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Arquivo : Morumbi

Chegar ao Morumbi é arriscado e cada vez pior, segundo diretor corintiano
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O sufoco vivido pela delegação do Corinthians na chegada ao Morumbi para o clássico com o São Paulo no último domingo (24) ainda não foi digerido pelos alvinegros. Abaixo leia declaração do diretor de futebol corintiano, Flávio Adauto, ao blog sobre os atos de vandalismo cometidos por torcedores tricolores. Ninguém se feriu, mas pelo menos um vidro do veículo foi quebrado.

“A verdade é que os riscos têm sido grandes a cada vez que chegamos ao estádio (Morumbi). Cortesia do lado de dentro e um campo de batalha do lado de fora. Pedras, paus, garrafas, latas. Tudo é arremessado contra o ônibus. Nem mesmo o ônibus do clube podemos utilizar, o que não muda nada. Em nenhum outro estádio acontece isso. Nem no Brasil, nem fora do país ou em outros Estados. Só no Morumbi. E cada vez pior. Isso tem provocado muita irritação por parte dos jogadores e comissão técnica”.

Revoltada, a direção do Corinthians ainda estuda o que fazer a respeito. Em casos como esse é possível denunciar o ocorrido ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

Procurada pelo blog às 20h58 da última segunda (25), a assessoria de imprensa do São Paulo afirmou que naquele horário não seria possível obter a posição oficial do clube sobre o tema.


Ex-gerente contesta ‘justa causa’ e abre porta para acionar SPFC na Justiça
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Acusado de montar um esquema de venda ilegal de ingressos e camarotes para shows no Morumbi, Alan Cimerman contestou sua demissão por justa causa do cargo de gerente de marketing do São Paulo ao homologar a rescisão contratual. Ele também deixou a porta aberta para ir à Justiça do Trabalho para tentar transformar o afastamento em sem justificativa e cobrar direitos como férias e verbas indenizatórias.

“Fica ressalvado que o ex-empregado discorda da dispensa por justa causa ressalvando-lhe o direito de pleitear em juízo a conversão como dispensa sem justa causa mais férias assinadas e não gozadas tais como todas as verbas rescisórias e indenizatórias e ainda quaisquer outras que entender devidas”. Essa é a ressalva que foi anotada na homologação por Fernando Caleghim, homologador responsável.

Procurado, o departamento de comunicação e marketing do São Paulo afirmou que tanto o fato de Cimerman ter assinado a demissão por justa causa como ter contestado a decisão na homologação da rescisão contratual não alteram os motivos que levaram o clube definir sua saída.

O ex-gerente nega a acusação de ter vendido ingressos e espaços inexistentes em camarotes para shows do U2 e de Bruno Mars no estádio tricolor. O São Paulo levou o caso ao DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), que investiga suspeitas de estelionato, apropriação, falsificação de documentos e associação para o crime.

 


Conselho vê mau negócio em aluguel do Morumbi para U2 e sugere nova regra
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Para o Conselho de Administração do São Paulo, o clube fez um mau negócio ao assinar contrato de aluguel para quatro shows do U2 em outubro por pouco mais da metade do valor habitual em troca de uma participação na venda de bebidas. Por conta dessa avaliação, recomendou que a diretoria estabeleça um preço fixo para o aluguel do estádio e não aceite participação na comercialização de produtos como variável.

Normalmente, o São Paulo cobra R$ 1,2 milhão por dia pelo aluguel de sua casa para eventos. Mas, no caso das apresentações da banda irlandesa, o preço da diária foi de R$ 650 mil mais uma porcentagem na venda de bebidas.

Os membros do conselho de administração torceram o nariz para o modelo de aluguel porque acreditam ser difícil controlar o valor arrecadado com a comercialização de produtos por terceiros no estádio. Entendem que o clube não deve se propor a isso, pois terá grande chance de fracassar no controle.

Até a publicação deste post, a assessoria de imprensa do clube não havia respondido se a diretoria vai acatar a recomendação do Conselho de Administração.

O estranhamento dos integrantes do órgão ajudou a direção a chegar no que acredita ser um esquema fraudulento montado por seu ex-gerente de marketing, Alan Cimerman. Demitido por justa causa, ele nega as acusações.


SPFC se diz vítima de rede que cometeu estelionato e falsificação em shows
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Após a demissão por justa causa de Alan Cimerman, gerente de marketing acusado de promover venda ilegal de ingressos de camarotes para shows no Morumbi, membros do Conselho de Administração cobram da diretoria nomes de mais envolvidos no suposto esquema e medidas contra eles. A tese é de que não seria possível alguém agir sozinho nesse caso.

Cimerman nega por meio de seu advogado ter cometido irregularidades e se diz protegido por contratos que autorizavam a venda dos bilhetes comprados do clube (leia mais sobre as acusações e a defesa completa do ex-funcionário aqui).

Já a diretoria trata as investigações sob sigilo e como caso de responsabilidade da polícia. Porém, internamente, o discurso é de que o São Paulo foi vítima de uma rede de pessoas que, em sua maioria, não eram contratadas como funcionárias do clube. Assim, não puderam ser demitidas, mas vetadas em operações comerciais. Os nomes são mantidos em sigilo sob o argumento de que a divulgação seria prejudicial às investigações.

O suposto esquema funcionaria com o bloqueio de lugares em camarotes sob o pretexto de atender às exigências dos produtores dos shows. Os ingressos que deveriam estar bloqueados, porém, eram colocados à disposição de uma empresa que os negociava, segundo a acusação.

A diretoria acredita que foram praticados crimes de estelionato, apropriação indébita e falsificação de documentos.


Opinião: empate justo no Morumbi. São Paulo está no mesmo nível do lanterna
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Difícil achar algo que tranquilize o torcedor do São Paulo no empate em dois gols com o Atlético-GO nesta quinta no Morumbi. O resultado justo mostra a realidade do futebol tricolor neste momento: está em pé de igualdade com o lanterna do Brasileirão.

O time do Morumbi jogou como candidato ao rebaixamento e mostrou que o estreante Dorival Júnior terá enorme trabalho para fazer a equipe apresentar um futebol decente.

O segundo gol do Atlético, marcado por Everaldo, de calcanhar em meio a três defensores rivais, simboliza a bagunça que é o São Paulo em campo atualmente.

Organizar taticamente o time, acabar com falhas infantis, melhorar a pontaria, aprimorar o preparo físico dos jogadores… Trabalho não falta pelo que se viu no Cícero Pompeu de Toledo.

Nesse cenário, o futuro para o torcedor são-paulino é assustador. No momento, não dá pra esperar nada além de passar boa parte do campeonato lutando contra o rebaixamento.


Justiça impede uso de área do Morumbi em que ocorreu acidente em 2016
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Atendendo a recurso interposto pelo Ministério Público de SP, a Justiça determinou em antecipação de tutela (antes do julgamento final) que não seja usada área do Morumbi em que ocorreu a queda de uma grade durante jogo entre São Paulo e Atlético-MG pela Libertadores em maio do ano passado. A interdição vale até a conclusão de laudo técnico determinado pela Justiça seguido de ordem judicial para a liberação. O clube tem trinta dias para apresentar o laudo sob pena de multa diária de R$ 25 mil. O processo corre em primeira instância, e o clube vai recorrer. Em abril, havia sido negado o primeiro pedido de interdição. A nova decisão foi publicada nesta segunda no Diário Oficial paulista.

O promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos (Habitação e Urbanismo), autor da ação civil pública, havia pedido a interdição total do Morumbi até a apresentação dos laudos. Em sua decisão, a Justiça diz que não deve ser usada a área em que foram apontados problemas pelo MP. Porém, o Ministério Público também apresentou laudo disponibilizado em 2015 no site da Federação Paulista indicando falhas no setor que fica acima das cabines de rádio do estádio, longe do local do acidente.

Após a apresentação do relatório técnico, o São Paulo terá sessenta dias para corrigir eventuais falhas que comprometam a segurança dos torcedores. Esse prazo, porém, pode ser prorrogado.

Os são-paulinos também terão que apresentar em 30 dias documentos que comprovem renda e público do jogo em que aconteceu o acidente. O MP cobra de São Paulo e Federação Paulista indenização por danos sociais em valor equivalente ao dobro da receita com bilheteria, que foi de R$ 4,1 milhões. O pedido de antecipação de tutela para o pagamento de indenização, no entanto, não foi aceito pela Justiça.

Caso a Justiça conceda, no decorrer do processo, o pagamento de indenização por dano social (quando há lesão ao bem-estar coletivo), o valor irá para o Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

O promotor ainda pede que São Paulo e FPF indenizem todos os torcedores que caíram de um dos setores do Morumbi no dia do acidente por danos materiais e morais sofridos, mas não estipula o valor. Pelo menos três entraram com ações individuais contra o clube. Foram cerca de 30 envolvidos.

O São Paulo alega que logo após o acidente tomou todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos torcedores no estádio. Afirma também ter dois laudos que atestam a segurança do local.


MP pede que SPFC e FPF paguem R$ 8,2 milhões por acidente no Morumbi
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São Paulo e Federação Paulista de Futebol são alvos de uma ação civil pública proposta pelo promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos (Habitação e Urbanismo) por conta da queda de torcedores no Morumbi provocada pelo rompimento de uma grade em 2016. Ele pede que clube e FPF sejam condenados a pagar solidariamente indenização por danos sociais igual ao dobro da receita bruta gerada pela partida entre o time paulista e o Atlético-MG em 11 de maio do ano passado, quando aconteceu o acidente. A arrecadação com a venda de ingressos foi de R$ 4,1 milhões.

O MP teve negado em primeira instância, no dia 18 de abril, pedido de interdição do Morumbi por meio de liminar até que São Paulo e federação apresentassem laudos comprovando que o estádio oferece segurança aos torcedores.

A segunda Vara Cível da capital paulista entendeu que não havia provas de que as partes não tinham tomado providências em relação à segurança do local e determinou que elas se manifestassem.

Caso a justiça conceda o pagamento de indenização por dano social (quando há lesão ao bem-estar coletivo), o valor irá para o Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

O promotor também pede que São Paulo e FPF indenizem todos os torcedores que caíram de um dos setores do Morumbi no dia do acidente por danos materiais e morais sofridos, mas não estipula o valor. Pelo menos três entraram com ações individuais contra o clube. Foram cerca de 30 envolvidos.

Renato Acacio de Azevedo Borsanelli, juiz responsável pelo caso, pediu que o promotor justificasse a inclusão da federação como ré, pois o estádio pertence ao São Paulo. Entre os motivos, ele alegou que a entidade tinha à sua disposição um laudo técnico demonstrando existir problemas de segurança no Cícero Pompeu de Toledo e deixou de tomar providências. Na inicial, o promotor já havia citado laudo de vistoria de engenharia feito no Morumbi em 2015 por um engenheiro civil e disponível no site da FPF que apontava irregularidades em guarda-corpos semelhantes ao que se rompeu no acidente mas em outro setor do estádio.

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação da FPF emitiu a seguinte nota:

“A federação Paulista de Futebol Interdita ou libera estádios com base única e exclusivamente nos laudos técnicos elaborados pelas autoridades competentes, como de PM, engenheiros responsáveis e do Corpo de Bombeiros. No caso do estádio do Morumbi, todos os laudos emitidos pelas autoridades à época do acidente autorizavam o estádio para a realização de jogos com a liberação total do espaço”.

Por sua vez, a assessoria de imprensa do São Paulo disse que o clube ainda não havia sido citado pela Justiça e por isso não se manifestaria. Porém, listou uma série de medidas tomadas após o acidente, como a instalação de hastes adicionais nos guarda-corpos e reforçou todas as estruturas, chumbando as hastes no concreto e garantido que elas fossem devidamente enterradas. A queda de torcedores aconteceu após o rompimento de um guarda-corpo que havia sido soldado.


Opinião: FPF mata o Paulistinha ao beneficiar São Paulo com 2 jogos em casa
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A Federação Paulista matou a credibilidade de seu principal campeonato ao beneficiar o São Paulo com dois jogos no Morumbi contra o Linense nas quartas de final do Estadual.

Inversão de mando é uma das práticas mais condenáveis no esporte. Já aconteceu antes no Paulista e foi repugnante​ do mesmo jeito.

E se um ou mais dos outros três grandes apanharem no interior e acabarem eliminados? Será justo se isso acontecer e o São Paulo passar para as semifinais?

Caso os quatro principais clubes paulistas se classifiquem será certo o São Paulo ter o desgaste de uma partida fora de casa a menos?

O equilíbrio da competição foi aniquilado.

Pior será se os outros seis times vivos no campeonato não protestarem.

Se o Linense quer ganhar mais dinheiro que procure um estádio maior fora da capital. O clube não possui uma casa em condições de receber o jogo? Então, deveria ter sido barrado do campeonato.

Só não poderia dar um mando de presente pro São Paulo em troca de dinheiro. É um gesto ético favorecer seu concorrente e ainda botar uma grana no bolso? Na minha opinião não é.

A FPF tinha a obrigação de impedir isso, mas preferiu tratar o campeonato como um torneio interno de colégio. Até intercolegial costuma ter mais cuidado com mandos de jogos.

 

 


São Paulo é condenado a indenizar torcedor após queda de grade no Morumbi
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O São Paulo foi condenado em primeira instância (com direito a recurso) a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais ao torcedor André Ricardo Motta. Ele sofreu uma fratura no pé ao cair da área externa de um camarote do Morumbi quando o guarda-corpo do local se rompeu durante a comemoração do gol da vitória tricolor por 1 a 0 sobre o Atlético-MG no dia 11 de maio de 2016.

A decisão também obriga o clube a pagar R$ 104 por danos materiais referentes a um bota ortopédica alugada pelo torcedor.

Em sua defesa, o São Paulo culpou Motta pelo acidente já que, de acordo a alegação tricolor, o guarda-corpo não suportou a tensão provocada pelos torcedores durante a comemoração do gol.

A tese foi rejeitada na 2ª Vara Cível, apesar e laudo da Polícia Militar confirmar que a queda ocorreu por causa da pressão exercida na grade pelos fãs no momento de euforia.

“Tal situação é extremamente previsível num estádio de futebol. Não é crível culpar os torcedores por uma comemoração eufórica, posto que não restou demonstrado que os torcedores, inclusive o réu, excederam-se no comportamento e extrapolaram as normas de segurança. Sabe-se que numa partida de futebol os torcedores não ficam sentados ou parados no mesmo lugar, ainda mais na comemoração de um gol importante. Se o local não suportava o peso dos torcedores deveria haver algum um aviso  ou funcionário alertando o perigo”, escreveu a juíza Alessandra Laperuta Nascimento Alves de Moura em sua decisão publicada nesta segunda no diário oficial de São Paulo.


PM vê risco de confronto no Allianz Parque igual ao que ocorreu no Morumbi
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A Polícia Militar de São Paulo ligou o sinal de alerta em relação ao entorno do Allianz Parque. Para o comando do 2º Batalhão de Choque, responsável pela segurança nos estádios da capital, há riscos de um confronto entre torcedores e policiais semelhante ao que ocorreu do lado de fora do Morumbi na última quarta-feira após a vitória do Atlético Nacional por 2 a 0 sobre o São Paulo pela Libertadores.

“Já venho alertando para os riscos em volta do Allianz Parque. Qualquer dia, se houver um embate lá, será tão terrível quanto esse do Morumbi porque a munição que a torcida tem à disposição é absurda em virtude da não fiscalização por parte da Prefeitura”, disse ao blog o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do 2º Batalhão de Choque.

As munições mencionadas por ele são garrafas de cerveja comercializadas por ambulantes sem autorização para vender a bebida.

De acordo com o tentente-coronel, na partida do Palmeiras contra o Figueirense pelo Brasileirão já ocorreram atritos entre torcedores e ambulantes em volta do Allianz, palco de Palmeiras x Santos nesta terça apenas com torcedores do time da casa. “Cinco fiscais foram parar no hospital em virtude de agressões de torcedores. Parece que os ambulantes eram ligados à Mancha [Alviverde]”, declarou o policial militar.

O blog não conseguiu entrar em contato com a direção da principal torcida organizada palmeirense para falar sobre o assunto. A assessoria de imprensa localizada informou que cuida apenas da escola de samba da Mancha.

Além de cobrar da Prefeitura uma melhor fiscalização, Oliveira diz que, se a ação dos ambulantes tivesse sido coibida com eficiência no Morumbi, teria sido menor o número de policiais militares feridos na batalha com são-paulinos. Foram 15 integrantes da Polícia Militar machucados. A maioria foi atingida por garrafadas.

Abaixo, leia nota enviada pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura ao ser questionada sobre as cobranças da PM.

“O policiamento de grandes eventos esportivos na cidade de São Paulo é atribuição da Polícia Militar. A fiscalização do comércio irregular no entorno dos estádios mencionados é de responsabilidade das respectivas Subprefeituras, sob proteção da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Em função da presença de torcidas organizadas e da enorme repercussão que uma ação para inibir o comércio irregular pode promover junto ao público, as ações das subprefeituras com apoio da GCM estão sendo redimensionadas”.