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Arquivo : Orlando Rollo

Presidente santista diz ter número de celular exposto e sofre pressão
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Os dias seguintes à goleada de 5 a 1 sofrida diante do Grêmio, no último domingo, têm sido de cobranças para a cúpula santista. As queixas são feitas por conselheiros e torcedores. Para piorar, o presidente José Carlos Peres e seu vice, Orlando Rollo, reclamam que os números de telefones celulares deles foram expostos em redes sociais.

Rollo disse ao blog ter sofrido ameaças de morte, entre outros incômodos. Já Peres, segundo a assessoria de imprensa do clube, sofreu, principalmente cobranças para contratar um meia para o time. Também conforme informou o departamento de comunicação do alvinegro, na tarde desta terça, o presidente tentava identificar a origem do vazamento para tomar providências na Justiça. Ele deve trocar o número de telefone.

Por sua vez, Rollo declarou que o responsável por espalhar os números telefônicos já foi identificado, mas não soube dizer quem é o suspeito. “O caso está com o departamento jurídico. Os que ameaçaram também já foram identificados e vão ser processados”, afirmou o vice-presidente.

A pressão pela chegada por um meia também é feita por conselheiros. Assim como torcedores, eles entendem que a diretoria demora para resolver o que consideram um dos principais problemas da equipe. Ao final da última temporada, o time perdeu Lucas Lima para o Palmeiras.

Em fevereiro, Peres chegou a declarar que talvez acabasse com a carência em dez dias. O argentino Zelarayán, do mexicano Tigres, e Camilo, do Internacional, estão entre os atletas tentados. No começo do ano também foi feita uma consulta sobre a situação de Paulo Henrique Ganso no Sevilla, mas não houve evolução.

Colaborou Samir Carvalho, do UOL, em Santos


Em aniversário, Santos vê presidente pressionado por ligação com empresa
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O Santos comemora 106 anos de existência neste sábado (14) em clima de tensão política. A revelação pelo blog de que o presidente José Carlos Peres é sócio de uma empresa de marketing, agenciamento de jogadores e intermediação de vendas de atletas deixou o dirigente pressionado.

A tese de o caso merecer um pedido de impeachment por supostamente ferir o estatuto se alastrou na oposição. O clima na Vila Belmiro já é de articulação política com o objetivo de que a comissão de ética e sindicância do conselho deliberativo examine se há motivo para o impedimento do dirigente e submeta seu parecer ao órgão. Para isso, é necessário que conselheiros apresentem um requerimento ao conselho. Eventual aprovação do impeachment ainda teria que passar pelo voto dos associados.

O estatuto santista impede membros do comitê de gestão do clube de serem procuradores, agentes ou empresários de jogadores e de manterem sociedade com pessoas atuantes nessa área.

Na diretoria também há quem considere a ligação do dirigente com a Saga Talent Sports & Marketing grave e merecedora de maiores explicações. A possibilidade de o pedido de impeachment é vista como real por quem pensa assim na direção, apesar de Peres minimizar o fato.

Ao blog, o cartola disse que a Saga Talent nunca funcionou e que seu contador já pediu o fechamento dela, mas “fechar empresa no Brasil é complicado”. O argumento foi visto como frágil por integrantes da oposição e por pelo menos um membro da direção.

Também há pressão nos bastidores para o afastamento de Ricardo Marco Crivelli, o Lica, da gerência das categorias de base. Ele aparece entre os sete sócios da Saga Talent.

Em caso de impeachment, o estatuto alvinegro prevê que o vice-presidente assuma o posto. Atualmente, o cargo é ocupado por Orlando Rolo, cartola que mantém relação turbulenta com Peres.

 

 


Sociedade em empresa para agenciar atletas faz Peres correr risco no Santos
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José Carlos Peres, presidente do Santos, aparece entre os sócios da  Saga Talent Sports & Marketing, empresa que tem em seu contrato social a “administração e o gerenciamento de carreiras de atletas profissionais e amadores” como um de seus objetos. Outra atividade é “a intermediação na negociação de direitos federativos de atletas, tanto no país como no exterior”. Porém, o estatuto santista impede os membros do comitê de gestão do clube de serem procuradores, agentes e empresários de jogadores e de manterem sociedade com quem exerce tais atividades.

Baseados nessa proibição, conselheiros do clube analisam a possibilidade de colher assinaturas de colegas com o objetivo de pedirem a abertura de um processo de impeachment contra Peres no conselho deliberativo. A alegação é a de que ele teria desrespeitado o estatuto por fazer parte da empresa. Como presidente do Santos, ele preside também o comitê de gestão.

Procurado pelo blog, Peres minimizou o tema. “Empresa inativa há vários anos. Nunca funcionou. Criada por sete santistas, está para fechar há vários anos. Ridículo”, afirmou o dirigente em mensagem de texto por celular. Ele não negou a previsão de atuação relacionada a jogadores no contrato social, ao qual o blog teve acesso.

Indagado sobe o motivo de a Saga Talent ainda não ter sido fechada, o cartola respondeu: “meu contador já fechou, precisa dar baixa. Fechar empresa no Brasil é complicado. Mas esta empresa nunca funcionou”.

No site da Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a ficha cadastral da Saga Talent aponta o início das atividades da empresa em 2 de fevereiro de 2005 e não há registro de encerramento de sua atuação. Como objeto social aparece apenas “criação de estandes para feiras e exposições”.

A ficha traz ainda o registro de “pendência administrativa”.

A última movimentação anotada na ficha é de março de 2005, sobre a existência de outra sociedade com nome similar.

Peres é citado como um dos sete sócios com participação de R$ 40 mil no capital que é de R$ 100 mil. Seus parceiros na empreitada têm participação de R$ 10 mil cada.

No quadro societário, também aparece Ricardo Marco Crivelli, o Lica. Ele foi nomeado por Peres como gerente das categorias de base do Santos. “O Lica foi contratado na gestão do Marcelo Teixeira como observador, prosseguindo nas gestões do Laor (Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro) e do Odílio Rodrigues. Trouxe ao clube várias joias. Está desde janeiro como gerente da base, respondendo ao gerente executivo da base. Não tem nenhum arranhão em sua vida”, afirmou o presidente santista.

Caso os conselheiros decidam pedir o impeachment, o requerimento deve ser entregue a Marcelo Teixeira, presidente do conselho. O cartola teria cinco dias para encaminhar o documento para a comissão de inquérito e sindicância do órgão. Peres teria dez dias, a partir da notificação. para apresentar sua defesa. Cabe à comissão mostrar ao conselho parecer recomendando ou não eventuais impedimentos de presidentes. Se o parecer for aprovado por dois terços dos conselheiros, ele segue para escrutínio em assembleia geral dos sócios, que tem o poder de afastar presidentes do clube com votação por maioria simples.

O estatuto santista prevê que, em caso de impedimento do presidente, o vice assume o cargo. Atualmente, o posto é ocupado por Orlando Rollo, que vive relação turbulenta com Peres.


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