nos bastidores
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Os erros de Carlos Amarilla no Pacaembu coincidem com a falta de poder atual do Corinthians nos bastidores. Foi o primeiro grande transtorno do clube com a arbitragem desde que Andrés Sanchez virou oposição na CBF e na FPF.

O rompimento com Marco Polo Del Nero, também dirigente da Conmebol,  faz com que seja mais difícil o clube paulista ter as suas queixas contra o juiz ouvidas na entidade. Assim como já tornara improdutiva qualquer tentativa dos corintianos de vetar esse ou aquele árbitro.

Nesse cenário, a cartolagem alvinegra pouco tem a fazer além de engolir o choro e se acostumar com a nova fase, bem diferente dos tempos em que ser o time de Andrés era sinal de prestígio. E essa fragilidade política tende a aumentar conforme se aproxima as eleições da CBF, no ano que vem, com Andrés na oposição à candidatura de Del Nero.


São Paulo teme arbitragem após visita de Kalil à Conmebol
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Presidente Alexandre Kalil irritou os são-paulinos

A visita do presidente do Atlético-MG à Conmebol na última terça irritou a diretoria do São Paulo. Ficou a desconfiança de que, com ajuda da CBF, Alexandre Kalil foi ao Paraguai para “escolher” os juízes das partidas entre os dois times pelas oitavas-de-final da Libertadores.

Nesta quinta, a revolta aumentou. Os cartolas do Morumbi receberam a informação extraoficial de que teria sido definida arbitragem estrangeira para os dois confrontos. Acreditam que essa é vontade do dirigente mineiro.

A informação no Morumbi é de que Leandro Vuaden e Heber Roberto Lopes já  tinham sido definidos para os jogos em São Paulo e Belo Horizonte, respectivamente.

Os dois nomes agradam aos tricolores. Eles defendem a tese de que um juiz estrangeiro seria mais vulnerável à pressão da torcida no Independência. Já Heber  é visto como durão. Até a publicação deste post, o São Paulo não tinha confirmação oficial da Conmebol sobre quem apitará os jogos.

Outra peça do quebra-cabeça é a declaração dada por Kalil depois da vitória do São Paulo sobre o Galo, no Morumbi. Ele disse que os árbitros brasileiros são muito ruins.  E Richarlyson pediu juízes estrangeiros nas oitavas-de-final.

Por meio da assessoria de imprensa do Atlético, Kalil disse que fez uma visita técnica à Conmebol. “Como representante de um clube que participa da Libertadores não estou impedido de ir lá. E os outros clubes também não estão”, declarou o presidente do Galo, conforme sua assessoria.

A ira dos são-paulinos também atinge em cheio José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Afinal, o cartola do Galo viajou no avião da CBF para o Paraguai com os dois.

Os tricolores aestranham que o mineiro tenha viajado com a dupla depois de detonar em entrevista Andrés Sanchez, adversário de Marin e Del Nero.

A assessoria de imprensa de Marin disse ao blog que o presidente do Atlético soube da viagem ao Paraguai e pediu carona, já que estavam todos em Belo Horizonte para o jogo da seleção com o Chile. E que presidente e vice da CBF teriam levado para Conmebol qualquer dirigente que pedisse.  Só o novo amigo Kalil pediu.


Conmebol recebe mais com multa ao Corinthians do que em jogo com portões abertos
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Menos de mil torcedores pediram devolução de dinheiro

A Conmebol arrecadou mais dinheiro com a multa aplicada ao Corinthians do que receberia se o jogo diante do Millonarios tivesse sido com portões abertos.

Pelo regulamento da Libertadores, a entidade tem direito a 10% da receita bruta de cada partida. Até o clube brasileiro interromper a venda, a renda tinha alcançado cerca de R$ 1,8 milhão. Assim, a confederação receberia pelo menos R$ 180 mil. A multa imposta ao time brasileiro foi de aproximadamente R$ 390 mil.

Se a venda continuasse e renda atingisse a média dos jogos do clube como mandante na Libertadores 2012, a Conmebol teria direito a cerca de R$ 220 mil, ainda abaixo do valor da multa.

Por sua vez, o Corinthians precisa passar para as oitavas-de-final para não comprometer sua previsão orçamentária. Conservador, o clube só incluiu na expectativa de receita os três primeiros jogos da Libertadores. Caso não avance, receberá menos do que o esperado já que fez um jogo com portões fechados, após a morte do boliviano Kevin Douglas Beltran.

Dos pouco menos de 30 mil bilhetes vendidos para o duelo com o Millionarios, o Corinthians só recebeu 814 pedidos de devolução. Os demais torcedores preferiram ficar com crédito para as oitavas ou outro jogo.

No clube, a pequena quantidade de devoluções foi interpretada como um sinal de confiança na parceria comercial. Não houve uma correria de consumidores insatisfeitos pedindo o dinheiro de volta.


Justiça ordena intervenção do MP em processo sobre jogos do Corinthians com portões fechados
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A punição dada ao Corinthians pela morte de Kevin Douglas Beltran virou caso para o Ministério Público de São Paulo. Em decisão publicada nesta terça no Diário Oficial, a Justiça determina que o MP averigue se há crime contra a economia popular no fato de consumidores não poderem entrar nos jogos após comprarem ingressos.

A ordem do juiz Christopher Alexander Roisin, da 11ª Vara, refere-se à ação civil pública movida pela Associação SOS Consumidor contra a Conmebol.

Para ele, há a necessidade de o Ministério Público intervir “como fiscal da lei” para checar se houve infração.


Cartolas corintianos esperam punição de um jogo com portões fechados
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A expectativa de cartolas do Corinthians é que no julgamento sobre a morte de Kevin Douglas Beltran o clube receba a punição de fazer um jogo com portões fechados na Libertadores.

Os corintianos pensam que essa seria a forma mais lógica de resolver o problema. Se o castigo for de uma partida, o clube já cumpriu, apesar do quarteto que entrou na quarta passada. Nesse caso, a Conmebol mataria no ninho novas ações de torcedores na Justiça para entrar nas próximas partidas.

Punição maior que a de um jogo só aumentaria o número de ações. A absolvição também seria uma pedra no sapato dos dirigentes da Confederação Sul-Americana. Os quase 40 mil consumidores que pagaram, mas não assistiram ao confronto com o Millionarios teriam um estímulo e tanto para ir à Justiça em busca de reparação.

A volta da Fiel ao estádio também geraria dinheiro para a Conmebol, que tem participação nas rendas do torneio.

Assim, a pena  de apenas uma partida com o Pacaembu às moscas seria a única maneira de virar a página sem maiores traumas. Falta saber se é essa a preocupação maior dos julgadores.


Em defesa na Conmebol, Corinthians usa até carta com elogios da Fifa à torcida
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Fiel na final do Mundial de Clubes

A defesa enviada pelo Corinthians nesta quinta à Conmebol contém cartas de elogio da Fifa e da própria Confederação Sul-Americana à torcida do Corinthians.

As reverências foram feitas por conta da participação da Fiel no Mundial de Clubes. Luiz Felipe Santoro, advogado corintiano, anexou as cartas para engrossar seu argumento de que o episódio em Oruro foi um fato isolado. Pelo raciocínio dele, se até Fifa e Conmebol elogiaram o comportamento dos corintianos no Japão, não é possível afirmar que os torcedores são uma constante ameaça à integridade física de terceiros.

Com isso, ele tenta vitaminar sua tese de que não havia motivo pra o clube ser punido com a medida cautelar que prevê jogos com portões fechados. A presença da torcida não representa riscos, como não representou no Mundial, segundo sua tese.

Ele alega que medidas cautelares servem para garantir a integridade do procedimento disciplinar, assegurar a ordem processual e a eficácia da decisão final que venha a ser imposta. No entendimento do defensor corintiano, a pena com portões fechados não cumpre nenhuma desas funções. Pelo contrário, pode atrapalhar a decisão final. Se o Corinthians for absolvido, por exemplo, já terá sido punido sem volta.


Parentesco de Gobbi com autor de ação e guerra contra Conmebol despertam oposição corintiana
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 A crise entre Conmebol e Corinthians tirou da toca opositores de Mário Gobbi. O presidente e sua diretoria são acusados de cometer uma série de erros prejudiciais ao clube.

Um dos episódios mais citados é o fato de um parente do presidente do clube, Armando Mendonça, ser o autor da ação que permitiu a entrada de torcedores no jogo contra o Millonarios, com portões fechados no Pacaembu.

Os críticos da diretoria afirmam que a relação de parentesco vai deixar a Conmebol desconfiada de que as digitais da cúpula corintiana estão na ação judicial.

“O Corinthians não pode ser punido mais uma vez. Agora por terem feito uma reunião de família no Pacaembu”, disse Rubens Gomes, ex-dirigente alvinegro. Ao menos dois dos torcedores que conseguiram a liminar são parentes distantes de Gobbi. A avó deles era irmã da avó do presidente.

Além disso, Armando Mendonça pertence ao grupo Corintianos Obsessivos, que tem cartolas em suas fileiras. Mendonça nega exercer a atividade política no Parque São Jorge, apesar de ser sócio.

Na oposição, há quem acredite que Gobbi, ao saber do envolvimento de seus parentes na ação, deveria ter se antecipado, dado uma declaração oficial revelando o parentesco e criticando a atitude dos torcedores.

A direção corintiana afirma que o clube foi contra a entrada do quarteto no Pacaembu, logo não pode ser punido por isso.

A maneira como Roberto de Andrade atacou a Conmebol também rcausou chiadeira. O diretor de futebol foi acusado de agir como torcedor ao listar outros casos que não foram punidos pela Confederação Sul-Americana. A rebeldia só teria aumentado a sanha da entidade contra o clube.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do Corinthians disse que a direção não responderia a críticas anônimas.