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Santos aposta em opinião de juiz espanhol contra Neymar na Fifa
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Para tentar convencer a Fifa a suspender Neymar por seis meses, o Santos aposta na análise do juiz espanhol José de la Mata Amaya. Ele entende que o jogador e o Barcelona, também acionado pelo clube brasileiro, descumpriram o estatuto da entidade internacional em 2011, quando negociaram a transferência do atacante.

No último dia 4, na abertura do julgamento oral referente à ação movida pela DIS na Espanha contra Neymar, seus pais, a empresa da família, Santos e Barcelona, por entender que foi prejudicada na transferência do atleta, Amaya reafirmou sua posição sobre o desrespeito às regras da Fifa. Isso apesar de ressaltar que tal situação não é objeto do julgamento espanhol.

Parecer semelhante do juiz emitido em primeira instância no processo havia sido enviado pelo Santos à Câmara de Resoluções e Disputas da Fifa, na qual o clube brasileiro pede punição para Neymar e Barça. Os advogados santistas acreditam que a confirmação da convicção de Amaya tem peso para ajudar a convencer a entidade, diferentemente do que pensa a defesa do atacante.

Para o magistrado, o estatuto da federação internacional foi ferido quando o Barcelona assinou dois contratos com a empresa dos pais de Neymar (o segundo chamado de “empréstimo”), assegurando pagamento inicial de 10 milhões de euros à família do jogador e garantindo que ele se mudaria para o Barça em 2014, quando ficasse livre do compromisso com o Santos, por mais 30 milhões de euros.

Mundial de Clubes da Fifa

Amaya escreveu parecer óbvio que Barcelona, Neymar e a empresa de sua família descumpriram as obrigações impostas pelo estatuto da Fifa em relação a contratações de jogadores. Na opinião dele, não respeitaram o contrato que o atleta tinha com o Santos, negociaram fora do período permitido (seis meses antes do término do compromisso vigente) e “chegaram a fazer (Barcelona) e a receber (Neymar) pagamentos milionários só oito dias antes de uma partida transcendental para a história do Santos (final do Mundial de Clubes da Fifa)”.

Em outro trecho ele detalha o episódio dizendo que foram realizados ou houve comprometimento de pagamentos multimilionários por parte do Barcelona a Neymar apenas uns dias antes de o jogador recebedor das quantias enfrentar o clube pagador na final do Mundial. “No dia nove de dezembro de 2011 foi feita transferência para a N&N (empresa dos pais do atacante) de 10 milhões de euros, e no dia 17 de dezembro de 2011, foi jogada a final do Mundial de Clubes entre Barcelona e Santos, com derrota da equipe brasileira por 4 a 0”, escreveu o juiz.

Amaya ressalta que, sem prejuízo à avaliação ética que os torcedores das duas equipes façam do episódio, o Barcelona tinha uma carta pela qual o santos autorizava Neymar a negociar com outras equipes. O documento foi dado pela direção santista na ocasião. O juiz afirma, porém, que faltou uma autorização expressa pedida pelo Barça para que a transação não ferisse as regras da Fifa.

Essa carta é um dos pontos fundamentais da defesa de Neymar para alegar que não houve desobediência ao estatuto da Fifa.

O sentimento dos advogados do jogador é de que a opinião de um juiz que cuida do caso em outra esfera é irrelevante para a federação internacional, assim, não terá peso na decisão.

Outro argumento é o de que o Santos aceitou vender o jogador, tanto que assinou todos os documentos para isso acontecer. Por isso não tem do que reclamar com Barcelona e Neymar.

A arbitragem da Fifa já decidiu que não pode julgar os pais do atacante e a empresa deles por não estarem sujeitos às regas da entidade.

A expectativa dos envolvidos é de que a federação internacional anuncie sua decisão em junho. Quem se sentir prejudicado poderá recorrer ao CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Além da suspensão, o Santos pede que sejam confiscados os valores recebidos pelo atacante pela transferência, solicita punição financeira ao Barça e recebimento de indenização.

Na Justiça espanhola, Neymar, seus pais e sua família foram isentos por Amaya da acusação de fraude por simular contratos, mas serão julgados por corrupção.


DIS tenta mudar na Justiça decisão que livrou Neymar de acusação de fraude
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A DIS tenta na Justiça espanhola alterar decisão que livrou na semana passada Neymar, seus pais e a empresa da família da acusação de terem cometido fraude com suposta simulação contratual na transferência do jogador para o Barcelona.

Na última segunda, os advogados da empresa ligada ao grupo Sonda entraram com um pedido de esclarecimento por parte de José de la Mata Amaya, juiz responsável pela retirada da acusação, por entenderem que ele não poderia mudar a decisão da Quarta Seção da Audiência Nacional, em Mardi, que reabriu o caso em setembro de 2016, determinando que houvesse julgamento. Em Julho do mesmo ano o próprio  Amaya tinha decidido pelo arquivamento do processo por entender que Neymar e seus familiares não cometeram crime.

Respeitando a determinação para reabrir o processo, na sexta passada, o mesmo juiz fez a abertura do julgamento oral, mas só acusou Neymar e seus pais de crime de corrupção em negócios.

“A primeira instância não pode mudar a decisão tomada em segunda instância. Ele só tinha que abrir o julgamento e deixar o novo juiz decidir. Agora pedimos para o próprio juiz (Amaya) se manifestar sobre o assunto. Se ele não entender que estamos certos, vamos levar o pedido para a segunda instância”, afirmou ao blog Paulo Nasser, advogado da DIS.

A defesa de Neymar comemorou o fato de a acusação de simulação contratual ser rechaçada. Para Davi Tangerino, um dos advogados que trabalham para o jogador, a decisão afasta a possibilidade de Neymar ser preso. Ele avalia que em caso de condenação por corrupção o atleta pode ser condenado a no máximo dois anos de reclusão, pena pedida pela promotoria, além de multa. A Justiça espanhola prevê que o juiz pode evitar a prisão do condenado se ele for réu primário (caso de Neymar e seus pais) e a condenação for de até dois anos. Com uma hipotética condenação também por fraude, a pena aumentaria.

A punição para o crime do qual Neymar é acusado pode ser até quatro anos de detenção, o que supera o tempo máximo para a suspensão da prisão. Tangerino, no entanto,crê, que não há possibilidade de Neymar ser condenado por um período maior do que o pedido pela promotoria. “Para nós a decisão foi muito positiva”, afirmou o advogado de Neymar ao blog.

Os representantes da DIS pensam de maneira diferente em relação à possibilidade de o atacante do Barcelona ser preso. “Pedimos cinco anos de prisão para ele. E isso pode acontecer, sim. Vemos esse otimismo (da defesa de Neymar) como uma tentativa de manipulação da imprensa”, declarou o advogado da empresa.

Por sua vez, Tangerino disse que não poderia comentar sobre o fato de a empresa contestar a decisão que livrou Neymar da acusação de simulação de contrato porque só os advogados espanhóis do jogador podem falar sobre o tema. Porém, é sabido que o estafe e Neymar também acusa a DIS de tentar manipular a opinião pública.

A empresa do grupo Sonda alega que a simulação contratual ocorreu para que ela não recebesse os 40% referentes aos direitos econômicos de Neymar que ela detinha. Parte da fraude teria ocorrido com acordos paralelos que aumentaram os créditos do Santos junto ao Barcelona, como a prioridade dada ao Barça sobre jogadores da base do clube brasileiro e a promessa de realização de amistoso na Vila Belmiro. O juiz Amaya não concordou com os argumentos da empresa. Afirmou que os contratos adicionais são normais no futebol e têm conteúdo técnico e econômico específico.

 


Opinião: quatro pontos em que Carille foi superior a rivais
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Em seu primeiro trabalho como treinador, o corintiano Fábio Carille conquistou o campeonato paulista. Claro que não ganhou sozinho, além dos jogadores contou com a importante ajuda do assistente Osmar Loss. Óbvio também que ainda é um técnico em formação. Em termos de análise, é justo que se compare seu desempenho com os de colegas que comandaram os outros grandes do Estado na competição. Na opinião deste blogueiro, ele superou os rivais em pelo menos quatro fatores. Veja abaixo.

Defesa

Já na pré-temporada, Carille mostrou um sistema defensivo forte. Foi o primeiro setor da equipe arrumado por ele. O trabalho resultou no time menos vazado do Paulista com 11 gols sofridos. Novato como o corintiano, Rogério Ceni teve como sua maior dificuldade fazer o São Paulo tomar menos gols. O clube do Morumbi viu suas redes serem balançadas 23 vezes.

Organização tática

A equipe de Carille foi a mais organizada taticamente entre as quatro grandes. Baptista, Ceni e Dorival não conseguiram o mesmo equilíbrio entre ataque e defesa, nem eficiência tática semelhante à alcançada pelo corintiano.

Vestiário sob controle

Carille não enfrentou rebeldias de atletas e conviveu com um vestiário em paz. Cristian fez reclamações públicas, mas o alvo foi a diretoria. Já Eduardo Baptista, demitido na semana passada pelo Palmeiras, teve que tentar explicar que não havia crise entre alguns jogadores. Felipe Melo discutiu com Roger Guedes num treino. Borja se irritou ao ser substituído no segundo jogo contra a Ponte Preta pelas semifinais, e o treinador respondeu em entrevista dizendo que o atacante foi contratado a peso de ouro, mas não estava rendendo o esperado. Para conselheiros do clube, Baptista perdeu o controle do vestiário, e alguns atletas não corriam por ele.

Força fora de casa

Nas semifinais e na final, Carille fez o Corinthians jogar para vencer fora de casa. Mais do que isso. A postura foi de quem queria resolver o confronto já no primeiro duelo. Tanto que o alvinegro venceu o São Paulo no Morumbi por 2 a 0, e a Ponte Preta por 3 a 0 em Campinas. O Santos de Dorival Júnior não conseguiu mostrar no interior a mesma força que exibe na Vila Belmiro e perdeu da Ponte por 1 a 0. No Palmeiras, a apatia da equipe e a falta de poder de reação na derrota como visitante diante do alvinegro campineiro por 3 a 0 foram motivos que contribuíram para a demissão de Baptista.


Santos estuda oferecer como garantia em ação dinheiro vinculado ao Barça
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O Santos estuda oferecer à Justiça espanhola créditos que acredita ter junto ao Barcelona como garantia caso seja condenado a pagar multa em ação referente à venda de Neymar para o time espanhol.

O clube precisa apresentar fiança no valor de 4.304.533 euros (R$ 14,9 milhões). Se for absolvido da acusação de cometer simulação contratual na venda do atacante, o alvinegro resgata a garantia dada.

Mas a agremiação também precisa apresentar outra caução em conjunto com Barcelona, Odílio Rodrigues, ex-presidente do Santos, Josep Maria Bartomeu, ex-presidente do Barça, e Sandro Rosell, que também presidiu o time espanhol. O valor coletivo é de 4.513.024 euros (R$ 15,7 milhões).

“Eu me informei com o departamento jurídico do clube. Essa garantia não precisa ser um depósito em dinheiro. Pode ser um imóvel ou até os créditos que temos junto ao Barcelona, como a premiação pela indicação de Neymar a melhor jogador do mundo ou a quantia referente ao amistoso que eles se comprometeram a fazer com o Santos no Brasil”, disse Modesto Roma Júnior.

O presidente santista afirmou que os advogados do clube vão analisar qual a possibilidade de a Justiça espanhola aceitar essas garantias.

No caso da premiação pela participação de Neymar na escolha do melhor do mundo pela Fifa em 2015, o valor é de 2 milhões de euros (R$ 6,9 milhões). A quantia, no entanto, foi depositada em juízo. O Barcelona alegou que como a atual diretoria do Santos contestou na Fifa os contratos firmados na venda de Neymar, o bônus não pode ser pago até haver uma decisão final sobre o imbróglio.

Já em relação ao amistoso, também acertado na transferência de Neymar, o contrato diz que o jogo deve acontecer enquanto o brasileiro atuar pelo Barça. Se ele mudar de time antes da partida, os catalães precisam pagar ao Santos 4,5 milhões de euros (R$ 15,6 milhões).

A decisão da Justiça espanhola determina que quem não apresentar as fianças em cinco dias terá bens bloqueados em valor correspondente ao exigido.

Porém, Modesto disse não estar preocupado. “O prazo só começa a valer depois da notificação. Nem fomos notificados ainda, isso deve demorar um mês para acontecer”, declarou o dirigente.

Neymar e seus pais, acusados de cometerem crime de corrupção em negócios, terão que oferecer garantia no valor de 66,6 mil euros cada (R$ 232 mil) . A N&N, empresa da família, precisa apresentar garantia de 9,6 mil euros (R$ 33,4 mil).

O estafe do atacante considerou uma vitória ele, seus pais e a empresa deles não terem sido citados por crime de fraude contratual, ao contrário do que pretendia a DIS, empresa que detinha 40% dos direitos econômicos do jogador e se sentiu lesada na transação.

 


Pior paulista no Brasileirão-16, SPFC foi o que mais investiu em reforços
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Em 2016, o São Paulo foi o último colocado entre os times paulistas na classificação do Campeonato Brasileiro com o décimo lugar. A posição destoa da condição de clube do Estado que mais gastou com contratações no ano passado.

Os balanços das agremiações referentes a 2016 mostram a liderança são-paulina no quesito custos de reforços apesar de o tricolor ter receita superior apenas em relação ao Santos.

O time do Morumbi registrou em R$ 89.373.000 o custo com aquisições de direitos econômicos de oito atletas. Campeão brasileiro, o Palmeiras anotou em R$ 87.397.000 essa despesa. O gasto do vice-campeão Santos foi bem menor: R$ 44.575.000. Já o Corinthians, que terminou o brasileiro em sétimo, colocou em seu balanço que a o custo com contratações e vendas de jogadores foi de R$ 69.937.000.

“Não dá pra fazer essa conta (de quanto o clube gastou) sem olhar as receitas que tivemos. Não fizemos nenhuma loucura. Só contratamos quando tínhamos entrada de dinheiro correspondente para cobrir os gastos”, disse Adilson Alves Martins, diretor financeiro do São Paulo.

De fato, a receita operacional bruta (sem desconto de impostos e encargos) do departamento de futebol foi superior aos custos dos reforços. Ela atingiu R$ 337.213.000. O valor, no entanto, é inferior às arrecadações brutas obtidas na mesma modalidade por Corinthians (R$ 458.295.000) e Palmeiras (R$ 410.618.000). O futebol santista apresentou receita bruta de R$ 254.985.000.

O gasto são-paulino com contratações foi puxado pela compra do zagueiro Maicon junto ao Porto. Ele está registrado no balanço em R$ 43.675.000. Quase a metade do total investido em reforços. “Mas o Porto se comprometeu a comprar dois jogadores da nossa base (Inácio e Luizão) pagando 3 milhões de euros por 50% de cada um. Então, na prática, não temos que pagar R$ 43,6 milhões”, disse o diretor financeiro do clube. Como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o São Paulo ainda precisa desembolsar cerca de R$ 15 milhões para quitar a compra do zagueiro.

Os direitos econômicos de Maicon foram comprados num momento crucial para o clube. O empréstimo dele vencia durante a disputa da Libertadores. Se a compra não fosse feita, o beque não poderia disputar as semifinais. Naquele momento, o jogador era tido como principal líder da equipe por torcida e dirigentes. Ele acabou expulso no primeiro jogo do mata-mata contra o Atlético Nacional (Colômbia). Na partida de volta, o São Paulo foi eliminado.

 


Cartolas tentam união contra CBF, mas são vistos com descrença por colegas
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Dirigentes dos principais clubes do país batem cabeça na tentativa de reagir à mudança estatutária na CBF que reduziu o poder de voto deles diante das federações.

Parte dos cartolas tenta marcar reunião para decidir uma postura coletiva contra Marco Polo Del Nero, mas é vista com descrença por outros colegas. Os descrentes não enxergam capacidade de união na classe, além de entenderem que não há como fazer a entidade voltar atrás na decisão que deu peso três aos votos das federações, dois aos dos times da Série A e um aos da B. Isso sem convocar as equipes para a assembleia que definiu a alteração.

O ato foi irregular, segundo o deputado federal Otávio Leite (PSDB), porque, de acordo com sua interpretação, a Lei Pelé obriga a convocação das agremiações para as assembleias da confederação presidida por Del Nero.

No grupo de dirigentes que tentam combinar uma estratégia também existem divergências. Elas estão basicamente concentradas entre entrar com uma ação na Justiça para anular a assembleia ou fazer pressão política para tentar minar o presidente da CBF. A segunda opção é a preferida pelos que defendem uma postura firme, mas não acreditam em mudança pela via judicial.

Flamengo e Santos estão entre os clubes que tentam marcar um encontro de dirigentes para discutir o assunto. Atlético-MG e Grêmio fazem parte dos que não acreditam na capacidade dos clubes de se unirem a fim de tentar mudar a situação, embora estejam indignados com a CBF.

O gremista Romildo Bolzan Júnior, descontente com o fato de os clubes não terem sido chamados para a assembleia, avalia que era previsível que Del Nero fosse tentar mudar o estatuto para manter as federações com mais poder, mas acredita que os dirigentes não se mobilizaram para tentar impedir a manobra. Agora é tarde, na opinião dele. “Esta conversa de mudança estava correndo havia mais de um ano. Mas nós (clubes) não soubemos reagir. Antes de reclamarmos precisamos identificar nossos defeitos”, declarou Bolzan ao blog.

Para o presidente do Grêmio, mais do que uma ação pontual contra a CBF, sua classe precisa mudar a cultura de desunião que já resultou na implosão do Clube dos 13 e causou praticamente o mesmo na Primeira Liga.

Enquanto os dirigentes não se acertam, Otávio Leite, relator do Profut, lei que refinanciou a dívida fiscal dos clubes e alterou a Lei Pelé dando poder de voto na CBF também aos times da Série B, estuda como ir à Justiça para anular a assembleia. Antes da alteração na legislação só votavam times da primeira divisão e entidades estaduais, todos tinham o mesmo peso. Porém, as federações estavam em maior número no colégio eleitoral, o que assegurava mais poder a elas.


CET obtém vitória contra Santos em cobrança de R$ 872 mil
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A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) obteve vitória em primeira instância em ação na qual cobra R$ 872.080,38 por serviços de orientação de trânsito em dias de jogos do clube. Decisão publicada nesta quarta no Diário Oficial de Justiça julga parcialmente procedente o pedido do órgão, mas não informa o valor que será cobrado.

Serão somadas 37 cobranças de taxas acrescidas de juros e correção. Cabe recurso.

Além do alvinegro do litoral, o órgão cobra na Justiça Palmeiras, Corinthians e São Paulo. A quantia exigida dos quatro clubes é de R$ 25 milhões.

A companhia alega na ação que a partir de 2005 ficou determinado por lei municipal que as agremiações pagassem pelo serviço em dias de jogos. No ano seguinte, os clubes conseguiram liminar suspendendo o pagamento, mas a decisão foi revertida depois.

Antes de entrar com a ação, a CET se reuniu com os clubes para fazer a cobrança amigável, mas não conseguiu receber, segundo argumenta no processo.

 


Presidente do Santos tenta convencer Dorival de que não existem ‘sombras’
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O presidente do Santos quer aproveitar os dias de convivência com Dorival Júnior no Peru para tentar convencer o treinador de  que a sombra de Vanderlei Luxemburgo ou de outro técnico não ronda a Vila Belmiro.

Modesto Roma Júnior pretende conversar muito com Dorival antes da partida desta quinta contra o Sporting Cristal, pela Libertadores, com a intenção de acalmar o treinador que, como noticiou o UOL Esporte, acredita que há um trabalho de pessoas no clube para promover o retorno de Vanderlei Luxemburgo.

“Enquanto eu for presidente, o Luxemburgo não trabalha no Santos. Acho que a época dele já passou. Não existe treinador melhor do que o Dorival disponível no mercado”, afirmou Modesto ao blog.

Ele deve repetir esse discurso ao técnico, além de já ter dito algo semelhante para o empresário de Dorival, Edson Khodor, que procurou o dirigente para saber se procedia o interesse em Luxa.

No caso específico de uma troca por Luxemburgo, o blog apurou que Modesto tem usado o discurso de que nem Marcelo Teixeira, ex-presidente e alinhado com o atual mandatário defende o retorno do treinador, com quem trabalhou no clube.

Apesar da defesa feita por Modesto, Dorival recebe muitas críticas de conselheiros situacionistas. Também na contramão do discurso do presidente, conforme mostrou o UOL Esporte, Levir Culpi está no radar do alvinegro.


Relacionamento abalado entre elenco e direção faz parte da crise santista
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Entre os ingredientes da atual crise do Santos está o relacionamento abalado entre parte significativa do elenco e a diretoria. O motivo é a demissão do gerente de futebol Sérgio Dimas, que ainda não foi assimilada por muitos do grupo.

O ex-funcionário fazia a ligação entre a comissão técnica e a direção, além de ser próximo do elenco e visto como conselheiro que conseguia contornar eventuais incômodos dos jogadores em relação à diretoria. Essa mediação ficou prejudicada com sua saída.

Após a demissão, em fevereiro, os santistas protestaram não dando entrevistas depois de baterem o Red Bull por 3 a 2, no último dia 12. A manifestação irritou Modesto Roma Júnior. O presidente santista cobrou os atletas por falta de profissionalismo no episódio na opinião dele.

O cartola deixa claro que não aceita interferência dos atletas em questões administrativas.

Parte dos jogadores se sente sem diálogo com a diretoria e desamparada desde a saída do gerente, apesar de nenhuma nova manifestação pública ter sido feita.

Já a direção alega que não foi procurada por  descontente, não acredita em insatisfação e nem vê motivos para jogador ainda fazer bico por causa do afastamento do funcionário.


Opinião: Corinthians redescobre como é fácil agradar aos seus torcedores
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Sem dar espetáculo, sem contratações bombásticas e sem astros, o Corinthians é líder geral do Campeonato Paulista. Já venceu dois rivais em clássicos: Palmeiras e Santos. É o que bastou para Fiel, antes cabisbaixa, voltar a sorrir.

Não foram necessárias goleadas e nem atuações de gala. Bastaram correria, vontade, aplicação tática, garotos da base em campo e solidez defensiva. Assim, o alvinegro redescobre como é fácil satisfazer à sua torcida. Não é preciso gastar como arqui-inimigo Palmeiras, desde que esses elementos estejam em campo.

Foi assim no início do trabalho de Tite em 2012 (tirando a parte da molecada), quando o time era de operários dedicados. Não se trata de comparar as duas equipes, pois a de hoje não dá, pelo menos por enquanto, indícios de que pode chegar onde aquela chegou. A comparação é na simplicidade que satisfez o torcedor.

Se mantiver esse ritmo e não ganhar o Paulista e permanecer na briga pela Copa do Brasil, nenhuma catástrofe acontecerá em Itaquera. Carille provavelmente poderá seguir seu trabalho.

Antes considerado por muitos a quarta força de São Paulo, hoje o Corinthians pode pensar no título Estadual, mesmo com a natural evolução do favorito Palmeiras. Pois em campeonato com mata-mata, não dá pra duvidar de time que tem a pegada demonstrada pelo alvinegro.