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Justiça libera são-paulinos acusados de invadir CT para irem a jogos
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O Tribunal de Justiça de São Paulo revogou a decisão que proibia determinados integrantes de torcidas organizadas são-paulinas de comparecerem aos jogos do time. Eles tinham sido barrados por participarem da invasão ao CT do clube em agosto do ano passado.

O pedido de revogação, foi feito pelos advogados e pelo Ministério Público, que denunciara os torcedores, sob a alegação de que eles vinham cumprindo todas as medidas restritivas impostas e colaborando com a Justiça, além de as uniformizadas não terem se envolvido em novas confusões.

A publicação da decisão no Diário Oficial nesta quarta cita os réus Ricardo Barbosa Alves Maia, André da Silva Azevedo, Alessandro Oliveira Santana, Alan Aquino de Souza e outros que não tiveram seus nomes divulgados. Assim, não especifica o caso de Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente que foi preso em janeiro por ir a um jogo do clube na Copa São Paulo de Juniores e solto por meio de habeas corpus. Doze são-paulinos estão envolvidos no processo.

Apesar de permitir aos torcedores que compareçam às partidas, o juiz Ulisses Augusto Pascolati Júnior, do Anexo de Defesa do Torcedor, manteve a proibição de o grupo ter contato com jogadores, funcionários e dirigentes do São Paulo. Os réus também continuam proibidos de deixar a cidade sem autorização da Justiça enquanto durar o processo.


Diretor do Corinthians pede demissão após penhora de verba para CT da base
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José Max Reis Alves, diretor de gestão administrativa do Corinthians e um dos homens de confiança do presidente Mário Gobbi, pediu demissão. Sua saída está ligada a uma questão central no clube: o tratamento dispensado às categorias de base.

Max deixou o cargo após perder receita que seria usada para a construção do Centro de Treinamento da base. A obra agora está suspensa, numa demonstração de que o projeto, crucial para a formação de jogadores, está longe de ser prioridade para a atual administração.

A gota d´água para o afastamento foi a penhora numa conta criada para receber recursos captados via lei de incentivo ao esporte com o objetivo de bancar a construção do CT. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,6 milhões do clube por causa de diferentes processos. O Corinthians poderia oferecer outras receitas para a penhora, solicitando o desbloqueio, mas não o fez, congelando os planos de construção do quartel general das divisões que formam jogadores. A alegação é de que não há outras quantias para substituir o montante penhorado.

“O motivo pelo qual me desligo é que o projeto do CT das categorias de base teve seus recursos bloqueados. Minha missão era tocar esse projeto, assim, não tenho mais o que fazer no clube”, afirmou Max ao ser indagado pelo blog sobre sua decisão.

Esse não foi o primeiro corte de receitas que o centro de treinamento sofreu. O clube já havia usado cerca de R$ 1,7 milhão destinado pela Ambev para as obras do CT no pagamento de suas contas cotidianas. Após o bloqueio judicial, sobraram para o projeto cerca de R$ 300 mil.

No total, o Corinthians havia captado aproximadamente R$ 4 milhões para a obra, além de o equivalente a R$ 2 milhões em serviços. O primeiro modo do projeto estava avaliado em R$ 11 milhões.

A receita já obtida era suficiente para a construção do departamento de fisioterapia e de três gramados, entre outras instalações, o que permitira aos times Sub-20 e Sub-17 treinarem na nova casa a partir de março do ano que vem. Mas a perda de receitas adia os planos. Agora não há data definida para a execução do projeto.

Assim, os jovens corintianos continuam treinando no Flamengo de Guarulhos, local que o alvinegro precisou reformar e já gerou gastos de pelo menos R$ 600 mil.

Ao não encontrar uma saída a fim de evitar o bloqueio do dinheiro para o lar das categorias de base, além de deixar a formação de atletas em segundo plano, a diretoria está arriscada a enfrentar problemas com o Ministério do Esporte. Os recursos captados por meio da lei de incentivo ao esporte só podem ser usados nos projetos aprovados pela pasta. O dinheiro é referente a impostos que contribuintes pagam e autorizam que sejam destinados a determinados projetos. O blog telefonou para Luiz Alberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians, mas ele não atendeu.


Invasão ao CT corintiano causa conflitos na segurança pública
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A invasão ao CT corintiano gerou cobranças entre autoridades de segurança pública. Algo semelhante ao que acontecera após a briga de torcedores do Atético-PR com vascaínos na última rodada do Brasileirão, quando uma crise atingiu os setores envolvidos.

Nos bastidores, o Governo Federal pressiona, desde dezembro, os órgãos responsáveis para darem uma resposta dura aos seguidos crimes cometidos por membros de organizadas. Isso faz com que um setor coloque pressão no outro.

No caso do vandalismo no CT alvinegro, o judiciário é uma das partes mais cobradas. A Polícia Civil se esforça para dizer que cumpriu seu dever ao levar pelo menos dez suspeitos para a delegacia, apesar de apenas dois deles terem ficado presos. O terceiro detido foi preso por porte de arma, sem ligação direta com a invasão. Os policiais alegam que sem a ajuda da Justiça não conseguirão punir os responsáveis.

Já a polícia militar, também é criticada. Dois promotores ouvidos pelo blog reclamaram de a PM ter ido ao CT e não ter prendido ninguém no dia. A Polícia Militar se defende alegando que o clube só relatou agressões e roubos quando os torcedores já tinham saído.

Há também no MP insatisfação pelo fato de uma série de medidas para o combate aos torcedores violentos, como a criação de delegacias especializadas, ainda não ter saído do papel. As queixas frem o Governo Federal, mais especificamente no Ministério da Justiça.

Assim, enquanto as agentes de segurança pública não falam a mesma língua, os vândalos brigam até com torcedores do mesmo time, espantam criancinha na arquibancada, como ocorreu em jogo do Corinthians no Pacaembu, e esganam jogador.  O peruano Guerrero está de prova.


Corinthians adota segurança armada no CT e usa novidade para rechaçar greve
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Após a invasão de vândalos ao Centro de Treinamento do Corinthians, o local passou a ser vigiado até por seguranças armados. O reforço é usado por integrantes da diretoria alvinegra como argumento de que não há motivo para o Sindicato dos Atletas de São Paulo tentar uma greve em busca de mais proteção para os jogadores.

Além do uso de armas de fogo, a segurança no CT pelo menos dobrou desde o ataque do último sábado.

A presença de vigias com revólveres sofreu contestação dentro da diretoria, mas foi adotada sob a alegação de que os invasores estavam armados com estiletes e pedaços de pau. Além de agirem com violência até contra mulheres. Duas funcionárias foram agredidas pelos intrusos, segundo os cartolas corintianos. Quem é contra os armamentos no CT teme o risco de um grave confronto em caso de novo ataque.

Garantia de segurança eficiente é o ponto central das reivindicações do sindicato, que ameaçou organizar a greve, afirmando agir a pedido dos jogadores, caso a reivindicação não fosse atendida.

Para diretores corintianos, no entanto, as medidas tomadas cobrem as exigências. Além disso, o presidente do clube, Mário Gobbi, bate na tecla de que a violência é um problema de segurança pública. Na tarde desta sexta, o sindicato descartou a greve no final de semana.


Desde sábado, santistas costuram apoio a corintianos e desagradam cartolas
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Desde o último sábado, após a invasão ao CT do Corinthians, jogadores do Santos trocam figurinhas com os atletas corintianos a respeito de um movimento de protesto contra o ato violento.

Nesta terça, a diretoria santista soube que as conversas evoluíram no sentido de seus jogadores apoiarem uma greve com profissionais de todas as equipes do Campeonato Paulista no próximo fim de semana e apadrinhada pelo Sindicato dos Atletas de São Paulo.

Até a publicação deste post, a direção do clube não foi comunicada oficialmente pelos jogadores da intenção de apoiar os corintianos, mesmo assim, já há cartolas contrários a ideia. Uma das teses é de que os jogadores deveriam negociar uma paralisação com apoio da Federação Paulista e das direções dos clubes para evitar uma afronta à entidade e aos empregadores.Nesse cenário (improvável) as diferentes categorias mostrariam juntas o descontentamento com a ação hostil.

Mas existe também entre parte da cartolagem santista o sentimento de que o rival não merece o apoio santista. Isso porque no ano passado o time do litoral queria adiar o jogo contra o Corinthians, marcado para logo depois dos traumáticos 8 a 0 diante do Barcelona. Segundo dirigentes e conselheiros santistas, o time da capital foi contra a mudança.


4 estragos feitos pela invasão ao CT corintiano
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1 – Reforços

O Corinthians já sofria com a falta de dinheiro para renovar um elenco desgastado. Agora corre o risco de encarar também a rejeição de atletas que estejam em seus planos. É comum jogadores se recusarem a ir para clubes em conflito com torcedores (vândalos, na verdade). Ou pedirem mais do que o normal para aceitar o convite. O Palmeiras passou por isso recentemente.

2 – Saídas

A maneira como os jogadores corintianos reagiram à ação dos vândalos no CT mostra que estão sem a mínima paciência para conviver com a insegurança no trabalho. Assim que passou o susto, eles perguntaram à diretoria o que aconteceria com o clube se não entrassem em campo contra a Ponte. Nesse cenário, o Corinthians passa a enfrentar o risco de ver jogadores pedindo para deixar o Parque São Jorge.  Pelo menos em tese, é possível atletas conseguirem liberação na Justiça alegando falta de segurança para trabalhar.

3 – Nervosismo

Contra a Ponte Preta, ficou claro o abalo emocional do time, que teve duas expulsões e voltou a jogar mal. Mas as horas de terror vividas no CT impedem cobranças da diretoria sobre jogadores e comissão técnica nesse momento. Ou seja, o alvinegro perderá tempo precioso até poder reiniciar sua tentativa de reorganização.

4 – Política

O episódio faz ferver ainda mais o caldeirão político no Parque São Jorge. A crise é um prato cheio para a oposição, composta em boa parte por ex-aliados. A ala formada pelos que já estiveram ao lado da diretoria, aliás, é mais barulhenta do que a oposição tradicional.


Santos oferece porcentagens de jogadores a DIS para poder vender CT da base
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A diretoria do Santos se reuniu com representantes da DIS na última sexta. Iniciou uma tentativa de acordo referente às ações que a empresa move contra o clube envolvendo Wesley e André.

Os cartolas ofereceram porcentagens de atletas em troca da desistência do processo. O principal objetivo é acabar com a penhora do CT Meninos da Vila para poder vender a área. Um dos poucos nomes citados na conversa foi o do atacante Giva.

Pela proposta, a empresa diria quais os atletas que interessam e um pacote seria montado. Os funcionários da DIS não deram resposta na hora e ficaram de levar o caso para seus chefes.

Há ao menos uma empresa interessada em comprar o local usado pelas categorias de base do clube para investir num empreendimento. O Santos sairia da negociação com um CT novo e maior, porém numa área menos valorizada.

Só que enquanto o terreno estiver penhorado, não pode ser comercializado. A DIS, empresa ligada ao grupo Sonda, conseguiu  a penhora em ação na qual cobra 25% do valor da transferência de Wesley, hoje no Palmeiras, para o Werder Bremen, em 2010, já que detinha fatia dos direitos econômicos do volante. A empresa também tinha 25% dos direitos de André, atualmente no Vasco, quando ele foi vendido para o Dínamo de Kiev, em 2010.

Inicialmente, a DIS não aceitou o terreno oferecido como garantia até o fim da ação. Conseguiu uma penhora de 20% das receitas santistas, mas acabou aceitando a penhora do centro de treinamento para poder levar Ganso ao São Paulo.

Representantes da DIS calculam que com atualização de valores tenham para receber cerca de R$16 milhões já que o Santos decidiu não pagar a parte dela, contestando seus direitos na Justiça.


Órgão do Governo Estadual vai à Justiça para obrigar Palmeiras a devolver terreno de CT da base
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O Governo do Estado de São Paulo foi à Justiça para tentar obrigar o Palmeiras a devolver a área em que fica o CT das categorias de base do clube, em Guarulhos. O DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) ingressou com uma ação de reintegração de posse do terreno no Parque Ecológico do Tietê.

Em novembro, o  órgão notificou o clube dizendo que o contrato de cessão estava revogado. Isso porque o Palmeiras teria feito obras sem autorização e instalado um outdoor de maneira irregular.

Na ocasião, o clube negou as acusações e não devolveu o terreno. Nesta terça, o DAAE entrou com a ação. Por e-mail, Piraci de Oliveira, que era o diretor jurídico do clube na ocasião da notificação, confirmou ter recebido o documento. Disse apenas que a “briga vai longe.”  O blog também não conseguiu falar com o presidente Paulo Nobre.

Reprodução de publicação no Diário Oficial de São Paulo desta quarta


Após ameaça de novos protestos no Palmeiras, diretor pede para manifestações ocorrerem no CT do clube
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Faixa levada por sócios ao clube diz que acabou a paz

Dirigentes e outros frequentadores do Palmeiras estão apavorados com a onda de violência no Palestra Itália. Faustino Caputo, diretor de sede do clube, relata que conselheiros e sócios ligados ao grupo denominado Fanfulla e a torcidas organizadas prometeram mais protestos após dois dias de tumultos.

“Eles falaram que isso vai continuar. Já que não encontram o presidente e o pessoal do futebol no clube vão seguir cobrando quem votou na atual diretoria. Expliquei para eles que famílias frequentam o clube. Quem vem aqui não tem nada a ver com o que está acontecendo no futebol. Disse para eles protestarem no CT, o sócio não pode ter medo de frequentar o Palmeiras”, afirmou Caputo ao blog.

Na sexta e no sábado aconteceram confusões na sede social com direito a cadeiradas, correria e até uma arma perdida.

“Nós vamos continuar cobrando esses conselheiros conservadores do grupo do Mustafá Contursi. É também uma forma de passar o recado para eles votarem no melhor candidato para o Palmeiras na próxima eleição. Eles têm que deixar de votar num candidato porque o Mustafá fez aliança política com esse ou aquele”, afirmou Francisco Assunção Vituzzo, integrante do Fanfulla.

Apesar do risco de mais encrenca, a diretoria diz que não aumentará o número de seguranças para trabalhar no clube.