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Cerca de R$ 400 mil de dono da Crefisa entram em sindicato de Mustafá
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O Sindicato do Futebol, presidido por Mustafá Contursi, aprovou nesta terça seu balanço financeiro referente a 2017 com o registro de uma doação de cerca de R$ 400 mil. A verba, segundo a entidade, saiu dos cofres do casal dono da Crefisa, ex-aliado do cartola e atualmente desafeto. A operação ocorreu depois de o influente conselheiro palmeirense ser o principal avalista da candidatura vitoriosa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia ao Conselho Deliberativo alviverde.

Porém, a versão dos patrocinadores do Palmeiras é diferente. De acordo com a assessoria de imprensa deles, a movimentação financeira  foi um empréstimo. “Em meados, aproximadamente, de 2017, houve uma solicitação do sr. Mustafá de um empréstimo para o sindicato da ordem de R$ 430 mil. Esse empréstimo foi feito pelo sr. José Roberto Lamacchia (dono da Crefisa e da FAM com sua mulher, Leila)”. É o que diz mensagem encaminhada pela assessoria de imprensa dos patrocinadores ao blog depois de ser indagada sobre o assunto.

A assessoria, no entanto, não soube dizer se o alegado empréstimo foi pago.

Na contramão da afirmação sobre quantia emprestada, o sindicato sustenta que possui registro de recolhimento de imposto sobre doação.

O blog falou com três cartolas ligados à entidade patronal, mas não conseguiu conversar com Mustafá.

Quando o dinheiro entrou nos cofres do sindicato, Mustafá, Lamacchia e Leila andavam de braços dados. Em fevereiro do ano passado, o casal foi eleito para o Conselho Deliberativo do Palmeiras. O ex-presidente alviverde liderou a articulação das campanhas.

Leila só conseguiu ser candidata depois que Contursi assegurou por escrito que ela tinha o tempo mínimo exigido como associada para poder disputar vaga no órgão.

Hoje, no entanto, os empresários e Mustafá estão rompidos. Leila deu declarações se dizendo decepcionada com o cartola por conta de ingressos que teriam sido repassados pelos patrocinadores a ele pararem nas mãos de um cambista. O caso é investigado pela polícia e no Palmeiras. Contursi nega envolvimento com revenda de entradas.

Na outra ponta da corda, os correligionários do ex-presidente afirmam que o casal se irritou porque ele não tentou alterar o estatuto palmeirense abreviando o tempo necessário para Leila ser candidata à presidência.


Dono da Crefisa é suspenso de clube de SP por briga. Desafeto leva a pior
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A confusão na Sociedade Harmonia de Tênis rendeu uma suspensão no clube de 45 dias para José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM, patrocinadoras palmeirenses. O desafeto dele, acusado de ter tentado agredir a mulher do empresário, levou gancho pior. Luiz Carlos de Almeida Prado, de 86 anos e que afirma ter levado dois socos no peito dados por Lamacchia, pegou um gancho de 18 meses e sete dias.

Prado é acusado de tentar agredir com uma raquete Leila Pereira, casada com Lamacchia e também dona das empresas patrocinadoras do alviverde. Ele ainda sofre a acusação de ir ao clube com um segurança armado após ao entrevero e de ofender Leila, conselheira do Palmeiras, assim como seu marido.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Lamacchia e Leila falaram que não comentariam o assunto. Prado também não quis falar, mas colocou seu advogado em contato com o blog. Antônio Ribas Paiva reclamou da punição imposta a seu cliente. Ele diz que a notificação foi feita por telegrama e que agora vai estudar o caso para saber que medidas tomará.

“A suspensão foi aplicada de afogadilho, de maneira parcial e injusta. Ele (Prado) nem foi ouvido. A punição foi dada com base no que o Lamacchia falou”, afirmou Paiva. Ele nega que seu cliente tenha tentado dar raquetadas em Leila e entrado no Harmonia com guarda-costas armado. “Ele (Prado) voltou ao clube com um segurança sem arma porque foi ameaçado de morte pelo Lamacchia”, declarou.

Por sua vez, o clube não se manifestará sobre as punições e a briga.

O entrevero começou depois que Leila chegou ao Harmonia para dar uma entrevista para a TV Globo. Prado disse que era proibido gravar imagens lá sem autorização e começou a discutir com a empresária. Ela sustenta que foi ofendida pelo sócio, que diz apenas ter devolvido xingamento que teria recebido dela. Pela versão do casal, Prado tentou acertar a empresária com sua raquete de tênis. Lammachia chegou ao clube depois e se desentendeu com o mesmo associado ao tomar as dores de sua mulher. O caso foi parar na delegacia.


Polícia investiga contradição nos depoimentos de Mustafá e Leila
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Nesta quinta (21) Mustafá Contursi prestou depoimento no Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância) como parte da investigação sobre ingressos de patrocinadores do Palmeiras que chegaram às mãos de um cambista. As declarações do ex-presidente foram conflitantes com o que havia dito aos policiais Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM. Investigar os pontos contraditórios passou a ser uma das prioridades dos encarregados em elucidar o caso.

O cartola confirmou que recebia ingressos vindos dos patrocinadores palmeirenses em todos os jogos no Allianz Parque, como havia relatado Leila. Segundo os dois depoimentos, os tíquetes eram enviados pela patrocinadora ao sindicato que reúne entidades ligadas ao futebol e é presidido pelo palmeirense.

A partir do recebimento, as narrativas se distanciam. Contursi contou aos policiais que uma parte dos ingressos que recebia vinha separada e em nome de uma sócia do Palmeiras chamada Eliane. A separação seria feita pelos patrocinadores. O cartola contou ainda que entregava a sua parte de graça para amigos ligados ao clube e mandava os demais para a associada. Quando sobravam ingressos de sua carga, eles eram destruídos, conforme essa versão.

Porém, Leila declarou à polícia que enviava 70 ingressos por partida ao sindicato, mas que todos eram para Mustafá. Não havia, segundo ela, uma cota para Eliane, que teria repassado as entradas frequentemente para um cambista com trânsito na Mancha Alviverde. O caso veio à tona depois que Paulo Serdan, presidente de honra da torcida organizada e conselheiro do clube, procurou o conselho. Ele relatou que Eliane pediu ajuda por supostamente estar sendo ameaçada pelo cambista desde que a Crefisa deixou de enviar os bilhetes para Mustafá.

Contursi não atendeu ao blog para falar sobre os depoimentos divergentes. Já a assessoria de imprensa de Leila respondeu que todos 70  ingressos eram entregues a Mustafá.

A polícia agora investiga a contradição. Fundamental para esclarecer a divergência será o depoimento de Eliane. Ela ainda não compareceu à delegacia porque já tinha marcado viagem para os Estados Unidos antes de ser intimada.

Os policiais também querem descobrir se o dirigente repassava os ingressos para sócios e conselheiros como parte de uma operação para fortalecer a imagem de Leila enquanto ela era candidata ao conselho ou se o destino final era mesmo um cambista, o que Contursi nega.

Em seu depoimento, Leila disse que nunca foi abordada para receber agradecimentos de pessoas que teriam ficado com os ingressos supostamente dados por Mustafá. E que era comum ser procurada por outros torcedores que recebiam as entradas que saíam das patrocinadoras palmeirenses. Esse ponto chamou a atenção dos responsáveis pelo caso e também será investigado.

Contursi foi o principal aliado da empresária e do marido dela, José Roberto Lamacchia,também dono das empresas, na vitoriosa campanha deles por uma vaga no Conselho Deliberativo. O cartola apresentou documento assegurando que ela tinha tempo suficiente como sócia do clube para se candidatar.

Eles romperam após o episódio dos ingressos.

Além do inquérito policial, aberto a pedido do Ministério Público, há uma investigação feita pelo Conselho Deliberativo palmeirense.


Mustafá deve evitar confronto com patrocinadores em depoimento no Palmeiras
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Gera expectativa no Palmeiras o depoimento de Mustafá Contursi, marcado para esta segunda, na comissão responsável por investigar o caso de ingressos da Crefisa repassados a cambistas. O depoimento do cartola tem potencial para ampliar a crise entre ele e o casal dono da patrocinadora palmeirense.

Porém, gente próxima ao cartola assegura que ele será quase monossilábico durante sua oitiva. O plano é falar o mínimo possível, limitando-se a mostrar que não está envolvido com venda irregular de bilhetes e evitando confronto com José Roberto Lamacchia e Leila Pereira.

Quem conversou com o dirigente sobre o assunto diz que ele quer evitar atacar os patrocinadores. Assim, mostraria respeito institucional e não iria contra os empresários garantidores de importante receita para o clube por meio da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas).

O caso passou a ser investigado por Conselho Deliberativo, Ministério Público e Polícia Civil depois de Paulo Serdan, conselheiro e um dos líderes da Mancha Alviverde, afirmar ao conselho que foi procurado por uma sócia chamada Eliane que se dizia ameaçada por um cambista. Ela teria dito que a Crefisa repassava ingressos dos jogos do time para Mustafá. Por sua vez, o cartola os entregava para ela, que encaminhava ao cambista. Quando a patrocinadora decidiu cortar os repasses, ela teria sofrido represálias.

Contursi confirma que era agraciado com tíquetes dados pelos patrocinadores. Mas, pela versão do cartola, as entradas eram repassadas gratuitamente a pessoas que pediam, sem envolvimento dele com cambistas.

Enquanto o entrono do ex-presidente rascunha um tom discreto dele no depoimento, nos bastidores do clube seus correligionários já adotaram uma postura bélica. Eles sustentam que Leila Pereira está irritada com o cartola porque ele teria se recusado a apoiar uma mudança estatutária para diminuir o tempo necessário para conselheiros poderem se candidatar à presidência a fim de permitir a candidatura de Leila na próxima eleição. No entanto, em seu discurso, a empresária não tem citado esse tipo de problema. Ela afirma apenas ter ficado decepcionada com o ex-presidente no episódio dos ingressos.

Internamente, a tática dos mustafistas tem sido ligar Elaine à dona da Crefisa, minimizando a ligação da denunciante com Mustafá. No clube ela é vista como pessoa próxima ao ex-dirigente.

O rompimento entre as duas partes já é notório e tende a evoluir para uma batalha que complique as pretensões políticas de Leila no Palmeiras. O ex-presidente é um dos conselheiros mais influentes do clube e foi o principal aliado da empresária para ingressar no conselho.


Opinião: patrocinadores devem ser mais exigentes após fala de Cuca
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As declarações de Cuca sobre o time titular atual do Palmeiras ser mais fraco que o do ano passado e o pedido por um novo atacante convidam os donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas) a refletirem e questionarem a direção do clube.

Na opinião deste blogueiro, o casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira deve buscar respostas para as seguintes perguntas:

Como pode um time que trouxe para esta temporada Borja e Willian precisar tanto de mais um atacante?

Quem avaliou que Borja valia os cerca de R$ 32 milhões investidos pelos patrocinadores, fora ajuda com salários e luvas? Houve erro de avaliação?

Como pode um pacote de reforços que custou mais de R$ 70 milhões não ser suficiente para satisfazer o atual treinador? Cuca é exigente demais ou o Palmeiras pagou mais do que alguns jogadores valiam?

A direção do clube é criteriosa quando define quem contratar e quanto pagar ou age com desleixo quando se trata de dinheiro alheio?

Claro que os milhões são dos empresários e eles fazem o que bem entendem com cada nota. Mas ninguém, nem o mais rico e apaixonado dos torcedores, gosta de colocar freneticamente dinheiro em um saco sem fundo. E nem de dormir acreditando que investiu uma dinheirama num planejamento perfeito e acordar com alguém apontando falhas e pedindo ainda mais.

Nesse cenário, a fala de Cuca serve para os patrocinadores palmeirenses serem mais exigentes antes de assinarem os cheques. Afinal, ele têm duplo interesse: no próprio dinheiro e no clube do qual são também conselheiros.


Como Crefisa, Cuca e vestiário viraram argumentos para queda de Baptista
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Além de querer aproveitar a chance de realizar uma mini-temporada com um novo treinador, como mostrou o UOL Esporte, a diretoria do Palmeiras foi pressionada por conselheiros a demitir Eduardo Baptista com argumentos que envolviam o clima no vestiário, a defesa do time, a Crefisa e Cuca.

Os críticos de Baptista bateram na tecla de que o treinador perdeu o controle do vestiário. Na visão deles, não era respeitado por parte dos jogadores como deveria e não conseguia manter a ordem. Por conta disso, alguns atletas não corriam por ele, na opinião desses conselheiros, de diferentes correntes.

A pressão contra Baptista também inclui contas sobre o número de gol tomados: dez nos últimos cinco jogos. O cálculo foi usado para dizer à direção que Baptista não conseguiu arrumar o setor defensivo.

José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM, também teve seu nome citado na avalanche de argumentos contra a permanência de Baptista. Conselheiros afirmaram aos dirigentes que temiam a irritação do patrocinador. Ele investiu pesado na formação do time, que não rendia o esperado. O descontentamento poderia gerar atrito com o empresário. Lamacchia tem boa relação e linha direta com o presidente do clube, Maurício Galiotte.

Para completar a tese favorável à saída de Baptista, conselheiros espalharam no clube que Cuca estaria disposto a retornar ao alviverde. Até o fato de ele manter amizade com os atletas que comandou no ano passado foi usado como sinal de interesse em voltar.

Membros do conselho não têm poder para definir troca de técnico. Mas manter bom relacionamento com a maioria deles é importante para o presidente ter paz ao administrar o clube.

Galiotte diz que time de Baptista oscilou muito e tem pressa por substituto


Dono da Crefisa assina ficha para ser candidato ao Conselho palmeirense
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José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), assinou a ficha de inscrição da chapa apoiada por Mustafá Contursi para concorrer a uma vaga no Conselho Deliberativo do Palmeiras.

Sócio do clube desde 1955, ele só deixará de ser candidato se resolver retirar seu nome da chapa.

Com a inclusāo dele, o grupo formado por Mustafá poderá ter na eleiçāo de 10 de fevereiro o casal que controla os principais patrocinadores do Palmeiras. Leila Pereira, presidente da Crefisa, também assinou a ficha.

Só que a empresária teve sua candidatura impugnada por Paulo Nobre no final de sua gestāo. O agora ex-presidente entendeu que ela nāo tem ao menos oito anos como associada para poder se candidatar.

Mas Mustafá entrou com um pedido de reconsideração, alegando que em 1996 agraciou Leila com um título de sócia e que assim ela está apta a se candidatar.

O pedido será analisado pelo atual presidente, Maurício Percivalle Galiotte. Aliados de Mustafá apostam que se o pedido for aceito, e o “casal Crefisa” disputar o pleito, a chapa, com 76 nomes, será imbatível.

 


Oposição do Palmeiras e Crefisa se aproximam
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Um jantar no requintado restaurante Fasano em São Paulo, no domingo retrasado, selou a aproximação dos donos da Crefisa com a oposição palmeirense.

Intermediado por Arnaldo Tirone, o encontro teve, além das presenças do ex-presidente e dos empresários José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, a participação de membros da UVB (União Verde e Branca), importante grupo oposicionista do Palmeiras e que tem como um de seus líderes Wlademir Pescarmona.

As duas partes falaram de seus planos para o clube, mas não ficou fechado, pelo menos por enquanto, um apoio formal da UVB à presidente da empresa, Leila. Ela tenta se candidatar ao Conselho Deliberativo, mas teve sua candidatura impugnado por suposta irregularidade. A impugnação, assinada no final do mandato de Paulo Nobre, se sustenta na acusação de um documento que aumentaria ilegalmente o tempo da empresária como sócia do clube para que ela atingisse o prazo mínimo como associada para poder se candidatar. Ela nega a irregularidade.

Hoje, a posição da UVB é de apoiar a legalidade e a apuração dos fatos. Mas os líderes do grupo entendem que seria desastroso perder o apoio da Crefisa. Há o temor no clube de que o casal desista de patrocinar o Palmeiras por causa do imbróglio.

Conselheiros de diferentes correntes entendem que Leila ajuda mais financeiramente o alviverde do que Nobre. A alegação é de que ela não recebe o dinheiro que coloca no clube de volta, com correção, caso do ex-presidente. E que a Crefisa não precisa do Palmeiras para ganhar visibilidade, pois investe fortemente em patrocínio na Globo.

Já a diretoria sustenta que as empresas do casal aceitaram pagar o que acham justo pelo patrocínio na camisa alviverde. Assim, não há caridade. As contratações bancadas pelos empresários são atreladas aos contratos de anúncio.

A situação é um teste para o presidente Maurício Percivalle Galiotte, que se elegeu tendo como um dos trunfos justamente o bom relacionamento com a Crefisa.


Vice do Palmeiras ganha força eleitoral com a Crefisa
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O mandato de Paulo Nobre, que não pode se reeleger à presidência do Palmeiras, termina no final deste ano, e o clube já vive clima eleitoral. Maurício Precivalle Galiotte, primeiro vice, e Genaro Marino Neto, segundo vice, são apontados como candidatos a receber o apoio do atual presidente para disputar a eleição.

Nos últimos dias, os apoiadores de Galiotte passaram a usar a Crefisa na campanha para defender a candidatura dele. O argumento é de que o primeiro vice é hoje quem no clube se relaciona melhor com os donos da empresa e também da FAM, patrocinadoras alviverdes. E que sua vitória no pleito seria vital para a renovação do contrato. O atual vínculo foi assinado em janeiro de 2015 com validade de dois anos. Assim, a renovação seria feita após a eleição.

Publicamente, os donos da Crefisa e da FAM não falam sobre a votação no Palmeiras, mas, internamente, o discurso é de que se Maurício for eleito, a empresa seguirá no clube.

O dirigente se aproximou da parceira em meio à crise de relacionamento entre o casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira com Nobre. Enquanto o presidente palmeirense se afastou dos patrocinadores, o vice passou a trabalhar para desatar os nós da relação. Tanto que no aditivo contratual assinado recentemente, após a suspensão do pagamento por parte das duas empresas, só aparece a assinatura de Maurício pelo clube. Na Crefisa, ficou a impressão de que o presidente não quis assinar para ratificar seu distanciamento dos parceiros.

Procurado, Maurício disse que o blog deveria falar com a assessoria de imprensa do clube, que respondeu que “assuntos administrativos e estatutários do Palmeiras não são discutidos no Blog do Perrone”.

Além de ter a simpatia dos patrocinadores, Maurício é visto no clube como o preferido do ex-presidente Mustafá Contursi, que também ajudou a solucionar o último impasse com as parceiras. O vice é definido no Palmeiras como um dirigente que segue filosofias semelhantes às do ex-presidente. Principalmente em relação a priorizar o corte de gastos.

A proximidade dele com Contursi pode gerar rejeições e rachar a situação, na avaliação de integrantes da atual gestão. Isso apesar de a atual diretoria ter sido eleita com apoio de Mustafá.

Nobre não se posicionou sobre a sucessão. No cenário atual, existe a possibilidade de duas chapas originárias da diretoria se formarem, uma com Maurício e outra com Genaro.

Na oposição, já existe pelo menos um pré-candidato, Roberto Frizzo.


Da bronca ao patrocínio ampliado. O que mudou entre Palmeiras e Crefisa
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Uma estrondosa reclamação em público contra Paulo Nobre seguida de mais de dois meses de silêncio constrangedor entre o comando dos dois parceiros. Esse roteiro parecia encaminhar a relação entre Palmeiras e os donos da Crefisa e da FAM para o fim precoce ou, pelo menos, para um congelamento. Porém, comprovando a montanha-russa que virou a convivência entre eles, de repente, as empresas de José Roberto Lamacchia e Leila Pereira colocaram mais dinheiro no clube e se transformaram nas únicas patrocinadoras do uniforme alviverde.

Colar o vaso quebrado foi uma operação lenta e que teve como principais personagens o filho de um ministro e um vice-presidente do clube apontado como provável candidato à presidência do Palmeiras.

O casal de empresários nunca mais tinha falado com o presidente alviverde desde que, em novembro, Leila deu declarações rancorosas ao jornal Lance! para se queixar de Nobre planejar lançar uma camisa comemorativa com o patrocínio da Parmalat. A língua afiada da empresária fez o cartola sangrar publicamente ao chamar seus reforços de contratações de quinta categoria, entre outras estocadas.

Desabafo feito, camisa cancelada, o casal esperava uma retratação de Nobre que não veio. A reação foi a mais dura possível: os patrocinadores decidiram não aumentar seus investimentos no Palmeiras. Também paralisaram as obras de um prédio do CT do clube até que fosse assinado o contrato referente à construção.

Nesse ponto, entraram em ação Eduardo Rodrigues, que recentemente tinha assumido a função de gerir a parceria pelo lado do patrocinador, e Maurício Percivalle Galliotte, vice-presidente palmeirense. Os dois trataram de discutir formas de melhorar o relacionamento e ainda tiveram que superar outro abalo provocado pelo fato de os patrocinadores não serem convidados para a festa de comemoração do título da Copa do Brasil.

Rodrigues, filho do ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, que é palmeirense, passou a se reunir uma vez por semana com membros do departamento de marketing palmeirense para tratar da parceria. Galliotte criou o hábito de aparecer, ainda que brevemente, nos encontros.

O cartola se engajou na missão de reaproximar os patrocinadores do clube e teve a ideia de fazer a apresentação de Jean na sede da FAM. Lá apareceu com uma camisa do Palmeiras já sem as marcas de Prevent Sênior e TIM, sinalizando aos empresários que o caminho estava livre para se tornarem os únicos patrocinadores. Esse era um projeto antigo, interrompido pelo episódio envolvendo a Parmalat.

A ideia seduziu Leila e Lamacchia. Rodrigues passou a costurar o novo acordo com o vice palmeirense. Mas faltava ainda um empurrão para reaproximar os parceiros.

A oportunidade veio durante a viagem do Palmeiras para disputar o Torneio de Verão do Uruguai. Rodrigues foi convidado para viajar com a delegação. Lá, gravou uma declaração dada por Nobre para TV Palmeiras na qual o cartola falava da importância da Crefisa para o clube. Leila ouviu a afirmação e pediu para seu funcionário repassar uma mensagem amistosa para o dirigente.

Após a troca de afagos, faltavam apenas detalhes para o novo contrato de patrocínio ser selado. Então, na última quarta, Leila e Lamacchia decidiram que deveriam ir no dia seguinte até o clube para bater o martelo pessoalmente num encontro com Nobre. Foi a primeira vez que empresários e dirigente conversaram desde que a dona da Crefisa e da FAM tinha soltado os cachorros no presidente.

Depois do encontro de quinta, Leila voltou ao clube para o anúncio do reforço no patrocínio, na sexta. Além da exclusividade na camisa, suas empresas ganharam espaço também no calção e nos meiões do time.

Oficialmente, ninguém fala sobre valores. Mas os cartolas contabilizam R$ 66 milhões anuais de patrocínio (R$ 58 milhões pela camisa e R$ 8 milhões por calção e meião).

Já nas empresas patrocinadoras a conta que se faz é de que o investimento mensal no Palmeiras será de R$ 6,5 milhões, o que dá R$ 78 milhões por ano.

Os números impressionam, ainda mais pelo recente passado de desavença entre as partes. “Nunca houve briga, havia um afastamento, mas isso acabou. Tenho certeza de que a partir de agora essa relação só vai melhorar”, disse Rodrigues ao blog.

A paz atual (pelo histórico dos parceiros não dá para garantir que ela será duradoura) passou pelo entendimento de Lamacchia de que precisava se controlar para não deixar seu lado torcedor interferir na parceria, segundo amigos dos empresários. Eles contam que José Roberto era contundente nas críticas ao desempenho do time e que chegou a falar ter vontade de enfiar Barrios num avião para fora do país, depois de má atuações. Agora, está mais contido, contam pessoas próximas.

Por sua vez, Nobre parece ter decidido fazer a manutenção da parceria com doses de agrados em público. Nesse sentido, foi emblemática a declaração do presidente no anúncio do novo acordo:

“Esse relacionamento vai acabar gerando a famosa era Crefisa no Palmeiras”, disse o presidente. Impossível não lembrar da era Parmalat, justamente a empresa que foi o estopim para a explosão de Leila.

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