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PT inclui até arenas de Estados da oposição em sua propaganda
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Propaganda do PT  divulgada em horário nobre na televisão, com Lula e Dilma Rousseff, é um trailer de como Copa do Mundo será explorada nas eleições de 2014. Entre as transformações pelas quais o Brasil passou desde que o partido assumiu a presidência, são citados na publicidade os 12 estádios do Mundial.

Não há menção individual âs arenas. Nem ao fato de várias delas terem sido construídas em Estados governados por outros partidos. E nenhum lembrete sobre existirem arenas privadas, como as de  Corinthians, Inter e Atlético-PR,

Faz tempo que integrantes do PT defendem a tese de que com financiamento do BNDES e/ou isenção de impostos, os 12 palcos do Mundial têm algo do Governo Federal em seu DNA. E que Dilma precisa reforçar a imagem desse governo como um dos “patrocinadores” da competição.

Apenas duas arenas estaduais são em locais em que o governador é petista: Bahia e Distrito Federal. O Rio Grande do Sul também é controlado pelo partido, mas o estádio é privado.  No entanto, teve financiamento aprovado pelo BNDES.

Como a narração se refere “aos 12 estádios”,  até o Mineirão, do Estado do tucano Aécio Neves, provável principal adversário de Dilma nas eleições de 2014, acabou entrando no pacote publicitário.


Anúncios em metrô, rodovias e no Itaquerão são oferecidos para quem bancar gastos com abertura da Copa em SP
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Governo do Estado e Corinthians oferecem a patrocinadores espaço no Itaquerão, no metrô, em estações de trem e até em rodovias para quem bancar gastos com a abertura da Copa de 2014.

A publicidade na arena pode ser explorada desde a sua inauguração até ela ser entregue à Fifa, em abril de 2014. Os gastos são estimados em R$ 70 milhões.

Se nada disso funcionar, cada parte vai arcar com suas responsabilidades, previstas em contrato. O Estado, nesse caso, bancaria cerca de 20 mil assentos provisórios. O governo nega ter desistido de fazer o pagamento, contrariando informação publicada hoje no jornal “O Estado de S.Paulo”. Sustenta que a prioridade, no entanto, é encontrar patrocinadores.

Sem patrocínio, Prefeitura e Corinthians ficariam com o restante da conta, que inclui uma série de gastos com estruturas necessárias somente para a abertura, como bancadas extras para jornalistas. O orçamento final não está pronto.


Cuiabá pode ter menos jogos na Copa por causa de problemas em obra suspeita
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A Fifa não gosta que metam a colher em seus problemas. Logo não vai se envolver com a confusão em Cuiabá, provocada por suspeitas de irregularidades em licitação para obras do VLT (veículo leve sobre trilhos).

Conforme revelou o UOL Esporte, o consórcio vencedor da concorrência para a construção era conhecido um mês antes da abertura dos envelopes.

Para a federação internacional, o imbróglio só diz respeito às autoridades locais. E o recado para elas é simples. A Fifa não está nem um pouco preocupada. Se Cuiabá (ou outra cidade) não entregar a estrutura de mobilidade urbana prometida, vai perder partidas para quem estiver melhor preparada.

Não se fala em exclusão completa, mas na redução da quantidade de jogos. Pela programação atual, a cidade irá receber quatro partidas, todas na primeira fase.

Vinícius Segalla, repórter do UOL Esporte, informa que o Ministério Público vai continuar propondo ações contra a obra. Com os percalços, o VLT pode não ficar pronto para o Mundial. Nesse caso, Cuiabá deve sofrer retaliações da Fifa.


Dilma vai liberar mais dinheiro para cidades da Copa e mostra boa vontade para Fifa
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O Governo Federal planeja liberar até o fim desta semana mais uma parcela de dinheiro para obras de infraestrutura nas cidades da Copa. O anúncio logo depois da reunião do Ministério do Esporte com a Fifa seria uma forma de mostrar que o Brasil está fazendo a sua parte no trato: esquecer as rusgas e trabalhar para o Mundial dar certo.

A presidente Dilma Rousseff está pessoalmente empenhada na missão de fazer a Copa decolar e mostrar os esforços do Governo.

Como prova de sua preocupação, Dilma cuidou diretamente dos temas que deveriam ser tratados por Aldo Rebelo no encontro de ontem na Fifa. Queria que a paz entre o ministro do Esporte e Jeróme Valcke fosse selada de maneira objetiva e definitiva. Também pediu que a apresentação brasileira mostrasse que a Lei da Copa está praticamente resolvida e a maioria dos estádios bem encaminhada.

Tanto empenho faz sentido. Um fracasso na realização do Mundial teria efeitos devastadores nas eleições de 2014.


Em jantar secreto, ex-líder do governo articulou para Valcke receber ministro do Esporte
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O ministério do Esporte faz questão de ressaltar que partiu da Fifa a iniciativa de marcar uma reunião no próximo dia 8 com a presença dos desafetos Aldo Rebelo e Jerôme Valcke.

Porém, o blog apurou que a sugestão do encontro foi feita pelo ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP). Há pouco mais de um mês o deputado federal deu a ideia para Valcke durante um jantar organizado sob sigilo em Zurique.

Joana Havelange, filha de Ricardo Teixeira e integrante do COL, também participou do encontro realizado num restaurante. Vaccarezza havia acabado de deixar a liderança do governo na Câmara e viajou para  a Europa. Após encontrar um amigo com trânsito na Fifa, teve a ideia do jantar.

O deputado, que disparou contra Valcke no episódio do chute no traseiro, faz parte da ala governista com receio de atrasos na organização da Copa de 2014 provocados pelo rompimento com o secretário-geral da federação, liderado por Aldo.

O mesmo grupo entende que Valcke é quem manda em termos de Copa dentro da Fifa, mais do que o presidente da entidade. Por tanto, manter-se afastado do francês seria um erro grave cometido pelo Ministério do Esporte. A atitude teria um efeito congelante nos preparativos para 2014.

Valcke, que já conhecia o deputado, concordou com a ideia de abrir as portas da Fifa para reaproximação do ministro. Em seguida, Joseph Blatter fez o convite formal para Aldo. No próximo dia 8, o brasileiro estará na Fifa.

Interlocutores de Aldo afirmam que ele ainda está arredio em relação a fazer as pazes com Valcke, apesar de ter confirmado presença no evento. Mas na Fifa há quem acredite que o próprio ministro queria a realização do encontro.

O ministro tem sido alertado por governistas de que está arriscado a ser responsabilizado por atrasos devastadores para o Mundial. E que, se isso acontecer, poderá ser acusado de pensar mais em alavancar sua imagem como defensor do país do que no bem da Copa. Pegaria muito mal junto ao eleitorado.


Marin diz a deputados que prioridade da CBF é vencer Mundial, não cuidar dele
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Na visita que fez nesta quarta ao Congresso Nacional, José Maria Marin mostrou, enfim, uma diferença em relação a seu antecessor, Ricardo Teixeira. O novo presidente da CBF disse aos deputados que a prioridade da confederação passa a ser conquistar a Copa de 2014.

Então, como comandante da entidade suas atenções estarão voltadas para a seleção brasileira. Teixeira se dedicava quase que exclusivamente ao Mundial. A imagem da CBF acabava se misturando com a do COL (Comitê Organizador Local). Até a criação do cargo de diretor de seleções, inaugurado no início do ano, o time nacional ficou em segundo plano.

Assim como o ex-presidente, Marin comanda também o COL, mas demonstrou mais interesse em conquistar o hexa do que seu antecessor.

Nas entrelinhas, ficam duas mensagens, uma para Mano Menezes e outra para os dirigentes de clubes. O foco na seleção significa mais pressão para o técnico.

Já o fato de a prioridade da entidade ser a conquista do Mundial pode ser um indício de que o presidente topa dar mais espaço para os clubes na administração do Brasileirão. Dessa forma, a CBF pode se concentrar na seleção.

Esse é o desejo dos clubes que sonham com a criação de uma Liga. A ideia, porém, não agrada a Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista. Braço direito de Marin, ele acompanhou o dirigente em Brasília, assim como cartolas de Brasília, Goiás e do Tocantins.


Após crise, Ministério do Esporte já vê presidente da Fifa como novo interlocutor
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Sai Jérôme Valcke, entra Joseph Blatter no posto de interlocutor do Governo Federal nomeado pela Fifa para assuntos da Copa de 2014. Esse é o saldo da crise com a federação internacional na avaliação de integrantes do Ministério do Esporte, incluindo o ministro Aldo Rebelo.

O fato de Blatter afirmar que quer negociar diretamente com Dilma Rousseff e com o ministro em sua próxima viagem ao Brasil foi interpretado como anúncio de que o número 1 da Fifa é o novo interlocutor. A promessa de que o problema (declaração ofensiva feita por Valcke) não vai se repetir,  foi traduzida como uma garantida de que o secretário-geral é carta fora do baralho nas tratativas.

Assim, a reação de Blatter foi comemorada no ministério, já que Rebelo havia pedido a troca de interlocutor depois de Valcke afirmar que o Brasil precisava levar um pé no traseiro para acelerar obras e a aprovação da Lei Geral da Copa.

Para o estafe do ministro, Valcke terminou o episódio desgastado com seu próprio chefe. Isso porque Blatter precisou interromper seus afazeres na Ásia par cuidar de uma crise iniciada pelo secretário-geral.

O sentimento de vitória aumentou depois de ser desmentida a versão do cartola de que falou em francês sobre o pé no traseiro e que o conteúdo acabou distorcido  na tradução para o inglês. A agência de notícias AP sustenta que a entrevista original foi dada na língua inglesa.

Considerando Valcke desmoralizado, o ministério agora trabalha para que a presidenta receba Blatter e construa uma boa relação com o dirigente. Seria uma forma de não deixar brechas para o francês voltar.

 


Lei da Copa é trunfo de Teixeira em briga na Fifa
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Causa estranheza em Brasília o fato de a Bancada da Bola não ter sido mobilizada por Ricardo Teixeira antes do recesso de fim de ano. No Congresso Nacional esperava-se uma forte atuação do presidente do COL (Comitê Organizador Local) da Copa de 2014 para deixar a Lei Geral da Copa 100% ao gosto da Fifa.

O silêncio parece ter explicação no conflito deflagrado na federação internacional. Joseph Blatter, desafeto de Teixeira, sabe do bom relacionamento do brasileiro com um grupo de senadores e deputados. O suíço sempre contou a influência do presidente do COL no Congresso para aprovar a Lei da Copa. Enquanto Teixeira não acionar sua tropa parlamentar, Blatter pensará duas vezes antes de revelar detalhes do caso ISL, que supostamente incriminaria o brasileiro por corrupção.

Assim que os camaradas do presidente da CBF atenderem aos anseios da Fifa, Ricardo deixará de ter a Lei da Copa como trunfo.

Coincidentemente, a prometida abertura da caixa-preta por parte do suíço sofre seguidos adiamentos, enquanto a questão não se resolve na capital federal.


Para integrantes do Governo organização da Copa está comprometida de maneira irreversível
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“O Brasil fará a melhor Copa de todos os tempos”. A promessa repetida por Lula e agora por Ronaldo é impossível de ser cumprida, segundo membros do Governo Federal. A conclusão é de que os atritos entre Fifa e Governo prejudicaram a organização de maneira irreversível. Os problemas serão sentidos durante o Mundial.

A principal reclamação em Brasília é de que o COL (Comitê Organizador Local) e a Fifa se preocupam apenas com os dias de jogos. E o Governo Federal pensa também no que os turistas irão fazer quando suas seleções não estiverem em campo.

 O turismo pelo Brasil era o trunfo governamental para fazer com que os estrangeiros se divertissem como nunca num Mundial. Porém, os interesses distintos impediram ações coordenadas nessa direção. E, em alguns casos, não há mais como corrigir a rota.

Um dos exemplos é o fato de ter sido abandonada a ideia de dividir o país em regiões para que as seleções e os turistas não fossem obrigados a fazer grandes deslocamentos em curtos períodos de tempo. A divisão por setores daria mais tempo para os torcedores explorarem uma determinada região. A Fifa alega que a ideia foi abandonada por causa dos pedidos de todas as cidades para receber o maior número de seleções.

Opinião

A Fifa está longe de ser a única culpada por iminentes falhas na organização. A demora nas obras sob responsabilidade das três esferas de governo também causará (no mínimo) desconforto aos torcedores.


Política e medo de torcida paulista ajudam Fortaleza e BH na Copa
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O rascunho da tabela da Copa de 2014 foi impregnado pelas digitais de Ricardo Texieira. A escolha dos locais dos jogos agrada a amigos e aliados do cartola, além de se encaixar no que ele considera ser o melhor para a seleção brasileira.

Teixeira e até alguns integrantes da comissão técnica temem a pressão da torcida paulista, que tem um histórico de impaciência e vaias direcionadas ao time nacional. Por isso, a abertura em São Paulo sempre foi considerada um risco de início com o pé esquerdo.

Já que tornou-se inevitável fazer o jogo inaugural em solo paulistano, tratou-se de diminuir as chances de a equipe jogar um mata-mata diante da torcida considerada a mais exigente do país.

O Comitê Organizador Local, então, uniu o útil ao agradável. Deixou o caminho aberto para a seleção fazer a semifinal em Belo Horizonte. É a terra do parceiro de Teixeira e presidenciável Aécio Neves. O Brasil só joga de novo em São Paulo se ficar no segundo lugar na primeira fase.

O medo da torcida paulista também bombou Fortaleza, que vai ter dois jogos da seleção, um na primeira fase e outro nas quartas ou nas oitavas, se a equipe nacional não cair prematuramente.

 A escolha colocará a seleção no colo da torcida do nordeste, considerada a mais calorosa. A decisão certamente também é comemorada por Ciro Gomes, amigo do peito de Ricardo Teixeira e irmão do governador cearense, Cid Gomes. Fortaleza é território eleitoral de Ciro.

Depois de casar com a atriz Patrícia Pilar, Ciro estreitou suas relações com Teixeira. Passou a frequentar as rodas de artistas globais no Rio. Nelas, uma figura fácil é Rodrigo Paiva, homem de confiança do presidente da CBF e que namorava a atriz Maitê Proença.

O cartola também se dá bem com outro clã cearense: os Jereissati.

Mesmo tendo a presença garantida da seleção apenas uma vez, São Paulo também carrega os vestígios da política de Teixeira. Afinal, a Arena Corinthians nasceu de uma briga do dirigente com o são-paulino Juvenal Juvêncio.