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Arquivo : Modesto Roma Júnior

Estafe de Neymar rejeita projeto de reaproximação de presidente do Santos
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O estafe de Neymar não vê chance de o jogador reatar relações com o Santos caso José Carlos Peres leve adiante seu projeto de retirar o nome do atacante e do pai dele de recurso que move no CAS também contra o Barcelona. O alvinegro pede suspensão de seis meses para o jogador além de uma multa de R$ 55 milhões de euros (R$ 239,7 milhões).

A ação foi proposta pela diretoria comandada por Modesto Roma Júnior sob a alegação de irregularidades na transferência do astro para o Barça.

Na avaliação de gente que cuida da carreira do camisa 10 da seleção brasileira, o presidente santista só fala em desistir do processo porque perdeu em primeira instância e não teria chances de reverter a derrota (isso na opinião da equipe de Neymar).

Nessa linha de raciocínio, a reaproximação só teria sido possível se a desistência tivesse ocorrido antes da decisão da Fifa favorável ao jogador.

Pouco depois de Peres assumir a presidência, ele chamou um integrante da equipe de Neymar para conversar sobre fazer as pazes. Na ocasião ouviu que seria necessária uma retratação pública, que nunca houve.

Peres nega que sua intenção seja motiva pela derrota inicial. Mesmo antes de assumir a presidência o dirigente prometeu se esforçar para reconstruir a relação com o ex-jogador Santista. Ele adota o discurso de que o clube precisa se relacionar bem com todos os seus ídolos.

Para a atual diretoria, a proximidade com Neymar pode ajudar o alvinegro até a atrair patrocinador.

Porém, entre os que trabalham com Neymar prevalece a tese de que o Santos desrespeitou quem eles consideram ser o maior ídolo da história do clube depois de Pelé e que isso é imperdoável.

A postura destoa do otimismo adotado por Peres depois de ele tentar se aproximar do jogador durante o período em que chefiou a delegação da seleção brasileira em Londres, gerando um “climão” com o atacante. A atual diretoria sustenta que só entrou com o recurso para não perder o prazo estipulado e correr o risco de prejudicar seus pedidos em relação ao Barcelona.


Projeto de Peres para retirar Neymar de ação enfrenta resistência no Santos
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A ideia de José Carlos Peres de apresentar ao Conselho Deliberativo do Santos um projeto para retirar o nome de Neymar e do pai do jogador de recurso contra ambos e o Barcelona no CAS (Corte Arbitral do Esporte) sofre rejeição de parte significativa dos conselheiros.

A contrariedade vem especialmente da oposição. Está baseada principalmente na tese de que o clube já gastou muito com advogados até aqui para desistir de parte do processo. E também pelo entendimento de que Neymar deve dinheiro ao alvinegro e precisa pagar. O argumento é de que ele, seu pai e Barcelona teriam fraudado a negociação relativa à transferência do atleta para diminuir a participação do Santos na venda. Os três negam terem cometido irregularidades.

A ação foi movida na gestão de modesto Roma Júnior, Nela, foi pedida suspensão de seis meses para o jogador, além de pagamento de multa no valor de 55 milhões de euros (cerca de R$ 239,7 milhões). A Fifa rejeitou o pedido. Então, já como presidente, Peres entrou com o recurso no CAS.

O presidente tentou se aproximar do jogador durante o período em que foi chefe da delegação brasileira em Londres, na última semana, na preparação para a Copa do Mundo. A tentativa gerou um “climão” com Neymar.

Peres encomendou um parecer jurídico para saber se pode excluir o atacante e seu pai do recurso. Se obtiver sinal verde dos advogados, ele pretende levar o assunto para o Conselho Deliberativo. No entanto, o cartola sabe que enfrentará resistência.

Em tese, o presidente não precisaria levar o tema para o conselho. Por isso, parte da oposição acusa o cartola de querer deixar para os opositôes o ônus de manter a briga com o jogador. Ele nega que seja essa a intenção.


Contas do Santos têm empréstimo de agente e dívida de boca com Robinho
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Nesta segunda (26), o conselho deliberativo do Santos vota se aprova as contas do clube referentes a 2017, último ano de Modesto Roma Júnior na presidência. O conselho fiscal da agremiação preparou parecer recomendando que os conselheiros reprovem as contas. Valores que envolvem Robinho, dinheiro emprestado por um influente empresário e até o direito do alvinegro receber uma pequena fatia relativa à venda de Neymar para o PSG fazem parte da celeuma.

Se houver reprovação, Modesto poderá apresentar explicações e fazer eventuais correções no balanço. O documento, então, voltaria ao conselho fiscal para uma nova avaliação e encaminhamento novamente ao conselho deliberativo. Caso seja mantida a reprovação, Modesto e seus diretores podem ser punidos com advertência, suspensão e até expulsão (possibilidade considerada remota por conselheiros).

O ex-presidente nega irregularidades. “Esse parecer é uma análise política e não técnica”, afirmou Modesto.

Já o atual presidente, José Carlos Peres, tem posição diferente. “Concordo com o parecer. O mais preocupante é que a gestão anterior entregou o clube com terríveis problemas financeiros, mas, com essa marca maravilhosa, levantaremos o clube rapidamente”, declarou o dirigente.

Abaixo conheça cinco pontos importantes dos 18 citados no parecer do conselho fiscal.

Empréstimo com empresário

Em um dos argumentos que embasam sua indicação pela reprovação das contas, o conselho fiscal cita que o Santos, na gestão de Modesto, fez empréstimos junto ao um agente que detém direitos econômicos dos jogadores e que outras “fatias” de atletas são dadas como garantia. Essa parte do relatório não revela o nome do parceiro. Porém, documentos anexados a ele e obtidos pelo blog, mencionam que o alvinegro pegou dinheiro emprestado com Giuliano Bertolucci.

Um dos principais empresários brasileiros e com influência na Europa, ele atua em diversas negociações ao lado do iraniano Kia Joorabchian, peso pesado internacional do ramo.

O empréstimo foi de R$ 6.163.000. De acordo com o conselho fiscal, além de se comprometer a pagar o valor até 31 de dezembro, o clube cedeu para Bertolucci exclusividade em eventuais vendas de Thiago Maia e Vítor Bueno. O agente receberia 8% de cada negociação.

O francês Lille comprou Thiago por 14 milhões de euros (cerca de R$ 57,1 em valores atuais). Ainda conforme dados anexos ao parecer, o Santos teve direito a 9,8 milhões de euros (R$ 40 milhões atualmente) por deter 70% dos direitos do atleta. Dessa quantia, foram separados aproximadamente R$ 4 milhões para a empresa Bertolucci Assessoria e Propaganda a título de intermediação. Porém, o conselho fiscal afirmou que o clube arcou integralmente com esse montante, sendo que sua responsabilidade seria apenas sobre 70%. Os outros 30% deveriam ser descontados do atleta, que também tinha participação nos direitos.

Bertolucci ainda não recebeu de volta o dinheiro do empréstimo. A dívida aparece no balanço, ainda não publicado, no valor de R$ 6.338.000 na relação de débitos com terceiros. O documento aponta que Thiago também não recebeu a sua parte (cerca de R$ 14,4 milhões).

“O clube precisava de dinheiro e pegamos emprestado com o Bertolucci. Ele cobrou juros bem menores do que os de banco. Não pagamos porque não tivemos dinheiro”, disse Modesto. Sobre o Santos ter arcado sozinho com 8% de comissão, o ex-presidente afirmou que isso ocorreu porque há uma disputa na judicial envolvendo empresários pelos 30% que pertenciam ao atleta. “O valor teve que ser descontado só do Santos até que a questão na Justiça se resolva”, declarou.

Acerto de boca com Robinho

O conselho fiscal aponta em sua análise que dos R$ 3.294.614 que o Santos se comprometeu a pagar em acordo para quitar dívida com Robinho, em junho de 2017, cerca de R$ 1,4 milhão não aparece nos contratos firmados com o atleta. No trato, a quantia está registrada como diferença de remuneração.

“Segundo informações de representantes do departamento contábil e jurídico, em reunião de esclarecimentos com membros do conselho fiscal, teria sido um acordo verbal entre o presidente (à época Modesto) do CG (comitê de gestão) e o atleta, sem qualquer formalização”, diz documento anexo ao parecer.

O ex-presidente confirma que havia acertado verbalmente o pagamento dessa quantia com o Robinho. “Foi para completar a diferença entre o que ele recebia no Milan e no Santos”, disse Modesto.

Para o conselho fiscal é “descabido o pagamento de qualquer valor, por menor que seja sem documento de suporte”.

Mecanismo de solidariedade por Neymar

O parecer contrário à aprovação das contas menciona ressalva feita ao balanço de 2017 do Santos pela empresa de auditoria Macso Legate referente à quantia recebida pelo clube pela transferência de Neymar do Barcelona para o PSG.

Em dezembro, a auditoria identificou dívida de R$ 1,7 milhão com a empresa Quantum Solutions Limited, com sede em Malta. Segundo análise dos auditores contratados pela diretoria, o débito se refere à intermediação para que o alvinegro recebesse quantia referente ao mecanismo de solidariedade pela nova transferência de Neymar.

“Exceto por algumas trocas de correspondências eletrônicas, até o encerramento de nossos trabalhos, não obtivemos documentação, como relatórios ou documentos formais entre a Quantum e o PSG que atestem a efetiva prestação de serviços de intermediação”, diz a ressalva assinada pelos auditores. “Não sei que outro documento teria (para a empresa de auditoria examinar)”, afirmou Modesto. Ele nega irregularidade na operação e sustenta que é uma exigência da legislação francesa contratar uma empresa para intermediar o recebimento da quantia relativa ao mecanismo de solidariedade.

O conselho fiscal alega que em janeiro foi informado pelo departamento jurídico do clube, já sob a batuta do novo presidente, sobre supostas irregularidades nessa operação. O órgão, então, recomendou que o conselho deliberativo exigisse o bloqueio do pagamento. O caso foi encaminhado para comissão de inquérito e sindicância do clube.

Endividamento

Outro argumento usado para pedir a reprovação das contas pelo conselho fiscal é de que a dívida do clube foi superior a 10% da receita orçada para 2017, o que teria ferido o estatuto santista. O órgão alega que o endividamento no período foi de R$ 49,7 milhões. A quantia, segundo o relatório, equivale a 15,57% da receita prevista no orçamento.

O artigo 89 do estatuto do clube diz que o limite de 10% só pode ser ultrapassado se o novo endividamento for feito para substituir financiamentos anteriores e sob condições mais favoráveis. “Não houve irregularidade porque o aumento passou de 10% por causa do acordo para pagar a dívida com a Doyen (empresa responsável por levar Leandro Damião ao Santos). Respeitamos o estatuto porque foi para substituir uma dívida com condições melhores”, declarou o ex-presidente.

Apesar da polêmica, a dívida total do Santos caiu de R$ 206 milhões em 2016 para R$ 202 milhões em 2017. De acordo com o balanço financeiro, houve superavit contábil de R$ 2,9 milhões em 2017.

Impostos não pagos

Segundo o parecer, a diretoria comandada por Modesto Roma Júnior pode ter cometido crime de apropriação indébita por reter valores de encargos trabalhistas na fonte e não recolher os impostos. O conselho fiscal alega que há R$ 12,9 milhões em impostos atrasados e que a quantia será acrescida de aproximadamente R$ 1,6 milhão referente a juros e correções.

“Foi uma opção de fluxo de caixa, e aconteceu nos últimos quatro meses. O Peres disse que pagou, então já tá pago. Não interessa se fui eu ou ele, o clube já pagou”, argumentou Modesto.

Com Samir Carvalho, do UOL, em Santos


Santos topou comissão de R$ 1,6 mi para intermediário de acordo com Doyen
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Com Samir Carvalho, do UOL, em Santos

Para fechar acordo com  a Doyen Sports Investments, responsável por viabilizar a ida de Leandro Damião para Vila Belmiro e credora do clube, o Santos topou pagar 400 mil euros (cerca de R$ 1,6 milhão) para um intermediário. Ficou acertado o pagamento da bolada para Augusto Ricardo Cabral Cajueiro, que fez a intermediação entre as duas partes até que o trato ficasse definido.

Além disso, o alvinegro assumiu o pagamento de 2.750.000 euros (R$ 11,2 milhões) ao escritório de advocacia Bonassa Bucker, que atuou no caso. Os dados sobre o pacto, feito em 29 de setembro de 2017, estão em relatório do Conselho Fiscal do Santos sobre as contas do clube naquele ano. Por outros motivos, o órgão recomenda que, na próxima segunda, o Conselho Deliberativo rejeite as contas desse período sob a presidência de Modesto Roma Júnior.

Entre as razões citadas pelo parecer para pedir a reprovação das contas, está o fato de o clube ter aceitado pagar sucumbência (princípio pelo qual a parte derrotada num processo arca com as despesas processuais) para o escritório de advocacia.

Indagado pelo blog sobre o motivo de ter aceitado pagar comissão milionária a um intermediário, Modesto afirmou que não havia alternativa. “Quando duas partes estão em uma disputa numa câmara de arbitragem, como nós estávamos, elas não podem conversar diretamente. É obrigatório ter um intermediário. Essa pessoa nos procurou para fazer a intermediação e aceitamos”, declarou o ex-presidente.

Beneficiário da comissão, Cajueiro chegou a dar entrevista no Brasil em 2011 como porta-voz de Sandro Rossell, ex-presidente do Barcelona preso no ano passado sob as acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O blog apurou que o intermediário tem bom relacionamento com a direção da Doyen.

Segundo relatório da Macso Legate Auditores Independentes, que auditou o balanço do Santos referente a 2017, o trato foi fechado em R$ 87.399.000 (23.350 milhões de euros na ocasião), “incluindo as despesas inerentes ao fechamento do acordo e comissão de intermediação”.

“A parte do escritório de advocacia está dentro desse valor”, afirmou Modesto.

Também conforme a auditoria, foram pagos pelo Santos em 2017, R$ 48.703 milhões. Segundo o relatório do Conselho Fiscal, devem ser pagas ainda duas parcelas de 5 milhões de euros (R$ 20.410.00 em valores atuais) em 30 de setembro de 2018 e de 2019.

O órgão registra em seu parecer que o Santos entendia dever 19 milhões de euros (R$ 77,5 milhões pelo câmbio atual) para  parceira, que calculava o débito em 51 milhões de euros (cerca de R$ 208,1 pela conversão da última sexta). Os débitos se referiam a operações envolvendo Damião e Felipe Anderson, além de valores relativos a direitos econômicos de outros jogadores cedidos para a Doyen na gestão de Odílio Rodrigues.

O Conselho Fiscal  ressalta que a empresa responsável pela auditoria do balanço alvinegro registrou como uma de suas ressalvas às demonstrações financeiras de 2017 o fato de não ter recebido carta de confirmação externa referente a R$ 39,6 milhões devidos para a Doyen pelos cálculos de dezembro. Segundo a Macso Legate, as respostas a esses pedidos são essenciais para as conclusões da auditoria.

“Isso é comum em balanços. Muitos escritórios deixam de responder aos pedidos da empresa que faz a auditoria”, afirmou Modesto. No caso santista, a DIS, braço esportivo do grupo Sonda, também não respondeu sobre crédito de R$ 6,4 milhões que tem junto ao clube.

Pelo acordo, ficou ajustado que se ocorrer inadimplência de pelo menos uma das parcelas o Santos será multado em 10 milhões de euros (aproximadamente R$ 40,8 milhões), além de correção de 3% ao ano sobre as prestações restantes.

Abaixo, veja um dos trechos do parecer do Conselho Fiscal do Santos que explicam o caso Doyen.

 

 

 

 

 

 

 

 


Cartola do Santos ataca validade de trato com Atlético-PR, Bahia e Coritiba
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O Santos pode sofrer sanções financeiras por ter descumprido acordo com Atlético-PR, Bahia e Coritiba por negociar com a Globo sozinho, rompendo o acordo de negociação conjunta assinado pela diretoria anterior? Para José Carlos Peres, presidente alvinegro, não. Ele questiona a validade do trato feito por seu antecessor, Modesto Roma Júnior e diz ter parecer de seu departamento jurídico sobre não haver motivo para temer uma punição.

“Esse acordo não foi submetido ao Conselho Deliberativo do Santos. Assim, não tem valor. Além disso, todo clube tem o direito de fazer o que acha melhor para ele e esse direito não pode ser vendido. O acordo para a negociação em conjunto fere a independência dos clubes. Não houve traição. Respeitamos Atlético-PR, Coritiba e Bahia, mas cada clube tem a sua soberania, tem o direito de agir conforme suas necessidades”, disse Peres ao blog.

Por sua vez, a antiga diretoria entende que não há exigência estatutária de o trato passar pelo conselho. E alega que havia cláusula punitiva para o caso de descumprimento. Os detalhes não são revelados sob a alegação de compromisso de sigilo.

Irritado com a atitude santista, Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, disse ao Blog do Rodrigo Mattos que há previsão de multa no documento assinado entre as quatro equipes. Porém, ele também afirmou não poder detalhar cláusulas.

“Não posso falar detalhes do acordo por causa da cláusula de confidencialidade. Mas posso dizer que o nosso departamento jurídico estudou o caso, não fizemos nada ilegal”, declarou Peres.

O presidente sustenta que o Santos tinha mais pressa para assinar com a Globo do que os outros três clubes. A urgência diz respeito à necessidade de receber o dinheiro de luvas pelo novo contrato a fim de pagar contas. O blog apurou que o montante referente ao novo acordo deve ser recebido na próxima segunda feira. O contrato com a emissora é para a transmissão dos jogos do Brasileirão em TV aberta e pay-per-view entre 2019 e 2024.

“Peço desculpas ao Petraglia, ao Coritiba e ao Bahia, mas minhas necessidades são fora do tempo deles. Tenho contas pra pagar todos as segundas. Estou pagando dívidas da gestão passada”, afirmou o presidente santista.

Além da necessidade de receber já o dinheiro das luvas do novo contrato, a atual diretoria do Santos tinha como meta reconstruir a relação com a Globo, dinamitada quando Modesto entrou em acordo com o Esporte Interativo para a transmissão dos jogos do time no Brasileirão em TV fechada.

 


Opinião: novo contrato obriga Santos a brigar com Globo por mais espaço
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Ao assinar contrato para transmissão de seus jogos em TV aberta e por pay-per-view no Brasileirão entre 2019 e 2024 com a Globo, a diretoria do Santos agiu na contramão do que espera a maior parte de sua torcida, favorável a um jogo duro com a emissora. A atitude do presidente anterior, Modesto Roma Júnior, que acertou com o Esporte Interativo para as partidas em canal fechado e tinha acordo para negociar com a Globo em bloco, ao lado de Atlétcio-PR, Bahia e Coritiba, agradava mais a esses torcedores.

O grupo de santistas que costuma entoar cânticos contra a principal rede de televisão do país se queixa, entre outras coisas, de que os jogos de seu time têm pouquíssimo espaço na grade do canal.

Ao mesmo tempo, era um projeto de campanha do novo presidente, José Carlos Peres, reconstruir a relação com a antiga parceira, dinamitada desde a assinatura com o Esporte Interativo.

O dirigente fica numa posição desconfortável ao abandonar o rumo que satisfazia a maioria da torcida. Para diminuir o risco de não ter sido em vão, ele precisa trabalhar nos bastidores para convencer a Globo a passar mais jogos do time em canal aberto. A missão é árdua, já que a emissora define sua grade de acordo com a audiência. Não há como negar que nesse quesito o Santos está atrás de Corinthians, Palmeiras e São Paulo.

Assim, é difícil que só com diplomacia Peres consiga reverter o quadro. Ele precisa ser insistente. E não é só para evitar impopularidade entre os torcedores que ele precisa de mais espaço pro time no canal. O aumento de jogos transmitidos ao vivo é fundamental para o clube tentar cotas melhores no futuro, inclusive quando o atual presidente não estiver mais no cargo. A visibilidade também aumenta o valor do uniforme para patrocinadores.

Nesse cenário, na opinião deste blogueiro, ao optar por romper trato com outros clubes que pressionava a Globo, a diretoria santista pensou a curto prazo. Parece ter agido mais de olho numa injeção de dinheiro com bonificações pelo novo contrato para pagar compromissos urgentes do que preocupada em se fortalecer a longo prazo na relação com o grupo da família Marinho.


Por que chance de reaproximação entre Neymar e Santos é pequena?
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A eleição presidencial no Santos, em dezembro, promove na Vila Belmiro a discussão sobre a relação do clube com Neymar. Pelo menos dois candidatos, Nabil Khaznadar e José Carlos Peres, declaram ser favoráveis à reaproximação da instituição com o atacante. Ambos afirmaram essa intenção ao blog, por isso são citados. Aliado do presidente Modesto Roma Júnior, candidato à reeleição, disse ao blog que a direção também tem interesse em fazer as pazes. Nos bastidores, porém, a diretoria não confirma a intenção.

Apesar do desejo de parte dos conselheiros de que o relacionamento seja reconstruído, hoje a chance de isso acontecer mesmo se Modesto perder a eleição é pequena.

O estafe do jogador considera a reaproximação inviável, ainda que Nabil Kaznadar, amigo do atacante e do pai dele, seja eleito. O entendimento é de que a instituição feriu Neymar ao pedir sua suspensão na Fifa (a entidade rejeitou o pedido) por suposta irregularidade na transferência para o Barcelona e que não houve mobilização no clube para defender o ídolo. O gesto não é visto como atitude isolada de um dirigente e que possa ser esquecida facilmente com sua saída.

Ao mesmo tempo, a atual diretoria avalia que não há um fato novo que justifique uma aproximação. O sentimento na cúpula ainda é de que Neymar e seu pai agiram com intenção de fazer o Santos receber menos do que deveria com a transferência. A direção também se defende afirmando que seu alvo principal na Fifa foi o Barcelona e que o pedido de suspensão para o atacante era uma obrigação formal decorrente das regras da entidade. Em entrevista ao UOL Esporte, Modesto diz não ver problema no distanciamento em relação a Neymar.

O cenário atual aponta como tendência que, se o atual mandatário for eleito, a situação ficará como está. E se ele perder a eleição, seu substituto terá trabalho para tentar apagar as mágoas carregadas por Neymar e seu pai.

 


Cinco motivos do estafe de L. Lima para ele não topar renovação antecipada
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Os estafe de Lucas Lima aconselhou o jogador a não aceitar a oferta de renovação contratual antecipada com o Santos. O compromisso termina em dezembro e ele já pode firmar pré-contrato com outro clube. Abaixo, veja os principais argumentos usados para convencer o meia.

1 – A oferta do Santos é considerada muito boa para os padrões nacionais pelo estafe de Lucas Lima, porém, a avaliação é de que livre de compromisso com o Santos, não é difícil conseguir uma proposta europeia melhor. Principalmente porque, como o interessado não terá que pagar pelos direitos econômicos, pode oferecer gordas luvas.

2 – Ao afirmar publicamente que Lucas tinha uma data para responder se aceitava a oferta santista, Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, expôs o jogador na opinião dos responsáveis pela carreira do meia. Na ocasião, ele chegou a ser vaiado por torcedores. O argumento passou a ser que é arriscado estabelecer um vínculo longo com um clube que, supostamente, não protege seu atleta como deveria.

3 – Caso aceite o novo contrato válido por cinco anos, Lucas Lima terá 32 anos no final dele. Se o compromisso chegar até o fim, nessa idade, será muito mais difícil, em tese, conseguir um contrato tão bom como o que pode obter agora. Assim, a oportunidade de o jogador lucrar com uma negociação sem que o novo clube tenha que pagar pelos direitos econômicos é vista como única.

4 – Assinar com o Santos agora significa o fim da chance de atuar na Europa antes da Copa do Mundo de 2018. A passagem pelo futebol europeu é vista pelo estafe do meia como importante para melhorar seu nível e aumentar as chances de estar na seleção de Tite.

5 – Para os profissionais que aconselham Lucas, ele não precisa ter pressa para definir seu futuro. Deve esperar as propostas aparecerem e estudar cada uma com calma. A avaliação é de que uma definição rápida só é vantajosa ao Santos. O estafe do jogador nega acerto com Barcelona ou outra equipe. E assegura que a oferta santista foi a primeira a ser recebida. Então, o melhor seria esperar outras proposta para fazer comparações, mas optar pela permanência é uma hipótese considerada bem remota.


Presidente do Santos tenta convencer Dorival de que não existem ‘sombras’
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O presidente do Santos quer aproveitar os dias de convivência com Dorival Júnior no Peru para tentar convencer o treinador de  que a sombra de Vanderlei Luxemburgo ou de outro técnico não ronda a Vila Belmiro.

Modesto Roma Júnior pretende conversar muito com Dorival antes da partida desta quinta contra o Sporting Cristal, pela Libertadores, com a intenção de acalmar o treinador que, como noticiou o UOL Esporte, acredita que há um trabalho de pessoas no clube para promover o retorno de Vanderlei Luxemburgo.

“Enquanto eu for presidente, o Luxemburgo não trabalha no Santos. Acho que a época dele já passou. Não existe treinador melhor do que o Dorival disponível no mercado”, afirmou Modesto ao blog.

Ele deve repetir esse discurso ao técnico, além de já ter dito algo semelhante para o empresário de Dorival, Edson Khodor, que procurou o dirigente para saber se procedia o interesse em Luxa.

No caso específico de uma troca por Luxemburgo, o blog apurou que Modesto tem usado o discurso de que nem Marcelo Teixeira, ex-presidente e alinhado com o atual mandatário defende o retorno do treinador, com quem trabalhou no clube.

Apesar da defesa feita por Modesto, Dorival recebe muitas críticas de conselheiros situacionistas. Também na contramão do discurso do presidente, conforme mostrou o UOL Esporte, Levir Culpi está no radar do alvinegro.


Relacionamento abalado entre elenco e direção faz parte da crise santista
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Entre os ingredientes da atual crise do Santos está o relacionamento abalado entre parte significativa do elenco e a diretoria. O motivo é a demissão do gerente de futebol Sérgio Dimas, que ainda não foi assimilada por muitos do grupo.

O ex-funcionário fazia a ligação entre a comissão técnica e a direção, além de ser próximo do elenco e visto como conselheiro que conseguia contornar eventuais incômodos dos jogadores em relação à diretoria. Essa mediação ficou prejudicada com sua saída.

Após a demissão, em fevereiro, os santistas protestaram não dando entrevistas depois de baterem o Red Bull por 3 a 2, no último dia 12. A manifestação irritou Modesto Roma Júnior. O presidente santista cobrou os atletas por falta de profissionalismo no episódio na opinião dele.

O cartola deixa claro que não aceita interferência dos atletas em questões administrativas.

Parte dos jogadores se sente sem diálogo com a diretoria e desamparada desde a saída do gerente, apesar de nenhuma nova manifestação pública ter sido feita.

Já a direção alega que não foi procurada por  descontente, não acredita em insatisfação e nem vê motivos para jogador ainda fazer bico por causa do afastamento do funcionário.