Blog do Perrone

Arquivo : maio 2011

Teixeira corre risco de sofrer retaliações se recusar convite
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Ricardo Teixeira não é obrigado a comparecer à Câmara dos Deputados para se explicar sobre as denúncias de suborno contra ele. A Comissão de Turismo e Desporto só pode convidá-lo. Não tem poder para puni-lo se não for.

Mas recusas costumam ser interpretadas pelos deputados como ofensas. Conversei com membros da comissão. Um deles me disse que, nesses casos, a negativa pode provocar medidas mais fortes.

Teixeira não pode esquecer que já existe uma Proposta de Fiscalização Financeira e Controle sobre a Copa do Mundo de 2014 aguardando para ser votada, a pedido de Anthony Garotinho (PR-RJ). Tudo que o cartola não precisa agora é gerar antipatia na Câmara.

“Ninguém aqui quer fazer algo contra o Ricardo Teixeira. É importante para ele esclarecer de uma vez o que está acontecendo. Se ele fizer isso,  param de falar no assunto”, disse ao blog o deputado e ex-goleiro Danrlei (PTB-RS).

“Temos medo de que essas denúncias possam prejudicar o andamento do Mundial no Brasil. Daqui a pouco, a Fifa,pode dizer: ‘não existe condição de fazer a Copa no Brasil. Vamos tirar de lá”, completou o ex-gremista.

 Caso compareça à Câmara, não acredito que Teixeira enfrente um clima hostil. Nem por parte de Romário, autor do pedido. Porém, se não aparecer, pode arrumar dor de cabeça desnecessária.


Henrique custaria ao Palmeiras R$ 50 milhões em cinco anos
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O Palmeiras nem chegou a fazer uma proposta oficial ao Barcelona por Henrique. A desistência ocorreu depois de o jogador revelar suas  pretensões salariais.

Pelos cálculos dos dirigentes alviverdes, para ter o beque durante cinco anos o clube desembolsaria no total cerca de R$ 50 milhões. Nesse valor já estão calculados os 4 milhões de euros que o Barcelona quer para liberá-lo. Nessa conta também entram, além do salário, as luvas que o atleta receberia.

Independentemente da política de corte de gastos adotada pelo clube, a diretoria avaliou ser um investimento muito alto para contratar um zagueiro.

A fracassada negociação gerou turbulência política. Conselheiros não gostaram de saber que o agente André Cury foi acionando para servir de ligação com o Barça. O problema é que a atual diretoria criticou a anterior por pagar comissões a agentes na compra de atletas.

 Já o tacante argentino Martinuccio, do Peñarol, recebeu o contrato preparado pelo Palmeiras, mas ainda não assinou o documento.


Cartola de pileque incomoda corintianos na concentração
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Jogadores corintianos reclamam veladamente de que tem cartola desfilando na concentração depois de tomar algumas doses. Estão incomodados com o que classificam de atitude inconveniente.

Mesmo sem gostar da situação, os atletas não têm muito o que fazer. Por uma questão de hierarquia, não se sentem em condições de protestar diretamente com quem os incomoda. No vestiário, porém, os comentários são jocosos.

Faz tempo que a direção corintiana deixou de manter uma distância segura do elenco. Principalmente na era Ronaldo, parte dos cartolas estabeleceu uma relação íntima com alguns atletas. Ficou difícil separar amizade do convívio profissional.


Senador tenta iniciar movimento para governo afastar Ricardo Teixeira
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Álvaro Dias planeja iniciar nesta semana uma missão que pode ser considerada impossível. O senador do PSDB do Paraná quer um movimento no Senado para pressionar o governo a cortar relações com Ricardo Teixeira.

Ele defende que Dilma Rousseff desautorize seus ministros a continuarem tocando a Copa do Mundo com Ricardo Teixeira. No cenário imaginado pelo tucano, o governo federal diria que é impossível seguir como parceiro do cartola após as denúncias feitas contra ele na Europa. Assim, Dilma pressionaria para que acontecesse uma mudança no comando do Comitê Organizador do Mundial.

Mas a presidente não tem poder de ingerência no órgão. Para a troca acontecer, Teixeira teria que ficar constrangido a ponto de pedir para se afastar. Ao menos até as investigações terminarem. Alguém acredita que isso seja possível?


MP investiga notas fiscais suspeitas no Palestra Itália
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Corre no Ministério Público uma antiga investigação para saber se o alvará dado para o Palmeiras reformar o Palestra Itália, antes do contrato com a WTorre,  foi desrespeitado pelo clube e caducou.

Para manter o documento válido, a reforma não poderia completar dois anos sem a realização de pelo menos uma das obras previstas. O MP pediu para o clube comprovar que a exigência foi cumprida.

Porém, foram apresentadas notas fiscais de uma mesma empresa com números sequênciais. Isso gerou a suspeita de que elas foram emitidas apenas para comprovar que as as obras não pararam. E que os serviços descritos não foram realizados. Pelo menos não nos prazos declarados. Ou seja, seriam notas frias.

O que chama a atenção do MP é o fato de a empresa, durante um longo período, só ter emitido notas para o Palmeiras. “Isso não tem nada a ver. Contratamos algumas firmas de menor porte que podem ter se concentrado só na nossa obra, recusando outros serviços”, disse ao blog José Cyrillo Júnior. Ex-diretor do Palmeiras, ele montou parte do dossiê entregue ao MP.

A promotoria agora investiga se os trabalhos foram realmente feitos. O processo é diferente daquele que pode provocar a paralisação das obras da arena por questões de permeabilidade do terreno. Nesse caso, o Ministério Público está analisando as respostas enviadas pela prefeitura.

“Não temos culpa se a legislação mudou. Quando apresentamos nosso projeto, eram exigidos 15% de área permeável. Temos 18%. Depois disso, a lei passou a falar em 40%”, declarou Cyrillo.


Corinthians corta poder da Odebrecht para segurar preço
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Os trabalhos no terreno de Itaquera começam nesta segunda em meio a um clima de desconfiança. O clube não engole o orçamento de R$ 1 bilhão apresentado pela Odebrecht. E isso já se reflete na primeira ação no canteiro de obras.

A Odebrecht iria terceirizar a terraplanagem, escolhendo quem faria o serviço. Porém, o Corinthians tomou as rédeas da situação e reduziu o poder de decisão da parceira. Fez uma pesquisa de preços com cinco empresas. Escolheu a Engeterra. Segundo a diretoria alvinegra, ela apresentou o melhor preço. O prato chegou pronto para a Odebrecht, responsável pela contratação.

Enquanto a terraplanagem é feita, o clube continua negociando com outras construtoras e pressionando a Odebrecht a diminuir o orçamento em R$ 300 milhões. A diretoria estabeleceu o fim desta primeira fase da obra como prazo para contratar quem vai de fato erguer o estádio.


Diretor do Corinthians sonda patrocinadores na Arábia
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Luiz Paulo Rosenberg viajou para a Arábia Saudita e causou alvoroço no Parque São Jorge. Conselheiros do clube afirmam que ele está lá para acertar a venda do naming right do estádio.

Ao blog, o diretor de marketing corintiano disse que foi tratar de negócios particulares. Porém, entre uma reunião e outra, ele tem feito sondagens com possíveis patrocinadores. São contatos iniciais. Rosenberg voltará da Arábia sem nenhum negócio fechado, para a decepção de seus colegas de conselho.

A diretoria corintiana afirma que ainda não tem interesse em fazer um contrato de exploração do nome do futuro estádio. Isso porque o valor subirá quando a obra tiver decolado. Com tantas incertezas que cercam o projeto seria mesmo difícil conseguir interessados agora.


Ministério Público recebe denúncia contra a Nike
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Está nas mãos do Ministério Público Federal uma denúncia contra a Nike. A representação, feita em São Paulo, alega que a empresa adota um contrato padrão para os jogadores que fere a legislação brasileira em alguns pontos. E que apresentam cláusulas abusivas e lesivas aos atletas.

A acusação fala em versões diferentes do contrato em inglês e em português. Em caso de dúvida vale o que está escrito em língua estrangeira. Isso representaria uma armadilha para os contratados. Relata também multas que ultrapassariam o limite permitido pelas leis do Brasil, renovação automática (sem valer a vontade dos atletas), e direito de rescisão sem cláusula penal apenas por parte da empresa.

Outra questão levada ao MP é o fato de os contratos apontarem como foro para discussões jurídicas a Holanda ou o país em que os documentos foram assinados. Isso dificulta que brasileiros com residência no exterior recorram à Justiça brasileira em casos de atrito.

Procurada pelo blog, a Nike afirmou que não foi comunicada pelo Ministério Público. Alegou que seus contratos são individualizados e respeitam totalmente as leis brasileiras.

Recentemente, tornaram-se famosos casos de craques que brigaram com a Nike na Justiça. Aconteceu, por exemplo, com Robinho e Diego. O astro argentino Messi também se desentendeu com a empresa.

O Ministério Público ainda vai decidir se as denúncias vão dar origem a uma investigação criminal.


Sem querer, Palocci blinda Ricardo Teixeira no Senado
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“Se não fosse o caso Antonio Palocci, Ricardo Teixeira teria sido a grande estrela do Senado nesta semana”. A frase é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Segundo ele, a mobilização dos senadores em relação ao aumento patrimonial do ministro da Casa Civil impediu a discussão sobre as recentes denúncias contra Ricardo Teixeira.

O assunto será abordado na semana que vem, especialmente pela oposição, que critica o trânsito que Teixeira tem no Governo Federal. Os sendadores discutirão uma forma de entrar no tema.

Dias deverá fazer um discurso em plenário. Lembrará que denúncias de irregularidade no relacionamento do cartola com a ISL, ex-parceira da Fifa, foram levantadas na CPI no Senado que investigou o futebol brasileiro.

Com ou sem Palocci na berlinda, Senado e Governo Federal até agora ignoraram olimpicamente as acusações contra Ricardo Teixeira. É como se nada tivesse acontecido. Ou como se o cartola hoje não fosse um importante parceiro do governo.


Fifa dá mais um indício de que abertura da Copa pode ser no Rio
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Durante a Copa da África do Sul, Ricardo Teixeira defendeu que o Rio de Janeiro deveria concentrar o maior número de eventos importantes na Copa de 2014.

Como já escrevi aqui, ele acredita ser mais fácil concentrar a estrutura mais complexa num local só. A medida também reduziria os deslocamentos aéreos, grande temor da organização do Mundial.

A confirmação de que São Paulo está fora da Copa das Confederações é vista por integrantes do Governo Federal como um recado: a capital paulista dançou e nada demais aconteceu. A vida segue. Logo, não será o fim do mundo se São Paulo perder a abertura ou até a sua vaga na Copa.

Mas o novo indício de que a partida inaugural pode cair no colo do Rio é a escolha da cidade para o IBC, o centro de imprensa. Uma corrente na prefeitura paulistana defendia ser mais importante garantir o IBC do que a abertura, por questões financeiras. Esse era o grande projeto da cidade.

Com mais essa vitória do Rio, a Fifa e o Comitê Organizador Local confirmam o desejo de deixar a Copa com um sotaque quase que exclusivamente carioca. Fazer a abertura no local que já tem a final e o IBC é mais coerente com a filosofia de centralização.